segunda-feira, 20 de março de 2017

“A abertura provisória da ponte pressiona positivamente que o Brasil conclua suas obras”

O governador do Amapá teve a honrosa missão de chefiar a delegação brasileira que foi a Oiapoque ontem para a cerimônia de abertura da ponte binacional entre o Brasil e a Guiana Francesa. Mas Waldez Góes, ao seu estilo, foi de extrema generosidade com as demais lideranças políticas que estiveram lá, franqueando a palavra a todos e demonstrando que a experiência de estar no terceiro mandato à frente do Setentrião pode ser empregada a favor da diplomacia e da mobilização. E essa será a tônica para que as forças públicas locais continuem envidando esforços para a conclusão das etapas que faltam para a inauguração oficial, marcada para o final do ano, após a conclusão do processo eleitoral da França, que impediram agora a vinda do presidente Fraçois Holand e, consequentemente, do colega Michel Temer.

Cleber Barbosa
Da Redação

Diário do Amapá – Coube ao senhor representar o Governo do Brasil no evento de inauguração da ponte binacional. Como foi isso governador?
Waldez Góes – É, foi uma solicitação do Governo Federal para que eu representasse o estado brasileiro, chefiando a delegação oficial do nosso país, composta por nossos deputados federais e senadores, deputados da Assembleia Legislativa, representantes do Poder Judiciário, enfim, de nossas instituições e do povo nessa solenidade de abertura provisória da ponte.
Diário – Então ainda não é a inauguração oficial, mas a abertura para o tráfego é isso?
Waldez – Sim, o que é muito importante, afinal são mais de duas décadas de tratativas para que nós chegássemos a esse ponto, de abrir inicialmente para o tráfego de carros de passeio. É um momento histórico, apesar de ser uma abertura parcial, pois isso vai ser feito em várias etapas, com a próxima sendo a abertura para veículos de turismo e em seguida de transporte de cargas. As obras começaram em 2007 e agora é que estão sendo concluídas, então é uma longa trajetória que não podia ser diferente, afinal são dois países diferentes, de continentes distantes, de moedas diferentes, de legislação eleitoral e sistema de governos diferentes, de legislações de licitações também, idioma, enfim, isso tudo para dizer que construir um acordo e chegar a esse momento requer muito trabalho.
Diário – E que passaram pelas mãos de oito presidentes da república diferentes, quatro de cada lado, não é mesmo?
Waldez – Sim, e é por isso que tudo tem que ser tratado como programa de estado e não de governo; governos têm prazo para começar e terminar, mas o estado não, ele é permanente como a população também é permanente, daí nós estarmos comemorando bastante hoje esse primeiro passo que vai ser muito importante para o Amapá especialmente.
Diário – Em que sentido governador?
Waldez – Olha, para a abertura deste sábado, mesmo que provisória, três acordos tiveram que ser aprovados pelo Parlamento Francês e pelo Congresso Nacional do Brasil, com as respectivas sanções pelos presidentes da França e do Brasil. Os acordos dizem respeito à comercialização de produtos de subsistência, não só alimentação, o que significa que na região compreendida entre a Guiana Francesa e o Oiapoque nós vamos ter uma área de livre comércio para um número significativo de produtos. Outro acordo versa sobre transporte internacional, para justificar exatamente o transporte de cargas e de passageiros, bem como um acordo de assistência civil, que prevê o emprego da defesa civil dos dois países, representados pela Guiana Francesa e pelo Amapá, com suas equipes altamente preparadas, inclusive já tendo realizado diversas simulações para dar toda a segurança necessária na área da ponte.
Diário – Mas ainda existe muita coisa a ser feita, não é mesmo? 
Waldez – Sim, são muitas etapas, que são vencidas uma a uma a cada momento, mas tenho certeza de que nós vamos vence-las. Eu reafirmo aqui que estarei permanentemente nessa mobilização da nossa bancada federal, dos nossos prefeitos, dos nossos parlamentares estaduais, das nossas instituições federais, estaduais e municipais, sobretudo a comunidade de Oiapoque, vereadores, prefeita, empreendedores, enfim, que serão os primeiros a receber de nós a atenção, afinal é a porta de entrada, daí nós estarmos com diversos projetos já articulados e cobrando do governo brasileiro também uma maior atenção de investimentos uma vez que Oiapoque como cartão de entrada do Brasil precisa ser melhor cuidado, com um bom projeto de mobilidade urbana, um bom projeto habitacional também, preparar a orla e garantir realmente as condições de políticas públicas para Oiapoque primeiro, pois estando bom para Oiapoque e seus moradores o turista que visitar a cidade certamente irá se sentir bem.
Diário -  Entre essas demandas está a necessidade de concluir a pavimentação da BR 156, que deveria estar pronta para a inauguração da ponte. Mas a abertura provisória da ponte o senhor entende que pode acelerar esse processo?
Waldez – Exatamente, assim como também falta concluir a obra da Aduana do lado brasileiro. Nós sabemos que durante os doze meses do ano no Amapá chove oito meses, portanto são só quatro meses de verão e em condições de trabalhar, daí em minhas administrações anteriores termos avançado construindo pontes de concreto no inverno e asfalto no verão. Então a abertura provisória da ponte pressiona positivamente para que o Brasil conclua suas obras. Obviamente foi mais fácil para a Guiana fazer a sua parte porque de Saint George até Caiena são 200 quilômetros, enquanto de Macapá a Oiapoque são 600 quilômetros, portanto três vezes mais, então era óbvio que demorasse um pouco mais para o Brasil fazer a sua parte.
Diário – E qual será a estratégia para isso governador?
Waldez – Ela já está em curso. Agora no dia 27 de março mesmo o diretor nacional do DNIT, doutor Walter, virá ao Amapá assinar a ordem de serviço para a construção dos últimos 112 quilômetros que faltam ser pavimentados na BR 156. Então a abertura por etapa também pressiona todos nós agentes públicos a realizarmos aquilo que ainda falta do lado brasileiro. É verdade que ainda falta o pátio aduaneiro, mas quem chega a Oiapoque hoje vê obra para todo lado, sinalização sendo feita, enfim, os prédios estão prontos, as equipes da polícia federal, da receita federal da vigilância sanitária e a polícia rodoviária federal já estão mobilizadas, prontas para dar toda a assistência. Nossa expectativa é que até o final do ano tudo esteja pronto e uma terceira etapa, do lado comercial, relacionada ao transporte de cargas e de passageiros também.
Diário – E com relação à possibilidade dos empreendedores brasileiros, através do Amapá, claro, poderem realizar trocas comerciais com a Guiana Francesa, onde, sabidamente pouco ou quase nada é produzido já que o abastecimento se dá através da França continental?
Waldez – Os acordos que citei anteriormente versam sobre isso também, apesar de ainda não ter sido muito bem repercutido junto à classe dos agentes públicos, dos agentes políticos, dos empreendedores, como também junto à imprensa. A abertura da ponte antecipou a aprovação de alguns acordos como a comercialização de produtos de subsistência, o que significa que não são produtos apenas de alimentação, mas de subsistência na região. Se você chega em Oiapoque, mesmo com o país em crise, vê um comércio aquecido, pois é a única fronteira com moeda invertida, ou seja, onde a nossa moeda vale menos que a do outro lado, o que aparentemente poderia ser uma desvantagem, comercialmente é uma vantagem pois esse acordo prevê que alguns milhares de produtos de subsistência irão receber incentivos, como uma área de livre comércio. Então a tendência é ter uma maior frequência de franceses comprando do lado brasileiro, aquecendo o mercado de Oiapoque.
Diário – Para fechar governador, o que fica de tanto trabalho e investimentos ao longo das últimas décadas para se chegar a este dia que se propõe ser histórico entre o Amapá e a Guiana Francesa?
Waldez – Que o Amapá e a Guiana Francesa já possuem relações sociais, culturais, comerciais a muitos anos. O que o Brasil e a França estão buscando é correr atrás, pois os povos dessa região já estabeleceram essa cooperação, de usos e costumes, com brasileiros casando com franceses, francesas casadas com brasileiros, indígenas que passam um período estão do ano do lado brasileiro e depois do lado francês, então não tem fronteira entre povos, os governos é que fazem suas fronteiras, isso a gente vê em toda a história da humanidade. Então os governos precisam se adaptar a essa realidade e ter um maior controle sobre isso e não tem maior controle sem presença.

Perfil
Entrevistado. Antônio Waldez Góes da Silva exerce pela terceira vez um mandato de governador do Amapá, tendo ao longo da carreira apenas uma filiação partidária, o PDT. Foi deputado estadual constituinte, tendo chegado ao Parlamento Estadual com forte apelo popular ao ter sido o mais votado, vindo do serviço público como extensionista rural, uma de suas maiores vocações. O destaque como legislador o projetou a disputar o Executivo, inicialmente tentando virar prefeito de Macapá e depois concorrendo ao Governo do Estado por duas vezes, sendo eleito na terceira. Seus dois mandatos anteriores foram marcados por ter sido o que mais avançou na pavimentação da BR 156, a principal rodovia federal do Amapá. 

Turistas franceses dizem que irão continuar usando as catraias para contemplar natureza

A Ponte Binacional não fará muita diferença para quem gosta de vir fazer turismo no município fronteiriço de Oiapoque. Esta é a opinião de um grupo de turistas franceses que se encontram hospedados numa chácara do bairro Planalto, que também funciona como restaurante.
“Será mais uma ponte. Mas, não fará diferença pra nós que gostamos de apreciar a fauna e a flora da Amazônia. Vamos continuar usando as catraias para ver as belezas naturais. Pois, elas fazem parte do nosso passeio turístico”, assegurou o gendarme Magnier Pascal, 49 anos, que mora em Caiena, capital da Guiana Francesa. A esposa dele, Magnier Delphine, 47 anos, fez coro com o marido e disse que se vier a Oiapoque pela ponte, não conseguirá ver animais como o bicho preguiça.
Mas, não é só a fauna e a flora que atraem os franceses. A culinária e os produtos também chamam a atenção dos turistas. A própria Delphine e a amiga Szynkowiak Marie Line, 52 anos, nunca saem de mãos vazias quando vêm à fronteira. “A gente sempre compra as sandálias brasileiras que são muito confortáveis”, destaca Marie Line, que sempre acompanha o marido Szynkowiak Pascal, 54 anos, o qual, também é gendarme.
Szynkowiak, aliás, faz questão de enfatizar que a exuberância da Amazônia é que o fascina. “Isso nós não temos na França”, comentou o francês. Ele mora um pouco mais longe que o amigo, Magnier, numa região parisiense no Leste da França. Mas, sempre que pode vem passear no município de Oiapoque e, também, rever os amigos na cidade de Saint George. Entre as comidas preferidas do grupo de turistas está a feijoada e o churrasco, além de bebidas como a ‘caipirinha’.
Para Genival da Silva Campos, 43 anos, que administra junto com a irmã Lilma, 40 anos, a chácara onde os referidos turistas costumam se hospedar, o consumo de produtos e serviços no município é um ganho para os empreendedores locais. Natural de Oiapoque, Genival Campos é entusiasta da qualificação dos empresários oiapoquenses para que todos ofereçam qualidade no atendimento da clientela. Ainda mais agora, com a abertura da Ponte Binacional.
“Eu acredito que daqui pra frente Oiapoque só vai crescer. Mas, ainda falta os empresários acordarem e decidirem melhorar seus estabelecimentos. Penso que a abertura da ponte é uma porta da Europa que está se abrindo. É a Europa olhando para o Brasil e o Brasil olhando pra ela. Não podemos ficar parados sem fazer nada. Temos condições de vender muitos dos nossos produtos para os estrangeiros. E eles têm condições de comprar. O bom disso é que temos o mercado. Se temos o mercado, pra que ficarmos parados?”, questionou o empreendedor em tom de apelo para que este olhar seja de todos os segmentos que geram emprego e renda na cidade fronteiriça.
Só o estabelecimento dele injeta todo mês, uma média de R$ 180 mil, na economia de Oiapoque. Desse montante, R$ 10 mil é só para o pagamento de funcionários.  Para chegar a este faturamento, Genival e a irmã buscaram qualificação nas entidades que apoiam o desenvolvimento dos negócios. “Eu e a Lilma fizemos o Empretec, que é um instrumento que nos dá o ‘caminho das pedras’. Gostaria que todos os empresários locais tivessem essa mesma busca por crescimento a partir do conhecimento”, sugeriu.

Texto: Maiara Pires/Secom/GEA

Ponte Binacional estimula alternativas de desenvolvimento econômico na fronteira, diz GEA

Concebida dentro de um entendimento de cooperação entre Brasil e França, a Ponte Binacional, construída no Rio Oiapoque, traz desafios e chama para a flexibilidade as pessoas com pensamento unilateral de que a nova rota não trará desenvolvimento. A abertura da única rota terrestre que ligará o Brasil à União Europeia criou sonhos e despertou novos olhares para a consolidação de um projeto que melhore o bem-estar de quem nasceu ou escolheu a fronteira do Amapá com a Guiana Francesa para viver.
Genival da Silva Campos, 43 anos, nasceu em Oiapoque e, junto com a irmã Lilma, 40 anos, toca uma chácara que também funciona como restaurante no bairro do Planalto. Ele acredita que o município viverá novos tempos muito em breve. Visionária, a família se preparou e continua se preparando para grandes conquistas. “A minha irmã é uma guerreira de acreditar nesse empreendimento, levantando com muito esforço. É um sonho que se tornou realidade graças à persistência dela. E a gente acredita no desenvolvimento de Oiapoque. Por isso, buscamos qualificar os nossos serviços e o atendimento dos nossos clientes”, comentou.
Sonhos, como o da família de Genival, são compartilhados por outras entidades no município transfronteiriço, as quais enxergaram o potencial da cidade dada a sua localização estratégica. É o caso do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Junta Comercial do Amapá (Jucap), Corpo de Bombeiros Militar (CBM/AP) e Associação Comercial do Oiapoque (Acoi). Juntos, eles inauguraram há 9 meses, o Centro Empresarial de Oiapoque. Tudo para facilitar o atendimento de empreendedores locais, minimizando o deslocamento até a capital em busca de serviços.
Há 20 anos, por exemplo, o Sebrae visualizou esse potencial e se instalou em Oiapoque para prestar apoio aos empresários. Com a junção da CDL, Jucap, CBM/AP e Acoi, o trabalho ganhou um novo ânimo. “Já existia essa proposta de reunir estes órgãos numa só estrutura. Mas, ainda não havia sido possível colocar em prática. Agora, estamos com mais força para prestar a orientação necessária aos empreendedores locais”, enfatizou a gerente do Centro Empresarial de Oiapoque, Elenice Menezes.
Outro que vislumbrou o crescimento de Oiapoque foi o Governo do Amapá. Entre outras iniciativas, o Executivo firmou parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para orientar os empresários de pequeno e médio porte sobre oportunidades de mercado e exortação de produtos.
Numa das palestras ministradas pelo analista do MDIC, Afonso Celso, há seis meses, ele destacou a proximidade do Amapá com a União Europeia, a partir da abertura da Ponte Binacional. “Sem dúvidas, a abertura da ponte que liga o Brasil à Guiana Francesa será ponto crucial para o desenvolvimento do comércio exterior no Brasil. O MDIC tem todo o interesse em ver o Estado se desenvolver e aumentar, cada vez mais, o número de empresas exportadoras”, ressaltou à época.
Mais recentemente, o governador Waldez Góes reafirmou parcerias com a prefeitura de Oiapoque para construir um ambiente favorável de desenvolvimento e bem-estar da população. Ele garantiu convênios estaduais, principalmente, de limpeza e coleta de lixo, além da continuidade em obras como a Praça Ecildo Crescêncio, construção da orla e de uma escola em Tempo Integral. O município também foi contemplado com o Plano de Mobilidade Urbana, que prevê 17 km de pavimentação com asfalto, drenagem, calçamento e meio-fio.
“A abertura da ponte binacional força toda a sociedade civil organizada a buscar, na criatividade, novas formas de desenvolver a geração de renda, a cultura, a educação, o social. E, também, a adaptação a uma nova realidade, além de fortalecer a cooperação internacional em diversas áreas do conhecimento”, destacou o governador Waldez Góes.
Centro comercial da cidade de Oiapoque, onde é grande a expectativa para aquecer as vendas

Franceses e brasileiros abrem oficialmente a Ponte Binacional sobre o Rio Oiapoque

Cerimônia simbólica no meio da ponte marcará o evento que vai integrar o Amapá ao Platô das Guianas.

Por Maiara Pires, do GEA

Oiapoque (AP) – O Amapá será integrado oficialmente ao Platô das Guianas neste sábado, 18. Uma cerimônia simbólica marca a abertura da Ponte Binacional do Rio Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa.
A programação conta com saída da delegação francesa de Cayenne para Saint George, recepção dos convidados na ponte, chegada dos demais membros da delegação francesa em avião militar no aeródromo de Oiapoque, encontro com as autoridades brasileiras no meio da ponte, apresentação da fanfarra brasileira pela Escola Joaquim Caetano da Silva com a execução dos hinos brasileiro e francês.
Tem ainda o corte da fita oficial, a foto oficial, festividade e coquetel tradicional, dança indígena, dança tradicional guianense e dança brasileira e discursos de autoridades. A abertura oficial da Ponte Binacional será feita pelo prefeito da Guiana Francesa, Martan Jaguer, e pelo governador do Amapá, Waldez Góes. Com início às 7h30, a programação está prevista para encerrar por volta de 13h.

A obra
A ponte é um dos símbolos dentro do projeto de cooperação celebrado entre os dois países, por meio do Acordo de Cooperação Brasil-França, assinado em maio de 1996, com o objetivo de garantir o desenvolvimento econômico na região de fronteira franco-brasileira.
Com a inauguração, o Amapá romperá definitivamente o seu isolamento via terrestre e passará a ser o único Estado Brasileiro ligado à União Europeia, o que permite novas rotas de exportação e importação de mercadorias e o aquecimento na economia local.
A Ponte Binacional será aberta, inicialmente, para carros de passeio. Porém, dois outros tratados entre Brasil e França já estão em análise para finalizar as questões de operações comerciais e de transportes de mercadorias e valores de seguro.
Nesse primeiro momento, é obrigatório para os carros brasileiros, o seguro em valores que variam de 250 euros (R$ 850) a 450 euros (R$ 1,5 mil), dependendo do carro. Os viajantes do Brasil precisarão tirar o visto de viagem e portar carteira internacional de motorista.
Há, também, acordos de subsistência e assistência civil, todos promulgados em janeiro de 2017. Por isso, que abertura da ponte se dará por etapas.  Outra pendência é a conclusão do pátio aduaneiro, que está em fase de construção pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transpores (Dnit).

Faturamento do turismo nacional no último trimestre de 2016 supera em 37% estimativas do setor

Ministro do turismo, Marx Beltrão, comemora a boa notícia de reação do setor
O faturamento alcançado pelo setor turístico brasileiro como um todo no último trimestre de 2016 superou em 37% as estimativas previamente projetadas pelo setor. Na mesma linha, o nível de emprego efetivamente observado nos três últimos meses do ano passado superou em 38% o que representantes da área tinham como prognóstico.  

Os números estão no Boletim de Desempenho Econômico do Turismo, publicação trimestral realizada pelo Ministério do Turismo, por meio da Fundação Getulio Vargas (FGV). Foram ouvidas 918 empresas, que representam 71.498 postos de trabalho e apresentaram um faturamento no trimestre de R$ 7,8 bilhões. Elas integram sete setores: Transporte Aéreo, Parques e Atrações, Agências de Viagens, Meios de Hospedagem, Turismo Receptivo, Organizadores de Eventos e Operadoras de Turismo. O levantamento foi realizado entre 2 e 31 de janeiro de 2017.

“Os números mostram que o empresariado do turismo aposta no setor e acredita na recuperação econômica do país. Do ponto de vista do MTur precisamos manter a parceria e assegurar os investimentos na melhoria da infraestrutura turística para fazer com que o turismo seja reconhecido como uma importante atividade econômica no país”, afirmou o ministro Marx Beltrão. 

Em outra frente, o percentual do faturamento das empresas previsto para ser usado como investimento no primeiro trimestre de 2017 supera 11% para 67% dos entrevistados. Levando em conta todos os profissionais ouvidos, o percentual médio de investimento é de 7,5% do faturamento. As principais áreas/atividades citadas para serem beneficiadas são as de compra de materiais e equipamentos, marketing e promoção de vendas, infraestrutura de instalações e tecnologia da informação.  

Em uma comparação com o terceiro trimestre de 2016, o resultado do faturamento em outubro, novembro e dezembro do consolidado das atividades do turismo revela aumento em 61% dos entrevistados, estabilidade em 15% e queda em 24%. Os segmentos com saldo mais elevado foram transporte aéreo e parques e atrações turísticas. Meios de hospedagem, operadoras de turismo e agências de viagem se mostraram estáveis. Turismo receptivo e organizadores de evento apresentaram baixa. 

O mercado de turismo no Brasil mobiliza anualmente cerca de 60 milhões de viajantes nacionais e emprega 3,14% da população economicamente ativa. Em 2016, mais de 6,5 milhões de estrangeiros visitaram o país, e deixaram aqui mais de US$ 6 bilhões. 

sábado, 18 de março de 2017

Ministra francesa não fica para inauguração da ponte em Oiapoque e retorna a Paris

P.-Y.C. & C.J.
Ségolène Royal, ministra do Meio Ambiente e Transporte da França voou de volta na sexta-feira (17), e não ficou para inaugurar a ponte sobre o Rio Oiapoque. A razão oficial é que não haverá nenhum ministro brasileiro na cerimônia, portanto, uma questão protocolar, relacionada à soberania dos países.
A visita da representante do Palácio do Eliseu em Caiena foi muito conturbada desde sua chegada à capital da Guiana Francesa. Sua agenda incluía a inauguração da ponte binacional, conforme a programação oficial divulgada no meio da semana. A ponte teve que ser inaugurada pelo prefeito da Guiana e o governador do Amapá.
Ségolène Royal voltou à Paris com vinte e quatro horas de antecedência.Havia todo um aparato de segurança em St. George, na divisa com o Brasil, com muitos policiais mobilizados, ocupando pontos estratégicos em terra, no rio e até no ar. Mas ainda no final da manhã de sexta-feira foram acionados a volta pela estrada para Caiena.

Protestos
Desde a chegada da ministra do Meio Ambiente à Guiana, houve registros de manifestações pela cidade e nos prédios públicos onde ela tinha que ir, o que obrigou-a a adiar algumas agendas, como a participação na programação plurianual e as convenções para os Territórios de energia positiva para o crescimento verde. Mas ela marcou presença destacada num evento que Caiena sedia pela primeira vez, com um auditório tomado por mais de 500 delegados participantes da Convenção de Cartagena, que reúne representantes dos países da região do Platô das Guianas e Caribe.

Com informações do Portal France-Guyanne

quarta-feira, 15 de março de 2017

TURISMO | Viagem em uma moto: turismo radical de cara pro vento

A promoção “Minha Viagem Inesquecível” está de volta e conta hoje a trajetória de um autêntico aventureiro dos tempos modernos. Trata-se do engenheiro Mivaldo Paz, 50, que trabalhava em uma mineradora em Santana quando decidiu partir para essa aventura, em 2010. Conversamos com ele na semana em que ele retornou de sua programação preferida nas férias: viajar de moto. Esta foi sua oitava viagem de longo trajeto, saindo desta vez de Belo Horizonte em direção a Macapá, com parada em Belém, é claro, de onde a moto seguiu de balsa até o Porto de Santana.
Nosso personagem deste final de semana escolheu uma rota que aumentou o percurso, mas garantiu conhecer as mais belas praias do país, já que visitou uma a uma as capitais dos estados da região Nordeste do Brasil. “Tudo bem que entre as maiores dificuldades estão a falta de fiscalização e de educação de alguns motoristas, mas sem dúvida que esse tipo de viagem é uma aventura inesquecível”, derrete-se Mivaldo.
Porque a moto
Entre as principais vantagens deste tipo de aventura, diz o engenheiro, está o contato com outras culturas. “Viajar de moto desperta a curiosidade das pessoas e existe um apoio natural de outros motociclistas, já que existem clubes de moto em quase todo o país”, esclarece Mivaldo. Mas o grande “barato” mesmo está em superar seus próprios limites, segundo o viajante, pois a cada um dos 500 quilômetros diários que faz em média, permitiram muita reflexão. “Você se encontra com si próprio, pois sem falar com ninguém por tantas horas nos faz viajar rumo ao próprio interior”, filosofa o engenheiro-aventureito.
No currículo de viagens de moto de Mivaldo Paz, constam ainda duas aventuras internacionais, sendo uma pela região Sul do Brasil até chegar à Argentina e outra pela Costa Leste dos Estados Unidos. No Brasil, fez duas vezes o Nordeste inteiro, além de outras duas pela região Sudeste, entre o Espírito Santo e Santa Catarina.
Passeio tucuju
Depois de morar em 13 estados diferentes, Mivaldo está atualmente morando no Amapá, onde já faz planos para quando a BR-156 estiver totalmente pavimentada. Ele marcou viagem até Ferreira Gomes e Calçoene. “Mas quero ir ao Oiapoque e de lá visitar a Guiana Francesa e, quem sabe, ir mais longe, afinal com a construção da ponte a gente vai querer chegar mais longe, como o Caribe, por exemplo”, conclui o turista.

  “Viajar de moto desperta a curiosidade das pessoas e existe um apoio natural de outros motociclistas”. 
(Mivaldo Paz, piloto de moto)





 Nosso personagem deste final de semana escolheu uma rota que aumentou o percurso, mas garantiu conhecer as mais belas praias do país, já que visitou uma a uma as capitais dos estados da região Nordeste do Brasil. “Tudo bem que entre as maiores dificuldades estão a falta de fiscalização e de educação de alguns motoristas”, diz o piloto.




As melhores rotas no país e até no exterior
Para quem pensa em viajar de moto, vai aqui uma dica de Mivaldo Paz, um “treicheiro” com muita experiência. Não se pode relaxar nos cuidados com segurança, pois foi exatamente num fim de tarde, quando resolveu tirar o casaco de couro que acabou caindo da moto após um choque com um grupo de vacas na estrada. “Guardo esse ensinamento e uma cicatriz no braço”, diz o piloto, que nunca mais deixou de usar capacete, botas e a roupa de couro em suas longas e prazerosas viagens de moto.
Por onde ir
Em suas andanças pelo país e até pelo exterior, Mivaldo Paz só viaja durante o dia, sem nunca deixar de checar o itinerário no computador por-tátil que carrega na mochila. Ele baixou um programa de rotas e mapas de todas as estradas brasileiras e equipou sua Honra Varadeiro com bauletos, para abrigar sua bagagem.
Um dos roteiros que o engenheiro guarda boas lembranças foi uma viagem batizada por ele como sendo “De ilha a ilha”, já que ele saiu na ilha de São Luís (MA) até a ilha de Florianópolis (SC). “Foi uma viagem para conhecer o interior do país”, diz ele.








“Entre as maiores dificuldades estão a falta de fiscalização e de educação de alguns motoristas, infelizmente”.
(Mivaldo Paz, aventureiro)

Dicas de segurança para fazer uma boa viagem pilotando uma motocicleta
Revisão geral: antes de pegar a estrada é preciso levar a moto a um mecânico de confiança para que ele faça uma revisão completa, conferindo o estado dos pneus, bateria, faróis, correntes, lubrificação, freios e outros itens. Equipamento de segurança: na estrada, motociclistas devem usar o traje completo com luva, casaco, calça (ou macacão), botas e, principalmente, capacete. Essas peças podem até ser “estilosas”, mas a principal função delas é proteger, evitando fraturas, machucados e até mesmo salvar vidas. Uma dica é procurar os modelos reflexivos ou mesmo adesivos que refletem a luz na moto, para que os outros motoristas vejam seu o veículo nos dias de baixa visibilidade. Lembre-se também de levar consigo capa de chuva, lanterna, kit de ferramentas e de primeiros socorros.
Bagagem: como as motos possuem pouco espaço para bagagem, os motociclistas precisam utilizar baús ou mochilas. No caso dos baús, tome o cuidado de equilibrar o peso da moto, ler o manual de instruções dos dois e evitar colocá-lo encostado no escapamento ou atrapalhando o esterçamento do guidão. Já com a mochila, prefira os modelos com cinta abdominal e presilha peitoral nas alças, e regule a mochila para que ela fique apoiada no banco e alivie a carga nos ombros. Para evitar transtornos certifique-se de amarrar bem toda sua bagagem e guardar itens como roupas e comida em sacos plásticos – para evitar problemas no caso de chuva.
Curvas: preste atenção na sinalização para antecipar seus movimentos em todas as curvas. Se por acaso você entrar rápido demais em uma curva, utilize somente o freio traseiro para corrigir isso, lembre-se que o freio dianteiro pode mudar a direção da moto, por isso não serve para curvas. Fora das curvas o ideal é utilizar os dois freios ao mesmo tempo.

Harley







* Fonte: Andarilhar.com

Notas da coluna ARGUMENTOS, segunda-feira, 14 de março de 2017.


Espera
O cônsul honorário da França em Macapá, Alain Cräss, disse à coluna que nos próximos dias sairá uma definição sobre a abertura da ponte binacional de Oiapoque. A demora para isso acabou dando ainda mais notoriedade à ponte, aliás, uma obra de arte.

TRE
O desembargador Manoel Brito, novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral, está tendo uma estreia quente no posto. Na verdade, molhada. É que um alagamento provoca estragos na eleição suplementar de Calçoene.

Pleito
Logo na chegada do dirigente da Justiça Eleitoral  a Calçoene, ontem, ele foi surpreendido por uma enchente na cidade. Chegou a consultar o TSE sobre a possibilidade de adiar a eleição, que acabou  confirmada.

Reforço
A entrada do Exército na obra de pavimentação da BR 156, no trecho entre Laranjal do Jari e Macapá, será pontual. Apenas um dos três lotes do pedaço de rodovia federal ainda sem asfalto.

Montanhas
Os demais trechos, divididos em dois lotes, ficarão a cargo do Dnit e do GEA, respectivamente. Segundo especialistas, ao EB caberá o mesmo tamanho, só que em terreno mais acidentado que os demais.

Prioridade
Superintendente do Sebrae, João Alvarenga, defendeu ontem que o Amapá aposte no incremento do turismo de eventos, ao invés de andar em círculos sobre sua real vocação para este setor. Também recomenda o projeto de dotar Macapá de um arrojado centro de convenções.

Paradoxo
A soltura do goleiro Bruno, às vésperas do mês da mulher, provocou inúmeras discussões e rendeu muita polêmica. E agora, com a confirmação de sua contratação por um clube mineiro, veio a revolta dos movimentos feministas. Réu confesso de um homicídio, suas aparições na mídia revoltam.

O caso
Bruno foi condenado, em primeira instância, a 22 anos e três meses de prisão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver de Eliza Samúdio, sua ex amante e mãe de seu filho. Mas ele permaneceu preso por seis anos, ainda na condição de prisão preventiva, pois ainda recorre da primeira sentença.

Extremos
Para fechar sobre o goleiro matador (não que seja artilheiro), especialistas em direito explicam que tanto a soltura quanto a contratação pelo Boa Esporte são absolutamente legais. Sim, tecnicamente tá tudo certo, até a busca pela ‘ressocialização’. Só Eliza não terá nova chance.

sábado, 11 de março de 2017

TURISMO | Latam confirma promoção relâmpago para o fim de semana

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Somente esse fim de semana, de 10 à 13 de março, você encontra as melhores ofertas em pacotes para viajar de 25/03 até 31/05 e pode parcelar em até 10x sem juros.

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terça-feira, 7 de março de 2017

TURISMO | Esta é última semana para comprar passagem aérea com bagagem grátis

Todos a Bordo/Uol

Quem for viajar de avião nos próximos meses e quiser manter o direito de despachar bagagem sem custos extras deve comprar a passagem até a próxima segunda-feira (13). É que no dia seguinte (14) entra em vigor a nova resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que acaba com a franquia obrigatória de bagagem despachada.
Nos bilhetes adquiridos até o dia 13, independentemente da data da viagem, as companhias aéreas são obrigadas a manter a franquia mínima de uma mala de 23 kg nos voos nacionais e duas malas de 32 kg nas viagens internacionais.
Nas passagens comercializadas a partir do dia 14, cada companhia aérea poderá definir suas próprias regras em relação à bagagem que será transportada no porão do avião. A Gol foi a única que já confirmou que terá dois tipos de tarifa para quem viaja com ou sem bagagem. A empresa não divulgou, no entanto, quanto será cobrado por mala.
Embora sem uma confirmação oficial até o momento, a tendência é que as demais companhias aéreas nacionais também adotem a mesma estratégia.
Nos voos internacionais, as empresas brasileiras e estrangeiras também não definiram suas estratégias e só devem divulgá-las quando a medida entrar em vigor na próxima semana. A própria Anac avalia que nas viagens para fora do Brasil o despacho grátis deve ser mantido, mas com redução do peso máximo das malas.
Redução dos preços das passagens?
Quando anunciou as novas regras, a Anac afirmou que essa é uma medida que visa diminuir o custo fixo das companhias aéreas e, consequentemente, forçar uma redução do preço das passagens aéreas. No entanto, com a liberdade tarifária, o superintendente de acompanhamento de serviços aéreos da Anac, Ricardo Catanant, afirmou na época que não havia como dar garantias de que isso realmente iria acontecer.
“A agência não pode dizer que os preços vão cair por conta de outros fatores, como a situação econômica do país, os custos do petróleo e a cotação do dólar. Mas o comportamento no mundo todo demonstra que isso se reflete em benefícios aos passageiros”, afirmou Catanant na ocasião.
Reação 
Um dia após a aprovação da resolução pelo conselho da Anac, o Senado aprovou um projeto para suspender o artigo que permitia a cobrança de bagagem despachada. O projeto, no entanto, ainda depende de aprovação na Câmara dos Deputados, e o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), já deu sinais de que não pretende colocar o assunto em votação.
Em entrevista ao Todos a Bordo, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação, Maurício Quintella, afirmou que estava disposto a ir pessoalmente conversar com os deputados para tratar do assunto. O ministro disse estar convicto da queda dos preços das passagens e ameaçou até mesmo revogar a medida caso isso não ocorresse.
“Será que com essa modificação a gente vai ter a garantia da diminuição do preço? Nós temos que tentar, porque onde isso foi implementado no mundo deu certo e o preço caiu”, disse. “Nós vamos acompanhar. Isso é o que toda a população espera. Se isso (queda dos preços) não acontecer, com certeza será revisto”, completou.
Outras mudanças
O limite de peso da mala de mão aumenta de 5 kg para 10 kg, como uma forma de compensar o fim da franquia de bagagem despachada. A partir do dia 14, companhias aéreas, agências de turismo e demais serviços são obrigados a divulgar o preço final da passagem, com todas as taxas já incluídas. O passageiro também terá até 24 horas para desistir da compra do bilhete sem custos extras. Antes, a cobrança de multa era imediata.
A resolução trata ainda de extravio de bagagem, custos com gastos gerados por atrasos e cancelamentos, overbooking, entre outros.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Comandante do 34º BIS celebra o 21 de fevereiro, data da Tomada de Monte Castelo

Em 21 de fevereiro de 1945, a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, mesmo ainda inexperiente em combate, protagonizou uma das maiores conquistas em sua participação na Guerra: a Tomada das alturas do Monte Castelo.

Essa campanha militar prolongou-se por três “infindáveis” meses, de 24 de novembro de 1944 a 21 de fevereiro de 1945, durante os quais se efetuaram, nada menos, que seis ataques frontais contra um inimigo fortemente entrincheirado e que dispunha de privilegiada visão do terreno. Em seu livro intitulado 'Um Capitão de Infantaria da FEB', o então General Ruy Leal Campello, que foi um jovem tenente no 2º Regimento de Infantaria, à época da Guerra, se refere a Monte Castelo como “uma região ameaçadora, que dominava completamente o compartimento de ataque do Batalhão”.

Não poderia haver cenário pior para os nossos Pracinhas: a dificuldade de adaptação ao frio, a forte neblina que prejudicava a visibilidade, a lama que criava grandes atoleiros, impedindo a passagem de viaturas e obrigava os militares a deslocarem-se a pé, carregando o peso dos suprimentos, a inclinação do terreno, os incansáveis tiros ajustados de morteiro e metralhadoras alemãs e a falta, em muitas ocasiões, de apoio aéreo, de artilharia e dos carros de combate.

Condições extremas que provocaram pesadas baixas e muitas mortes, mas que não foram suficientes para o registro de fatos de indisciplina, relata o General em seu livro: “Ninguém relutava em cumprir as ordens, mesmo sabendo que seria em vão enfrentar o objetivo designado, quando já eram evidentes os sinais de fracasso”.

Monte Castelo não caiu pela fraqueza da resistência alemã, mas pelo espírito de cumprimento de missão de nossos combatentes, pelo moral elevado de nossa tropa, pelos exemplos de liderança e coragem de militares como o Tenente Apollo Miguel Rezk e o Sargento Max Wolf Filho, filhos de uma Nação que parece desconhecer o valor de seus soldados e que não preserva a memória dos que deram a sua própria vida por um ideário de liberdade de todos os povos.

Em tempos atuais de perniciosa crise moral, que deixou o País mergulhar no caos  social e econômico, os exemplos de simplicidade, de obstinação, de patriotismo, de compromisso e união de nossos mais de 25.000 ex-combatentes, mostram o valor dessa nossa “brava gente brasileira” e servem de motivação para as necessárias e urgentes  mudanças, com vistas à reconstrução da sociedade que queremos, com base nos príncípios da justiça, do amor ao País e do bem comum. 

O dia 21 de fevereiro nos comove e deixa emoção e lembranças em todos nós militares. Não é um dia comum nos nossos quartéis pois, desde as lutas em Guararapes, nos idos  de 1648, ao emprego recente em missões de paz, fora do território nacional, somos movidos pelos mesmos ideais de culto às tradições, aos valores e virtudes militares e ao reconhecimento dos exemplos daqueles que nos antecederam e deixaram um legado de demonstrações de amor à Pátria e sacrifício.

Cultuar esse memorável feito de nossos pracinhas é mais que homenagem, é dever de todos nós, como cidadãos brasileiros. Que no próximo 21 de fevereiro, a sociedade brasileira possa refletir sobre esse passado glorioso e reconhecer a força que tem, por meio dos feitos da Força Expedicionária Brasileira. A todos os “febianos”, nosso eterno reconhecimento e gratidão e nossa mais vibrante e briosa continência.


"Tomada de Monte Castelo, em 21 de fevereiro de 1945. Viva a FEB!! Brasil acima de tudo!!


Tenente-coronel Robson Mattos, atual comandante do Comando de Fronteira Amapá e 34º Batalhão de Infantaria de Selva, em Macapá (AP), unidade batizada com a denominação histórica de Batalhão Veiga Cabral.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Ministério do Turismo abre chamada pública para estruturação de regiões turísticas

Iniciativa faz parte de conjunto de ações da Pasta para promover e estruturar os destinos que compõem o Mapa do Turismo Brasileiro


Para estimular a estruturação dos destinos turísticos brasileiros, o Ministério do Turismo anunciou esta semana a Chamada Pública 001/2017, destinada para o Apoio ao Ordenamento e Estruturação das Regiões Turísticas. As propostas deverão ser apresentadas exclusivamente por estados e Distrito Federal. O texto com as regras do edital foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). Para a ação, a Pasta destinará um recurso de R$ 5,4 milhões. As inscrições poderão ser feitas no período de 02 a 31 de março.
Entre os objetivos da ação está a identificação e o apoio das necessidades para elaboração de projetos executivos que antecedem as obras de infraestrutura turística, além do apoio e elaboração de estudos e projetos que fazem parte dos Planos de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável (PDITS). A chamada pública também permitirá o fortalecimento do modelo de gestão descentralizada do turismo para implantação da Política Nacional do Turismo.
“Com esta medida, será possível obter projetos de engenharia para pronta licitação, medida que possibilitará a celebração dos contratos sem cláusula suspensiva e uma redução de até 18 meses para o início das obras dando mais celeridade a todo o processo e garantindo que os destinos estejam mais preparados para receberem os turistas”, explicou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.
De acordo com o edital, cada Unidade da Federação (UF) poderá cadastrar até três propostas, sendo uma para cada objetivo, mas apenas uma será aprovada. As propostas deverão contemplar exclusivamente as regiões turísticas que fazem parte do Mapa do Turismo Brasileiro, sendo disponibilizados no mínimo R$ 100 mil e no máximo R$ 200 mil para cada um dos projetos aprovados e habilitados pela comissão julgadora.
O cadastro deve ser feito no Portal de Convênios do Governo Federal (Siconv) seguindo os prazos estipulados pelo edital de chamada pública. Os contratos de repasse serão celebrados de acordo com a disponibilidade orçamentária-financeira e a viabilidade técnica dos projetos, com operacionalização feita pela Caixa Econômica Federal. O prazo de execução do projeto não poderá superar 18 meses.
Caso alguma UF não consiga habilitar nenhuma proposta, outra unidade poderá ser atendida em mais de um projeto. Para recebimento de cada uma das parcelas do repasse é preciso atender alguns critérios: comprovar o cumprimento da contrapartida pactuada, atender às exigências para contratação e pagamento seguindo o que determina a Portaria Interministerial nº 424, de 2016, e estar em situação regular de acordo com a execução do Plano de Trabalho.
CONVÊNIOS - Está prevista também para março a abertura do Siconv para cadastramento de propostas de projetos para infraestrutura turística. O Ministério do Turismo receberá propostas com valores a partir de R$ 250 mil, que contemplam sinalização turística, construção de pórticos, de estradas, ferrovias, pontes, túneis, viadutos, orlas, terminais rodoviários, museus, centros de convenções, centros de apoio ao turista, centros de qualificação de mão de obra, despoluição de praias, saneamento básico, entre outros.
EVENTOS - Nesta segunda-feira (13), o Ministério do Turismo anunciou que os órgãos ou entidades da Administração Pública Federal, Estadual, Municipal ou Distrital que pleiteiam apoio financeiro do Ministério do Turismo para a realização de eventos já podem inscrever os projetos no Sistema de Convênios do Governo Federal para a análise técnica das propostas cadastradas. A página do Siconv ficará aberta até o dia 9 de março.
Os recursos serão provenientes da programação financeira do Ministério do Turismo. Projetos com o mesmo objetivo apoiados por meio de emendas parlamentares, de caráter impositivo, não estão incluídos nessa etapa de inscrições. Os detalhes para a obtenção do apoio do MTur estão disponíveis na portaria nº 16, de 25 de janeiro de 2017. 

AÇÃO
DATA PARA INSCRIÇÃO DE PROJETOS
SICONV PARA EVENTOS
ATÉ 09 DE MARÇO
CHAMADA PÚBLICA
02 A 31 DE MARÇO
SICONV OBRAS
02 A 31 DE MARÇO

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