domingo, 5 de janeiro de 2014

“O Democratas pode ter uma candidatura viável para a disputa pelo Senado”

Davi Alcolumbre. Deputado confirma interesse em entrar para a disputa pela única vaga na disputa para o Senado.
O deputado federal Davi Alcolumbre (DEM) acaba de receber a melhor avaliação entre os atuais integrantes da Bancada Federal na Câmara dos Deputados, num ranking nacional definido pela revista Veja. O prêmio chega exatamente quando ele decide falar sobre sua pré-candidatura a senador da República. Davi admite até já ter palanque local para a disputa, ao lado do também pré-candidato a governador, seu amigo e aliado Lucas Barreto (PSD). Em entrevista ontem ao programa Conexão Brasília, pela Diário FM, o parlamentar falou sobre esse e outros temas importantes, especialmente fazendo um balanço de seu mandato, o terceiro consecutivo no Congresso Nacional. Acompanhe a seguir.
Cleber Barbosa
Da redação

Diário do Amapá – Teve uma emenda parlamentar do senhor destinada à construção de um ginásio de esportes dentro do 34º BIS que está com as obras.
Davi Alcolumbre – Nós tivemos, além disso, uma grande conquista para o Amapá e para o Exército que foi a aprovação do Comando para a implantação até 2015 de uma Brigada aqui no estado do Amapá. Inclusive já fruto de entendimento com o general Enzo, que é o comandante do Exército Brasileiro, a bancada já alocou para este ano uma emenda para construção, modernização e ampliação das estruturas do 34º BIS para transformar numa Brigada.

Diário – E o que é uma Brigada do Exército?
Davi – A partir do momento que você tem uma Brigada você tem um aumento do contingente, são mais pessoas trabalhando e o cálculo dentro do Comando do Exército é de isso vai representar R$ 20 milhões a mais por mês aqui no Estado do Amapá, por conta desses 3 mil profissionais que serão contratados. Já com relação ao ginásio, foi fruto de uma emenda de 1,2 milhão, vai ficar dentro do quartel do 34º BIS, para uso do Exército, mas que já se comprometeu em abrir as portas do ginásio para a comunidade ali do entorno, como Nova Esperança, Cuba de Asfalto, Usina, enfim, aqueles moradores, suas crianças, vão poder utilizar dessa quadra coberta dentro do Exército.

Diário – Como está a aprovação da PEC 111?
Davi – Nós votamos essa PEC em primeiro turno, quando tivemos sua aprovação, com o apoio de todos os parlamentares do Amapá e suas articulações nas suas bancadas. Mas agora o governo central, através da presidente Dilma e da ministra Miriam Belchior, fez uma reunião estratégica do governo que não quer votar a PEC 111 em segundo turno. Nós já colocamos nosso líder, falamos com o deputado Ronaldo Caiado, que autorizou ser pautada a PEV novamente, como item prioritário, mas o governo retirou de pauta, dizendo que implicaria em muita despesa para a União. Quando a gente vê a União concedendo incentivos fiscais a outros países como agora o Paraguai, com o aumento da tarifa de Itaipu, um acréscimo de R$ 6 bilhões a mais, a gente vê que o discurso é um e a prática é outra.

Diário – A ministra Ideli Salvati esteve em Macapá no fim do ano passado e disse que os dados sobre esse impacto na folha da União não batem.
Davi – Todos os números que o governo central tem são diferentes dos que nós temos. Amapá e Roraima apresentaram os números e o governo federal apresentou números totalmente distorcidos e já foi provado que eles estão errados. Mas assim que voltarmos do recesso já conversamos com o coordenador da bancada, o deputado Milhomen, para a gente reunir com o presidente Henrique Eduardo Alves para que ele seja o interlocutor para que a gente possa definitivamente resolver esse problema.

Diário – Muitos colegas seus ficaram em Brasília no Natal e no Réveillon para conseguir o empenho das últimas emendas parlamentares do ano. Empenhar é reservar o recurso não é?
Davi – Exatamente, o que é muito importante. Eu inclusive gostaria de falar sobre o Orçamento Impositivo, que foi uma vitória para o parlamento, da Câmara e do Senado, no sentido de que agora os recursos efetivamente serão liberados na ponta, onde mais precisa que são nos municípios do Brasil. Mas sobre as nossas emendas a gente teve uma felicidade muito grande este ano no sentido de que todas as cidades brasileiras sofrem com um problema seríssimo que é a mobilidade urbana, o trânsito. E a gente colocou logo no final de 2012, num compromisso firmado com o prefeito Clécio, que a gente iria buscar uma solução para o problema da zona norte. Nós alocamos uma emenda no valor de R$ 5 milhões para a mobilidade urbana, no Ministério da Defesa.

Diário – Na Defesa?
Davi – Sim, dentro do programa Calha Norte, para a gente fazer o acesso para o [bairro] Pantanal e o Renascer, como alternativo, pois ele já existe hoje, que é a Rodovia do Pacoval, que as pessoas utilizam como uma forma de chegar ao centro da cidade. São pouco mais de 2,5 quilômetros que depois vai melhorar a vida de 70 mil pessoas que serão beneficiadas com essa obra importante.

Diário – Aliás, o senhor defendeu isso ainda na campanha a prefeito, com várias soluções para o trânsito muito bem exploradas em seus programas eleitorais. No segundo turno, quando apoiou o prefeito Clécio ele se comprometeu em aproveitar essas ideias não foi?
Davi – Foi isso mesmo. A gente teve a felicidade de sair dessa campanha vitoriosa com o apoio do povo de Macapá, numa votação expressiva. No segundo turno optamos pelo prefeito Clécio e conseguimos vencer a eleição. Graças a Deus ele tem enfrentado os problemas, mesmo com muitas dificuldades, buscando as soluções para Macapá, sem ficar olhando para o passado. Então o Clécio está de parabéns, a sua gestão, buscando essa interlocução com a bancada federal e eu falava também muito na nossa campanha sobre a questão do Serasa.

Diário – De tirar Macapá do Serasa. Muita gente incorporou essa linguagem sua.
Davi – Isso. Inadimplência ninguém conhece... [risos] O prefeito Clécio tirou Macapá do Serasa e assim conseguiu acessar recursos federais, assim como também através de emendas parlamentares.

Diário – Essa alternativa está garantida?
Davi – Sim, nós havíamos conseguido duas emendas, uma de R$ 2 milhões e outra de R$ 3 milhões e eu já consegui empenhar as duas e repassei os convênios para o prefeito para a estruturação da Rodovia do Pacoval, a correção do ângulo da ponte sobre o Canal do Jandiá, o alargamento da pista, vai ter ciclovia, passarela, calçada e iluminação, com um pavimento feito de qualidade e, além disso, o prefeito ainda vai colocar mais R$ 1 milhão de recursos do próprio município para fazer a pavimentação asfáltica de algumas ruas e avenidas dos bairros Pantanal e Renascer.

Diário – Qual o critério que o senhor usa para destinar uma emenda a um determinado município?
Davi – O diálogo com os prefeitos. Agora mesmo no município de Santana estamos priorizando a educação, um pedido dele logo depois das eleições. Nós apresentamos R$ 4 milhões para Santana especificamente para a educação e acabamos de ter o recurso empenhado pelo FNDE liberando os recursos e agora o prefeito irá adquirir cerva de 7 mil carteiras escolares e vai climatizar todas as salas de aula do município, para dar mais qualidade de trabalho para o professor e de ensino para os estudantes. Além disso, todas as escolas que não possuem cozinha ganharão uma cozinha e um refeitório para atender a alimentação das crianças. Esses R$ 4 milhões correspondem a quase 50% do orçamento anual da educação do município de Santana. Isso foi possível, tanto em Macapá como em Santana, dos prefeitos e suas equipes técnicas terem apresentado os projetos adequados e terem se empenhado nesse trabalho.

Diário – Há quem diga que o senhor é sumido da mídia?
Davi – Eu tenho esse problema, de não vir à mídia com mais frequência prestar contas do mandato. Mas eu tenho o reconhecimento das pessoas, pois estou sempre caminhando, visitando as pessoas, andando ao lado delas. É isso que faz com que eu escute suas demandas e tente resolver os seus problemas como deputado já que fui eleito para isso.

Diário – Muita gente critica o fato de alguns parlamentares colocarem recursos através de suas emendas para construção de um posto de saúde, quando fica faltando dinheiro para equipar e até contratar pessoal para trabalhar nessa unidade.
Davi – É por isso que é importante dialogar com os prefeitos. Agora mesmo no orçamento deste ano o prefeito de Serra do Navio, José Maria Lobato, me disse que a única unidade de saúde existente lá era do estado. Então nós alocamos quase R$ 1 milhão para a construção e equipamento de uma unidade de saúde, já que ele tem servidores para a área da saúde, mas que estão cedidos para o prédio do estado. Lá na Pedra Branca também o prefeito me fez uma solicitação de uma emenda de R$ 500 mil para a área da educação, para custear a reforma de algumas escolas. Também tivemos outra emenda de R$ 500 mil para Vitória do Jari, para a área da saúde, outra em Tartarugalzinho, para a saúde; outra em Oiapoque para a educação e outra de R$ 1,2 milhão para Mazagão, onde o prefeito já pode adquirir grupos geradores para a região ribeirinha que não tem energia elétrica. A gente tem buscado trabalhar, andando o estado todo.

Diário – A revista Veja publicou esta semana o resultado de uma pesquisa sobre os melhores deputados e senadores onde o senhor aparece com a melhor pontuação entre os integrantes da bancada federal. 
Davi – Isso é uma resposta para a população. Isso é uma prestação de contas sobre nossa atuação, feita por uma revista de circulação nacional, que faz isso todos os anos desde 2011. Eu fiquei muito feliz com a primeira colocação no estado do Amapá, onde todos os nossos deputados e deputadas têm trabalhado muito, mas isso é um reconhecimento da nossa atuação individual, é fruto do nosso trabalho e da nossa dedicação, do nosso carinho e do nosso respeito pela população. Ficamos na 35ª colocação no Brasil e em 1º no Amapá.

Diário – De um universo de 513 deputados.
Davi – Sim e eu quero dividir esse prêmio da minha avaliação parlamentar, da minha atuação política, pois estou no quarto mandato eletivo. Fui vereador de Macapá, o mais votado no ano 2000, então praticamente são 14 anos de vida pública. Dedico esse prêmio a todo o povo do Amapá, especialmente a todos aqueles que acreditaram na gente. E a nossa equipe de trabalho que faz esse ser um mandato do povo.

Diário – O jornalista Luiz Melo essa semana garantiu que o senhor não disputa a reeleição porque vai concorrer ao Senado. Isso é verdade?
Davi – Essa é uma decisão política do partido. A gente tem caminhado o estado todo escutando as pessoas e vimos agora esse movimento da sociedade brasileira pedindo mudanças, pedindo renovação do modelo político que é adotado por alguns políticos do nosso país e a gente sintonizado a esse desejo e dispostos a encarar desafios como sempre foi a nossa vida, tivemos o nosso nome colocado à disposição do partido a nível nacional, conversamos com a bancada sobre a possibilidade do Democratas ter uma candidatura viável no Amapá para disputar o Senado Federal. Tivemos esse aval a nível nacional e também aqui a felicidade de fazer a composição política na campanha do deputado Lucas Barreto, que é atual vereador, uma grande liderança, amigo pessoal e uma grande figura, carismático e cumpridor de palavra. Já manifestei em Brasília o desejo do Democratas caminhar ao lado do PSD de Lucas e este palanque regional já foi homologado.

Perfil...

Entrevistado. David Samuel Alcolumbre Tobelem, ou apenas Davi Alcolumbre, nasceu em Macapá no dia 19 de junho de 1977. É empresário e deputado federal. Foi vereador em Macapá de 2001 a 2003, tendo sido o mais votado no pleito do ano 2000 na Capital. Em 2002 foi eleito para a Câmara dos Deputados sendo reeleito em 2006 e depois em 2010, com quase 15 mil votos. É filiado ao DEM, partido do qual faz parte do Diretório Nacional e também do Conselho do Movimento Jovem. Em 2009 licenciou-se do manda-to para assumir o cargo de secretário municipal de Obras de Macapá. Em 2012 disputou as eleições para ser prefeito de Macapá, o quarto colocado naquela disputa contra Roberto, Clécio, Cristina, Milhomen e Genival.

Coluna Argumentos, sábado, dia 04 de janeiro de 2014.

Luto

O judiciário local está de luto. Na verdade a sociedade está, afinal o juiz de Direito Petrus Azevedo foi um dos mais atuantes e competentes magistrados do Amapá. Ele faleceu ontem, vítima de um câncer. Os presidentes do Tjap e do TRE emitiram nota de pesar.

Linha

O presidente da Companhia de Eletricidade (CEA), Francisco Almendra, está na usina Coaracy Nunes neste sábado. Foi ver de perto a linha de transmissão, no quilômetro 78, que a estatal herdará da Eletronorte.

Linhão

Falando à coluna, o dirigente da CEA garantiu que a energia do Tucuruí já chegou a Macapá e está em fase de testes. Duas estações ‘abaixadoras’ estão sendo construídas, para a distribuição da energia. Que bom.

Drama

O ex-prefeito de Macapá, Azevedo Costa, trava uma luta contra o diabetes. A doença recentemente o fez perder uma perna. Agora faz planos para usar uma prótese.

Na web

Depois de uma parada para ajustes técnicos, já voltamos a atualizar diariamente os blogs deste colunista “Conexão Brasília” e “Blog do Cleber Barbosa”. Passe lá assim que der.

Aperto

O promotor de Justiça André Araújo ajuizou ação civil pública contra a Prefeitura de Macapá, para adequação da Unidade Básica de Saúde (UBS) na Vila Progresso, no distrito do Bailique (foto).


Na conta



O gabinete do senador José Sarney (PMDB-AP) informa que, entre os dias 03/12/2013 a 02/01/2014, o total liberado pela União, em convênios para o Amapá, foi de R$ 10.779.273,41. Os recursos são para diversas áreas e vieram de vários ministérios para os municípios de Cutias e Macapá.





Obscuro

Certas coisas que não dá para entender no serviço público. Algumas licitações são vencidas por empresas de fora, que depois de levar o certame sublocam empresas locais, para prestar o mesmo serviço. Perguntinha básica: como é que conseguem praticar os preços baixos que prometem se ainda são obrigadas a comissionar os parceiros. Tem gordura para queimar, claro.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Ciodes registra quase 25 mil chamadas durante fim de ano

CID3-CIODES
A direção do Centro Integrado de Operações e Defesa Social (Ciodes) divulgou o quantitativo de ligações recebidas, durante o periodo das festas de fim de ano, entre os dias dia 24 de dezembro de 2013 a 1º de janeiro de 2014.

O mapa de atendimento mostra chamadas válidas, recebidas pelos órgãos de segurança pública, bem como os telefonemas equivocados ou de agradecimentos e trotes No total, foram recebidas 24.039 ligações oriundas de todas as regiões de Macapá, relatando crimes diversos, atos infracionais entre outros.

De acordo com o mapa, a Polícia Militar detém a maior demanda de atendimentos nesse período - 3.854 ocorrências - pelo fato da instituição fazer o policiamento ostensivo, ou seja, é a primeira a ser acionada para ir ao local do crime.

Os operadores do Ciodes despacharam 628 ocorrências às guarnições do Corpo de Bombeiros, 140 para a Polícia Técnico-Científica (Politec) e 34 para a Polícia Civil.

A coordenação do Ciodes promove campanhas para evitar os trotes, mesmo assim, as ligações indeviedas continuam a atrapalhar os serviços e, no período de feriadão, a instituição registrou mais de quatro mil trotes.

O Ciodes institucionalizou a Lei nº 1551, de 6 de junho de 2011, que originou o programa contra trotes telefônicos denominado "Patrícia Gonçalves Façanha", em ho-menagem a uma soldado do Corpo de Bombeiros do Amapá, que morreu em um acidente de trânsito enquanto se deslocava para atender a uma ocorrência, que na verdade, era um trote.

Pessoas, que precisaram de algum tipo de informações do órgão, efetuaram mais de seis mil ligações e os telefonemas considerados engano somaram mais de oito mil. Em meio a tantas situações que provocaram chamadas de emergências, houve quem reconhecesse o trabalho feito pelos servidores da central de atendimento da segurança pública e ligaram fazendo elogios aos policiais civis e militares.

Tjap é o melhor entre todos os 27 tribunais do país

politica 1 - luiz carlos
Presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, desembargador Luiz Carlos Gomes dos Santos
Ao contrário dos outros tribunais de justiça estaduais, o Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) obteve o melhor desempenho no cumprimento da Meta 18 fixada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dos 27 tribunais existentes no Brasil, o Tjap ficou em primeiro lugar no que tange a julgamento de processos por improbidade administrativa e crimes contra a administração pública que deram entrada na Corte até dezembro de 2011, com 237 casos julgados e somente 31 pendentes. Isso conferiu ao tribunal o percentual de 88,4% de cumprimento da meta. A notícia foi reforçada ontem pelo presidente do Tjap, desembargador Luiz Carlos Gomes dos Santos, em entrevista exclusiva ao Diário do Amapá.

O desembargador explicou que os 31 casos pendentes, na verdade, não foram resolvidos devido aos inúmeros recursos que a lei brasileira permite aos réus. Mesmo assim, esses processos já estão no STJ (Superior Tribunal de Justiça) em grau de recursos.

Luiz Carlos disse que não existe tempo médio de julgamento de um processo (desde sua entrada até o julgamento), porque depende muito do tipo de réu. Citou exemplos de pessoas que têm alto poder aquisitivo e que podem pagar bons advogados, fazendo com que processos sejam protelados por até 6 anos. Outros, cujos réus não têm grande poder aquisitivo para contratar bons advogados, são concluídos em apenas 1 ano.

Para Luiz Carlos, isso são o que se chama no jargão jurídico “chicanas” – dificuldade criada, no decorrer de um processo judicial, pela apresentação de um argumento com base em um detalhe ou ponto irrelevante; abuso dos recursos, sutilezas e formalidades; contestação feita de má-fé; manobra capciosa, trapaça, tramóia.

“Levamos muito a sério nossos objetivos. Aqui no Tjap funciona uma assessoria específica que trata exclusivamente de todos os assuntos relacionados ao CNJ, o que facilita nosso trabalho e norteia nossas metas. Isso tem feito a diferença e o resultado não poderia ser outro”, comemorou o presidente. Luiz Carlos revelou que dos processos atrasados de 2011 para trás só restam os 31 citados e que estão em Brasília, para apreciação pelo STJ.

Mas um depoimento do conselheiro do CNJ, Gilberto Valente Martins, quase azedou a alegria do Tjap. Em entrevista à Folha Online o conslheiro disse estar preocupado com tribunais que se aproximaram do resultado desejado (a Meta 18), alegando que o CNJ recebeu relatos de juízes que extinguiram ações para atingir mais rapidamente a meta. Nesses casos, os acusados ficam sem punição, segundo Martins. E disse que vai analisar os tribunais com bons resultados para saber se houve algum tipo de truque para buscar resultado mais próximo da meta estabelecida pelo CNJ.

“Isso é uma monstruosidade. Isso não se escreve. Aqui no Tjap não teve truque. Todos os processos foram fruto de um trabalho ilibado. O acompanhamento dos processos pode ser feito pelo sistema Tucujuris, onde qualquer pessoa pode observar todo o andamento dos casos. O Tjap continuará lutando para fazer o melhor”, asseverou o presidente Luiz Carlos.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Começam proibições nos serviços públicos visando as eleições

politica4-2 eleitor
Os agentes públicos estão proibidos de algumas condutas, desde anteontem, 1 de janeiro, em razão das eleições gerais do corrente ano, quando a população apta a votar escolherá os novos Presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais e distritais.
Desde 1 de janeiro está proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior, casos em que o Ministério Público Eleitoral poderá promover o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa.
Estão vedados os programas sociais executados por entidade nominalmente vinculada a candidato ou por esse mantida, ainda que autorizados em lei ou em execução orçamentária no exercício anterior. A partir de 8 de abril, até a posse dos eleitos, é proibido aos agentes públicos fazer, na circunscrição do pleito, revisão geral da remuneração dos servidores públicos que exceda a recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano da eleição. A maioria das ações está proibida a partir de 5 de julho. Os agentes públicos não podem nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, ex ofício, remover, transferir ou exonerar servidor público, na circunscrição do pleito, até a posse dos eleitos, sob pena de nulidade de pleno direito.
Há exceções. É permitido haver nomeação ou exoneração de cargos em comissão e designação ou dispensa de funções de confiança; nomeação para cargos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos tribunais ou conselhos de contas e dos órgãos da Presidência da República; e nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até 5 de julho de 2014.
A partir de 5 de julho, com exceção da propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado, também é vedado aos agentes públicos das esferas administrativas cujos cargos estejam em disputa na eleição autorizar publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos federais e estaduais, ou das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral.

Coluna Argumentos, sexta-feira, 03 de janeiro de 2014.

Dureza

Parte dos fornecedores da mineradora Zamin Ferrous passou a virada de ano sem ver a cor do dinheiro. Segundo um empresário em mensagem à coluna, é grande a preocupação sobre o futuro dos empregados, desde que a Anglo American passou o negócio.
Dúvidas

Em Santana, não foi possível ouvir a direção da Zamin, mas informações extraoficiais dão conta de que a empresa já está embarcando minérios. Pelo menos dois navios já teriam exportado minério de ferro.

Embarque

Para fechar sobre a Zamin, a empresa decidiu manter boa parte do ‘staff’ da antecessora inglesa e também as soluções para dar conta dos contratos de venda de minério. Barcaças estão ajudando no embarque da carga.

Valeu

Parlamentares que sacrificaram o próprio Réveillon para permanecer em Brasília no apagar das luzes de 2013 contabilizaram sucesso na liberação de recursos federais.

Garantia

Entre os que ficaram em Brasília, Fátima e Milhomen dizem ter conseguido o tal ‘empenho’ que é uma espécie de reserva de que aquele recurso será liberado pelo governo federal. Uma boa.

No rádio
coluna 01
Não foi só em Macapá que Sarney fez um ‘tour’ por órgãos de imprensa. Em sua terra-natal ele também tem atendido jornalistas, como mostra a imagem de ontem, em São Luís (MA).

Endurecimento

Autoridades brasileiras dizem ter motivos para ‘comemorar’ as mortes no trânsito no fim de ano nas estradas federais. Explico. É que morreram menos pessoas do que no mesmo período do ano anterior. Mais ainda assim são muitas mortes, gente! Campanhas educativas já não resolvem mais.

Prazo

O Congresso Nacional analisa a Medida Provisória (MP) 632/13, que prorroga por sete meses o prazo de funcionamento da Comissão Nacional da Verdade. A Lei 12.528/11, que criou a comissão, para esclarecer as violações de direitos humanos durante a ditadura militar no Brasil, previa a conclusão das atividades em maio de 2014. Vem barulho por aí.

“As mudanças vêm em médio prazo, e em 2014 a população vai sentir o impacto”

CAMILO CAPIBERIBE. Governador faz balanço da gestão e diz estar reagindo na aceitação popular de seu governo.
Ele esteve no olho do furacão, por assim dizer, depois que o resultado de uma pesquisa do Ibope e da CNI demonstrou índices preocupantes de desaprovação de sua gestão. Mesmo assim o governador Camilo Capiberibe (PSB) decidiu falar sobre o tema, com resignação e até coragem. Para ele, todos os governantes foram atingidos pelo movimento ‘Vem pra Rua’, e que sua situação era pior em virtude de como encontrou os cofres públicos do Amapá. Falando ao Diário do Amapá, ele disse que já existem indicativos de que seu governo está reagindo e que a partir do próximo ano a população vai perceber as mudanças que ele se propôs a conduzir quando decidiu se candidatar ao governo do estado.

Cleber Barbosa
Da redação

Diário do Amapá – Qual o balanço que o senhor faz de sua relação com Brasília e do que foi possível conseguir em termos de recursos federais para o Amapá?
Camilo Capiberibe – Olha, 2013 desse ponto de vista foi um ano excepcional. Só para citar um exemplo, o lançamento das obras do Hospital de Clínicas Alberto Lima foi viabilizado com recursos de uma emenda parlamentar que tinha sido colocada no orçamento em 2007 e que infelizmente por falta de capacidade de gestão esse recurso não estava sendo aplicado, então nós fizemos o projeto, licitamos a obra e lançamos a duplicação do maior e mais importante hospital que o Amapá tem. São R$ 13 milhões em recursos federais. Conseguimos também a implantação da radioterapia com quase R$ 4 milhões de recursos federais também para implantar no HCal. Estamos em vias de assinar mais 5 mil moradias dentro do programa Minha Casa Minha Vida, com o Conjunto Miracema e vamos entregar agora no início de 2014 mais 4.366 moradias, do Macapaba, ou seja, o Amapá nunca conseguiu buscar tanto recurso federal como busca no meu governo. E para 2014 a tendência é só melhorar.

Diário – E vieram recursos para a pavimentação da BR-156?
Camilo – Nós assinamos agora o termo de delegação do Trecho Sul da BR-156 que estarão sendo depositados R$ 54 milhões para a gente começar a obra.

Diário – O seu partido formava na base de sustentação do governo Dilma no Congresso, mas recentemente acabou deixando por lançar uma liderança do PSB como pré-candidato a Presidente da República. Mudou alguma coisa no relacionamento institucional com o governo federal?
Camilo – Não percebo nenhum tipo de mudança até agora do ponto de vista da gestão administrativa. Está exatamente da mesma maneira como era anteriormente. Eu acho que isso só muda ali a partir do mês de julho porque o PSB vai ter uma candidatura a presidente. A presidenta Dilma legitimamente disputa a reeleição e isso certamente no momento da eleição vai trazer algum tipo de estremecimento, mas isso é normal na democracia. Mas do ponto de vista da gestão isso não vai interferir em nada porque todo o recurso que a gente precisava já conseguimos e já vai estar tudo licitado. Acabou a eleição, os palanques já vão estar desarmados.

Diário – Por falar em desarmar palanques, 2013 foi marcado por uma reaproximação do senhor com o Psol do senador Randolfe e do prefeito Clécio. Qual a avaliação que o senhor faz sobre o que foi possível avançar na ajuda à capital?
Camilo – Para começo de conversa eu votei no prefeito Clécio. Demos um apoio que imagino ter sido decisivo no segundo turno da eleição dele. Isso eu fiz por ter um compromisso com a nossa cidade de Macapá e por compreender que seria vergonhoso para nós termos a continuidade daquele projeto. O recurso não viria e eu também tinha dificuldade de trabalhar com o prefeito anterior porque ele fazia um palanque político dessa relação governo e prefeitura e isso é muito ruim.

Diário – Com Clécio é diferente?
Camilo – O prefeito Clécio tem uma visão mais autônoma com relação ao governo municipal, ele puxa a responsabilidade para ele e ele assume. No início do ano nós tivemos algumas rusgas porque tinha uma questão de tapa-buraco, que tinha que fazer. Eu logo em seguida assumi um compromisso bastante decidido e disse claramente que iria fazer 20 quilômetros de asfalto quando o verão chegasse e estou fazendo, estou concluindo agora no mês de janeiro, aliviando a vida do prefeito. Ajudei na pavimentação do conjunto Mestre Oscar e coloquei à disposição dele R$ 6 milhões para a reforma das Unidades Básicas de Saúde 24 horas para que elas possam ter mais condições de infraestrutura para atender a população, porque sem a saúde municipal funcionar eu termino pagando um preço muito alto no Pronto Socorro, no PAI e no Hospital da Mulher. Estou com os recursos disponíveis e aguardo apenas que o prefeito apresente os projetos.

Diário – Na chamada parceria, é isso?
Camilo – Veja, eu acredito na parceria e vou continuar trabalhando. Do ponto de vista da pavimentação nós vamos avançar muito mais e temos vários caminhos para avançar conjuntamente. Eu acredito que o prefeito também. Veja no Passe Social Estudantil, o governo do estado é que paga a maior parte, pagamos 70%, mas a prefeitura entra com 30%, e 10 mil estudantes vão ser beneficiados.

Diário – Na posse de alguns deputados como seus secretários de governo o senhor disse que eles estariam vindo para melhorar a capacidade do Governo se articular politicamente. Foi uma espécie de ‘mea culpa’ e deu resultado?
Camilo – Ah, sem dúvida. No relacionamento com a Assembleia Legislativa, por exemplo, a mudança foi da água para o vinho. Eu aprovei todos os meus projetos, inclusive projetos fundamentais para o momento que o Amapá está vivendo. Todo o processo de federalização da CEA e todos os investimentos do BNDES, de R$ 1,4 bilhão vieram em decorrência dessa guinada mais política do Governo. Por outro lado o Governo do estado ganhou muito com isso, pois tivemos, por exemplo, o deputado Bruno Mineiro que é político e é técnico e que está fazendo um excelente trabalho na Setrap, assim com a deputada Cristina Almeida no setor produtivo e o deputado Agnaldo Balieiro que tem uma sensibilidade política muito grande também. E agora tem a vereadora Neuzinha também.

Diário – No campo da cooperação internacional, especialmente com a Guiana Francesa, a gente sabe que a competência é da União, mas o Amapá também se mexeu e até defendeu a aprovação do acordo para o campo ambiental, o que estaria impedindo a liberação da ponte binacional. Agora vai?
Camilo – Na verdade foi um gesto. Essa é uma relação complexa entre um país da América Latina com um país Europeu. É o único caso que existe em todo o nosso Continente. Só o Brasil, só o Amapá faz fronteira com a França e a União Europeia. A aprovação do acordo de combate ao garimpo ilegal foi um gesto que o Brasil fez em relação a uma demanda que era muito forte do lado francês e que ficou aí engavetada durante muitos anos. Eu percebi que para nós avançarmos em concessões do lado de lá também teríamos que fazer do lado daqui.

Diário – Os seus críticos dizem que o senhor administra olhando pelo retrovisor. Por que é tão difícil deixar de observar os erros de seus antecessores e tocar a gestão?
Camilo – É só você olhar, por exemplo, o problema da CEA. Eu era deputado e cobrava uma solução. Em 2006 foi assinado um compromisso, um pacto do Amapá, pelos Poderes. Naquela época custaria para o Estado em torno de R$ 200 milhões e isso não foi feito. Hoje custa, não para o governador, mas para o povo R$ 1,4 bilhão. Então esse tipo de irresponsabilidade não pode ser esquecido. Assim como não se pode esquecer que os recursos que deveriam ter sido investidos em educação foram roubados, o que trouxe um prejuízo para nossa educação gigantesco. Outro exemplo são as consignações dos servidores públicos, R$ 74 milhões foram descontados da folha e deveriam ter sido repassados aos bancos e para os planos de saúde, que deixaram de atender as pessoas. Isso não é uma questão de olhar para o retrovisor, é mostrar que a dificuldade do presente é consequência da falta de responsabilidade no passado.

Diário – O senhor falou recentemente sobre o resultado da pesquisa do Ibope que rendeu índices de desaprovação de seu governo. O que está sendo feito a partir desses indicativos?
Camilo – Evidente que os números foram divulgados e estão aí. Mas nós temos também pesquisas internas que apontam para um processo de recuperação. A partir de junho, com aquele movimento do ‘vem pra rua’ todo mundo foi atingido duramente. Se você olhar a pesquisa do Ibope só três governadores são aprovados acima de 50% da população. Todos os governadores estão numa situação difícil. É claro que a minha situação em comparação com a dos outros ela é um pouco mais difícil, eu reconheço. Mas minha situação já esteve pior. Nós estamos num momento de avanço. Eu peguei um estado numa situação pré-falimentar e não tinha recursos para pagar suas contas. Tinha uma empresa falida que era a CEA, não executava recursos federais, tudo isso me impôs a tomar medidas difíceis, duras, que a população não espera ver o governador tomando. As mudanças vêm em médio prazo e em 2014 a população vai sentir o impacto.

Perfil

Entrevistado. Carlos Camilo Góes Capiberibe nasceu em Santiago do Chile, no dia 23 de maio de 1972. Filho dos também políticos João Capiberibe e Janete Capiberibe, nasceu fora do Brasil em virtude do exílio político dos pais. É Bacharel em Direito pela PUC de Campinas (SP) é casado com Claudia Camargo Capiberibe, com quem tem dois filhos. Filiado ao PSB, elege-se deputado estadual no Amapá em 2006, tendo sido considerado muito atuante e uma voz forte na oposição. Em 2008 foi candidato a prefeito de Macapá, mas foi derrotado por Roberto Góes no segundo turno. Em 2010 foi eleito governador do Amapá, vencendo a disputa em todos os municípios do Estado. É ainda considerado o mais jovem governador do Brasil.

O GIGANTESCO ‘RIO-MAR’: Rio Amazonas pode incrementar o turismo

TURISMO / Motivo de orgulho para os brasileiros que vivem no Amapá, o maior rio do mundo também costuma sensibilizar os turistas com o encontram pela primeira vez

A paisagem urbana da cidade de Macapá ganha o adorno do maior rio do mundo, que diariamente banha sua orla e serve de inspiração para quem vê do nascer ao pôr do sol na única capital banhada pelo Amazonas.
Cleber Barbosa
Editor de Turismo

Embora Macapá tenha vários atrativos turísticos feitos pela mão do homem, como o Marco Zero do Equador, é da mãe natureza a responsabilidade do maior patrimônio visual do lugar, o Rio Amazonas. Grande em tudo, extensão e volume de água, este rio-mar exerce um grande poder nas pessoas, especialmente as mais sensíveis. Não é raro ver turistas de outros estados enxugando as lágrimas quando do primeiro encontro com o rio, cuja única capital brasileira a ser banhada por ele é a do Amapá.
Num debate na Rádio Diário FM, a turismóloga Nira Brito, o presidente do Sindicato das Empresas de Turismo (Sindetur) Edir Pacheco e o coordenador da Bancada Federal, deputado Evandro Milhomen, concluíram que apesar de belo e majestoso, o rio Amazonas precisa de mais atenção, algo que agregue valor ao enorme potencial turístico que ele empresta a Macapá. “Sinto falta de um barco à disposição das pessoas na orla da cidade para fazer um passeio pelo rio até Santana e voltar, por exemplo”, diz o deputado Milhomen.
O empresário Edir Pacheco diz que as pessoas precisam ter uma relação mais próxima com o rio, como banhos e práticas de esportes em suas margens. “No próximo mês de outubro estarei participando de um evento em Miami (Estados Unidos) quando a possibilidade de atrair a passagem de navios de cruzeiro por Macapá estará em debate e a presença do Rio Amazonas certamente tem um peso muito grande para convencer os operadores a vir até aqui”, diz ele.
Pacheco também diz estar confiante de que as obras do novo píer do Santa Inês possa dar um incremento nessa atividade, com o anúncio da retomada da construção. “Acredito que até o fim do ano a gente possa ter esse píer concluído, que poderá receber não apenas os turistas da cidade como aqueles que desembarcarem dos grandes navios de cruzeiro que ficarem fundeado em frente à cidade”, diz Edir Pacheco.
A bacharel em turismo Nira Brito disse que há muito se ouve falar no potencial turístico do Amapá e de sua capital Macapá, com atrativos naturais e também outros pontos turísticos, mas o que precisa ser alavancado é o turismo receptivo. “Isso a gente chama de produto turístico, aquilo que ganha um formato e pode ser comercializado, com previsão de transportes, acomodação, acessos, enfim, os serviços turísticos”, diz Nira.
Nesse contexto, a ideia de um barquinho para passeios pelo Rio Amazonas é mais do que apropriada. É a proposta de integrar o turista com a cidade. E vice-versa.

Os números magníficos deste gigante das águas

O rio Amazonas, localizado na América do Sul, é o segundo rio mais extenso do mundo com 6.992,06 km e mais de mil afluentes sendo de longe o com maior fluxo de água por vazão, com uma média superior que a dos próximos sete maiores rios combinados (não incluindo Madeira e rio Negro, que são afluentes do Amazonas). A Amazônia, que tem a maior bacia de drenagem do mundo, com cerca de 7.050.000 quilômetros quadrados, responsável por cerca de um quinto do fluxo pluvial total do mundo.

O Amazonas tem sua origem na nascente do rio Apurímac (alto da parte ocidental da cordilheira dos Andes), no sul do Peru, e deságua no Oceano Atlântico junto ao rio Tocantins no Delta do Amazonas, no norte brasileiro. Ao longo de seu percurso recebe, ainda no Peru, os nomes de Carhuasanta, Lloqueta, Apurímac, rio Ene, rio Tambo, Ucayali e Amazonas (Peru). Entra em território brasileiro com o nome de rio Solimões e finalmente, em Manaus, após a junção com o rio Negro, recebe o nome de Amazonas e como tal segue até a sua foz no oceano Atlântico.

A generosidade da mãe natureza com o maior rio do planeta

Centro da maior bacia hidrográfica do mundo, ultrapassando os 7 milhões de km², a maior parte do rio está inserida na planície sedimentar Amazônica, embora a nascente em sua totalidade seja acidentada e de grande altitude. Marginalmente, a vegetação ribeirinha é, em sua maioria exuberante, predominando as florestas equatoriais da Amazônia.12 A área coberta por água no rio Amazonas e seus afluentes mais do que triplica durante as estações do ano. Em média, na estação seca, 110 000 km² estão submersos, enquanto que na estação das chuvas essa área chega a ser de 350 000 km². No seu ponto mais largo atinge na época seca 11 km de largura, que se transformam em 50 km durante as chuvas.
História - Durante o que muitos arqueólogos chamam de período formativo, as sociedades indígenas amazônicas estiveram profundamente envolvidas na emergência dos sistemas agrários das terras altas da América do Sul, e possivelmente contribuíram diretamente para o panorama sócio-religioso que constituiu as civilizações andinas. Em 1500 o explorador espanhol Vicente Yáñez Pinzón e a tripulação liderada por ele foram os primeiros europeus a navegar no rio.13 Pinzón chamou o rio de Río Santa María del Mar Dulce, o que posteriormente foi reduzido para Mar Dulce (literalmente "Mar Doce"), devido à quantidade de água doce impulsionada pela correnteza do rio para dentro do oceano Atlântico. Por 350 anos após a descoberta do Amazonas pelos europeus, a parte portuguesa da bacia do rio permaneceu um cenário abandonado, servindo exclusivamente como fonte de alimentos obtidos através da coleta e da agricultura pelos povos indígenas que haviam sobrevivido à chegada das doenças trazidas pelos europeus.

CURIOSIDADES

-  O Rio Amazonas tem um comprimento de 6.992,06 km e mais de mil afluentes.

- O Amazonas é de longe o rio mais caudaloso do mundo, com um volume de água cerca de 60 vezes o do rio Nilo.

- A quantidade de água doce lançada pelo rio no Atlântico é gigantesca: cerca de 209 000 m³/s.

6.992 KM
Esta é a extensão do Rio Amazonas, desde a sua nescente até a Foz que fica em Macapá.

RIO AMAZONAS

Polícia Civil do amapá vai ganhar helicóptero, garante Sejusp

cidade 4 - helicoptero
O modelo definido em licitação do Estado é igual a este da imagem
O processo de licitação, na modalidade pregão presencial, internacional, para compra de um helicóptero para a área da segurança pública do Estado foi realizado na sala de reuniões da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

A empresa americana Tradewinds Aircraft Sales INC, com representação no Brasil, foi à vencedora do certame e está licenciada para a venda do helicóptero ao Governo do Amapá.

As especificações exigidas no edital é a aquisição de um helicóptero asa rotativa, com biturbina, que possa operar em situações de emergência, tendo multimissão apta para operação policial e de UTI de emergência. A Tradewinds Aircraft Sales INC colocou as propostas à mesa julgadora composta por membros do Grupo Tático Aéreo (GTA), Comissão Permanente de Licitação da Sejusp (CPL) e para o setor de planejamento da secretaria.

O pregão, coordenado pelo pregoeiro da Sejusp, Mauro de Lima Souza, iniciou com o valor indicado pela empresa de U$ 2.962.000,00 dólares americanos, um montante em real de R$ 6.938.781,20. Em negociação, a equipe da CPL da Sejusp conseguiu em comum acordo com a empresa o valor de U$ 2.765.647,14 dólares americanos, convertidos em real para R$ 6.478.805,00, portanto, uma diminuição de R$ 459.976,20.
O recurso esta devidamente reservado no orçamento do Estado, sendo proveniente parte do Governo do Amapá e parte do Governo Federal, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Segundo o secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, Marcos Roberto Marques, a compra da aeronave partiu da determinação política do governador do Estado Camilo Capiberibe, que não mediu esforços para conquistar este bem ao Amapá, cumprindo o que prometeu à população. Este é o primeiro processo para a aquisição do helicóptero, que se deu cercado de cuidados necessários, dentro do processo legal, de acordo com que determina a legislação brasileira.

"A partir de agora, com o valor orçado, iremos contratar uma auditoria especializada em avaliação deste tipo de aeronave e montaremos uma equipe com pilotos e mecânicos para realizar a perícia do helicóptero apresentado pela empresa. Vamos adotar todos os proce-dimentos necessários para que a aeronave chegue ao Estado em perfeitas condições", destacou.

O pagamento do helicóptero será feito em três parcelas com prazos e datas estabelecidos no edital, ou seja, 50% do valor quando ocorrer à assinatura do contrato, que se dará após a vistoria técnica, 30% na customização e translado e os 20% restantes na entrega. O edital prevê o prazo de entrega da aeronave em 120 dias, após o contrato estar devidamente assinado.

Festa na virada do ano na Beira-Rio celebra a chegada de 2014

festa
Aspecto da festa de Reveillon na orla de Macapá, no último dia 31
"Marcas de um ano que se foi. Sonhos que vamos ter...". Com esses versos de uma das canções mais populares de fim de ano, o povo amapaense prestigiou a virada do ano na Beira-Rio. Um show pirotécnico iluminou o céu de Macapá à meia-noite, saudando a chegada de 2014 e encantando crianças, pais e famílias inteiras.
Quando o locutor anunciou os dez segundos finais de 2013 para chegada do Ano Novo, um grande coro de mais de cem mil pessoas o acompanhou. Uma explosão de fogos teve início no Rio Amazonas, deslumbrando a todos. Um show inigualável organizado pela união de esforços entre Governo do Estado e Prefeitura de Macapá.
A festa, organizada pelo Governo do Amapá, por meio da Secult, Concult, além da parceria da Amcap, iniciou às 19h com a rodada de música de cantores locais consagrados, entre eles, Zé Miguel, Amadeu Cavalcante, Ivo Canutti, com participação de grupos folclóricos de Marabaixo, escolas de samba da capital e bandas regionais, culminando com roda de samba.
O povo acompanhava tudo de pé, sentado ao chão, em cadeiras e até mesmo em locais improvisados. O clima era de festa, mas com tranquilidade. Crianças em carrinhos, mães amamentando filhos, casais enamorados, pessoas se abraçando, pais empinando papagaios, mesa farta, inclusive no chão, era um pedaço da casa de cada um na orla de Macapá.
De acordo com o comando da Polícia Militar, cerca de cem mil pessoas estiveram na extensão da orla, participando da festa da virada, com a garantia de que voltariam para casa em segurança. Isso foi possível com o policiamento preventivo e ostensivo, além de que a prefeitura organizou o acesso dos transportes de passageiros para viabilizar a celeridade da ida de muitos para as suas casas.
Vários grupos de afrodescendentes e simpatizantes de religiões africanas fizeram homenagens à divindade Yemanjá, no sincretismo religioso a mãe das águas e protetora da vida. Eles pediram dinheiro, saúde e paz para todos. Outros grupos religiosos tocavam, ao som de violão, músicas proféticas com mensagens sobre a vida, a preparação e o amor de Deus para às famílias do Amapá e do Brasil. Eram crianças, jovens e adultos cantando o amor de Jesus para os amapaenses como fonte da salvação e amor à vida.
Após a eclosão dos fogos, a festa continuou ali mesmo, na grama, na praça, no rio e no passeio público, que ficou lotado e colorido até o sol raiar.

PUBLICIDADE