quinta-feira, 18 de julho de 2013

JUVENTUDE NO FORTE: Monumento aberto para as férias de julho

TURISMO / Uma das principais atrações históricas e turísticas  do Amapá ganha uma programação especial para a temporada das férias escolares do mês de julho
A velha Fortaleza de São José de Macapá está sendo uma das grandes apostas do Estado para a atração de público e de turistas para esta temporada das férias escolares do mês de julho em Macapá.
Um dos maiores símbolos da identidade turística da cidade de Macapá, a Fortaleza de São José de Macapá está reaberta ao público e é uma das grandes atrações para esta temporada de férias escolares. Com o objetivo de levar lazer, educação e conhecimento, a Fortaleza estará promovendo durante o mês de julho a programação “Férias na Fortaleza”. Durante o evento, serão apresentadas performances artísticas, exposição fotográfica, exibição de filmes, além de outras atividades artísticas.
As crianças, os jovens e os adolescentes são o público-alvo dessa iniciativa. A programação iniciou na quarta-feira (03), com as visitas das escolas municipais José Duarte e Rondônia. No encontro, as crianças tiveram a oportunidade de conhecer, interagir e aprender a história do patrimônio, através de vídeos e visitas monitoradas.
A gerente do museu, Aldinéia Machado, ressaltou a importância da realização desse tipo de atividade, onde o foco maior são as crianças. “Elas precisam entender que esse museu é delas, uma geração que é passada de pai para filho. Elas precisam ter consciência do que é a Fortaleza de São José de Macapá, pois é através da educação, da participação quando vem visitar ou quando perguntam, acabam repassando um pouco a história para outras pessoas”, afirmou.
Já no primeiro dia de atividades, testemunhos empolgados. O pequeno Victor Gabriel, de 9 anos, que cursa o 4º ano do ensino fundamental, diz que adorou muito ter conhecido um pouco da história da fortificação e de sua implantação. “Foi muito divertido e prazeroso poder visitar a Fortaleza e saber que aqui passaram escravos”, frisou o estudante.
Para este domingo a programação contará com a Exposição Fotográfica e de filmes; Instalações e Intervenções Urbanas. A partir das 14h Projeto Língua Ferina “Varal Literário, intervenções, atividades lúdicas”, na Praça central do museu; das 14h às 16h haverá a exibição de filmes “Desconhecidos”, no Auditório do museu; a partir das 16h haverá a exibição do filme “Centenário do Vinícius de Moraes”, no Auditório do museu; a partir das 16h a programação contará com a apresentação do “Canto Forte”, na Praça central do museu; encarrando a programação a Oficina estêncil, na Galeria do museu Fortaleza de São José.
A programação será retomada a partir de quarta-feira, com as excursões escolares monitoradas, sarau e atividades lúdicas. A programação encarra somente no dia 18 deste mês, com o “Dia da Família”.


Uma história de muito simbolismo e estratégia

Para suceder os redutos de 1738 (Reduto do Macapá) e de 1761 (Forte do Macapá), e dar solução definitiva à fortificação da barra norte do rio Amazonas, o Governador e Capitão-general do Estado do Grão-Pará e Maranhão, Fernando da Costa de Ataíde Teive, dirigiu-se à vila de São José do Macapá, onde, a 2 de janeiro de 1764, em companhia do Sargento-mor Engenheiro Henrique Antônio Galucio, examinou o terreno e aprovou a planta geral da nova fortaleza. 
Meses mais tarde, a 29 de junho nesse mesmo ano, foi lançada a pedra fundamental da fortaleza, no ângulo do baluarte sob a invocação de São Pedro, na presença do governador, do Coronel Nuno da Cunha Ataíde Varona, comandante da Praça, do Sargento-mor Galúcio, do Senado da Câmara e das demais autoridades civis e religiosas da vila.
O bispo D. Frei Caetano da Anunciação Brandão, que passou por Macapá em viagem pastoral em 23 de março de 1785, registou em seu diário de viagem a observação de que a fortaleza era "(...) regular, segura e espaçosa ao gosto moderno, que importou ao rei Dom José três milhões (...); porém acha-se mui falta de gente para defender."

A construção usou mão de obra índia e negra e demorou 18 anos para conclusão

A sua construção empregou, além de oficiais e soldados, canteiros, artífices e trabalhadores africanos e indígenas. Eram pagos 140 réis diários aos primeiros contra apenas quarenta réis para os segundos. Os trabalhos distribuíram-se entre as pedreiras da cachoeira das Pedrinhas, no rio Pedreiras, a cerca de 32 quilômetros de distância de Macapá (extração e cantariação), os fornos de cal, as olarias (tijolos e telhas), a logística (transporte fluvial e terrestre), além do próprio canteiro de obras em Macapá. 
O Sargento-mor Galucio veio a falecer de malária durante as obras, a 27 de outubro de 1769, tendo assumido a direção dos trabalhos o Capitão Henrique Wilckens, até à chegada do Sargento-mor Engenheiro Gaspar João Geraldo de Gronfeld. Comandava a praça, à época, o Mestre de Campo do 1º Terço de Infantaria Auxiliar de Belém, Marcos José Monteiro de Carvalho. 
No primeiro semestre de 1771 estavam concluídos os trabalhos internos, demorando-se os acabamentos exteriores até depois de 1773. Deste período (dezembro de 1772), existe planta dada pelo Governador e Capitão General do Grão Pará, João Pereira Caldas, ao Ministro Martinho de Melo e Castro (Planta da Fortaleza de S. José de Macapá, c. 1772. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa). 
O falecimento do rei D. José (1750-1777), e a exoneração do Marquês de Pombal por D. Maria I (1777-1816), trouxeram como reflexo sérias restrições orçamentárias, fazendo com que a inauguração da fortaleza só viesse a ocorrer, com as obras complementares ainda pendentes de realização, a 19 de março de 1782, dia do seu padroeiro, São José. Estima-se que foram consumidos nas obras, três milhões de cruzados. 

INFORMAÇÕES

- A Fortaleza de São José de Macapá localiza-se numa ponta de terra à margem esquerda do rio Amazonas, na antiga Província dos Tucujus, atual cidade de Macapá, no estado do Amapá, no Brasil.
- Ela é testemunha do vasto projeto de defesa da Amazônia desenvolvido pelo marquês de Pombal, as suas dimensões são comparáveis às do Real Forte Príncipe da Beira.

1764
Este foi o ano do início da construção da Fortaleza de São José de Macapá.

CARTÃO-POSTAL



“Foi muito criticado e vai continuar sendo um governo que tem 39 ministérios”

CAD4-3 DOM LUIS CARLOSdcTido como moderado, de fala mansa, mas agora que as manifestações das ruas resultaram em uma série de iniciativas provocadas pelo governo da presidente Dilma que desaguaram sobre o Congresso Nacional, o deputado federal Luiz Carlos (PSDB) sai para o embate a respeito das propostas de se fazer um plebiscito no país. Mais que isso, como advogado, ele diz saber que o tema da reforma política por si só não atende aos clamores da população que foi às ruas. Esse e outros temas foram tratados por ele nesta entrevista concedida ao programa Conexão Brasília de ontem, que foi ao ar pela Diário FM e retratados em seus principais trechos a seguir pelo Diário do Amapá. Confira.
Diário do Amapá – A partir de todas aquelas manifestações nas ruas do país, passando pelas vaias à presidente Dilma Rousseff, o dirigente maior do seu partido, o senador Aécio Neves, disse não ser o momento da oposição tirar proveito da situação. Qual sua leitura a respeito disso?
Luiz Carlos Júnior – As ruas não mandaram um recado e sim um pedido. Um recado é aquilo que a gente manda informar, pois hoje as ruas estão na verdade clamando por saúde, pedindo por educação, mais transparência, combate à corrupção, trabalho, emprego, então essa é a leitura que a gente tem que ter, dar resposta enquanto político, enquanto membro daquele grupo que ajuda a tomar decisões. Então os detentores de mandato têm a obrigação de colher isso com mais precisão para poder dividir isso com um grupo maior e transformar isso em praticidade e em resultado, o que a população quer.

Diário – E rápido, não é mesmo?
Luiz Carlos – Eu estive essa semana com o prefeito Almir [Resende] de Tartarugalzinho, que me disse que o povo não quer plebiscito, o que o povo quer é pressa, ele quer que as coisas aconteçam agora.

Diário – O movimento foi às ruas inicialmente para protestar contra o aumento da tarifa do ônibus, mas depois o que se viu foram muitas reivindicações como se a paciência da população tivesse sido minada por uma série de episódios que levaram todos a dizerem e exigirem mais mudanças, não é?
Luiz Carlos – É, o transporte realmente foi o carro chefe, só que quem já teve a oportunidade de usar o transpor público em uma grande cidade, e eu já fiz isso quando era estudante no Rio de Janeiro, então sabe o quanto isso é estressante depender de ônibus lotado, depender de transporte alternativo e em alguns casos como Macapá não ter um metrô como opção. É muito complicado e isso tudo gera indignação e foi o estopim.

Diário – Para as outras reclamações.
Luiz Carlos – Sim, pois todo dia aquilo de massacra, você perde muito tempo, dias em sua vida para poder se deslocar para o trabalho, então foi o que puxou a discussão. Veio a questão da saúde, que a gente não usa todo dia mas que quando precisa sente falta, assim como a educação que a gente sabe que num longo prazo nos conduz a uma vida melhor. Isso tudo são demandas da sociedade, portanto eu acho que a população precisa da resposta imediata e o que a gente vê em termos de resposta do governo federal é essa proposta de plebiscito.

Diário – Que o senhor não concorda?
Luiz Carlos – Eu sinceramente não e isso é uma ideia do partido, uma ideia das oposições, o clamor social não é por um plebiscito que busque a reforma política. A reforma política é necessária, quem não pensar dessa forma está focado com a lanterna para a popa, o clamor é por cortes nas despesas públicas, é por investimentos em educação, investimentos em saúde, na mobilidade urbana, transporte, trânsito, enfim, isso são os clamores da população.

Diário – E como essas repostas podem ser garantidas?
Luiz Carlos – Foi muito criticado e vai continuar sendo um governo que tem 39 ministérios, é muito ministério. Aí a gente se volta para nós mesmos e nos perguntamos o que vamos fazer. O PSDB com a segunda economia do país, pois a primeira é o orçamento da União e o segundo o do Governo de São Paulo, vai dar o exemplo, porque a gente só faz mudança cortando na sua própria carne. O governador Alckmin foi lá e extinguiu secretarias, dando o exemplo de como é que a gente tem que fazer, extinguindo cargos públicos.

Diário – E o Congresso Nacional tem adotado medidas que se pode dizer atendem a esses clamores, primeiro com a rejeição da PEC 37 e outras medidas que poderão levar a estender os trabalhos melo mês de julho, é isso?
Luiz Carlos – Bem, normalmente o nosso recesso é depois do dia 18, são apenas 10 ou 12 dias de recesso no meio do ano.

Diário – Por que o senhor é contra o Plebiscito deputado?
Luiz Carlos – Sou totalmente contra o plebiscito agora, porque a própria presidente do TSE já disse que é natimorto, pois temos somente cinco dias de espaço antes do período eleitoral, com gasto de quase R$ 1 bilhão, quando a gente esta discutindo falta de dinheiro para a saúde. E aí alguém pode perguntar se eu não quero ouvir o povo, respondo que sim, é importante ouvir o povo, mas fazer um plebiscito sobre reforma política, que são temas de difícil compreensão não. A gente precisa se debruçar para realmente entender uma cadeia de ações que precisam ser lincadas para acontecer, são necessárias três variáveis para um único resultado, é muito difícil você colher isso junto à população, exigindo que ela se especialize em reforma política para poder dizer o que o Congresso deve fazer.

Diário – E ainda não há consenso nem sobre o que seria perguntado num eventual plebiscito não é mesmo?
Luiz Carlos – Um senador fez uma prévia para didaticamente expor a impossibilidade de um plebiscito. Ele fez 21 perguntas sobre reforma política, é muito complicado botar isso para a população decidir, a não ser que fosse uma consulta mais pontual, incisiva, como se devemos permanecer numa democracia representativa ou vamos mudar para parlamentarismo, como até já ocorreu no passado. Isso é uma discussão que pode ser feita pelo povo. A reforma política envolve cláusula de barreira, fim das coligações proporcionais, voto distrital e aí tem o voto distrital misto, voto distrital puro ou o distritão, enfim, falei só de cinco coisas que devem estar relacionadas entre si para dar resultado.

Diário – E a chamada coincidência de mandatos, para acabar com o modelo atual de eleições a cada dois anos, o senhor é contra ou a favor?
Luiz Carlos – Não vejo nenhum tipo de empecilho, as chamadas eleições gerais, com mandatos de cinco anos se acabar com a reeleição ou continuar de quatro anos com a reeleição. Isso tudo para ver como a colcha de retalhos é tão ampla que a gente não vai conseguir colher isso em plebiscito. Eu acho até que a população tem o maior desejo em participar, mas isso pode ser feito de uma forma mais efetiva com a realização de audiências públicas regulares, você colhe isso, ou então você faz através de referendo, você cria as condições ou cria as situações práticas entre duas situações, dois cenários.

Diário – No auge nas manifestações a presidente Dilma tomou aquela vaia homérica no estádio Mané Garrincha e depois disso, mais recentemente, pesquisas de opinião apontam para uma queda vertiginosa na popularidade dela. Ela é o maior alvo do povo o senhor diria?
Luiz Carlos – Eu acho que sim, não pessoalmente, mas por conta dos clamores que a população faz sobre a estrutura governamental criada hoje. Se você for conversar com os prefeitos do Amapá todos têm a mesma queixa, a concentração de recursos no governo federal, pois quem executa as políticas na ponta são os governos estaduais e as prefeituras, que têm que ficar de pires na mão diante do governo federal para poder levar os recursos para quem realmente precisa. Então acaba desaguando a maior insatisfação nas costas da presidente Dilma, infelizmente. E ela coloca à frente de tudo uma discussão sobre reforma política para de novo passar a responsabilidade para o Congresso Nacional, quando as ações necessárias são de responsabilidade do Executivo.

Perfil...
Entrevistado. Luiz Carlos Gomes dos Santos Júnior é amapaense de nascimento, mais precisamente do município de Amapá, tem 33 anos de idade, é casado, formado em Direito pela Universidade da Amazônia (Unama) em Belém (PA), com especialização MBA em Direito da Economia e da Empresa, pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro (RJ). Advogado militante no Amapá, ganhou popularidade e conhecimento, sendo eleito deputado federal em 2010, com 10.945 votos, pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Foi eleito pela revista Veja o 13º parlamentar mais atuante da atual legislatura. Exerce ainda a função de vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça.

“Os estudantes derrubaram um presidente da República sem precisar de vandalismo”

cad4dom ENTREVISTADO-hbalaO deputado federal Bala Rocha (PDT-AP) concedeu ontem uma esclarecedora entrevista ao programa Conexão Brasília, pela Diário FM, em que discorreu a respeito da viagem que fez à Europa há alguns dias, quando participou de conferência internacional sobre o trabalho. Na volta ao Brasil ele se deparou com as manifestações populares nas ruas, especialmente em Brasília, onde o parlamentar trabalha. Bala Rocha fala sobre como está observando a participação popular de reivindicar mudanças no país. Resignado, admite que a classe política precisa dar as respostas que as diversas classes sociais estão exigindo. Acompanhe os principais trechos da entrevista, a seguir.

Cleber Barbosa
Da Redação

Diário do Amapá – O senhor esteve recentemente em Genebra, na Suíça, participando de uma conferência importante. Já refeito do fuso horário, encontrou por lá temperaturas mais amenas, de início de Verão, não é?
Bala Rocha – É. Lá em Genebra de fato o tempo estava bom, digamos assim. Mas o bom mesmo foi o resultado da conferência.

Diário – É uma conferência muito tradicional, com várias edições anuais, não é mesmo?
Bala – Exato. Acredito que essa era a 102ª edição da Conferência da Organização Internacional do Trabalho que trata sobre temas muito importantes para os trabalhadores do mundo todo.

Diário – E por que Genebra, a sede fica lá?
Bala – É a sede fica em Genebra, na Suíça, EUA é tido como um país neutro nessas questões. É um país onde existem muitas convenções que são assinadas, inclusive nós temos uma aqui com o Amapá, que foi o Laudo Suíço que foi assinado em 1900 com a mediação do Barão do Rio Branco sobre os limites das terras entre Brasil e França, ou seja, entre o Amapá e a Guiana Francesa.

Diário – Por acaso o senhor não visitou o local onde está o tombamento deste registro?
Bala – Não, não fui porque só fiquei cinco dias em Genebra, e nós nos concentramos mesmo nos debates. Neste ano, o principal tema foi a erradicação do trabalho infantil. No ano passado nós tratamos muito do trabalho escravo e da questão do trabalhador doméstico. Este ano nós também falamos muito sobre a questão do diálogo social e emprego verde. Eu acho que há um incentivo de que a indústria e as empresas em geral possam buscar meios de criar empregos mais adequados do ponto de vista ambiental.

Diário – Bem, uma troca de experiências como essa dá que tipo de contribuição para um mandato como o do senhor para a atuação junto às comissões da Câmara?
Bala – Exato, nós tivemos, por exemplo, a presença do ministro do Trabalho também, o ministro Manoel Dias que é do PDT também. Quando se retorna de uma conferência como essa nós procuramos focar também o nosso trabalho em temas contemporâneos daqui do Brasil e em assuntos relacionados com esses temas que nós tratamos lá. O trabalho infantil ainda é um problema sério no Brasil e nós vamos cada vez mais nos empenhar para que a criança esteja na escola, isso é o que é importante. A gente sabe que tem aquelas famílias muito carentes que as crianças vão para o trabalho muito cedo, mas isso não é do adequado. O adequado é que o governo tenha condições de manter essas famílias com alguma renda para que as crianças possam estar na escola.

Diário – Da Câmara foi só o senhor como parlamentar?
Bala – Do Amapá só eu, mas tivemos aproximadamente 15 deputados.

Diário – Depois de uma experiência internacional como essa, uma missão oficial da Câmara dos Deputados, o senhor volta com que tipo de ânimo já que é tão ligado às questões trabalhistas e encontra na volta as manifestações nas ruas?
Bala – É um dos pontos foi o diálogo social. Eu acho que esse momento que o Brasil vive exige muito diálogo social, nessa parte do emprego e da geração de emprego, mas na parte também das demandas sociais. Nós estamos vendo um grande movimento no Brasil com a população toda se mobilizando e o Congresso tem que se mobilizar e agora pressionado tem que agir muito rápido para dar respostas a muitas questões que ficaram paradas durante tantos anos. Não só o Congresso, mas a própria Presidência da República, então eu acho que nesse momento o diálogo social é fundamental para a gente tirar o Brasil dessa crise e através dele negociar soluções que sejam boas para o país e para a população.

Diário – Pois é, a sua volta para o país coincidiu exatamente com o início das manifestações nas ruas, quando o senhor encontrou em Brasília os primeiros protestos. Qual o sentimento que passa numa hora dessas, dá medo?
Bala – É, o sentimento em primeiro lugar é de apoio é de satisfação por ver o povo na rua clamando e brigando pelos seus direitos, mas por outro lado fica sim aquela reserva, aquele temor de que se perca o controle da situação e aí nós podemos estar diante eventualmente de um golpe de Estado ou de uma situação que pode aparecer um salvador da pátria, um oportunista e tomar para si o discurso das ruas e se eleger presidente da República sem ter de fato uma história de luta, sem ter os compromissos que as ruas hoje exigem, então eu acho que nós estamos hoje diante desses possíveis cenários e o melhor para todos nós é que a maturidade e essa energia toda das ruas sejam de fato interpretadas como a necessidade, a carência que a população está tendo de respostas rápidas. E o Congresso tem que responder, a Presidência tem que responder rapidamente, as prefeituras, os governos estaduais para que a população se sinta de alguma forma contemplada nas suas reivindicações.

Diário – O que era para ser pontual nessas manifestações era a questão das tarifas do transporte coletivo, mas acabou na verdade virando um leque de reivindicações, de demandas reprimidas da sociedade, então o senhor acredita que só essa movimentação do Governo Federal e de suas lideranças no Congresso na tentativa de acelerar as reformas políticas pode acalmar os ânimos nas ruas?
Bala – É como você disse, é uma revolta multifocal, não é? Um ponto era a PEC 37, que nós já derrubamos, votamos contra lá. É uma questão que as pessoas dizem que o Congresso só votou rápido e rejeitou a PEC 37 porque o povo foi para as ruas. E é verdade, se o povo não estivesse nas ruas a PEC 37 poderia ter prosperado e quem sabe até poderia ter sido aprovada. Eu já tinha até declarado a minha posição contrária à PEC 37, agora eu acho importante existir um diálogo entre Polícia e Ministério Público para a gente aprimorar as ações conjuntas, digamos assim, que são necessárias do Ministério Público com a Polícia. Depois outro ponto importante das reivindicações é a questão da educação, que nós sempre defendemos 10% do PIB brasileiro, uma demanda também dos movimentos dos estudantes e dos educadores também no país, para a gente alcançar 10% do PIB brasileiro. Da maneira como nós votamos o projeto lá, 75% para a educação e 25% para a saúde, mas abrangendo todos os royalties a partir de 3 de dezembro de 2012 é claro que isso não vai ser de um dia para o outro, mas ao longo desta década, até o final dela, a expectativa é que a gente esteja então com os 10% do PIB. Hoje nós estamos com apenas 5% aproximadamente do PIB aplicado na educação. Da mesma maneira na saúde, vão crescer muitos os recursos para a saúde ao longo dessa década, mas só que o povo quer respostas imediatas.

Diário – Para terminar, já que o senhor louvou a participação do povo nas ruas, dizer o que sobre as esperanças de dias melhores para o país?
Bala – O mais importante é que o povo está nas ruas e não vai sair das ruas facilmente. As mobilizações devem continuar, mas eu acho que nós devemos ter muito cuidado com os aproveitadores que estão aí tirando proveito da boa-fé da grande maioria dos que estão nas passeatas e nas manifestações para fazer vandalismo. Eu acho que isso daí a gente tem que condenar, não há necessidade. Os estudantes brasileiros junto com vários outros setores derrubaram um presidente da República sem precisar de vandalismo. As Diretas Já foram outra manifestação assim de cidadania muito forte onde tivemos grandes mobilizações e grandes manifestações pelo Brasil afora sem vandalismo, então agora também a gente quer dizer não ao vandalismo, seja bem vida a manifestação.

Perfil
Entrevistado. Sebastião Bala Ferreira da Rocha (Gurupá, 21 de janeiro de 1958) é médico ginecologista, apelidado de "Bala" desde a infância, incorporou em 2004 o apelido ao próprio nome. Iniciou sua carreira política em 1990 quando elegeu-se deputado estadual do Amapá pelo PSDB. Filia-se ao PDT em 1993, onde se encontra até o momento. No ano seguinte, elege-se senador da república. Tenta reeleger-se ao Senado em 2002 mas obtém apenas o 4º lugar. Em 2004 nova decepção nas urnas quando termina em 3º lugar na disputa pela prefeitura de Macapá. No pleito de 2006 é eleito deputado federal. Pleiteia a prefeitura de Santana em 2008, mas retira a candidatura. Em 2010 foi reeleito Deputado Federal com 12.739 votos.

TAM lidera transporte doméstico com 39,75%, diz Anac

Já as companhias aéreas Avianca e Azul/Trip tiveram crescimento na fatia do mercado. A Avianca alcançou 6,9% do mercado em junho - um crescimento de 38,74% na comparação com junho de 2012. Já a Azul registrou crescimento de 25,25% em relação ao ano passado, chegando à marca de 12,75% de participação no mercado. As duas companhias também foram as que registraram maior crescimento na demanda.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

41ª ABAV – Feira de Turismo das Américas terá simulações de estações de ski

Maior e melhor evento internacional de negócios do setor de viagens e turismo do Continente e do Hemisfério Sul aposta na crescente procura pelos destinos de neve

Países como Argentina e Chile têm despertado cada vez mais o interesse das famílias durante as férias de julho, época em que a procura é grande por destinos de neve. No ano passado, apenas a cidade de Bariloche recebeu 18 mil brasileiros, de acordo com o site Mochileiros.Com.

Com o objetivo de atender e estimular esta crescente demanda, a Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV) incorporará, na 41ª ABAV – Feira de Turismo das Américas, um espaço exclusivamente dedicado à prática de esportes de neve, no qual será montada uma pista de snowboard.

Durante os cinco dias de evento, que será realizado entre 4 e 8 de setembro no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, os participantes terão, pela primeira vez, acesso a simulações de estações de ski. A iniciativa visa atrair o público final, cuja entrada na feira será permitida nos dias 7 e 8 (sábado e domingo).

A expectativa é de que, no total, a feira conte com a presença de quase 80 mil pessoas – 50 mil consumidores e mais de 28 mil profissionais que atuam no setor de viagens e turismo.

Sobre a 41ª ABAV – Feira de Turismo das Américas
Com o slogan “Seu principal destino de negócios”, a 41ª edição do evento ABAV – Feira de Turismo das Américas será realizada, de 4 a 8 de setembro de 2013, no Anhembi, o maior Centro de Exposições da América Latina sediado na cidade de São Paulo, que é o principal pólo turístico emissivo e receptivo do País. Considerado o maior e o melhor evento internacional de negócios do setor de viagens e turismo do Continente e do Hemisfério Sul, a ABAV 2013 ocupará aérea total de 58,2 mil metros quadrados. Com a participação de mais de 60 países e dos destinos turísticos nacionais de todas as regiões do Brasilmais de 2.700 expositores estão confirmados. O evento prevê receber mais de 28 mil profissionais do setor nos dias 4, 5 e 6 de setembro, das 12h às 19h, além dos mais de 50 mil visitantes no final de semana (7 e 8 de setembro), das 13h às 20h, quando a feira ABAV estará aberta, pela primeira vez, ao público consumidor final. Entre os diferenciais da ABAV 2013, vale conferir os seguintes atrativos: Vila do SaberIlha Corporativa ABRACORP40º Encontro Comercial BraztoaCaravanas de Agentes de ViagensRodadas de NegóciosÁrea de Ski e Neve,Assistência ViagemAldeia dos SaboresArtesanatoCompradores Convidados e Espaço Empreendedor.

A 41ª ABAV – Feira de Turismo das Américas é realizada pela Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV Nacional), que comemora neste ano 60 anos de serviços prestados em favor do desenvolvimento sustentável do setor. Promovido pela Promo Inteligência Turística, o evento tem parceria com a ABRACORP – Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Ilha Corporativa) e a BRAZTOA – Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (40º ECB). A ABAV 2013 conta, em âmbito governamental, com o patrocínio do Sebrae e CNC; apoio do Ministério do TurismoEmbraturSPturis e Anhembi. O evento também mantém e incrementa as suas parcerias internacionais, com a ITB Berlim, a maior feira de turismo do mundo, e a BTL 2013 (Portugal), além do apoio de entidades co-irmãs. São elas: Asociación Argentina de Agencias de Viajes y Turismo (AAAVYT), Asociación Boliviana de Agencias de Viajes y Turismo (ABAVYT), Asociación Chilena de Empresas de Turismo (ACHET), Asociación Colombiana de Agencias de Viajes y Turismo (ANATO), Asociación Paraguaya de Agencias de Viajes y Empresas de Turismo (ASATUR), Asociación Peruana de Agencias de Viajes y Turismo (APAVIT), Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Asociación Uruguaya de Agencias de Viajes (AUDAVI) e Asociación Venezolana de Agencias de Viajes y Turismo (AVAVIT). Mais informações e inscrições: www.feiradasamericas.com.br.



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BASE AÉREA REVITALIZADA - Aeródromo poderá resgatar valor histórico

A velha torre que servia para o abastecimento do famoso dirigível ainda resiste a ação do tempo e serve como um grande atrativo turístico no município de Amapá, onde foi montada uma das importantes bases aéreas da II Guerra.
CLEBER BARBOSA
EDITOR DE TURISMO

Uma das maiores atrações turísticas do interior do Estado, a Base Aérea do município de Amapá, distante cerca de 300 quilômetros de Macapá, deverá ser revitalizada. É o que prevê um pacote de medidas voltadas a valorização da aviação regional pelo país. O anúncio foi feito ontem (29) pelo superintendente do Banco do Brasil no Amapá, Rosélio Arnoldo Fürst, em entrevista a rádio Diário FM. Segundo ele, em Amapá e Oiapoque, que possuem aeródromos regionais, serão investidos R$ 74 milhões pelo Governo Federal.
O executivo do Banco do Brasil explicou que mais do que um interveniente financeiro do projeto, o Banco do Brasil é o responsável pela execução, tendo para isso celebrado parcerias com os Governos dos Estados para a execução das obras. Os contratos com a Secretaria de Aviação Civil foram celebrados no último dia 20, depois de uma criteriosa análise dos diagnósticos feitos nos dois aeródromos amapaenses, a partir do apoio da Secretaria Estadual dos Transportes (Setrap). O próprio titular da Setrap, Bruno Mineiro, acompanhou o Banco do Brasil no trabalho de levantamento das demandas e da estrutura existente nos dois aeroportos.
Bruno Mineiro e Rosélio Fürst
A expectativa agora é pela publicação dos editais para a contratação dos projetos executivos e a previsão é que até o final deste ano as primeiras obras sejam iniciadas. “Tive a oportunidade de visitar os dois aeródromos juntamente com nossa equipe técnica e fiquei realmente impressionado com a possibilidade de resgatar algo que foi tão importante para a história do país e da humanidade”, disse Rosélio Fürst, em alusão ao forte apelo histórico da velha base aérea.
O secretário estadual dos Transportes, Bruno Mineiro, salientou que além da revitalização histórica da Base Aérea, a reformulação e ampliação de dois aeroportos no interior do Estado também possibilita um incremento na aviação aérea regional, com interesse manifestado por empresas do setor em oferecer voos regulares para municípios do interior, como Amapá e Oiapoque. “É uma excelente oportunidade que o Amapá está abraçando a partir dessa parceria com o Governo Federal através do Banco do Brasil, uma nova chance para a economia e o turismo local e regional”, disse Mineiro.
Batizado oficialmente como “Programa de Investimentos em Logística: Aeroportos”, trata-se de um conjunto de medidas do governo federal para melhorar a qualidade dos serviços e da infraestrutura aeroportuária, ampliar a oferta de transporte aéreo à população brasileira.

A vida hoje na velha Base Aérea de Amapá

Situada a 9 quilômetros da cidade de Amapá, a Base Aérea constitui-se em uma das mais importantes localidades do município, devido na mesma estar localizado o aeroporto da cidade de Amapá. A população da Base Aérea atualmente é de 140 habitantes. A quase totalidade da mão-de-obra da Base Aérea encontra-se na atividade da agricultura. A agricultura é a base da economia local, destacando-se a cultura da mandioca, para o preparo exclusivamente da farinha. Podem-se citar ainda alguns cultivos em pequena escola, como milho, batata roxa, abacaxi e banana.

O estado físico do prédio destinado à educação da população da Base Aérea é excelente, possuindo duas salas de aula, dois quartos para professor, uma cozinha, um banheiro com sanitária, uma sala para funcionar a secretaria da escola, um depósito e uma área de estar pertencente à dependência do professor. Existe atualmente em média 30 alunos estudando de 1ª à quarta séries. A merenda escolar é distribuída regularmente pelo Governo do Estado. A localidade possui um posto médico com instalações físicas regulares.

Uma história cheia de simbolismos e apoio estratégico às forças aliadas

Os trabalhos de construção da Base Aérea de Amapá tiveram início em 1941, em obediência ao decreto federal 3462, de 25 de julho de 1941, autorizando a realização de operações de guerra em solo brasileiro, e ao mesmo tempo autorizando a Panair do Brasil, na época uma subsidiária da Pan American Airways, para iniciar as obras necessárias à construção de campos de aviação no Norte e Nordeste do Brasil, e com a finalidade de permitir a utilização de aeronaves de grande porte mediante as condições impostas pelo governo norte-americano. Baseada no artigo I desse decreto, a Panair do Brasil construiu e aparelhou o Aeroporto de Amapá. O governo norte-americano tinha também deveres específicos, tais como realizar benfeitorias no aeroporto, ampliando-o para além de mil metros; preparar piso de modo a suportar a compressão de grandes aeronaves; farol rotativo; luzes para assinalar os limites dos aeroportos; Holofotes para iluminar as pistas; usinas de emergências para energia elétrica.

Todos os projetos realizados na Base foram submetidos ao governo brasileiro. Entre esses constavam plantas, orçamentos e especificações técnicas. Por sua vez, o Ministério da Aeronáutica construiu os edifícios para aquartelamento dos contingentes da Força Aérea Brasileira que passaram a operar nas bases de Belém, Fortaleza, Recife e Salvador. Também foi de alçada da Aeronáutica a construção de residências para alojar o pessoal militar não só da FAB, como também da força aérea norte-americana. A desapropriação de terrenos e imóveis na área da Base Aérea, incluindo benfeitorias, foi respaldada pelos decretos nº 14.431, de 31 de dezembro de 1943.

INFORMAÇÕES

- A Base Aérea de Amapá fica distante cerca de 302 km da capital, Macapá, e 9 km da sede municipal.
- Foi construída durante a II Guerra Mundial, como base de apoio aos Aliados na luta contra o nazi-fascismo, permitindo o abastecimento de aviões norte-americanos com destino à África, que levavam ajuda aos aliados como Inglaterra e União Soviética.

1941
Este foi o ano do início da construção da velha Base Aérea do município de Amapá.

ZEPPELIM

Visitantes da ABAV 2013 terão assistência de viagem da Travel Ace

A partir desta iniciativa inédita, objetivo da entidade é garantir a segurança dos participantes durante toda a estadia em São Paulo
A 41ª ABAV – Feira de Turismo das Américas, considerada a maior e melhor feira do setor realizada em todo o continente americano, contará com uma iniciativa inédita: todos os visitantes que efetuarem a inscrição por meio do site oficial do evento (www.feiradasamericas.com.br), incluindo os estrangeiros, terão, automaticamente, a assistência de viagem oferecida pela Travel Ace Assistence.
“A cobertura é estendida a todo o período de viagem do inscrito durante o evento: desde a saída de casa até o retorno, o que inclui casos nos quais o participante precisa chegar alguns dias antes e/ou voltar alguns dias depois”, explica Roberto Roman, diretor da Travel Ace.
O benefício permite que o assegurado conte com assistência médica em caso de acidente e enfermidade, gastos com medicamentos em ambulatório, assistência odontológica de urgência e assistência de localização de bagagem, além de translado médico, viagem de regresso e repatriação por morte e sanitária, entre outros serviços.

Sobre a 41ª ABAV – Feira de Turismo das Américas
Com o slogan “Seu principal destino de negócios”, a 41ª edição do evento ABAV – Feira de Turismo das Américas será realizada, de 4 a 8 de setembro de 2013, no Anhembi, o maior Centro de Exposições da América Latina sediado na cidade de São Paulo, que é o principal pólo turístico emissivo e receptivo do País. Considerado o maior e o melhor evento internacional de negócios do setor de viagens e turismo do Continente e do Hemisfério Sul, a ABAV 2013 ocupará aérea total de 58,2 mil metros quadrados. Com a participação de mais de 60 países e dos destinos turísticos nacionais de todas as regiões do Brasilmais de 2.700 expositores estão confirmados. O evento prevê receber mais de 28 mil profissionais do setor nos dias 4, 5 e 6 de setembro, das 12h às 19h, além dos mais de 50 mil visitantes no final de semana (7 e 8 de setembro), das 13h às 20h, quando a feira ABAV estará aberta, pela primeira vez, ao público consumidor final. Entre os diferenciais da ABAV 2013, vale conferir os seguintes atrativos: Vila do SaberIlha Corporativa ABRACORP40º Encontro Comercial BraztoaCaravanas de Agentes de ViagensRodadas de NegóciosÁrea de Ski e Neve,Assistência ViagemAldeia dos SaboresArtesanatoCompradores Convidados e Espaço Empreendedor.

A 41ª ABAV – Feira de Turismo das Américas é realizada pela Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV Nacional), que comemora neste ano 60 anos de serviços prestados em favor do desenvolvimento sustentável do setor. Promovido pela Promo Inteligência Turística, o evento tem parceria com a ABRACORP – Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Ilha Corporativa) e a BRAZTOA – Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (40º ECB). A ABAV 2013 conta, em âmbito governamental, com o patrocínio do Sebrae e CNC; apoio do Ministério do TurismoEmbraturSPturis e Anhembi. O evento também mantém e incrementa as suas parcerias internacionais, com a ITB Berlim, a maior feira de turismo do mundo, e a BTL 2013 (Portugal), além do apoio de entidades co-irmãs. São elas: Asociación Argentina de Agencias de Viajes y Turismo (AAAVYT), Asociación Boliviana de Agencias de Viajes y Turismo (ABAVYT), Asociación Chilena de Empresas de Turismo (ACHET), Asociación Colombiana de Agencias de Viajes y Turismo (ANATO), Asociación Paraguaya de Agencias de Viajes y Empresas de Turismo (ASATUR), Asociación Peruana de Agencias de Viajes y Turismo (APAVIT), Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Asociación Uruguaya de Agencias de Viajes (AUDAVI) e Asociación Venezolana de Agencias de Viajes y Turismo (AVAVIT). Mais informações e inscrições: www.feiradasamericas.com.br.


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segunda-feira, 1 de julho de 2013

VEM CHEGANDO O VERÃO - Estação do sol chegou na madrugada de sexta

TURISMO / O Diário do Amapá antecipa as programações do mês de julho, a estação das férias escolares, que prometem muita descontração nos balneários
Apesar de que oficialmente tem duas estações climáticas, a cidade de Macapá deverá ter predomínio de calor e muita possibilidade de banhos refrescantes nos inúmeros balneários e igarapés da região.
CLEBER BARBOSA
EDITOR DE TURISMO

Começou oficialmente às 2h04 da madrugada de sexta-feira (21) o verão no Hemisfério Norte e o inverno no Hemisfério Sul. E Macapá, que fica localizada exatamente no meio do mundo, cortada pela linha imaginária do Equador, qual será a estação climática predominante? Verão ou inverno? O Diário do Amapá foi em busca dessa informação para auxiliar os moradores e os turistas a entender melhor a cidade.
O estado do Amapá, em sua totalidade, é influenciado pelo clima equatorial superúmido, isso significa que ocorre uma grande quantidade de calor e umidade que favorece a propagação da biodiversidade. As temperaturas médias que ocorrem no Estado variam de 36°C a 20°C, a primeira ocorre principalmente no fim da tarde e o segundo acontece no alvorecer. O clima local apresenta duas estações bem definidas, denominadas de verão e inverno. Os índices pluviométricos ocorrem anualmente em média superior a 2.500 mm.
A estação ganha um colorido todo especial com os esportes de verão
Segundo o meteorologista Daniel Neves, chefe da Unidade de Hidrometeorologia do Amapá, o Amapá ainda está no período chuvoso e lembra que diferentemente de outros estados do país onde as estações climáticas (primavera, verão, outono e inverno) são bem definidas, aqui, de fato, só são identificados os períodos de estiagem de os de muita chuva, com seis meses em média para cada um deles.
No mês de maio, que é tradicionalmente bastante chuvoso, choveu mais que a média dos últimos 12 anos no Amapá e a previsão climática para o próximo trimestre, ou seja, junho, julho e agosto, ainda serão de chuvas dentro da média e até acima da média para a região. “Até o dia 21 de junho choveu 161 milímetros e a previsão é que fique bem acima da média, com o mesmo acontecendo em julho, com tudo indicando que chova mais do que no ano passado”, diz o especialista.
Daniel Neves lembra que em 2012 houve o mais ameno dos fenômenos climáticos, o ‘El niño’, mas que foi mais fraco com o habitual. “Este ano nós estamos em ano normal, sem esses fenômenos climáticos, com tendência a se formar uma ‘La niña’ que provoca sempre um pouco mais de chuva. “É o que a gente observa a partir do monitoramento dos oceanos Atlânticos e Pacífico, que influenciam o nosso clima no Amapá”, diz o meteorologista.
Por falar em turismo, outra ocorrência mais comum em Macapá é ter falta de teto operacional para pousos de aeronaves nas madrugadas, coisa que a tecnologia também já vem ajudando a amenizar.

Muitas chuvas mantém a cobertura verde do AP

O Amapá é um dos mais novos estados brasileiros e o mais preservados deles, tendo 72% dos seus 14,3 milhões de hectares destinados a Unidades de Conservação e Terras Indígenas. As dezenove Unidades de Conservação do Amapá perfazem cerca de 9,3 milhões de hectares, tornando-o o único estado da federação a destinar um percentual tão significativo de suas terras para a preservação ambiental. Os dados absolutos são de 10,5 milhões de hectares, que equivalem ao tamanho de um país como Portugal.
O relevo é pouco acidentado, em geral abaixo dos 300 metros de altitude. É um dos poucos estados que, em sua condição geográfica, permite a formação de um conjunto de ecossistemas que vão desde as formações pioneiras de mangue à floresta tropical densa, passando por campos inundáveis e cerrados. Seus principais rios são: Amazonas, Jari, Rio Oiapoque, Araguari, Calçoene e Maracá. A maior parte de seu território está contido na Bacia das Guianas (ou seja, é parte integrante do escudo das Guianas, apresentando rochas cristalinas do período Pré-Cambriano).

Suspensão das chuvas vai turbinar os eventos das férias escolares

Contrariando a previsão de que as chuvas poderão continuar julho adentro, os organizadores de eventos da estação das férias escolares apostam suas fichas que isso não deve tirar público das programações. Os municípios do interior do Amapá costumam agregar muita coisa aos tradicionais festejos, como o Festival da Gurijuba, em Amapá, o Festival do Cupuaçu em Serra do Navio e outros eventos vocacionados para ocorrer em balneários, como o Amapá Verão e o Calçoene Verão.
Em Macapá, na capital do Estado, o ponto alto será o Macapá Verão, que já chegou a ser rebatizado como Fetsa do Sol e que este ano se propõe a resgatar toda a tradição de reunir a juventude e as famílias do Amapá em torno de balneários como o Curiaú, Araxá, Cidade Nova e Fazendnha. No vizinho estado do Pará, ocorre o Festival do Camarão, na bucólica vila de Afuá, reduto de muitos paraenses radicados no Amapá e que arregimenta também muitos veranistas macapaenses para o lugar.
Em Mazagão Velho (AP) ocorre outro evento que tem forte apelo turístico e cultural, a Festa de São Tiago, que reproduz as batalhas entre Mouros e Cristãos da Mazagão africana. Mas lá também tem como locação um balneário que costuma ficar lotado a cada edição do evento, que este ano deverá ser de uma semana inteira.
Em Ferreira Gomes, acontece o Carnaguari, a maior micareta do interior do Estado, reunindo dezenas de milhares de foliões atrás de trios elétricos, mas também de muito sol e banhos deliciosos no Rio Araguari, que corta o município localizado na região centro-oeste do Amapá. “Com chuva ou sem chuva as pessoas comparecem em grande número aos eventos deste semestre que promete muita alegria e descontração”, diz Nira Brito, turismóloga do Sebrae-AP.

INFORMAÇÕES

- A classificação oficial do clima do Amapá é "tropical superúmido".
- O estado possui duas regiões climáticas principais. Uma delas é úmida (dois meses secos) e predominante sobre a maior parte do interior do estado - oeste, sul norte e toda a parte central.
- A outra é úmida (com três meses secos) e é registrada na maior parte do litoral - leste.

38ºC
Esta foi a maior temperatura climática, a chamada máxima absoluta. A mínima registrada no Amapá foi de 16º C.

Macapá Verão

EXPOSIÇÃO A CÉU ABERTO: Museu Sacaca quer expandir seus horizontes

TURISMO / O Diário do Amapá mergulha em um dos principais pontos turísticos de Macapá, um museu considerado uma vitrine das raízes amapaenses.

COM SACACA - As jovens tiram fotos na estátua do mago Sacaca, um profundo conhecedor das ervas medicinais que a natureza possui. Ele dá nome ao Museu que recebe anualmente 34 mil turistas e 17 mil estudantes em suas dependências.
CLEBER BARBOSA
EDITOR DE TURISMO

Para quem não conhece o interior do Amapá ou não anda com tempo para viajar até lá, uma boa dica é visitar o Museu Sacaca, um pedaço da floresta amazônica dentro da cidade de Macapá. São retratados em uma exposição a céu aberto os cenários da vida interiorana, sejam os ribeirinhos, os índios, os extrativistas, os negros e até os viajantes dos barcos de madeira. Mais que isso, o museu é também voltado à pesquisa científica e seu acervo dá vazão aos anos de muita dedicação e estudos dos técnicos do Iepa (Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá).
O Diário do Amapá encontrou no lugar a estudante Rayce Alfaia,17, tirando fotos ao lado da estátua de Sacaca, com a ajuda de uma amiga. Este é um dos gestos mais repetidos pelos cerca de 34 mil turistas que visitam o lugar anualmente. “Depois que ele foi reformado esta é a primeira vez que venho aqui. Está lindo. Dá vontade de convidar as pessoas de fora do Amapá para também virem visitar nosso museu”, diz a visitante.
Museóloga Simone de Jesus
E a meta no museu é ampliar esse contingente de pessoas que visitam suas dependências. É o que garante Simone de Jesus, a museóloga do Sacaca. Originária da Universidade Federal da Bahia, veio ajudar na inauguração e está de volta ao Museu desde 2011. Ela fala com muita propriedade sobre como o acervo foi sendo formado, desde os tempos do Museu Territorial, passando pelo Museu Industrial, até chegar à denominação atual dentro da proposta museológica e sua concepção pedagógica.
Ela fala com orgulho dos diversos prêmios que o Museu Sacaca já recebeu ao longo de sua trajetória, entre eles os prêmios Darci Ribeiro e Chico Mendes de Preservação Ambiental. “O Museu ficou pequeno para tanta coisa. Estamos trabalhando para que ele cresça mais e possa realizar mais pesquisas”, diz a museóloga.
O museu surgiu em 1997 com o nome de Museu do Desenvolvimento Sustentável e teve o nome de Sacaca agregado após seu falecimento, em 1999. Ele era um símbolo marcante do conhecimento popular das ervas e plantas medicinais, daí ter sido agregado ao museu reunir e retratar os saberes e os fazeres das comunidades tradicionais.
Para o futuro, os projetos de ampliação são de também retratar a saga da mineração no Amapá, para isso, o pensamento é acomodar melhor os setores técnicos da instituição, valorizando e ampliando os trabalhos de pesquisas. Entre os projetos estão a instalação de um planetário fixo e inserir o Amapá no circuito nacional de exposições.


O Amapá retratado em seus mínimos detalhes

Um dos principais destaques do projeto museológico é o circuito expositivo a céu aberto, desenvolvido em parceria com as comunidades tradicionais do Amapá e que tem por objetivo retratar os principais ambientes e formas de organização social da região amazônica. São ainda atributos do museu a realização de palestras, seminários, debates, atividades culturais, exposições temporárias, visitas guiadas e oficinas pedagógicas sobre temas como ecologia, patrimônio e identidade cultural. Destacam-se, nesse contexto, uma série de atividades de alta qualidade direcionadas ao público infantil, sendo comum a visita de caravanas escolares.
Compõem o circuito expositivo: a Casa dos Índios Waiãpi, a Casa dos Índios Palikur, o Barco Regatão, o Sítio Arqueológico do Maracá, a Praça do Pequeno Empreendedor Popular, a Praça do Sacaca, a Casa da Farinha, a Casa da Fitoterapia e a Casa dos Ribeirinhos. O rio que corta o terreno serve para a criação de peixes da região e estudos sobre recursos hídricos e potencial pesqueiro. Destaca-se também o acervo audiovisual, formado através de registros realizados pela equipe técnica do museu durante os projetos desenvolvidos pelo IEPA.

O mago das ervas naturais, Sacaca, é homenageado com o nome do museu

Embora tenha sido fundado no final dos anos 1990, seu acervo, entretanto, remonta às décadas de 1960 e 1970, quando foram criados o Museu de História Natural Ângelo Moreira da Costa Lima e o Museu de Plantas Medicinais Waldomiro de Oliveira Gomes. Os dois museus foram posteriormente fundidos e, em 10 de abril de 1997, o Museu Sacaca foi inaugurado, sob a denominação de Museu do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA). Em 1999 o museu foi rebatizado como "Museu Sacaca de Desenvolvimento Sustentável", em homenagem a Raimundo dos Santos Souza (1926-1999), vulgo "Sacaca", curandeiro local de grande importância para a difusão da medicina natural junto à população amapaense. Em 2002, após a criação de um novo estatuto, o museu foi reinaugurado com o nome atual: "Centro de Pesquisas Museológicas Museu Sacaca".
Nos anos seguintes, o museu se estabeleceu como um dos mais importantes centros culturais e científicos do estado, bem como um importante ponto turístico da cidade de Macapá. Na condição de órgão oficial de divulgação das pesquisas e atividades do IEPA, bem como herdeiro de acervos científicos pré-existentes, o Museu Sacaca tornou-se uma referência regional em tópicos como biodiversidade, desenvolvimento sustentável, medicina natural, etnologia, organização sócio-econômica e cultura dos povos amazônicos. 
O museu também realiza pesquisas próprias sobre temas que lhe são caros e desenvolve produtos a partir de matéria-prima regional, sobretudo produtos naturopáticos, de sabonetes a pomadas para dores musculares, disponibilizados ao público por meio de uma farmácia mantida pela instituição.

CURIOSIDADES

- O museu desenvolve suas atividades em um conjunto de edificações dispersas por uma área verde banhada por um pequeno rio.
- Está localizado no bairro do Trem, na zona centro-sul de Macapá;
- O acervo do museu, bastante diversificado, reúne peças de interesse científico, abrangendo zoologia (com destaque para a coleção entomológica), botânica e microbiologia. 

12mil
Metros quadrados. Essa é a área total do Museu Sacaca, cercado de muito verde e cenários naturais.

BARCO REGATÃO



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