Este Blog é destinado a compilar idéias, notícias, textos, pensamentos, reflexões a respeito do quanto é importante que autoridades, políticos, lideranças comunitárias, jornalistas e a comunidade em geral possam pensar juntos soluções para o Estado do Amapá. Sem ataques a pessoas, partidos, instituições ou governos, mas analisando e levando o internauta leitor a tirar suas próprias conclusões.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Coluna Argumentos, terça-feira, 19 de agosto de 2014.

Vácuo

Causou indignação nas redes sociais o fato de algumas pessoas terem aproveitado o velório de Eduardo Campos, em Recife, pra fazer autorretratos, o selfie. O pior é que teve até autoridade amapaense fazendo o mesmo e, claro, dando margem a críticas de opositores.

Visita

O general Enzo Petri, comandante geral do Exército Brasileiro, ainda tem status de ministro e confirmou presença na cerimônia de lançamento da obra da Brigada da Foz, dia 28 deste mês em Macapá.

A pés

Um problema comum em grandes cidades ocorre aqui em Macapá. A falta de táxis no aeroporto, como mostrou ontem o Luiz Melo Entrevista. Só os cooperados do terminal não estão dando conta do recado.

Ops!

Vi um adesivo em um carro com a propaganda do advogado Evandro Gama, ex-AGU e ex-Sesa. Muito boa a foto, as fontes, o layout só faltou um detalhe: qual o cargo que ele concorre? Ato falho.

Nuances

Curiosa também a publicidade de um certo candidato a deputado federal. “Camilo S.O.S.” Já o Rocha do Sucatão volta a incorporar personagens que nem de longe lembram sua atuação parlamentar.

O sorriso
Esta imagem de Marina Silva sorrindo no velório de Eduardo Campos deu o que falar nas redes sociais. Pura maldade ou falta do que fazer. Aliás, a internet é quase terra sem lei diante de tanto humor negro que rola lá. Bisbilhotagem pura.

Turismólogo
Um suíço com sotaque hispânico, pois morou na infância na Argentina, e que veio morar no Amapá, Território Federal. Trata-se de Diego Born, que foi gerente do Novotel Macapá e que é especialista em turismo e hotelaria. No domingo, suas contribuições no Diário.

Futricas

Existe norma de etiqueta social para um velório? Na web surgiu o “sommelier de dor alheia”, dando pitaco sobre o sorriso de Marina, o equilíbrio da viúva e o pranto de Lula. O fato é que teve quem dissesse que só pobre dá piti em velório, que rico apenas usa um lenço para enxugar gotas de lágrimas no canto dos óculos escuros. Espetáculo deprimente a web.

Bruno Mineiro abre rodada de entrevistas na TV Amapá.

O candidato Bruno Mineiro(PT do B), participou na noite desta segunda-feira(18), da abertura da rodada de entrevistas com candidatos ao governo do Estado, que a TV Amapá, pertencente a Rede Amazônica, emissora afiliada da Rede Globo, estará fazendo durante a semana.

Bruno respondeu durante 6 minutos, à perguntas da jornalista Elaine Juarez, relacionadas a Habitação, Infraestrutura, Meio Ambiente e Segurança, que foram sorteadas durante a transmissão do Jornal do Amapá. A participação do candidato trabalhista seguiu com outra entrevista ao vivo por mais 10 minutos, transmitida pelo portal de notícias G1 Amapá.

Bruno Mineiro enfatizou a importância da série de entrevistas coordenada pela TV Amapá.

"É uma oportunidade de contribuir com o processo democrático, ouvindo todos os concorrentes, e também para o nosso povo conhecer um pouco mais das nossas propostas, já que a TV Amapá alcança os 16 municípios e alguns distritos”. Destacou Bruno.


O candidato também destacou a importância da Televisão, como formadora de opinião e pensamento, aliada a velocidade da informação. “A TV Amapá proporcionou este momento de extrema importância para quem acredita que o Amapá pode ser um Estado bem diferente do que estamos vivendo”. Concluiu.

Assembleia aprova por unanimidade Lei de Diretrizes Orçamentárias do AP

John Pacheco
Do G1 AP
Sessão contou com quórum de 16 parlamentares na Alap (Foto: John Pacheco/G1)Sessão contou com quórum de 16 parlamentares
na Alap (Foto: John Pacheco/G1)
O plenário da Assembleia Legislativa do Amapá(Alap) aprovou por unanimidade no fim da manhã desta segunda-feira (18) a matéria da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que norteia a aplicação do orçamento para 2015. Foram determinadas alterações nos recursos destinados ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça do Estado (TJ-AP), que passam a receber uma fatia maior do "'bolo orçamentário".
O texto para aprovação estava pronto desde 2 de julho e fixa R$ 5,4 bilhões previstos para o próximo ano, um aumento de 6,6% em relação à 2014. O percentual é o menor registrado nos últimos quatro anos, conforme o Plano Plurianual (PPA). A sessão foi presidida pelo presidente em exercício da casa Júnior Favacho (PMDB), e contou com o quórum de 16 parlamentares.
As alterações feitas pela casa de leis serão enviadas ao Poder Executivo que tem 15 dias para aprovar ou vetar a matéria. Entre as mudanças, está a solicitação de orçamento próprio para autonomia da Defensoria Pública do Estado, além de uma emenda para a realização de concurso público na Amapá Previdência (Amprev).
Deputado Keka Cantuária (PDT), relator da LDO (Foto: John Pacheco/G1)Deputado Keka Cantuária (PDT), relator da LDO
para 2015 (Foto: John Pacheco/G1)
"É hora da Defensoria possuir a mesma força que tem o Ministério Público, pois precisa de estrutura para responder a altura as pessoas que defende, para isso um plano de carreira é necessário. Já a Amprev tem urgência para realizar um concurso para recompor o quadro próprio e esse recurso está garantido", detalhou Keka Cantuária (PDT), deputado relator da LDO.
Na divisão dos recursos, o aumento do TJ-AP foi ajustado de 6,9% para 7,5% e do Ministério Público o crescimento partiu de 4,13% para 4,30%. Permanecem com o mesmo percentual o Tribunal de Contas (1,56%) e a própria Casa de leis (4,66%). Com isso, o Governo do estado fica com 81,98% do orçamento para 2015.
A gestão para o destino de parte da receita do estado foi determinada durante o Plano Plurianual, que realizou reuniões nos 16 municípios. Durante a discussão no plenário, o relator acrescentou que não foram "especificados" prazos para o cumprimento das ações determinadas.
"Essas metas já deveriam estar incluídas na LDO, pois foram definidas com base no orçamento, e havíamos solicitado isso ao poder executivo, porém não foi repassado nenhuma ação para incentivo ao setor comercial e industrial", acrescentou. Com base nas orientações da LDO, o governo tem o prazo até setembro para enviar à Assembleia a Lei Orçamentária Anual (LOA). Ela deve ser aprovada até 31 de dezembro pelos parlamentares.

Projeto que altera ISS pode gerar receita extra de R$ 6 bilhões anuais para os municípios

Proposta tomou por base reivindicações feitas pelos prefeitos sob a liderança da CNM
Tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) o Projeto de Lei do Senado (PLS) 168/2014 – Complementar que tem como objetivo aprimorar a cobrança do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) pelos municípios. O projeto foi apresentado pela senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), após sugestão da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), e pode gerar para as prefeituras uma receita extra de pelo menos R$ 6 bilhões por ano.
A proposta tem por base o artigo 156, inciso III da Constituição, que atribui competência aos municípios e ao Distrito Federal para instituir e cobrar o imposto, desde que os serviços relacionados a ele estejam previstos em lei complementar. O relator da matéria é o senador Humberto Costa (PT-PE).
O projeto propõe que todas as atividades prestadas no domicílio do prestador fiquem sujeitas à retenção. Também define a base de cálculo de planos de saúde e arrendamento mercantil, a inclusão de novos serviços na Lei Complementar 116/2003, o fim da tributação diferenciada da sociedade de profissionais e a ampliação das atividades sujeitas à retenção pelo tomador de serviços.
No caso das atividades das administradoras de cartão de crédito, a aprovação do projeto possibilitará o recolhimento do imposto onde está domiciliado o tomador de serviços – lojista, restaurante, posto de gasolina etc. A CNM alega que essa mudança representaria um ganho médio de R$ 2 bilhões anuais aos municípios.
No caso de leasing (arrendamento mercantil), a proposta é alterar o local de recolhimento para o tomador de serviço, o que resultaria em ganho médio de R$ 4 bilhões aos cofres municipais. A medida também se justificaria em razão dos diversos processos judiciais em que se discute qual o local devido de recolhimento da operação.
Avanços
Em defesa da mudança, lideranças municipalistas observam que, embora a Lei Complementar 116/2013 tenha aperfeiçoado a legislação do ISS e trazido avanços, muitos contribuintes iniciaram batalhas judiciais para descaracterizar a cobrança do imposto e destituir autuações da fiscalização municipal, questionando formas de recolhimento e a base de cálculo da cobrança.
Historicamente, alega a CNM, os municípios vêm acumulando obrigações que geram demandas a serem cumpridas em setores como saúde, educação e cultura. Somam-se a isso o aumento de responsabilidade dos entes municipais e a estrutura sempre precária, que faz com que busquem alternativas para o aumento da arrecadação.
A CNM acrescenta que a atual crise financeira dos municípios demanda a real necessidade de aumento das receitas próprias, aliada à busca pela dependência cada vez menor dos repasses constitucionais, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Uma das alternativas, avalia a CNM, é o aprimoramento da cobrança do imposto, que apresenta crescimento potencial, uma vez que o aumento de serviços prestados à população encontra-se em evidência. Os municipalistas destacam ainda o advento de novas atividades no rol de serviços nos dez anos de vigência da legislação atual, o que justifica as mudanças propostas pela confederação.
Agência Senado

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Coluna Argumentos, domingo e segunda-feira, 17 e 18.08.2014.


Capital

Fábio Vilarinho, superintendente do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte (Dnit-AP), está em Brasília, de onde só retorna na quinta-feira. Na bagagem, orientações do ministro sobre como fazer deslanchar as obras nas duas rodovias federais daqui.

Retorno

Macapá recebe de volta um velho conhecido, dos tempos do território federal do Amapá. Trata-se do suíço /argentino Diego Borne, que marcou época como gerente do Novotel. Tem larga experiência em hotelaria.

Didático

Com seu carregado sotaque hispânico, Diego Borne foi ao rádio ontem e deu uma verdadeira aula sobre o turismo. Foi no Conexão Brasília, que registrou muitos telefonemas de ouvintes satisfeitos. E um contra.

Lembra?

Lembra do jornalista mineiro que escreveu o artigo “Toalha de restaurante alemão”? Pois é, ele saiu do Hoje em Dia e atualmente escreve no jornal Estado de Minas. É persona non grata por aqui.

Aprontou

O jornalista em questão é Eduardo Almeida Reis, que sugeriu a venda do Amapá para se estabelecer aqui um estado palestino. O humor negro valeu multa ao jornal e uma retratação do autor.

Esperança
Mineiro aposentado, Antônio Cláudio Barbosa, o Padeiro, é um dos que engrossam o movimento “Volta Icomi” na velha vila da Serra do Navio. Ele diz que manganês ainda tem muito e também esperança nessa segunda chance da mineradora.

Presença
Dito ontem pelo comandante do 34º BIS, coronel Alexandre, que as obras de construção da Brigada da Foz iniciam na festa preparada para receber os mais altos generais da Força no próximo dia 28. Depois de pronto, a obra vai abrigar tropas maiores e um general comandante.

Retreta

Por falar em nosso glorioso Exército Brasileiro, uma apresentação da eclética Banda de Música do 34º BIS no Teatro das Bacabeira vai abrir as comemorações pelo Dia do Soldado. Será na próxima sexta-feira, dia 22, e contará com grupos de danças locais e até cantores regionais. Essa integração com a sociedade é tudo o que o Exército preconiza. Dez!

QUEM VAI AO PARÁ, PAROU! Viagem de jipe faz escala na terra das mangueiras

Uma visita ao Museu Paraense Emílio Goeldi dá a exata noção ao turista sobre toda a exuberância da natureza amazônica que o Pará (ainda) tem. Organismos de defesa do meio ambiente relutam em frear a ação de madeireiros lá
Cleber Barbosa
Editor de Turismo

O título dessa reportagem faz alusão a um dos maiores sucessos do cantor paraense Pinduca, pois no Pará a musicalidade grassa, as pessoas parecem se comunicar por música e, claro, são de uma enorme hospitalidade. Eu e minha família pudemos conferir de perto toda essa vocação turística do Pará, refletida em ações do poder público e da iniciativa privada em formatar os atrativos naturais e artificiais para receber o visitante.

TURISMO / Na última parte da viagem de jipe feita pelo editor de turismo do Diário do Amapá a gente conhece um pouco mais sobre Belém, a capital do estado do Pará.

Durante muito tempo, o Pará e o Amazonas meio que disputavam um nicho da indústria do turismo que era o ecoturismo. Mas de uns tempos pra cá a coisa mudou radicalmente, com os paraenses reinventando sua vocação para o turismo. Um velho hangar do Aeroporto Júlio César foi revitalizado e passou a abrigar o Centro de Convenções da Amazônia. A chave virava agora para o turismo de eventos e os resultados logo surgiram. Organismos oficiais dão conta de que a agenda de exposições, festas e grandes congressos no Hangar estão lotadas pelos próximos dois anos. A rede hoteleira deu um salto desde então, seja quantitativo, seja qualitativo.
"O Centro de Convenções da Amazônia, o Hangar, representa uma virada na história recente do turismo no estado do Pará".
Diego Born, especialista em turismo

Atrações - Entre as grandes atrações que a capital paraense oferece estão o Parque da Residência, o Mangal das Garças, o Bosque Rodrigues Alves, o Museu Paraense Emílio Goeldi, além da orla Ver-o-Rio, que adorna o centenário mercado Ver-o-Peso. Nas imediações do centro histórico de Belém, num bairro denominado Cidade Velha, até um bonde foi restaurado e proporciona aos visitantes uma viagem ao passado dos tempos áureos da borracha e do charme da aristocracia belenense da época. Mas não podemos esquecer que Belém é uma metrópole, tem seu lado moderno e industrializado. Há inúmeras opções de lojas de departamentos e também shopping centers pra todo lado.

Investimentos - Ao longo dos últimos anos, quando muita gente previa que o trânsito de Belém passaria por um colapso, a cidade resiste e o poder público vem adotando medidas e fazendo obras de infraestrutura que ajudam na mobilidade urbana. Cruzamentos antes caóticos como da Almirante Barroso com a Doutor Freitas, ou mesmo no Entroncamento da BR-316 com a Rodovia Augusto Montenegro receberam modernos elevados ou viadutos, assim como na Pedro Álvares Cabral com a Júlio César. Como é interligada com o restante do país por via rodoviária, Belém oferece conexão terrestre e aéreas – aliás está bem servida de oferta de voos. De Belém é possível acessar o Nordeste pela BR-316 e o Centro-Oeste pela BR-010.

Confira a letra da música ‘garota do tacacá’

Oi mexe, mexe menina 
Pode mexer sem parar 
Você agora é a minha 
Garota do tacacá (2x) 

Rala, rala a mandioca 
Espreme no tipiti 
Separa a tapioca 
Apara o tucupi 

Prepara meu tacacá 
Gostoso com açaí (2x) 

Oi mexe, mexe menina 
Vamos mexer sem parar 
Você agora é a minha 
Garota do tacacá (2x) 

Quem vai ao Pará, parou 
Tomou açai, ficou 
Quem vai ao Pará, parou 
Tomou açai, ficou 

Autor e intérprete: Pinduca

No Pará, dá para escolher entre banho de água doce ou de água salgada

O estado foi dividido em seis regiões turísticas distintas: Belém, Amazônia-Atlântica, Marajó, Tapajós, Araguaia-Tocantins e Xingu. Como não poderia deixar de ser, falando-se de um estado amazônico, o Pará está recheado de opções de balneários, rios, cascatas e igarapés. Há ainda um segmento em ampla expansão por lá, que é o turismo rural, com hospedagem no modelo hotel-fazenda. Mas o Pará também tem praias de mar, são mais de 20 quilômetros de costa atlântica só em Salinas. Há praias como Ajuruteua e a Ilha do Algodoal. Para procurar no mapa, os municípios que abrigam a água salgada são São Caetano de Odivelas, Curuçá, Marapanim, Maracanã, Salinópolis, Nova Timboteua, Bragança, Augusto Correa e Viseu.

Nuances - Com uma cultura de forte herança indígena, mesclada por levas de migrantes europeus, africanos e asiáticos, o Pará tem ritmos e paladares próprios: a generosa natureza amazônica fornece a matéria prima para uma gastronomia de toques exóticos, já presente em restaurantes internacionais; para instrumentos musicais, peças de decoração, e manifestações folclóricas exclusivas.

Interior - O Tapajós é uma das melhores opções de visita que o Pará possui, ideal para a prática do ecoturismo. Nessa parte oeste do Estado, dois grandes rios da região se encontram em frente a Santarém, causando um efeito curioso e quase inacreditável. De um lado, o Amazonas, um dos maiores rios do mundo com suas águas barrentas que cortam grande parte da floresta. Do outro, o Tapajós, com águas azuis, num tom quase esverdeado.

Hospedagem em Belém: Ibis Budget

CURIOSIDADES
"Durante muito tempo, o Pará e o Amazonas  disputavam um nicho da indústria do turismo que era o ecoturismo".
Cleber Barbosa, jornalista.
- Em dimensões geográficas, o Estado do Pará é maior que países como a Venezuela, a Colômbia e corresponde a mais que três vezes o tamanho da Alemanha. Por sua localização estratégica, o Pará é o portão de entrada natural da Amazônia Brasileira, o caminho histórico utilizado pelos portugueses no período colonial para garantir o domínio sobre a região Norte diante das ameaças de outras nações europeias.

1,2 Milhões de Km quadrados.
Tamanho da área territorial do Estado do Pará, o que o torna o segundo maior estado amazônico.

VISTA AÉREA

“Hoje vemos que o jovem, o adolescente, não respeita nem pai e nem mãe”

Ronaldo Coelho. Um tira linha dura passa a limpo a segurança pública, numa aula de desprendimento e autocrítica.
Um dos mais respeitados policiais do Amapá está de volta à cena. Trata-se do delegado Ronaldo Coelho, que os cronistas policiais chamam de “Brabo”. O fato é que esse ex taxista reconhece sua popularidade e empatia que goza junto à sociedade, tanto que como um verdadeiro porta voz da categoria, promete levar seus colegas de Polícia Civil para o Sambódromo em mais um desfile do 7 de setembro, palco onde experimentou as mais latentes manifestações de apreço e confiança por parte da população amapaense. Mas ele acaba de assumir a titularidade da Delegacia de Acidentes e foi ao rádio ontem passar a limpo a carreira, a violência e as mudanças comportamentais de pais e filhos. Foi no programa Conexão Brasília, falando ao jornalista Cleber Barbosa.

Cleber Barbosa
Da Redação

Diário do Amapá – Acho que foi o repórter policial João Cardoso Neto, o Bolero, quem cunhou a expressão Delegado Ronaldo Brabo Coelho, para chamar o senhor. Qual a origem desse apelido?
Ronaldo Coelho – Esse adjetivo veio da minha antiga função, no Grupo de Captura, que eu comandava, não é novidade pra ninguém. Mas acho que muito mais do que isso é pelo tom da voz, a maneira de falar espontaneamente e acabei sendo rotulado disso, mas não tem nada disso não, pois não sou nem melhor nem pior do que qualquer delegado que aí está no dia a dia.

Diário – Pelo que a gente sabe, no contato com os acusados, o ralho faz parte também? O senhor chega a dar ralhos meio que didáticos em determinados maus elementos?
Ronaldo – Eu demonstro a minha indignação. Não sei se seria um ralho, mas tem a cultura da mentira que eu não aceito. Mentir em depoimento, eu prefiro então que fique calado! Mas se falar, que fale pelo menos alguma coisa coerente porque a minha indignação é que tem vários depoimentos de alguém, mostrando uma sistemática outra, aí vem o acusado com a maior cara de pau, como eu digo, criar factoides porque alguém está instruindo ele? Aí eu sempre tinha essa linha de reclamar mesmo, de me indignar. E outra coisa, não dizem que a gente também tem que orientar? Mas tem cara que só conhece orientação no tranco! Essa que é a grande verdade.
Diário – E com relação àquela frase “quem não acha pai em casa vai achar na rua, ou é a polícia ou é o bandido”. O que o senhor acha do papel dos pais em evitar que o filho caia no caminho da delinquência?
Ronaldo – O caminho da delinquência está exacerbado hoje e muito latente devido exatamente isso que você falou, a família. Não está se valorizando isso, a gente percebe o respeito que a gente tinha pelos mais velhos como antigamente, o respeito que se tinha por pai e mãe. Hoje temos visto que o jovem, o adolescente não respeita pai e nem mãe. E pior do que isso eu vejo fraqueza em pais e mães ao impor ordem na casa, na educação dos seus filhos. Já cheguei a ver vários pais na delegacia se justificando que o filho não obedece, que o filho não atende e que por isso querem entregar o filho para o Estado criar. Ei, o que é isso? Negativo meu amigo! Quando você tem um filho é para sempre. Teu filho prestando ou não tem que assumir, não pode entregar a educação, não pode passar esse encargo, nem pro Estado nem pra rua. Não! Tem que ter essa sintonia, esse comprometimento.

Diário – Isso se reflete no perfil do bandido?
Ronaldo – Sim, os mais violentos não têm parâmetro nenhum. Você percebe que essas pessoas violentíssimas, principalmente o adolescente, ele tem aversão a pai e mãe, não fala da família e mais do que isso, às vezes quando chega na unidade ou em determinada situação, nas blitze, nas ruas, a gente pergunta: “Quem é teu pai?” E eles “Não avisa ninguém que eu sou só nesse mundo!”. E tem outra, às vezes a polícia faz esse papel de ir avisar o pai ou a mãe e eles dizem “não, não tenho mais filho!”. Quer dizer, é um jogo de empura empura do qual alguém vai pagar essa conta! E quem está pagando sabe quem é? O cidadão comum, o cidadão estruturado, porque aquele que é desestruturado, nós temos percebido isso, têm raiva daqueles que são estruturados e que têm melhores condições. 

Diário – Existem muitas pessoas que estudam as causas da violência, no próprio meio acadêmico se vê isso, como o Núcleo de Estudos da Violência da Unifap. Agora um dado concreto é a população carcerária do Amapá, eminentemente jovem. Para um policial experiente como o senhor a que isso se deve?
Ronaldo – Primeiro é pegar o que disse a maior autoridade nessa área da Justiça, que é o ministro José Eduardo Cardozo, que disse preferir a morte do que cumprir pena em nossos presídios. Isso ele falou pra o Brasil todo! Ou seja, a penitenciária hoje infelizmente não cumpre o seu papel, a ressocialização não existe, o que existe mais é punição. Hoje se entra lá por um determinado crime e sai escolado em outros! Há necessidade de se debruçar sobre isso, de se quebrar essa lógica da penitenciária. Não é novidade pra ninguém, podem até me criticar, mas dizem que dentro da cadeia tem uma lei específica. Como é que nós vamos falar em ressocialização se o cara chega lá para ser submetido a uma lei da cadeia? Primeiro o Estado tem que ser forte, rígido, para impor a lei dele, a lei geral. É deixar aquele cidadão lá sentir que realmente ele está lá para cumprir a sua pena, mas ter uma dignidade, ao invés de entrar lá e sair digno, entra lá e vira um bicho-fera!

Diário – Dentro dessa visão crítica do senhor, recentemente uma espécie de rebelião na penitenciária local as autoridades apressaram-se em dizer que não houve nenhum tiro dado por agentes do Estado, que os tiros foram dados por detentos, numa disputa pelo controle do tráfico de drogas. Um preso ligou para o rádio e deu entrevista. Quer dizer, armas, drogas, celulares, tem muita coisa errada lá não é?
Ronaldo – Investimentos né? Por exemplo, enquanto você não quebrar a comunicação do preso, que merece ser quebrada, para que ele não tenha esse contato com o mundo exterior, nós vamos estar como se diz, chovendo no molhado. Existem presos, como agora os jornais mostraram, que o “Tourão” foi para Catanduvas (PR), num presídio federal, para ver quantos anos esse homem está na cadeia. Esse é um modelo que eu venho observando como o Tourão que se estabelece na penitenciária e nem quer sair, quer passar a vida toda comandando lá de dentro. É como o modelo do seu Marcola, que comanda o PCC [Primeiro Comando da Capital] em São Paulo. Eles pensam que esse é um estilo de vida e não querem mudar não!

Diário – Tamanha popularidade do senhor já teve pontos mais agudos, como os desfiles do 7 de Setembro, no Sambódromo, quando o senhor teve verdadeira consagração sendo ovacionado pelo público nas arquibancadas. Já pensou em entrar para a política?
Ronaldo – Com relação ao 7 de Setembro eu quero até aqui que possivelmente esse ano eu vou lá e pelo amor de Deus quer for assistir nos receba pelo menos com uma salva de palmas, porque eu quero levar lá aquele policial desmotivado, que para ele sentir do povo lá que a população está apoiando a polícia. Ele certamente sairá de lá revigorado e com o pensamento de justamente vir para cá e trabalhar com mais afinco e com mais determinação. Com relação à política eu sinceramente eu nem penso nessa política partidária porque o debate sobre política está tão rasteiro, mas tão rasteiro, sem conteúdo, que isso me desestimula porque eu queria ver era debates hoje sobre condições melhores, de soluções para esses nossos problemas, de investimentos para que a gente pudesse sair dessa letargia. 

Diário – Isso em todos os níveis, é isso?
Ronaldo – Nesse país, a grande verdade é que nós do norte somos discriminados. Eu fui no Rio de Janeiro e vi até teleférico no morro e aqui a gente não avança? Isso é só um exemplo no transporte público, fala-se em metrô no Rio de Janeiro, trem-bala para São Paulo, tudo é pra lá pro sul do país? E nós do norte? Nós temos que ficar nessa mesmice? Sinceramente eu acho que o Governo Federal deve olhar melhor para a população do norte, porque essa alegria de dizer que temos a maior floresta, sim, é o benefício pra nós que estamos aqui? Nós temos que conviver com isso? Em recente pesquisa soube que a captação de esgoto é 3%, fala-se em 1% até, e não avançamos nisso que é o primário? Na outra ponta existem crianças adoecendo de diarreia, o que é isso? Reflexo da falta desses investimentos que o governo federal não faz. Só olha pra nós em época de eleição.

Diário – E com que expectativa o senhor assume esse desafio de conduzir a Delegacia de Acidentes?
Ronaldo – Eu assumo parece aquele jovem que quando chegou aqui em 1994 bateu na porta e se apresentou para ser plantonista, lá na Delegacia do Buritizal. É com esse ânimo que estou reiniciando. Eu brinco que estou iniciando a carreira novamente, quero me reinventar e quem sabe eu consiga desenvolver um grande trabalho aqui até porque eu tenho uma empatia muito grande com a população. Mas eu devo isso à imprensa amapaense, aí eu vou ter que dizer. Tem uns que criticam, mas eu não tenho que criticar em nada os profissionais que estão no dia a dia porque foram essas pessoas que divulgaram o meu trabalho e que me colocaram aí. Foram esse elo com a população amapaense e tenho que agradecer por isso.

Perfil...

Entrevistado. Ronaldo Nazareno da Silva Coelho tem 47 anos, é casado e pai de duas filhas. Nasceu em Belém do Pará, onde começou a vida profissional como motorista de táxi. Foi com esse ofício que conseguiu custear seus estudos até concluir o curso de Direito na Universidade Federal do Pará (UFPA), em 1990. Possui pós-graduações em Direito Processual Penal e em Direito Penal, pela Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro. Depois de formado advogou por dois anos em Belém até mudar-se para o Amapá, onde passou a atuar como assessor jurídico do Ministério Público Estadual. Ingressou por concurso público na Polícia Civil do Amapá, em 1994, fazendo carreira como delegado de polícia, com passagem por várias delegacia inclusive o cargo de delegado-geral.

sábado, 16 de agosto de 2014

Coluna Argumentos, sábado, dia 16 de agosto de 2014.

Mobilizado

O Alto Comando do Exército Brasileiro estará em Macapá no próximo dia 28. Será para a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da obra da Brigada da Foz, nova unidade que o Amapá sediará e que será comandada por um general. A obra começa no evento.

Justo

O general Ferreira, comandante militar do Norte, fez questão de convidar autoridades locais e especialmente a bancada federal, que alocou os recursos para a construção. Presença do Estado Brasileiro e empregos, aí!

Spots e vts

Emissoras de rádio e TV se desdobram para manter plantão de recebimento das mídias com as inserções dos candidatos. Os programas eleitorais são levados às emissoras geradoras. O problema é o “pingado”.

Abandono

Os moradores da zona norte de Macapá, em especial dos bairros Açaí e Infraero, não entendem como a Prefeitura não tem olhos para aquela região, cujo pavimento está em estado lastimável.

Precoce

Já teve gente especulando sobre o acidente que matou o candidato a presidente Eduardo Campos. A ver com o fato das caixas pretas não terem gravado as conversas dos pilotos naquele dia.

Inseparáveis
O brasileiro é apaixonado por carros, né? E tem uma legião desses apaixonados que nutrem um amor especial a esse modelo aí, o Fusca. O funcionário público Ronaldo Andrade tem um que é praticamente um filho. Tá inteiro!

Afirmativo!
O comandante da Capitania dos Portos, Lúcio Ribeiro, garante que os bons resultados da Operação Férias motivaram a Marinha a manter a “pegada”, digamos assim, e intensificar os trabalhos de fiscalização nos rios da região. População, penhoradamente, agradece.

Torcida

Sarney tem pelo menos dois motivos em particular para ter um governador aliado. É a decisão de implantar a Zona Franca Verde e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE). Para ele, depois da Área de Livre Comércio, essas serão as garantias de desenvolvimento econômico para o estado, com o incremento da indústria no Amapá. Simples assim.