Página do jornalista amapaense Cleber Barbosa, voltada a difundir notícias, pensamentos, reflexões e atualidades sobre turismo, comportamento, economia, cultura e política.

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Aberta a 40 Feira de Turismo das Américas-ABAV no Rio de Janeiro


Com a presença do Ministro do Turismo, Gastão Vieira, a maior e mais importante feira de turismo do continente, foi aberta há poucos instantes no Riocentro, Rio de Janeiro, se estendendo até 26 de outubro, a ABAV – A Feira de Turismo das Américas constitui excelente oportunidade para negociações e relacionamento com profissionais do trade turístico. O evento, palco que expõe a maior diversidade de produtos, serviços e destinos voltados à indústria de viagens e turismo, é parceiro da maior feira de turismo do mundo, a ITB Berlim (Alemanha) e da ITB Academy, e prioriza em sua estratégia de crescimento facilitar o entrosamento entre buyers e suppliers, além de muito networking. Com a presença de expositores de mais de 52 países, a ABAV 2012 apresenta uma série de novidades e, também, é ponto para encontros de entidades públicas e privadas e importantes acordos internacionais.
Este ano, o Evento ABAV tem patrocínio do Sebrae (Vila do Saber e Rodada de Negócios), Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC (Vila do Saber); Equador (Sala de Imprensa); México (canais de comunicação – portal e newsletter), Travelport (compensação de gás carbônico do evento). E apoio do Instituto Brasileiro de Turismo – Embratur (Programa Compradores Convidados), Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas – Abracorp, Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo – APAVT, associações da América Latina – AAAVYT/ Argentina, ACHET/Chile, ABAVYT/Bolívia, ANATO/Colômbia, ASATUR/Paraguai e Audavi/Uruguai. 


Discurso de Antonio Azevedo aos participantes da ABAV 2012 – A Feira de Turismo das Américas


Confira abaixo a íntegra do discurso de Antonio Azevedo, presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens – ABAV, dirigido aos participantes da maior feira de turismo das Américas, evento que acaba de ser aberto no centro de convenções do Riocentro com a presença de 52 países expositores. Este setor movimentou, em 2011, por meio das agências de viagens associadas à entidade, mais de R$ 90 bilhões; ampliou para 13% sua participação no PIB, e, cada vez mais, atende diferentes segmentos e nichos de mercado que demandam viagens domésticas e internacionais. As associadas ABAV respondem por 85% da rede de distribuição setorial no país, incluindo todos os canais de venda existentes, sejam eles presenciais ou virtuais, e totalizaram 160 milhões de viagens realizadas no ano passado. 
Detalhe: Em 2013, a ABAV – A Feira de Turismo das Américas será realizada no Anhembi, em São Paulo, entre os dias 4 e 8 de setembro; o final de semana será aberto ao consumidor.

Evento ABAV: 40 anos de evolução e relevância setorial, de alma verde e amarela e coração aberto para o mundo


A ABAV – A Feira de Turismo das Américas, ao completar sua 40ª edição, assume dimensões que são comparáveis às maiores feiras de turismo do mundo.

De fato, este é o grande evento referencial do segmento turístico do Brasil que expõe a diversidade de seus atrativos turísticos, por meio do qual promove sua oferta de serviços e infraestrutura receptiva, sendo o palco ideal para que os players do setor, expositores e visitantes aproveitem para conquistar resultados, ampliar conhecimentos e contatos, identificar tendências de mercado e realizar ótimos negócios.

Temos orgulho em dizer que A Feira de Turismo das Américas é uma iniciativa que foi idealizada pela ABAV numa época em que poucos valorizavam essa atividade econômica, hoje considerada essencial no desenvolvimento econômico e social sustentável.

No início, com formato de feira e congresso itinerantes, lançamos vários destinos nacionais, hoje consolidados com destaque no portfólio das agências de viagens e muito contribuindo para ampliar o mercado turístico brasileiro.

Desde aqueles tempos, quando o tamanho do evento ABAV permitia a realização das edições itinerantes, essa contribuição histórica em favor do desenvolvimento do turismo nacional e os resultados alcançados já demonstravam, de maneira inequívoca, a competência e a força de venda constituída pelas agências de viagens associadas. 

Atualmente, em parceria estratégica com a ITB Berlim, a maior feira de turismo do mundo, a ABAV – Feira de Turismo das Américas, a maior feira de todo o continente americano, agrega mais benefícios para profissionais que dela participam, renovando assim sua importância e ampliando sua visibilidade no calendário global dos principais eventos e feiras internacionais de negócios do setor. 

Contamos também com o apoio do Fórum das Associações das Agências de Viagens da América Latina, além de parcerias com a BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa – e com a APAVT – Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo.

Alguns veículos de comunicação no exterior destacaram em manchete que “o mundo estará presente na ABAV 2012”, referindo-se à grande presença dos profissionais e das autoridades do setor de turismo de todos os continentes aqui participantes. 

Temos nesta edição a presença recorde de 52 países, que conferem à ABAV a condição privilegiada de ser a principal feira internacional de turismo realizada no Brasil.

Além de comemorar 40 anos com relevantes serviços prestados, o evento está repleto de inovações interessantes e conta com mais de 1.350 expositores, reunidos em cerca de 450 estandes em uma área total de 45 mil metros quadrados, o que representa crescimento real de 15%, se comparado com a edição anterior, e a presença prevista de mais de 20 mil participantes, profissionais do setor.

Completamos hoje o ciclo de dez anos em que o evento ABAV permaneceu no Rio de Janeiro, cinco anos a mais do que originalmente previsto. Assim, com a maior e a melhor edição de todos os tempos, encerramos este ciclo com sucesso. 

Mas nada impede que A Feira de Turismo das Américas retorne futuramente para o Rio de Janeiro, beneficiada pelos investimentos estruturais dedicados aos megaeventos esportivos, inclusive com a necessária ampliação de sua oferta hoteleira, tornando-a mais competitiva e atrativa.

A ABAV e o poder público
A integração entre o poder público e a iniciativa privada, por meio de ações conjuntas e que sejam alinhadas e baseadas no entendimento comum, é essencial; pois precisamos avançar com agilidade no processo de qualificação e do desenvolvimento setorial.

Esse é o primeiro passo: priorizar, com a qualidade necessária, os programas voltados para o aumento da competitividade do Turismo Nacional, que é fonte geradora e distribuidora de riquezas no Brasil.

Medidas como essas, focadas na qualidade, inovação e capacitação são vetores essenciais para o melhor ordenamento do setor e trarão ganho de competitividade para os destinos brasileiros, podendo dar um impulso à quebra de uma barreira histórica, que limita o ingresso de turistas estrangeiros no Brasil a pouco mais de cinco milhões de visitantes por ano.

Publicamente, também, renovamos nosso compromisso em empenhar o total apoio da ABAV na retomada de projetos de qualificação que muito contribuíram e, certamente, podem e devem contribuir ainda muito mais com o desenvolvimento setorial. Referimo-nos especificamente aos bem-sucedidos programas de capacitação profissional Proagência e Benchmarking, anteriormente executados pela ABAV, mas outros podem certamente ser desenvolvidos.

Nos últimos anos, com o significativo aumento da demanda, 40 milhões de novos turistas no Brasil ingressaram no mercado. E isso só fez renovar a importância dos serviços e do atendimento profissional qualificado das agências de viagens.

O desafio do turismo receptivo no Brasil
Sabemos que existem ilhas de excelência turística em serviços receptivos presentes em todas as regiões do Brasil, mas é certo que não é o suficiente. Apenas a simpatia e alegria do povo brasileiro, apesar de serem fatores positivos, não resolvem. Precisamos, acima de tudo, atingir um padrão internacional de qualidade, adequado e certificado.

Mais do que o impacto econômico gerado diretamente pela visita e a permanência dos turistas estrangeiros no Brasil, que serão atraídos pelos grandes eventos esportivos, o que mais contará a favor ou contra o futuro do turismo receptivo nacional estará determinado pelo tipo de repercussão que a mídia mundial dará à qualidade dos serviços turísticos prestados. Esse é, talvez, o principal legado pós-eventos.

Por isso, reiteramos nosso compromisso em contribuir na concepção e execução de programas de treinamento e capacitação adequados às necessidades do turismo nacional que requer investimentos dos poderes públicos, federal, estadual e municipal.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Coluna Argumentos (Diário do Amapá), quarta-feira, 17.10.2012


Reforço

O presidente do Senado Federal José Sarney (PMDB-AP) entrou na briga pela crise no abastecimento de gasolina no Amapá. Em dois telefonemas, acionou o Ministério das Minas e Energia, além da Petrobras, para que uma remessa emergencial de combustíveis seja enviada ao estado. Também quer saber o porquê do colapso no setor.

Reta final

A campanha do segundo turno verdadeiramente saiu às ruas. Foi um começo tanto quanto tímido, movido pela ressaca dos militantes e dos políticos, afinal foi uma intensa briga, a do primeiro turno. Mas agora a coisa promete esquentar de vez, com muita gente dizendo que andava com saudades do contato corpo a corpo com o eleitor.

No rádio

Uma simpatia esse Ruy Smith. Um dos tradicionais quadros do Partido Socia-lista Brasileiro (PSB) no Amapá até ensaiou aquelas frases feitas, do tipo “contra as forças reacionárias”, mas o que acabou prevalecendo na entrevista concedida ao Luiz Melo ontem foi sua descontração, bom humor e visão realista. Mandou bem.


Entre nós

A Igreja Católica do Amapá prepara um grande evento para lançar a Jornada Mundial da Juventude, um encontro de evangelização do Papa Bento XVI com jovens do mundo inteiro, ano que vem, no Rio de Janeiro. Nesta quarta os símbolos do projeto visitam Macapá e Santana.

Na conta

O gabinete do senador José Sarney (PMDB-AP) informa que de 15/09 a 15/10/2012 o total liberado pela União, em convênios para o Amapá, foi de R$ 10.388.774,66. Os recursos são para diversas áreas e vieram de diversos ministérios para os municípios de Cutias, Macapá, Tartarugalzinho e Santana. Esse último muncípio ganhará um centro de armazenagem de grãos.

Apelo

Jornalista e blogueiro Said Barbosa Dib defende apoio público para a mesatenista amapaense Belissa Lisboa. “Por que os governantes amapaenses – sejam municipais, sejam estaduais... – não ajudam esta moça batalhadora a realizar seu destino de sucesso? Não tem como patrociná-la, apoiá-la, de alguma forma? A moça é um tesouro tucuju.”, disse o confrade em seu blog.

Comunicação

A imprensa especializada no trade de mineração votou e elegeu a Anglo American entre as três empresas que melhor se relaciona com os jornalistas do setor. O prêmio é organizado pela revista “Negócios da Comunicação”. A escolha dos vencedores foi feita em uma consulta sobre a opinião dos jornalistas feitas em todo o país. A empresa também opera no Amapá.

Aos poderes

A Cruz Peregrina e o Ícone de Maria, dois símbolos que marcam os preparativos da Jornada Mundial da Juventude, visitarão os representantes dos três poderes públicos do Amapá, Executivo, Legislativo e Judiciário. É hoje à tarde, quando uma grande caminhada percorrerá a cidade para mobilizar os jovens e os mais maduros sobre a importância desse momento.

Governo intensifica medidas contra mosca-da-carambola


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reforçará as ações de controle da mosca-da-carambola, praga que atinge principalmente as frutas. Com a medida, o Mapa projeta conter a praga no Amapá, erradicar em Roraima, além de declarar o status sanitário do Pará como livre do problema. Só em 2012 foram destinados R$ 4,5 milhões por meio do Programa de Erradicação da Mosca-da-Carambola para o cumprimento das metas.

Segundo coordenadora do Programa de Erradicação da Mosca-da-Carambola do Mapa, Maria Júlia Godoy, os recursos são utilizados para o monitoramento da praga, capacitação de profissionais, projetos de educação sanitária, implantação de planos de emergência e divulgação do programa. Desde 1996, os técnicos do ministério desenvolvem medidas em parceria com os profissionais das Agências de Defesa Agropecuária estaduais para controlar a praga.

As áreas consideradas de alto risco para a disseminação da mosca-da-carambola são: Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará e Roraima. Na zona de risco médio estão: Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins. Os demais estados estão classificados como de baixo risco. As principais formas de disseminação são o transporte de frutos contaminados e os locais de comercialização desses produtos.

Saiba mais

A mosca-da-carambola é originária da Malásia e Indonésia e foi encontrada no Suriname em 1985. Chegou à Guiana Francesa em 1989 e, em 1996, surgiu o primeiro foco no Brasil, no município de Oiapoque, no Amapá. Em 2007, a praga apareceu na fronteira do Amapá com o Pará, mas foi erradicada no estado em 2008. O ciclo de vida da mosca é de 126 dias. 

Curso aprimora técnicas em conciliação e mediação judicial


Aspecto do treinamento que reúne serventuários do Judiciário Amapaense

Com  carga horária de 20 horas de aulas presenciais, a Escola Judicial do  Amapá promoveu curso para capacitar serventuários da Justiça estadual a  aplicar técnicas de autocomposição em processo de mediação e  conciliação, auxiliando as partes a encontrar soluções pacíficas para  seus conflitos de interesse.
Segundo  o ministrante do curso, professor Carlos Fernando Silva Ramos, juiz de  Direito da comarca de Macapá, mestre em Direito Ambiental e Políticas  Públicas, e especialista na área de mediação e conciliação, está  comprovado por meio de estatísticas que a resolução de conflitos, por  meio da conciliação e da mediação, tem encurtado o caminho do processo.

Ele  ressaltou a grande importância para a aplicação desse método no fato de  que, através dele, resolve-se muito mais rápido a desavença. Ao  contrário se, para a solução fosse necessária a prolação de sentença de  mérito, seguindo todos os procedimentos normais, além do desfecho  demorar muito, ainda há a possibilidade de nenhuma das partes ficar  satisfeita. Quanto ao curso, o magistrado Carlos Fernando destacou a  importância do tema para a aplicação nas atividades do dia a dia dos  serventuários, observando que, quanto mais os serventuários dominarem as  técnicas que envolvem conciliação e mediação, melhor será a prestação  jurisdicional: “Nós teremos acordos melhor entabulados, com uma satisfação maior para os jurisdicionados”.

Para  aprenderem a lidar com os impasses que habitualmente ocorrem nas  audiências de conciliação, os participantes conheceram, ainda, algumas  técnicas e habilidades que podem ajudar as partes a chegarem ao fim do  problema através de acordo.

BERNADETH FARIAS
Assessora de Comunicação Social.   

Coluna Argumentos (Diário do Amapá), terça-feira, 16.10.2012


Reforço

Com o fim da greve dos policiais federais, é grande a expectativa no sentido de que o aparelho de fiscalização das eleições seja incrementado. A Polícia Federal não age só quando provocada pela Justiça Eleitoral, pois pode fazer também suas investigações e diligências. Mandados judiciais, como o próprio nome diz, só com ordem do juiz.

Denúncia lá

O segundo turno em Macapá vai ser quente, pelo menos do ponto de vista de denúncias. O vereador do PSB Washington Picanço protocola hoje denúncia contra o prefeito Roberto Góes (PDT) por suspeitas de irregularidades na compra da mobília do Posto de Saúde do Marabaixo, um dos mais festejados na administração do atual prefeito.

Denúncia acolá

Já nos bastidores da campanha do PDT, o buchicho é de que acharam uma irregularidade na certidão de quitação eleitoral de Clécio Luís (Psol). Documento poderia pertencer a outro eleitor, filiado ao mesmo partido de Clécio, que teria alguma pendência com o TRE-AP, daí “emprestar” a certidão do amigo. Babado!

Adeus

Amigos, familiares e advogados foram ontem ao velório de Cícero Borges Bordalo, um dos mais conceituados profissionais do Direito e pioneiro do Território Federal do Amapá. A cobertura da imprensa foi discreta em relação a este valoroso advogado que deixa um legado para todos.

Será?

O governador Camilo Capiberibe e o candidato a prefeito Clécio Luís viraram o alvo preferido dos fotógrafos na missa do Círio de Nazaré. É que os dois se sentaram lado a lado e conversaram bastante, além de rezar o “Pai Nosso” de mãos dadas. Bastou para movimentar os bastidores da política local com especulações de que estarão mesmo juntos no segundo turno.

Mineração

De janeiro a agosto deste ano, o Amapá arrecadou mais de R$ 13,5 milhões em Compensação Financeira para Exploração de Recursos Minerais (CFEM), ficando em 8º lugar no ranking dos 27 estados brasileiros. Atrás apenas de Minas Gerais, Pará, Goiás, São Paulo, Bahia, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo. Dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

Ferro

Em nota enviada à coluna, a mineradora Anglo American diz que dos tributos que o Amapá arrecadou com a CFEM, mais de 80% dos recursos – cerca de R$ 10 milhões – foram pagos por ela que extrai ferro em Pedra Branca do Amapari. Desde o início da operação da empresa no estado até agosto deste ano a mineradora já recolheu mais de 38,8 milhões.

TV e rádio

Clécio Luís e Roberto Góes reapareceram ontem na propaganda eleitoral. Não deixaram de registrar a passagem do Dia do Professor, claro, assim como de agradecer a votação que tiveram. Do ponto de vista de marketing, Roberto lembrou que venceu a eleição no primeiro turno e Clécio fez as contas para dizer que o percentual dos descontentes é maior: 60%.

Coluna Argumentos (Diário do Amapá), domingo e segunda, 14 e 15.10.2012


Limitação

Dito pelo deputado Keka Cantuária (PDT), ontem, que de certa forma o Legislativo chega a frustrar técnicos como ele, que já foi secretário de estado. É que existem limitações para a atividade dos legisladores que não tocam obras. Ele diz que no Executivo a possibilidade de dar respostas aos anseios da comunidade é maior. Só tem que ocorrer.

Prós e contra

O deputado Luiz Carlos (PSDB) diz que em que pese a honrosa missão de representar o povo na Câmara dos Deputados, o local de trabalho é distante das bases de atuação do parlamentar, e o esforço é para conquistar seus espaços por lá e dar visibilidade ao trabalho na mídia, para também ser reconhecido por aqui. Não tem moleza. 

Emoção

Uma missão marcou ontem a entrega dos donativos arrecadados pelo Jeep Clube de Macapá e parceiros como a Fecomércio, Sebrae e 34º BIS para a Casa da Hospitalidade, em Santana. Os aventureiros e seus familiares foram muito bem recebidos pelas crianças assistidas por essa bela entidade filantrópica. Valeu, mesmo.

Atropelo

Longe de ser preconçeituozo (sic!) Na verdade essa brincadeira é para dizer que apesar dos atropelos gramaticais o autor dessa placa tem lá seus méritos. Senão vejamos. O moço atira para todos os lados na hora de ganhar – honestamente – o seu dinheiro. É polivalente mesmo.

Na Europa

O presidente do Senado, José Sarney, recebeu convite de honra para participar da abertura do 8º Foro Interparlamentar Ibero-Americano em Cádis, no próximo dia 25 de outubro, em Madri. Na ocasião serão comemorados os 200 anos da Constituição espanhola de Cádis que, por um dia, foi a Constituição do Brasil – fato ocorrido em 1821 e que marcou a história do país.

No rádio

O geólogo Antônio Feijão, superintendente do DNPM (Departamento Nacional da Produção Mineral) no Amapá, roubou a cena ontem ao conceder uma bela entrevista ao nosso Conexão Brasília, na Diário FM. Falou entre outras coisas que temos motivos para otimismo em relação à mineração, mas os quesitos ambiental e social não devemos ser atropelados.

Na web

Com o curioso título de “Djiab da buá”, que significa “Guerreiro de Selva” no dialeto indígena Patuá, o Exército Brasileiro no Amapá, através do 34º BIS, acaba de lançar um boletim informativo que está dando o que falar. Muito bem elaborado e em consonância com os modernos padrões de diagramação, vende bem o peixe do EB por aqui. Pena que não é impresso.

TV e rádio

A Rádio Diário FM firmou uma feliz parceria com a novíssima TV Assembleia para colocar no ar, simultaneamente, uma grande atração jornalística. Trata-se do ENCONTRO PARLAMENTAR que reúne na mesma bancada parlamentares federais, municipais e estaduais, debatendo temas comuns da atividade legislativa. Sábado no rádio e segunda-feira na TV.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Antônio Feijão: “Temos petróleo. Só não é hora de perfurar”

FEIJÃO – Um olhar de cautela sobre as possibilidades minerais do Amapá, apesar dos otimistas
O ex-deputado federal Antônio Feijão, um conceituado geólogo em atuação há mais de vinte anos no Amapá, acaba de assumir a Superintendência do DNPM no Amapá. O órgão maior do setor mineral no Estado vive uma ebulição desde que o presidente do órgão fez uma visita ao Estado e disse que aqui se tinha a província mineral do futuro. Todo esse otimismo é ratificado por Feijão, mas teme que uma corrida pelo petróleo agora possa pegar o Amapá sem a infraestrutura necessária para atender essa demanda, daí ser de opinião de que primeiro é preciso resolver os problemas internos para depois se apostar no incremento dessa atividade. Esse e outros temas importantes foram tratados em uma entrevista concedida ao programa Conexão Brasília de ontem, pela Diário FM, cujos principais trecho o Diário do Amapá publica a seguir.


CLEBER BARBOSA
DA REDAÇÃO


Diário do Amapá - Na visita que fez ao Amapá recentemente o presidente do DNPM disse que as jazidas do Pará e de Minas Gerais apesar de consolidadas são uma página sendo virada e que o Amapá é a província mineral do futuro. Ele tem motivos para estar tão otimista assim?
Antônio Feijão - É, o Brasil teve um grande pique de descobertas de jazidas minerais que foi de 1999 a 2009 e o Amapá saiu desse sarcófago de estar sempre atrelado à Cadam e à Icomi. Foi exatamente a Anglo (American) com sua marca internacional que trouxe para cá os olhos dos grandes investidores. Nesse momento, lá em Santana, várias empresas do mundo todo estão analisando os documentos da Anglo e fazendo logo logo as suas propostas de compra, pois ela está na fase em que as empresas estão analisando o "data-room", ou seja uma sala onde têm todas as informações da mineradora. Mas independente da Anglo, o Amapá passa por um momento de explosão, imagine se a gente tivesse um mapa geológico de detalhe, é uma explosão de oportunidades de negócios de grandes investimentos no setor mineral. O nosso mapa geológico é balzaquiano.

Diário - Como assim?
Feijão - Ele tem trinta anos. Isso faz com que o investidor fique uma rêmula dos garimpos, como a rêmula segue o tubarão, os investidores seguem os garimpeiros e isso prende muito a pesquisa ao ouro. Com o advento de um trabalho que a CPRM fez há dez anos atrás, de geofísica, com a modernidade, precisão e acuidade dos novos satélites, para ferro, grandes concentrações de tântalo e manganês, já dá para também para ter uma oportunidade pelos levantamentos geoespaciais, então o Amapá hoje é o Estado que mais apresenta novas jazidas, principalmente na área de ferro, onde nós vamos ter quatro novas jazidas comissionadas, duas na região do Cupixi e Serra do Navio e duas onde nós vamos ter brevemente lá na área de Tartarugalzinho.

Diário - O senhor falou que o mapa geológico do Amapá tem trinta anos e com essas modernas tecnologias em termo de prospecção é que fazem essa diferença, esse novo olhar?
Feijão - Uma das sugestões que o doutor Sérgio Dâmazo fez, num encontro de trabalho com o governador e o secretário de Indústria e Comércio, juntamente com a equipe técnica que veio com ele ao Amapá, ele propôs a parceria e o governador de pronto recepcionou, para a gente refazer o mapa geológico. O Amapá vai entrar com seus quadros técnicos, com sua infraestrutura do Iepa, do Imap, da Sema e do Instituto Estadual de Florestas. Já com a CPRM, e seus quase 50 anos de experiência e o DNPM com quase 80 anos de experiência, nós vamos atualizar as informações. Menos de 3% do estado do Amapá tem conhecimento acima de um metro de profundidade, ou seja, menos de 3% do nosso território foram sondados.

Diário - Qual é o padrão internacional dessa referência diretor?
Feijão - Isso na Europa, por exemplo, é uma graça, pois eles já trabalham hoje com mais de 60% do subsolo já conhecido em profundidade. Mas também é uma dádiva para nós, pois significa dizer que o Amapá é um ser mineral ainda aguardando Pedro Alvarez Cabral, portanto nós estamos em 1.500 aguardando as Naus portuguesas do ponto de vista da geologia e da mineração.

Diário - Mas a notícia da venda da Anglo no Amapá, uma das maiores mineradoras do mundo, por si já é uma notícia negativa, então quais as garantias da continuidade do projeto dela no Amapá com seus novos controladores?
Feijão - A venda de uma empresa que tem commodities no mercado internacional, ou seja, a Anglo Ferrous Brazil, que é a nossa Anglo no Amapá, ela está no mercado internacional com suas jazidas, com sua ferrovia e a sua super-conectividade entre mina e porto. E ela tem sócios que compraram ações, então esse processo é muito técnico. Primeiro é feito o anúncio, isso ocorre numa reunião de mercado, é apresentado que vai se abrir a concorrência. Depois vem o que está acontecendo hoje [ontem] quando são colocados num hotel pessoas que vieram do mundo todo para analisar os dados, essa sala de informações, o "data-room", onde as pessoas pagam com contrato de confiabilidade das informações e vão analisar. E tem mais trinta dias, até mais ou menos 20 de novembro, para eles apresentarem suas propostas. O importante é que a próxima empresa que vier para cá, com a assistência do governo, dos Poderes e da sociedade, que a gente seduza essa empresa a implementar siderurgia.

Diário - Porque seduzir, diretor?
Feijão - Porque os navios que podem ainda hoje sair de Macapá são navios de 50 mil toneladas e eles levam minério com 50% de ferro contido, a cada dois navios que saem de Macapá eles levam na realidade um navio de ferro. Se tiver siderurgia ao invés de levar 50 mil toneladas de minério leva 50 mil toneladas de ferro e não vai as impurezas que o minério conduz.

Diário - E o porquê da saída da Anglo American do Amapá?
Feijão - Porque ela tem o Sistema Minas-Rio comissionando, ou seja, entrando em funcionamento em 2013, uma empresa dela que vai produzir 40 milhões de toneladas por ano, ou seja, a cada dois meses a Minas-Rio equivale ao Amapá, e dá o mesmo trabalho para a Anglo Amapá.

Diário - Talvez até mais que isso, pois aqui se tiver um ano bom a produção pode chegar a 7 milhões de toneladas, não é?
Feijão - Nunca fizeram isso. Com os terceirizados chegaram a 6,2 milhões de toneladas. Mas nós não pudemos condenar a Anglo por estar saindo daqui, o que nós temos que exigir dela é que saia daqui com a sua certidão de responsabilidade socioambiental em dia. Nós não podemos mais aceitar uma Novo Astro, assim como o lamentável episódio da Icomi, com toda uma certidão de meio século de bons serviços socioambientais ao estado, mas que saiu pela cozinha e não disse nem boa noite ao estado do Amapá.

Diário - E sobre petróleo diretor, sabe-se que a Guiana Francesa tem reservas desse óleo, muito próxima à Costa do Amapá, que está também recebendo prospecções, mesmo com a sociedade nem sabendo o que os helicópteros fazem diariamente cortando nosso céu. O que o DNPM tem oficialmente sobre essa possibilidade?
Feijão - Eu fui convidado pela Federação das Indústria, na época era presidente a deputada Telma Gurgel, que patrocinou uma conferência no "Cayenne Mini Simposium", que foi um encontro internacional só sobre minérios. Fui apresentar uma palestra sobre a mineração transfronteiriça e o seu ordenamento sócio-legal e ambiental. Lá, o BRGM, que é equivalente a CPRM do Brasil, se concentrou em coisas fundamentais, a questão do petróleo, pois há um estudo que diz onde ele se instala se instala a maldição, porque as pessoas não fazem outras economias. Se você for hoje à Venezuela ninguém planta nem banana porque o petróleo escraviza as pessoas num mundo de economia pública e as pessoas passam a viver dos seus impostos e dos seus agregados derivados dos impostos, que são os empregos e outras coisas mais.

Diário - E lá tem mesmo petróleo?
Feijão - Sim em Caiena foi mesmo comprovada uma bela jazida, um óleo de alta qualidade, eles fizeram vários furos.

Diário - E o Amapá, tem esse óleo valioso?
Feijão - Eu fui na audiência pública promovida pela Petrobrás para se discutir o Poço Oiapoque, que foi feito a pouco mais de 20 quilômetros da Costa do Brasil, na frente da cidade de Oiapoque, ali no Cabo Orange. A audiência pública chegou a ir até a madrugada lá no Ceta Ecotel, num modelo de audiência feita para ninguém ir. Mas levaram um azar e os filhos do Amapá e os especialistas do Amapá todos foram e viram que a Petrobras entrou num desastre de um Ctr+C e Ctr+V, trouxe um relatório todo copiado, onde as rotas das correntes eram diferentes e tudo o mais, quando até pescador fez gozação dos peixes que eles copiaram nos seus relatórios. O Amapá, desde a época do presidente Sarney, sempre teve essa grande perspectiva de ter petróleo e os geólogos têm tanta convicção disso porque há 360 milhões de anos atrás praticamente nós estávamos todos juntos, o Amapá, o Golfo do México, o sul da Inglaterra, que chamado Mar do Norte, enfim, toda essa região formava um grande continente e uma grande bacia, onde se formou o petróleo desses países citados, além da Arábia e da Venezuela.

Diário - Então são projeções?
Feijão - O Brasil é a ponta do pé da província petrolífera da Venezuela. Temos petróleo. Só acho que não é hora de perfurar esse petróleo agora, pois já vamos sair de uma tentação, pois vai ter conexão com Belém, e nós temos que organizar os nossos portos, a nossa estrutura de apoio, tudo que nós temos para que não sejamos hoje apenas o olhar dos helicópteros saindo de Belém direto para as plataformas.

Perfil

O entrevistado Antônio da Justa Feijão tem 56 anos de idade, é natural de Sobral, no Ceará, mas radicou-se no Amapá após consolidar-se como um dos mais conceituados geólogos em atuação no mercado local. Tornou-se popular e foi eleito deputado federal em 1994 (mandato de 1995 a 1999) sendo reeleito em 1998 (mandato de 1999 a 2003); depois mesmo tendo sido o sétimo mais votado em 2008, ficou na condição de suplente, tendo assumindo a titularidade entre 2009 e 2010, em substituição ao deputado Davi Alcolumbre (DE), que virou secretário municipal em Macapá. Também teve passagens como secretário de Estado do Meio Ambiente e diretor-presidente do Imap. Este ano assumiu a Superintendência do DNPM no Amapá.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Coluna Argumentos (Diário do Amapá), terça-feira, 09 de outubro de 2012

Começou

Já tem muita agitação nos bastidores da política local por conta de costuras visando o segundo turno da sucessão municipal em Macapá. Roberto Góes (PDT) é o mais atirado, fez elogios aos adversários e diz até poder aproveitar algumas das propostas dos concorrentes para o programa a ser apresentado ao eleitor no turno extra da eleição.

A sós

Já o candidato Clécio Luiz (PSol) procurou encostar as declarações no discurso de sempre, independência, novo e por aí afora. Único nome que chegou a citar foi o que Lucas Barreto (PTB), de quem foi aliado nas eleições de 2010. Naquele ano, no segundo turno, também diziam que a aliança era só com o povo. Quer repetir a retórica.

Difícil

O governador Camilo Capiberibe (PSB) decidiu que seu partido vai avaliar muito bem sobre qual será a postura no segundo turno. “Podemos até ficar em cima do muro”, disse ele. Também fez críticas a algumas posturas tanto de Roberto como de Clécio, o que mostra quão distante está um eventual acordo.

Niver
O colunista registra o aniversário de Marsylla Salgado (foto), diretora do Departamento de Comunicação da Assembleia Legislativa. Ela virou a página da folhinha no domingo (07) e recebeu os cumprimentos em meio à festa da vitória dos seus candidatos a vereador. Parabéns a ela!

Trens

Mudanças nos horários dos trens de passageiros da Anglo American. Aos domingos, quartas e sextas-feiras,  a saída de Santana para Serra do Navio será sempre às 10 horas da manhã. Nas segundas, quintas e sábados, o trem retorna de Serra no Navio, saindo às 06 horas da manhã da estação ferroviária daquele município. Dizem que o trem não espera ninguém.

Desabafo

A deputada Roseli Matos (DEM) foi ao rádio ontem, um dia depois das eleições em Santana, onde ajudou a eleger Robson Rocha (PTB), que tinha a irmã de Roseli como vice. Em tom de desabafo, a parlamentar falou da luta que travou com o que definiu “duas máquinas”, em relação à candidatura de Marcivânia Flexa (PT), apoiada pelo prefeito e pelo governador.

Força

Quem também falou ontem foi o presidente da AL, Júnior Favacho (PMDB), que fez uma avaliação positiva da participação do Parlamento Estadual nos pleitos municipais. Para ele, a Assembleia mostrou força, afinal tem uma enorme densidade eleitoral através da capacidade de alguns deputados em transferir votos. Foram vários prefeitos e vereadores apoiados lá.

Midiáticos

Mais alguns comunicadores tentaram virar políticos este ano e não conseguiram. E olha que tinha gente muito boa na disputa. Vai ver que é até por isso, ou seja, o cidadão gosta mesmo é de ver os comunicadores fazendo o que mais sabem e não se misturando na política. Ao longo da história do Amapá foram bem poucos aqueles que conseguiram sucesso.

Raul Silva: Entenda o uso do "doutor" para médicos e advogados. Por que?

A medicina é um curso cujos graduados recebem o título de “doutor”   

Entenda por que o uso de “doutor” para médicos e advogados não é uma questão puramente gramatical. 

A palavra “doutor”, no dicionário Houaiss, é classificada como substantivo. Usamos doutor quando um pesquisador foi promovido a um alto grau, como acontece com a pós-graduação. Assim, são doutores aqueles que têm o título de doutorado em alguma disciplina literária, artística ou científica. 

Também está dicionarizado o uso da palavra para designar a classe dos médicos, como o exemplo na frase “O doutor veio examinar o doente”. Igualmente, a palavra “doutor” é um substantivo masculino, simples, singular. 

Duas acepções, porém, podem causar certo espanto por parte do leitor. Estão catalogados dois usos da palavra: como forma de tratamento respeitoso, usado em reconhecimento de superioridade na hierarquia social; e também no teatro, para o personagem da commedia dell'arte arrolado na categoria dos patrões (geralmente médico ou advogado). Talvez esse espanto venha da percepção de que a língua não é inocente – em cada palavra que usamos (ou que não usamos) mora ideologias, relações de poder e valores salpicados no discurso. 

Nas duas acepções, temos o uso de “doutor” para médicos e advogados, profissões que desde o Brasil Império são ícones das classes sociais mais abastadas. 

Ainda hoje não podemos negar que tais carreiras são as preferidas pelas classes A e B, mas felizmente a situação econômica do país mudou – e a língua deveria mudar junto com as mudanças sociais, se é que os valores da sociedade mudaram da mesma forma que a situação econômica. 

Historicamente, o estabelecimento dessa palavra se deu na nossa língua para marcar uma distinção classista (e racista) como forma de distinguir aqueles mais ricos, que tiveram oportunidade de estudar, dos ignorantes e desprivilegiados. O uso dessa palavra nos casos de distinção social expressa uma falha antiga e atual, que deveria trazer vergonha para toda a população. 

Não podemos deixar de ter em mente que, usado ao lado de nomes pessoais, a palavra “doutor” adquire função de pronome de tratamento, da mesma forma que “senhor” ou “Vossa Majestade”, por exemplo. Assim, quando ouvimos “O doutor fulano de tal”, a função de pronome está sendo exercida, assim como o reforço às diferenças sociais. 

A jornalista Eliane Brum faz um apelo interessante em sua coluna na revista Época e nos deixa um ponto importante de reflexão para esta semana: 

Assim, minha recusa ao “doutor” é um ato político. Um ato de resistência cotidiana, exercido de forma solitária na esperança de que um dia os bons dicionários digam algo assim, ao final das várias acepções do verbete “doutor”: “arcaísmo: no passado, era usado pelos mais pobres para tratar os mais ricos e também para marcar a superioridade de médicos e advogados, mas, com a queda da desigualdade socioeconômica e a ampliação dos direitos do cidadão, essa acepção caiu em desuso”.  

raul.silva@ibge.gov.br

Coluna Argumentos (Diário do Amapá), domingo, 07 de outubro de 2012

Costuras

Não se sabe se o Ibope mais acertou ou mais influenciou no resultado, mas o fato é que vamos ter mesmo segundo turno para sucessão municipal em Macapá. Roberto Góes (PDT) e Clécio Luiz (PSol) usaram muito o telefone ontem mesmo nas costuras para definir os palanques no segundo turno. Camilo (PSB) vai estudar as alianças.

Não renovou

Tido e havido como a maior liderança do Sul do Estado, o prefeito de Vitória do Jari, Luiz Beirão (PSD) perdeu a reeleição, daquele que poderia ser seu quarto mandato por lá. Dielson (PT) levou a vitória nas urnas, com uma expressiva votação, representando 61,67% da votação. Por lá vive-se grande expectativa de incremento a indústria.

Câmara

Foi considerada grande a renovação na Câmara de Macapá. Entre as novidades a campeã de votos Aline Gurgel (PR) e o Rocha do Sucatão (PT), que finalmente ganhou uma. Já Acácio Favacho, segundo mais votado, representa o desta-que das lideranças jovens. Em Cutias, Dadá (PSDB), mais votado, ficou fora.

Encontro
O líder do Parlamento Federal, com o líder da Igreja Católica no Amapá. Sarney e Pedro Conti reuniram-se em Macapá e falaram de quase tudo. De comunicação social a política, passando pelos preparativos para a jornada mundial da juventude do papa Bento XVI. 

Os Favacho

O presidente da Assembleia Legislativa, Júnior Favacho (PMDB) era só alegria ontem após a divulgação do resultado das urnas. Ajudou a reeleger o irmão, vereador por Macapá Acácio Favacho e comemorou a volta do cunhado, Dr. Fábio, para a Câmara Municipal de Santana. Aliás, na cidade portuária seu grupo ainda foi decisivo para a virada de Robson Rocha (PTB).

Amena

Com algumas apreensões aqui e acolá, mas na avaliação da Justiça Eleitoral foi positivo o balanço das Eleições Municipais 2012 em Macapá. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Raimundo Vales, não só delegou como também procurou atender aos jornalistas durante a longa transmissão do pleito, a dar todos os esclarecimentos necessários.

Calma lá

O anúncio dos eleitos feito através dos números finais não representa que a festa deve ser plena. Houve casos sim de fraudes à eleição, resultando na abertura de procedimentos de investigação judicial eleitoral, o que pode barrar muita gente de assumir o cargo. Na verdade se prosperarem algumas denúncias, os candidatos sequer podem receber o diploma do TRE.

Exemplo

Dona Val, de 73 anos de idade, deu um exemplo de cidadania e liberdade política. Ela pode ter sido a primeira macapaense a exercer seu voto ontem. Ela chegou meia hor antes do início da votação e assim que os portões da Escola Estadual Tiradentes foram abertos ela se habilitou a votar e ainda deu entrevista à rádio Diário FM, onde falou da importância de participar.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Prefeitos eleitos nos demais municípios do Estado do Amapá


Pedra Branca do Amapari
Gemaque (DEM) – 98,25% dos votos
Amapá
Dr. Assis – 47.73%
Calçoene
Lucimar  (PMDB)- 57,15%
Cutias
Professora Eliane Pimentel – 35,16%
Ferreira Gomes
Valdo (PT) – 39,59%
Itaubal
Ester (PSB) – 50,26%
Laranjal do Jari
Zeca Madeireiro (PP) – 23,82%
Mazagão
Dilson Borges (PMDB) – 30,42%
Oiapoque
Miguel do Posto (PSB) – 47,88%
Porto Grande
Tonho (PCdoB) – 27,44%
Pracuuba
Junior Leite (PT) – 33,54%
Santana
Robson Rocha (PTB) – 41,78%
Serra do Navio
Zé Maria (PSB) – 33,05
Tartarugalzinho
Almir – 38,76%
Vitória do Jari
Dielson (PT) – 61,67%

Fonte: Blog da Alcinéa

Carmen Lúcia: “A Lei da Ficha Limpa veio da sociedade”

Primeira mulher a presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha tem o desafio de coordenar o processo eleitoral no Brasil no primeiro ano em que a Lei da Ficha Limpa estará plenamente em vigor. À frente do TSE desde abril deste ano, ela afirma que o fato de ser mulher não diferencia a sua maneira de atuar, que deve estar embasada na Constituição. Desde 2006, quando foi indicada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cármen Lúcia é ministra do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela concedeu uma esclarecedora entrevista à jornalista Renata Cristiane, que o Diário do Amapá publica a seguir, contendo muitos esclarecimentos a respeito das eleições municipais deste ano, a primeira tendo a plenitude da Lei da Ficha Limpa para coibir a participação de maus políticos no pleito.


CLEBER BARBOSA
DA REDAÇÃO


O Brasil terá no comando das eleições uma mulher, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esta constatação faz alguma diferença para a senhora?
Nenhuma. As funções a serem exercidas decorrem da condição de juíza do tribunal e dizem respeito à administração das eleições, além da direção do próprio Tribunal Superior Eleitoral. Qualquer juiz põe-se na condição constitucionalmente estabelecida, independente do gênero.

A senhora atraiu atenção durante o julgamento sobre a constitucionalidade da Lei Maria da Penha, quando afirmou que o preconceito contra a mulher também atinge ministras da mais alta Corte brasileira. Como e em que momentos a senhora sofreu preconceito?
Não é exatamente um momento ou uma situação que demonstra o preconceito. A demonstração de sua ocorrência dá-se de forma sutil, às vezes. O que disse foi que qualquer mulher, em qualquer cargo, sofre o preconceito decorrente do gênero, independente do cargo ocupado.

Como a senhora lidou e lida com isso?
Trabalhando e demonstrando que as atividades devem ser desenvolvidas considerando a finalidade a que se destinam, não as condições de quem as desempenha.

A senhora acha que enfrentou mais dificuldades para chegar à presidência do TSE do que um ministro homem enfrentaria?
Não. O Supremo Tribunal Federal escolhe o juiz que integra o Tribunal Superior Eleitoral, como seu representante, por ordem de antiguidade. E, no TSE, a escolha também obedece a critério objetivo, tranquilo e inquestionável.

Em entrevista, a senhora disse que quando aceitou o cargo de ministra do STF tinha a ilusão de que poderia contribuir para que as instituições constitucionais pudessem prevalecer. Qual a percepção da senhora sobre esse assunto hoje? A senhora acha que tem conseguido contribuir?
Sim, empenho-me cem por cento no trabalho, como os demais ministros também fazem, e continuo a buscar a melhor forma de prestá-lo, a melhor prestação da justiça.

No seu discurso de posse do cargo de presidente no TSE, a senhora reconheceu a necessidade de que a Justiça seja mais rápida para ser eficiente. Como fazer isso?
Buscando alternativas legais que conduzam à possibilidade de não se eternizarem os processos, de não se permitir que os recursos sejam não direito de defesa, mas tática para impedir a finalização dos processos. Mas é preciso que haja uma grande discussão de toda a comunidade jurídica, juízes, Ministério Púbico e Ordem dos Advogados do Brasil. Somente assim teremos um sistema cujos mecanismos de defesa e de recursos não seja lesivo e deles se usem, não se abusem.

A senhora defendeu também uma maior transparência do Judiciário. Está tramitando no Congresso a Reforma do Judiciário. Qual a opinião da Senhora sobre a reforma? Ela pode trazer mais transparência a esse poder?
A reforma do Judiciário em tramitação no Congresso Nacional é uma continuidade do que se convencionou sob esse rótulo. Desde 1992, ou seja, após a promulgação da Constituição do Brasil de 1988, teve início proposta de mudança do Poder Judiciário. O ponto mais significativo da reforma sobreveio em 2004, com a Emenda Constitucional 45, mas se continua a questionar e buscar mudanças que aperfeiçoem o sistema. Tudo o que puder ser discutido e concluído no sentido de maior garantia ao cidadão para que a prestação jurisdicional por ele pedida seja assegurada com mais celeridade e clareza, melhor, será mudança bem-vinda.

Em julgamento do TSE, o Ministro Carlos Ayres Britto (atual presidente do STF) consignou que “é precisamente em período eleitoral que a sociedade civil e a verdade dos fatos mais necessitam da liberdade de imprensa e dos respectivos profissionais”. No mesmo julgamento, o Ministro Ari Pargendler (atual presidente do STJ), divergiu: “o Estado deve podar os excessos cometidos em nome da liberdade de imprensa sempre que possam comprometer o processo eleitoral”. As duas posições supostamente antagônicas resumem a polêmica em torno da atuação da imprensa no período eleitoral. Qual a sua opinião sobre o papel da imprensa neste período eleitoral?
De imperiosa necessidade. A sociedade precisa e quer ser informada, é dever do juiz garantir que a imprensa cumpra o seu papel de informar, criticar, propor ideias, permitir que os cidadãos tenham ciência das coisas para discutir e decidir pelo que lhe parece melhor.

As eleições municipais deste ano serão as primeiras com a "aplicação efetiva" da Lei da Ficha Limpa. Qual a sua expectativa? Que resultado o povo brasileiro deve aguardar?
A Lei da Ficha Limpa veio da sociedade, responde a um anseio dela, significa a sua sinalização sobre o que ela quer, precisa e lutará para obter. Portanto, a benfazeja lei terá plena aplicação nas eleições deste ano e compete ao juiz fazer com que seja plenamente eficaz jurídica e socialmente. Quem vota é o cidadão, portanto a ele a tarefa de dar plena eficácia à lei que veio de sua própria escolha e decisão.

A Lei da Ficha Limpa criou novas hipóteses de inelegibilidade e reformulou outras. A mudança deverá aumentar o número de candidaturas impugnadas. A Justiça Eleitoral está preparada para julgar este eventual aumento no número de processos, neste prazo de três meses entre o registro e a eleição?
Sim, a Justiça Eleitoral brasileira é considerada uma das mais eficientes do mundo, é modelo e exatamente porque consegue dar solução ao que lhe é demandado, independente deste aumento. Já houve momentos como esse – de mudança de legislação antes (como ocorreu em 1990) – e o Judiciário respondeu rigorosamente segundo o que a lei determinava. Desta vez não será diferente.

Recente decisão do TSE retirou a quitação eleitoral (condição de elegibilidade) dos candidatos que tiveram contas de campanha rejeitadas. Esta decisão pode ser revista até o momento do registro das candidaturas?
O Plenário do TSE é que determinará isso, se vier a ser recolocada em pauta a questão.

Em relação à evolução da justiça eleitoral no Brasil, qual seria o próximo passo a ser tomado no sentido de conseguir uma democracia mais efetiva, em que as pessoas realmente se sentissem representadas?
Conclamando os eleitores a votarem de maneira clara quanto aos seus interesses sociais, quanto ao que cada município, cada Estado e o Brasil, enfim, precisam, de modo a que a construção da nação brasileira não seja um desempenho do representante, mas do titular da cidadania.

Além de preparar e conduzir as eleições de outubro, quais são os seus principais desafios à frente do TSE, na sua opinião?
Além de realizar as eleições de 2012, de maneira correta, ética e célere, dando sequência ao aperfeiçoamento que se vem mantendo, nos últimos vinte anos, já esse ano com mais de oito milhões de votos pelo sistema de biometria (de que será modelo exatamente Curitiba), é prioridade nossa implantar o processo judicial eleitoral eletrônico, que permitirá celeridade e transparência na tramitação das ações e dos recursos, tornar plenamente eficaz a nova Lei de Acesso à Informação, garantir plenas condições de trabalho e respeito ao direito dos servidores do Judiciário eleitoral, incluídos os referentes à sua remuneração, aperfeiçoar os mecanismos de crescimento profissional pela atuação das escolas eleitorais, entre outros.

Qual é a importância de um Congresso de Direito Eleitoral como este de Curitiba?
Exatamente discutir os pontos tidos como não claros na legislação e na jurisdição eleitoral e, principalmente, ouvir o que estão a discursar sobre propostas novas de mudanças ou de reafirmação da jurisprudência de Direito Eleitoral.

Gostaríamos de saber que outras paixões e hobbies a senhora tem, além do Direito?
Agradeço muito a preocupação e até mesmo o interesse, mas a Constituição impõe a nós, servidores públicos, a impessoalidade como princípio. E o juiz deixa de lado qualquer paixão, para ser – livre delas – racional no desempenho de suas tarefas.

Perfil 

Cármen Lúcia Antunes Rocha é ministra do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Nascida em Montes Claros (MG) mas criada em Espinosa, formou-se em Direito pela Faculdade Mineira de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais em 1977, da qual se tornaria professora. Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal de Minas Gerais e Doutora em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo em 1983. Procuradora do Estado de Minas Gerais, ocupou o cargo de procuradora-geral do Estado no governo de Itamar Franco. Foi diretora da Revista do Instituto dos Advogados Brasileiros. Foi a segunda mulher nomeada ao cargo de ministra do Supremo Tribunal Federal em virtude a aposentadoria do ministro Nelson Jobim, em 26 de maio de 2006, sendo empossada em 21 de junho de 2006.Segundo dados recentes seu gabinete é o que se mais encontra em dia cumprindo as metas de julgamento e celeridade.

Definida a lista de vereadores eleitos e os reeleitos em Macapá

Confira o resultado da eleição municipal em Macapá


Prefeito

E EleitoRe Reeleito2ºT 2º Turno
  • Foto de RobertoRobertoPDT2ºT40,18%82.039 VOTOS
  • Foto de ClécioClécioPSOL2ºT27,89%56.947 VOTOS
  • Foto de Cristina AlmeidaCristina AlmeidaPSB16,54%33.777 VOTOS
  • Foto de Davi AlcolumbreDavi AlcolumbreDEM10,68%21.796 VOTOS
  • Foto de Genival CruzGenival CruzPSTU3,16%6.451 VOTOS
  • Foto de MilhomenMilhomenPC do B1,54%3.154 VOTOS
  • BRANCOS1,39% (2.990)
  • NULOS3,39% (7.273)
  • VOTOS VÁLIDOS 95,21% (204.164)