Página do jornalista amapaense Cleber Barbosa, voltada a difundir notícias, pensamentos, reflexões e atualidades sobre turismo, comportamento, economia, cultura e política.

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quinta-feira, 28 de julho de 2016

TURISMO | Patagônia e as belezas da travessia pelo Lago Pirihueico

Só vendo de perto para ter noção real da beleza que as paisagens da Patagônia Chilena abrigam. No começo da selva patagônica do Chile, a Reserva Biológica Huilo Huilo ajuda a desvendar algumas das maravilhas escondidas ali. Um dos passeios mais bonitos para se fazer por lá é a navegação pelo lago Pirihueico. A travessia é feita saindo de Huilo Huilo (Região de Los Ríos), na parte chilena, para as redondezas de San Martín de los Andes, no lado argentino. Pelo caminho, além de baías, praias, montanhas e ilhas a serem exploradas, há também as termas. Em grandes tinas, os hóspedes podem mergulhar em água que sai a 35ºC do solo e, segundo crenças locais, possui poderes curativos. A travessia dura, em média, 90 minutos. Para ir até San Martín, é necessário contratar um transfer terrestre para o restante do caminho, fazer todos os procedimentos de alfândega e apresentar documentação. Conheça mais em www.huilohuilo.com
Sobre a Huilo Huilo– Localizada em pleno coração da selva da Patagônia do Chile, próximo ao vilarejo de Neltume (860 km de Santiago), a Reserva Biológica Huilo Huilo é um lugar mágico. Com mais de 100 mil hectares, abrange diversos ecossistemas, com uma riqueza de espécies nativas animais e vegetais. As opções de hospedagens vão desde hotéis de luxo até campings, todos com um diferencial arquitetônico que busca integrar a natureza local ao conforto. Além de atividades de esportes radicais, como tirolesa e rafting, a reserva ainda conta com o Bosque Nevado, um centro de neve ideal para iniciantes nos esportes de inverno. Mais informações pelo site  huilohuilo.com, ou no perfil da reserva no Facebook - www.facebook.com/HuiloHuiloBrasil

Notas da coluna ARGUMENTOS, quarta-feira, 27 de julho de 2016.

O mês

A última semana das férias escolares será mesmo isso, sete dias. Amigo, segunda que vem é dia 1º de agosto, portanto abrindo oficialmente os trabalhos do 2º semestre. E são grandes as expectativas de que a economia do país dê respostas ao marasmo que foi o 1º.

Reação

Segundo o turismólogo amapaense Sandro Bello, que acaba de publicar o Censo Hoteleiro e o Observatório do Turismo do Amapá, há números que aferem uma leve melhora nos indicativos econômicos do setor.

História

Foi no dia 14 de dezembro de 1946 que o empresário brasileiro Augusto Trajano de Azevedo Antunes pisou no Amapá pela primeira vez. Foi para constatar a descoberta do manganês que ele depois viria explorar.

Causa

Essa data histórica está no bojo de uma proposição parlamentar de Roseli Matos (PP) no Parlamento Estadual. A parlamentar amapaense – e santanense – é a presidente da Comissão de Indústria e Comércio.

Contrato

O projeto Icomi já teve outra data histórica reconhecida na Assembleia, por Júnior Favacho. Foi o 02 de maio, data que marca a assinatura do contrato de extração do minério em Serra do Navio, pela União.

Quadros
O vice prefeito de Macapá, Allan Sales, que também preside o PPS, foi ao rádio no fim de semana apresentar o novo presidente da Caesa, Valdinei Amanajás (esquerda). Levou junto o ex vereador Luís Monteiro, que assumiu a diretoria financeira da estatal. Na foto na Diário FM.

Riscos

Uma campanha quer chamar a atenção sobre risco de celular no trânsito. Essa prática pode ampliar em até 400% as chances de acidentes nas vias, segundo pesquisas realizadas pela Universidade de Utah (EUA). Idealizadores são do Observatório Nacional de Segurança Viária em parceria com a PRF.

Debates

Os efeitos da Minirreforma Eleitoral para a disputa das urnas deste ano foram objeto de um encontro com dirigentes de  Tribunais Regionais Eleitorais, em Curitiba. Pelo Amapá, participou o atual dirigente do TRE, desembargador Carlos Tork. Quem coordenou foi o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes.

Web

Nesta quarta-feira Macapá recebe a segunda edição do “Meeting Digitalks”, encontro de marketing digital que reunirá profissionais locais e convidados de outros estados para debater questões sobre o desenvolvimento do setor no Estado. Será em um restaurante na orla, a partir das 16 horas.


Dicas de segurança para evitar assaltos e roubos em rodoviárias e aeroportos

Câmeras de segurança flagraram roubos de bagagem em um dos principais aeroportos do país. Os assaltantes aproveitaram momentos de distração na hora do check-in e enquanto as pessoas se alimentavam em cafés e praças de alimentação.  
Niv Yossef, especialista em segurança e gerente de projetos do GRUPO GR, uma das maiores empresas de segurança patrimonial de atuação nacional, desenvolveu algumas dicas importantes para evitar esse tipo de ocorrência.

- Normalmente as malas são muitas, então, não as perca de vista nem por um minuto.
- Cuidado com homens ou mulheres que se aproximam para fazer perguntas ou auxiliar para tirar fotos em família. O ato pode ter como objetivo apenas provocar sua distração e realizar o roubo de objetos. Fale sem deixar de vigiar sua bagagem.
- Procure trocar o dinheiro somente em casas de câmbio ou bancos autorizados e, se possível, não o faça nas rodoviárias ou aeroportos.
 - Utilize somente táxis credenciados.
- Não exiba grandes quantidades de dinheiro, tablets, relógio ou joias, pois despertam a atenção e o interesse dos ladrões.
- Evite carregar passaporte e cheques de viagem, e em caso de extravio comunique imediatamente a polícia.
- Use etiquetas grandes e/ou coloridas que permitam a fácil identificação de suas malas nas esteiras ou balcões de entrega, evitando assim a perda dos seus pertences ou lhe traga facilidade para identificá-los, caso tenha perdido.
 - Não se descuide das bagagens de mão dentro do ônibus ou avião, fique sempre atento.
- Não deixe a bolsa, carteira ou pacotes em locais abertos ao público sem a devida vigilância.
- Ao parar para se alimentar nunca fique de costas para sua bagagem.
- Evite fazer compras estando sozinho (a), os meliantes aproveitam-se de qualquer descuido.
- Não entre em lojas muito cheias, procure fazer compras em horário de menor movimento, isso vale também para ida ao banco.
- Em ônibus com poucos passageiros prefira ficar próximo ao motorista ou ao cobrador.


- Se estiver com crianças: alerta dobrado! Elas costumam ficar impacientes enquanto esperam e a qualquer descuido do responsável elas podem se perder ou mesmo serem sequestradas.

Sobre o GRUPO GR
O GRUPO GR é hoje uma das empresas mais consolidadas no setor de segurança privada e terceirização de serviços. Com 24 anos de atuação e presente em 15 Estados, o GRUPO GR tem um sistema rigoroso de treinamento (teórico, físico e comportamental) que envolve técnicas de aperfeiçoamento operacional, postura e comportamento, modernos conceitos, treinamento nas áreas de segurança, portaria, recepção e limpeza.
Seu principal objetivo está em oferecer soluções customizadas e integradas que aumentem a produtividade e reduzam custos. A empresa promove a capacitação e a reciclagem permanente de seus funcionários, também instruídos através de simulações variadas para solucionar uma tentativa de assalto ou invasão, situações atípicas como ocorrências e possíveis falhas na segurança (equipamentos e fator humano) e procedimentos em casos de emergência.
Além disso, conta também com serviços de Segurança Eletrônica, sempre atenta às novas tecnologias de prevenção e proteção de pessoas e patrimônios.
Com mais de 1.100 clientes ativos e  milhares de colaboradores, o GRUPO GR é referência em seu setor de atuação, atendendo com eficácia condomínios (residenciais e comerciais), indústrias, shoppings centers, instituições de ensino, hospitais e clínicas médicas, e empresas de diversos portes e segmentos.
Em 2015, o GRUPO GR conquistou o Top of Mind de RH, um grande reconhecimento nacional dos gestores de RH de grandes empresas, para  as práticas e capacitação dos colaboradores da companhia.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Notas da coluna ARGUMENTOS, domingo e segunda-feira, 24 e 25 de julho de 2016

Viu essa?

Sujeito levanta uma tese nas redes sociais de que a obrigatoriedade dos faróis ligados nas estradas é apenas para corrigir uma limitação dos radares, que funcionam melhor se os carros estiverem iluminados. O site “Boatos.org” lança post desqualificando essa teoria.

Cautela

Por aqui, no Amapá, a única manifestação sobre o tema foi do Setap, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros. O diretor de comunicação, Renivaldo Costa, disse ter achado descabida a teoria.

Visão

Ainda de acordo com o jornalista do Setap, o sindicato apoia a nova regulamentação dos faróis nas estradas, pois atende a conceitos da direção defensiva. “Dá mais visibilidade aos veículos”, diz o diretor.

Questão

Aliás, sobre direção defensiva, existe uma orientação para os acidentes. Depois que ocorrem, os curiosos se perguntam: “Quem foi o culpado?”. O certo seria indagar: “Quem poderia ter evitado o acidente?”.

Prevenir

Para deixar claro o que esses conceitos sustentam é que melhor do que acusar alguém só porque estava “errado” numa situação de acidente, seria agir para evitar a batida, atropelamento ou coisa do gênero.

Demais
Para fechar as reflexões sobre trânsito, como tem gente fazendo selfie das tragédias, reparou? Até no acidente com a passagem da tocha olímpica pelo interior de São Paulo, apesar de um policial ter ficado ferido após ser atropelado por uma moto, seu colega sacou o celular e tratou de registrar tudo.

Televisão

No meio televisivo é intensa a movimentação em torno da cobertura das Olimpíadas do Rio. A Globo se instala em pleno parque olímpico e o Sportv anuncia mais de vinte canais simultâneos para não deixar nenhuma competição de fora do alcance de suas câmeras. Antes, a Copa de 82 foi referência.

Documento

O  “Canal Brasil”, da tv a cabo, está exibindo a íntegra do documentário “Ayrton, Retratos e Memórias: Segredos do Paddock”. São depoimentos inéditos que a tv aberta não exibiu durante os eventos do aniversário da morte de um dos maiores ídolos do esporte nacional. Vale a pena conferir este registro histórico.

Senna

Nas muitas revelações que o filme traz, a desmistificação sobre Adriane Galisteu, que a família e boa parte da mídia julgava não ser a mulher ideal para o ídolo. Para mais íntimos, como o piloto de seu avião e a assessora de imprensa, a moça fez um bem danado a Senna.


RIVER TOUR PELO AMAZONAS: O majestoso rio-mar aos vossos pés

TURISMO | Uma das modalidades de turismo receptivo que mais está encantando os visitantes é a possibilidade de navegar pelo maior rio do planeta Terra.

Ar livre. A possibilidade de trazer turistas brasileiros ou estrangeiros para navegar pelo maior rio do mundo e seus afluentes é um dos maiores apelos na hora de montar uma programação de River Tour no Amapá, segundo especialistas.

Cleber Barbosa
Editor de Turismo | Diário do Amapá

Um turista gaúcho em sua primeira viagem ao Amapá disse ao guia certa vez diante do Rio Amazonas, em plena orla de Macapá: “Mas você não disse que não tinha mar aqui?”. É claro que o oceano não banha a capital do estado, mas sim a costa do estado onde desagua o “rio-mar”, o majestoso Amazonas, cuja Foz fica na confluência do Amapá com a Ilha do Marajó, algo tão gigantesco que a distância de uma margem a outra chega a 17 quilômetros.
Profissionais do turismo, como o amapaense Sandro Figueiredo Borges, que é turismólogo por formação e também guia de turismo credenciado, têm sido bastante requisitados para ajudar os turistas que desembarcam em Macapá a realizar um desejo quase irresistível: passear pelo rio Amazonas.
E quando isso acontece de forma organizada, dá-se o nome de “River Tour”. Trata-se de uma modalidade de turismo receptivo que cresce a cada dia no estado, se organiza e agrega valor ao Amapá como destino turístico. Entre os roteiros mais requisitados, está um passeio pela frente da cidade, passando pela praia da Fazendinha, depois rumando para a zona rural, circulando a Ilha de Santana, com parada no Recanto da Aldeia, lugar de praia de areia branquinha, bar, restaurante e uma trilha ecológica que atravessa a ilha de uma ponta a outra.

Natureza
Um dos grandes apelos desta modalidade de turismo é o contato com a natureza quase intocada do Amapá, unidade da federação que ostenta o título de estado mais preservado do Brasil, com mais de 90% de sua cobertura vegetal conservada. “É muito comum as pessoas se emocionarem só por estar de frente com o rio Amazonas, então possibilitar a eles um passeio por ele é algo que os turistas dizem jamais esquecer”, conta Sandro Borges.
E como estamos falando da maior bacia hidrográfica do planeta, o passeio de barco acaba incluindo incursões em afluentes do rio-mar, como o Rio Matapi e o Rio Pirativa, já no município vizinho a Macapá, que é Santana. “Lá é possível observar os botos, que costumam presentear os visitantes com um balé único. Isso quando não resolvem sair para respirar bem perto do barco ou da lancha, possibilitando que as pessoas possam literalmente passar a mão na cabeça deles”, diz o guia Sandro Borges.
Para valorizar ainda mais os preciosos momentos vivenciados a bordo, os organizadores do River Tour promovem almoços no barco, ao melhor estilo “All Inclusive” que virou moda nos navios de cruzeiro.

Ao desembarcar, passeios por atrações em terra firme

Para tornar as horas – ou dias – dos turistas em solo amapaense ainda mais intensas e prazerosas, a programação do receptivo inclui contato com outras atrações locais, em terra firme. O roteiro inclui a Fortaleza de São José de Macapá, o Museu Sacaca, o Marco Zero do Equador, a Casa do Artesão, o Mercado Central, a Igreja de São José, a Vila do Curiaú e o Monumento Marco Zero do Equador. “É importante salientar essa vocação turística de nossa cidade, de gente hospitaleira e que sabe valorizar quem pretende nos conhecer e depois recomendar a outros que também façam turismo em solo amapaense”, diz o guia.
Como o turismo impacta mais de 50 atividades econômicas, seja a rede hoteleira, meios de transporte e também o da gastronomia, os bares e restaurantes são algo a ser obrigatoriamente incluído no roteiro dos passeios pela cidade. “O Amapá ainda é um destino turístico por ser descoberto, então a nossa gastronomia é uma das apostas, pois quem experimenta da nossa cozinha, do nosso peixe, por exemplo, sai falando maravilhas a respeito e prometendo voltar”, diz o turismólogo Sandro Borges, que também é servidor da Secretaria Estadual do Turismo, a SETUR.

River Tour será uma das atrações de um encontro das Abav’s em Macapá


A presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem no Amapá (Abav-AP), empresária Pietrina Salgado, acaba de lançar um arrojado projeto para que Macapá seja a sede de um encontro nacional da entidade, no próximo ano. E ela vai logo adiantando que um passeio de barco pelo Amazonas e outros rios das proximidades terá que fazer parte da programação. “Quem vem aqui já ouviu falar do maior rio do mundo, mas não tem a exata noção da grandiosidade dele, então sempre que possível incluímos entre as atividades a possibilidade de navegar nele, algo que é muito valorizado”, diz a dirigente da entidade local dos agentes de viagem.
Pietrina diz que na falta de uma operadora de turismo que se dedique ao receptivo local, os próprios empresários do setor costumam unir esforços na hora de montar uma programação como city tour ou até o river tour. “A parceria tem sido a palavra de ordem para isso. Uma empresa que possui Van se une a outra que tem a lancha ou mesmo um barco, assim como o dono de um sítio ou de uma pousada, não importa. O mais importante é formatar um roteiro e poder comercializar”, diz ela.

Negócios
A vinda dos 27 dirigentes das Abav’s do país, que deverá ocorrer em agosto de 2017, pode alavancar o mercado local de turismo, diz Pietrina, pois não são apenas formadores de opinião, mas empreendedores do turismo. “A vinda deles aqui, representará muito para nós, pois poderão conhecer o destino Amapá, suas atrações, suas potencialidades e também fazer negócios”, avalia. Também está previsto que esses dirigentes possam trazer convidados, como representantes da imprensa especializada em turismo, jornalistas de sites, revistas e jornais cuja editoria é exatamente a de turismo.


Curiosidades

- O rio Amazonas foi descoberto em 1500, por Vicente Yañez Pinzón, que lhe deu o nome de Mar Dulce. Em 1532, Francisco Orellana, homem que fez a primeira descida no rio, trocou para Amazonas.
- Até pouco tempo, pensava-se que o Nilo fosse o maior rio do mundo em extensão. No entanto, graças a técnicas de monitoração por satélite, agora sabe-se que o Amazonas é maior.
- Na planície ele tem de 20 a 200 metros de profundidade. Próximo à foz, chega até 500 metros.

7.025km
Extensão total do Rio Amazonas.

Natureza

ENTREVISTA | “Encontrei uma nova classe média na beira dos rios no interior do Amapá”

Carlos de Colon. Especialista em mercado internacional faz avaliação sobre os negócios com açaí nos rios do Amapá.
Um conceituado especialista no mercado financeiro internacional, o paulistano Carlos de Colon, esteve visitando recentemente o Amapá, a convite de uma fábrica de palmitos de açaí instalada em Santana. Mais do que conhecer o processo industrial, ele percorreu rios e igarapés da região para entender melhor uma verdadeira revolução que ocorre em meio às comunidades ribeirinhas a partir da industrialização dos produtos dos açaizais que grassam por aqui, como o fruto e o palmito do açaí, que está ganhando as mais exigentes clientelas de restaurantes nacionais e europeus. Depois de obter todas as informações que precisava, mas antes de retornar a São Paulo, onde reside, Carlos de Colon conversou com o jornalista Cleber Barbosa, com exclusividade para o Diário do Amapá.

Cleber Barbosa
Para o Diário do Amapá

Diário - Como surgiu a oportunidade do senhor visitar o Estado?
Carlos
- Sou muito amigo do doutor Cláudio Guimarães, que é proprietário da fábrica de palmito King Of Palms [em Santana] e conheço-o há muitos anos, já viajamos juntos a muitas outras partes do mundo e recentemente estive com ele em Belém, quando me fez o convite para vir aqui ao Amapá para conhecer alguns aspectos da cultura local.

Diário - Como o que exatamente?
Carlos
- A primeira foi visitar algumas comunidades ribeirinhas e devo dizer que fiquei impressionado, de certa maneira meus conceitos de antes foram todos mudados, se provaram errados. Eu pensei que iria chegar em uma comunidade mais carente, mais simples, pois tínhamos a impressão de quem mora na beira dos rios eram comunidades empobrecidas, em dificuldades, mas eu encontrei diria um grupo de pessoas que se pode até se considerar como uma nova classe média, empreendedores que conseguiram fazer de seu ambiente um negócio.

Diário - Daí chama-los de empreendedores?
Carlos
- Exatamente, mas me refiro basicamente ao açaí, tanto o fruto como a extração do palmito, de uma maneira que diria até fantástica, onde eles não só fazem de um jeito que se conserva, que se preserva a mata, enfim, tem toda essa parte ecológica e da sustentabilidade, mas ao mesmo tempo consegue gerar uma renda muito boa.

Diário - Daí o senhor ter dito que foi preciso rever conceitos?
Carlos
- Sim, eu visitei casas na beira do rio, no meio do mato de uma qualidade que não pensei que iria encontrar, bem pintadas, bem mobiliadas, com televisão moderna, todo mundo com barco com motor, pessoas onde os pais e os avós são realmente muito humildes e alguns casos analfabetos, mas onde os filhos e os netos estão cursando escola, indo para a faculdade, se formando em áreas diversas, engenharia, letras, o que seja, onde as pessoas, os pais de família estão tocando negócios do açaí com um nível de entendimento das coisas bem sofisticado.

Diário - Os chamados empreendedores mesmo, no meio da floresta, não é?
Carlos
- Isso, alguns já tem a mentalidade de empresários mesmo, de microempresários. A única coisa que falta é ter acesso a mais ferramentas, mais acesso a capital para que desenvolvam negócios maiores. Eu realmente fiquei muito impressionado com isso.

Diário - Então pelo que o senhor diz, essas pessoas que anteriormente tinham tudo para sair de lá decidem ficar, pois possuem uma qualidade de vida bem razoável e motivos para permanecer lá?
Carlos
- Sim, isso ficou muito claro. Eu acho que vindo de São Paulo e conhecendo várias outras cidades grandes particularmente aqui no Brasil onde você vê comunidades que migraram de outras regiões, as pessoas diria simples como mencionei a primeira geração aqui, que foram para as grandes cidades e não conseguiram se adaptar e vivem em condições de vida muito difíceis e em alguns casos miseráveis, aqui por causa do açaí, que dá uma boa situação financeira, a pessoa tema a oportunidade de continuar a morar no lugar que ela quer morar, o lugar de onde ela é, em condições excelentes, boas mesmo, o que faz com que eles não precisem, não sejam forçados a migrar.

Diário - O senhor ouviu relatos desta natureza, corroborando desse raciocínio?
Carlos
- Sim, eles dizem "não precisamos todos mudar para a cidade porque nosso filho precisa ir para a escola", não, manda o filho para a escola, se necessário para um colégio interno e continuam lá com uma qualidade de vida boa, que lhe provê e que lhe permite fazer coisas em comum. Nós fomos a casa de um ribeirinho onde os filhos vão para um colégio interno [Escola Família] e ficam fora duas semanas, na escola, voltam para casa por alguns dias e depois voltam para a escola. Isso é possível porque existe condição econômica para isso. Isso foi um sinal muito positivo porque com certeza existem outras áreas no Brasil onde a priori seriam situações que existe dificuldades, mas que se você pudesse dar condições para a pessoa se desenvolver em sua própria região, criar seu negócio, você não teria muitos dos problemas sociais que enfrentamos hoje nas cidades grandes.

Diário - São os fundamentos da sustentabilidade e que norteiam, pelo que a gente tem notícia, o processo industrial da fábrica de palmito do seu amigo Cláudio Guimarães?
Carlos
- Sim, sim, eu acho que a King of Palms tem feito um trabalho muito consciente nesses anos todos, pois a empresa foi fundada em 1954 e está aqui no Amapá desde a década de 1970, em trabalhar junto com as comunidades ribeirinhas para que elas tenham os mecanismos de viver bem. O doutor Cláudio trabalhou muito para que eles entendam os conceitos modernos de administração, de responsabilidade na produção, entendam de como medir as coisas e como fazer tudo isso de maneira sustentável para melhorar a produtividade e consequentemente sua renda.

Diário - Isso tudo já é uma realidade, o senhor chegou a fazer essa constatação?
Carlos
- Visitando essas comunidades você vê como eles pensam, eles são muito conscientes de que se manejar bem o açaizal a produção vai melhorar, com isso o açaizeiro vai ser mais saudável e porque a produção é melhor eles vão receber mais dinheiro, enfim, fica aquele círculo virtuoso mesmo.

Diário - E desmistificando talvez essa questão que tanto já se falou no passado, de que a indústria do palmito poderia ameaçar os açaizais, dizimando a floresta nativa?
Carlos
- Pois é, muito pelo contrário. Bem, existiu lá no passado no Sul do Brasil um certo tipo de palmito que foi colhido e que existiu a devastação porque foi feito diria sem nenhuma racionalidade, mas do jeito que ele é feito aqui não. Como o açaizeiro tem várias estirpes, quando você o poda você está simplesmente melhorando a qualidade da planta, pelo contrário, a atividade do caboclo é positiva para a floresta. Isso é uma coisa que para dar crédito ao crédito, não foi uma coisa que o doutor Cláudio ensinou, mas sim uma coisa que os índios já sabiam e o caboclo já sabia.

Diário - E que está perpetuando.
Carlos
- E que está perpetuando mesmo. Estamos utilizando digamos a inteligência nativa para fazer a coisa certa só que de uma maneira mais sistemática e organizada dando oportunidade para o caboclo vender seu produto achando os mercados fora daqui do Amapá, tanto no Brasil como no exterior para que possa gerar riqueza nisso.

Perfil

Entrevistado. Carlos Camargo de Cólon nasceu em São Paulo, tem 43 anos de idade e é casado com uma inglesa. Possui formação acadêmica como Bacharel em História, pela renomada Universidade Columbia, de Nova Iorque, mas acabou especializando-se em mercado financeiro, tendo atuado por muitos anos no poderoso Morgan Stanley Banks, o que lhe levou a trabalhar em Londres, Nova Iorque e São Paulo. Hoje atua como consultor financeiro e também decidiu investir na abertura de uma editora de livros na capital paulista, a Editora Corvara. Durante a semana visitou Macapá, Santana, Mazagão e redondezas de Afuá (PA) a convite da direção da fábrica King of Palms, localizada no Igarapé da Fortaleza, em Santana.


sábado, 23 de julho de 2016

Notas da coluna ARGUMENTOS, sábado, dia 23 de julho de 2016.

Política

Abrindo a temporada das convenções partidárias, este fim de semana registra a oficialização dos primeiros nomes como candidatos a prefeitos e vereadores por vários municípios do Amapá. Mas a campanha propriamente dita só no mês que vem.

Ataque

Ontem teve novo registro de ataque terrorista na Europa, desta vez na Alemanha. O ataque agora foi num shopping center da cidade de Munique. O saldo foi de mortos e feridos, mas apenas um terrorista morto.

Turismo

A presidente da Associação das Agências de Viagem no Amapá (ABAV), Pietrina Salgado, anuncia um arrojado projeto para reunir ano que vem em Macapá todos os dirigentes das afiliadas do Brasil.

Vitrine

Esse projeto pode significar a visibilidade que falta para o Amapá como destino turístico. E isso trazendo aqui mais que formadores de opinião, e sim investidores do setor. Virão podendo fazer negócios.

Jornal

Por falar sobre turismo local, o Diário do Amapá segue fazendo sua parte. Na edição deste domingo, o caderno de turismo traz reportagem especial sobre a modalidade chamada “River Tour”.

Figura
Um ex açougueiro que virou um dos mais respeitados assessores parlamentares do Amapá. Jaci Siqueira nem pensa em se aposentar e de tanto ajudar políticos já ensaiou carreira própria, mas diz ter sido traído pelo quociente eleitoral que diz já passou da hora de acabar. 

Mazagão

Para quem (ainda) não sabe tem feriado estadual na segunda-feira. É pelo Dia de São Tiago, cuja festa em Mazagão entrou para o calendário oficial do estado. Trata-se de uma manifestação ao mesmo tempo religiosa, cultural e turística, de plasticidade inigualável. Ano que vem com a ponte, espera-se.

Impasse

Tem polêmica envolvendo a realização de uma Festa Country na Fortaleza de São José de Macapá. O artista Fernando Canto, que é um dos dirigentes do Memorial Amapá, diz que a entidade acompanha com atenção a discussão sobre o evento. O temor é que possa provocar danos ao patrimônio do forte.

Efeito

Levantamento do Observatório da Sociedade Civil alerta para uma situação preocupante. A violência policial. Que é demandada pela violência contra policiais. Explico. A cada policial assassinado em 2015, 25 pessoas foram mortas em ações policiais, diz o estudo. Números do RJ, claro.

Ijoma deverá receber certificação do Ministério da Saúde, diz deputado

Padre Paulo Roberto durante visita do deputado Marcos Reátegui
O presidente do Instituto de Câncer Joel Magalhães(IJOMA) padre Paulo Roberto, recebeu em visita a sede da entidade o deputado federal Marcos Reategui (PSD), que conheceu as novas instalações que estão sendo edificadas bem como o atendimento as pessoas carentes. 

Um obstáculo burocrático que impede o IJOMA de poder receber emendas parlamentares é a falta do certificado de entidade beneficente de assistência social, o CEBAS. O parlamentar ofereceu ajuda para buscar este documento. “O IJOMA desenvolve um trabalho humanitário pioneiro no Amapá, e de um alcance social muito relevante, é um serviço de extrema utilidade pública e todos nós políticos e sociedade temos que somar forças nesta luta do IJOMA”, comentou  o parlamentar.

Marcos Reátegui disse que vai buscar todos os meios possíveis em Brasília para agilizar a certificação que é fornecida pelo Ministério da Saúde. “Com esta certificação, o IJOMA vai poder receber direto as emendas parlamentares e com isso poder ampliar nossa atuação junto as pessoas mais carentes que padecem com o câncer e estou confiante na palavra é no apoio do deputado Marcos Reategui”, ressaltou padre Paulo.

Padre Paulo Roberto

Assassinatos de jovens no Brasil: Uma epidemia de indiferenças


Enterro do menino Italo, morto em ação da PM, em São Paulo (Foto: Pedro Kirilos/Ag. O Globo)
O Brasil viveu recentemente o choque de ver crianças de 10 e 11 anos, em São Paulo, serem mortas em abordagem policiais que apresentam fortes indícios de uso desnecessário da força letal. Elas não foram as únicas a ter suas histórias tão drasticamente interrompidas. De acordo com os dados coletados pela Ouvidoria das polícias de São Paulo, desde 2010 até o dia 27 de junho, foram 191 crianças e adolescentes de até 16 anos mortas pelas forças de segurança do maior Estado do Brasil, o que equivale a cerca de dois casos por mês. Dez dessas mortes foram de crianças com menos de 14 anos.
Infelizmente, homicídio de crianças e adolescentes não é uma exceção no Brasil. O relatório Violência Letal contra as Crianças e Adolescentes do Brasil, divulgado no último dia 30 de junho, revela que o Brasil mata em média 29 crianças e adolescentes por dia. O país convive, tragicamente, com uma espécie de “epidemia de indiferença”, quase cumplicidade de grande parcela da sociedade e dos governos, com uma situação que deveria estar sendo tratada como uma calamidade social: a perda irreparável de vidas, principalmente de jovens e adolescentes, quase sempre negros, moradores de favelas e periferias.
A classe média alta, que mais teme a violência, não é, portanto, a principal vítima. A sociedade está em negação. O racismo e os estereótipos negativos que prevalecem em relação aos moradores de favelas e periferias contribuem diretamente para a distribuição seletiva da justiça e da violência.
É ainda mais grave saber que as forças de segurança são responsáveis por uma parcela significativa desses homicídios.Uma realidade sem vencedores, todos perdemos: perde o sistema de justiça, que não dá conta, perde a polícia que está em guerra contra a sociedade, perde o chamado “cidadão de bem”, brutalizado pelo medo e perde a sociedade, que admite e alimenta a vingança em vez da justiça.Chegou a hora de dizer basta ao massacre que nos coloca entre os países que mais matam jovens no mundo.
Fonte: Época, por Atila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional Brasil

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Notas da coluna ARGUMENTOS, sexta-feira, dia 22 de julho de 2016.

Valendo

Entidades do turismo nacional comemoraram a publicação, no Diário Oficial de quinta-feira, 21 de julho, da Lei nº 13.315, que oficializa a alíquota de 6% para o Imposto de Renda retido na fonte (IRRF) sobre as remessas para o exterior referentes a gastos com turismo.

Presidente

A sanção da lei por Michel Temer foi comemorada por dirigentes do Trade Turístico, como os presidentes da ABAV, Edmar Bull e da Braztoa, Magda Nassar, que a dois anos faziam gestões junto ao governo.

De pronto

A resposta do governo do Brasil a uma suposta célula do Estado Islâmico no Brasil, que poderia agir durante os jogos olímpicos, foi bem recebida pela comunidade internacional. Sim a polícia brasileira é capaz.

Negativa

Tropa de choque do presidente da Câmara Municipal de Macapá, Acácio, sai em campo para desfazer informação de que ele planejava convocar prefeito Clécio Vieira. Notícia circulou ontem nas redes.

Coerência

Uma das lideranças que saiu em defesa de Acácio foi seu irmão mais velho e sucessor politico do clã Favacho, Amiraldo Júnior. Para ele, postura adotada por Acácio sempre foi de equilíbrio e respeito.

Ação Social
O comandante do 34º BIS, coronel Mattos, quando recebia camiseta de presente do Jeep Clube de Macapá. As duas entidades, em reunião de trabalho ontem, definiram novas parcerias para o segundo semestre. Entre elas, ações filantrópicas. Na foto, ele com diretores do clube.

Online

Um Projeto de Lei do deputado federal Ronaldo Fonseca (Pros-DF) prevê mudanças na notificação de autuações de trânsito em todo o país. Pela proposta, os proprietários de veículos poderão receber a multa praticamente na mesma hora em que foram inseridas no sistema do órgão de trânsito.

Rasgando

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, classificou de amador o grupo preso pela Polícia Federal suspeito de preparar atos terroristas no país. No entanto, o grupo, mesmo amador, ultrapassou “limite” ao passar a preparar um ataque no Brasil. O ministro chegou a classificar a organização de “porra-louquice”.

Imprensa

O canal a cabo History, começou a exibir essa semana a série “Resistir é preciso: Imprensa Alternativa, Leitura Obrigatória”, que resgata fragmentos da história da imprensa brasileira durante os anos da intervenção militar no Brasil. A primorosa produção é de 2015.