sábado, 16 de janeiro de 2016

TURISMO | Amapá também tem a sua LAGOA AZUL

Um verdadeiro cartão-postal no interior do estado do Amapá, que teve o nome inspirado num dos filmes mais admirados da história

Por Cleber Barbosa
Para a Revista Diário

Várias gerações pelo mundo se encantaram não apenas pela história como também pela locação do filme A Lagoa Azul, em que um casal de adolescente náufragos sobrevive numa ilha deserta. E não é que no interior do Amapá existe também um cartão-postal com esse nome? Fica no município de Serra do Navio, distante 193 quilômetros de Macapá. Se você também sonhou um dia ser  Brooke Shields ou Christopher Atkins (os protagonistas do filme), tem que visitar esse lugar.
A Lagoa Azul é uma das atrações mais visitadas na Serra do Navio, e embora algumas pessoas desconfiem da água por ser uma mina de manganês abandonada, é própria para banho. A cor azul anil é dada por conta dos minérios da região, especialmente o carbonato de manganês. Segundo o ex-mineiro Antônio Claudio Barbosa,  70, que hoje é uma espécie de guia local, a Lagoa Azul surgiu no fundo de uma montanha, cortada devido ao processo de exploração mineral. “Era comum a gente fazer os cortes nos bancos de minério até chegar a uma profundidade que alcançava um olho d’água”, diz o ex funcionário da mineradora Icomi S.A.
Hoje há quem faça trilhas até o local, mas também se chega de carro, região de serra, cercada por uma exuberante floresta tropical e que embora faça muito sol e calor durante o dia, proporciona um aconchegante friozinho à noite. “Eu adoro ir lá de manhã cedo, quando a gente ainda vê uma maravilhosa neblina cobrindo a paisagem”, diz o fotógrafo Washington Queiroz, que foi cobrir uma pauta na região e desde então nunca mais voltou para Macapá, tamanho seu encantamento pelo local e sua gente. Atualmente ele é professor na cidade.
Na internet, especialmente nas redes sociais e no canal de vídeos You Tube, é comum se encontrar alguns registros de turistas absolutamente encantados com a beleza da Lagoa Azul de Serra do Navio. Que aliás possui outras boas opções de banho, como os balneários da Pedra Preta, Cachaço e Canhoeira Véu de Noiva.

CURIOSIDADES
The Blue Lagoon, que para o português é  A Lagoa Azul, é um filme estadunidense de romance, drama e aventura de 1980, produzido e dirigido por Randal Kleiser. O roteiro de Douglas Day Stewart foi baseado no romance The Blue Lagoon por Henry De Vere Stacpoole. O filme é estrelado por Brooke Shields e Christopher Atkins. A trilha sonora original foi composta por Basil Poledouris e a cinematografia foi por Almendros Nestor. Ainda hoje é reprisado por tv’s do mundo inteiro;

Hidrelétrica de Itaipu volta a liderar a produção mundial de energia

Itaipu volta a liderar a produção mundial de energia
A usina Itaipu Binacional obteve, em 2015, a posição de líder mundial em geração de energia com a produção de 89,2 milhões de megawatts-hora (MWh) de energia elétrica. Esse resultado é 2,5% maior que a produção registrada na usina de Três Gargantas na China, de 87 milhões de MWh.
Desde que entrou em operação, a Itaipu Binacional perdeu a posição de líder mundial de produção anual de eletricidade apenas em 2014, quando gerou 87.795.393 MWh. Em 2015, Itaipu registrou 89.2 milhões de MWh, 1,6% a mais do que no ano anterior. A expectativa é de que a usina produza acima dos 90 milhões de MWh até o final de 2016.
A hidrelétrica, que pertence ao Brasil e ao Paraguai, também é a maior produtora de energia limpa e renovável do planeta, com mais de 2,312 bilhões de MWh acumulados desde a sua entrada em operação, em maio de 1984, há exatamente 31 anos e oito meses.
Comparativos
A energia produzida pela Itaipu em 2015 (89.215.404 milhões de MWh) seria suficiente para suprir o consumo de todo o Nordeste do Brasil por um ano e um mês; a região Sudeste, por quatro meses; e o Sul, por um ano. Atenderia também a toda a demanda de uma cidade como São Paulo por três anos; Curitiba, por 18 anos; e Foz do Iguaçu, por 155 anos e oito meses.
Já a energia acumulada (2,312 bilhões de MWh) seria suficiente para suprir o consumo do Norte por 71 anos e cinco meses; o Sudeste, por nove anos e seis meses; e o Sul, por 27 anos e três meses. Toda a demanda de uma cidade do porte de São Paulo seria atendida por 78 anos e cinco meses; a de Curitiba, por 467 anos; e a de Foz do Iguaçu, por 4.036 anos e um mês.
Itaipu responde atualmente por 15% de toda a energia elétrica consumida no Brasil e atende a mais de 75% do mercado paraguaio de eletricidade.
Fonte: Portal Brasil

Aposentadorias acima do salário mínimo têm reajuste de 11,28%

Aposentadorias acima do salário mínimo têm reajuste de 11,28%
Os segurados da Previdência Social que recebem acima do salário mínimo terão o benefício reajustado em 11,28%, contando a partir de 1º de janeiro de 2016. O índice foi divulgado em portaria conjunta dos ministérios da Previdência Social e da Fazenda, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira (11), destaca o Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS).
A portaria também estabeleceu as novas alíquotas de contribuição do INSS dos trabalhadores empregados, domésticos e trabalhadores avulsos. As alíquotas são de 8% para aqueles que ganham até R$ 1.556,94; de 9% para quem recebe de R$ 1.556,95 a R$ 2.594,92, e de 11% para os que ganham entre R$ 2.594,93 e R$ 5.189,82. Essas alíquotas (relativas aos salários pagos em janeiro) deverão ser recolhidas apenas em fevereiro.
O valor mínimo dos benefícios pagos pelo INSS – aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte – das aposentadorias dos aeronautas e das pensões especiais pagas às vítimas da síndrome da talidomida será de R$ 880,00.
O mesmo piso vale também para os benefícios da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) para idosos e portadores de deficiência, para a renda mensal vitalícia e para as pensões especiais pagas aos dependentes das vítimas de hemodiálise da cidade de Caruaru (PE). Já o benefício pago aos seringueiros e seus dependentes, com base na Lei nº 7.986/89, terá valor de R$ 1.760,00.
A cota do salário-família passa a ser de R$ 41,37 para o segurado com remuneração mensal não superior a R$ 806,80 e de R$ 29,16 para o segurado com remuneração mensal superior a R$ 806,80 e igual ou inferior a R$ 1.212,64.
Já o auxílio-reclusão será devido aos dependentes do segurado cujo salário-de-contribuição seja igual ou inferior a R$ 1.212,64.
O teto do salário-de-contribuição e do salário-de-benefício passa de R$ 4.663,75 para R$ 5.189,82.
Os recolhimentos a serem efetuados em janeiro – relativos aos salários de dezembro – ainda seguem a tabela anterior. Nesse caso, as alíquotas são de 8% para aqueles que ganham até R$ 1.399,12; de 9% para quem ganha entre R$ 1.399,12 e R$ 2.331,88; e de 11% para os que ganham entre R$ 2.331,88 e R$ 4.663,75.
Fonte: Portal Brasil

DNIT publica edital de construção do pátio aduaneiro da ponte binacional de Oiapoque

Quase cinco anos depois da construção da Ponte Internacional sobre o Rio Oiapoque. O DNIT finalmente publica edital de aviso de licitação para a construção do pátio aduaneiro das instalações de fronteira no estado do Amapá (Brasil – Guiana Francesa), na rodovia BR-156/AP.

Adriano Budri, colaborador.

EDITAL 0557/15-00

PROCESSO :
50600.001013/2015-08
OBJETO :
Contratação integrada de empresa para elaboração dos projetos básico e executivo e execução das obras de construção do pátio aduaneiro das instalações de fronteira no estado do Amapá (Brasil – Guiana Francesa), na rodovia BR-156/AP.
MODALIDADE :
Regime Diferenciado de Contratações Públicas - RDC
CRITÉRIO DE JULGAMENTO :
Menor Preço
VALOR GLOBAL (R$) :
Não Informado
DATA BASE :
Mar/2015

Aniversário de São Paulo: três dias de festa por toda a cidade!

 
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15 de janeiro de 2016

 
 
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 Segunda movimentada

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Aproveite o feriado municipal na segunda-feira, dia 25 de janeiro, com muita diversão, gastronomia e cultura. Confira as atrações para todos os gostos e bolsos!
 Shows pela cidade

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Rappin Hood, Ratos de Porão e Bicho de Pé são algumas das atrações que estarão espalhadas por toda a cidade, durante as comemorações do Aniversário de São Paulo.
 
     
 

CARNAVAL NA CIDADE

 
 Segunda-feira de folia

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Que tal conhecer os desfiles da União das Escolas de Samba Paulistanas (Uesp), no Sambódromo?
 Desfiles nos bairros

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A Uesp também prepara a festa no Butantã (zona Oeste), Luz (Centro) e Vila Esperança (zona Leste).
 Domingo de Carnaval

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Grandes escolas desfilam no grupo de Acesso, no terceiro dia de folia no Sambódromo.
 
       
 

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Bloco A Grande Família, em Moema
 
   
 
   
 
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Bloco da Ressaca, no Cambuci
 
   
 
 
 
   
 
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500 Milhas de Motovelocidade
 
   
 
   
 
30 e 31/01
Pholia na Luz
 
   
 
   
 
31/01
Bloco do Fuxico, no Centro
 
   
 
   
 
31/01
Banda Grone's, em Tremembé
 
   
 
 
 

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ARTIGO | Imprensa e governo, por José Sarney

Imprensa e governo

JOSÉ SARNEY

É um tema que jamais se esgotará as relações imprensa versus governo. Foi no século 18 que se estabeleceu uma grande regra sobre esse antagonismo: a primeira emenda à Constituição Americana, de autoria de Thomas Jefferson, que assegurava a liberdade de imprensa, contrabalançando a inviolabilidade da palavra dos congressistas.
Àquele tempo, a imprensa jeffersoniana era um panfleto-jornal, do tamanho do que é hoje uma página de livro, impresso em prensa artesanal, papel grosso e molhado. Duzentos anos se passaram. Hoje, tudo mudou. O jornal é o rádio, a televisão, o outdoor, a Internet e centenas de meios maiores, menores, imaginativos, grosseiros, o chamado instrumental da comunicação, não para contrabalançar a inviolabilidade da palavra do Legislativo, mas para influir sobre as pessoas, criar opiniões, induzir o consumo, os hábitos, monitorar e forçar decisões. Deixou de ser o quarto poder para ser aquele sobre o qual nenhum controle institucional é lícito existir.
Comunicação tem mais a ver com o conjunto das atividades econômicas do que com o governo. Mas há, por trás desse processo, um aspecto político que evidencia a obsolescência do sistema concebido por Montesquieu, que durou 250 anos e está em total desintegração. Agora, a discussão é saber: quem representa o povo? O Legislativo ou a mídia? A mídia já ganhou essa batalha. Há uma falência da democracia representativa que não pode concorrer com a massificação dos assuntos, em tempo real.
Nasceu um novo interlocutor da sociedade democrática: a opinião pública, que se expressa pela mídia, que é um dos maiores ramos econômicos mundiais e influencia todos os outros negócios públicos ou privados, direta ou indiretamente. Orienta o mercado financeiro, o consumo, os hábitos e tem o poder de acuar governos. Não há mais vínculo com a instituição jeffersoniana do século 18.
A legitimidade de governar no sistema representativo é dada pelas eleições. Essas são, hoje, um ritual meramente formal. As eleições envelhecem. São apenas um momento, um estado de espírito. Não é incomum, um mês depois de eleito, um mandatário perder a legitimidade. Esta reside na opinião pública, aferida por pesquisas de opinião.
Duas grandes revoluções ocorreram: o alto desenvolvimento tecnológico dos meios de comunicação e a libertação da mídia da publicidade governamental. O grande faturamento vem de setores particulares. Esses necessitam da mídia para ganhar dinheiro, e a mídia libertou-se do governo. A única ameaça que ronda seu poder é a Internet, mas a mídia já invadiu a Internet e com ela tem estreita relação.
O livro do senhor Mario Conti, "Notícias do Planalto", reacendeu essa discussão que, além do perigo da manipulação política, pesquisada com correção e trabalho exaustivo, nos remete a uma reflexão sobre um novo modelo, pós-democracia representativa, que certamente vai surgir, tema de efervescência entre os cientistas políticos. Acham estes que o Muro de Berlim não caiu somente sobre o comunismo, mas sobre o modelo político do Ocidente, abalado por dois setores novos: a mídia e as ONGs.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Coluna Argumentos, sexta-feira, dia 15 de janeiro de 2016.

Eleitoral

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Carlos Tork, disse numa ocasião que se as eleições no país fossem unificadas, ou seja, a cada quatro anos, a Justiça Eleitoral acabaria. Enquanto isso não ocorre, ele anuncia concurso público e reforma de cartórios.

Estrutura

Desembargadora Stella Ramos, que é vice do TRE, foi ao rádio ontem e falou sobre o tema. Ele é também a corregedora e após percorrer o interior, disse que a estrutura estará pronta para o pleito deste ano.

Pleito

Em outubro próximo, os eleitores dos 16 municípios do Amapá irão às urnas escolher prefeitos, vices e vereadores. O primeiro turno será no dia 2 de outubro de 2016 e o segundo turno, no dia 30 do mesmo mês.

Eleitorado

Nos municípios com mais de 200 mil eleitores, se nenhum candidato alcançar a maioria absoluta, será feita nova eleição no último domingo de outubro, com somente os dois candidatos mais votados.

Extra

No Amapá, apenas a capital, Macapá, poderá ter segundo turno, por contar com 271.500 eleitores aptos a votar. É por essas e outras despesas, com campanhas por exemplo, que se defende eleições gerais.

Intercâmbio
A saga de jipeiros do Amapá que atravessaram o país no ano passado, todos a bordo de Jeeps Willys, motivou outros aventureiros do sul a fazer o caminho inverso, ou seja, uma expedição do Chuí a Oiapoque. Evento simboliza a integração do Brasil de norte a sul.

Luto

O humor ficou mais pobre ontem, com a morte de Shaolin. O artista nordestino era um dos maiores talentos das imitações de famosos. Enquanto a imprensa do setor do show biz especulava sobre a ida de estrelas só aos funerais, é preciso se fazer justiça à Ana Hickman, que sempre o ajudou.

Improviso

Certa vez encontrei o Shaolin, em SP, na manhã seguinte a um show. Eu havia tido um leptop roubado e um amigo disse que só Shaolin para me fazer rir diante da amolação. E ele: “Você foi vítima da leptospirose”. E depois completou: “Ela é provocada pela urina do mouse”. Rimos bastante. Humor rápido.

Esporte

 SESI abre inscrições para duas novas modalidades de lazer: Futsal e Futebol de Campo. As atividades voltadas para crianças e adolescentes proporcionam educação esportiva e social, fundamentada na adoção de um estilo mais ativo e saudável e visam melhor qualidade de vida.

JORNALISMO | Exército forma correspondentes de guerra no Amapá

O exercício de progressão em área de conflito, no 34º BIS, simula a atuação do jornalista em uma zona de guerra real. 
Por Cleber Barbosa
Para a Revista Diário

Como  parte  das  atividades   desenvolvidas   pela   Operação Ágata  10,  que mobiliza tropas federais de várias  partes  do  país para o Amapá,   o   Comando  Militar    do    Norte,   que representa     o     Exército Brasileiro   na    Amazônia Oriental,  ofereceu  21 vagas  para  jornalistas   no   ECAM  2015   (Estágio   de    Correspondente   de  Assuntos  Militares)   mais conhecido como “correspondente de guerra”. O treinamento – inédito  no  Amapá –  reuniu 21 jornalistas do estado, entre acadêmicos do curso de comunicação social da Unifap  (Universidade  Federal  do  Amapá)  e   da   Faculdade Estácio Seama, como também quatro jornalistas  profissionais que atuam na imprensa local.
O   curso   foi   aberto   na  segunda-feira  (19),  no  quartel  do Comando da Fronteira Amapá e 34º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS). O treinamento consiste em instruções  teóricas e práticas sobre o funcionamento e a missão do Exército,  bem como das demais Forças Armadas, além de  simular  situações de   ambiente   hostil,   semelhantes   ao   que  um  profissional correspondente militar poderá enfrentar em situação de  cobrir uma missão real.

ALIMENTAÇÃO
Já  no  primeiro  dia  de estágio, os alunos puderam radicalizar na  hora  da  primeira  refeição,  pois  o cardápio do almoço foi “Ração  Operacional  R-2”,   que    nada    mais  é   do   que   a alimentação de um  militar  deslocado  para  missões  em  que não há  meios  de  levar  a  cozinha  tradicional.  Os  alimentos passam por um processo físico-químico que os levam  a  quase secar,   podendo   ser  consumido  após  a  mistura  com  água quente – ou até natural. O kit que o Exército Brasileiro oferece a seus militares se assemelha ao que outros Exércitos pelo mundo oferecem.

Estagiários recebem instruções sobre como sobreviver na selva.
Mais que um grande  passo profissional, os alunos do ECAM 2015 tiraram lições para toda  a  vida.   A maioria nem mesmo prestou o  Serviço Militar Obrigatório,  portanto  foi  a primeira vez que entraram  em um quartel do Exército. E ainda puderam vestir  da  farda  camuflada que simboliza  o  soldado da  Amazônia.   No segundo dia do  treinamento,  no  dia  21  de outubro,   eles  receberam  instruções  sobre  como  sobreviver  na selva,  caso possam  sofrer  um  acidente aéreo,   fluvial  ou mesmo se perder numa mata.
Instrutores e monitores experientes, todos ostentando  o  brevê característico de quem frequentou o  Curso  de  Operações  na Selva,  no  temido  e  respeitado  CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva),   em  Manaus,  se  revezavam  em  dar  dicas importantes para não sucumbir em um  ambiente  hostil  como uma   floresta   tropical.   Na  verdade,  pelo  que  disseram  os militares, dá para garantir condições mínimas de sobrevida até a chegada de resgate, se forem seguidas as orientações corretamente.
Em  um  ambiente  de  mata,  nos  fundos  do  quartel  do  34º  BIS,   os estagiários  passaram por   três   instruções   distintas: “Obtenção  de   água  e  fogo”,    “Obtenção  de  alimentos  de origem vegetal” e  “Obtenção de alimentos de origem animal”. A primeira importante dica repassada pelos instrutores foi para o instante da constatação de que  o  jornalista  estará  perdido na mata. E a base  é  uma  sigla,  como  tantas  outras  que  os militares   utilizam  para  diversas  situações.  “Lembrem-se  do ESAON”,  dizia  o   primeiro-sargento   Constantino,  experiente instrutor  do CIGS.  Essa  sigla  é  formada  pelas  iniciais  das palavras ESTACIONE, SENTE-SE, ALIMENTE-SE,  ORIENTE-SE e NAVEGUE, uma espécie de rito para  um  sobrevivente   seguir em ambiente de floresta.
A experiência, apesar de ser  considerada por muitos algo  diferente demais do dia-a-dia  de  um  jornalista,  acabou agradando gente como o acadêmico   Lázaro Gaya.  “O gosto da ração  é muito diferente de qualquer  coisa que eu  já  havia comido antes,  mas a gente ficou bem  alimentado o resto  do  dia,  pois  trata-se de uma alimentação     muito bem balanceada para o  nível de exigência de um militar,  que a gente sabe é praticamente um atleta de alto  rendimento”, disse o estagiário, que não hesitou em nenhuma das ‘amostras’ que lhes eram oferecidas a título de degustação.

RIGOR
Os recrutas do Exército que são incorporados em unidades da Amazônia passam por um treinamento semelhante de sobrevivência, que inclui passar três dias na floresta alimentado-se apenas daquilo que conseguirem retirar da natureza. “A floresta é um verdadeiro shopping center”, resume o subtenente Jânio, que ministrou o curso no 34º BIS.
Seguiram-se várias demonstrações  sobre  como  obter  água, fogo,   abrigo,  alimentos  da  vegetação e  proteínas  animais, como aves – que na simulação foram substituídas por frangos. Amostras de raiz, de plantas para chá  e  vinhos  de  palmeiras como  a   do   açaí   e   da   bacaba   foram   distribuídas aos estagiários.  Mas   um   dos   momentos   emblemáticos   foi  o consumo  da  larva do coco, que pode ser comida ainda viva – mais recomendado – o que serviu como teste de fogo  para  os jovens   estagiários.   "Tem  gosto  de  coco  apenas”, dizia a jornalista amapaense Karla Samara, que também é soldado do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá. 
Ao final do treinamento,  já  tendo  passado  bem  da  hora  do almoço, os  alunos  do  ECAM  puderam  consumir  o  “sopão”  de que tanto se fala quando os recrutas assam pela  Operação Boina e a Sobrevivência  na  Selva.  Na  verdade  os  jornalistas consumiram uma boa e velha canja de galinha, sem  temperos ou legumes, mas que serviu para dar um “tapa” na  fome  que já apertava...
No treinamento real dos militares, tantos os recrutas como oficiais e sargentos que são transferidos de outras partes do país para organizações militares da Amazônia, o sopão é feito com as sobras dos animais usados para a demonstração dos alimentos de origem animal. 

ÁGATA
Foram selecionados seis estagiários do ECAM para a cobertura de uma missão real. Eles embarcaram em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) em direção a Oiapoque, palco da Operação Ágata 10, na faixa de fronteira dos Estados  do Pará e Amapá. Este ano, 1.400 militares da Marinha,  do  Exército   e  da   Aeronáutica,     além     de    100  profissionais    dos     Órgãos   de Segurança  Pública  e  Agências  do  Estado  Brasileiro, como a Fundação Nacional do Índio (FUNAI),  Sistema  de  Proteção da Amazônia (SIPAM),  Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade     (ICMBio)    e    Instituto   Brasileiro   do   Meio Ambiente   e   dos    Recursos  Naturais  Renováveis    (IBAMA), Ministério do Trabalho, entre outras. Ao todo,  cerca de dois mil quilômetros de fronteiras,  entre  os municípios de Oiapoque  (AP) e Oriximiná (PA),  foram cobertos pela   Operação,    com  ações    militares preventivas e repressivas na fronteira marítima com a Guiana Francesa,  nas  águas  interiores  e  na  faixa  de  fronteira, que situa-se a 150  quilômetros  a  partir  da  divisa.  O  objetivo  era contribuir   para   a  redução  das  ações  do crime  organizado, práticas ilícitas e intensificar a presença do Estado nas áreas. Foram patrulhamentos e controle de vias terrestre,  fluvial e aérea;  levantamento,  autuação,  interdição  e destruição de pistas de    pouso    clandestinas;   fiscalização   de  produtos controlados e apreensão de materiais irregulares.

Em situação de guerra, tratados e convenções garantem proteção a jornalistas, que devem adotar postura de neutralidade

No   terceiro dia de instruções do ECAM (Estágio de Correspondente de Assuntos Militares), os   estagiários-jornalistas tiveram uma importante instrução com o procurador da República  André  Estima, do   Ministério   Público  Federal no Amapá. Ele discorreu sob o tema  “Direito  Internacional dos Conflitos Armados". Uma    das   muitas informações   repassadas    por    ele    diz  respeito  a   garantias  e prerrogativas de um  profissional jornalista  que  atue  como correspondente de   guerra,   pois existem tratados e convenções   internacionais   que   garantem proteção a esse profissional.
O membro da Procuradoria da República disse que  a  ressalva que é feita  diz  respeito  à  postura  de  imparcialidade  de  um jornalista  correspondente.  “O  repórter  que cobre um conflito armado jamais poderá tomar partido de A ou de B  na  guerra, deve  se limitar   a   apenas   registrar   os   acontecimentos e relata-los à  sociedade  por  meio de suas reportagens, pois se ele se mostrar parcial em relação a um ou outro país  ou  tropa adversária, poderá virar um alvo em potencial, ou seja, poderá ser morto”, alertou o especialista.

ILEGALIDADE
Ele explicou que até o final do século XX os  conflitos  armados eram “legítimos”, ou seja, um país poderia declarar guerra a outro por algum desentendimento ou  disputa  territorial.  “Mas  hoje isso é ilegal, cabe à política de relações  internacionais  dessas nações buscar o  entendimento,  caso  contrário  haverá  ainda uma  mediação  da  ONU  (Organização  das  Nações  Unidas), seja   por  meio   do  seu   Conselho  de  Segurança,  seja  pela Assembleia Geral”, diz o procurador.
André Estima também destacou a importância e o valor estratégico do Amapá estar na fronteira com a Guiana Francesa, que além de representar um país afiliado da União Européia, é também integrante de um bloco militar denominado OTAN, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, por vezes chamada Aliança Atlântica, aliança militar intergovernamental baseada no Tratado do Atlântico Norte, que foi assinado em 4 de abril de 1949. 
André  Estima,   em uma  verdadeira  aula  de  história,  contou como  os  primeiros  tratados  foram  celebrados  para frear os conflitos  armados,   especialmente  após  a  I Guerra  Mundial, uma  das   mais   sangrentas   da  humanidade.  “O  pacto  de Versalles,    em    Paris,    em   1919,    foi    considerado  um  grande avanço para o mundo, mas pouco depois, devido a um sentimento   de   vingança,   a   Alemanha   invadiu  a  Polônia, dando-se   início   à   II Guerra  Mundial,   que   foi  ainda  mais sangrenta   que   a   primeira”,  conta  ele,  acrescentando  que “guerra total não retrocede apenas  a  direitos  humanos,  mas renuncia a milênios de negociações entre as nações”.
A  cada  cenário  de  destruição  de  cidades,  países  e nações, o mundo experimenta cada vez mais o dissabor da  ambição e da falta de entendimento.  André Estima sublinhou em sua palestra alguns gênios da história da humanidade que defenderam a paz e condenaram a tecnologia a serviço da destruição. Como Albert Einstein,  que  disse:  “Não sei  com   que   armas    a terceira   guerra   mundial  será  feita,  mas  tenho   certeza  de  que  a  quarta  guerra  mundial  será  com paus e pedras”.

DEPRESSÃO
Outro grande nome da história, o brasileiro Alberto Santos Dumond, também foi citado por Estima. Quando o mundo se viu diante da primeira Guerra Mundial, Santos Dumont considerou que era sua responsabilidade pessoal, a destruição causada por zepelins e aviões. Seu sonho utilizado como arma militar, levou-o à depressão. Em 1928 quando retornou ao Brasil, ficou muito abalado, na sua chegada por navio, quando o hidroavião ”Santos Dumont”, caiu matando todos os ocupantes. Em 1932, ocorreu a Revolta Constitucionalista, em São Paulo, contra Getúlio Vargas. Aviões da União e de Minas Gerais bombardearam São Paulo. Santos Dumont em profunda crise, enforcou-se no banheiro, com uma gravata. Estava no Guarujá- SP. Seu corpo foi transportado para o Rio de Janeiro e sepultado, com homenagens de toda a Nação Brasileira.
Foto histórica da 1ª turma de correspondentes de guerra formados no Amapá.

Em 2015, mais de 60 mil pessoas visitaram o Museu Fortaleza de São José de Macapá

O Museu Fortaleza de São José de Macapá recebeu 60.886 mil visitantes durante 2015, Incluindo turistas brasileiros e estrangeiros. Os dados são do livro de registro de presença do local. Porém, o número é maior, pois muitos visitantes deixam de assinar o documento. Julho foi o mês que mais recebeu visitas, com 8.439 brasileiros e 114 estrangeiros.
Só de visitantes brasileiros no ano passado foram 60.395 e estrangeiros 491. Nos outros meses, a média de visitantes foi de 3.762, índice superior ao do início do ano que era de 1.828, antes da atual gerência assumir a Fortaleza. “Acreditamos que pela Fortaleza estar abandonada em 2014, o número de visitantes era menor. Por isso, ao assumirmos em fevereiro, fizemos os reparos imediatos para que o local estivesse apto para visitas”, informou o gerente da Fortaleza, Bonfim Sampaio.
Como a Fortaleza foi deixada pela gestão passada completamente deteriorada, em 2015, foram realizados serviços de troca das madeiras das passarelas da entrada, reposição do seixo branco na área externa, para evitar o acúmulo de água, recolocação das letras da fachada da esplanada que foram furtadas, substituição das luminárias e revitalização da parte elétrica.
Na área interna, as guaritas, casas-mata, auditório, galeria, enfermaria, paiol, auditório, casa dos oficiais e a capela receberam pintura com cal para evitar o acúmulo de limo. O telhado também foi revitalizado, pois boa parte estava sem telha desde 2014.
Atualmente, os serviços de capina, roçagem, limpeza e manutenção da área interna e externa são realizados constantemente por uma empresa terceirizada, mantendo o espaço adequado para receber os visitantes.
Para 2016, um dos projetos é fortalecer a relação com as escolas e fazer com que os alunos estejam mais presentes por meio das visitas monitoradas, além de levar o museu para dentro da sala de aula com palestras. No ano passado, 31 escolas enviaram ofícios solicitando visitas monitoradas, totalizando 1.463 alunos que tiveram a oportunidade de aprender um pouco mais sobre maior monumento histórico do Amapá.
As escolas podem solicitar as visitas monitoradas via ofício. Com essas medidas, a expectativa é de que o número de visitantes aumente mais ainda este ano. O horário de funcionamento da Fortaleza de São José permanece de terça-feira a domingo, de 8h às 18h.
Outros projetos estão sendo discutidos junto à Secretaria de Estado da Cultura (Secult) durante o planejamento que está em andamento. “Estamos reunindo durante esse mês com todos os órgãos vinculados à secretaria para que, juntos, possamos colocar no planejamento dos projetos que apresentem bons resultados para o setor cultural”, explicou o secretário de Estado da Cultura, Disney Silva.

Setrap dialoga sobre a importância do engenheiro nas obras do Estado com sindicato da categoria

O titular da Setrap, Jorge Amanajás, como colegas engenheiros
O titular da Secretaria de Estado de Transportes (Setrap), Jorge Amanajás, recebeu nesta sexta-feira, 15, representantes do Sindicato dos Engenheiros do Estado Amapá para tratar assuntos referentes à atuação do segmento dentro das ações do governo e sobre as condições de trabalho de alguns destes profissionais que são lotados na secretaria.
Na oportunidade, o presidente do sindicato, Lincoln Américo, ressaltou a necessidade de se fortalecer a relação entre a categoria e os órgãos de governo para uma melhor prestação dos serviços à comunidade.
“O sindicato não se preocupa apenas em reivindicar aumento de salário para os trabalhadores, queremos contribuir com o governo para o crescimento do Estado, pois os nossos engenheiros têm papel importantíssimo nas grandes obras que estão sendo executadas”, disse.
O engenheiro Fernando Santos, lotado na secretaria de transportes, falou sobre as capacitações e mecanismos de trabalho implementados atualmente para um melhor desempenho do trabalho do profissional.
“Estamos buscando nos aprimorar, mas acredito que as secretarias e órgãos onde muitos colegas estão lotados, também precisam fornecer esses subsídios”, declarou.
Para Jorge Amanajás, que também integra o sindicato, este diálogo precisa ser permanente. Durante a reunião, o gestor destacou a iniciativa do governo, que no primeiro ano de gestão fez questão de ouvir e realizar mesas de negociação com as mais diversas categorias do serviço público estadual.
“Nós aqui da Setrap sabemos o quanto é importante o trabalho do engenheiro na elaboração dos projetos das grandes obras no eixo rodoviário, na área urbana e rural do Estado para que o resultado final seja satisfatório. Por isso, fazemos questão de receber a categoria e ouvir suas reivindicações”, concluiu. 

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