quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Candidato a presidente da Câmara dos Deputados visita Macapá hoje

Bancadas Estadual e Federal recebem visita do deputado Eduardo Cunha, do PMDB

Integrantes das bancadas Estadual e Federal do Amapá terão um encontro nesta quinta-feira (08) com o candidato a presidente da Câmara dos Deputados, deputado Eduardo Cunha, líder do PMDB no Congresso Nacional.
Será oferecido um jantar a Cunha em Macapá, quando estará acompanhado de várias lideranças locais e nacionais, como o presidente nacional do PSC e ex candidato a presidente da República, Pastor Everaldo, bem como o vice governador do Pará, Zequinha Marinho, do mesmo partido.
No Amapá, a coordenação é do deputado federal Marcos Reátegui, do PSC, apoiador e entusiasta da candidatura de Eduardo Cunha.
Antes do jantar, o ilustre visitante concederá uma entrevista coletiva nas dependências da casa Lake Loung, localizada na Av. Raimundo Álvares da Costa, bairro de Santa Rita.

Em meio a crise, mineradora Zamin tem energia cortada por falta de pagamento

Reflexo dos tempos difíceis, até cavalos foram flagrados passeando pelo parque industrial da empresa, que continua fora de operação

Segue o cadafalso da mineradora Zamin Ferrous, sucessora da Anglo American no Sistema Amapá. Depois do pedido de bloqueio judicial dos bens, pelo Ministério Público, protestos de operários por atrasos de salários e indenizações para aqueles já desligados, ontem (07) foi a vez da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) bater à porta para cortar a força elétrica por atrasos no pagamento. Segundo a reportagem apurou, a dívida está na ordem de R$ 69 mil, o que equivale a dois meses de fornecimento para a empresa. Um acordo com a estatal de energia, teria garantido a continuidade do fornecimento nesta quinta-feira (08), mediante o parcelamento da dívida.
No município de Pedra Branca do Amapari também a situação é desesperadora. Depois de mais de dois meses de férias coletivas, a Zamin Ferrous anunciou a demissão de pelo menos 400 operários. O problema é que haviam meses de salários atrasados e o desligamento não está sendo devidamente indenizado. Carradas de processos na Justiça do Trabalho estão sendo protocolizados.
A empresa ainda não se manifestou oficialmente sobre como pretende resolver tais passivos.

Governador do Amapá realiza visita institucional ao Tribunal de Justiça

Na manhã desta quarta-feira (07), os Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá receberam a visita do governador eleito Waldez Góes, acompanhado do vice-governador, Papaléo Paes; da primeira Dama, a deputada estadual Marília Góes e do Secretário de Relações Institucionais, Jorge Amanajás. 
O encontro serviu para discutir projetos importantes para o ano de 2015 firmando uma interlocução entre os dois Poderes.
O Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Luiz Carlos, falou da importância desse primeiro contado com o chefe do executivo para a manutenção do diálogo entre os Poderes.
“É uma alegria receber o governador, até porque nós todos somos Poderes do Estado que temos a obrigação de zelar pelo melhor. E nessa conversa institucional, passamos ao governador as nossas expectativas para o ano e o trabalho que vamos realizar, sempre contando com a colaboração do Governo do Estado”, declarou o presidente.
O governador agradeceu ao Presidente do Tribunal de Justiça pelo convite para essa reunião com o colegiado de desembargadores.
"É um momento importante esse diálogo para trabalharmos intensamente essa relação. Foi o que eu defendi em campanha: a relação de respeito e valorização do papel que cada Poder realiza no âmbito do Estado do Amapá. E os Poderes, Judiciário e Executivo têm essa responsabilidade, não só de dialogar, mas de tomar muitas iniciativas. Quem ganha com isso é a sociedade, isso é realmente muito positivo”, finalizou o governador.

Texto: Daniel Alves
Fotos: Adson Rodrigues

ANCINE, a Agência Nacional do Cinema realiza reunião no Amapá.


Convidamos os realizadores e produtores independentes do Amapá para o Encontro sobre a Linha de Produção de Conteúdos Destinados às TVs Públicas do Fundo Setorial do Audiovisual, no Museu da Imagem e do Som (MIS) - Teatro das Bacabeiras, no dia 10/01, às 09h. 


Estará presente o coordenador da Unidade Técnica da Região Norte, Clemilson Farias. A nova linha é uma das ações do Programa Brasil de Todas as Telas, lançado pela Presidenta da República em 01 de Julho de 2014. 

Os editais destinarão R$ 12 milhões para cada região, visando a realização de projetos audiovisuais de documentário, ficção e animação (seriados e não-seriados). As obras produzidas terão espaço nas grades de programação das TVs Públicas (comunitárias, universitárias, educativas e culturais) de todas as regiões do país.

Realização ANCINE, Festival Quebramar, CONSEC-AP, ABDeC-AP e Museu da Imagem e do Som (MIS)..


Contatos para outras informações: 
Clemilson Farias
Unidade Técnica Norte - Fundo Setorial do Audiovisual (FSA)
(92) 9219-8982
(21) 9 6464 5716


Pesquisadora francesa realiza estudo sobre a Jornada Itinerante Fluvial

0apesquisa 9

A Jornada Itinerante Fluvial do Amapá é um dos mais importantes e democráticos serviços prestados pelo Judiciário à população amapaense. Esse novo jeito de distribuir Justiça é pioneiro no Brasil e representa uma quebra de paradigmas de uma Justiça inacessível para uma Justiça que bate à porta do cidadão, trazendo diversos benefícios tanto econômico e cultural, quanto social.
0apesquisa 11O sucesso dessa iniciativa chamou a atenção da jovem pesquisadora Lauriane dos Santos. Ela é portuguesa e radicada na França. Mestranda da École des Hautes Etudes en Sciences Sociales – EHESS, de Paris, ela veio ao Amapá para realizar uma análise antropológica, sociológica e política sobre a Jornada Itinerante.
0apesquisa 8“Eu sempre quis vir ao Brasil, e fiquei apaixonada pela região Norte. Ao descobrir que o Amapá é pioneiro na execução desta ação inovadora e que ela não é praticada em nenhum outro país, resolvi utilizá-la como objeto de estudo para a realização de um trabalho de mestrado”, explica Lauriane.
0apesquisa 3A pesquisadora conversou com o Presidente do TJAP, Desembargador Luiz Carlos e com a Desembargadora Sueli Pini, que durante dez anos foi Coordenadora da Jornada Itinerante.
0apesquisa 6“A conversa com os magistrados me ajudou bastante a conhecer mais esse projeto que reúne Justiça, cidadania e solidariedade. Estar aqui no Amapá tem sido uma experiência enriquecedora”, disse Lauriane
Cumprindo a meta do Judiciário que trata da aproximação da Justiça com os povos de localidades mais distantes existentes no Estado, a Jornada Itinerante Fluvial, que neste ano chegou a 111ª edição, é exemplo do comprometimento de uma Justiça preocupada com seu jurisdicionado. Esta ação contribui para o reconhecimento do Estado como o que possui um dos Judiciários mais céleres do País.
-Macapá, 08 de Janeiro de 2015-
Texto: Lázaro Gaya
Fotos: Adson Rodrigues

Especialista indica quatro sugestões para economizar na viagem, seja para perto ou longe


Férias sem grana: Saiba como reduzir os custos da sua viagem 

As festas de final de ano já chegaram e, para muita gente, planejar as férias de verão parece um sonho cada vez mais distante. A falta de tempo e, na maioria dos casos, de dinheiro são motivos para muitos desistirem de fazer algo diferente durante as férias. 

De acordo com o consultor em equipamentos de lazer e camping da empresa Nautika, Tiago Agra, com algumas dicas e substituições é possível reduzir os custos da sua viagem, seja para perto ou longe. Confira algumas maneiras de aproveitar as férias gastando menos;

Dica 1 - Planejar é preciso

Planejamento é essencial para garantir que sua viagem de férias irá caber em seu orçamento. Até mesmo viagens curtas para a praia ou as escapadinhas de finais de semana precisam de uma listinha. Comece com gastos essenciais como hospedagem, transporte ( passagem de ônibus, carro - combustível e pedágio etc.) e alimentação. Passeios e tours também devem ser incluídos na lista. Evitar os finais de semana ajuda a economizar. Durante a semana, geralmente atrações turísticas são mais baratas e vazias. Ao fazer seu planejamento, é possível estipular quanto você precisa guardar por semana até a viagem. 

Dica 2 - Pousada por camping

Aos que querem fugir da rotina, trocar pousadas e hotéis por campings pode ser uma ótima opção para economizar. No litoral de São Paulo, por exemplo, existem diversos locais próprios para acampar com banheiros e refeitório. Você paga por diária para ter um espaço seguro para colocar sua barraca. "Hoje existem diversos tipos de barracas e elas estão cada vez mais confortáveis. Ao adquirir a sua, fique atento com a qualidade. Já existem também opções para família, com quartos individuais e tecido impermeável para chuva e frio, como a Explore GT da marca NTK. Os sacos de dormir também são uma opção para os lugares mais frios", afirma o consultor. No camping você também pode utilizar os fogareiro para cozinhar seus próprios alimentos e economizar ainda mais. Existem algumas opções no mercado como o modelo Magus da Nautika, que funciona como fogão, chapa grill e mini churrasqueira. 

Dica 3 - Alimentação de casa

Um dos itens que mais encarece uma viagem é a alimentação. Se você vai viajar de carro e por um período curto, uma ideia é levar suas bebidas e lanches de casa. Barrinhas de cereais, sucos de caixinhas, bolachinhas salgadas e petiscos como castanhas são opções leves para o café da manhã ou lanchinho do final do dia. Existem no mercado coolers práticos com gavetinhas para lanches, economizando espaço e conservando a temperatura e a qualidade dos alimentos. Utilizar garrafinhas reutilizáveis com filtro próprio para consumo de água também é uma opção de economia e redução do seu lixo.

Dica 4 - Bate e volta

Para as pessoas que estão com a grana bem curta mas não querem ficar em casa, opções de viagens com duração de apenas um dia ajudam na economia. Para diversão em família, existem pesqueiros com programação para o dia todo. Além da pesca (pesque-pague), alguns estabelecimentos oferecem piscina, pedalinho e parquinho para as crianças. Você pode economizar também fazendo um piquenique em família. Lembre-se que nestes locais é preciso levar seu próprio equipamento para pesca. Uma opção para os iniciantes são as varas e linhas da Aquafishing, que possuem um preço bem acessível.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Ranking J&Cia traz os mais premiados jornalistas das cinco regiões do País

Com mais de 120 prêmios pesquisados ao longo de quase 85 anos de história de premiações jornalísticas no Brasil e no exterior, o Ranking Jornalistas&Cia dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros debruça com muito vigor seu olhar para cada uma das cinco regiões brasileiras, onde não faltam profissionais e talentos que abrilhantam e dignificam o jornalismo do País.
Importante ressaltar que em alguns casos a pontuação regional não bate com a nacional, tendo em vista que o Ranking J&Cia atribui os pontos aos profissionais nas respectivas regiões em que foram conquistados. Nomes como Eliane Brum e Dimmi Amora, por exemplo, acumulam pontos em pelo menos duas regiões – ela no Sul e Sudeste e ele no Sudeste e Centro Oeste.
Os mais premiados de 2014
A nova safra que desponta
Dimmi Amora (Centro-Oeste), Domingos Peixoto (Sudeste), Maristela Crispim (Nordeste), Letícia Duarte (Sul) eMichel de França Dantas (Norte) foram os campeões regionais de 2014
Dos cinco campeões regionais de 2014, dois são fotógrafos, o que mostra a força que a imagem continua a manter no jornalismo e nas premiações existentes. Um deles, aliás, Domingos Peixoto, de O Globo, 1º colocado na Região Sudeste, foi o 2º na classificação geral. O outro fotógrafo líder é Michel de França Dantas, vencedor da Região Norte e que trabalha como free-lancer para vários veículos.
Dimmi Amora, repórter especial da Folha de S.Paulo e o mais premiado jornalista brasileiro de 2014, por óbvio é também o mais premiado da região em que atua, a Centro-Oeste. Foi um ano de fato de glória para ele, que conquistou simplesmente oito prêmios. Um feito.
Completam o time de líderes Maristela Crispim, editora de Reportagem Especial do Diário do Nordeste (Ceará), que viu três de suas reportagens saírem vitoriosas, com direito inclusive a uma premiação internacional; e Letícia Duarte, repórter de Zero Hora, profissional que gosta de trabalhar em equipe – foram cinco prêmios, todos eles em equipe, incluindo umEsso.
Veja quem são os mais premiados na região Norte:
Se uma série fotográfica garantiu a Domingos Peixoto (O Globo) a liderança entre os jornalistas mais premiados da Região Sudeste em 2014, na região Norte outro fotógrafo roubou a cena. Com passagens por diversos veículos amazonenses, Michel de França Dantas foi o vencedor do tradicional Prêmio New Holland de Fotojornalismo, na categoria Destaque Especial Sustentabilidade, prêmio que lhe rendeu 45 pontos, 10 a mais que o também amazonenseOrlando Pedrosa Lima Junior (TV Amazonas), segundo colocado em 2014. Completa o pódio o repórter do Amazonas em Tempo Ricardo Oliveira.




Por: Redação Jornalistas&Cia

Coluna Argumentos, terça-feira, dia 06 de janeiro de 2014.

Temporais

E a chuva heim? Amigo, diziam que o inverno estava atrasado e da noite para o dia são Pedro abriu as torneiras lá no céu. Na verdade foram as comportas! Caiu aquilo que era esperado para um mês inteiro. O pior é que com ela uma série de problemas para as cidades.

No rádio

Conheci um personagem e tanto sobre as agruras por qual passam os brasileiros na Guiana Francesa. Seu Cléo Campos conseguiu se aposentar por lá depois de 30 anos de trabalho. Sábado, no Conexão Brasília.

Folia

Um dos mais confiáveis portais de compras na web, o Sumarino Viagens, lança um hotsite com promoções para o Carnaval. As promoções incluem passagens aéreas, pacotes e hotéis para o período de folia.

Minério

O Brasil registrou recorde de minério de ferro exportado em dezembro, totalizando 37,39 milhões de toneladas em meio a uma queda acentuada nos preços da commodity. O Amapá não contribuiu em nada, claro.

Na web

Começamos o ano retomando as atualizações do Blog do Cleber Barbosa. E já agradecendo aos 132.617 internautas que já passaram por lá. Também voltamos a atualizar o blog Conexão Brasília. Passe lá tá?

Largaram!
 
Estes quatro exemplares raros do Jeep Willys começaram ontem uma travessia do país, de Norte a Sul. Trata-se da Expedição Do Oiapoque ao Chuí, composta por associados do Jeep Clube de Macapá e de Brusque (SC). Uma aventura que se propõe a divulgar o Amapá como destino turí stico.

Incentivo

Estão abertas, até 13 de fevereiro as inscrições para o Prêmio Nacional da Biodiversidade. Instituída pelo Ministério do Meio Ambiente, a premiação reconhecerá ações e projetos que se destacaram pela conservação das espécies da fauna e da flora brasileira. Vencedores divulgados em 22 de maio.

Louvável

Quem visitou o Fórum da Comarca de Macapá ontem percebeu a exposição de artesanatos realizados pelos internos idosos da Penitenciária Estadual. A iniciativa é da Vara de Penas e Medidas Alternativas,  projeto “Reciclarte”, com oficinas de trabalhos manuais que empregam a técnica do papel machê.

Calendário

O centro do ano litúrgico é o Tríduo Pascal, que culminará no domingo da Páscoa, este ano a 5 de abril. Desta celebração derivam todas as outras: as Cinzas, a 18 de fevereiro; a Ascensão, a 17 de maio; Pentecostes, a 24 de maio; o 1º domingo do Advento a 29 de novembro.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Falta de cobertura de seguradoras atrapalha mineradoras e siderúrgicas

Porto de embarque de minérios da Anglo American, no Amapá, que desabou em 2013.
Disputas judiciais entre empresas seguradoras e seguradas vêm acumulando tensões em grandes grupos empresariais nacionais e estrangeiros. Anglo American, Gerdau, Alumar, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Odebrecht, Braskem e Açominas são algumas das empresas que figuram na lista de seguradas prejudicadas por negativas de cobertura de sinistros por parte de suas seguradoras.

Ministério do Meio Ambiente abre inscrições para Prêmio de Biodiversidade

Matérias jornalísticas também serão premiadas


Estão abertas, até 13 de fevereiro de 2015, as inscrições para o Prêmio Nacional da Biodiversidade. Instituída pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), a premiação reconhecerá ações e projetos que se destacaram pela conservação das espécies da fauna e da flora brasileira. A previsão é que os vencedores sejam divulgados em cerimônia marcada para 22 de maio de 2015.
O prêmio se divide em sete categorias e cada trabalho só pode ser inscrito em apenas uma delas. As categorias são:
- organizações não-governamentais,
- empresas, sociedade civil (associações e cooperativas, entre outros),
- academia (pesquisadores e instituições voltadas à produção científica e tecnológica),
- órgãos públicos de todas as esferas,
- imprensa (jornais, revistas, rádios televisão e internet) e
- individual, destinada a ações desempenhadas por cidadão de maneira independente.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que a premiação tem o objetivo de promover novas práticas na área de biodiversidade. “A expectativa é que esse seja o principal prêmio ambiental do país e ajude a alavancar boas iniciativas”, declarou.
Formulário - As inscrições serão realizadas somente por meio do preenchimento de formulário online, pelo endereço http://pnb.ana.gov.br/, com anexação de documentos.
Os órgãos, entidades e instituições interessados podem protocolar mais de um trabalho, desde que cada um deles seja inscrito em apenas uma categoria. Não serão aceitas trocas, alterações, inserções ou exclusões de parte ou da totalidade do material complementar após o término das inscrições.
A comissão julgadora será formada por pessoas de notório saber em temas relacionados à área de conservação e por um representante da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, que a presidirá, porém sem direito a voto.
Os critérios de avaliação incluem efetividade quanto ao estado de conservação da espécie, impactos ambientais e sociais e inovação.
Em cada categoria, os três melhores trabalhos serão classificados como finalistas. O vencedor receberá o Troféu Prêmio Nacional de Biodiversidade e os segundos e terceiros colocados levarão o certificado de finalista do concurso.
As iniciativas finalistas também concorrerão ao prêmio Júri Popular, que será eleito por meio de votação eletrônica no site do MMA. (Fonte: MMA)

Exposição e venda de artesanatos produzidos por internos do IAPEN no Fórum de Macapá

--ARTESANATOS 4
No hall da Central da Conciliação do Fórum da Comarca de Macapá, era grande a circulação de pessoas para ver a exposição de artesanatos realizados pelos internos idosos do IAPEN. A ação faz parte do Projeto Reciclarte, da Vara de Penas e Medidas Alternativas (VEPMA).
--ARTESANATOS 15O projeto denominado “RECICLARTE” consiste na promoção de oficinas de trabalhos manuais que empregam a técnica do papel machê. Essa técnica permite criar uma infinidade de produtos a partir da reutilização do lixo, como por exemplo, peças utilitárias e decorativas, máscaras, bonecos, tapetes, esculturas e outros.
--ARTESANATOS 10Brenda Sabrina Maúes, que faz parte do Conselho da Comunidade, órgão da VEPMA, explicou que a exposição foi uma forma de prestigiar o trabalho desses internos que têm se empenhado na produção das peças, além de ser uma recompensa pessoal.
--ARTESANATOS 9“O projeto proporciona aos apenados vários benefícios importantes, como: a remição de pena, o resgate da autoestima, o combate ao ócio que permeia o ambiente prisional e abre a possibilidade da geração de uma renda alternativa visando à reinserção social dessas pessoas. Além de tudo isso, o projeto ainda estimula a criatividade artística, a consciência ecológica e o empreendedorismo”.
--ARTESANATOS 19A renda obtida vai ser revertida tanto para dar continuidade ao projeto como também para dar assistências aos reeducandos da terceira idade, pois a maioria não possui parentes na cidade ou há a falta de interesses da partes dos mesmos, onde eles não fazem visitas.
“Às vezes eles precisam de remédios e roupas. E o Conselho da Comunidade junto com a VEPMA dá essa assistência para eles”, finalizou Brenda Maúes.
Texto: Hugo Reis
Fotos: Adson Rodrigues

Coluna Argumentos, segunda-feira, dia 05 de janeiro de 2015.

Recomeço

Waldez retornou ao Setentrião como o único político a ser governador do Amapá por três vezes. Foram momentos emocionantes de ver, especialmente pelo carisma e empatia dele com o público, além da cumplicidade de olhares trocados com a amada, Marília.

Dama

Por falar em Marília, ela também foi protagonista na posse. Não a deputada aguerrida e diligente, mas a primeira-dama. A discrição do rito protocolar só era quebrada quando ela era a esposa, dedicada e atenciosa.

Palavra

A coluna então aproveitou um instante com Marília para indagar:  – E a senhora? Volta para o Parlamento ou vem para o governo? E ela: – Meu filho, o povo me elegeu para ser deputada. Então serei deputada!

Família

O lado familiar dos Góes sempre foi algo marcante, afinal a família é grande, hoje sete filhos e um neto enchem as fotos oficiais. É bem interessante ver todos eles em ação, com foco no grande líder que Waldez virou.

Símbolo

Em 2003 foi um menino e agora coube a uma menina, Maria Clara, o papel de representar o povo na hora de colocar a faixa no governador. O presidente do Legislativo conduziu a faixa do Parlamento ao Executivo.

No foco
As atenções estão voltadas para Waldez a partir de agora. Ele tem a dura missão de dar conta da enorme expectativa que a população tem nesse sua volta ao poder. No primeiro dia foi logo mostrando serviço, anunciando medidas de impacto sem esquecer do enorme carisma.

A fala

Bem, mas analisando outros aspectos dos eventos do dia 1º, vimos um Waldez que incorpora a maturidade assumindo os óculos para leitura em público, algo que relutou na primeira passagem pelo governo. Falou em mobilização da sociedade para alcançar todos os objetivos levados ao eleitor.

O time

Também chama a atenção os primeiros nomes da equipe dele. Formada por mais técnicos do que propriamente políticos. É verdade que muitos dos técnicos escolhidos possuem vasta experiência na política, mas, no geral, são excelentes nomes. Na Saúde, um promotor de Justiça e dois médicos foram os escalados.

O povo

Waldez quis estar com o povo na grande festa da posse. Deixou o Parlamento e foi recebido em praça pública, percorreu lentamente o longo corredor que o conduziria ao palco para a transmissão do cargo. Cumprimentou, beijou, abraçou e depois ainda abriu o palácio pro povo entrar.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Igreja Católica divulga as solenidades móveis de 2015.


O centro do ano litúrgico é o Tríduo Pascal, que culminará no domingo da Páscoa, este ano a 5 de abril. Desta celebração derivam todas as outras: as Cinzas, a 18 de fevereiro; a Ascensão, a 17 de maio; Pentecostes, a 24 de maio; o 1º domingo do Advento a 29 de novembro.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

PROGRESSO: Edifícios e grandes lojas mudam Macapá

MODERNIDADE - Uma nova Macapá passou a ser edificada, com prédios altos e centros de compras muito maiores que as tradicionais lojas.
A iniciativa privada faz a sua parte, enfrenta a crise, o cenário de incertezas e inverte o eixo da economia amapaense. Agora não é mais o serviço público que mais emprega no Amapá.

Texto: Cleber Barbosa | Fotos: Samuel Silva | Publicado na Revista Diário.

De uns tempos para cá, a paisagem urbana da cidade de Macapá passou por mudanças significativas. A cidade plana das décadas de 70 e 80 agora possui uma dezena de edifícios com até vinte pavimentos. Mas as mudanças não param por aí. Também estão chegando grandes lojas e shopping centers. E a concorrência, ao contrário do que se especulava, tem se mostrado positiva para o mercado, que se reinventa, cresce e aparece, literalmente.
O presidente da Federação do Comércio (Fecomércio), empresário Eliezir Viterbino, diz que o comércio sempre foi uma vocação econômica do Amapá e vem se consolidando. “Hoje, em números do Caged, nós somos 60.545 postos de trabalho, num estoque de empregos de quase 127 mil vagas no estado, e quem chega mais próximo hoje desse nosso setor é o serviço público com pouco mais de 50 mil servidores. Essa mudança, verificada de 2012 para 2013, é motivo de orgulho não somente para nós como entidade, mas para os empreendedores e para esse Estado”, comemora o empresário.
DIRIGENTE - Presidente da Federação do Comércio, Eliezir Viterbino.

RESPOSTA
Esse aumento não foi só nominal, pois o setor subiu de 57.900 empregos em 2012 para 60.545 empregos num aumento percentual enquanto o aumento do estoque de empregos não foi dessa monta. Passou de 46,9% para quase 48% da fatia do estoque de empregos do Amapá.
Isso revela que mesmo com as dificuldades dos empreendedores, que vão desde a questão da logística natural – um potencial a ser destravado – assim como a extrema dependência dos recursos federais, as respostas vieram. “O comércio se mostra guerreiro e aumenta sua participação, mesmo com o país em crise, o estado em muita dificuldade”, conclui o dirigente.
Acima o novo layout do Macapá Shopping, que foi o primeiro da cidade.

MINERAÇÃO: Ainda temos muito manganês, diz Feijão

RIQUEZA - Para o geólogo Antônio Feijão a Serra tem nova oportunidade
Texto: Cleber Barbosa | Publicado na edição 002 da Revista Diário.

Com vasta experiência no setor, onde inclusive já comandou o órgão federal responsável pela produção mineral, o DNPM, o geólogo Antônio Feijão garante que ainda existe muito manganês no Amapá. Ele é um entusiasta da ideia de que as jazidas ainda existentes em Serra do Navio possam ser exploradas. “Nós vimos no governo Capiberibe, há vinte anos atrás, começar esse imbróglio. E está lá a Serra do Navio com os joelhos na pobreza, sofrendo, beirando a miséria, com uma riqueza dentro do seu solo”, diz o especialista.
Feijão sugere que o novo governo que se instala em janeiro possa criar uma câmara de conciliação de conflitos, para resolver, entre outros problemas, a questão do porto de minérios. “É preciso saber por que a Mendes Júnior parou a obra. Na negociação com a Zamin ficou reservado US$ 146 milhões de dólares para garantia do porto e manutenção da ferrovia. Onde está esse dinheiro? Então vamos cobrar da Anglo”, questiona.

ALERTA
Ele faz um diagnóstico crítico sobre o setor mineral do Amapá. Antes de sair do DNPM, em março deste ano, diz ter deixado documentos para se fazer fiscalizações profundas para se trazer subsídios para se denunciar o que chama de “mineração corsária”, citando como exemplo o que fizeram no Amapá a Novo Astro, a MPBA, a MMX e, mais recentemente, a quase a centenária Anglo American. “Que nos deixou sem porto, com seis vítimas e vendeu para uma empresa sem nenhuma responsabilidade ou respeito, que é essa Zamin Ferrous. Eles já deviam estar na cadeia”, completa.
Ele cita o professor-doutor Marcos Chagas, da Unifap, que chama a atenção para a necessidade do Amapá conceder seus licenciamento ambientais com as âncoras sociais muito bem estabelecidas no diploma de autorização para o trabalho ambiental. “Como exemplo temos a Hidrelétrica de Ferreira Gomes, onde o Rio Araguari está virando um lago e não tem uma contrapartida, um projeto de piscicultura, de um centro de alevinagem ou projeto de agregamento de uma mão de obra capaz de incluir com economia sustentável, renováveis, duráveis as sociedade que estão impactadas”, diz.

Icomi consegue licença para voltar a extrair minério 
Érico Rossi, diretor-superintendente da mineradora Icomi S.A.
Uma comissão de empregados e ex empregados da mineradora Icomi (Indústria e Comércio de Minérios S.A.) acompanhados de membros da nova diretoria da empresa protagonizaram um momento histórico na semana quando saiu a Licença de Operação (L.O.) para que ela retome suas atividades em Serra do Navio. O documento foi expedido pelo IMAP (Instituto do Meio Ambiente e Ordenamento Territorial) e foi recebido como um troféu pelos representantes da Icomi.
Segundo o diretor superintendente da empresa, Erico Rossi, o primeiro passo agora é a comunicação oficial ao Conselho de Investidores, na Coréia do Sul, maior consumidor mundial de manganês atualmente. "Temos muito trabalho pela frente, o que nos enche de satisfação, afinal vínhamos tentando essa autorização há muito tempo e com ela também muitas responsabilidades para as quais estamos plenamente preparados e motivados", diz o empresario Érico Rossi. A empresa diz que serão investidos US$ 200 milhões e gerados 1,5 mil empregos.

AVENTURA: Do Oiapoque ao Chuí de Jeep

 A viagem de um extremo ao outro do Brasil inclui visitas ao Comando do Exercito, em Brasília, bem como à fábrica de lubrificantes da Ypiranga, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro.
Jipeiros se transformam em embaixadores do turismo amapaense na maior expedição de suas vidas que vai atravessar o país de Jeep Willys.

Texto: Cleber Barbosa | Arte: Rômulo Araújo

Quatro exemplares raros do Jeep Willys que foram completamente restaurados por seus proprietários serão empregados na maior expedição da vida dos jipeiros Manoel Mandi, José Maria Esteves, Cláudio PPG e Vilmar Walendowsky. Eles partem de Oiapoque no dia 5 de janeiro de 2015 rumo ao outro extremo do país, o Chuí, no Rio Grande do Sul.
A aventura, de 5,2 mil quilômetros, foi idealizada por Mandi, um empresário que se realizou como piloto Off-road. Campeão Brasileiro de Rally em 2012, é o atual presidente do Jeep Clube de Macapá. “Esse é um antigo sonho de consumo que a gente sempre teve, algo realmente inédito que está nos enchendo de orgulho em poder realizar”, derrete-se o aventureiro. E são vários os objetivos da expedição, segundo relata o organizador da viagem: 

OBJETIVOS
- Divulgação do Amapá como destino turístico. O grupo levará impressos com material promocional do estado, dos municípios de Oiapoque e Macapá, além de bandeiras oficiais e souvenires;
- Sensibilizar outros jipeiros do país para a importância de se promover um rally internacional sediado no Amapá, com a marca “Meio do Mundo”;
- Fazer homenagem ao Jeep Willys, criado para o transporte de comandantes militares e feridos na Segunda Guerra Mundial e que ainda hoje resiste, proporcionando lazer e adrenalina aos donos;
- Conhecer um Brasil diferente, sob o aspecto de suas rodovias federais e das cidades à beira da estrada;
- Chamar a atenção para a necessidade de conclusão do asfaltamento da BR 156, no Amapá.

PONTE BINACIONAL: Sem permissão para passar.

O rio Oiapoque é a rota escolhida para os brasileiros que sonham em ganhar a vida em território francês, mas a entrada ainda é clandestina e cheia de polêmicas.
Uma enorme controvérsia envolve a inauguração da ponte binacional sobre o Rio Oiapoque, na fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa, onde as trocas comerciais não deslancham.

Texto:  Cleber Barbosa |  Fotos: Gerson Barbosa

O diplomata brasileiro Sérgio Amaral foi o primeiro a se debruçar, em 2004, nas legislações dos dois países para a abertura do certame licitatório internacional de construção da ponte binacional. Ele diz que o Brasil mantém com a Guiana Francesa, através do Amapá, a maior fronteira que o país europeu possui com qualquer outra nação em todo o planeta. E diz que a importância da ponte passa do apelo turístico, é a possibilidade de ligação do Mercosul com a União Européia. Mas muitas incerteza cercam a obra, ainda sem data para ser inaugurada.

* Publicado na edição 002 da Revista Diário.
No extremo do país, bem na divisa do Brasil com a Guiana Francesa, a ponte binacional de Oiapoque representa a ligação do Mercosul com a União Européia, diz o diplomata.

DESENCONTROS
Ainda segundo o diplomata Sérgio Amaral, as tratativas para a construção da ponte sobre o Rio Oiapoque começaram em 1997, entre os então presidentes Jacques Chirac e Fernando Henrique Cardoso. Entretanto pouca coisa avançou, apesar de haverem protagonizado encontros pomposos, mas também que chamaram a atenção pela falta de sintonia. Em uma dessas ocasiões, Chirac chegou a saudar FHC como sendo presidente do México.  Foi apenas depois de dez anos de projeto e discussões diplomáticas que foi revelado o início da construção de uma ligação rodoviária entre a França e o Brasil pelos novos mandatários dos dois países, Nicolas Sarkozy e Luís Inácio Lula da Silva, em 14 de fevereiro de 2008. 
As obras de construção da ponte foram concluídas em agosto de 2011, mas durante todo esse tempo ela jamais teve o tráfego totalmente liberado. A ponte ainda não foi oficialmente inaugurada e o posto de aduana brasileiro é uma construção improvisada, feita no chamado sistema modular, a exemplo do famoso “puxadinho” do aeroporto de Macapá. Do lado francês, toda a estrutura viária e aduaneira está pronta desde o fim de 2011.
Pelo acordo, os dois países iriam ratear o custo da construção da ponte, cabendo a cada um fazer a ligação por terra. A França, precisou abrir uma estrada entre as cidades de Régina e Saint George. Fizeram dentro de um conceito de estrada-parque, cujo impactos ambientais são minimizados. A cada dois quilômetros, foram instaladas galerias por baixo do leito da via, bem como as copas de árvores se tocam, isso tudo para permitir que os animais possam atravessar sem o risco de atropelamentos. Ao Brasil cabia concluir o asfaltamento da BR 156, que liga Oiapoque ao restante do estado. Como se sabe, isso ainda está longe de ser cumprido, ao contrário, a falta de pavimentação da principal rodovia federal do Amapá a coloca como a mais atrasada do país.

ENTRAVES
Estrutura Aduaneira do lado francês, pronta desde 2011.
A decisão ecologicamente correta dos franceses em construir uma estrada conceitual também está atrapalhando o avanço das tratativas para que Brasil e França possam fazer trocas comerciais, ou, no mínimo, fazer o transporte de cargas. O limite de tonelada por eixo nas regras francesas é diferente do Brasil, onde o regulamento para as estradas federais prevê um limite tonelada-eixo maior. Os técnicos dizem que a alternativa vai ser fazer as chamadas baldeações das cargas, ou seja, dividir as cargas das carretas brasileiras em caminhões menores da França. Mas as dificuldades não param por aí. Alimentos brasileiros para entrarem na Guiana Francesa precisam do aval da União Europeia. Até bem pouco tempo, até mesmo uma carta não poderia fazer a rota Macapá-Caiena diretamente, mas sim via Paris. 
Também não se tem notícia de que um viajante brasileiro possa dispor de um seguro para seu automóvel quando decidir visitar a Guiana Francesa, onde além do carro, todos os passageiros precisam ter um seguro de saúde, uma exigência em toda a Europa. Os críticos dessa dura realidade dizem que até mesmo na diplomacia existe a tal reciprocidade, ou seja, se vale para lá, tem que valer para cá. O que se vê, na prática, é uma enorme facilidade para franceses adentrarem ao Brasil por terra. Nos meses de férias, nativos da Guiana Franceses atravessam seus carros de balsa para Oiapoque e pagando taxas irrisórias conseguem permanecer até 90 dias em território brasileiro. Além disso, existe hoje a vigência de outra obrigação, que é a necessidade de brasileiros conseguirem visto de entrada em território da Guiana Francesa, rito dispensável quando a viagem é para a França Continental, ou seja, quando a entrada se dá por Paris.
Estrutura da Aduna do lado brasileiro da ponte Binacional

Reportagem Especial: Embarque de grãos no porto projeta o Amapá

ARMAZENAGEM: Uma grande estrutura está sendo montada na Ilha de Santana para estocar a produção, com grandes silos de alumínio.
Estratégia de escoar a produção de soja e milho do Centro-Oeste pelo porto de Santana ao mesmo tempo que resolve os gargalos do congestionamento de Santos e Paranaguá abre horizontes ao estado.

Texto:  Cleber Barbosa | Fotos: Antônio Feijão

De grande vocação portuária, o Amapá há muito tempo acalenta o sonho de virar um grande entreposto de cargas para o restante da Amazônia e países vizinhos, como do Platô das Guianas e Caribe. A chamada navegação de cabotagem começa a se tornar realidade com a consolidação de um arrojado projeto de escoar a produção de grãos do Centro-Oeste do país pelo Porto de Santana. Essa é uma solução para os atuais gargalos provocados pelo congestionamento de portos como o de Santos (SP) e Paranaguá (PR), que atualmente exportam a produção de soja e milho do Mato Grosso. Especialistas dizem que como para se chegar a esses terminais são utilizadas carretas, isso encarece o custo de transporte. A solução é levar os grãos até Miritituba, em Itaituba (PA) e de lá se acessar o porto amapaense, utilizando barcaças. Daqui os grandes navios graneleiros transportariam ao exterior.

Distâncias do transporte:
- MT/Santos (SP): 2.300 Km
- MT/Miritituba (PA): 1.100 Km
- Miritituba/Santana: 820 Km
- Santana/China: 30 dias
- Tempos médios para vencer essas distâncias: rodoviário do Mato Grosso até Miritituba (12 horas); do porto de Miritituba até Santana (36 horas).

ALTERNATIVA
Segundo o economista Jurandil Juarez, desde o século passado que os grandes produtores de grãos do Centro-Oeste brasileiro estavam em busca de novos portos para o escoamento da produção. “Essa é uma demanda reprimida histórica, pois o custo do transporte rodoviário e os vários dias parados em Santos ou em Paranaguá atrasam e encarecem demais os custos para o embarque desses grãos para fora do país”, explica o especialista.
Com a chegada da produção de grãos, o mercado local se aquece.

VANTAGENS
A economia com a opção do transporte fluvial pode ser medida pela capacidade das barcaças. Dois comboios equivalem ao  transportado por 1.000 carretas.

A trajetória dos grãos e a evolução industrial dos investidores
Empresário Cláudio Zancanaro, da Cian Port
No dia 29 de outubro deste ano, a Cian Port (Companhia Norte de Navegação e Portos) assinou, em Brasília, o contrato de instalação de um Terminal de Uso Privado (TUP) na Ilha de Santana (AP). A outorga, que tem duração de 25 anos, foi concedida pela Secretaria de Portos (SEP) da Presidência da República e pode ser renovada por igual período.
Essa unidade, subordinada ao Porto de Santana, estará interligada ao terminal instalado às margens do Rio Tapajós, em Itaituba (PA) e vai beneficiar o escoamento da safra de grãos pelo norte do país, desafogando o trecho norte da BR 163, ainda em fase de duplicação. A Cian Port é formada pela Agrosoja de Sorriso, de propriedade de Cláudio Zancanaro, e a Fiagril, com sede em Lucas do Rio Verde, do empresário Marino Franz.
De acordo com Antônio Feijão, consultor contratado pela Cian Port para desenvolver as etapas locais do projeto, a primeira grande vantagem do chamado Corredor Norte de exportação de grãos é mesmo a econômica. Os produtores terão um custo menor em cerca de US$ 50 a US$ 80 (dólares) por tonelada, dependendo do destino. “A segunda vantagem é que eles vão poder retornar, pela primeira vez, com insumos para a agricultura”, sustenta Feijão.
E ele tem razão. Pois quando uma carreta sai do Mato Grosso e leva três dias para chegar no Porto de Paranaguá (PR) volta “batendo” como se diz na gíria dos caminhoneiros, pois não há frete para o caminho inverso. Segundo Antônio Feijão, quando um navio importa insumos agrícolas como NPK, cimento, minérios para dentro da Amazônia e os seus navios irão retornar com insumos agrícolas esse eixo desse insumo que veio no lastro de navio vai retornar de volta pro Mato Grosso através do refluxo das barcaças e o retorno dos caminhões.
Para o consultor, todos ganham com isso, o produtor que vai escoar os grãos numa rota mais barata, como também os agricultores que terão os insumos mais baratos na porta de suas fazendas. “E ganha também o Amapá, que vai ter uma indústria não poluente porque todas as relações ambientais mais pesadas ficaram no Mato Grosso, aqui serão só agroindústrias, produção de biodiesel, produção de rações, portanto o Amapá terá uma nova ordem econômica que é a transformação de proteína vegetal em insumos animais como frangos, suínos, piscicultura e outros bens mais”, completa Feijão.

A rota dos grãos do Centro-Oeste brasileiro até o Porto de Santana

* Matéria publicada na edição nº 001 da Revista Diário. 

ESPORTE RADICAL: Em busca da Pororoca perfeita!

Surfistas de diferentes países vieram ao Amapá nos últimos anos para conhecer as maiores ondas de pororoca do planeta. Um deles até foi parar no livro dos recordes.
Uma das maiores atrações turísticas e esportivas do Amapá agora se vê ameaçada e os surfistas saem à caça das novas ondas para a prática desse empolgante desafio à natureza.

Cleber Barbosa
Editor de Turismo

N os últimos dez anos o Brasil e o mundo descobriram que o Amapá abrigava a locação perfeita para um dos maiores desafios à mãe natureza: surfar uma onda de pororoca. Sim pois a propagação de ondas a partir do encontro do oceano com o rio não é exclusividade apenas da Amazônia, isso ocorre em todo o mundo. Mas não como aqui. Isso deu notoriedade ao estado, a mídia global veio aqui registrar, até o Guinnes, o livro dos recordes. Mas com o Rio Araguari assoreado, os surfistas buscam novas locações.

TURISMO MACAPÁ: Portal da Amazônia

Macapá possui uma localização geográfica privilegiada, na esquina do Rio Amazonas com a Linha do Equador. Além disso, belos monumentos como a Fortaleza de São José. 
O Amapá ainda é pouco conhecido como destino turístico, mas apostar no incremento dessa atividade ainda pode alavancar a economia local

Cleber Barbosa
Editor de Turismo

Longe de ser um destino turístico consolidado, o Amapá reúne todas as condiçõs para isso, bastando a adoção de algumas medidas importantes que incluem o poder público e a iniciativa privada. A turismóloga Nira Brito, diz que ninguém do trade turístico aguenta mais ouvir falar em potencial turístico. “Isso só não basta, é preciso que tenhamos produtos turísticos formatados para aí sim colocá-los na prateleira para serem comercializados”, ensina.
A especialista enumerou algumas medidas que considera fundamentais para que o turismo local se consolide e o estado possa entrar de vez na briga para atrair o visitante de fora a conhecer o Amapá.
- Adoção de políticas públicas pelos governos para o planejamento e a expansão do setor econômico do turismo,
- Reagrupar o Trade Turístico, que hoje está enfraquecido;
- Criar campanhas educativas buscando sensibilizar a população sobre a importância das atividades turísticas dentro do estado.
- Identificação dos gargalos referentes à qualificação da mão de obra;
- Melhorias no planejamento urbanos das cidades, com a valorização dos pontos turísticos já existentes;
- Ações de promoção e marketing do Amapá como destino turístico;
- Investir na infraestrutura de acessibilidade aos atrativos turísticos naturais do estado, como balneários, cachoeiras e cidades históricas.

NOSSA OPINIÃO

A Bahia e Ceará, obtém resultados palpáveis pela decisão de apostar no turismo. Na Amazônia,  Pará e Amazonas disputavam os turistas do chamado ecoturismo até que a transformação de um velho estacionamento de aviões de Belém em Centro de Convenções, mudou o eixo do turismo por lá. O Hangar tem reservas para dois anos. Turismo de eventos pode ser a saída também para o Amapá.

PUBLICIDADE