Página do jornalista amapaense Cleber Barbosa, voltada a difundir notícias, pensamentos, reflexões e atualidades sobre turismo, comportamento, economia, cultura e política.

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sexta-feira, 13 de março de 2015

No futuro, aviões poderão ter vista panorâmica, já pensou?

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Um dos próximos passos no desenvolvimento tecnológico dos aviões não está relacionado à velocidade. O Center for Process Innovation, uma empresa britânica de pesquisa tecnológica aposta em janelas de OLED como a próxima inovação no setor de aeronaves de passageiros. A ideia é trocar as atuais janelas dos aviões por telas touchscreen mostrando as imagens de câmeras em tempo real do exterior do avião.

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Rival de Obama vira piada ao perguntar “por que janela de avião não abre”


Ou seja, a ideia é fazer as pessoas viajarem com uma vista panorâmica do trajeto do voo. De acordo com a pesquisa feita pelo CPI, as atuais janelas são o principal fator de peso das aeronaves, segundo as informações desse post do blog Bored Panda. Com as telas, a ideia é transformar a experiência de entretenimento dos passageiros de voos comerciais.
As telas mostrarão informações em tempo real do voo e terão acesso à Internet. Além disso, os passageiros poderão usar a interface para pedir serviços para a tripulação, como bebidas e refeições. No entanto, as telas aumentarão muito a luminosidade no avião e aumentarão a fobia das pessoas que já tem medo de voar, dizem os especialistas. O que você acha da ideia?

Por  | Vi na Internet 

quinta-feira, 12 de março de 2015

Praia de Corumbau, na Bahia, é opção para os próximos feriados.

Hotel Vila Naiá oferece uma hospedagem de requinte em meio as belas paisagens da praia de Corumbau, na Bahia
Localizada próximo a Trancoso, no sul do litoral da Bahia, Corumbau é uma pequena vila de pescadores, vizinha de diversas outras praias e rios de natureza exuberante. Exclusivo assim como a praia é o Hotel Vila Naiá, um lugar único, que oferece conforto e luxo de hospedagens de alto padrão, com uma arquitetura e design harmonizado com as características locais, já que por fora suas casas são como bangalôs, imitando as casas da vila. 
E o luxo não está apenas na estética do lugar, pois a gastronomia e os serviços do Vila Naiá são singulares e atentos a cada detalhe. Um dos grandes diferenciais é que os hóspedes podem solicitar suas refeições de qualquer lugar das instalações do hotel, inclusive da praia, e em qualquer horário, bastando utilizar o walkie talkie que é entregue no momento do check in. Já a gastronomia fica por conta da típica culinária baiana, com pratos preparados com os alimentos da estação, alguns colhidos na própria horta orgânica do hotel.
Além de aproveitar para relaxar e curtir a própria praia de Corumbau, os hóspedes ainda podem desfrutar dos diversos passeios e atividades que são oferecidas na região, como ir de barco ou buggy para Caraíva, Praia do Espelho, Cumuruxatiba e Barra do Cahy; conhecer a comunidade indígena Pataxó; visitar Monte Pascoal, local do descobrimento do Brasil; mergulhar no Recife Mato Grosso em meio aos peixes e corais; ou fazer a bela descida do rio Corumbau de caiaque, saindo de sua nascente para chegar até o seu encontro com o mar.
Os meses de abril e maio estão cheios de feriados prolongados. Separe ao menos um desses períodos para aproveitar um pouquinho desse paraíso natural. Diárias a partir de R$ 1.600 para quartos e R$ 2.000 para suítes, ambos com pensão completa (café da manhã, almoço e jantar). 
Mais informações: www.vilanaia.com.br 
*As bebidas alcoólicas e não alcoólicas não estão inclusas.

Sobre o Vila Naiá – Localizado no paralelo 17º, próximo a Porto Seguro (BA), o hotel fica em meio a uma área de 50 mil m², reproduzindo o encanto e o charme da vila local e reverenciando a praia de Corumbau, ao Sul da Bahia. Inaugurado em 2004, o Vila Naiá é uma hospedaria singular, aliando a simplicidade de Corumbau ao requinte de um estabelecimento de padrão internacional. Bastante exclusivo, conta com apenas oito habitações, sendo quatro suítes e quatro casas. O paisagismo dos jardins e espaços abertos do hotel se utiliza essencialmente de espécies nativas, reduzindo impactos sobre a paisagem natural da região e sobre os ecossistemas naturais. Mais informações sobre pacotes e reservas: www.vilanaia.com.br.

terça-feira, 10 de março de 2015

SANEAMENTO: Água que não falta, mas que custa muito caro

A crise de abastecimento no restante do Brasil pode parecer algo distante do Amapá, mas especialista garante que o alto custo para se tratar a água do Rio Amazonas pode inviabilizar abastecimento.
O projeto de universalização do fornecimento de água e esgo-to conta com a ajuda do PAC.

Cleber Barbosa, para a Revista Diário  |  Fotos: Samuel Silva

De uns tempos para cá não se fala em outra coisa no país: a falta de água. Diante desse quadro, os amapaenses podem até achar que estão em uma zona de conforto, afinal, na maior bacia hidrográfica do planeta, água tem em abundância. Só que especialista garante não ser uma coisa tão simples, pois as águas barrentas do Rio Amazonas exigem um esforço extra para ser tratada, o que, claro, custa mais ao contribuinte.
A engenheira Patrícia Brito, que é a primeira mulher a assumir o cargo de presidente da Caesa, a estatal de água e esgoto do Amapá, diz que a Lei do Saneamento prevê que o Estado deva prover não apenas o serviço de abastecimento de água como também o esgotamento sanitário. “Estamos diante de um enorme desafio de enfrentar esse déficit de esgoto, que em Macapá chega apenas a 3% a 4% das residências”, diz a executiva.
Ela diz que além do alto custo para tornar potável a água do Rio Amazonas, é preciso enfrentar outro problema: as perdas. Patrícia explica que o Amapá figurou num ranking dos estados que mais jogam água fora. “É preciso explicar que nem toda perda é desperdício, pois perdemos sim alguma coisa da produção com os vazamentos e devido a vida útil da rede, mas o maior gargalo está nas ligações clandestinas e na falta de medidores”, diz a presidente da Caesa.
A média de consumo do brasileiro subiu de 25 m³ para 32 m³ segundo a presidente da Ceasa Patrícia Brito.

RESPOSTA
A meta é regularizar cerca de 20 mil ligações não cadastradas. Um levantamento aponta que uma família com 4,5 pessoas consome 32 m³ de água. A meta é instalar novos hidrômetros e recuperar a rede para diminuir em 20% as perdas com água tratada. O dinheiro virá de convênios com o governo federal (PAC, BNDES, PAC Funasa). “Casa R$ 1 investido em saneamento economiza R$ 4 na saúde”, diz ela.
A estação de captação de água da Caesa utiliza água barrenta do Rio Amazonas, em Macapá.

TURISMO: Um cruzeiro ao lado do Rei!

Cresce a cada ano a participação de amapaenses numa viagem considerada dos sonhos para muita gente, ao lado de Roberto Carlos e outros artistas.
A viagem a bordo do navio Preziosa, que tem entre as atrações a bordo o cantor brasileiro Roberto Carlos são a receita de férias perfeitas do casal amapaense Adelaide e Arnaldo.

Cleber Barbosa
Para a Revista Diário.

Há cerca de dez anos era apenas um casal: A empresária amapaense Adelaide Feitosa e seu marido Arnaldo. Mas agora em 2015 o Cruzeiro do Rei, reúne 70 pessoas do Amapá, graças certamente à boa divulgação que Adelaide fez do passeio, tanto que costuma sortear entre seus clientes camarotes para o navio, que faz um tour pelos mais badalados destinos turísticos do litoral de São Paulo e Rio de Janeiro. Na semana passada, o navio MSC Preziosa zarpou do Porto de Santos levando turistas ávidos por uma experiência diferente e tirar o estresse de um ano inteiro de muito trabalho. Entre as atrações a bordo, além do rei Roberto Carlos, teve show de Tom Cavalcante, missa-show do Padre Antônio Maria, Karaokê apresentado por Miéle, apresentações da companhia de dança de Carlinhos de Jesus, além da Escola de Samba Beija Flor de Nilópolis.
Além das atrações artísticas, os passageiros ainda dispõem de todo o glamour e conforto a bordo do transatlântico, como restaurantes, bares, pista de dança, piscinas, shopping e luxuosas cabines. “É um passeio inesquecível que a gente recomenda para casais e famílias inteiras”, diz Adelaide.

ROTAS
Entre os lugares visitados pelo cruzeiro, batizado de “ Projeto Emoções em Alto Mar”, estão incluídas as cidades de Búzios e Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro, além de São Sebastião e Ilhabela, em São Paulo. Dependendo da época, há paradas no Rio. Mais informações pelo site oficial www.projetoemocoes.com.br.

CURIOSIDADES
Confira alguns itens de luxo e comodidade a bordo do navio MSC Preziosa. O transatlântico dispõe de 5 piscinas, 5 restaurantes, 12 jacuzzis, 19 bares, 14 elevadores, casino, salão de jogos, SPA, teatro, lavanderia, academia de ginástica, salão de beleza, lojas, biblioteca e discoteca.
As cabines do navio MSC Preziosa são equipadas com frigobar, banheiro privativo, armário espaçoso, cofre, TV, telefone e secador de cabelos. A cabine dispõe de serviço 24 horas e acesso à internet.

REPORTAGEM ESPECIAL NAVEGAÇÃO: "Foi Noé quem nos ensinou a construir"

Os últimos naufrágios registrados no Amapá levantam debate sobre a tecnologia dos estaleiros artesanais, um conhecimento milenar que os carpinteiros repassam de geração a geração.
 Construção de uma catraia, a mais popular embarcação regional para transporte de passageiros.

Cleber Barbosa
Para a Revista Diário

Uma análise superficial sobre os últimos acidentes com embarcações regionais no Amapá acabou por colocar em xeque a tecnologia empregada na construção das embarcações que costumam singrar os rios amazônicos com cargas ou passageiros. O caso mais recente foi o naufrágio do Barco Motor Reis I, que emborcou após a romaria fluvial do Círio de 2013. Informações extraoficiais deram conta de que a má colocação dos passageiros teria tirado a estabilidade do barco, levando-o ao fundo em seguida, matando 18 pessoas, no dia 12 de outubro.
O cerne da questão é saber se, de fato, os barcos regionais carecem ou não ter “lastro” para garantir sua estabilidade. Segundo os mais antigos, o lastro costuma ser a carga nos porões das embarcações. Em eventos de turismo ou lazer, quando não se leva bagagem nos porões, os barcos ficariam desequilibrados com os passageiros ocupando apenas os andares superiores.

TRADIÇÃO
Antônio Jorge Cardim, 45, é um desses carpinteiros navais do Amapá. Ele atua há mais de dez anos num estaleiro na vila do Elesbão, zona rural de Santana, onde, aliás, existe a maior concentração de empreendimentos desse segmento. Diz ter aprendido o ofício com um tio, que aprendeu com seu avô. “Na verdade foi Noé quem nos ensinou a construir os nossos barcos, pois ele teve que construir uma arca gigante para salvar as pessoas e os animais, como diz a Bíblia”, recorda. Ele tem razão. Não se pode menosprezar esse conhecimento tradicional. Mas onde então estaria o ‘x’ da questão dos acidentes fluviais?

NAVEGAÇÃO
A discussão a respeito da tecnologia artesanal empregada para a construção das embarcações regionais chegou até a Capitania dos Portos do Amapá. O atual comandante é o capitão-de-fragata Lúcio Marques Ribeiro. Ele explica que há sim muito respeito por esses profissionais que ele chama de artesãos, mas que tudo passa necessariamente pela avaliação da Marinha do Brasil. “Em várias etapas da construção dessas embarcações ocorre a fiscalização da Marinha. Depois de prontos esses barcos são apresentados na Capitania dos Portos, quando ocorre a vistoria completa”, diz.
Nessa ocasião, os técnicos da Marinha conferem todos os detalhes da embarcação, especialmente a arqueação e também se verifica a capacidade de volume dos espaços vazios. Se aprovada, a embarcação recebe sua documentação que a habilita a navegar, o chamado Título de Inscrição. Dependendo do tamanho da embarcação, essa licença pode ser emitida pela Capitania dos Portos ou até mesmo pela maior autoridade, que é o Tribunal Marítimo, no Rio de Janeiro.
Em caso de uma embarcação ser flagrada navegando sem sua documentação obrigatória, enseja a apreensão do barco e a lavratura de um auto de infração. Nesses casos, o comandante é responsabilizado e está sujeito a punições que vão desde o pagamento de multa até a suspensão ou cassação de sua habilitação para navegar.

LASTRO
A reportagem indagou ao Comandante Lúcio sobre a tese de que a má distribuição dos passageiros a bordo poderia ter sido a causa do naufrágio do BM Reis I, ocorrido no Círio de 2013. Ele disse que o inquérito que apura as causa do acidente ainda está em andamento, a cargo do Tribunal Marítimo. Nesses casos um oficial general da reserva da Marinha é quem preside a investigação. “O vice-almirante responsável pelo inquérito é quem vai decidir sobre as causas do incidente ou fato da navegação, mas tudo na esfera administrativa. Os demais conflitos da esfera cível e criminal correm com as autoridades policiais”, disse ele.
Ainda segundo o capitão dos portos, a investigação poderá dizer se houve falha humana ou mesmo qualquer outro tipo de motivo, como o travamento do leme ou da hélice, seja por falha mecânica ou até mesmo por obstáculos da natureza, como paus, ferros, vegetação, etc.
O militar também comentou sobre a teoria da falta de lastro, alegada por algumas pessoas. “Nem toda embarcação precisa de lastro”, resumiu. Citou como exemplos os grandes navios cargueiros, que quando vêm ao Brasil para pegar cargas, costumam abrir seus tanques de lastro para atravessar os oceanos. “Isso afere mais estabilidade especialmente em caso de tormentas”, explica. Nas embarcações menores, o lastro pode ser feito com sacos de cimento.

RESPONSABILIDADE
Ainda sobre a tese de que os barcos regionais quando usados a passeio ou lazer ficam instáveis por não levarem cargas nos porões, o Comandante Lúcio explica que é preciso que se leve em consideração a responsabilidade da tripulação, principalmente do comandante da embarcação, pois todos são treinados para essas situações. “Como disse anteriormente, todo o projeto é previamente aprovado pela Marinha, através de seus técnicos, então existe uma definição sobre a capacidade de passageiros por cada convés da embarcação, de modo a não desbalancear o barco”, diz o capitão dos portos.
Neste sentido, diz, qualquer passageiro pode encontrar ao embarcar uma placa ou mesmo um quadro pintado com informações sobre quantas pessoas podem viajar em cada andar da embarcação. Da mesma forma, também deve-se observar se existem coletes salva-vidas a bordo. “É importante destacar que os coletes são de uso obrigatório e não uma peça decorativa. Digo mais: O grande ‘x’ da questão é o uso do colete”, afirma o capitão.
E ele tem razão. Em caso de acidente, uma pessoa pode ser projetada contra a água e dependendo de como se dá esse impacto, o choque com o rio ou com o mar pode provocar um desmaio. A pessoa desacordada, claro, não conseguirá nadar ou buscar um refúgio. Se estiver usando o colete salva-vidas, poderá perfeitamente boiar e ser resgatada em seguida. “O uso do colete é a diferença entre a vida e a morte”, diz o comandante Lúcio.

TRAGÉDIA
Um dos maiores naufrágios da navegação brasileira foi no Amapá, em 1981, quando o Barco Novo Amapá foi ao fundo matando mais de 300 passageiros. Na ocasião, havia superlotação, pois estavam a bordo cerca de 600 pessoas. Também houve uma tese de que não era o comandante quem conduzia o barco, mas sim um aprendiz. O fato é que os capitães dessas embarcações possuem responsabilidade com tudo o que ocorre a bordo, a exemplo de um motorista de um ônibus, ou ainda o piloto de um avião.

RESPONSABILIDADE
O construtor naval Antônio Jorge Cardim diz que os comandantes sabem sim os limites dessas embarcações e que a falha humana ainda é a maior responsável por esses acidentes da navegação.
A título de curiosidade, a reportagem da Revista Diário fez um levantamento do custo médio nos estaleiros regionais sobre a construção dessas embarcações feitas por carpinteiros. Uma catraia, que tem em média 11 metros de comprimento, sai na faixa de R$ 12 mil; uma lancha com tolda (cobertura) custa cerca de R$ 17 mil; Já um barco com dois conveses, passa de R$ 30 mil.

O MUNDO DE OLHO NA PONTE: Imprensa internacional vai ao Oiapoque.

TURISMO / O jornal americano Los Angeles Times escala um correspondente para um mergulho na realidade vivida por brasileiros na fronteira da Guia
A reportagem publicada nos Estados Unidos é um mergulho na realidade de vida de muitos brasileiros que tentam ganhar a vida em território da Guiana Francesa, que também tem a ganhar com a liberação da ponte binacional.

Cleber Barbosa
Editor de Turismo

Primeiro foi a imprensa francesa. Agora foi o jornal Los Angeles Times, dos Estados Unidos, que escalou o jornalista Vincent Bevins para uma viagem pitoresca. Só isso pode explicar o fato do repórter ter se abalado da terra do Tio Sam até a bucólica cidade de Oiapoque, na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, para registrar o que eles dizem ser inexplicável: o fato da ponte binacional, que custou mais de 30 milhões de euros, ligar o nada a lugar nenhum.
O que abre a reportagem é um personagem mais que apropriado, um catraieiro. Sim, seria como ir a Nova Iorque e fazer perguntas sobre a rotina da cidade a um taxista local. Essas figuras são um alvo fácil.
“Quando José Domingos acelera descendo o rio Oiapoque em sua canoa, mais uma vez hoje, ele passa por baixo de uma gigantesca ponte pênsil. De longe, a estrutura mais imponente em qualquer lugar perto desta cidade abafada na fronteira amazônica, ela aparece em cima e, em seguida, retira-se atrás dele, enquanto ele se move através da água marrom. A ponte liga o Brasil à Guiana Francesa, o único pedaço de terra no continente sul-americano que ainda faz parte de uma antiga possessão colonial. Mas apesar de ter sido concluída há dois anos, ainda não foi aberta ao tráfego. Do lado brasileiro, uma pequena placa coberta de ferrugem, onde se lê simplesmente: Pare!”
O jornalista diz que Oiapoque é uma cidade que denota muita pobreza. “Uma cidade que o tempo e o resto do Brasil parecem ter esquecido, ela poderia muito bem ser uma ponte para lugar nenhum”, diz, em tom de crítica, o enviado ao Brasil. Ele aborda um passageiro da catraia, Samuel Nogueira.
“Nogueira verifica seu telefone distraidamente por algo para distraí-lo no trajeto de 15 minutos para o seu trabalho, na Guiana Francesa, mas nunca há qualquer serviço em Oiapoque, que generosamente os moradores chamam de ‘começo do Brasil’. Assim, ele retorna para assistir a floresta espessa passar por ele. E diz: – É claro que, se a ponte estivesse realmente em operação, a minha vida seria muito mais fácil! Diz Nogueira, que mora no Brasil, mas trabalha lavando carros na Guiana Francesa, ganhando os euros mais valiosos. – Mas eu não posso reclamar sobre este passeio também. É incrivelmente lindo. Completa o brasileiro.”
A reportagem, embora possa ser um choque de realidade por desnudar fragilidades tupiniquins, não é de um todo ruim.

Ponte ajudaria Caiena a se desenvolver, diz Jornal americano
Ainda de acordo com a reportagem, tanto Brasil como a Guiana Fancesa podem se beneficiar da ponte. Mas isso passa pelo cumprimento de metas programadas pelo governo brasileiro para eventos como a Copa de 2014:
“Nos últimos anos, no entanto, atrasos na construção de obras estruturantes do Brasil tornou-se a desenvolver frustrantemente comum, e o país não conseguiu cumprir a maioria das suas melhorias de infraestrutura prometidas antes da Copa do Mundo em junho e julho. Com uma auto-estrada e ponte concluída, a Guiana Francesa seria mais fácil de chegar para muitos moradores do Estado do Amapá que qualquer outra parte do Brasil. E seria como abrir o pequeno país. A Guiana Francesa não é apenas controlado pela França - é a França, tanto quanto Hawaii é os Estados Unidos. A capital Cayenne, a três horas em boas estradas da fronteira, é composta por pitoresca arquitetura colonial, de cintura baixa, e os imigrantes chineses e brasileiros trabalham ao lado de moradores francófonos em seus restaurantes e lojas. Alimentos, assim como a televisão, são importado da França Continental”.
As palavras do jornalista americano, mostram que ele também visitou a capital da Guiana Francesa.

Nos EUA, é ‘fazer a América’, aqui os brasileiros sonham ‘fazer a França’
"Oiapoque tem a sensação de um lugar em um realista romance mágico, uma cidade extremamente quente".
Vincent Bevins, jornalista americano.
Nos Estados Unidos, os americanos convivem diariamente com tentativas de estrangeiros adentrarem o país pela fronteira do México, entre eles muitos brasileiros. Essas incursões são para o que se convencionou chamar de “fazer a América”, que significa ganhar a vida em um país com moeda e qualidade de vida muito melhor. De acordo com a publicação do jornal Los Angeles Times, a saga dos brasileiros em se aventurar entrar no território da Guiana Francesa é para “fazer a França”. 
“Oiapoque tem a sensação de um lugar em um realista romance mágico, uma cidade extremamente quente distribuída por algumas ruas ao longo do rio Oiapoque, que é ao mesmo tempo sonolento e famoso para os vícios comuns em postos de fronteira. Para alcançá-lo a partir do próximo estado brasileiro, que é o Pará, onde o passageiro da catraia Nogueira nasceu, a maioria dos visitantes tem que pegar um barco através do Rio Amazonas por 24 horas ou mais. Centenas de pessoas suam e balançam em redes com o barco atravessando a selva verde escuro. Quando eles chegam em Macapá, capital do Estado do Amapá, eles ainda têm de passar 10 horas em um ônibus caminhão ou um 4x4 que pode leva-los sobre as estradas não pavimentadas até Oiapoque. Ela serve como uma última parada para os que se dirigem para a Guiana Francesa, onde o salário é melhor aos brasileiros. Eles vão para a capital, Caiena, onde alguns brasileiros podem trabalhar legalmente; uma zona livre de fato perto do rio (os gendarmes franceses verificam os passaportes depois, ao longo dos quilômetros de rodovias no país); ou até a costa para pescar ilegalmente ou garimpar ouro”.

*Colaborou Vicent Bevins

CURIOSIDADES
- Durante a estada do jornalista americano na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, ele diz que há quem ganhe com o abandono do governo brasileiro, os catraieiros. 
- Uma mulher diz que o abandono do governo brasileiro é bom para o transporte clandestino de cargas e passageiros.
- Um taxista não concorda e diz a ele: "Para nós, este é o começo do Brasil", mas para o resto do país, que aqui é o fim do mundo."

1.945
Ano de criação do município de Oiapoque.

OIAPOQUE

QUE VENHAM OS CANADENSES! Diplomata faz prospecção turística no Amapá.

TURISMO / O Canadá envia ao Amapá diplomata escalado para fazer prospecções a respeito do setor de turismo, o que aguça a expectativa do setor.
A chegada de turistas estrangeiros traz sempre expectativa de que o setor possa ter incremento de números e receita para estado e os municípios, como Macapá onde estão aos maiores monumentos de atração, como a Fortaleza S. José.

Cleber Barbosa
Editor de Turismo

O setor do turismo do Amapá viveu dias de intensa expectativa durante a semana por cota da visita que fez ao estado o cônsul do Canadá no Brasil, o diplomata David Milward. Oficialmente, ele veio saber como o Estado está preparado para receber turistas canadenses. Na rápida passagem pelo estado, esteve com autoridades locais, como o governador Waldez Góes e o prefeito da capital, Clécio Luiz.

Acompanhado pela secretária de estado do turismo, Syntia Lamarão, Milward visitou os principais pontos turísticos de Macapá, como a fortaleza de São José, o monumento Marco Zero do Equador, o estádio Zerão e o Museu Sacaca, recebendo do guia Sandro Figueiredo as orientações acerca de cada ponto turístico da cidade de Macapá.
Para a secretária Syntia, o contato com o representante do Canadá é fundamental para fortalecer o turismo amapaense. “O cônsul veio conhecer a nossa infraestrutura e roteiros turísticos para ver como o Estado está preparado para acolher o turista canadense. Isso é muito importante, pois estabelecendo essa comunicação poderemos aproximar os nossos países e nossas culturas”, disse.
"Precisamos saber de que forma o canadense vai ser atendido no Amapá caso venha visitar ou morar aqui".
David Milward, diplomata.

Setores - David Milward é um dos três cônsules canadenses no Brasil. Atualmente cada um é responsável por uma região, e a ele cabe a região norte e nordeste. Esta é a primeira vez que o cônsul vem ao Amapá, pois não havia registros de visitantes canadenses ao estado e David veio conhecer a região a fim de mudar esse quadro.
Durante a reunião o governador apresentou as medidas que estão sendo tomadas nas áreas de segurança e saúde, que são o principal interesse do consulado. Ele também reforçou que esses segmentos são prioridades no mandato. O objetivo da visita é saber que estruturas na área da saúde o estado oferece para o cidadão canadense. “Precisamos saber de que forma o canadense vai ser atendido no Amapá caso venha visitar ou morar aqui”, disse David Milward.

Em sua mensagem ao ilustre visitante, Waldez disse que “O Amapá está de braços abertos seja para o cidadão brasileiro, canadense ou de qualquer outra nacionalidade e é uma obrigação nossa recebermos bem, esperamos termos futuramente canadenses morando no Estado”, falou o chefe do executivo.

*Colaborou: Agência Amapá

Potencial para turismo de aventura, diz prefeito de Macapá
O prefeito de Macapá, Clécio Luís, também recebeu o cônsul do Canadá no Brasil, David Millward e sua comitiva. Durante o encontro, o prefeito repassou informações sobre a localização e estrutura de Macapá, que concentra 60% da população. Falou sobre as regiões de fronteira e a vocação do estado para o comércio, bem como os progressos nas atividades industriais, com os avanços na logística, que envolve o setor elétrico e de comunicação. Além da importância do porto organizado, localizado a 17 km da capital, como uma das grandes vantagens comparativas a outras cidades do país.

“O Amapá é um dos estados da Amazônia com maior potencial turismo ecológico e de aventura. Temos maior concentração de etnias indígenas, todos os ecossistemas reunidos em nossa região. Temos uma riqueza cultural e uma culinária espetacular, além de um povo muito acolhedor”, destacou o prefeito. O cônsul, que ainda visitou outras instituições da capital, agradeceu pela receptividade e oportunidade de trocar informações e experiências com a administração da Prefeitura de Macapá. Millward se colocou à disposição para futuros diálogos. Ao final, as autoridades trocaram cortesias.

Canadá também quer ser um destino de brasileiros em viagem ao exterior
Na diplomacia existe a tal da reciprocidade, ou seja, se vale para um lado, tem que valer para o outro. E isso pode explicar o interesse do Canadá em vir prospectar o turismo do Amapá pois, naturalmente, a vinda deles aqui estimula o interesse dos amapaenses retribuírem a visita. E eles estão se mexendo. Desde 2013, as operadoras de lá estão fazendo promoções arrojadas para estimular abocanhar uma fatia do mercado brasileiro de turismo, pois o Canadá está longe de ser um dos destinos preferidos por aqui. Para se ter uma ideia, para cada 71 turistas brasileiros que viajam para fora da América do Sul – foram 5,6 milhões em 2013 – apenas um desembarca no Canadá.

Em sua breve história, o Canadá tornou-se em uma nação completamente moderna, baseada no conhecimento, com uma governança, corporações, cultura e estilo de vida de nível mundial. O Canadá possui atrações naturais espetaculares, culturas diversas e grandes espaços abertos. Sinceramente comprometidos com a educação, o meio ambiente e os cuidados da saúde para todos, os canadenses olham para o futuro com um sentimento de confiança e otimismo.

A Comissão Canadense de Turismo (CTC), braço do governo, é quem está à frente da divulgação do Canadá como destino turístico. Com essas iniciativas, o órgão quer provar que de fato o Canadá pode não possuir cidades cartões-postais, com símbolos internacionalmente conhecidos, como a torre Eiffel de Paris ou a estátua da Liberdade de Nova Iorque, o que não faz dele um país não menos interessante. Pelo contrário, lá existe uma das melhores qualidades de vida.

CURIOSIDADES
- O Canadá possui um dos mais altos índices de desenvolvimento humano do mundo (IDH). Vancouver foi eleita também a “cidade mais habitável” do planeta.
- A palavra Canadá deriva de “kanata”, que significa “pequena povoação” ou “a vila” no idioma indígena. Em 1535, nativos americanos utilizaram a palavra para explicar o caminho para a aldeia de Stadacona, hoje a cidade de Quebec.

6.414Km.
Tamanho da fronteira do Canadá com os EUA, além de outros 2.477 km da divisa com o Alasca.

BRASIL/CANADÁ

VIAGEM VAI VIRAR LIVRO: Aventura até o Chuí será imortalizada

TURISMO / Na maior viagem de sua vida, jipeiro amapaense prepara publicação de um livro com todos os detalhes da “Expedição do Oiapoque ao Chuí”.
A foto histórica da conquista do Arroio Chuí vai ilustrar certamente a obra literária do piloto Otávio Cardoso, que quer lançar este ano o livro com todos os detalhes da maior viagem de sua carreira como jipeiro do Amapá.

Cleber Barbosa/Diário do Amapá
Editor de Turismo

Vai virar livro o diário de bordo da “Expedição do Oiapoque ao Chuí”, realizada em janeiro por associados do Jeep Clube de Macapá. Escrita pelos jipeiros Otávio Cardoso e Eduardo Júnior, a obra será uma visão realista da viagem, com todos os bastidores, acertos e erros. “Não vou deixar nada de fora”, diz o piloto Otávio, idealizador do projeto do livro. E deve ter muita história pra contar mesmo, afinal foram vinte dias de aventura e 6,1 mil quilômetros percorridos.
Otávio, que é servidor público, diz que essa foi de longe a maior viagem que já fez de Jeep em sua vida. E olha que o cara é rodado. Já foi em viagens como passar o Carnaval em Óbidos (PA), à usina de Tucuruí (PA), aos Lençóis Maranhenses (MA) e até em um tour pelo Nordeste, tudo a bordo de um 4x4. “A viagem por estrada embora seja mais demorada proporciona muito mais opções de passeio, sem contar que a gente economiza com táxi ou aluguel de carro. E ir em um carro com tração nas quatro rodas amplia ainda mais esse horizonte de possibilidades de aventura”, diz, descontraído.
Otávio explica que o projeto original era apenas fazer um diário de bordo, tomando nota de cada cidade visitada, as distâncias e, claro, as quebras do Jeep. E não foram poucas, cinco ao todo. Ele tem na ponta da língua as peças quebradas. “Foram dois semieixos, um rolamento de roda, um eixo da caixa de marcha e um disco de embreagem”, enumera o aventureiro amapaense.
"É uma viagem que ficará para a posteridade, para contar a meus filhos e netos, podendo provar".
Otávio Cardoso, jipeiro.
Solidariedade - O piloto conta ainda que uma das coisa que mais lhe marcaram na viagem foi a aceitação por parte das pessoas que encontrava pelo caminho. “Isso foi algo realmente inesquecível, pois todos demonstravam uma grande simpatia pelos jipes antigos e ficavam impressionados com a grandeza da viagem, afinal estava escrito no para-brisa que a viagem era do Oiapoque ao Chuí”, diz Otávio. Ele também diz que fez muitas amizades e que as pessoas continuam interagindo com ele e seus parceiros por telefone ou redes sociais. Ele abriu um perfil no Facebook com todos os detalhes da aventura (JeepOiapoqueChui).
Otávio diz que até abril terá reunido todas as informações do livro, quando enviará a um amigo em Belém que assinará a revisão. “Mas estamos abertos a algum editor interessado em publicar a obra”, dia o autor. A previsão é que o livro tenha entre 300 a 400 páginas, com bastante ilustrações, planilhas e fotos da viagem. Mais informações sobre a obra e demais contatos podem ser feitos pelo celular (96) 99152-8844.

Jipeiros gaúchos virão a Macapá em setembro
Um dos objetivos da expedição “Do Oiapoque ao Chuí” era exatamente divulgar essa marca, sinônimo de grandiosidade e extensão territorial do Brasil. E o piloto Otávio Cardoso diz que foram várias as pessoas que revelaram ter o sonho de cruzar o país de uma ponta a outra. “Mas os associados do Jeep Clube de lá do Chuí e outros do Uruguai que estiveram conosco na fronteira garantiram que vão fazer o caminho de volta, vindo do Sul até o Norte, mas não de Jeep Willys”, entrega.
E a data para que retribuam a visita deverá ser o mês de setembro, quando Macapá sediará o Fest Jeep no Meio do Mundo, um dos principais eventos do calendário anual do Jeep Clube de Macapá. “É oportuno que venham nessa época, pois nossa competição faz parte da programação do Equinócio da Primavera, portanto é uma das principais atrações turísticas do estado”, diz.
Otávio diz que o projeto de escrever um livro sobre a aventura vai garantir que os registros jamais sejam esquecidos, pois dificilmente outra será feita daqui para lá, devido a todo o planejamento e logística necessários. “É uma viagem que ficará para a posteridade, para contar a meus filhos e netos, podendo provar tudo o que disser a eles”, encerra o piloto.

Piloto escreve em seu diário de bordo a satisfação pelo feito histórico
Os números da expedição “Do Oiapoque ao Chuí” evidenciam muito bem a grandiosidade da viagem. Foram 20 dias na estrada, sendo que 36 horas a bordo de uma balsa da empresa NorteLog, que fez a travessia dos jipes entre Macapá e Belém; Ao todo, uma distância percorrida de 7.600 quilômetros, sendo que 6.100 rodando em asfalto, com 110 quilômetros em estrada de terra, no trecho entre Oiapoque e Calçoene; foram mais de 300 cidades visitadas, em 10 estados brasileiros (Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Otávio teve como copiloto o amigo Eduardo Smith e usaram um Jeep Willys original, ano 1969, cedido pelo amigo Cláudio PPG, pois o carro de Otávio é um Jeep Cherokee, que não se enquadra no perfil exigido pelos organizadores da expedição, que só queriam o veterano Jeep Willys.
Antes de retornar para Macapá – o que foi feito de avião – o piloto Otávio Cardoso fechou seu diário de bordo com a seguinte mensagem:
“Hoje dia 24/01/2015 partimos para o Amapá, nossa terra natal, mas a sensação é de dever cumprido, de conhecer esse Brasil maravilho, de saber o que representa levar um pouco do norte ao sul. Foi a realização de um sonho que atingiu não só os expedicionários, mas todas as pessoas pelos lugares por onde passamos que direta e indiretamente tiveram contato com a expedição e puderam se sentir parte dela. Meu nome e Otávio Cardoso, moro em Macapá-AP, aqueles que quiserem fazer contato para saber detalhes da expedição poderão fazê-lo pelo email otavioneto.cardoso@hotmail.com ou pelo Whatsapp 96 991528844”

CURIOSIDADES
Piloto Otávio Cardoso e seu copiloto Eduardo Smith
- A distância em linha reta entre Chuí (Rio Grande do Sul) e Oiapoque (Amapá) é 4.180,41 km, mas a distância de condução é 5.577 km.
- O Chuí é a cidade mais meridional do país, a qual faz fronteira com a cidade do Chuy, no Uruguai.
- Possui uma população de 5.919 habitantes, constituída por brasileiros, uruguaios e árabes palestinos (estes últimos muito ligados ao comércio).

6.100Km.
Distância rodoviária percorrida pela Expedição.

NA FRONTEIRA