sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Hotel Hilton Barra é eleito, pelo segundo ano, um dos melhores hotéis do Brasil
Sobre o Hilton Barra Rio de Janeiro
O Hilton Barra é o primeiro empreendimento da Hilton Hotels & Resorts no Rio de Janeiro. Situado na Avenida Abelardo Bueno, no coração da Barra da Tijuca, o hotel conta com 298 quartos e apresenta identidade visual única, com design e arquitetura contemporâneos que valorizam o estilo e a cultura brasileiros. O Hilton Barra possui 14.000 m² de espaço flexível para reuniões, incluindo 10 salas de reuniões e dois salões de festas, com capacidade total para até 500 convidados. Situado próximo aos aeroportos e com fácil acesso a escritórios corporativos, centros de convenções e shopping centers, além de áreas de entretenimento, incluindo Rio Arena, Cidade do Rock e Metropolitan. Acompanhe todas as novidades do Hilton Barra Rio de Janeiro no Facebook www.facebook.com/HiltonBarraRio e no Instagram @hiltonbarrario.
Sobre a Hilton Hotels & Resorts
Por quase um século, Hilton Hotels & Resorts tem recebido viajantes do mundo inteiro com muito orgulho. Com mais de 570 hotéis em seis continentes, Hilton Hotels & Resorts oferece o fundamento para uma experiência de viagem memorável e valoriza cada hóspede que entra em sua porta. Como a marca carro-chefe do grupo Hilton Worldwide, Hilton Hotels & Resorts continua a determinar os padrões de hospitalidade, oferecendo produtos inovadores e serviços que atendam às necessidades de viajantes. Hilton Hotels & Resorts faz parte do premiado programa Hilton HHonors. Os membros Hilton HHonors que reservam diretamente pelos canais de preferência da Hilton têm acesso instantâneo a benefícios, incluindo um desconto exclusivo que não pode ser encontrado em nenhum outro lugar, conexão Wi-Fi padrão gratuita e serviços digitais como check-in online com seleção de quarto e chave digital, disponíveis exclusivamente através do aplicativo Hilton HHonors líder do setor.
Para reservas ou mais informações sobre o Hilton Barra Rio de Janeiro acesse o Site Oficial ou ligue (21) 3348-1000.
CGU convoca prefeitos e prefeitas de todo o país a começar novo mandato comprometidos com a transparência pública
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
JUSTIÇA | As lições de vida do juiz federal João Bosco Soares
Cleber Barbosa
Para a Revista Diário
Antigamente as pessoas chegavam até a dizer que ser juiz era como ‘ser Deus’, tamanha a importância do cargo, como também o distanciamento deles das chamadas pessoas comuns. Mas isso felizmente mudou e a Justiça passou a preconizar a conciliação e a aproximação das pessoas. O Judiciário do Amapá, diga-se de passagem, possui trabalho de vanguarda neste sentido, com inúmeros personagens que incorporaram muito bem esse novo perfil, como os juízes Marconi Pimenta, Elayne Cantuária, Décio Rufino e a hoje desembargadora Sueli Pini. Mas na esfera da Justiça Federal, o juiz João Bosco Costa Soares é hour concour, com seu despojamento e pragmatismo, fazendo com que suas decisões tenham alcance social.
PERFIL
Ele é natural de Cuiabá, no Mato Grosso, estado onde buscou também formação acadêmica e iniciou uma promissora carreira jurídica. Desde que foi transferido para o Amapá, logo chamou a atenção por seu perfil diferente, que o faz estar sempre presente nas grandes discussões que dizem respeito à cidadania, em que pese o princípio legal de que a Justiça só deve agir quando provocada. Foi assim que João Bosco liderou movimentos pela paz no trânsito, pela ação de garimpos, de assentados rurais e, mais recentemente, na defesa de que a ocupação da área do entorno do Aeroporto Internacional de Macapá seja feita de maneira organizada e planejada. Quase uma unanimidade, também provocou inimizades, que ele atribui simplesmente por ser “incompreendido”.O magistrado costuma realizar diligências pessoalmente até as locações das partes do litígio, como áreas de invasão, reservas naturais, comunidades sobre pontes, assentamentos e até mesmo os gabinetes das autoridades locais e nacionais.
MÚSICA | Portugal recebe o cantor amapaense Osmar Júnior
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| Cantor e compositor amapaense Osmar Júnior |
Por Cleber Barbosa
Para a Revista Diário
Por muitos anos as pessoas se perguntavam sobre quando o chamado “sul maravilha” iria descobrir a música popular amapaense, afinal são tantos os talentos locais que embalam gerações de amapaenses (nascidos ou não aqui) com uma qualidade musical inquestionável. Gente como o cantor e compositor Osmar Júnior, 53, que ao completar trinta anos de carreira está realizando um sonho – cantar (e falar) sobre as coisas tucujus para plateias europeias.
O convite partiu da Universidade de Coimbra, onde pesquisadores amapaenses estiveram participando de cursos de doutorado. Mas o destaque nessa agenda por terras lusitanas será a participação de Osmar no Festival de Cultura de Óbidos (sim a cidade homônima e original da paraense Óbidos). Mas nas duas semanas que ele deve passar em Portugal será possível realizar shows e até palestras. “Quero ter a oportunidade de falar mais sobre a Amazônia, especialmente a parte que nos cabe, que é o Amapá, estado mais preservado do Brasil”, diz Osmar, que julga termos (os amapaenses) autoridade para falar no assunto.
Para isso, o artista amapaense preparou uma série de produções em áudio e vídeo sobre o meio ambiente tucuju. “Na verdade a gente sempre falou da nossa natureza, nossa fauna e flora e principalmente de nossa gente. Foi isso o que atraiu os europeus a conhecerem melhor nosso trabalho”, diz Osmar, que começou sua carreira com o Movimento Costa Norte.
CAUSA
A primeira incursão da música amapaense em solo europeu foi no final da década de 1990, quando o grupo Senzalas gravou um Cd na Alemanha. O grupo, formado por Joãozinho Gomes, Val Milhomen, Amadeu Cavalcante e Zé Miguel, também integrava o Costa Norte. O próprio Osmar Júnior esteve na Europa, há alguns anos, fazendo apresentações na Itália.
Ele diz que muita gente se arvora a falar e defender o meio ambiente e a floresta amazônica, mas a maioria gringos e artistas que pouco ou nada tem a ver com a realidade local. “Agora mesmo o Rock in Rio injetou um capital forte em Manaus, mas apresentou Ivete Sangalo e uma cantora de ópera, nada contra, mas e o boi de Parintins, o Tiago de Melo? E os outros produtores de cultura da Amazônia?”, questiona o cantor, que acrescenta “minha música sempre gritou isso, assim como outros artistas regionais que não podem ser esquecidos”.
A onda preservacionista não pode deixar de reverenciar os talentos que fazem sua arte como testemunho de convivência com a natureza.
ECONOMIA | Carnaval, férias e festas aquecem comércio eletrônico no Brasil
Na Rodoviariaonline, e-commerce de passagens rodoviárias para todo o país, os destinos mais procurados são Belo Horizonte, Campinas, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Em dezembro de 2016, as vendas foram 57% maiores que no mesmo mês de 2015, atingindo a melhor marca para o período desde que o site entrou no ar há 10 anos. "Esperamos manter esse crescimento também em janeiro. Esses resultados refletem o movimento do varejo físico em direção ao digital, com a democratização da internet. Hoje, mais de 65% dos acessos à nossa plataforma já são feitos por mobile, o que mostra que esse ambiente está em plena ascensão e tem muito potencial para continuar expandindo", disse Robson Bueno, coordenador de Marketing da empresa.
Para o site Tchê Ofertas, especializado na venda de produtos e serviços no Sul do Brasil, a alta temporada chegou ainda em novembro do ano passado, com as buscas por pacotes para o Natal Luz de Gramado. Agora, o destaque de vendas vai para as ofertas na Serra Gaúcha e no litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. "Tivemos um incremento de 300% nas buscas dentro da categoria Lazer do site só em dezembro e seguimos no mesmo ritmo em janeiro. Isso se deve, em grande parte, aos parques aquáticos que chamam a atenção das famílias durante as férias. Há muitas vantagens no e-commerce para quem pretende vir para a região, como comparar os preços, escolher entre as diferentes formas de pagamento e planejar o roteiro com antecedência. Notamos que os compradores do Nordeste e Sudeste, por exemplo, começam a comprar passeios, entradas para atrações e ofertas em restaurantes e hotéis três meses antes da viagem", explica Adriano Kalil, diretor do site.
Sobre o Mercado Pago
O Mercado Pago possui doze anos de trajetória na América Latina e mais de 159 milhões de usuários. Presente em oito países - Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru, Uruguai e Venezuela - Mercado Pago oferece diversas soluções para garantir a melhor experiência de compra para o consumidor: aplicativo para transações via celular ou tablet, tela de pagamento no aplicativo nativo de diversas lojas online, tela de pagamentos para pagamentos via web e maquininhas de cartão para pagamentos presenciais.
O Mercado Pago conta com a tecnologia mais avançada em segurança na Internet e com uma equipe de especialistas em finanças, tecnologia e segurança da informação, com ampla experiência no desenvolvimento de serviços financeiros online. No terceiro trimestre de 2016, o Mercado Pago registrou 36,8 milhões de transações de pagamentos na América Latina, 67% a mais do que no mesmo período de 2015. A empresa também alcançou um volume de pagamentos, nesse trimestre, de US$ 2,1 bilhões.
TURISMO | 80% dos hóspedes querem usar seus smartphones para acelerar o check-in
- Para ajudar a equipar os funcionários com computadores portáteis para maior interação com os hóspedes, expandir os serviços de localização para hóspedes e garantir acesso sem fio confiável, 77% dos hotéis/resorts pesquisados em todo o mundo estão expandindo a cobertura Wi-Fi.
- 66% dos hóspedes relatam que têm uma melhor experiência quando os atendentes usam as mais recentes tecnologias e 80% dos hóspedes expressaram o desejo de usar seus smartphones para acelerar o check-in.
- Quase três quartos (72%) dos hóspedes entrevistados gostam de hotéis que personalizam mensagens e ofertas, e 75% estão dispostos a compartilhar informações pessoais, como gênero, idade e endereço de e-mail, em troca de promoções e cupons personalizados, serviços de prioridade ou pontos em programas de fidelidade.
- Para criar vantagens e ofertas altamente personalizadas, 83% dos hotéis/resorts pesquisados estão planejando implementar tecnologias baseadas na localização dentro do próximo ano – priorizando o reconhecimento de hóspedes e recursos analíticos, ofertas móveis orientadas pela posição geográfica, promoções especiais e upgrades.
- O estudo mostra que os hóspedes se sentem menos confortáveis em compartilhar sua localização do que informações pessoais, embora as atitudes sejam diferentes entre gerações. Uma parcela de 34% da Geração Milênio se sente confortável em compartilhar sua localização atual em comparação com a fatia de 13% de pesquisados com 50 a 64 anos de idade.
- Cerca de 1.200 profissionais de TI, operações, marketing ou serviços para hóspedes de hotéis e resorts e mais de 1.680 consumidores foram entrevistados dois estudos globais separados.
- O primeiro estudo se concentrou na visão do setor de hotéis/resorts sobre demandas dos hóspedes, tecnologias e planos de serviços estratégicos e visão de futuro. O segundo estudo mensurou as preferências, requisitos tecnológicos e opiniões dos turistas sobre fatores que influenciam sua satisfação geral em hotéis e resorts.
Notas da coluna ARGUMENTOS, sexta-feira, dia 20 de janeiro de 2017.
Depois de alguns dias de internação em hospital, estamos retomando este contato diário com você leitor ou leitora desde modesto ‘escriba’. Entrei para o time daqueles que sofrem da dor de hérnia de disco coisa, aliás, extremamente comum, infelizmente.
Ereto
De tanta informação sobre dores na coluna, chama a atenção a reflexão de Reginaldo Borges, que lembra ter sido culpa do homem decidir manter-se de pé e não apoiado em quatro membros, como na pré-história.
Fisioterapia
Uma dúvida frequente sobre quem sofre de dores lombares provocadas por lesões ou desgastes da coluna vertebral é a indicação de cirurgia corretiva. Sempre há riscos, claro. Alternativa, entretanto é lenta.
Teori
E o dia fechou ontem com uma notícia pesada, aliás, pesadíssima. Foi acidente ou tem algo por trás da queda do avião que levava o ministro relator da Operação Lava Jato, na Corte Suprema do nosso país?
Conspiração
A morte do ministro Zavascki, de 68 anos após queda de avião em Paraty (RJ) fez muita gente lembrar do acidente que vitimou o então candidato a presidente Eduardo Campos. E também caso Celso Daniel.
Alternativas

No rádio
O Ministério do Trabalho divulgou ontem no fim da tarde os resultados de novembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os dados serão disponibilizados pela internet, mas amanhã teremos um especialista analisando os dados em nosso Conexão Brasília. Se liga às 7 horas.
Shopping
Sábado também tem novidade para os amantes dos ritmos que queimam calorias com muita descontração e irreverência. Eles já podem se programar para a aula de ritmos do projeto Garden Saúde, a partir das 16 horas. Programação gratuita e aberta ao público. Regra é perder calorias sem precisar de equipamentos.
Estudos
Com a crise econômica, política e financeira, empresas estão ficando menores, seja por falência ou mesmo demissões. Por isso, quando os empresários precisam escolher quem sai e quem fica, os colaboradores mais qualificados têm mais vantagens.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
TURISMO | A cidade de Macapá revencia sua BEIRA-RIO!
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| A paisagem urbana da cidade de Macapá jamais pode ser dissociada do fato de estar localizada às margens do Rio Amazonas, o maior do planeta em volume e em extensão. |
Para a Revista Diário
A orla de qualquer cidade fluvial é sempre a maior referência para seus moradores e visitantes. E quando o rio em questão é o maior do mundo então nem se fala. O fato é que a Beira-Rio de Macapá é um desses lugares que não podem deixar de ser mostrados aos turistas e até mesmo parentes de quem mora no lugar. Profissionais do setor como o guia Marcelo de Sá, diz não ser raro testemunhar gente indo às lágrimas só pelo fato de estar de frente com o Amazonas – reconhecido recentemente como o maior do mundo tanto em volume d’água como em extensão.
De fato, todos os caminhos da cidade levam à orla, tanto que as primeiras edificações são localizadas exatamente às proximidades dela, como a Igreja de São José e a Fortaleza. De manifestações políticas ou até mesmo comemorações esportivas tudo é levado para a “frente da cidade”, como as pessoas costumam se referir a essa região geográfica de Macapá.
De uns tempos para cá, inclusive, as famílias passaram a cultivar hábitos sadios, como fazer caminhadas e corridas, bem como ginástica em grupo. “Há bem pouco tempo também a gente passou a vir para cá fazer um piquenique. Vi isso numa viagem à Europa e achei chique”, diz, descontraída, a empresária Carla Milesky, 45, que nasceu no Paraná e que mora no Amapá desde 1995. Ela acrescenta ainda que o fato de estar às margens do rio-mar empresta um forte apelo a essa deliciosa prática de boa convivência com a Beira-Rio.
Alumas pessoas, entretanto, ainda se ressentem apenas de uma convivência mais aproximada com o rio, como tomar banho em suas águas. A orla ganhou os chamados muros de arrimo, que protegem as ruas da ação da força das marés, mas que acabam dificultando a entrada de banhistas. Fica então uma boa dica aos candidatos a prefeito. Ou prefeita.
CURIOSIDADES
O fato de Macapá ser a única capital brasileira banhada pelo Rio Amazonas é algo especial. Mas que pode ser ainda mais valorizada, algo que agregue valor, como se diz. Especialistas como o arquiteto e urbanista Alberto Tostes, diz que a capital do Amapá não tem um projeto integrado que valorizasse a orla, além do perímetro entre o bairro Perpetuo Socorro ao Araxá. “Macapá tem uma orla espetacular, poucas cidades na região tem isso na sua paisagem”, elogia o especialista.
ENTREVISTA | Advogado mais jovem do país é amapaense
Cleber Barbosa
Para a Revista Diário
Revista Diário – O senhor foi considerado o mais jovem advogado do país, mas não se coloca em posição de reivindicar isso oficialmente. Se vier a acontecer melhor será não é mesmo?
Paulo Brasiliense – Melhor será, mas eu particularmente não dou tanta relevância a isso não. Aqui no Amapá a gente teve um aumento do ingresso dos jovens nas instituições de ensino superior, independentemente de serem públicas ou privadas e todas as ciências, apesar de algumas ainda serem muitos restritas, como medicina que chegou recentemente. Mas a gente tem um déficit educacional muito grande então eu na minha área do conhecimento, das ciências jurídicas, sei que poder ingressar muito cedo foi um privilégio e fico feliz e esperançoso de que isso muito breve seja uma realidade para muito mais pessoas.
Diário – E o fato de ser jovem, traz algum tipo de obstáculo, preconceito ou atrapalha em alguma coisa nesse mercado tão concorrido que é o do Direito?
Paulo – Talvez. Eu entrei com 15 anos na área do Direito e muita gente dizia que chegava a ser nojento determinadas disciplinas do curso, alegando que alguns meandros do processo penal, algumas situações específicas, sabe? É porque querendo ou não o Direito é um reflexo de fatos sociais que geram relevância para o Estado. Então tem situações sociais que são moralmente muito agressivas para valores sociais e ao mesmo tempo trazem aquele mau gosto social, entende?
Diário – Como processos de homicídios?
Paulo – Exatamente, quando a gente trata com a vida, então muitas vezes para mera formação acadêmica é exigido que você presencie situações de fato, então imagine uma pessoa de 16 anos, como era o meu caso, ter contato com esse tipo de situação. Mas eu recebi muito bem todos esses tipos de situações, mas a bem da verdade é necessária uma maturidade para atuar nisso, na área do Direito, pois a repercussão na vida da pessoa é muito grande.
Diário – E sabendo disso é que muita gente tenha algum tipo de discriminação em relação a sua pouca idade?
Paulo – Algumas pessoas pensam como uma pessoa mais jovem que elas podem lhe orientar. Mas graças a Deus eu não pareço tão jovem, então isso me ajudou a disfarçar… [risos] Mas chegava algum momento que alguém falava sim.
Diário – O senhor está com quantos anos?
Paulo – Tenho 25 anos, estou atuando na advocacia a algum tempo, alguns anos.
Diário – E sobre a discussão em torno da obrigatoriedade do Exame de Ordem, qual a sua opinião a respeito dessa exigência?
Paulo – A minha opinião é que é constitucional [a exigência], não porque o STF decidiu, o que leva muita gente a imaginar que a ordem jurídica se pereniza, o que eu discordo desse entendimento, pois somos aplicadores do Direito então podemos divergir. É claro que quando o STF bate o martelo, e ele guarda a Constituição, aí não tem o que discutir, a gente vai ter que aceitar. Mas nesse ponto específico nessa decisão que eles deram eu concordo. Mas tem um determinado dispositivo do Artigo 5º, salvo engano o inciso 14, ele dá uma abertura para a lei infraconstitucional, para que regule uma situação, que é muito abrangente, é uma norma constitucional de eficácia contida, ela dá liberdade a todo brasileiro de conseguir qualquer trabalho, ofício ou profissão, só que ela fala: “atendidas as condições que a lei estabelecer”.
Diário – E a legislação específica para o exercício da advocacia, diz o que?
Paulo – A lei 8.916 que é o estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil, no seu artigo 8º ele exige o exame de ordem como um dos requisitos, logo, juridicamente essa exigência é compatível de acordo com a Constituição Federal.
Diário – Daí o senhor ser de opinião favorável à exigência do exame da OAB?
Paulo – Eu falava em nível da ordem jurídica brasileira. A minha opinião pessoal é de que ele deve ser exigido, talvez não da forma com que vem sendo exigido, é esse que é o grande problema. Até países que vem do “common law”, desse Direito que tem muita base jurisprudencial, mais do que a própria legislação formal, como é o caso dos Estados Unidos, lá o exame da ordem é normal, inclusive jamais se é discutido. O exame de ordem é sim necessário, pois o profissional do Direito tem uma atuação muito peculiar e ele tem que ter algum crivo formal para estabelecer esse título de atuação como advogado.
Diário – O bacharel em direito tem um vasto campo de possibilidades de atuação. No seu caso em particular foi sua opção advogar ou o seu sonho profissional está por se realizar?
Paulo – A verdade é que eu tenho outro sonho profissional. As pessoas até se assustam quando digo que estudo de 16 a 17 horas por dia em média, isso depois de haver me formado, pois na época de faculdade eu não tinha tempo para estudar tanto para concurso. Agora estou estudando cada vez mais, pois tenho como visão o cargo que almejo como profissão é exercer o cargo de procurador da República e sei que atualmente é um concurso desumano… [risos] A carga de conhecimento jurídico exigida é muito alta e sabendo disso e também que muitas pessoas também estão lutando para isso, estou me esforçando evidentemente para entrar nesse hall diria até seleto, em vista da grande concorrência e que salvo engano aqui em Macapá não existe nenhum procurador da República que seja amapaense.
Diário – O Brasil é tido como um campeão de produção de legislação, mas que não são cumpridas. Aqui se diz que há leis que pegam e outras não. Já os Estados Unidos levam a fama de que lá as leis se cumprem. O que há para explicar esse fenômeno?
Paulo – Esse é um tema complexo demais. Eu resumiria dizendo que é uma questão de aplicabilidade. Numa visão fática, a estrutura abstrata que é o Estado, aqui no Brasil querendo ou não os agentes públicos e a própria população, que são agentes integrantes dessa estrutura, a ordem jurídica nada mais é do que um reflexo formal de valores que foram incrustados através dos elementos culturais desse povo, de nós brasileiros. Só que quando a população tenta se desvencilhar dessa ordem jurídica feita por seus representantes, os legisladores, quando é possível burlar o brasileiro faz. E como a gente vê nos noticiários, os agentes públicos, que não deveria ser a regra, sempre existem situações de corrupção e muitas outras passíveis de investigação.
Diário – E para que a legislação brasileira possa ser mais aplicável o que é necessário?
Paulo – Uma mudança de perspectiva tanto da população como dos agentes públicos.
Diário – Uma mudança não apenas comportamental, mas cultural até, o senhor diria?
Paulo – Sim, o que é muito mais difícil. Mas só que tornar os meios coercitivos de aplicabilidade da norma mais efetivos, ou seja, o cidadão e o agente público saberem que caso transgridam a norma eles vão ser responsabilizados, seria um grande avanço já no sentido de trazer a eficácia. Mas a única situação para isso é a pessoa entender que aquilo é importante, se o agente público entender que se ele der valor a dignidade da função pública, aos recursos públicos, enfim.
Diário – Daí o senhor ser de opinião favorável à exigência do exame da OAB?
Paulo – Eu falava em nível da ordem jurídica brasileira. A minha opinião pessoal é de que ele deve ser exigido, talvez não da forma com que vem sendo exigido, é esse que é o grande problema. Até países que vem do “common law”, desse Direito que tem muita base jurisprudencial, mais do que a própria legislação formal, como é o caso dos Estados Unidos, lá o exame da ordem é normal, inclusive jamais se é discutido. O exame de ordem é sim necessário, pois o profissional do Direito tem uma atuação muito peculiar e ele tem que ter algum crivo formal para estabelecer esse título de atuação como advogado.
Diário – O bacharel em direito tem um vasto campo de possibilidades de atuação. No seu caso em particular foi sua opção advogar ou o seu sonho profissional está por se realizar?
Paulo – A verdade é que eu tenho outro sonho profissional. As pessoas até se assustam quando digo que estudo de 16 a 17 horas por dia em média, isso depois de haver me formado, pois na época de faculdade eu não tinha tempo para estudar tanto para concurso. Agora estou estudando cada vez mais, pois tenho como visão o cargo que almejo como profissão é exercer o cargo de procurador da República e sei que atualmente é um concurso desumano… [risos] A carga de conhecimento jurídico exigida é muito alta e sabendo disso e também que muitas pessoas também estão lutando para isso, estou me esforçando evidentemente para entrar nesse hall diria até seleto, em vista da grande concorrência e que salvo engano aqui em Macapá não existe nenhum procurador da República que seja amapaense.
Diário – O Brasil é tido como um campeão de produção de legislação, mas que não são cumpridas. Aqui se diz que há leis que pegam e outras não. Já os Estados Unidos levam a fama de que lá as leis se cumprem. O que há para explicar esse fenômeno?
Paulo – Esse é um tema complexo demais. Eu resumiria dizendo que é uma questão de aplicabilidade. Numa visão fática, a estrutura abstrata que é o Estado, aqui no Brasil querendo ou não os agentes públicos e a própria população, que são agentes integrantes dessa estrutura, a ordem jurídica nada mais é do que um reflexo formal de valores que foram incrustados através dos elementos culturais desse povo, de nós brasileiros. Só que quando a população tenta se desvencilhar dessa ordem jurídica feita por seus representantes, os legisladores, quando é possível burlar o brasileiro faz. E como a gente vê nos noticiários, os agentes públicos, que não deveria ser a regra, sempre existem situações de corrupção e muitas outras passíveis de investigação.
Diário – E para que a legislação brasileira possa ser mais aplicável o que é necessário?
Paulo – Uma mudança de perspectiva tanto da população como dos agentes públicos.
Diário – Uma mudança não apenas comportamental, mas cultural até, o senhor diria?
Paulo – Sim, o que é muito mais difícil. Mas só que tornar os meios coercitivos de aplicabilidade da norma mais efetivos, ou seja, o cidadão e o agente público saberem que caso transgridam a norma eles vão ser responsabilizados, seria um grande avanço já no sentido de trazer a eficácia. Mas a única situação para isso é a pessoa entender que aquilo é importante, se o agente público entender que se ele der valor a dignidade da função pública, aos recursos públicos, enfim.
Perfil…
Paulo Ronaldo Santos Brasiliense tem 25 anos de idade, nasceu em Macapá (AP) e é solteiro. Estudou em escolas públicas até concluir o ensino médio, pela Escola Estadual Tiradentes, quando ingressou no curso de Bacharelado em Direito pelo CEAP (Centro de Ensino Superior do Amapá), tendo concluído sua graduação em 2011. No mesmo ano prestou o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), tendo sido aprovado para o exercício da profissão aos 20 anos de idade. Durante os estágios profissionais, chamou a atenção de magistrados e procuradores, bem como garantido uma agenda de clientes importantes que identificaram nele um talento excepcional. Atualmente exerce a profissão e estuda muito para fazer concurso público.
SAÚDE | Projeto aberto ao público oferece aula de ritmos para amantes da boa forma
EDUCAÇÃO | Especialista dá dicas de como se manter no mercado de trabalho
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| Professor Dagoberto Siva, coordenador de pós-graduação da Faculdade Estácio |
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
ARTIGO | "O voto é uma decisão da nossa consciência ou decisão de interesse pessoal?"
Amapá cresce nove posições no Ranking de Competitividade dos Estados Brasileiros
O estado do Amapá que ocupava uma das últimas posições no Ranking de Competitividade dos Estados Brasileiros em 2015, passa ao 16º lugar em 2016 tendo como um dos principais responsáveis a elevação de seu potencial de mercado, um dos pilares em estudo desenvolvido por organização não governamental.
O estudo anual sobre competitividade dos estados brasileiros realizado pela organização Ranking de Competitividade possui como pilaresSustentabilidade Ambiental, Inovação, Eficiência da Máquina Pública, Solidez Fiscal, Sustentabilidade Social, Educação, Capital Humano, Infraestrutura e Potencial de Mercado.Dentre os três pilares em que o estado é mais forte estão Segurança Pública, Solidez Fiscal e Potencial de Mercado, que passou de 54.3 para 73.3 pontos em uma escala referencial de 100 e é composto pelos índices de Tamanho de Mercado, Crescimento do Potencial da Força de Trabalho e Taxa de Crescimento ocupando o Amapá uma das melhores colocações nacionais nestes dois últimos índices do pilar.
A chegada de indústrias do agronegócio, a exemplo das que compõem o complexo soja, possuem grande relevância para os índices que constituem o pilar Potencial de Mercado, sobretudo no índice Taxa de Crescimento, e consequentemente para a elevação do Amapá no ranking. A vinda para o Amapá de instituições do setor econômico que atuam em outras regiões brasileiras e países como a Aprosoja, Cianport, Caramuru, Fiagril e Soreidom retratam muito bem o interesse de investidores e o início da construção de um ambiente favorável no extremo norte brasileiro.
O Amapá, que anteriormente ocupava apenas o 25º lugar no ranking, ultrapassa os dois maiores estados do Norte, Pará e Amazonas, exatamente pela grande diferença que conseguiu abrir no pilar Potencial de Mercado, onde os mesmos possuem pontuação de 34.6 e 27.1, respectivamente nos estudos deste ano. Isso possibilita um olhar especial para o estado em relação a atração de novos investimentos no desenvolvimento de diversas cadeias produtivas.
Estes avanços foram pouco visíveis num ano onde a crise política, e o cenário macroeconômico ganharam mais holofotes do que a ação tenaz dos empreendedores. Para fazer com que a sociedade efetivamente prospere, se faz necessário em primeiro lugar que os demais indicadores acompanhem o mesmo bom desempenho da iniciativa privada, em especial o pilar Eficiência da Máquina Pública, uma vez que o Estado cumpre função estratégica na elevação do Potencial de Mercado – a exemplo do desafio da regularização fundiária, base de sustentação da atividade econômica – seja porque é o principal elemento de formação do PIB amapaense, ou seja porque suas funções influenciam sinergicamente os demais pilares do estudo.
Veja mais em http://www.rankingdecompetitividade.org.br/ranking/geral
Juan Monteiro
Administrador e Jornalista
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Ministério do Turismo lança programa para qualificação internacional de estudantes do setor
O ministro do Turismo Marx Beltrão durante encontro com Tracey Crouch. Crédito: Gustavo Messina
Por Gabriel Fialho, MTur
A proposta é complementar a formação dos estudantes em outro idioma e técnicas de turismo e hospitalidade. A parceria entre os dois países foi definida há dois meses, durante a World Travel Market (WTM), uma das maiores feiras de Turismo do mundo, em Londres. Na ocasião o ministro do Turismo, Marx Beltrão, se reuniu com a ministra de Esporte, Turismo e Patrimônio da Inglaterra, Tracey Crouch, e com o presidente da Associação de Colleges do Reino Unido, David Hughes, para acertar os últimos detalhes para retomar o programa.“O Ministério teve experiências exitosas neste sentido, com Portugal, em 2013, e com o próprio Reino Unido e a Espanha em 2014. Agora estamos transformando estes projetos em uma política pública perene. Qualificar os nossos futuros profissionais é uma necessidade que atenderá à demanda do trade turístico, gerando renda e benefícios para a sociedade”, explicou Marx Beltrão.Os recursos do Ministério do Turismo serão repassados a entidades da administração pública, que firmarão convênio com a Pasta, por meio de Termo de Execução Descentralizada. A bolsa arcará com a matrícula na universidade, além de cobrir gastos com hospedagem, alimentação, auxílio-deslocamento, seguro saúde e ajuda de custo mensal.Os critérios de seleção dos bolsistas serão os mesmos dos utilizados nas experiências de 2013 e 2014. Dentre eles, o estudante deve ser brasileiro e residir no país no momento da candidatura; estar matriculado em curso de bacharelado, licenciatura, e/ou tecnólogo em Turismo e/ou Hospitalidade; ter integralizado de 20% a 80% do currículo previsto do seu curso; ter obtido nota no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) igual ou superior a 600 pontos, a partir de 2009; apresentar perfil de aluno de excelência, baseado no bom desempenho acadêmico, segundo parâmetros da Instituição de Ensino Superior e; comprovar proficiência mínima em língua inglesa.A grade disciplinar será a mesma para todos os estudantes, mesmo os que estejam em diferentes instituições da Associação de Colleges, como são chamadas as faculdades no Reino Unido. O chefe de cozinha britânico Jamie Oliver é esperado para ministrar algumas aulas na área de gastronomia para um grupo desses estudantes. Para Londres serão 12 vagas, enquanto as demais serão destinadas a outras cidades da Inglaterra e para outros países do Reino Unido (Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte).
OPORTUNIDADE – Mariana Radicchi, 23 anos, cursava turismo na Universidade de Brasília (UnB) em 2014, quando enxergou a chance de realizar o desejo de estudar fora do país. Uma palestra para apresentar o projeto do MTur, oferecendo bolsas para os alunos estudarem no Reino Unido e na Espanha, chamou a atenção da jovem.“Eu sempre quis morar fora e fazer intercambio, mas não tinha condições financeiras para isso. Como era na minha área e praticamente gratuito, me interessei, além de ser no Reino Unido. O curso atendeu às minhas expectativas, lá é muito bom para estudar”, recorda Mariana, que esperou o edital abrir, passou pelo processo de seleção e foi estudar no Exeter College, na cidade de mesmo nome.
Após se formar, ainda em 2015, Mariana concorreu a uma vaga na Embaixada do Reino Unido em Brasília e foi selecionada para trabalhar no local. Ela acredita que o período fora ajudou a ter qualificação para concorrer ao cargo. “O período no exterior me abriu portas, melhorou meu currículo e me deu mais oportunidades”, enumerou a jovem, que sonha um dia voltar ao Reino Unido para continuar estudando.













