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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

MODELO PARAENSE | Amapaenses redescobrem o turismo do Pará

TURISMO | O Blog visita Belém do Pará em plena Alta Temporada e constata as mudanças que o incremento do turismo proporcionam à cidade e ao estado.
Alça Viária é um complexo rodoviária que interliga Belém à região Noroeste do Pará
Por Cleber Barbosa
Editor de Turismo

A cidade de Belém (PA) costuma ser chamada de metrópole da Amazônia, uma alusão ao conglomerado de asfalto e concreto dos edifícios, casas e viadutos, onde moram quase dois milhões de pessoas. Mas não é só isso, felizmente. Nessa época do ano então, o Estado do Pará recebe turistas de todas as partes do Brasil e do mundo, afinal o Estado possui várias vocações e destinos turísticos. E até mesmo os amapaenses estão redescobrindo o vizinho estado, para onde costumavam viajar os estudantes do antigo Território Federal do Amapá, para cursar faculdade.
Na Paratur, o órgão oficial do turismo, a informação é de que o mês de julho, depois de outubro, quando ocorre o Círio de Nazaré, é uma das épocas em que mais chegam turistas. “Mas é também o período em que se trabalha o turismo interno, quando os paraenses viajam dentro do próprio Estado”, sublinha, diz a turismóloga Jacqueline Alves.
Para o verão, várias cidades que possuem atrativos como balneários e praias se organizam um ano antes para garantir vaga no calendário de eventos que a Paratur coordena. “Na verdade, o turismo acontece o ano inteiro e esse planejamento todo é retratado no site da Paratur, além da folheteria que levamos a eventos de promoção e marketing no Brasil e no exterior, além dos anúncios em revistas especializadas”, explica a técnica.
Em Belém, o Blog encontrou a servidora pública amapaense, Regina Nunes, 49, que disse já ter visitado o Pará em outras épocas do ano. “Mas nas férias realmente é muito melhor, pois todo mundo sabe receber e valorizar a presença do turista, desde um guarda de trânsito até um vendedor de água de coco”, disse ela, que viajou na companhia dos quatro filhos.

Hangar
O Centro de Convenções da Amazônia, o Hangar, vira referência para o segmento de eventos
Ainda de acordo com os organismos oficiais, o Pará teve um incremento no segmento do turismo de negócios e eventos, desde a inauguração do Centro de Convenções da Amazônia, o Hangar. “Belém sempre teve essa vocação mas tinha problemas de limitação, então o Centro trouxe a possibilidade de receber eventos nacionais e internacionais de grande porte”, destaca Jacqueline Alves, que acrescenta: “Mas não para por aí, pois nada impede que esse turista visite o Marajó, por exemplo”.
O turista que vai à Ilha do Marajó, pode praticar o ecoturismo ou o turismo rural. Nas praias, o de lazer e aventura. “Essa é a diferença, pois não temos um único tipo de turismo a ser ofertado”, derrete-se Jacqueline.

Onde ir e o que visitar no estado do Pará
Investimentos em comunicação visual integram o conjunto de apoio público ao setor de turismo
O Blog identificou polos turísticos que passaram a receber atenção do poder público e que dialoga com a iniciativa privada para o incremento das regiões como destinos turísticos dentro do estado. 

Marajó - O Marajó é o pólo turístico paraense em que o turismo ecológico está melhor desenvolvido. Na maior ilha fluvial do mundo, localizada na foz do rio Amazonas, as atrações vão desde a pororoca até a culinária. As praias do Marajó são recantos visitados não só por turistas paraenses. A região é constantemente visitada por estrangeiros e já foi tema de diversas reportagens para a televisão européia.

Xingu - Pela divisão que instituiu os pólos turísticos paraenses, esta microrregião é representada pelo município de Altamira, conhecido como o maior do mundo em extensão. É dono de belas praias e de uma riqueza cultural muito bem preservada pelos descendentes de índios e portugueses da região. O rio que dá nome ao pólo é um dos principais corredores de pesca esportiva do Estado. A paisagem da região é completada por cachoeiras, corredeiras e praias de água doce.

Regiões turísticas muito bem definidas pela geografia e apelo histórico 
Sua rica natureza dotou o Pará de praias oceânicas e de água doce, áreas de floresta virgem, serras, lagos e muitos rios amazônicos. Foi dividivo em cinco Pólos Turísticos: Tapajós, Xingu, Araguais-Tocantins, Marajó e Amazônia Atlântica. Em Belém, praças, museus, museus e zôo valem o ingresso; o Marajó, com três mil ilhas, é o maior arquipélago flúvio-marítimo do planeta; a Oeste, destaca-se Santarém, chamada de Pérola do Tapajós; Salinópolis, tem mais de 20 km de praias de água salgada, dunas de areia fina e fonte de água mineral; 

Belém - Obras como a Estação das Docas, Ver-o-Rio, Parque da Residência, Mangal das Garças, Feliz Lusitânia e Aeroporto Internacional de Belém ajudaram a impulsionar a atividade turística na capital, sendo atração permanente para pessoas de todas as partes do País e do mundo durante o ano inteiro e não apenas no Círio de Nazaré, que é uma época tradicional para o turismo no Estado.

Tapajós - O Pólo Natural do Tapajós tem várias atrações a oferecer, como o encontro das águas do rio Amazonas e do rio Tapajós em Santarém, belas cachoeiras e formações rochosas localizadas próximas a cidade de Itaituba, que permitem a prática de esportes radicais como rapel e escalada, além da exuberante fauna e flora. Ainda na região do tapajós, a 65 km do centro da cidade de itaituba, pode-se visitar o Parque Nacional da Amazônia, um dos maiores atrativos turisticos do Pará.

Araguaia - Também voltado para o turismo de aventura, este pólo concentra atrações como o torneio de pesca, que acontece anualmente no lago da usina de Tucuruí e praias fluviais, que só estão disponíveis ao público no verão amazônico.

Curiosidades
- O Pará é dividido em 144 municípios, onde vivem um pouco mais de oito milhões de pessoas;
- Atualmente, a economia do Estado está focada em uma tríade que se baseia nas vocações naturais do território paraense: agroindústria, verticalização mineral,turismo e as comidas tipicas.
- O Estado oferece grandes atrativos turísticos, principalmente de origem natural.

80 mil
Número de turistas esperados para o Círio 2016.

Mangal das Garças


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