Página do jornalista amapaense Cleber Barbosa, voltada a difundir notícias, pensamentos, reflexões e atualidades sobre turismo, comportamento, economia, cultura e política.

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sindjor convida para festa de confraternização

Caro(a) colega jornalista, boa tarde,

Nesta quarta-feira (08/12) feriado, das 8h às 12h e das 14h às 18h, estaremos na Sede do Sindjor/AP, entregando o voucher individual para você participar da tradicional festa de confraternização da categoria organizada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá e com apoio de parceiros.
Importante: O voucher é o passaporte que garante o seu acesso à Confraternização de Natal dos Jornalistas.
Endereço do Sindjor: Avenida Almirante Barroso, 652 - Centro, entre as Ruas Leopoldo Machado e Hamilton Silva.


Informações:
Presidente do Sindjor - Volney Oliveira: (96) 8114-7907
Diretora de Eventos - Denyse Quintas: (96) 9113-9793

MP promove encontro de mediadores

O Ministério Público Estadual convida você jornalista para participar do I Encontro Estadual de Mediadores, que acontece nesta quinta-feira, 09, às 15h, no auditório da Faculdade Fama. O evento vai proporcionar aos 329 mediadores e a comunidade em geral momentos de intercambio e troca de conhecimentos a respeito da mediação. Os mediadores foram capacitados pelo programa MP Comunitário, que é um instrumento de mediação de conflitos implantado pela Instituição, em março de 2010. A programação contará com membros do MP de Goiás e convidados.




Total de Mediadores capacitados em 2010





•Ministério Público 40
· Macapá

Bairro Perpétuo Socorro 43

Bairro Brasil Novo 32

Bairro Fonte Nova 41

Bairro Elesbão 23

Bairro Zerão 35



· Interiores

Itaubal do Piririm 47

Cutias do Araguari 54

São Joaquim do Pacuí 30





SERVIÇO:

Danielly Salomão

Assessoria de Imprensa do programa MP Comunitário

Contato: (096) 3223-8998/8127-6771/8134-0440 E-mail: mpcomunitario@mp.ap.gov.br

Fieap realiza Natal na Casa da Hospitalidade


FIEAP, SENAI, SESI e parceiros realizaram festa de Natal para as crianças da Casa da Hospitalidade II.

A Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amapá, Telma Lúcia de Azevedo Gurgel, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial SENAI – Amapá) e o Serviço Social da Indústria (SESI/AP) coordenaram, no último sábado, o V Natal Solidário da Casa da Hospitalidade II, no distrito do Coração.
Os colaboradores do Sistema FIEAP doaram brinquedos. Além de serem presenteadas, todas as crianças se deliciaram com sorvetes da Sorveteria Q-Sabor.

COMUNICAÇÃO SISTEMA – FIEAP
FONE: 3084-8944

Chuvas voltam a castigar Calçoene


Desde a manhã de hoje que chuvas torrenciais estão castigando o município de Calçoene. A preocupação com o avanço da erosão na rua beira-rio da cidade deixa moradores do perímetro em estado de alerta Maximo,devido os riscos de desabamento já que não existe murro de arrimo no local para conter a força das águas do Rio Calçoene. A Defesa Civil do estado já foi acionada. A Prefeita Maria Lucimar enviou documento aos parlamentares em Brasília pedindo apoio político junto aos ministérios para que viabilizem recursos que possibilitem a construção de um murro de arrimo no local.

ASCOM PMC TEL. 9129-3300

Notas desta terça-feira

Partilha

Numa rara sessão de quorum completo, a Assembléia Legislativa abriu as galerias ontem (mas não lotaram) para realizar a tão esperada audiência pública sobre o orçamento estadual. Muito se falou, mas há quem considere difícil se mexer muita coisa na distribuição do bolo orçamentário. É que no meio do ano a LDO já foi aprovada.


Metas

Em pelo menos dois restaurantes da cidade, no final de semana, grupos animados de integrantes de partidos políticos até então tidos como “nanicos” traçavam planos para assumir secretarias do futuro governo do PSB. Uma delas poderá ser na área do Desenvolvimento Econômico e ou-tra na área do apoio ao empreendedorismo. Será?


Prevenção

Brasileiro não tem jeito. Os motoristas toda vez que avistam um guarda de trânsito escondem o celular, colocam o cinto de segurança e acomodam as crianças no lugar correto. E olha que a Polícia Militar do Amapá está anunciando a retomada das blitzen neste mês de dezembro. Segurança e olho no IPVA, claro.


Provão

A Fundação Marco Zero confirmou para amanhã a reali-zação do concurso público para Agente Administrativo da Secretaria da Inclusão e Mobilização Social (Sims), das 8 às 13 horas. As provas foram transferidas do dia 17 de outubro para o dia 8 por conta de um atraso na entrega dos envelopes com os exames. Os locais de prova serão os mesmos.


Reforço

O Comando do Exército quer ampliar a presença de tropas na Amazônia - Amapá no meio. As primeiras informações dão conta do projeto de implantar somente na região compreendida na fronteira do Amapá com a Guiana Francesa e o Suriname pelo menos seis Pelotões Especiais. Em Clevelândia do Norte há uma Companhia. Em Vila Brasil, um destacamento.


Conselho Tutelar

Olha o resultado da eleição: Zona Sul: 1º Kika Guerra 3000 votos (reeleita), 2º Risa Souza 1919 votos, 3º Luci 1625 votos, 4º Diogo Senior 1325 votos e em 5º Caetano Bentes 1 119 votos. Zona Norte: 1º Leca 1266 votos, 2º Iran Costa 907 votos ( reeleito) , 3º ILan Rosa 856 votos, 4º Otávio Vieira 729 votos ( reeleito) e em 5º lugar Marlete 668 votos. Boa gestão a eles.


Seminário

Macapá sediará amanhã o seminário Desenvolvimento Regional e Exportação, promovido pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados. Será realizado no auditório da Fecomércio, com o tema “Promoção Comercial para Pequenas e Médias Empresas”, o encontro irá discutir os instrumentos oferecidos para promoção comercial brasileira no exterior. Bela iniciativa.


Conexão Brasília

A coluna fez um ranking das melhores e piores fontes de entrevista, da atual bancada federal: os mais acessíveis são Bala Rocha (PDT), que se não vai, mas liga; Gilvam Borges (PMDB), mas tem que achá-lo no interior; Papaléo Paes (PSDB), desde que fale de tudo. Aqueles que só gravando antes: Davi Alcolumbre (DEM), Fátima Pelaes (PMDB) e Evandro Milhomen (PCdoB).


Um pouco mais difícil

Agora vai aqui o time que não é tão acessível, por diversos fatores, como agenda, opção ou “outros”. Quando chega a marcar, através da assessoria, mas ainda dá bolo: Jurandil Juarez (PMDB), que é hour concur. Dona Lucenira Pimentel (PR) é tímida mesmo; Dalva Figueiredo (PT) é que não pára; José Sarney (PMDB), a agenda fala por si. Mas em Macapá ele fala; Janete (PSB) só para amigos.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Coluna Argumentos





A harmonia

Eis uma palavrinha que deu muito o que falar nos últimos anos. A situação, a tinha como a base das costuras políticas. A oposição tratava com desdém, só do pejorativo mesmo. E agora que um novo governo se instala, não é que a turma do PSB vem defendendo a paz e a harmonia novamente? Tomara que fumem o cachimbo da paz!

A missão

Por falar em paz, o senador eleito Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) ligou ontem de Brasília para participar do nosso programa Conexão Brasília, na Diário FM. Ele não só diz defender a união de forças políticas em torno do que seja melhor para o Amapá como atribui a Camilo Capiberibe, o governador eleito, a tarefa de orquestrar esse diálogo.

Nas Cutias

A coordenadora municipal da Igualdade Racial, a assistente social Cirlene Maciel, disse ontem no rádio que em plena Semana da Consciência Negra, que ainda é necessário que o poder público, os parlamentos e os movimentos sociais combatam o preconceito racial e a discriminação, hoje mais velados.

Na fazenda

De sua fazenda localizada às margens do Rio Araguari, o empresário e suplente de senador Salomão Alcolumbre (PMDB) liga para o colunista e agradece a lembrança por ter telefonado para ter notícias suas. “Eu tenho que ficar mais vinte dias aqui, direto, por isso dei um tempo daí”, disse um dos mais conceituados empreendedores.

Nova vida

O projeto Esporte Cidadania,uma parceria entre o Serviço Social da Indústria (SESI) e diversos apoiadores do Poder Público, Iniciativa Privada, Sociedade Civil e Imprensa, desembarcou ontem no pequeno município de Porto Grande. O objetivo é promover a inclusão social através do esporte, preservar a saúde e melhorar a qualidade de vida da população.

Piloto sem carteira

Uma patrulha da Marinha resgatou os tripulantes de um barco de pesca que ficou encalhado na Costa do Amapá. Eles chegaram por volta das 6 horas da manhã de ontem à sede da Capitania dos Portos do Amapá, em Santana e foram recebidos pelo próprio comandante, o capitão-de-fragata Marcelo Resende. Além do susto, receberam a atenção, alimentação e um puxão de orelha. O capitão não tem habilitação.

Indústria com voz

Com a posse da deputada estadual eleita e empresária Telma Gurgel, na Confederação Nacional dos Transportes, em Brasília, é muito provável que a atuação de seu filho, o deputado federal eleito Vinícius Gurgel seja em boa parte para garantir os interesses da indústria (e dos industriários). Mesmo em seu primeiro mandato, ele pode nem figurar no tal baixo clero.

Bandeira, o nosso símbolo

O tenente-coronel Allan Fernando Quint, comandante do 34º Batalhão de Infantaria de Selva, em Macapá, comandou na última sexta-feira uma bela cerimônia pela passagem do Dia da Bandeira. O militar, que comanda o Exército na fronteira do Amapá com a Guiana Francesa e o Suriname defende e trabalha para aumentar a presença desta Força nesta faixa de terras.

ESTÁ BOMBANDO!

Está começando a esquentar a disputa para eleger os 50 melhores do Prêmio Amapá em Destaque 2011, que vai dar o Troféu Tucuju de Ouro aos ganhadores. A votação é exclusiva na internet, no endereço www.amapadigital.net/amapaemdestaque e para votar é preciso ter uma conta de e-mail. A votação poderá ser feita até o dia 15 de janeiro de 2011 e o prêmio será entregue logo depois.

“Colocamos o Amapá na rota dos iates de alto luxo”


CAETANO - Com os incentivos da ALCMS transações milionárias com barcos de luxo deixam tributos no Amapá

Depois de uma companhia aérea, a TAM, que passou a comprar seus aviões novos no exterior e decidiu “internar” as aeronaves pelo Amapá para pegar carona nos incentivos fiscais da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALMCS) agora é a vez dos iates de alto luxo darem entrada no país através de Macapá. O Diário do Amapá identificou um dos responsáveis por essa nova modalidade de comércio exterior, o alagoano Caetano Pinto, um sujeito falante como qualquer outro nordestino e que rapidamente se adaptou ao clima e à gente amapaense, tanto que ele mudou-se de mala e cuia para o Estado, onde mora, vota e até já tem time de futebol. Dizendo-se fã do Marabaixo e de Patrícia Bastos, ele falou ao Diário sobre esses negócios milionários e sobre suas impressões a respeito do jeito tucuju.

Diário do Amapá – Você é natural de onde?
Caetano Pinto – Eu nasci em uma cidade chamada Palmeira dos Índios, no interior de Alagoas, onde lá mora a minha família, a minha mãe, mas aqui tenho aminha filha, aliás, tenho a minha esposa... (risos) é porque eu a chamo de minha filha. Mas aqui tenho a minha esposa, meus negócios e meu voto, sou eleitor daqui, o meu time é o São José e o meu coração é daqui. Eu amo essa terra.
Diário – Fale um pouco dessa atividade comercial que o senhor realiza em Macapá?
Caetano – Na verdade a gente começa um trabalho no inverso. Nós trouxemos empresas de São Paulo para operar o Corredor de Importação aqui. Agora, uma empresa daqui vai operar o Corredor de Importação para levar para o Nordeste fisicamente os equipamentos importados por aqui. Quer dizer que o tributo vai ficar aqui. A máquina vai para o Nordeste mas o tributo vai ficar aqui, fica conosco.
Diário – Esses iates, pelo que a gente sabe, são de alto luxo, coisa de primeiro mundo mesmo, como essa empresa operacionaliza as vendas, afinal não deve haver mercado na região?
Caetano – Na verdade são duas empresas. A Master Marine trabalha com barcos, iates e Jet-skis, além dos veleiros Benetton. Já a Prince, na verdade YB, que no Brasil tem também a Unidas Ret a Car, pois é do mesmo grupo português, se instalou no Brasil aqui em Macapá, sob a nossa coordenação. Trata-se de uma bandeira dos maiores iates do mundo, feitos na Inglaterra.
Diário – A fábrica é na Inglaterra, é isso?
Caetano – Exatamente. É uma fábrica centenária na Inglaterra, que é do grupo Lui Vitton. Para se ter uma idéia esses iates todos possui seus estofados com o couro Lui Vitton.
Diário – A gente então se pergunta sobre o preço final de um iate desses?
Caetano – O menor barco deles tem 42 pés (pouco mais de 12 metros) e vai até 240, sob encomenda. Mas são barcos com preço inicial na casa de 500 mil libras esterlinas o menor. Com a cotação de 2,75 de real isso significa mais de R$ 1 milhão (de reais).
Diário – E um barco considerado top de linha, o mais caro mesmo, chega a custar quanto?
Caetano – Ah, um top de linha de 240 pés, vai custar mais ou menos 30 milhões de libras esterlinas, vai dar mais de R$ 80 milhões, mas tudo depende do que você coloca dentro em termos de equipamento, como radar, sonar, enfim os acessórios que você coloca é que forma na verdade o preço final do barco.
Diário – O senhor fala em “depende do que você quiser colocar” e a gente se imagina fazendo uma encomenda dessas...
Caetano – Pois é... (risos) É por aí mesmo, é isso. Mas a felicidade é que além de, lógico, aqui tem o benefício fiscal, legal, que hoje briga com Santa Catarina, mas eu tenho lutado muito e apresentado que em relação a Santa Catarina geograficamente nós estamos bem melhor posicionados.
Diário – Briga porque Santa Catarina também tem incentivos fiscais?
Caetano – Sim, lá tem um incentivo ainda maior que aqui, pois no Amapá é 4% de ICMS Importação e lá é 3%. Mas, repito, geograficamente nós estamos melhor situados, em relação aos mercados internacionais. Por exemplo, se eu convenço um empresário a montar um estaleiro aqui ele vai vender para o Caribe e não vai se virar para São Paulo, pois lá é um mercado dez vezes maior do que São Paulo nessa área náutica.
Diário – Há quanto tempo o senhor está instalado oficialmente no Amapá?
Caetano – Há um ano e meio. Eu moro aqui desde outubro do ano passado. Antes eu fiquei num apart-hotel mas hoje já tenho minha casa aqui.
Diário – E nesse período a empresa já realizou suas operações normalmente? Qual a média de operações envolvendo essas embarcações?
Caetano – Sim, nós começamos a operar oficialmente em outubro do ano passado. Olha, a Prince, dos iates maiores, feitos sob encomenda, para você ter uma idéia, você dá 50% de entrada e espera um ano para receber o barco. É uma jóia na verdade, né? Os barcos Pince são considerados uma jóia no mundo, é como você ter uma Ferrari.
Diário – E os mercados consumidores no Brasil são de que região do país?
Caetano – Ah, Rio e São Paulo, basicamente. Na verdade a maioria dos compradores nem é do Rio e São Paulo, pois eles têm negócios no Brasil, compram esses barcos, instalam geralmente em Angra dos Reis ou Guarujá e quando vêm ao Brasil dão um passeio no barco. Mas naturalmente também fazem negócios.
Diário – A Rede Record de televisão outro dia estava exibindo uma série de reportagens sobre os homens mais ricos do mundo, que possuem até sete desses iates de alto luxo e houve quem torcesse o nariz para a pauta. Mas o jornalista não pode virar as costas para uma realidade que é mostrar quem se deu bem na vida, o senhor concorda?
Caetano – É lógico que sim, pois aí também tem trabalho. A maioria desse pessoal que se apresenta como rico, é gente que trabalhou muito para se tornar milionário. Alguns tiveram herança, tudo bem, mas é muito difícil você saber crescer sem uma herança. Um grupo familiar, geralmente, se não colocar um executivo para administrar, é mais difícil. Veja só o caso do meu ex-patrão né?
Diário – O Silvio Santos foi seu patrão, não é mesmo? Aliás, você tem uma história com a imprensa não é mesmo?
Caetano – Exatamente... (risos). Foi há trinta anos, fazendo televisão, primeiramente em Vitória, no Espírito Santo, na TV Gazeta, fundando essa afiliada da Globo lá. Depois fui para a TV Globo no Rio de Janeiro e depois fui convidado para trabalhar no Grupo Silvio Santos, em São Paulo, quando fundamos o SBT. Só depois fui para a Bahia, onde fiquei na TV Itapoã, realizando um trabalho de dez anos lá, onde lançamos Luiz Caldas, Chiclete com Banana, Mara Maravilha, Sarajane e até a Daniela Mercury, quando eu ainda estava lá.
Diário – Puxa, que time bom esse heim?
Caetano – É, foi um time bom porque à época na televisão da Bahia havia apenas cinco cantores famosos: Gilberto Gil, Caetano Veloso, João Gilberto, Gal Costa e Maria Betânia. Mas nenhum dos cinco morava em Salvador, então quando você queria um cantor famoso para a TV local a gente não tinha, então foi quando começamos a trabalhar esses artistas que falei anteriormente. E foi assim que nasceu toda aquela música, cuja questão da qualidade eu não discuto, pois música é música. Hoje eu amo o Marabaixo... (risos) entendeu? Na verdade o Marabaixo, ouvir Zé Miguel, Patrícia Bastos cantando, já pensou? Que orgulho! Eu acredito, honestamente, que no Brasil existam poucas como ela.
Diário – O senhor visitou o Amapá a primeira vez em 1992 e só voltou em 2009. Deu para perceber muitas mudanças a ponto de decidir virar aqui?
Caetano – É outra cidade. O povo, culturalmente muito mais preparado, mas eu acho que ninguém tem o direito de chegar cobrando se é ou se não é, pois só de chegar e ganhar um lugarzinho que eu ganhei, ser bem tratado, ter amigos aqui, sair meia-noite de casa e andar ali pela orla recebendo aquele vento do Rio Amazonas, depois parar e conversar com alguém, sem susto. Meu amigo, isso para mim é um prêmio, então tudo o que eu fizer, trazer empresas para cá, para recolher impostos, enfim, para mim é pouco para o que eu tenho aqui.

Perfil do Entrevistado

Caetano Soares Pinto é natural de Palmeira dos Índios, no Estado de Alagoas, onde mora parte de sua família. Ele chegou ao Amapá em 1992 para uma visita técnica que deveria durar três dias e acabou ficando três meses. Depois disso fez visitas esporádicas ao Estado até decidir fixar residência em Macapá em 2009, quando instalou uma representação da empresa multinacional do ramo náutico. Diz que se considera amapaense de coração e diz gostar de ouvir rádio desde cedo e até já escolheu um time local para torcer, o São José.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

"A Marinha quer ampliar sua presença na Amazônia"


ALMIRANTE Rodrigo - A Marinha estuda aumentar o efetivo e a estrutura naval para a Amazônia Oriental

Zarpou nas primeiras horas da manhã deste domingo o Navio Auxiliar Pará, que estava atracado no porto da Compa-nhia Docas de Santana. A bordo, um tripulante especial, o Almirante Rodrigo, que é o atual comandante do 4º Distrito Naval, sediado em Belém. Esse militar é o responsável pelas ações de quase 2,6 mil militares da Marinha em quatro Estados da Amazônia Legal, que são o Pará, o Amapá, o Piauí e o Maranhão. E foi exatamente a bordo do navio que veio realizar o apoio às inspeções navais do comandante, mas também realizar ações de cunho social, que o Almirante Rodrigo falou ao Diário do Amapá. Na conversa com o jornalista Cleber Barbosa, o comandante disse que o alto comando da Marinha estuda ampliar a presença da chamada Ma-rinha de Guerra nos rios e na costa desta parte do país.

"No que diz respeito especificamente ao Estado do Amapá, eu não posso antecipar que tipo de novas Organizações Militares possam vir a ser criadas aqui, mas tudo isso está sendo estudado, porque as demandas são grandes"

Diário do Amapá - Almirante, o senhor fez questão de vir a Macapá dessa vez a bordo do Navio Auxiliar Pará, uma embarcação que tem um valor muito grande para a Marinha, qual o objetivo dessa missão ao Amapá?

Rodrigo Hônkis - Eu fiz questão de vir a bordo sim, poderia ter vindo de avião, mas todas as oportunidades que tenho de embarcar eu as aproveito porque primeiro eu prestigio o navio e particularmente me é muito caro isso, gosto muito de estar embarcado, relembrar os tempos de oficial mais jovem e vivenciar o espírito de camaradagem e companheirismo nas diversas atividades que são desenvolvidas quando o navio está em movimento. Eu gosto muito e sempre que posso eu me desloco de navio.

Diário - Fale um pouco desse navio, pois pelo que se sabe ele tem possibilidades de emprego tanto estratégico, operacional, como também tem esse braço social dentro das atividades da Marinha?

Rodrigo - É verdade. O Navio Auxiliar Pará, que é o navio que nós estamos embarcados, é um navio com muita capacidade de emprego, pode levar um helicóptero embarcado, pois tem ponto para pouso e decolagem de helicóptero, que não é o caso agora, pois está sem helicóptero a bordo. Mas ele tem uma ampla gama de instalações médicas, como consultório odontológico, equipamentos de radiografia e, mais recentemente, foi instalado um mamógrafo a bordo que inclusive foi utilizado no último final de semana para atender algumas mulheres aqui da região que estavam com recomendação de fazer o exame. Nós fizemos contato com a Secretaria de Saúde e desta forma tivemos o prazer a satisfação de poder prestar esse apoio.

Diário - O senhor diria que a instalação desse mamógrafo foi um "plus" para esse navio ou realmente houve alguma demanda, indicativo ou incidência de doenças nessa área médica para motivar a Marinha a fazer esse investimento?

Rodrigo - Na verdade foram várias coisas que convergiram para isso. Esse equipamento foi instalado fruto de uma parceria com uma Ong chamada Américas Amigas e teve uma interveniência da esposa do comandante da Marinha [do Brasil], dona Sheila, teve também a interveniência da ex-embaixatriz norte-americana no Brasil, além dos Voluntários Cisne Branco, uma entidade que é dirigida pela Dona Sheila e regionalmente as esposas dos comandantes de Distritos têm as suas atividades, enfim, tudo isso concorreu para que esse equipamento fosse instalado. É um "plus" como você disse, porque era uma lacuna no atendimento da população ribei-rinha. Na parte de mulheres ficava sempre essa lacuna do exame de mamografia, que é um exame bastante sofisticado e inclusive nas grandes capitais não é um exame que está acessível a todo mundo a qualquer tempo e a qualquer hora, então esse equipamento a bordo veio sim trazer uma capacidade maior de prestar o apoio que é devido à nossa população ribeirinha.

Diário - Agora do ponto de vista estratégico almirante, a gente sabe que a área de jurisdição digamos assim, que o seu comando do 4º Distrito Naval é muito ampla, então o efetivo da Marinha tem que se desdobrar para fazer frente às demandas de patrulhamento da Amazônia Oriental não é mesmo? Como é essa missão?

Rodrigo - Você comentou sobre as dimensões da área de jurisdição do 4º Distrito Naval que compreende os Estado do Pará, Maranhão, Piauí e Amapá. Isso é cerca de 23% do território nacional, mas somos ainda poucos em termos de efetivo, não chegando a 2,6 mil homens e mu-lheres. Existem vários planos de crescimento da Marinha de uma forma geral e em particular na área que eu comando, mas são coisas que vão acontecendo aos poucos, tanto na parte de reequipamento de novos meios navais, novos esquadrões de helicópteros, novas instalações de conforto inclusive para o nosso pessoal e é marcar presença mesmo. A Marinha, juntamente com as outras Forças Armadas, ela tem a função de marcar presença nas calhas dos nossos rios, dos grandes, pequenos, dos pequenos afluentes, além de levar ação cívico social à nossa população ribeirinha e também quando necessário, garantir a lei, a ordem e a soberania do país nesse imenso espaço amazônico.

Diário - Existe previsão para o tempo que um oficial-general como o senhor fique empenhado numa missão como a de comandar um Distrito Naval?

Rodrigo - Eu assumi no dia 15 de dezembro do ano passado, portanto há quase um ano. Em média os comandantes de Distritos ficam dois anos, então imaginando que isso venha a acontecer eu tenho ainda mais um ano e um mês, uns treze, quatorze meses de comando.

Diário - O Amapá já chegou a abrigar até três Organizações Militares (OM) da Marinha, como o Serviço de Sinalização Náutica, o SSN-41, o Navio Balizador Tenente Castelo e a Delegacia da Capitania dos Portos, que recentemente foi guindada à condição de Capitania. Que futuro o Comando da Marinha reserva para o território do Amapá?

Rodrigo - Como eu disse anteriormente, a Marinha pretende crescer como um todo em todos os rincões do Brasil e não vai ser diferente aqui na região Amazônica. Agora no que diz respeito especificamente ao Estado do Amapá, eu não posso antecipar que tipo de novas Organizações Militares possam vir a ser criadas aqui, mas tudo isso está sendo estudado, porque as demandas são grandes e a Marinha tanto no que diz respeito às suas atividades fim como no que diz respeito às suas atividades como autoridade marítima no que diz respeito a segurança da navegação, são demandas muito grandes e que exigem da parte da Marinha uma atitude proativa, ou seja, ela tem que se antecipar tanto na parte de segurança da navegação e aí incluindo a manutenção preventiva e corretiva de toda a sinalização náutica dos rios e do litoral. Isso tudo é motivo de preocupação por parte da Marinha e isso certamente vai levar a um aumento de meios distribuídos tanto em Belém quanto nas outras capitais dos Estados em que o 4º Distrito Naval tem jurisdição.

Diário - Almirante, obrigado por sua entrevista.

Rodrigo - Eu agradeço a oportunidade e toda vez que isso acontece eu aproveito para levar à reflexão de todos, o problema da segurança da navegação. A Marinha, como autoridade marítima é responsável por isso, mas ela sozinha não vai fazer muita coisa, então cada vez mais há a necessidade de que a população como um todo entenda que todos nós somos um pouco responsáveis pela segurança da navegação, seja denunciando algum problema, denunciando superlotação de embarcações, procedimentos incorretos, enfim, pois às vezes isso tudo salta aos olhos embora a pessoa são seja letrada no assunto marítimo mas ao ver alguma coisa que esteja errada, existem meios de fazer chegar à autoridade marítima para que a gente cada vez mais diminua a ocorrência de acidentes na nave-gação, poupando vidas e evitando acidentes como, por exemplo, o escalpelamento, que é outro evento que nós estamos envolvidos como protagonistas e é preciso que realmente a gente divulgue os preceitos de segurança e que todos estejam imbuídos do propósito de que a segurança da navegação é uma responsabilidade um pouco de cada um de nós.



Perfil


Atual comandante do 4º Distrito Naval, responsável pela chamada Amazônia Oriental, é o vice-almirante Rodrigo Otávio Fernandes de Hônkis, natural do Estado do Rio de Janeiro e com mais de 40 anos de serviço efetivo na Marinha. Ele chegou ao posto de vice-almirante, o penúltimo degrau na carreira de um oficial-general na Marinha, por ato do presidente da República, no dia 12 de agosto de 2008, quando era contra-almirante. Sua designação para servir em Belém e comandar o 4º DN deu-se no dia 15 de dezembro de 2009.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Jornalista acusa abuso de sargento da PM

A jornalista Neuciane Lima, do Diário do Amapá, da Rádio 102 FM e Diário FM e ainda do programa Bronca Pesada (TV Tucuju) denunciou ontem ao Sindicato dos Jornalistas do Amapá e ao Comando da Polícia Militar do Estado, um caso de constrangimento e abuso por parte de um sargento da corporação. Ele simplesmente recusou-se a dar informações à jornalista alegando que ela seria uma "foca", ou seja, repórter iniciante.
De fato, a Neuciane passou mais tempo atuando como produtora d eredação do que propriamente uma repórter, mas há pelo menos dois anos ela virou a "Danadinha" da imprensa, diante de sua atuação ligeira e busca incessante pela notícia e o furo de reportagem. Mas mesmo que ela fosse mesmo uma foca de redação, isso não justificaria a descompostura do sargento. Leia a íntegra da nota:

Nota de Repúdio

Senhor Comandante,

Venho por meio desta, expressar minha indignação quanto à atitude tomada por um de seus comandados que me expôs ao ridículo ao fazer chacota do meu trabalho, quando do pleno exercício da atividade jornalística. Na madrugada desta quarta-feira, 10, o Sargento PM Ozimael, que comandava a VTR 1109 do 1º BPM, se dirigiu à minha pessoa como “foca”, uma expressão comumente utilizada na linguagem técnica jornalística e que é atribuída para os profissionais recém saídos das universidades.
O termo em nada me diminuiria - apesar de já estar há anos no exercício da profissão, em absolutamente nada, não fosse à forma como seu comandado se dirigiu a mim. De modo desrespeitoso, ele disse em bom e alto som que; “...não concederei entrevista para uma pessoa que não conheço. Falo apenas com as estrelas...”, referindo-se aos repórteres da área policial.
Desnorteada pelo tratamento repugnante que recebi da autoridade policial, me senti totalmente constrangida diante dos demais colegas de imprensa que também trabalhavam durante a madrugada cobrindo a área policial.
Diante do fato exposto, quero dizer que em particular, sempre elevei o trabalho da instituição policial militar, quer seja na Tv, no rádio e até mesmo no jornal impresso do qual também faço parte há mais de dez anos. Por tanto, como profissional, penso que mereço a menor consideração possível de alguém que tem a função de primar pelos direitos éticos, físicos e morais do cidadão, independente de quem ele seja. Em suma, peço que se posicione diante de seu comandado para evitar que outros fatos, lamentáveis, como esse, arranhem a imagem desta tão importante instituição militar.

Com apreço,

Neuciane Lima

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Roberto e Helena reafirmam compromisso com classe dos taxistas


O prefeito de Macapá, Roberto Góes, reuniu na manhã desta sexta-feira (29) com a classe dos taxistas e reafirmou o propósito de continuar realizando investimentos para a melhoria das condições de trabalho e, conseqüentemente, da prestação dos serviços de transporte de passageiros. O encontro aconteceu no pátio da Empresa Municipal de Transportes Urbanos (EMTU), durante uma cerimônia de entrega de decretos de regularização de permissões a taxistas.

Acompanhado da vice-prefeita Helena Guerra, o gestor municipal se disse aberto ao diálogo com a classe dos profissionais da praça. “Os taxistas são os primeiros ouvidores e também os agentes multiplicadores das boas obras que os governos possam produzir, seja no âmbito municipal ou estadual”, disse Góes, que acrescentou afirmando que em qualquer lugar do Brasil e do mundo quem visita sabe pelo taxista como andam as coisas na cidade.

O prefeito fez a entrega de decretos a 33 profissionais do volante ou herdeiros de antigos taxistas, que tinham processos de transferências pendentes de regulamentação. Cerca de 50 taxistas também comparecem à reunião e receberam garantias de que após as eleições a gestão municipal dará continuidade ao processo de novas concessões.

Helena Guerra destacou que o critério a ser utilizado é apenas se fazer justiça com quem está na fila há anos esperando para ser dono de sua própria placa de táxi. “Além disso, utilizamos de bom senso para privilegiar aqueles que estão há quinze ou até vinte anos esperando sua oportunidade, trabalhando como comissionista”, explicou a vice-prefeita, referindo-se aos profissionais que até então trabalham em carros de outras pessoas recebendo comissão.

Ao final do encontro, o presidente do Sindicato dos Taxistas do Amapá, Risonilson Barros, agradeceu pelo comprometimento dos gestores municipais com a classe e pediu apoio para o combate ao transporte clandestino de passageiros na cidade. “Especialmente em eventos de grande fluxo de público, como os dias de Expofeira”, completou o dirigente sindical.

Como foi o debate na TV Amapá

Lucas Barreto


A coluna hoje é temática. Em pauta, o debate entre Lucas Barreto e Camilo Capiberibe, na TV Amapá, na quinta-feira à noite. Lucas Barreto saiu-se ainda melhor do que no primeiro turno, lembrando o conhecido estilo com que sempre pautou sua passagem pela Assembleia Legis-lativa, com serenidade mas uma boa dose de ousadia.







Camilo Capiberibe


Impetuoso como sempre, quis demonstrar segurança e contundência nos ataques que fazia ao adversário e quem quer que possa estar apoiando o concorrente. Mas acabou dando escorregadas que comprometeram seu desempenho, dando a impressão de que o novo discurso socialista, de paz e de diá-logo está mais para uma “casca” meramente eleitoreira.




Estilo 14

O tom escuro do paletó passa austeridade e a formalidade que um candidato a governador precisa ter. Não se sabe se o alfaiate agiu ou se encontrou o número ideal para o traje, que caiu-lhe bem melhor do que no debate do primeiro turno. Calmo e falando pausadamente, lembrou de cumprimentar o adversário, público e mediador.

Estilo 40

A coluna havia alertado no primeiro turno sobre o nó apertado demais da gravata, que foi corrigido desta vez. Mas a manga da camisa saiu demais no braço direito, poluindo o visual do terno. No ímpeto de rebater logo a primeira pergunta do concorrente, afobou-se e esqueceu de dar boa noite ao público, ao apresentador Roberto Paiva e muito menos ao adversário. Mas mostrou-se à vontade com as câmeras.

Os erros

A não ser por alguns atropelos silábicos, comuns e até aceitáveis para o nível de estresse que um debate tête-a-tête provoca em qualquer político, Barreto saiu-se bem das cascas de banana jogadas pelo adversário. Mas alguns militante queriam vê-lo um pouco mais “mordido” e agressivo diante do concorrente.

Os
erros

Camilo criticava Lucas por ele lembrar os erros do governo do pai, João Capiberibe, mas toda vez que precisava dizer como é o modelo deles de governo, recorria aos tempos em que o PSB governou o Amapá. Uma contradição. Agora, os dois maiores erros foram o excesso de citações ao nome de Waldez Góes e o sorriso constante de Camilo. Seria nervosismo ou soberba?

Os acertos

Ainda sobre a observação anterior, de fato a militância gosta de ver quando o tom do debate sobe um pouco, mas pelo rumo da campanha do petebista, que neste segundo turno utilizou mais o branco representando a união de forças em torno do seu projeto e pediu dias de paz ao Amapá, ele acabou acertando em cheio ao não pegar “pilha” de Camilo.

Os
acertos

Especialmente neste segundo turno os marqueteiros do PSB orientaram o candidato a nem de longe lembrar o velho estilo do pai Capiberibe de governar, pois era hora de garimpar apoios. No debate, Camilo tentou, tentou mas não resistiu e trouxe o estilo brigão de volta. É me-lhor ser autêntico e deixar que o eleitor decida se quer ou não aquilo tudo de volta. É isso.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Prefeito Roberto garante apoio às investigações da PF


O prefeito de Macapá, Roberto Góes, fez questão de falar hoje com os jornalistas locais e nacionais sobre os episódios envolvendo a terceira fase da Operação Mãos Limpas, deflagrada em Macapá. Para o gestor municipal, que compareceu à sede da Polícia Federal para prestar informações, esta fase das investigações podem ser consideradas um “rescaldo” da primeira, com os desdobramentos das apurações.
Roberto Góes disse que chegou pouco antes das 7 horas da manhã à sede da Polícia Federal, num veículo descaracterizado, permanecendo cerca de uma hora, tempo suficiente para responder a cinco perguntas formuladas por um delegado. “Foram praticamente as mesmas do primeiro depoimento, tomado no dia 10 de setembro, sobre como era a rotina de contrações de serviços na Prefeitura e sobre pessoas citadas nas investigações”, disse Góes.
A respeito dessas pessoas, o prefeito esclareceu que assim que o caso foi tornado público, com a primeira fase da operação, ele determinou a apuração sumária das denúncias adotando para tanto medidas como o afastamento das pessoas citadas. “Em muitos casos os próprios colaboradores colocaram seus cargos à disposição e outros foram exonerados por ato da administração, com o objetivo de garantir o esclarecimento dos fatos”, recorda.
Ele procurou tranqüilizar a comunidade, afirmando que a Prefeitura de Macapá não parou seu ritmo de trabalhos, muito pelo contrário, diz, pois quer agora é acelerar algumas obras e serviços públicos para antes da volta das chuvas. “Nós estamos à inteira disposição das autoridades policiais e da Justiça para garantir a eles o acesso a todas as informações necessárias para elucidar o caso. Tenho convicção de que nada temos a esconder e a consciência do dever cumprido a cada dia que volto para minha casa”, concluiu Roberto Góes.

Coluna do Cleber Barbosa





Mãos limpas

Policiais federais de várias partes do país novamente desembarcaram de madrugada em Macapá em um enorme avião da Força Aérea Brasileira. A missão era mais uma vez mexer com pessoas citadas na Operação Mãos Limpas, aquela deflagrada em setembro. Nessa nova edição, apenas sete pessoas foram presas e muitas ouvidas na PF.

Força federal

Uma curiosidade sobre essa terceira edição da opera-ção é que mais uma vez ocorre na reta final de um turno das eleições gerais. Desta vez nenhum candidato foi preso e as pessoas se perguntavam se não bastaria intimar os envolvidos para que pudessem prestar seus depoimentos. É a tal “pirotecnia” que agrada uns e desagrada outros.

Interesse

Bastaram circular notícias sobre a realização de mais uma Expofeira Agro-pecuária em Macapá para despertar o interesse de empreendedores de várias partes do país, como no vi-zinho Estado do Pará. De lá, uma operadora de turismo quer trazer clientes aposentados para um “tour” pela cidade durante o evento.

Queimação

O episódio de violência ocorrido em frente à sede do Partido Socialista Brasileiro, em Macapá, ganhou atenção da mídia nacional ontem. Não bastassem as operações da PF na cidade, nosso filme fica cada vez mais sujo com relatos de intolerância política e pistolagem. A gente só espera é que o caso seja devidamente esclarecido e culpados achados.

Não houve

Um acordo celebrado entre as assessoria dos candidatos a governador do Amapá definiu o impasse ontem sobre a rea-lização ou não de uma audiência pública em Laranjal do Jari, organizada pelo Ministério Público Estadual daquela Comarca. Segundo o advogado Wladimir Almeida, pesou para essa decisão a recomendação do Ministério Público Federal.

Vai ganhando

O ex-prefeito de Santana, Geovani Borges (PMDB) vai vencendo o julgamento do pedido de impugnação de sua candidatura como primeiro suplente do irmão Gilvam Borges (PMDB), que concorre à reeleição ao Senado Federal. Até agora o placar está 3 a 1 pelo deferimento de seu registro. O PSB de João Capiberibe pede a impugnação da chapa toda. Mas o julgamento de ontem à noite foi suspenso.

Entenda
o caso

O caso citado acima é da eleição deste ano, quando na véspera do pleito a família Borges decidiu trocar o primeiro suplente. Sai Geová e entra Geovani no posto de primeiro suplente. O pedido foi aceito, mas alegando que Geovani Borges teria alguma pendência eleitoral, o arqui-inimigo Capiberibe entrou com pedido de impugnação para ficar com a segunda vaga.

Quem
votou

O julgamento foi suspenso devido a juíza Alaíde de Paula ter pedido vistas do processo. O relator foi o juiz João Lages, que decidiu pelo deferimento do registro. Os juízes Eloílson Távora e João Bosco acompanharam o voto do relator. Outro juiz eleitoral, o advogado Gerônimo Acácio, declarou-se suspeito, já que foi secretário de Geovani na Prefeitura de Santana. 3 a 1.

BENDITA CHUVA



E não é que voltou a chover em Macapá? Pois é, foi uma boa aquela chuva da tarde de ontem, pois a poeira e o forte calor já estavam incomodando muita gente. A coluna aproveitou inclusive para fazer esse registro fotográfico de um solitário nadador que caiu nas águas do Amazonas. Aliás, sozinho ele não estava, pois ao fundo o encoberto São José pegava a chuva no rosto.




Trabalho temporário

As inscrições para os trabalhos temporários na 47ª Expofeira do Amapá que teria início ontem foram transferidas para o dia 3 de novembro. A informação é da Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Sete). A alteração da data é em razão de organizações que visam atender melhor a demanda de interessados. A feira acontecerá no período de 12 a 21 de novembro.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Coluna do Cleber

JORNALISMO VERDADE
Diz a regra do bom jornalismo que o profissional de imprensa deve mergulhar na reportagem para ser o mais fiel possível à verdade. Foi isso o que fez este colunista durante o II Fest-Jeep do Meio do Mundo, um evento promovido pelo Jeep Clube do Amapá no último final de semana. E não é que o nosso jeep Mahindra ainda conseguiu um lugar no pódio. Honroso terceiro lugar.

Embate

Finalmente os eleitores amapaenses puderam ver os quatro principais concorrentes da eleição para governador do Estado debatendo suas propostas. Foi ontem à noite na TV Amapá, que jogou o sinal também para o interior, o que proporcionou ao cidadão tirar suas conclusões a respeito de quem tem mais conteúdo. Valeu à pena!

Avaliação

Independente do que acharam os eleitores do Amapá a respeito do debate de ontem, o instituto Ibope sairá as ruas a partir de hoje para coletar dados por amostragem sobre o quanto o debate influenciou o sentimento do cidaão. Na próxima sexta-feira, dois dias antes da votação, os números finais deverão ser divulgados. É esperar.

Credenciamento

A assessora de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, a jorna-lista Cianúzia Macedo, avisa que restam poucas vagas para jornalistas interessados em se credenciar para o dia da votação e, consequentemente, da apuração do resultado das eleições. Até ontem, restavam apenas 10 vagas na Casa da Cidadania.

Acabou saindo

A Prefeitura de Porto Grande, agricultores, Sebrae e empresários parceiros comemoram o XIX Festival do Abacaxi. O tradicional evento realizado neste final de semana homenageou o fruto mais cultivado no município e fomentou a economia local promovendo geração de emprego e renda em três dias de festival. Na reta final o Governo do Estado também ajudou.

Ave, Maria

A imagem da santa de maior devoção na Amazônia, Nossa Senhora de Nazaré, estará hoje de volta à Avenida FAB, entre a Prefeitura de Macapá e o Tribunal de Contas do Estado. Uma missa campal marca a recepção dos servidores públicos municipais e estaduais dos órgãos daquele perímetro. O bispo diocesano, dom Pedro Conti celebrará a comunhão.

Houve culpa

A justiça da França já tem um veredito para o acidente com o avião que caiu na costa do Brasil. Um tribunal reconheceu ontem que houve homicídio culposo no caso da queda do voo AF-447, que fazia o trecho Rio-Paris e caiu no oceano em 1º de junho de 2009, com 228 pessoas a bordo. Com essa decisão, cabe pagamento de uma indenização prévia à família de uma das vítimas, mesmo sem o fim das investigações.

Um exército

O sucesso da eleição dependerá de muitos fatores, dentre os quais hardware (urna eletrônica, computadores, linhas de comunicação etc.), software (aplicativos, banco de dados etc.) e recursos humanos (equipe da Justiça Eleitoral, equipe contratada, população etc). O TRE-AP contará com aproximadamente 6.300 profissio-nais envolvidos na eleição.

Uma brigada

A complexa logística da eleição considera as distâncias existentes dentro de algumas localidades do Estado e suas dificuldades de acesso e locomoção. A Justiça Eleitoral terá de disponibilizar barcos, lanchas, aeronaves, helicópteros e veículos (passeio, pick-ups, vans, caminhões e ônibus) para o deslocamento seguro das equipes de trabalho e dos equipamentos utilizados.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Analisando o debate da Tv Amapá















Os nervos

Pedro Paulo – Apareceu no vídeo com o rosto brilhando demais, o que denota nervosismo. Além disso, atrapalhou-se com os óculos, acessório indispensável para suas leituras. Depois administrou a tensão e pode até botar as manguinhas de fora, abandonando o estilo defensivo e espetando alguns concorrentes.

Camilo Capiberibe – Seu calcanhar de Aquiles é mesmo a família. Bastava alguém criticar seu pai e sua mãe para o candidato perder o foco. Fora isso, fez o estilo de oposicionista, como franco atirador, exagerando por vezes, o que aparentava mais arrogância que contundência.

Lucas Barreto – Também demonstrou falta de habilidade ao alternar o uso dos óculos de leitura mas ao longo do debate usou o tática de falar pausadamente para ganhar tempo de formular perguntas ou respostas.

Jorge Amanajás – Procurou ser propositivo e diplomático, mas bastava ser alfinetado para fazer valer a experiência de parlamentar, respondendo as provocações com respostas diretas e igualmente contundentes.

Os estilos



Pedro Paulo – Manteve-se fiel à orientação de seus marqueteiros, usando paletó sem gravata, modelito oficial da campanha, mas escorregou na escolha da camisa de baixo, com as mangas frouxas demais fazendo com as pontas ficassem quase três dedos para fora, quando a regra é que seja de no máximo um centímetro.



Camilo Capiberibe – Repetiu o estilo engomadinho, talvez para disfarçar a pouca idade e a falta de experiência administrativa. Escolheu uma gravata de seda, mas apertou demais o nó, fazendo com que o acessório parecesse enforcado.



Lucas Barreto – Esqueceu de desabotoar o último botão do paletó, uma regra de etiqueta. Além disso, escolheu uma gravata fina demais para sua robusta silhueta.



Jorge Amanajás – Mesmo com os cabelos rarefeitos foi o mais elegante da noite, desde o traje até a demonstração de intimidade com as câmeras.

Os erros

Pedro Paulo – Como sabia a estratégia para vender bem uma réplica a pergunta formulada a Amanajás, sobre o orçamento da Assembleia, acabou aparentando não saber o valor exato do repasse do duodécimo para o Legislativo.

Camilo Capiberibe – Algumas contas sobre número de lotes não bateram e também reivindicou para seu partido um Ministério que na verdade foi dado a outra legenda. Trata-se do Ministério do Esporte, cujo titular, Orlando Silva Júnior, na verdade é do PCdoB.

Lucas Barreto – Ao conferir por várias vezes suas imagem ou o cronômetro no monitor acabava aparentando nervosismo demais. Também não cumprimentou os telespectadores em sua primeira fala no debate.

Jorge Amanajás – Apesar de ter lembrado de dar um boa noite ao eleitor que assistia ao debate pela televisão, não cumprimentou os concorrentes. Tem a característica de sorrir toda vez que espeta alguém com uma argumentação o que é bom para a militância, mas um tanto quanto deselegante.

Coluna Argumentos, desta quarta


VIAGEM INTERNACIONAL Se você também acalenta o sonho de fazer uma viagem internacional, saiba que está próximo de isso virar uma realidade. É que até dezembro deve ser inaugurada a ponte internacional sobre o Rio Oiapoque, na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa e será possível fazer como esse grupo de turistas amapaenses, que faz pose ao lado da placa indicativa em plena BR-156.


Olhai por nós

A imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré segue neste período que antecede ao Círio 2010 a peregrinação pelas casas de famílias e também órgãos públicos. Nestes tempos difíceis de crise institucional é muito bem vinda a santa milagreira. Que ela possa ajudar o povo a escolher bem seus representantes. Uns são uma grande incógnita.

Um perigo

Estamos a uma semana da votação e agora surgem histórias de arrepiar sobre supostas armações de fim de campanha. Uma delas dá conta de uma falsa blitz que teria servido para revistar o carro de um candidato. Com medo de que provas fossem plantadas no veículo, os ocupantes teriam trancado o carro. E tudo foi parar na delegacia.

Piada política

Mais uma extraída dos bastidores da corrida eleitoral. Tem a ver que o bordão de um dos candidatos ao Senado. Trata-se de uma indagação sobre o presidente do TCE, Júlio Miranda, preso durante a operação Mãos Limpas. A pergunta é quem o fez virar conselheiro e a resposta: foi o Capi que fez. Cada um!

Assim não vale

Outra de candidato. Aliás, nessa época é comum fuçar a vida de todos, faz parte do jogo. Estão pipocando informações de que um dos candidatos a senador seria professor do serviço público e que mesmo à disposição de outros órgãos o mestre continuaria recebendo uma gratificação denominada Regência de Classe, que é restrita apenas a quem está em sala de aula.

Nada, nada

E segue outra fresquinha dos bastidores da eleição. Nessa história de levantar o passado dos candidatos, tem um dos governamentáveis que não teria conseguido aprovar uma única lei no Estado, apesar da experiência parlamentar. A justiça eleitoral tem dito que na hora de decidir o voto, o eleitor tem que analisar a contribuição que o candidato já deu ao Estado.

Será?

Gente que freqüentou os corredores da Polícia Federal diz que um dos delegados que encabeçam o inquérito da operação Mãos Limpas, tem o sobrenome Veronese, e que seria parente de um empresário que atua no Amapá. Pelo que sabemos tem o Adiomar Veronese, que é sócio de Jaime Nunes, candidato a vice na chapa de Lucas Barreto (PTB). Mas daí a insinuar ligação com o caso tem que ter cautela.

Data a ser comemorada

Comemorado ontem o Dia Nacional do Bacharel em Turismo, data em que também é festejado o Dia Mundial do Turismo. Um dos papéis do bacharel em Turismo, é planejar e organizar o espaço turístico e a preservação e divulgação do patrimônio natural e cultural, além de promover o desenvolvimento da infraestrutura turística, como os transportes.

Mais sobre o turismo

Trata-se de uma atividade profissional que ainda está crescendo dentro do Estado do Amapá, devido ao surgimento de cursos de graduação. De acordo com a turismóloga Simony Teixeira, da Secretaria de Turismo, é um dos setores primordiais para geração de emprego e renda. “O turismo gerou oportunidade de conhecer melhor o meu Estado”, disse ela.

Auditagem

Com a finalidade de ter uma leitura atual da saúde do regime previdenciário, a Amapá Previdência (Amprev) em conjunto com os Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado, realizará no primeiro semestre de 2011 o recadastramento dos servidores públicos.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Deu na coluna Argumentos, de domingo

MACAPÁ DA TELA

Vai ao ar hoje no programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, a reportagem especial produzida em Macapá durante a realização do desafio mundial de vôlei de praia entre Hemisfério Norte contra Hemisfério Sul. O jornalista Luiz Ernesto Lacombe, que é um dos apresentadores do programa veio pessoalmente ao Amapá protagonizar a matéria. Simplesmente imperdível.






Deu certo

Dois comitês de candidatos a governador programaram para ontem de manhã uma caminhada pelo Centro comercial de Macapá, com locais de concentração bem próximos. Mas as galeras de Amanajás (PSDB) e de Camilo Capiberibe (PSB) se comportaram muito bem. Uma saiu da frente da outra e nenhum incidente foi registrado.

Mais prazo

A jornalista Cianúzia Macedo, assessora de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) confirmou ontem em entrevista no rádio, a prorrogação do prazo para a emissão da segunda via do Título de Eleitor, que agora vai até a próxima quinta-feira. Só para lembrar, no próximo domingo só vota com título e identificação.

Melhor idade

Para celebrar a passagem do Dia Nacional do Idoso, a Associação dos Aposentados e Pensionistas do Amapá (AAPEA) promove nesta segunda-feira a partir das 8 horas um Café da Manhã a todos os associados. Haverão também palestras e atividades recreativas para refletir sobre a data. Eles merecem mesmo.

Substituição

Notícia vinda da Secretaria Estadual dos Transportes (Setrap) dá conta de que o radialista Solângelo Fonseca, que recentemente havia ssumido a pasta, teria sido exonerado. Em seu lugar um engenheiro chamado Lucas teria virado secretário. O comunicador vinha acelerando o ritmo das obras e a notícia surpreendeu. Diz-se que ganhou nova missão.

Na estrada

O deputado federal Bala Rocha (PDT-AP) foi visto ontem pedindo votos na região da Pedreira. E trata-se de uma região mesmo, pois o parlamentar percorreu boa parte das comunidades que existem por ali, como Lontra da Pedreira, onde ele fez um “pit-stop” para o almoço. Não esqueceu um boné azul para proteger a vistosa careca. Tem que se virar!

Olheiro

Radialista Ranolfo Gato estava empolgado ontem ao chegar da caminhada do candidato a governador Jorge Amanajás (PSDB). Segundo o experiente comunicador, ti-nha mais gente no evento do tucano do que na caminhada do socialista Camilo Capiberibe (PSB). Talvez por isso Jorge esteja na frente do concorrente nas pesquisas de intenção de votos que já foram divulgadas. Falta uma semana agora.

Responder não adianta

O prefeito de Macapá, Roberto Góes (PDT) foi mais uma “vítima” do que se chama modus operandi de jornalistas do Sul Maravilha. Dimmi Barbosa Amora, da Folha de São Paulo, até enviou uma lauda de perguntas ao gestor municipal que respondeu o e-mail. Mas na hora de postar a matéria tudo o que disse resumiu-se a uma linha. Assim é que toca a banda deles.

Em busca da verdade

A procuradora-geral do Estado, Luciana Melo, soltou nota ontem à imprensa sobre uma denúncia formulada por procuradores do Estado de suposto favorecimento dela em uma ação judicial contra o Estado. Pelo documento, ela diz que tratou-se de um acordo extrajudicial de um conflito que rolava há mais de dez anos. O governador Dôglas Ramos autorizou suas ações.

"Este voo é uma segunda ponte entre Amapá e Guiana"


JEAN-FRANÇOIS - Observações so cônsul francês sobre a economia e a política do Amapá em livro

Uma das demandas reprimidas que operadores do turismo, empresários, agentes públicos e turistas de um modo geral mais esperavam ver resolvidas era a falta de um voo regular entre Macapá e Caiena, o que acaba de acontecer, segundo anunciou durante a semana o cônsul honorário da França no Amapá, Jean-François Le Cornet, que recebeu o Diário do Amapá para falar desses últimos acontecimentos envolvendo a cooperação regional entre o Brasil e a Guiana Francesa. Ele também fala da expectativa em torno da inauguração da ponte binacional sobre o Rio Oiapoque e da Feira de Negócios e Lazer da Guiana Francesa, a ser aberta no dia 8 de outubro próximo, sendo que no dia seguinte, o diplomata lança um livro sobre suas observações à respeito dos trinta anos de Amazônia, sendo quinze deles vividos no Amapá.


"Eu acredito que depois da implantação dessa linha aérea entre Macapá e Caiena a partir de novembro só pode melhorar as coisas nesse sentido, pois as nossas dificuldades vinham muito dessa dificuldade de deslocamento"


Diário do Amapá - Esta semana que passou as comunidades do Amapá e também da Guiana Francesa comemoraram o anuncio da retomada de voos na rota Macapá - Caiena, então como foi essa novidade para o senhor?

Jean-François Le Cornet - Bem, eu fiquei sabendo disso na semana passada que vai ter um voo novamente entre Caiena e Macapá. Será um vôo por semana, por enquanto, toda segunda-feira, começando no dia 1º de novembro o que entendo ser uma boa notícia para a população de Macapá. Além disso, esse vôo poderá trazer tu-ristas e passageiros não apenas da Guiana Francesa, mas também da Martinica e de Guadalupe.

Diário - Isso pode representar um incremento importante para o turismo local e também regional, como será esse voo?

Jean-François - Esse voo vai começar em Pointe-a-Pitre, em Guadalupe.

Diário - Qual é a empresa que vai operar os vôos nesse trecho Jean?

Jean-François - A empresa que vai operar nesse trecho será a Air Carabien, uma empresa que já opera vôos entre Belém e Caiena, mas dessa vez vai vir até Macapá, aliás, esse voo vai terminar em Macapá.

Diário - Essa é uma empresa francesa, é isso mesmo? Onde fica a sede administrativa dela?

Jean-François - É uma empresa francesa sim, mas que opera voos regionais na região do Caribe, mas a sua sede mesmo fica em Guadalupe.

Diário - Nesse vôo que ela já opera na rota entre Belém e Caiena não sofrerá nenhuma alte-ração, ou seja, ao terá ligação com o voo para Macapá, será mais um vôo então?

Jean-François - Exatamente, será um vôo a mais. Nós já temos os vôos para Belém, que continuarão acontecendo normalmente, mas esse voo é um específico para Macapá.

Diário - Qual é a peridiocidade do voo para Belém, é diário ou semanal?

Jean-François - Para Belém que eu saiba são dois voos semanais, talvez três, eu não estou bem ao par, mas eu acho que são dois voos semanais.

Diário - O senhor já declarou que o Amapá e a Guiana Francesa não podem acalentar o senhor de atender um a demanda do outro afinal não existe produção suficiente para isso, mas a notícia de um vôo ligando as duas capitais pode representar o que para a cooperação regional e até possibilitar conexões para a Europa?

Jean-François - Olha, eu não sei se para esse vôo de Macapá será possível pegar uma conexão para o mesmo dia para Paris, pois isso evoca o problema da exigência do visa (visto), como ocorre quando tem conexão com o voo que vai a Belém. Na rota Belém, Caiena e Paris durante a parada de pouco tempo em Caiena não há exigência de visto. Agora do caso de Macapá, como disse, não tenho certeza de que exista vôo no mesmo dia, mas infelizmente vai ter que recorrer ao visa se tiver que ficar um dia em Caiena, por exemplo.

Diário - Então vamos explicar melhor, quer dizer que é possível para os passageiros que saem de Belém embarcar para a Europa, passando por Caiena e para isso não há a obrigatoriedade de se tirar o visto no Consulado da França?

Jean-François - Não há necessidade de vista se você pegar o mesmo vôo que vai para Caiena e uma hora, uma hora e meia depois tem a continuidade dessa voo para a França, pois o passageiro fica na área restrita do aeroporto. Agora no caso do voo que sairá de Macapá eu não posso ainda dar essa certeza, mas acredito que não é um voo que depois tenha continuação para a Europa, pois os vôos saindo de Caiena para Paris não são diários. Por isso disse anteriormente que se tiver que ficar um dia em Caiena para pegar o voo no dia seguinte, neste caso há necessidade de visa, infelizmente.

Diário - O senhor já disse em outra oportunidade que existe também uma empresa brasileira planejando operar voos nessa rota, a Puma Air, mas com relação a essa empresa francesa, ela goza de exclusividade para operar?

Jean-François - Não sei se ela detém a exclusividade, sei que tem os direitos, mas acredito que normalmente se possa compartilhar o setor, com uma empresa francesa e uma empresa brasileira. Até agora nenhuma empresa brasileira está operando, apesar da Puma já ter demonstrado interesse mas ainda não está operando esse vôo. Eu acredito que a Air Carabien para não perder esse direito foi obrigada a voar para Macapá. É uma experiência que deve durar cinco meses e espero que nesse período possamos ter um fluxo que justifique a perenização do voo.

Diário - Ou quem sabe até a colocação de dois voos semanais, como planejam os ope-radores de turismo?

Jean-François - Pessoalmente eu acredito que dois vôos semanais seria o ideal, por exemplo, na segunda e na sexta-feira. Mas por enquanto a empresa só colocou um voo.

Diário - A gente sabe que agora do mês de outubro, no período de 8 a 10, a Guiana Francesa irá promover um grande evento, denominado Feira de Caiena, então como está a programação sobre a participação de uma delegação brasileira nesta feira?

Jean-François - Ah, sim o Brasil vai participar. Acho que a nível nacional e a nível estadual, com o Estado do Amapá, o Brasil vai participar da Feira de Caiena, que será mais uma oportunidade de aproximação entre todos nós. Eu acredito que depois da implantação dessa linha aérea entre Macapá e Caiena a partir de novembro só pode melhorar as coisas nesse sentido, pois as nossas dificuldades vinham muito dessa dificuldade de deslocamento.

Diário - Tanto de um lado como para o ou-tro, não é mesmo cônsul?

Jean-François - Exatamente. As reuniões, por exemplo, é complicado vir de Caiena de carro ou de ônibus, com uma estrada que não está totalmente pronta ainda, daí eu ter dito que o novo voo servir para melhorar muito o relacionamento.

Diário - Mas essa Feira de Caiena para o se-nhor terá um valor especial, pois durante a rea-lização dele, no dia 9, está previsto o lançamento de seu livro "Terra sem mal", não é mesmo? Fale um pouco sobre essa obra?

Jean-François - Bem, o lançamento do livro é um evento bem pequeno dentro da Feira... (risos) Mas a editora que está publicando o livro me convidou para uma noite de autógrafos. Esse livro é uma obra que fala da Amazônia e está escrito em francês, mas fala sobre a minha experiência de vida na Amazônia e no Amapá, da história e da política do Amapá.

Diário - Há projeto para que este livro também seja editado em português e lançado em francês?

Jean-François - Para ser lançado em português tem que haver alguém do mercado editorial brasileiro interessado, mas no momento não há até porque o livro é novo ainda.

Diário - A gente soube que depois do lançamento deste livro em Caiena o senhor também irá a Paris e de lá tirará uma férias em Londres, onde mora sua filha não é mesmo?

Jean-François - É isso mesmo. Gostaria de agradecer pela oportunidade e gostaria de di-zer que acredito que este vôo vai ser mais uma ponte entre o Brasil e a Guiana Francesa, pois já temos uma que vai sair no fim do ano, de concreto, sobre o rio Oiapoque. Então será mais uma ponte entre nós, brasileiros e franceses.



Perfil


O francês Jean-François Le Cornec tem 59 anos de idade, nasceu na cidade de Rennes, na região de Bretagne, no noroeste da França. É formado em Letras e em Inglês, pela Universidade de Haute-Bretagne. Mudou-se para o Brasil em 1976, para atuar na Aliança Francesa, em Belém (PA), onde lecionou, foi auxiliar de direção e produtor de atividades culturais. Em 1996 mudou-se por interesse próprio para o Amapá, onde montou um empreendimento da área de hotelaria, a Pousada Ekinox, bem como passou a tocar a administração de uma Reserva de Proteção Particular. Pouco depois recebeu a honrosa missão de ser o Cônsul Honorário da França no Amapá.

Red Bull quer voltar ao Amapá


O fenômeno natural do Equinócio pode virar a referência e abrigar etapas do circuito nacional e internacional de vôlei de praia em Macapá

Na quinta-feira (23), em Macapá, o hemisfério Sul sagrou-se campeão da primeira batalha de vôlei de praia entre as duas metades do planeta, o Red Bull Latitude Zero. Com equipe formada pelos brasileiros Alison Cerutti, Rhonney Ferramenta e as irmãs Maria Clara e Carolina Solberg, o quarteto superou por 102 a 93 a seleção do Norte, composta pela união dos alemães Julis Brink e Jonas Reckermann com as irmãs austríacas Doris e Stefanie Schwaiger.
Cerca de 4 mil espectadores enfrentaram a máxima temperatura de 36 graus do dia do equinócio da primavera e compareceram ao Marco Zero do Equador para o inédito enduro de vôlei de praia entre alguns dos melhores atletas do mundo. Debaixo de sol forte, que especialmente neste dia percorreu toda a linha ima-ginária, jogadores do Sul e do Norte defenderam seus territórios e disputaram 195 pontos na rede posicionada exatamente sobre a linha imaginária que divide a Terra. Um único set de 90 minutos corridos foi dividido em três etapas - duplas femininas (25min), duplas masculinas (25min) e quartetos mistos (40min) - sem intervalos.
"Este jogo foi inesquecível. É uma satisfação imensa poder estar aqui para participar deste formato inédito no vôlei de praia e ainda por cima vencer o hemisfério norte e a dupla que me derrotou no mundial do ano passado", declarou Alison Cerutti, vice-campeão mundial da FIVB (2009) e vencedor do Red Bull Latitude Zero.
Tempos - A partida começou com a disputa feminina, às 09h30 da manhã. De um lado, o dueto formado pelas filhas da ex-jogadora Isabel, Maria Clara e Carolina; de outro, as também irmãs Doris e Stefanie Schwaiger, da Áustria. O equilíbrio entre as duplas femininas perdurou durante os 25 minutos da primeira fase e deixou nítido o entrosamento das irmãs cariocas, que colocaram o time Sul em vantagem de 29 a 27 sobre o Norte antes do confronto masculino. Na sequência, foi a vez de Alison e Ferramenta defenderem as latitudes do sul contra os rivais alemães Brink e Reckermann, atuais campeões mundiais. Logo nos três primeiros minutos, a equipe Norte virou o jogo e chegou abrir cinco pontos de vantagem, depois de a sucessão de saques perfeitos de Julius Brink, sendo dois "aces" perfeitos colocados no fundo da quadra sul. Aos poucos, porém, os brasileiros - que não jogam juntos na temporada - encontraram o entrosamento ideal e equilibraram a partida novamente. Cortadas e bloqueios de Alison "Mamute" Cerutti evoluíram e fizeram com que a bola caísse mais vezes nas areias do lado norte do planeta, encerrando a fase de duplas com o Sul de novo à frente, com o placar acumulado de 59 a 52.

Delírio veio com um placar "centenário"


O momento mais esperado pelo público na capital do Amapá era, sem dúvida, a disputa entre os dois quartetos mistos. Sob temperaturas cada vez mais altas, os oito atletas jogaram por mais 40 minutos para decidir qual seria o he-misfério soberano. O equilíbrio continuou proporcional à incidência solar sobre o equador e “ralis” quase intermináveis envolvendo todos os jogadores levantaram o público no Marco Zero na fase decisiva.
Durante os últimos 15 minutos do enduro, o Sul finalmente conseguiu sustentar vantagem entre 8 e 10 pontos. Faltando três para o final, um salto mortal para trás de Rhonney Ferramenta marcou a sua comemoração pelo centésimo ponto da equipe sulista, fruto de uma cortada certeira do atleta carioca. Naquele momento a vitória do Sul já era vista como certa e viria a ser confirmada pelo inédito placar de 102 a 93 com o apito final. Pela conquista, o time recebeu a premiação de US$ 24 mil.
Apesar de a cidade de Macapá ocupar ambos hemisférios, o público local mostrou-se claramente conquistado pela simpatia do time brasileiro que vibrou com as arquibancadas a cada ponto conquistado. “Foi a nossa primeira vez em Macapá e adoramos tudo, especialmente a receptividade das pessoas. Foi uma iniciativa incrível e só tenha a agradecer”, afirmou Maria Clara Salgado após a cerimônia de premiação.
Impressionados ficaram também os alemães e as austríacas do time Norte, que não deixaram de elogiar as belezas da região. “Há lugares que você vê pela televisão, mas se surpreende quando tem a oportunidade de conhecer ao vivo. A Amazônia é, sem duvida, um desses casos. Estou impressionado com tanta vida que conheci aqui”, declarou Julius Brink.
Nos bancos das equipes, dois renomados treinadores: Nalbert, ídolo do vôlei brasileiro pelo time Sul e, pelo Norte, o ex-jogador americano e lenda do vôlei de praia da década de 1990, Sinjin Smith.

Fotos de Cleber Barbosa (Diário do Amapá)
Texto extraído do site oficial (www.redbull.com.br)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Enfim, mídia positiva do Amapá

Deu no site da austríaca Red Bull:








Duelo de vôlei de praia na linha do Equador



O local foi escolhido a dedo, próximo ao monumento Marco Zero na cidade de Macapá. E a data também. Num duelo inédito, grandes nomes do vôlei de praia mundial estarão na capital do Amapá no dia 23 de setembro – data do equinócio da Primavera no Hemisfério Sul - para disputar uma partida na qual a rede de vôlei será estendida exatamente onde passa linha do Equador.

O formato do Red Bull Latitude Zero é o de uma “batalha de hemisférios” e cada time será formado por uma dupla masculina e uma feminina.

Representando o Hemisfério Norte, estarão lá os alemães Brink/Reckermann e as irmãs Doris e Stefanie Schwaiger, da Áustria. Já o lado de cá do Equador contará com reforço 100% brasileiro. O Hemisfério Sul será representado por Alison/Emanuel e pelas irmãs Maria Clara/ Carol. O jogo começará às 9h30 e terá 1 hora e meia de duração.

Serão dois sets (2x2) de 25 minutos cada, e um set (4x4) de 40 minutos, sem intervalo entre eles, e com sistema de pontos corridos. Além do ritmo frenético do jogo, os atletas ainda terão que lidar com o calor típico do clima equatorial, acentuado pela alta umidade relativa do ar que costuma ser superior aos 80% neste horário.*

O primeiro set de 25 minutos será uma disputa 2x2, entre as duplas femininas. Na seqüência, mais 25 minutos com Alison/Emanuel x Brink/ Reckermann. E, fechando o duelo, 40 minutos de batalha 4x4, com os times mistos em quadra. Cada equipe terá o seu técnico: Nalbert para o Hemisfério Sul e o norte-americano Sinji Smith para o Hemisfério Norte. A arena montada no local comportará aproximadamente 1.000 pessoas. A partida terá entrada franca.

Regras
a) A cada 10 pontos jogados, os times em campo mudarão de lado, cruzando a linha do Equador. O tempo de troca será de 1 minuto. Além desta ocasião, o jogo só sofrerá interrupções quando:

_ Houver rotação da posição dos jogadores em quadra (no 4x4);

_ Atendimento médico: Cada equipe poderá solicitar 1 (um) tempo médico por fase de no máximo 2 minutos. A duração do tempo médico será definida pela equipe médica e pelo delegado técnico do jogo.

b) Formato do jogo não permite a substituição de jogadores

c) O árbitro irá apitar as penalidades previstas no vôlei de praia.

d) O apito autorizando o saque só ocorrerá no primeiro saque logo após cada troca de lado da quadra;

e) Em caso de empate ao final do terceiro set, será disputado o “ponto de ouro” no qual a equipe que marcar o primeiro ponto, logo após o tempo regulamentar, será a vencedora do desafio

f) Altura da rede: 2x2, feminino: 2,24m;
2x2, masculino: 2,43m;
4x4, misto: 2,43m;


Curiosidades:
Para a quadra serão utilizados 300m³ de areia, o que equivale a 8 carretas cheias;
A areia utilizada na competição virá de Porto da Pedra, que está localizada a 150km de Macapá;
A arena terá capacidade para, aproxidamente, 1.000 pessoas;
Itens da montagem deslocados por terra pegam estrada até Belém. O trecho Belém-Macapá é feito de balsa numa viagem de 3 dias que inclui o Rio Amazonas no percurso.

* fonte: Climatempo

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Recebo a todos, diz Sarney


"Meu gabinete é a embaixada do Amapá". Era com esse mote que o Presidente Sarney se dirigia aos seus ouvintes a partir de programa radiofônico levado ao ar em rede de rádio no Estado do Amapá.
Na atual legislatura, como presidente do Senado Federal, Sarney, independente da coloração político partidária, sempre recebeu Amapaenses em seu gabinete.
Políticos do PT, PDT, PCdoB, DEM, PSDB, PMDB, PP, PTB dentre outras agremiações, além de dirigentes classistas e lideranças regionais, foram recepcionados pelo presidente da casa.
Nesses encontros, o Amapá sempre foi tema de reflexão, assim como da tomada de providências no atendimento a pleitos e demandas do Estado.

A seguir algumas fotos recentes que ilustram reuniões de Amapaenses em seu gabinete.






Coluna Argumentos de quarta-feira





Boataria

Aquilo que se costuma chamar de “diabinho” por aqui tentou fazer nova vítima em Brasília: o senador José Sarney (PMDB-AP). Uma imagem dele apareceu no programa eleitoral da oposição tucuju e o ex-presidente reagiu. Sua assessoria divulgou matéria e fotos mostrando porque seu gabinete é chamado de “Embaixada do Amapá”.

Mais mulheres

Divulgados ontem pela Justiça Eleitoral, os números oficiais de eleitores no país. As mulheres representam 51,8% do eleitorado, um total de 70.373.971 milhões de votantes. Os homens representam 48%, ou 65.282.009. A diferença é de 0,109%, ou de 148.453 eleitores. Este ano também é o primeiro com duas mulheres na disputa pela Presidência.

Causos políticos

Desde segunda-feira (13 de setembro) equipes da 2ª zona do Tribunal Regional Eleitoral estão no arquipélago do Bailique para fazer a vistoria nas escolas onde funcionarão as seções eleitorais. Os técnicos do TRE permanecem na localidade até o dia 17 de setembro. Lembrei daquelas boas histórias de cemitério...

Fiscalização

Agora falando sério, as duas maiores zonas eleitorais do Estado, a 2ª e 10ª tem cadastrados cerca de 250 mil eleitores. São 135 locais de votação. Nos colégios funcionam 695 seções eleitorais.Pelo menos um mês antes do pleito, as escolas também são vistoriadas por técnicos do Tribunal Regional Eleitoral. Olha o trabalho que a eleição dá!

“NÃO ME ACOCHO”
Ele já havia entrado para a história do Amapá por ter sido o primeiro presidente do Tribunal de Justiça do Estado. Mas coube ao desembargador Dôglas Evangelista Ramos a missão de virar também o governador, mesmo que interinamente. Seu curto período de gestão pode terminar hoje, ou renovado por mais cinco dias. Par analistas, ele mostrou ter “estilo”. Saiu-se bem.

Alarme falso

A chegada ontem de magistrados e outros operadores do Direito no aeroporto de Macapá acendeu o sinal amarelo na cidade novamente. Muita gente bem vestida e com traços sulistas levou muita gente a imaginar se tratar do que se costuma chamar de “rebordosa” da operação Mãos Limpas. Na verdade eram participantes de um congresso ambiental...

Honraria

O ex-governador do Território Federal do Amapá, Jorge Nova da Costa, recebeu ontem o título de Cidadão Honorário de Brasília, outorgado pela Câmara Distrital. Agrônomo e economista, ele atuou por aqui na extensão rural e depois foi governador por quase quatro anos. Considerado um getor probo e muito católico, Nova da Costa ainda possui amigos e até familiares morando no Amapá. Uma bela homenagem.

Recepção em MCP

Militantes do PDT do Amapá e de outros partidos aliados do ex-governador Waldez Góes estavam ontem esperando a confirmação da liberação dele em Brasília para montar uma recepção em Macapá. Góes poderia deixar a Polícia Federal em Brasília a partir da meia-noite de hoje, depois de ser ouvido pelos encarregados da Operação Mãos Limpas. Seu fã-clube defende sua inocência.

Estratégia alterada

Já os advogados do governador Pedro Paulo Dias (PP) mudaram a estratégia da defesa e desistiram de protocolar pedido de “habeas corpus” no STF (Supremo Tribunal Federal), ontem. Um dos mais conceituados advogados do Amapá, Cícero Bordalo Júnior, chegou a embarcar para Brasília, mas em nota disse ter desistido de atuar na defesa de Pedro Paulo.



Resultados


Já viraram lei nove dos 12 projetos de lei aprovados pelo Senado e enviados à Presidência da República nos períodos de esforço concentrado realizados em agosto e setembro. Duas dessas leis receberam vetos parciais do presidente. Já o PLC 31/07 - que tratava da presunção de paternidade nos casos em que o suposto pai se recusa a fazer o teste de DNA - foi totalmente vetado.

Alter do Chão é cenário de expedição para Clube Náutico do Amapá

De acordo com Edmundo Pinheiro, integrante do Clube Náutico do Amapá esta foi a primeira vez que o trajeto entre Alter do Chão e Macapá foi feito de jet ski.

Aventura, praia, beleza, diversão, emoção e jet ski. Esta é a combinação perfeita para os aventureiros que fazem parte do Clube Náutico do Amapá.
O grupo formado por 11 jets já se aventurou em vários locais, como Ferreira Gomes e Afuá. A última aventura foi Alter do Chão, no Pará, de onde a equipe partiu rumo a Fazendinha, em Macapá.
Durante a expedição o grupo presenciou a beleza natural de vários locais, dentre eles Monte Alegre, Prainha, Almerim, e Comunidade de Bom Jardim em Gurupá.
De acordo com Edmundo Pinheiro, integrante do Clube Náutico do Amapá esta foi a primeira vez que o trajeto entre Alter do Chão e Macapá foi feito de Jet ski.
Edmundo disse ainda os jets percorreram 615 km, em 12 horas de navegação, parando sempre para abastecer, comer, dormir, e é claro se divertir nos lugares.
Antes da viagem os 11 jets que participaram da viagem fizeram uma demonstração para a população na orla de Macapá. Na oportunidade pode-se observar todos os equipamentos que foram utilizados na viagem como roupas, botas, luvas, colete salva-vidas, capacete, óculos e perneiras.
Edmundo Pinheiro adianta que a próxima aventura do grupo acontecerá em 2011. "Nosso objetivo é ir para Parintins. Sairemos de Manaus, passaremos por Parintins até chegar em Santarém, depois os jets voltam de balsa para Macapá", informou.
Além de expedições, o Clube Náutico ainda realiza ações sociais. As próximas a serem realizadas será a entrega de presentes a crianças ribeirinhas no dia das crianças e também no Natal. " Nos iremos realizar promoções, onde a população poderá dar uma volta de jet em troca de brinquedos, que depois serão doados as crianças ribeirinhas", antecipou Edmundo.
O Clube Náutico agradece aos patrocinadores que tornaram possível essa expedição. São eles: SEBRAE, Super Automóveis (Revendedor Autorizado SeaDoo) e Distribuidora Fort Fruit.
Participaram da Expedição: Edmundo Pinheiro e Luciana; Alex e Sandra Gemaque; Moisés e Mara Cardoso; Beto e Alandy; Sávio e Lindalva; Rômulo, Suzy e Gabriel; Alan Gemaque e Patrícia; George Almeida; Afonso Pereira; Zezinho e Ruy.

Como começar a pilotar um jet ski?

A primeira condição para que uma pessoa possa pilotar um Jet Ski é ser habilitado pela Marinha do Brasil, através das Capitanias dos Portos de cada região. No mês de Outubro de 2001, a Ma-rinha do Brasil determinou que menores de 18 anos não poderiam ser habilitados para a pilotagem de Jet Skis, sendo que antes disso a idade mínima era de 16 anos.
Entretanto outra portaria da Marinha, mais recente, liberou os menores de 18 anos a participarem das competições, por serem realizadas em áreas demarcadas e isoladas. Isso não quer dizer que esses menores podem treinar nas praias e represas. A concessão é somente para as competições.
Todos os pilotos a ingressarem nas competições de Jet Ski, deverão se filiar à BJSA ou representante estadual.
Os documentos pessoais necessários para inscrição em competições são: Habilitação da Ma-rinha, Carteira de Filiado à BJSA, Carteira de identidade, CPF, Documentos da Embarcação, Registro da Embarcação na Marinha e Seguro Obrigatório.



Turismo


Durante - a expedição o grupo presenciou a beleza natural de vários locais, dentre eles Monte Alegre, Prainha, Almerim, e Comunidade de Bom Jardim em Gurupá

“Se eu ficasse mais tempo implantava o sistema da Justiça”


Em meio à crise institucional que se abateu no Amapá após a passagem da Operação Mãos Limpas, executada pela Polícia Federal a mando do Superior Tribunal de Justiça (STJ), coube ao presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, desembargador Dôglas Evangelista Ramos, o papel de assumir as rédeas do Poder Executivo. Mas desde as primeiras horas no poder, ele nem foi ao Palácio do Setentrião, optando em receber gestores da equipe do Governo, como o chefe da Casa Civil, o professor Paulo Guerra. Algumas mudanças foram feitas apenas na equipe de finanças e de planejamento, mas o governador interino tratou de tranqüilizar a população ontem, durante uma entrevista concedida na Sala de Reuniões do Tjap, que esteve tomada por jornalistas locais e até de agências de notícia e jornais nacionais. Os principais trechos o Diário do Amapá publica a seguir.

"Isso aí serve de exemplo para o futuro, porque há uma briga entre empresas nesse negócio de licitação. Começa daí, viu? Se uma ganha a licitação a outra fica procurando defeito, denunciando para a polícia, dizendo que está havendo corrupção e muitas vezes há simo"

Pergunta - Como o senhor recebeu mais essa missão em sua carreira?

Dôglas - Eu fiquei triste, pois eu sempre esperei assumir o governo temporariamente, mas em outras circunstâncias e não nesta. Seria por uma viagem do governador, doença, enfim, mas não nessa situação. Mas eu sempre estive preparado, pois já substituí até o Comandante Barcellos (ex-governador) na época do Território (Federal do Amapá) e na época do Estado, então eu já estou habituado a isso, de forma que estou tranqüilo e digo à população que o Estado pelo menos nesse período está nas mãos de uma pessoa tranqüila e que nunca decide apressadamente, pois sempre penso antes de decidir e sempre ouço os colegas, os conselhos para poder decidir, então não existe razão para o pessoal ficar nervoso.

Pergunta - Qual sua primeira providência como governador?

Dôglas - Foi mandar suspender todos os pagamentos que tinham que ser realizados da sexta-feira em diante, até eu tomar pé da situação. A partir da terça-feira nós vamos retomar esses pagamentos.
Pergunta - O senhor chegou a fazer alguma mudança no secretariado do Governo do Estado?
Dôglas - Eu fiz algumas mudanças sim, na verdade remanejamento, pois coloquei pessoal meu lá junto com eles (técnicos do Governo) para não atuarem sozinhos, até passar essa fase dos cinco dias mais dez dias. Depois quando o governador reassumir ele vai agir como bem entender.

Pergunta - Alguns secretários de governo foram envolvidos nas investigações da Polícia Federal o senhor irá mantê-los nos cargos?

Dôglas Ramos - Se eu afastá-los hoje daqui a cinco dias o governador vem e os traz de volta... é complicado não é?

Pergunta - Então somente em caso de uma decisão judicial para tirá-los dos cargos aí sim é que o senhor iria substituí-los, é isso?

Dôglas - É, seria então um plano B, fazer uma mudança no secretariado. É preciso explicar uma coisa: a administração do Executivo é totalmente diferente do Judiciário. Se eu tivesse que ficar mais tempo lá iria implantar a gestão da Justiça lá dentro que é bem mais apertada, arrochada mesmo.

Pergunta - Governador, então o senhor está tomando pé de toda a situação para somente depois tomar alguma medida de maior impacto?

Dôglas - Pois é, se fosse na segunda-feira, mas como aconteceu numa sexta-feira eu não estava obtendo as informações totais porque eles (policiais federais) ainda estavam na rua fazendo a operação e eu saí daqui (do Tribunal) com o Paulo Guerra (chefe da Casa Civil do Governo) eram mais de 20 horas, cuidando desse assunto. Primeiro para dar equilíbrio para o Estado, pois somente na terça-feira nós vamos começar a abrir os cofres para pagar aquele que na sexta-feira não conseguiu receber, vamos pagar na terça, pois ainda tem um feriado pelo meio.

Pergunta - Então o que o senhor diria para a população em uma hora dessas, tão complicada do ponto de vista institucional?

Dôglas - Para ela ficar tranqüila, pois aqui quem está assumindo provisoriamente no lugar do doutor Pedro Paulo é o presidente do Tribunal de Justiça, que normalmente a Justiça sempre tem mais tranqüilidade, tem mais paciência, não tem irritação. Eu estava até falando com um repórter que quanto mais a situação aperta mais eu fico calmo, fico tranqüilo... (risos), não me acocho não.

Pergunta - Mas é uma grande novidade essa, não é mesmo, virar do dia para a noite o governador de um Estado?

Dôglas - Na verdade eu estou sendo o vice-governador desde o dia 3 de abril. Só que o governador Pedro Paulo viajava e dizia para eu assinar o que tivesse que assinar, mas eu dizia "deixa eu aqui tranqüilo, igual a rainha da Inglaterra, reina mas não governa". Mas agora dessa vez não, houve uma crise, aí eu tive que assumir.

Pergunta - Essa talvez tenha sido a primeira crise institucional em que o presidente do Judiciário teve que assumir o Governo do Estado, então como o senhor vê essa situação?

Dôglas - Isso aí serve de exemplo para o futuro, porque há uma briga entre empresas nesse negócio de licitação. Começa daí, viu? Se uma ganha a licitação a outra fica procurando defeito, denunciando para a polícia, dizendo que está havendo corrupção e muitas vezes há sim corrupção. Começa daí a confusão e termina num inquérito desses.

Pergunta - O senhor acha que devia mudar esse modelo de licitação que está sendo praticado há tempos no país?

Dôglas - O problema lá é quando há muito interesse político. Por exemplo, as licitações do Tribunal (de Justiça), alguém já falou de alguma licitação aqui? Não. Lá (no Executivo) é o seguinte: entra um partido que tem uma empresa que dá apoio para ele e quando um ganha o outro fica reclamando gerando muitos problemas. Vocês sabem que quem ganha a licitação sempre banca a campanha de alguém, começa daí os desvios.

Diário - Os pagamentos em atraso da Companhia de Água e Esgoto do Amapá, existe alguma possibilidade de isso ser negociado agora também?

Dôglas - Olha, cinco dias não dá... (risos) Em cinco dias vai faltar água então... (mais risos) Mas na verdade a Companhia de Água, a Companhia de Eletricidade, enfim, são questões para serem resolvidas a longo prazo, pois os débitos são grandes e não se pagam do dia para a noite não.

Pergunta - E com relação a fornecedores especialmente de mão de obra, que possuem pagamentos em atrasos no Governo?

Dôglas - Ei conversei com o Paulo Guerra ontem (sexta) sobre isso também, pois tem pequenos valores que deixam acumular. Vai pagando esses pequenos valores, de pequenos empresários, com valores de R$ 3 mil, R$ 5 mil, R$ 10 mil para serem quitados logo e os valores maiores vamos negociar o pagamento, parcelado, enfim, isso eu acho que pode ser feito tranquilamente. O problema é que nós estamos num ano eleitoral e eles cortam verba para tudo para empregar naquelas partes que lhes rendem votos, não é? Mas deixa para lá, eu não sou político.

Diário do Amapá - Presidente, pelo fato de um magistrado estar no comando agora do Governo do Estado é pensamento se aprofundar nas investigações desse caso?

Dôglas - Isso aí não. Eu não posso nem me aprofundar saber o por quê? Porque isso cabe à Justiça Federal, à Polícia Federal e ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), porque envolvem governadores, presidente de tribunal, etc. Eu apenas se tiver que ficar aqui mais tempo vou só administrar o Estado.

Diário - Do Judiciário o senhor está levando quem para compor a sua equipe?

Dôglas - Ah, com certeza. Estou levando quase toda a minha equipe economia está para lá e irão trabalhar junto com os outros. São quatro técnicos nossos somente da área econômica.



Perfil


O desembargador Dôglas Evangelista Ramos tem 67 anos de idade, é baiano da cidade de Barreiras. De origem humilde, cedo ingressou no mercado de trabalho, exercendo a profissão de sapateiro para custear seus estudos e ajudar no sustento da família. Em 1971 formou-se em Bacharel em Direito pela Faculdade de Estudos Sociais Aplicados, da Universidade de Brasília. Foi Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal de Porto Velho-RO, Juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, Juiz de Direito da 1ª Circunscrição Judiciária de Macapá, exercendo várias funções. Com apenas 48 anos de idade chegou ao ponto mais alto da magistratura estadual: Desembargador. Foi o primeiro Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá e atualmente está no segundo mandato.