quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O MUNDO DE OLHO NA PONTE: Imprensa internacional visita Oiapoque

TURISMO | O jornal americano Los Angeles Times escala um correspondente para um mergulho na realidade vivida por brasileiros na fronteira da Guiana.
A reportagem publicada nos Estados Unidos é um mergulho na realidade de vida de muitos brasileiros que tentam ganhar a vida em território da Guiana Francesa, que também tem a ganhar com a liberação da ponte binacional
Cleber Barbosa
Editor de Turismo

Primeiro foi a imprensa francesa. Agora foi o jornal Los Angeles Times, dos Estados Unidos, que escalou o jornalista Vincent Bevins para uma viagem tratada como pitoresca. Só isso pode explicar o fato do repórter ter se abalado da terra do Tio Sam até a bucólica cidade de Oiapoque, na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, para registrar o que eles dizem ser inexplicável: o fato da ponte binacional, que custou mais de 30 milhões de euros, ligar o nada a lugar nenhum.

O que abre a reportagem é um personagem mais que apropriado, um catraieiro. Sim, seria como ir a Nova Iorque e fazer perguntas sobre a rotina da cidade a um taxista local. Essas figuras são um alvo fácil.

“Quando José Domingos acelera descendo o rio Oiapoque em sua canoa, mais uma vez hoje, ele passa por baixo de uma gigantesca ponte pênsil. De longe, a estrutura mais imponente em qualquer lugar perto desta cidade abafada na fronteira amazônica, ela aparece em cima e, em seguida, retira-se atrás dele, enquanto ele se move através da água marrom. A ponte liga o Brasil à Guiana Francesa, o único pedaço de terra no continente sul-americano que ainda faz parte de uma antiga possessão colonial. Mas apesar de ter sido concluída há dois anos, ainda não foi aberta ao tráfego. Do lado brasileiro, uma pequena placa coberta de ferrugem, onde se lê simplesmente: Pare!”

O jornalista diz que Oiapoque é uma cidade que denota muita pobreza. “Uma cidade que o tempo e o resto do Brasil parecem ter esquecido, ela poderia muito bem ser uma ponte para lugar nenhum”, diz, em tom de crítica, o enviado ao Brasil. Ele aborda um passageiro da catraia, Samuel Nogueira.

“Nogueira verifica seu telefone distraidamente por algo para distraí-lo no trajeto de 15 minutos para o seu trabalho, na Guiana Francesa, mas nunca há qualquer serviço em Oiapoque, que generosamente os moradores chamam de ‘começo do Brasil’. Assim, ele retorna para assistir a floresta espessa passar por ele. E diz: – É claro que, se a ponte estivesse realmente em operação, a minha vida seria muito mais fácil! Diz Nogueira, que mora no Brasil, mas trabalha lavando carros na Guiana Francesa, ganhando os euros mais valiosos. – Mas eu não posso reclamar sobre este passeio também. É incrivelmente lindo. Completa o brasileiro.”

A reportagem, embora possa ser um choque de realidade por desnudar fragilidades tupiniquins, não é de um todo ruim.

Ponte ajudaria Caiena a se desenvolver, diz Jornal
É claro que se a ponte estivesse realmente em operação minha vida seria muito mais fácil”
Samuel Nogueira, passageiro.
Ainda de acordo com a reportagem, tanto Brasil como a Guiana Francesa podem se beneficiar da ponte. Mas isso passa pelo cumprimento de metas programadas pelo governo brasileiro para eventos como a Copa de 2014:

“Nos últimos anos, no entanto, atrasos na construção de obras estruturantes do Brasil tornou-se a desenvolver frustrantemente comum, e o país não conseguiu cumprir a maioria das suas melhorias de infraestrutura prometidas antes da Copa do Mundo em junho e julho. Com uma auto-estrada e ponte concluída, a Guiana Francesa seria mais fácil de chegar para muitos moradores do Estado do Amapá que qualquer outra parte do Brasil. E seria como abrir o pequeno país. A Guiana Francesa não é apenas controlado pela França – é a França, tanto quanto Hawaii é os Estados Unidos. A capital Cayenne, a três horas em boas estradas da fronteira, é composta por pitoresca arquitetura colonial, de cintura baixa, e os imigrantes chineses e brasileiros trabalham ao lado de moradores francófonos em seus restaurantes e lojas. Alimentos, assim como a televisão, são importado da França Continental”.

As palavras do jornalista americano, mostram que ele também visitou a capital da Guiana Francesa.

Nos EUA, é ‘fazer a América’, aqui os brasileiros sonham ‘fazer a França’
“Oiapoque tem a sensação de um lugar em um realista romance mágico, uma cidade extremamente quente”.
Vincent Bevins, jornalista americano.
Nos Estados Unidos, os americanos convivem diariamente com tentativas de estrangeiros adentrarem o país pela fronteira do México, entre eles muitos brasileiros. Essas incursões são para o que se convencionou chamar de “fazer a América”, que significa ganhar a vida em um país com moeda e qualidade de vida muito melhor. De acordo com a publicação do jornal Los Angeles Times, a saga dos brasileiros em se aventurar entrar no território da Guiana Francesa é para “fazer a França”.

“Oiapoque tem a sensação de um lugar em um realista romance mágico, uma cidade extremamente quente distribuída por algumas ruas ao longo do rio Oiapoque, que é ao mesmo tempo sonolento e famoso para os vícios comuns em postos de fronteira. Para alcançá-lo a partir do próximo estado brasileiro, que é o Pará, onde o passageiro da catraia Nogueira nasceu, a maioria dos visitantes tem que pegar um barco através do Rio Amazonas por 24 horas ou mais. Centenas de pessoas suam e balançam em redes com o barco atravessando a selva verde escuro. Quando eles chegam em Macapá, capital do Estado do Amapá, eles ainda têm de passar 10 horas em um ônibus caminhão ou um 4×4 que pode leva-los sobre as estradas não pavimentadas até Oiapoque. Ela serve como uma última parada para os que se dirigem para a Guiana Francesa, onde o salário é melhor aos brasileiros. Eles vão para a capital, Caiena, onde alguns brasileiros podem trabalhar legalmente; uma zona livre de fato perto do rio (os gendarmes franceses verificam os passaportes depois, ao longo dos quilômetros de rodovias no país); ou até a costa para pescar ilegalmente ou garimpar ouro”.

*Colaborou Vicent Bevins

CURIOSIDADES
– Durante a estada do jornalista americano na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, ele diz que há quem ganhe com o abandono do governo brasileiro, os catraieiros.
– Uma mulher diz que o abandono do governo brasileiro é bom para o transporte clandestino de cargas e passageiros.
– Um taxista não concorda e diz a ele: “Para nós, este é o começo do Brasil”, mas para o resto do país, que aqui é o fim do mundo.”

1.945
Ano de criação do município de Oiapoque.

A cidade de Oiapoque


Favacho: “Não se pode só ficar debatendo a crise, temos que arregaçar as mangas”.

Filho de tradicional família política local, o deputado Júnior Favacho (PMDB) está em seu segundo mandato, demonstrando ter luz própria e personalidade. Logo na estreia, na Legislatura passada, teve que assumir as rédeas da Assembleia Legislativa, pois era o vice presidente, numa crise que vira e mexe ganha novos episódios. Mas não se fez de rogado, ao contrário, tocou a gestão interinamente e conseguiu avanços importantes. Esta semana ele recebeu o Diário do Amapá em sua casa, para avaliar a atual conjuntura e como observa o desempenho de novos parlamentares no Parlamento Estadual, onde ele agora já figura como um dos veteranos, por assim dizer. Ele fala das dificuldades do governo e sobre como o estado deveria trilhar o caminho rumo ao desenvolvimento a tanto esperado.

Fonte: Diário do Amapá 

Diário do Amapá – A Assembleia Legislativa está sempre no olho do furacão digamos assim, apesar de um bom volume de produção legislativa, conforme foi recentemente divulgado. Qual sua leitura do atual momento dela?
Júnior Favacho – Olha, é uma casa política, então sempre terá uma intensa movimentação política, acho normal. Passamos recentemente por mudanças no comando, como todos sabem, mas fruto de maturidade, com todos entendendo seu papel e sua importância para a construção coletiva e participativa de um Parlamento mais forte e independente. Com relação a produção legislativa vivemos sim um bom momento, especialmente com a chegada de novos parlamentares, que estão demonstrando muita disposição para encarar os desafios do mandato o que é muito salutar. É como quando a gente era estudante e não via a hora de começar o ano letivo, conhecer a sala de aula, os colegas, os professores.

Diário – Tem um pouco de empolgação?
Favacho
 – Não diria isso. No meu entendimento é natural que os nossos novos colegas estejam com essa disposição, isso é bom para o Parlamento e é ótimo para a sociedade. O que não significa dizer que os reeleitos também não tenham essa mesma disposição. Eu mesmo continuo percorrendo o estado de norte a sul e diante dos problemas que nos são apresentados pelas comunidades, pelas lideranças e até mesmo por autoridades constituídas a gente fica ansioso para ver aquilo logo resolvido. Isso é uma coisa boa da política, a possibilidade de ajudar as pessoas.

Diário – Mas o fato de haver uma renovação de quase 50% da composição da Assembleia demonstra que houve uma cobrança por parte da sociedade?
Favacho
 – Não foi bem de 50%, pois dos 24 deputados 13 foram reconduzidos e 11 são novos. Agora 12 com a chegada da deputada Aparecida [Salomão].Além disso, alguns parlamentares da legislatura anterior nem disputaram a reeleição, como Bruno Mineiro e Eider Pena. Mas concordo que seja uma renovação, uma oxigenação, o que é algo válido em qualquer ambiente e muito normal na democracia. Mas também é preciso dizer que os parlamentares que deixaram a Casa deram uma grande contribuição ao Legislativo e possuem uma carreira consolidada. Da mesma forma, aqueles que foram reeleitos e continuam conosco mantém um excelente rendimento.

Diário – Mas os novatos chegam a influenciar os mais antigos, com esse ímpeto que estão apresentando?
Favacho 
– Esse ímpeto é salutar, faz parte. É que todos estão em busca de conquistar seus espaços, seja na própria Assembleia, seja nos diversos segmentos da sociedade. Os mais experientes, como já conhecem o fluxo das coisas, as estruturas, podem até nem aparecer tanto neste momento, pois realizam ações pontuais, eficazes, ou seja, que buscam otimizar os recursos disponíveis, humanos, financeiros ou técnicos, em prol de um resultado palpável. Mas longe de mim aqui tirar o mérito da atuação dos deputados e das deputadas que chegaram no ano passado ao Parlamento, ao contrário, já demonstram grande capacidade e liderança pois muitos já eram vereadores e com certa rodagem na política.

Diário – E são muitas mulheres não é mesmo?
Favacho
 – Sim, outra feliz contribuição da Assembleia do Amapá, uma realidade que vem sendo construída aos poucos, a cada eleição para o Legislativo Estadual. E elas fazem a diferença mesmo, com sua sensibilidade, com o despojamento para o diálogo e uma enorme capacidade de fazer várias atividades ao mesmo tempo. Temos muito que aprender com elas…[risos]

Diário – O senhor parece um otimista. É assim que encara a vida?
Favacho
 – Olha, sou um Cristão acima de tudo, confio muito em Deus e aprendi a não ficar me lamentando, pois a vida é feita de muito trabalho, perseverança e fé. Acredito na força do trabalho, fui criado assim. Meus pais, que também passaram pela política, me ensinaram a perseguir a política de resultados, tanto na iniciativa privada, onde comecei profissionalmente, como na atividade partidária, onde milito atualmente. Isso tudo pra dizer que acredito muito no Amapá, um estado ainda jovem e que ainda está por encontrar o caminho para o seu desenvolvimento pleno. Temos muitas potencialidades, isso é inegável, mas isso por si só não basta é preciso um olhar mais arrojado que projete nosso estado para o futuro, com planejamento e decisão.

Diário – Isso talvez o tenha levado a lançar seu amigo e infância Bruno Mineiro a sair candidato a governador na última eleição?
Favacho
 – Com certeza, a gente viu e ainda vê nele uma excelente alternativa. Aquela candidatura surgiu mesmo como uma opção para o eleitor e considero que foi uma grande estreia para o Bruno que tem todas as condições de retomar sua bela carreira política. Foi uma grande oportunidade para discutirmos novas possibilidades para o Amapá e mergulhamos de cabeça naquele projeto, que considero apenas pausado.

Diário – Mas o senhor e seu grupo político abraçaram a candidatura do atual governador no segundo turno não foi?
Favacho
 – Sim, não poderíamos nos furtar de participar do processo, ficar em cima do muro não conta. O próprio governador quando recebeu nosso apoio disse que era o que faltava para aquela reta final da disputa. Fizemos a nossa parte, ajudamos a elegê-lo e agora damos nossa contribuição com a governabilidade fazendo parte do Legislativo, onde as políticas públicas ganham legitimidade.

Diário – E como está vendo esse começo de gestão?
Favacho 
– Ah, sabemos das dificuldades, especialmente de caixa, pois tem um enorme passivo que foi herdado, uma lamentável realidade que nem a Lei de Responsabilidade Fiscal conseguiu acabar, apesar de ser considerada uma legislação avançada e que se propõe a ser austera. Mas confesso estar preocupado sim, pois a população está ansiosa por respostas, afinal os problemas se avolumam, as chuvas têm data para começar e para terminar todo ano e não se pode mais ficar discutindo a crise, tem que arregaçar as mangas e trabalhar, nesse ponto confesso que sou pragmático. Se é para fazer, vamos fazer, sabe?

Diário – E do ponto de vista da infraestrutura deputado, o que deveria ser priorizado pelo estado?
Favacho
 – Olha, nossa população está tão desassistida que ainda hoje não se tem a universalização do fornecimento de água tratada e nem esgoto, que hoje representa um traço na estatística. Mas acho que temos alguns quesitos que precisamos apostar, como o porto e as estradas. É inadmissível termos a mais antiga rodovia federal em construção no país. Estrada é sinônimo de desenvolvimento, de integração, portanto gostaria de ver esse estado cortado por estradas asfaltadas e até mesmo abrindo novas. Defendo a retomada do projeto da Perimetral Norte, que já deveria ter cruzado a fronteira do Amapá com o Pará, chegando à Venezuela e de lá acessando outros mercados, como o Caribe e o Platô das Guianas.

Diário – E como conseguir isso?
Favacho 
– Não vai ser fácil. O Amapá perdeu muito com a saída de Sarney da nossa bancada. Ele olhava pra frente, era um estadista. Aliás ainda é, pois está vivinho da silva e tem muito a nos ensinar e contribuir. Mas precisamos reagir, mobilizar todas as forças possíveis e me coloco à disposição, com a mesma disposição de quando entrei na Assembleia ao assumir meu primeiro mandato.

Notas da coluna ARGUMENTOS, quarta-feira, dia 07 de setembro de 2016.

Inovação

A tecnologia está provocando verdadeiras revoluções até nas campanhas eleitorais. Aquelas velhas ‘malas diretas’, com cadastro de eleitores são coisas do passado. Aplicativos como o Google Earth, possibilitam a foto georreferenciada da casa do eleitor.

Rastro

Outra inovação a serviço das campanhas é a internet, que já possibilita até ‘rastrear’ o conteúdo daquilo que o eleitor costuma ver na web para alimentar o conteúdo das mensagens com propaganda eleitoral.

Tradição

Mas nada substitui o corpo a corpo com o eleitor, vamos combinar, né? Sim, os mais antigos especialmente chegam a guardar foto com seu candidato tomando café em sua sala. Convencimento, fidelização.

Freio

Deputado Vinícius Gurgel descarta projeto de disputar a próxima eleição ao Senado. É que chegaram a especular a respeito, como sendo dele projeto de mudar para a ‘Câmara Alta’. Quer ir à reeleição em 18.

Parada

Hoje tem desfile cívico da Independência no Sambódromo, certamente lotado. Moradores da cidade são carentes de eventos de entretenimento, então os militares hoje viram celebridades. Bope, EB, Marinha, etc.

Teatro
Macapá receberá a peça  “O Último Capítulo”, comédia com os atores da Tv Globo Mariana Xavier e Paulo Mathias Jr., que será apresentada no Teatro das Bacabeiras nos dias 17 e 18 deste mês. Excelente oportunidade para o público local, que se ressente não ser incluído no circuito nacional .

Revelações

Enquanto isso tem muita gente acreditando em uma nova candidatura de Sarney pelo Amapá. Provocado pelo colunista, ele desconversou, com um sorriso maroto. Entretanto, ele já admitiu lamentar não ter concorrido a governador do estado nos vinte e quatro anos de mandatos de senador por aqui.

Memória

Em Macapá, outro ex político dá o ar da graça e conta “causos” da política local. É Regildo Salomão, atualmente conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Falando à coluna, ontem, disse guardar boas recordações dos desafios das primeiras legislaturas no parlamento Estadual e das amizades que fez.

Feriado

Nesta quarta-feira é feriado estadual. Mas você sabe por quê? Criação do Território Federal do Amapá, em 1943. Mas a criação do estado foi num 05 de outubro, apesar de que a data oficial ficou convencionada como a nossa separação do Pará. Então é hoje nosso ‘natalício’.

MODELO PARAENSE | Amapaenses redescobrem o turismo do Pará

TURISMO | O Blog visita Belém do Pará em plena Alta Temporada e constata as mudanças que o incremento do turismo proporcionam à cidade e ao estado.
Alça Viária é um complexo rodoviária que interliga Belém à região Noroeste do Pará
Por Cleber Barbosa
Editor de Turismo

A cidade de Belém (PA) costuma ser chamada de metrópole da Amazônia, uma alusão ao conglomerado de asfalto e concreto dos edifícios, casas e viadutos, onde moram quase dois milhões de pessoas. Mas não é só isso, felizmente. Nessa época do ano então, o Estado do Pará recebe turistas de todas as partes do Brasil e do mundo, afinal o Estado possui várias vocações e destinos turísticos. E até mesmo os amapaenses estão redescobrindo o vizinho estado, para onde costumavam viajar os estudantes do antigo Território Federal do Amapá, para cursar faculdade.
Na Paratur, o órgão oficial do turismo, a informação é de que o mês de julho, depois de outubro, quando ocorre o Círio de Nazaré, é uma das épocas em que mais chegam turistas. “Mas é também o período em que se trabalha o turismo interno, quando os paraenses viajam dentro do próprio Estado”, sublinha, diz a turismóloga Jacqueline Alves.
Para o verão, várias cidades que possuem atrativos como balneários e praias se organizam um ano antes para garantir vaga no calendário de eventos que a Paratur coordena. “Na verdade, o turismo acontece o ano inteiro e esse planejamento todo é retratado no site da Paratur, além da folheteria que levamos a eventos de promoção e marketing no Brasil e no exterior, além dos anúncios em revistas especializadas”, explica a técnica.
Em Belém, o Blog encontrou a servidora pública amapaense, Regina Nunes, 49, que disse já ter visitado o Pará em outras épocas do ano. “Mas nas férias realmente é muito melhor, pois todo mundo sabe receber e valorizar a presença do turista, desde um guarda de trânsito até um vendedor de água de coco”, disse ela, que viajou na companhia dos quatro filhos.

Hangar
O Centro de Convenções da Amazônia, o Hangar, vira referência para o segmento de eventos
Ainda de acordo com os organismos oficiais, o Pará teve um incremento no segmento do turismo de negócios e eventos, desde a inauguração do Centro de Convenções da Amazônia, o Hangar. “Belém sempre teve essa vocação mas tinha problemas de limitação, então o Centro trouxe a possibilidade de receber eventos nacionais e internacionais de grande porte”, destaca Jacqueline Alves, que acrescenta: “Mas não para por aí, pois nada impede que esse turista visite o Marajó, por exemplo”.
O turista que vai à Ilha do Marajó, pode praticar o ecoturismo ou o turismo rural. Nas praias, o de lazer e aventura. “Essa é a diferença, pois não temos um único tipo de turismo a ser ofertado”, derrete-se Jacqueline.

Onde ir e o que visitar no estado do Pará
Investimentos em comunicação visual integram o conjunto de apoio público ao setor de turismo
O Blog identificou polos turísticos que passaram a receber atenção do poder público e que dialoga com a iniciativa privada para o incremento das regiões como destinos turísticos dentro do estado. 

Marajó - O Marajó é o pólo turístico paraense em que o turismo ecológico está melhor desenvolvido. Na maior ilha fluvial do mundo, localizada na foz do rio Amazonas, as atrações vão desde a pororoca até a culinária. As praias do Marajó são recantos visitados não só por turistas paraenses. A região é constantemente visitada por estrangeiros e já foi tema de diversas reportagens para a televisão européia.

Xingu - Pela divisão que instituiu os pólos turísticos paraenses, esta microrregião é representada pelo município de Altamira, conhecido como o maior do mundo em extensão. É dono de belas praias e de uma riqueza cultural muito bem preservada pelos descendentes de índios e portugueses da região. O rio que dá nome ao pólo é um dos principais corredores de pesca esportiva do Estado. A paisagem da região é completada por cachoeiras, corredeiras e praias de água doce.

Regiões turísticas muito bem definidas pela geografia e apelo histórico 
Sua rica natureza dotou o Pará de praias oceânicas e de água doce, áreas de floresta virgem, serras, lagos e muitos rios amazônicos. Foi dividivo em cinco Pólos Turísticos: Tapajós, Xingu, Araguais-Tocantins, Marajó e Amazônia Atlântica. Em Belém, praças, museus, museus e zôo valem o ingresso; o Marajó, com três mil ilhas, é o maior arquipélago flúvio-marítimo do planeta; a Oeste, destaca-se Santarém, chamada de Pérola do Tapajós; Salinópolis, tem mais de 20 km de praias de água salgada, dunas de areia fina e fonte de água mineral; 

Belém - Obras como a Estação das Docas, Ver-o-Rio, Parque da Residência, Mangal das Garças, Feliz Lusitânia e Aeroporto Internacional de Belém ajudaram a impulsionar a atividade turística na capital, sendo atração permanente para pessoas de todas as partes do País e do mundo durante o ano inteiro e não apenas no Círio de Nazaré, que é uma época tradicional para o turismo no Estado.

Tapajós - O Pólo Natural do Tapajós tem várias atrações a oferecer, como o encontro das águas do rio Amazonas e do rio Tapajós em Santarém, belas cachoeiras e formações rochosas localizadas próximas a cidade de Itaituba, que permitem a prática de esportes radicais como rapel e escalada, além da exuberante fauna e flora. Ainda na região do tapajós, a 65 km do centro da cidade de itaituba, pode-se visitar o Parque Nacional da Amazônia, um dos maiores atrativos turisticos do Pará.

Araguaia - Também voltado para o turismo de aventura, este pólo concentra atrações como o torneio de pesca, que acontece anualmente no lago da usina de Tucuruí e praias fluviais, que só estão disponíveis ao público no verão amazônico.

Curiosidades
- O Pará é dividido em 144 municípios, onde vivem um pouco mais de oito milhões de pessoas;
- Atualmente, a economia do Estado está focada em uma tríade que se baseia nas vocações naturais do território paraense: agroindústria, verticalização mineral,turismo e as comidas tipicas.
- O Estado oferece grandes atrativos turísticos, principalmente de origem natural.

80 mil
Número de turistas esperados para o Círio 2016.

Mangal das Garças


Notas da coluna ARGUMENTOS, terça-feira, dia 06 de setembro de 2016.

Discrição

As eleições deste ano, como se sabe, são daqui a menos de um mês, praticamente. O fato é que com o advento das novas regras, as campanhas praticamente ainda não foram às ruas. É muito discreto, quase não se vê, o que agrada a uns e desagrada a outros.
 
Midiática

Se não fosse a propaganda eleitoral na tv e no rádio, assim como aqueles adesivos nos vidros dos carros, a gente nem perceberia. A proposta é dar equilíbrio ao pleito, claro, afinal quem podia mais ostentava mais.

Lado

Se por um lado a gente tem visto a Justiça Eleitoral e o Ministério Público apertando o cerco contra quem compra voto, é preciso também ficar atento para quem tá louco para vender o seu. Corrupção passiva gente!

Rigor

Sim, o eleitor vendendo seu voto precisa ser trabalhado. Muito já se tentou na forma de campanhas educativas, mas vamos admitir que pouco ou quase nada mudou. Fala-se agora em punição a este eleitor.

Coletivo

Agora tem uma coisa que é legítima na hora em que um candidato visita uma residência. Reivindicar algo, como uma obra ou serviço público para uma determinada comunidade. Não algo pessoal.

Rádio
Entre os convidados do nosso Conexão Brasília do último final de semana, o deputado Cabuçu Borges, que diz estar acreditando que Michel Temer possa fazer a “travessia” pilotando o Planalto. Já as reformas, acredita em muita dificuldades para passar no Congresso Nacional. A ver.

Curso

A Justiça do Amapá concluiu curso de conciliação e mediação, para agentes penitenciários, educadores e demais profissionais do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), para atuarem na mediação e conciliação de conflitos no âmbito do sistema carcerário do Amapá. Boa iniciativa.

Rapa

Secretário Calandrini comandou pessoalmente a Operação Independência, deflagrada no fim de semana, pela Sejusp. Passou por 40 bares e boates, notificou 26 estabelecimentos e fechou 25 por irregularidades na documentação de funcionamento. Além disso, 12 menores de idade foram pegos na ‘noite’.

Questão

Leitor Adriano Budri, da coluna, vasculha os arquivos do Diário do Amapá e acha declaração do chefe local do DNIT que projetava entregar pátio aduaneiro da ponte de Oiapoque agora em setembro. “O patio aduaneiro esta pronto ou não? Estamos em Setembro”, diz ele.


terça-feira, 6 de setembro de 2016

ENTREVISTA | "Queremos valorizar o agente de viagens como consultor qualificado"

Papo reto com Edmar Bull, presidente nacional da ABAV, que fala sobre os preparativos da 44ª Abav Expo Internacional de Turismo & 46º Encontro Comercial Braztoa
Edmar Bull assumiu o comando da Abav Nacional com o firme propósito de fortalecer a entidade sob todos os aspectos. Definir plano de ação de curto, médio e longo prazo. Estabelecer papéis e metas. Desenvolver projetos. Racionalizar e oxigenar a relação da Abav Nacional com as representações estaduais, lideranças setoriais do trade e instâncias governamentais responsáveis pela condução política do turismo brasileiro. No bojo das mudanças em curso, está a realização da 44ª Abav Expo Internacional de Turismo & 46º Encontro Comercial Braztoa.
O maior e mais importante evento do turismo brasileiro chega à 44ª edição. Quais são as perspectivas, a menos de um mês do lançamento?
Edmar Bull: Estamos trabalhando duro para realizar um evento marcante e inesquecível, além de inovador sob vários ângulos e aspectos. Queremos e vamos mostrar o papel do novo agenciamento de viagens no âmbito de toda a indústria turística. Tecnologia, capacitação e comunicação são valores relevantes que vão compor e fazer a diferença durante a realização do evento. 
Que mudanças houve na nova configuração do evento?
Edmar Bull: A tradicional Sala Vip do Agente de Viagens foi reconfigurada no projeto da 44ª ABAV Expo Internacional de Turismo & 46º Encontro Comercial Braztoa. Denominada Conexão ABAV – agente.com.você -, a área funcionará como um lounge de hospitalidade. Ali as 27 ABAVs regionais e as associadas congêneres da ABAV Nacional serão as anfitriãs dos agentes de viagens, associados ou não à entidade. Buscamos interação que envolva as associadas e todos os agentes de viagens que visitam a feira. Mais networking e mais oportunidades para apresentação de projetos institucionais. Queremos valorizar o agente de viagens como consultor qualificado e o mais importante canal de vendas do setor. 
Qual o papel do espaço “Conexão ABAV – agente.com.você” no contexto da feira? 
Edmar Bull: Em primeiro lugar, reforça uma das principais metas da nossa gestão, que consiste na integração do Sistema Federativo ABAV. Busca consolidar e ampliar a atuação conjunta com nossas associadas congêneres em prol da qualificação do agente de viagens. Como disse, trabalhamos duro para oferecer uma feira completa, com oportunidades de negócios a todos os envolvidos na ampla cadeia turística, que movimenta 52 setores da economia.
Como foi dimensionado o espaço? 
Edmar Bull: Ocupará área de 260m² e contará com a participação de equipes das 27 ABAVs estaduais especialmente destacadas para o atendimento. Objetivo é aproveitar o conhecimento que as representações de toda a Federação têm das atividades desenvolvidas pela entidade, e com isso prestarem um serviço mais assertivo aos visitantes. Os recursos desse espaço vão permitir que todas as entidades tenham pontos de apoio para a exposição de materiais e telas de TV para a exibição de vídeos institucionais. O espaço também funcionará como ponto de chegada e partida de profissionais vindos de todas as partes do Brasil em caravanas, organizadas pelas ABAVs, com apoio das congêneres.
Qual seria a síntese estratégica da 44ª Abav Expo Internacional de Turismo, com vistas ao mercado? 
Edmar Bull: A edição será ancorada em três pilares: Lazer, Corporativo e MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions). Estes pilares atuarão como referência na oferta de produtos, serviços e as melhores oportunidades de negócios para visitantes e expositores. Com isso, queremos efetivar a abertura de mercado para 2017. 
O tradicional Congresso ABAV de Turismo, parte integrante do evento, também foi repensado e repaginado? 
Edmar Bull: A área do conhecimento foi revalorizada por conta da revitalização da Vila do Saber. É o espaço dedicado a debates do setor e conferências sobre temas de efetiva relevância. Com novo layout, o espaço ganhou estrutura fundamentada em quatro áreas temáticas chave – Gestão, Inovação, Segmentação e Tecnologia -, que nortearão a composição do conteúdo apresentado. 
Como será a realização simultânea do 46º Encontro Comercial Braztoa? 
Edmar Bull: A exemplo de anos anteriores, a entidade será representada por 44 operadores associados (o maior número já reunido na feira) e que levarão aos agentes de viagens presentes as principais novidades do mercado turístico para a próxima temporada. Reforçando a parceria entre as duas entidades a edição contará com um projeto construído em conjunto, o Hackthon Viagens – uma maratona tecnológica que será vencida pelo grupo de jovens mais inovador no desenvolvimento de soluções voltados ao setor. Durante dois dias de imersão e trabalho, os concorrentes do Hackathon Viagens terão que vencer esse desafio e para isso contarão com o auxílio de mentores indicados pelas duas entidades. 
De onde veio a inspiração para inserir a Hackathon Viagens na programação do evento? 
Edmar Bull: O projeto materializa uma vertente da nossa atuação (ABAV e Braztoa) no esforço de contribuir para que o evento seja uma grande vitrine de projetos inovadores destinados ao nosso mercado. Eu e a Magda Nasser concordamos que será uma oportunidade para testar a viabilidade de novos conceitos e a otimização de produtos. Tenho reiterado que turismo e tecnologia devem andar juntos. Quando bem trabalhados por mentes criativas, só podem resultar em avanços significativos para todo o setor. 
A Ilha Corporativa – Encontro de Negócios Abracorp apresentará novidades?
Edmar Bull: A Ilha Corporativa - Encontro de Negócios Abracorp constitui o ponto de encontro da entidade na feira. Para esta edição, o espaço foi redimensionado, dispondo de um lounge exclusivo para acomodar 20 pessoas. Poderá ser usado pelos expositores, com agendas pré-definidas para reuniões e capacitações. Vai reunir os principais fornecedores do segmento corporativo. O patrocínio da Gol Linhas Aéreas garante gratuidade no transporte de gestores de viagem baseados fora da capital paulista, que poderão ter acesso aos novos produtos e serviços, bem como ampliar seus conhecimentos nas palestras e debates da vila do saber, bastando para isso entrar em contato com a sua agência de viagens corporativa.
A retração econômica terá algum efeito que possa inibir a performance dos Hosted Buyers?
Edmar Bull – Ao contrário. O Programa Hosted Buyers ganha mais força em 2016. Contaremos com a presença de compradores nacionais e internacionais, com foco nas negociações para a temporada 2016/2017. Recursos inseridos na plataforma possibilitarão o agendamento prévio das reuniões, que este ano ocorrerão exclusivamente nos estandes. Isso vai estimular maior interação e identificação dos compradores com os produtos e serviços de cada expositor. 
Estão previstas inovações tecnológicas no sistema de credenciamento e demais componentes da organização da feira?
Edmar Bull: A 44ª ABAV Expo & 46º Encontro Comercial Braztoa inova também no sistema de credenciamento de todos os visitantes profissionais, que pela primeira terão a possibilidade de agendar reuniões prévias com os expositores, por meio de login e senha obtidos no credenciamento. Até o ano passado, essa funcionalidade só era oferecida aos hosted buyers. O recurso é uma inovação em feiras no Brasil, porque permite que o expositor escolha entre os públicos que deseja marcar encontros, sejam eles visitantes, expositores, coexpositores ou hosted buyers. Em todo o recinto da feira, o visitante contará com diversos recursos tecnológicos que o auxiliarão na localização e acesso rápido e fácil aos expositores, seja por ordem alfabética ou segmento. Haverá totens interativos dispostos em pontos estratégicos dos pavilhões. As informações detalhadas, bem como a planta da feira, estarão disponíveis também no aplicativo para smartphones e online no portal da ABAV Expo – www.abavexpo.com.br – que foi totalmente repaginado e agora apresenta-se na configuração responsiva. 
Que impacto a realização da 44ª Abav Expo internacional de Turismo & 46º Encontro Comercial Braztoa poderá trazer para as empresas do setor?
Edmar Bull - Por acontecer tradicionalmente no final do terceiro trimestre, a ABAV Expo é sempre um marco na abertura do calendário de negócios para o ano seguinte. Isto porque define tendências, oportunidades e os melhores investimentos em cada segmento. E este ano não será diferente. O volume de reserva antecipada de estandes e de inscrições prévias de visitantes é uma demonstração de confiança em nossa feira e na qualificação dos profissionais que ela atrai. 

Aula prática leva turmas de Aprendizagem Industrial ao Museu Casa do Jari

Vale do Jari – Alunos dos cursos de Assistente Administrativo, Eletricista de Manutenção Industrial, Mecânico de Manutenção Industrial e Operador de Computador do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) do Amapá – Unidade Vale do Jari – participaram de aula prática no Museu Casa do Jari.

O objetivo foi apresentar aos 96 alunos, a história do Projeto Jari e da fábrica Jari Celulose, contextualizando a importância da indústria para a geração de emprego e renda local. Além de receber informações sobre o processo de produção de celulose, conheceram a maquete ilustrativa.

Durante a visita, acompanhados pelo instrutor Manoel Maria Martins, os jovens conheceram ainda, os programas, projetos e serviços socioassistenciais desenvolvidos na localidade. Na ocasião participaram de uma palestra sobre o cuidado dispensado aos estudos e pesquisas desenvolvidas sobre as inúmeras espécies de madeira nativa e o eucalipto, utilizados na produção de celulose.

Esteffany Pacheco Arouche cursa Assistente Administrativo na instituição. Ela destacou a oportunidade de observar, interagir e refletir sobre a história contida em cada canto do museu. “A experiência, educativa e divertida, foi surpreendente. A aula prática nos permite subsidiar discussões aliando teoria e prática”, frisou.
“Os museus são espaços de educação não-formal. A visita foi produtiva, porque nesses ambientes o conhecimento se dá de maneira mais participativa e descentralizada, resultando num aprendizado mais livre” destacou o coordenador da unidade, Roberto Pires.

Notas da coluna ARGUMENTOS, domingo e segunda-feira, 04 e 05 de setembro

Debate

Acadêmicos de Comunicação Social da Estácio e da Unifap debatem nessa segunda-feira ‘As campanhas eleitorais na era da web colaborativa’. Esse será o tema de uma aula magna que reúne profissionais do setor, professores e futuros profissionais da mídia.
    
Foco

A aula magna, como é chamado o formato do encontro, tem como público-alvo os acadêmicos de jornalismo e publicidade, convidados a participar desse momento de aprendizado e troca de experiências.

Atrações

A programação inclui palestras de Cíntia Souza e Bruna Cereja, show musical com o cantor e acadêmico Jefferson Costa e apresentação de dois solos dos dançarinos Aline Oliveira e Mayco Sá. Show, né?

Bandeiras

O Gabinete de Segurança Institucional do GEA teve uma grande iniciativa para a Semana da Pátria. Todos as entidades que desfilam no 7 de Setembro ganham exposição temática neste fim de semana na praça.

Vitrine

É que na Ivaldo Veras o desfile é muito rápido e não dá nem pra ler o histórico de cada atração. Já na praça, a exposição é dinâmica e o público pode conhecer melhor cada projeto das instituições convidadas.

No rádio
Alguns personagens do Concerto da Banda do 34º BIS estiveram ontem na Diário FM, em nosso Conexão Brasília. O comandante Robson Mattos, o coordenador da Banda Mirim, Sgt M. Rodrigues, o baterista Cb Jobson e sua irmã, a talentosíssima cantora Jucineide Sena, a “Whitney” tucuju.

Música

Seria “mais um concerto musical” que algumas pessoas adoram assistir. Mas o que o Exército Brasileiro preparou na noite da última sexta-feira foi muito mais que isso. Um passeio pelo mundo da música, do clássico ao popular, passando pelo pop, o samba, o sertanejo e até o carimbó. Um show!

Teatro

O espetáculo do Bacabeiras se propunha a ser agregador. Música, instrumentos, dança, balé, tecnologia, tudo junto e misturado, como se diz. E um não concorreu com o outro, ao contrário, complementavam. E ainda teve reverência aos internacionais Elton John e Whitney Houston. E nosso Luiz Gonzaga.

Talentos

Entre as atrações locais, cantor Wesley Góes, com ‘Faz um milagre em mim’, Taty Taylor ‘Ai menina’, Jucineide Sena ‘Melhor de Whitney Houston’, Aline Miéle ‘To love you more’ e musicais ‘Lago dos Cisnes’, ‘O último dos moicanos’, ‘Flash Dance’, ‘Os incríveis’ e outros.


Piloto amapaense da TAM faz postagem sobre novos equipamentos da companhia

Dois "brinquedinhos" com tecnologia de última geração: Airbus A-350 e o Towbarless Aircraft Tractor. 😉📸
Que tenhamos todos uma ótima e produtiva semana!!! 😉🙏🏽#SomosLATAM
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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Macapá recebe peça teatral "O último capítulo", com atores globais no elenco

Macapá receberá a peça de teatro "O Último Capítulo", comédia com os atores da Tv Globo Mariana Xavier e Paulo Mathias Jr., que será apresentada no Teatro das Bacabeiras nos dias 17 e 18 de setembro de 2016. Trata-se de uma excelente oportunidade para o público local, que se ressente não ser incluído no circuito nacional dos grandes espetáculos da chamada 5ª Arte.
“O ÚLTIMO CAPÍTULO” é uma comédia teatral com os atores MARIANA XAVIER (conhecida por seus trabalhos em “Minha Mãe é uma Peça – O Filme”, “I Love Paraisópolis”, “Vídeo Show” e “Além do Horizonte”) e PAULO MATHIAS JR (ator do humorístico “Zorra” e  ex-apresentador do programa infantil “TV Globinho”). Amigos há cerca de 10 anos e declaradamente fãs um do outro, Mariana e Paulo comemoram a oportunidade de finalmente trabalhar juntos.
Em 2016 se comemoram os 65 anos da telenovela no Brasil. Embora só tenha surgido no país em 1951, o gênero se tornou uma especialidade das emissoras brasileiras e um dos nossos principais produtos culturais de exportação. A novela mexe com a vida e com o imaginário do brasileiro! “O Último Capítulo” é uma homenagem a essa paixão!
A peça conta a história de um casal em crise: Berenice, uma romântica e sonhadora diarista apaixonada por novelas, e Dagoberto, um desempregado crônico fanático por futebol. Berê chega do trabalho ansioso para curtir o último capítulo de sua novela preferida, mas um repentino apagão acaba com seus planos de acompanhar o desfecho do folhetim. Desolada, ela faz de tudo pra saber se Yolanda e Cézar terminarão juntos: reza, faz promessa, pede à vizinha que ligue pra filha que mora num bairro chique e conte a trama... Nossa história se passa num tempo em que não há celular nem internet: resta ao casal, então, conversar. Através de flashbacks, Berenice e Dagoberto vão reavaliando sua relação e chegam à conclusão de que seu casamento também é uma grande novela, e que também está no último capítulo. Será que Berenice perdoará Dagoberto? Será que eles serão felizes para sempre?
Escrito por Alexandre Morcillo e Clóvis Corrêa e dirigido por Márcio Vieira (premiado pela direção do espetáculo “FAVELA” e assistente de direção de “Andança – Beth Carvalho – O musical”), “O ÚLTIMO CAPÍTULO” iniciou sua trajetória em maio de 2016 com um ensaio aberto gratuito no Rio de Janeiro-RJ, estreando oficialmente em seguida no Teatro Arthur Azevedo, em São Luís-MA e segue em turnê até o fim do ano passando por Angra dos Reis-RJ, Palmas-TO, Salto-SP, Paulínia-SP, Vinhedo-SP, Salvador-BA, Belém-PA entre outras cidades.
 Mariana Xavier é idealizadora do projeto e assina a produção junto com Jorge Elali e Marcelo Aouila. Apesar de ter se tornado conhecida do grande público através da TV e do cinema, o teatro é seu berço artístico e ela se diz muito feliz por voltar aos palcos, especialmente numa comédia para todas as idades e classes sociais. A atriz e produtora optou por realizar o espetáculo inicialmente fora do eixo Rio X São Paulo, pois tinha o desejo de levar entretenimento a cidades que não costumam ter programação teatral freqüente. “Na verdade estou usando a peça como desculpa pra conhecer o meu país”, brinca Mariana.


“O ÚLTIMO CAPÍTULO”


Texto: Alexandre Morcillo e Clóvis Corrêa
Direção: Márcio Vieira
Elenco: Mariana Xavier e Paulo Mathias Jr
Luz: Djalma Amaral
Cenário: Marcelo Aouila
Figurino: Hélida Serimarco
Sonoplastia: Marcio Eduardo Melo
Visagismo: Guilherme Camilo
Programação Visual: Amélia Design
Fotos: Páprica Fotografia
Promoção: TV Globo
Produção: Jorge Elali, Marcelo Aouila e Mariana Xavier
Realização: Trampo Produções Culturais
Género: Comédia
Duração: 75 minutos
Classificação: 10 anos


Redes sociais:
Instagram e Twitter: @oultimocapitulo

OPINIÃO | Artigo do ex presidente e senador José Sarney.

A hora e a vez dos Vice


Mais uma vez na história do Brasil um vice-presidente assume a Presidência da República. Quem abriu a contagem foi o Marechal Floriano Peixoto, que se desentendeu com o Marechal Deodoro da Fonseca, provocando uma séria divisão nas Forças Aramadas, responsáveis pela derrubada do Império e pela implantação do regime republicano. Essa briga foi alimentada também com a divergência entre o presidente da República e o presidente da Câmara dos Deputados, Prudente de Morais. Deodoro era um homem colérico, de rompantes, e disso beneficiaram-se os republicanos. Ele fechou a Câmara, depois teve de reabri-la, mas renunciou à Presidência. Ficou tão indignado com seus colegas que mandou colocar o seu uniforme numa lata, soldá-la e jogar no mar, determinando que fosse enterrado com roupa civil.
Floriano foi o Marechal de Ferro, governou com dureza, mas atribui-se a ele ter consolidado a República.
O segundo foi Nilo Peçanha, que completou o mandato de Afonso Pena. Nilo Peçanha era um grande chefe político do Estado do Rio, hábil e de bom temperamento, mas excessivamente atraído pela politicagem provinciana que o levou a fazer sucessivas intervenções nos estados.
O terceiro foi Delfim Moreira, que substituiu Rodrigues Alves, vítima da gripe espanhola. Mas não teve tempo de governar muito. Tinha como regente — era o que se dizia — Afrânio de Melo Franco, grande expressão da política mineira. Delfim Moreira não teve como governar. Já estava vitimado por doença mental que o impedia de exercer o cargo. Foi eleito para sucedê-lo Artur Bernardes, que tinha como vice o nosso grande conterrâneo Urbano Santos da Costa Araújo.
O quarto foi Café Filho, vice de Getúlio Vargas que, com o suicídio deste, assumiu a Presidência. Também, na onda de instabilidade da política brasileira, foi deposto pelas Forças Armadas, comprometidas com Juscelino, que fora eleito em 1955 — Café era acusado de estar envolvido numa conspiração para não dar posse a Juscelino Kubitschek.
O quinto foi Jango, João Goulart, que assumiu na renúncia de Jânio Quadros. Fez um governo conturbado. Sua posse foi difícil e para ser aceito como presidente engoliu um transitório e capenga regime parlamentarista.
Anote-se também que tivemos um vice que foi impedido de tomar posse pelas Forças Armadas, Pedro Aleixo, que devia substituir Costa e Silva.
O sexto fui eu, com a morte de Tancredo. Só eu sei o que é um vice assumir sem saber nada sobre os programas do presidente que se foi e cercado sempre por insegurança e crises.
O sétimo foi Itamar Franco, no impeachment de Fernando Collor. Era um homem sério, correto, que teve a oportunidade de fazer o Plano Real — seguindo o caminho aberto pelo Cruzado — e derrubar a inflação.
O oitavo vice é agora o Michel Temer. Penso o que deve estar na sua cabeça, mas os problemas que herda são quase insolúveis e precisam de longo prazo para serem resolvidos. Somos todos testemunhas destes tempos difíceis e das incertezas que existem. Porém ele é um homem experiente, sensato e com domínio da arte da política.
Mas relacionei todos estes fatos para dizer que agora ficou provada e testada nossa democracia, nossas instituições, que funcionaram na harmonia constitucional, com ampla liberdade, o povo tendo uma participação efetiva. O comportamento das Forças Armadas foi impecável, assegurando a sustentação das instituições.
Fico feliz pelo que me toca, pois fui o responsável pela transição democrática, assegurando a realização de uma Assembleia Constituinte e a promulgação de uma nova constituição, que assegurou direitos sociais e mostrou-se capaz de colocar-nos entre as grandes democracias do mundo.

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