segunda-feira, 19 de abril de 2010

No dia do índio, poder público sugere reflexão


O governador Pedro Paulo Dias de Carvalho reuniu na manhã desta segunda-feira, 19, no Palácio do Setentrião, com lideranças e organizações indígenas do Amapá e norte do Pará, durante um café da manhã em homenagem ao Dia do Índio. Entre os assuntos discutidos na reunião estavam a pavimentação da BR 156 e a continuidade das ações governamentais voltadas à população indígena do Estado.

De acordo com o secretário Extraordinário dos Povos Indígenas, João Neves, a comemoração ao Dia do Índio aconteceu em todas as aldeias do Amapá e Norte do Pará com apoio do Governo do Estado. João Neves afirmou que, “o encontro entre o governador Pedro Paulo e as lideranças indígenas é importante para a continuidade das ações desenvolvidas, primando pelo fortalecimento auto-sustentável das comunidades, respeitando a cultura e a tradição de cada povo”, afirmou o secretario

Durante a reunião foram avaliadas as conquistas e os avanços de 2003 a 2010, nas áreas indígenas e algumas situações pendentes como aprovação do Programa Amapá Indígena, que consolida todas as ações do Governo do Estado,como aquisição de novos geradores de energia, saúde, educação para a população indígena, e a pavimentação da BR156, no trecho Calçoene e Oiapoque.

Pedro Paulo parabenizou em nome dos caciques Paulo Silva, Luciano dos Santos e Gilberto Yaparra todos os povos indígenas do Amapá pela passagem do Dia do Índio. Na oportunidade, o governador disse que uma das ações mais importe do Governo foi à criação de uma secretaria especifica para que indígenas pudessem reivindicar seus direitos. A outra foi o lançamento do Amapá Indígena.

O governador Pedro Paulo falou sobre o problema de energia no município de Oiapoque. “Minha preocupação no momento é desenvolver políticas públicas para melhorar a qualidade de vida da população amapaense” enfatizou.

A criação de escolas dentro das áreas indígenas, educação superior e a capacitação de professores foram destacadas como grandes avanços nas aldeias do Amapá, exemplo disso, é o índio Waiãpi, Calbi Amazonas, que está no terceiro ano do curso de licenciatura especifica intercultural indígena na Universidade Federal do Amapá (Unifap). Segundo Waiãpi o conhecimento é fundamento para o crescimento do ser humano, “agradeço à Deus e ao Governo pela oportunidades dada aos indígenas”, concluiu. Waiãpi

As comemorações pela passagem ao Dia do índio continuaram a noite em frente a Casa do Artesão, com a abertura da Exposição Fotográfica sobre o Cotidiano dos Povos Indígenas, atividades culturais, artísticas, rituais, dança do turé, Kaxixi (bebida indígena), e shows.com os artistas amapaenses Adriana Raquel e banda, Zé Miguel, Banda Placa, Grupo de Timbaleiros, Dança do Turé, Companhia de Dança Cowtry.

O evento contou com a participação do secretario Extraordinário dos Povos Indígenas, João neves, da secretária Especial de Desenvolvimento Social, Maria de Nazaré Farias, secretária de Mobilização e Inclusão Social, Denise Carvalho, secretário de Transporte, Rodolfo Fernandes Torres, coordenador Regional da Funai/Ap, Frederico Oliveira e 35 lideranças indígenas das aldeias Kumarumã, Kumené, Galibi Marworno, Wajãpi, Manga, Kumarumã entre outras.


Iracilda Tavares
Assessora de Comunicação
Secretaria de Estado da Comunicação

domingo, 18 de abril de 2010

Fotógrafo Johnny Sena prepara livro sobre Amapá



Sena entrou para o rol dos poucos fotógrafos a registrar uma imagem do Topaza Pérola, o maior beija-flor de que se tem notícia, o Brilho de Fogo

Os Caminhos do Amapá na Amazônia. Este é o título do livro do repórter-fotográfico Johnny Sena, um dos mais conceituados profissionais da fotografia no Amapá. Dono de um currículo digno dos grandes fotógrafos do país, ele trabalha agora para juntar os melhores registros da intocada natureza amapaense para a publicação que poderá alavancar as discussões sobre a vocação para o ecoturismo no Estado.
Johnny Sena diz que ao longo dos mais de vinte anos de carreira viu suas imagens fazendo parte do acervo de agências de notícias, sites, jornais, revistas e órgãos públicos que ajudaram a divulgar seu trabalho, mas ao mesmo tempo foram se-parados. “Foi daí que surgiu a idéia de juntar boa parte desses registros e publicar o livro”, diz Sena.
Versatilidade - O repórter Johnny Sena atuou em alguns dos principais jornais do país, como Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro, e Amazonas em Tempo, em Manaus. “O chamado fotojornalismo é algo muito dinâmico, que nos proporciona vivenciar novas experiências todos os dias, conhecendo a realidade das ruas, a cultura, as diferenças, enfim, muita informação num espaço de tempo curto, entre uma reportagem e outra”, ensina.
Mas o que veio a fascinar ao experiente fotógrafo e cunhou uma nova faceta a seu trabalho foi atuar junto à natureza. “Virei um ensaísta, uma outra ramificação da fotografia que não necessita de tanta dinâmica, mas que é igualmente apaixonante”, revela. Ele chega a passar meses dentro de um ambiente natural, com a infra-estrutura mínima necessária para montar um ponto de espera para registrar um animal, pessoas ou apenas esperar o lento pôr-do-sol para clicar o tom de cor ideal.
Johnny Sena aproveitou que uma irmã viajou para a Guiana Francesa para enviar ca-lendários com imagens típicas da natureza que o Amapá possui. “Foi um grande sucesso, pois os franceses até pediram mais material. Isso nos motiva a tocar o projeto do livro, pois tenho certeza de que também terá boa aceitação”, avalia. Sena recebeu entre várias honrarias, um prêmio da Unesco, em Nova York, no Concurso “Em algum lugar do mundo”, por imagem de uma garotinha no lago do Curiaú. Entre outros feitos, ele conseguiu entrar para o rol dos poucos fotógrafos a registrar uma imagem do Topaza Pérola, o maior beija-flor de que se tem notícia, o Brilho de Fogo, em Serra do Navio.



ONDE IR

- Foi na região do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque que Johnny Sena teve as mais ricas experiências com a fauna e a flora intocada que o Amapá possui. Nos rios Anacuí e Amapari ele permaneceu semanas fotografando para matérias de jornais e revistas especializados, logo depois da criação do parque.

- As baterias da etapa amapaense do Circuito Brasileiro de Surfe na Pororoca, no rio Araguari, foram algo marcante na vida de Sena, que inclusive aumentou o leque de conhecimento do fotógrafo junto aos grandes nomes do esporte e da fotografia pelo Brasil e no exterior.

- Foi nos inúmeros encontros com índios pelo interior da Amazônia que Sena aprendeu o verdadeiro espírito de como preservar a natureza e respeita-la. “Os índios são os verdadeiros ambientalistas, os guardiões da floresta”, ensina.



O QUE COMER

- Para quem se dispõe a ser um aventureiro de plantão, como o fotógrafo Johnny Sena, comer e beber são duas coisas que exigem cuidados especiais. “Sabemos que nem sempre é possível comprar água mineral por aí, portanto levo sempre um cantil e pílulas especiais de hipoclorito, para o caso de ter que usar água da floresta”, ensina o profissional.

- Como bom amazônida, diz gostar de peixe, um alimento considerado como “universal” onde quer que se ande. “Mas temos o melhor preparo aqui na Amazônia, sem dúvida. Os turistas que experimentam do nosso peixe saem falando maravilhas a seus compatriotas”, diz.

- Mas Johnny Sena diz que em termos do conhecimento dos povos tradicionais da floresta, é preciso respeitar. “A gente está vendo aos poucos a medicina tradicional se curvar diante do que o caboclo do mato detém de conhecimento ao longo de séculos convivendo com a mãe Natureza, algo para deixar re-gistrado”, encerra.

Pedro Paulo diz que poder não o envaidesse


Pedro Paulo: “Não tenho qualquer vaidade pelo poder”



PEDRO PAULO - Dizendo-se comprometido coma geração de emprego e renda, chega a duas semanas no poder

Mesmo com o anunciado acirramento da disputa eleitoral pela cadeira de governador do Estado, o atual ocupante do Palácio do Setentrião, o médico Pedro Paulo Dias de Carvalho tem dito que pretende dedicar-se ao exercício da governabilidade do Estado até as últimas conseqüências. Apesar do ritmo frenético de sua agenda, ele vai compondo gradativamente não apenas sua equipe de governo, mas a estrutura de poder de sua gestão, seja agregando aliados de primeira hora, como o Partido dos Trabalhadores, ou mesmo lideranças comunitárias ou quadros de partidos e até do governo Waldez Góes. Exige, para isso, compromisso com o Estado, vocação e aptidão técnica. Pedro Paulo recebeu o Diário do Amapá ontem, na Residência Oficial, para onde mudou-se no meio da semana. O que ele tem achado destes primeiros dias como titular do Governo você acompanha a seguir.

Diário do Amapá - O senhor tem se referido ao período em que governa o Amapá detalhando o número de dias corridos e o de dias úteis. Isso é sinal de que está debruçado sobre o planejamento das ações? A agenda está apertada?

Pedro Paulo - É verdade. Desde que assumimos o governo, no sábado, dia 3 de abril, imprimimos um ritmo muito acelerado, muito forte, na administração pública, por conta de que você está assumindo um governo em que simultaneamente tem que fazer uma transição. Por mais que você tenha conhecimento do mecanismo de funcionamento da máquina administrativa, você precisa dos números, dos dados, enfim, se aprofundar na máquina e fazer algum tipo de ajuste, um monitoramento, ou se tem que avançar, que se potencializar. São tantos caminhos que você tem que dar celeridade.

Diário - Além disso, tudo ainda há que se fazer política, não é mesmo?

Pedro - Você não pode deixar de listar, pois elas estão sempre lincadas.

Diário - Mas durante a semana o senhor fez questão de dizer que poderia separar a necessidade de continuar governando o Estado, cuidando das demandas, deixando a política para um segundo momento. Como isso vai se dar na prática, levando-se em consideração um período relativamente curto até as convenções?

Pedro - Depois do expediente... (risos). Mas é verdade mesmo, estou dormindo três ou quatro horas por dia, devido essa dedicação de corpo e alma ao processo administrativo, para fazer com que o Estado tenha sua normalidade, afinal, querendo ou não, quando há uma troca de gestor sempre há certo desequilíbrio da dinâmica que vinha sempre imprimida, afinal todos nós somos diferentes uns dos outros. Com relação às conversas políticas, não tenho dúvida de que elas têm que ocorrer, mas estou deixando em segundo plano, como se fosse um lazer, pois a parte administrativa tem me consumido muito, por conta da minha responsabilidade de colocar todos os serviços públicos com qualidade para a população. Isso é fundamental para todos nós.

Diário - Conforme o senhor havia anunciado, não foi editada nenhuma caça às bruxas, com relação a substituições na equipe de governo anterior. Alguns auxiliares do ex-governador Waldez permaneceram em sua equipe. Qual o critério para as substituições?

Pedro - O critério é extremamente técnico, mas que observa uma repercussão política. Evidentemente que você não vai conseguir agradar a todos, mas tenho a consciência, a responsabilidade de colocar técnicos em nossa equipe que pensem acima de tudo no Estado e por conta disso é o que mais pesa na hora da escolha, ou seja, a pessoa que vai conduzir uma pasta tem a responsabilidade de dizer que ela está fazendo por prioridade ao Estado. Isso é fundamental e é isso o que eu tenho cobrado.

Diário - A visita do ministro Alexandre Padilha representou o que para esse período em que se inicia seu governo?

Pedro - Ele é um grande amigo nosso, uma pessoa por quem temos o maior carinho e respeito, até por conta da sua atenção para a região Norte. É um ministro que tem uma relação muito forte com todos os governadores da Amazônia e com os demais governadores do Brasil também. O ministro Padilha nos convocou para uma reunião lá em Brasília envolvendo cinco partidos, que foram o PR, o PDT, o PT, o PP e o PCdoB e essa reunião veio se fechar agora, aqui em Macapá. Nós oferecemos um almoço para o ministro e conversamos sobre essas questões políticas. Mas eu não poderia deixar de conversar com o ministro sobre as questões pendentes do Estado, como por exemplo, o empréstimo junto ao BNDES, que para nós é estratégico, pois se obtivermos teremos condições de fazer com que o Estado do Amapá possa tocar as obras que estão paralisadas e as outras com ritmo lento possam ser alavancadas.

Diário - Mesmo já tendo dito que está concluindo o segundo período de um governo que também é seu, afinal foi o vice de Waldez desde então, o senhor tem tentado imprimir uma marca toda própria à sua gestão. É proposital dissociar seu go-verno da gestão anterior?

Pedro - Tenho uma visão muito clara, objetiva e honesta com relação a essa pergunta. Penso que estou no governo há sete anos e três meses na qua-lidade de vice-governador, quando acompanhei e procurei contribuir da forma como podia na gestão do Estado e digo com toda convicção de que tudo aquilo que foi conquistado no governo Waldez como titular, vou potencializar e aquilo que eu achar, ou que achei, afinal todo e qualquer projeto tem que ter monitoramento para se ter a possibi-lidade de corrigir. A minha conduta tem sido nesta linha: todas as ações do governo que foram po-sitivas, que trouxeram resultados para a população, nós vamos potencializar e as que precisarem ser corrigidas vamos corrigir.

Diário - Ainda sobre a visita do ministro Padi-lha, o comentário nos meios políticos foi de que o senhor buscou garantir um palanque amapaense para a ministra Dilma na corrida pela sucessão na Presidência da República. É verdade?

Pedro - Com certeza. O ministro Padilha foi muito feliz quando disse que dentro do PT sempre antes das convenções existem muitas teses, muitos questionamentos, com os vários grupos existentes lá. Então o ministro disse que também tinha uma tese dele lá, de que o PT como vinha participando do governo Waldez e que continua participando do governo Pedro Paulo tem que acompanhar a candidatura do Pedro Paulo.

Diário - Depois da visita que o senhor fez ao canteiro de obras da ponte binacional sobre o Rio Oiapoque que sentimento aquela obra emblemática lhe passou?

Pedro - Meu sentimento sobre a ponte que li-gará o Brasil à comunidade européia, especialmente o Amapá à Guiana Francesa, Oiapoque a São Jorge, é uma sensação muito boa porque se você observar vários conflitos foram registrados nos últimos anos e todos eles provocados pela falta de uma política definida de desenvolvimento econômico e social, passando pela questão da defesa, então com essa ponte nós vamos fazer com que aquelas pessoas que decidem em Paris sobre a vida das pessoas que moram em Caiena, assim como as pessoas de Brasília que decidem sobre a vida das pessoas que moram em Oiapoque, serão estimuladas a tomar iniciativas e decisões para que todos encontrem uma atividade econômica forte que garanta cidadania, soberania para essas pessoas, para que possam desempenhar suas funções, que possam ter sua renda ou que possam ter o seu trabalho.

Diário - Desde os dias que antecederam a sua posse o senhor sempre disse que o Estado precisava garantir emprego para a população. Como isso vem sendo trabalhado em seu governo desde que assumiu as rédeas do Amapá?

Pedro - Tenho algumas prioridades no meu go-verno que são questões fundamentais. A geração de emprego e renda, a questão da água, da energia, da pavimentação de estradas, enfim, isso é uma obrigação do Estado, é obrigação, não é nenhum favor. Eu tenho buscado esses entendimentos, pois não vejo outra alternativa a não ser que estado e prefeituras não tem condições de suportar a quantidade de pessoas que estão sendo preparadas pelas faculdades aqui do Estado, que são inúmeras, tentando colocar no mercado de trabalho muita gente a cada seis meses e este não absorve. Então eu na qualidade de governante tenho que me dedicar sim, para buscar investidores, para que venham fazer negócios aqui, gerando empregos, gerando renda, mas para isso tenho criar um grupo seleto de pessoas para que possam receber esses investidores. Não posso tratar de forma desigual os desiguais.

Diário - E para isso há um mote, alguma indicação de área estratégica a receber os investimentos?

Pedro - O Amapá tem um potencial enorme, com suas florestas, com seu potencial de produção de energia, na área do pescado, na área de minérios, na área do turismo, enfim, como Deus nos oportunizou ter um Estado com todas essas riquezas na-turais, temos que utilizar nossa inteligência para transformar essas riquezas em algo que venha fazer com que a nossa população tenha esse benefício direto porque hoje nós somos ricos para quem nos vê, mas no dia a dia temos muitas dificuldades financeiras.

Diário - O que dizer aos amapaenses que acompanham todos esses fatos neste período de transição e de expectativas para uma nova eleição?

Pedro - Quero dizer ao povo do meu Estado que eu não tenho qualquer vaidade pelo poder. Estou governador porque foi uma missão dada por Deus para que eu pudesse vir a ajudar o povo do Amapá a encontrar oportunidades para todos. Entendam que não é o poder, a liturgia do cargo que me envaidece, o que me deixa alegre e orgulhoso é a vontade que eu tenho de produzir mais e todas as vezes que vou a um município, a uma localidade e que sou bem recebido, cada vez mais as minhas responsabilidades aumentam. Esperem do Pedro Paulo o compromisso cada vez maior de fazer políticas públicas que ve-nham melhorar a qualidade de vida do nosso povo.

Coluna do Cleber Barbosa deste domingo


Pelo social

O deputado estadual Manoel Mandi (PV), que preside o Jeep Clube de Macapá, anunciou ontem que os sócios da entidade lançam na segunda-feira, às 19 horas, na Tri-lha Norte Veículos, mais uma ação esportiva de cunho social. Além de uma competição, campanha para arrecadar donativos para a Casa Agrícola São João Piamarta.

Palanque tem

Parlamentares, secretários e auxiliares do governador Pedro Paulo estavam animados ontem no almoço oferecido na Residência Oficial para o ministro Alexandre Padi-lha. É que a visita teria selado parte de um acordo para garantir um palanque oficial para a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, aterrissar em Macapá na campanha deste ano.

“É diabinho”

Dito à coluna pelo governador Pedro Paulo Dias de que notícias dando conta de que os gestores do setor de Infraestrutura do Governo receberam ordens para auditar as obras em andamento não passam de notícia plantada. Para ele, “as obras do governo Waldez também são obras do governo Pedro Paulo”.

“Só depois”
Já o líder do governo na AL, deputado Edinho Duarte (PP), provocado pelo colunista sobre alguma pista a respeito de um vice para a chapa encabeçada por Pedro Paulo, saiu com essa. “O nome do vice vem por último”, disse, depois completando que primeiro é preciso trabalhar para a composição da coligação e esta apontará o melhor vice.

CONTINUIDADE

Vinte e cinco anos depois dos eventos inesperados que o levaram a assumir o Palácio do Planalto, o presidente do Senado, José Sarney, disse que, em seu período como presidente da República, lutou até os últimos dias para dar continuidade ao processo de transição democrática que, segundo ele, teve que ser construída a cada dia, em meio a pressões.

Boa estreia

A nova primeira-dama do Estado, Denise Carvalho, fez sua estreia como anfitriã de um ministro de Estado (Alexandre Padilha) na Residência Oficial, em grande estilo. Com mudanças sutis na decoração da casa, ela deu um aspecto mais “cleam” ao imóvel e manteve alguns auxiliares da copa mas trouxe de casa os chefes da cozinha. Saiu-se bem pelos comentários.

Adrenalina

Representantes de diversas modalidades de esportes ra-dicais foram ao rádio ontem dar apoio incondicional ao processo de regulamentação das modalidades de turismo de aventura, em curso no Congresso Nacional. Entre as regras para explorar a atividade, comprovação de qualificação dos instrutores e profissionais responsáveis pela preparação dos locais e pela operação dos equipamentos. Segurança em primeiro.

Samba atravessado

O conselho de representantes das escolas de samba que formam a Liga das Escolas de Samba do Amapá (LIESA) decidiu na noite de sexta-feira pela desclassificação da agremiação Piratas da Batucada do carnaval 2010 e desligamento da entidade. O afastamento é por tempo indeterminando, mas de acordo com o estatuto, Piratas da Batucada pode pedir reabilitação.

Motivo do imbróglio

A ação impetrada na Liesa por Vicente Cruz questiona o resultado justificando e comprovando que Piratas da Batucada utilizou de artifícios para fazer com que jurados indicados pela agremiação previamente fosse aprovados pela Liesa. A manipulação vai de encontro ao artigo 26 do re-gulamento da entidade. Sabe-se que as escolas podem apenas apresentar nomes.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Amapá confirma presença no Salão do Turismo de São Paulo

O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado do Turismo vai participar das discussões para elaboração de roteiros em conjunto com os estados do Amazonas e Pará e também com os governos da Guiana Francesa e Suriname. O Amapá é um dos estados que compõe o PTCA (Produto Turístico Combinado Amazônia).

As discussões para definição de pacotes, tecnicamente denominados “produtos turísticos integrados”, a serem ofertados e comercializados para 2010 e 2011 serão discutidas no Salão da Guiana, que será realizado nos dias 16,17 e 18 de abril, no município de Matoury ,zona metropolitana de Caiena, na Guiana Francesa.

De acordo com a chefe de coordenação do PTCA e diretora do Departamento de Planejamento do Turismo do Amapá, Luiziane Amanajás, o PTCA é mais uma grande oportunidade para viabilizar o que foi firmado no convênio entre estados e países membros, oportunizando a iniciativa privada para que possa definir possíveis roteiros integrados. “O Governo do Amapá está dando suporte aos empresários amapaenses com ajuda para que donos de empresas de turismo tirem visto para a Guiana Francesa. A Secretaria de Turismo também apresentará dois stands para que o Trade Turistico do Amapá tenha espaço para apresentar roteiros durante o Salão da Guiana” disse Luiziane.

Os participantes deverão definir pacotes integrados de até 10 dias, sendo dois dias para cada destino. Os cinco roteiros propostos até agora foram:
- Guiana Francesa, Macapá, Belém e Manaus;
- Suriname, Pará, Amapá e Guiana Francesa;
- Amazonas, Pará, Amapá e Guiana Francesa;
- Suriname, Guiana Francesa (Caiena), Amapá, Pará e Amazonas;
- Pará, Amapá, Guiana Francesa (Caiena) e Suriname.

Logo após o Salão da Guiana, serão divulgados os roteiros que foram selecionados para entrar em execução. Em Macapá a Setur também vai atuar no cadastro e capacitação de empresas que deverão apresentar pacotes para o PTCA, para que as mesmas possam receber auxílio do Ministério do Turismo.
Bianca Castro
Assessora de Comunicação
Secretaria de Estado da Comunicação

Dalva defende empregos para frear garimpo clandestino


A deputada Dalva Figueredo (PT-AP) acredita que para acabar com os garimpos ilegais e conter os conflitos entre garimpeiros brasileiros e a Polícia Francesa na região da fronteira entre Brasil e Guiana Francesa é “necessário levar desenvolvimento para o Amapá como forma de abrir campos de atuação para geração de emprego e renda”.
A parlamentar discutiu o assunto com autoridades do setor nesta terça-feira (13), durante audiência pública na Comissão da Amazônia. Para Dalva, deve haver uma troca das atividades ilegais de garimpo por outras atividades econômicas que garantam empregabilidade às comunidades que vivem da exploração nos garimpos.
Durante o debate a deputada questionou o controle e a fiscalização realizados pelo Exército Brasileiro na região fronteiriça e sugeriu mais diálogo da tropa com a população local.
Mas o representante da Brigada de Infantaria de Selva presente à audiência, general Mário Lúcio de Araújo, afirmou a existência desse diálogo com as comunidades Ilha Bela e Vila Brasil. No entanto, destacou que o controle da entrada de alimentos e gêneros de primeira necessidade em quantidade suficiente para a subsistência dos moradores, “sem cunho comercial”, foi estabelecido por decisão da Justiça Federal do Amapá.
Sobre a deportação e prisão dos garimpeiros ilegais, a chefe da Divisão de Assistência Consular do Itamaraty, ministra Luiza Lopes da Silva, informou que a Polícia Francesa só prende o estrangeiro após a terceira abordagem. De acordo com ela, são os próprios brasileiros que dificultam o trabalho de assistência e contato com as famílias no Brasil, pois mudam de nome para não serem impedidos de freqüentar novamente os garimpos.
“O problema vem do nosso território. Estamos exportando os brasileiros para situações com possíveis riscos de morte, de prostituição ou qualquer outro tipo de violência, já que o Brasil ainda não oferece oportunidades semelhantes ou melhores para mantê-los aqui,” enfatizou a ministra.
Luiza Lopes ressaltou que o Itamaraty criou um grupo multidisciplinar interministerial com o objetivo de desenvolver uma política que atenda esses brasileiros em diversos âmbitos, como por exemplo, a disponibilidade de trabalho, educação e saúde de qualidade. “Nosso objetivo não é acobertar o garimpo ilegal, mas trazer alternativas para a população que vive dessa exploração”, afirmou.
O deputado estadual amapaense Paulo José Ramos discorreu sobre a situação de violência que passa os moradores do município do Oiapoque nos confrontos com a Polícia Francesa e sugeriu à ministra Luiza Lopes a instalação de um escritório regional do Itamaraty no Amapá para acompanhar de perto os problemas na fronteira com a Guiana Francesa.
Hoje existem aproximadamente 15 mil garimpeiros ilegais em território francês, de acordo com informações do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e Ministério das Relações Exteriores. O ICMBio desenvolve atualmente políticas de desestímulo da ocupação e atividade de garimpo nas comunidades de Vila Brasil e Ilha Bela e defende a transformação da região em centro de recepção de visitantes na esfera do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e a instalação de uma base de pesquisa científica, no âmbito do Centro Franco-Brasileiro da Biodiversidade Amazônica.

Sarney recebe presidente da China nesta quinta


Passados 22 anos do encontro, em Pequim, entre os presidentes do Brasil, José Sarney, e Deng Xiaoping, da República Popular da China, seu sucessor Hu Jintao vem ao Brasil em missão oficial de quatro dias – de 14 a 17.
Além de participar em Brasília da 2ª Cúpula dos Países BRIC (bloco que inclui Brasil, Rússia, Índia e China), Jintao traz na bagagem o compromisso de intensificar as relações comerciais com o Brasil, conforme relata a agência estatal chinesa Xinhua, que divulgou recente conversa telefônica entre Lula e o dirigente chinês. Jintao então registrou a importância das relações com o Brasil, dizendo que a cooperação entre os dois países desfruta de sólida base política e ampla perspectiva de crescimento. “Ampliar a associação estratégica é bom para os interesses de nossos países e leva à paz e ao desenvolvimento comum, consolidando este novo nível de relação onde alcançamos consenso sobre uma ampla gama de assuntos importantes”, enfatizou.

Plano de ação conjunta
A visita de Jintao acontece quando seu país se consolida como o principal comprador de produtos brasileiros. Em 2009 as exportações brasileiras para o país asiático somaram US$ 20,2 bilhões, contra US$ 15,7 bilhões comprados pelos EUA. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. A China também desponta como importante fonte de Investimento Estrangeiro Direto (IED), alcançando em fevereiro último os US$ 354 milhões. Chega assim à terceira posição em investimentos produtivos no Brasil, segundo levantamento do Banco Central.
Jintao, que já esteve no Brasil em 2004, e o presidente Lula ratificarão um Plano de Ação Conjunta para 2010-2014, definindo prioridades em todas as áreas do relacionamento bilateral e estabelecendo novas bases para expandir essa cooperação.

A evolução das relações bilaterais
A cooperação Brasil-China, inaugurada com restabelecimento de relações em 1974 e reavivada com a visita presidencial de 1984 (presidente Figueiredo), ganhou força a partir de 1988, quando Sarney, então presidente da República, foi a China buscar novos investimentos externos e maior intercâmbio comercial. Na visita diversos acordos foram firmados, em setores como: exploração de petróleo, indústria siderúrgica, medicina e saúde, energia hidroelétrica, geociências, fármacos, madeireiro e energia nuclear. Também foram assinados protocolos para abertura de um consulado do Brasil em Xangai e um chinês em São Paulo. Á época, o ministro das Relações Exteriores, Roberto de Abreu Sodré, marcou: “A visita do presidente Sarney a Pequim representa um ponto alto das relações da política externa brasileira, iniciada a partir da busca de relacionamento com os países da América Latina e da África”.

O destaque especial da visita de Sarney a Pequim foi o Acordo sobre Pesquisas e Produção Conjunta do Satélite de Sensoriamento Remoto, que inaugurou o Programa Espacial Sino-brasileiro para lançamento de satélites de rastreamento terrestre. Esse acordo bilateral, que envolveu o Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais) e a Cast (Academia Chinesa de Tecnologia Espacial), permitiu aos dois países romper o bloqueio das nações desenvolvidas à transferência de tecnologias avançadas. Fruto de acordo inédito de cooperação entre dois países em desenvolvimento, essa parceria resultou no lançamento de um satélite sino-brasileiro, em 1999, e um segundo, em 2003.


Parceria estratégica para o século 21
Quando Sarney se encontrou em Pequim com Deng Xiaoping, em 1988, o volume comercial entre China e Brasil era inferior a US$ 2 bilhões anuais.Segundo projeções da Balança Comercial brasileira, esta cifra deve chegar próxima aos US$ 50 bilhões em 2010. O crescimento extraordinário, na visão do embaixador da China no Brasil, Qiu Xiaogi, começou quando Sarney e Deng “abriram definitivamente as portas para o intercâmbio político, comercial e cultural entre os dois países”.
Testemunha do crescimento da parceria sino-brasileira, o diplomata chinês relata que naquele “momento histórico” da visita, os dois líderes analisaram o futuro do comércio mundial e anteviram: os dois países teriam posição de destaque no século 21. “Sarney e Xiaoping previram ainda que Brasil e China iriam, a partir daí, assumir relevância crescente nas esferas da economia internacional”, registra o embaixador.
Já em 1993, em visita ao Brasil, o então Primeiro Ministro Chinês Zhou Ronji, que cunhou o termo “parceria estratégica” para designar a relação Brasil-China como uma sinergia entre o maior país em desenvolvimento do hemisfério oriental com o maior país em desenvolvimento do hemisfério ocidental, relatava: “as relações entre os nossos países tiveram um expressivo incremento nos setores de infraestrutura, comércio bilateral e cooperação tecnológica, a partir da visita do presidente Sarney a Pequim.”

Em novembro passado, quando recebeu no Senado Jia Qinglin, presidente do Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, Sarney lembrou o encontro com Xiaoping, em 1988, que abriu caminho para a evolução nas relações entre Brasil e China. “O Brasil é um parceiro privilegiado chinês e nosso comércio multiplicou-se várias vezes”.
Segundo o presidente do Senado, a profundidade dessa aproximação está registrada na intensidade das trocas comerciais, nas relações culturais e na identidade política dos dois países nos foros internacionais.

Chen Duqing, que foi embaixador da China no Brasil no período 2006-2009, lembra, por sua vez, que o dirigente Deng Xiaoping teria se reportado ao presidente José Sarney com uma frase de efeito para registrar as posições semelhantes adotadas nos organismos internacionais pelos dois países: “A China e o Brasil podem apertar o botão um pelo outro na hora da votação, porque a afinidade entre nossos países é muito grande”.

Fontes: Solange Dias da Silva (economista e mestre em Relações Internacionais pelo programa San Tiago Dantas); Reportagens da página da Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado (site do Senado Federal); Agência Estado; Osvaldo Bertolino (site O Outro Lado da Notícia); Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio; Severino Cabral (Diretor do Programa China-Ásia-Pacífico da Universidade Cândido Mendes); Agência Efe; Correio Braziliense (Josafá Dantas-enviado especial a Pequim).

Pescadores do Amapá pedem ajuda em Brasília



Representantes da Federação dos Pescadores e Aquicultores do estado do Amapá (Fepap) visitaram a deputada Dalva Figueredo (PT-AP) nesta quarta-feira (14) onde solicitaram apoio da parlamentar junto ao Ministério da Pesca.
Entre as reivindicações dos pescadores está a liberação de processos pendentes e o desbloqueio do pagamentodo seguro - defeso pelo Ministério do Trabalho. Segundo ofício da entidade que será entregue ao ministro Altemir Gregolim, há um clima tenso entre a categoria e a Superintendência de Pesca do Amapá, devido ao atraso no seguro-defeso, que deveria ter sido pago em 15 de dezembro passado.
“A grande maioria desses pescadores são pessoas geralmente carentes, muitas delas residentes em regiões ribeirinhas de difícil acesso, com dificuldades até mesmo de se locomoverem até as entidades representativas e que passam por graves dificuldades financeiras em razão da interrupção de suas atividades profissionais”, afirma ainda o documento assinado pelos presidentes da Fepap, Colônia Z-7, Copesa, Copercaf, Pesca Norte e Apescart.
A deputada Dalva Figueiredo se prontificou a apoiar os pescadores junto ao Ministério da Pesca para que a situação da categoria no Amapá se resolva em breve. Na tarde desta quarta-feira houve uma reunião no ministério para tratar do assunto.

A comprovação da mediocridade


O Sr. Rogério Borges, do jornal “O Popular”, de Goiânia, na coluna “Crônicas e outras Histórias” datada de 7 de abril último, apresentou texto com o título “Amapá, uma abstração”.
Esse artigo exige um esclarecimento maior e uma resposta a ser dada em nome do povo amapaense, que merece ser lida e compreendida por todo cidadão brasileiro.
Este Sr. Rogério Borges, saturado de preconceitos e dotado de uma ignorância inconcebível sobre a realidade do nosso País, começa o seu texto solicitando de alguém, quem quer que seja, a comprovação de que o Amapá existe. Segundo ele, até hoje nunca teve essa comprovação. Para ele, o Amapá é uma abstração, uma figura de ficção, uma espécie de miragem coletiva, um Estado de fantasia, um mito, uma lenda urbana.
Diz ele não conhecer ninguém que tenha nascido no Amapá, como também ninguém que tenha sequer estado no Amapá. E por aí vai, na soberba de sua mediocridade.
Como é que pode um cidadão brasileiro, um jornalista, um homem de comunicação e cultura, um formador de opinião ser tão desprovido de conhecimento sobre a realidade brasileira. Será que este cidadão nunca foi a uma escola, nunca saiu de sua casa, do ambiente de sua família, não convive com ninguém na cidade onde mora, para chegar a este ponto completo de alienação? E como conseguiria ter um espaço permanente em um jornal do Estado de Goiás, da bela capital brasileira que é Goiânia, e pertencer a um povo tão valoroso, tão inteligente, tão criativo tal qual é o povo goiano?
Devo começar a minha resposta a este cidadão dizendo que o Amapá existe sim. Trata-se de um Estado da Região Norte do nosso País, onde está localizada a fantástica Floresta Amazônica.
Macapá, a nossa capital é banhada pelo Rio Amazonas, imenso, indo em direção do Oceano Atlântico. O Estado do Amapá se destaca neste cenário deslumbrante como o Estado mais preservado em sua biodiversidade de toda a Região Norte do Brasil.
O Amapá tem uma História belíssima, digna de ser cantada em prosa e verso por quem gosta, admira e respeita o Brasil como País.
Temos heróis como Cabralzinho, homem que liderou a defesa do nosso território contra a cobiça dos franceses e o Barão do Rio Branco, que também se tornou vitorioso nos Tribunais internacionais, não permitindo que a vasta extensão territorial entre o Rio Araguari e o Rio Oiapoque, no extremo Norte deixasse de ser brasileira.
Na História contemporânea do Amapá se destacam as figuras de Getúlio Vargas e de Janary Gentil Nunes. Getúlio, então Presidente do Brasil, decretou a criação do Território Federal do Amapá, desmembrando-o do Estado do Pará. Janary, o primeiro Governador do Território, com diretrizes de governo de “Povoar, Sanear e Educar”, e contando com uma equipe valorosa de pioneiros, muito bem selecionados, realizou a mais bem sucedida experiência de valorização de áreas de que se tem notícia na História da Amazônia.
O Amapá tem grande importância geopolítica para nossa Nação especialmente por sua fronteira com a Guiana Francesa. Apresenta uma cultura ímpar e riquíssima. Possui sítios arqueológicos de valor inestimável, grandes músicos, poetas, escritores, enfim, é uma realidade incontestável, dotada de um futuro promissor, capaz de proporcionar ao Brasil imensas alegrias e muito progresso.
No auge de sua ignorância, o Sr. Rogério Borges, ao tentar comprovar que o Amapá não existe argumenta com o fato inverídico de que a Rede Globo, em sua programação, nunca fez referências sobre o Amapá. Novamente falta informação e conhecimento ao jornalista.
Por diversas vezes a Rede Globo de Televisão registrou matérias sobre a biodiversidade do Amapá; a importância histórica da Fortaleza de São José, a beleza e a força da Pororoca; o equinócio, fenômeno que só ocorre na linha do equador e que apresenta o dia e a noite com a mesma duração.
Em 4 de fevereiro de 2008, com justificado orgulho, com imensa alegria, a população do Amapá comemorou os dois séculos e meio de sua Capital. Quis o destino que os 250 anos de Macapá fossem escolhidos pela Escola de Samba Beija-Flor como tema de seu desfile carnavalesco daquele ano.
Assim, o Sambódromo do Rio de Janeiro e toda a população brasileira acompanharam um enredo emocionante: “Macapaba: Equinócio Solar, Viagens Fantásticas ao Meio do Mundo”. Nesse enredo, que acabou consagrado como o campeão do carnaval carioca, foram vislumbradas as belezas da cidade e do Estado do Amapá
Como representante eleito pelo povo do Estado do Amapá, gostaria de convidar o Sr. Rogério Borges a nos visitar. Que ele venha conhecer a hospitalidade do povo amapaense, saborear a deliciosa culinária da região, apreciar nossas belezas naturais e nossa cultura. Que ele venha com o coração desarmado, o espírito aberto e sem preconceitos. Tenho certeza que sua opinião será muito diferente a partir de então.

Papaléo Paes
Senador pelo Amapá

terça-feira, 13 de abril de 2010

IDH faz mais de 1.600 atendimentos durante ação no Igarapé da Fortaleza


Foi um sucesso a ação social e ambiental realizada neste domingo, 11/04, pelo Instituto de Desenvolvimento Humano (IDH) da Fazendinha, no Igarapé da Fortaleza, na divisa de Macapá com Santana. No total, 1.670 atendimentos foram prestados aos moradores da comunidade, isso sem conta o número de voluntários que trabalharam na revitalização da Escola Estadual Professora Margarida Rocha da Costa.



Somente atendimentos médicos foram 240. Cada um dos três profissionais da medicina, voluntários na ação, atendeu 80 pacientes. “Isso representa muito mais do que o número de atendimentos feito em muitas unidades de saúde”, observou Stephan Pontes, voluntário do IDH e coordenador da ação.


Os números dos demais atendimentos foram os seguintes: exame de glicemia (60), kit de higiene bucal e aplicação de flúor (150), corte de cabelo masculino e feminino (210), distribuição de camisinhas (750), aplicação de doses da vacina contra o H1N1 (60) e frascos de hipoclorito de sódio (200).



A Escola Margarida Rocha recebeu pintura nova e teve recuperada a estrutura da caixa d’água e da escada que dá acesso ao segundo pavimento. “Esse trabalho do IDH é muito importante, uma vez que contribui de forma efetiva com o poder público na solução dos problemas vividos pela comunidade. Nossa escola estava precisando dessa revitalização”, disse a diretora Meire Figueira.



Outra ação idêntica do IDH será realizada no próximo domingo (18/04), no bairro Vale Verde, em frente ao Parque de Exposições da Fazendinha ao lado da sede campestre do Banco da Amazônia. Os moradores serão beneficiados com os seguintes serviços: auxílio na construção da academia de artes marciais do Professor Bruce, que atende mais 200 crianças e adolescentes, gratuitamente, do bairro Vale Verde e adjacências, atendimento médico, distribuição de kit de higiene bucal, exame de glicemia, corte de cabelo masculino e feminino, distribuição de preservativos, hipoclorito de sódio (para purificar água), revitalização do perímetro com retirada de resíduo sólido e almoço comunitário.



Serviço:
Assessoria de Imprensa
Volney Oliveira / Denyse Quintas
(96) 8114-7907 / 9113-9793

Jurandil Juarez questiona cobrança de juros

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio realizou, na quarta-feira (7), audiência pública para debater a súmula 121 do Supremo Tribunal Federal (STF), de 1963 - que proíbe a capitalização de juros, ou juros compostos, ainda que previsto em contrato - tendo em vista a prática generalizada no país dessa modalidade de juros nas operações de crédito, o que configuraria uma ilegalidade. Para tratar do assunto foram convidados os professores Heron do Carmo, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo e José Dutra Vieira Sobrinho, do Instituto de Ensino e Pesquisa de São Paulo. Os expositores frisaram que no Brasil, a maioria das instituições que oferecem crédito – desde lojas que vendem à prazo a grandes bancos – adotam em suas operações os juros compostos, o que fere a súmula do STF. De acordo com o deputado Jurandil Juarez, que participou do debate, este é um assunto de suma importância e que afeta toda a sociedade, pois configura um procedimento ilegal. Segundo ele, toda família brasileira paga juros, seja na compra de um televisor ou na aquisição da casa própria. “A cobrança de juros compostos é uma prática comum em todas as transações a crédito. Se é ilegal, precisa ser corrigida ou modificada a legislação”, afirmou. O parlamentar argumenta que o desejável é que a economia seja autoregulada. “Se a cobrança de juros compostos é um procedimento socialmente aceito, que seja feita alteração na Lei para dar segurança jurídica aos contratos. Isso sem abrir mão de proteção que deve ser garantida aos mais fracos, isto é, aos tomadores de empréstimos”, concluiu.

Marinha e PMM apresentam resultados da Operação Aciso




Esta é a quarta vez que o tracajá da Amazônia vem à região do bailique.Considerado o maior navio fora da esquadra brasileira ,o navio auxiliar Pará que completou 500 dias de nagevação levou para a Aciso 2010 cerca de 150 pessoas entre civis e militares que realizaram atendimentos básicos de saúde e cidadania as comunidades ribeirinhas do distrito bailique.

A ação cívica social ocorrida durante dois dias 10 e 11/04 foi realizada pela marinha do Brasil, através da capitania dos portos, prefeitura de Macapá e governo do estado. Estiveram presentes equipes da secretaria de saúde de Macapá(Semsa),secretaria municipal de assistência social(Semast), super fácil e secretaria de inclusão e mobilização do estado(Sims).

A escola bosque na vila progresso serviu como base para atender a comunidade, no local foram instalados postos de atendimentos médico, (clínico geral, pediatria e ginecologia), odontológicos (profilaxia, restauração, extração, prevenção e palestras), equipe do núcleo de atendimento a saúde família, que reforça e complementa o trabalho realizado pelo médico e corresponde as áreas de fisioterapia, assistência social, psicologia, fonoaudióloga e nutrição.

A Semsa realizou também ações laboratoriais com exames de PCCU, teste rápido de HIV com resultado imediato. Disponibilizou farmácia, equipes de combate a hanseníase e tuberculose.

A imunização utilizou cerca de 3000 doses de vacinas dos 10 tipos que ofertava, a A-H1N1 foi a que obteve maior demanda, aproximadamente 600 pessoas. Paralelo aos atendimentos na escola bosque, o navio serviu de base com laboratório (exames de rotina) entrega do resultado no mesmo dia, atendimento médico e odontológico com os profissionais do hospital naval de Belém que vieram contribuir com o trabalho.

A semast levou cadastramento do bolsa família, oficina de artesanato, atendimento psicossocial, corte de cabelo e realizou recreação com as crianças. O super fácil ofertou serviços de emissão de carteira de trabalho,c.identidade, passe livre para o idoso, certidão de nascimento e carteira do SUS.

Para o deputado Federal Sebastião Rocha, que acompanhou a ação “esta é uma grande oportunidade de trazer benefícios de saúde para população ribeirinha, o difícil acesso torna as pessoas distante destes serviços, e a iniciativa é uma forma de incentivar a população e trazer cidadania” declarou o parlamentar que pretende transformar o distrito em município.

A população atendeu o chamado da aciso, a divulgação chegou as 54 localidades da região, no total de 10 mil atendimentos foram realizados. Nesta mesma ação em 2009, ocorreram cerca de três mil atendimentos.

Dona Telma dos Santos, moradora da vila macedônia, fala sobre atendimento “muito bom pra nós que moramos aqui, é muito difícil o acesso, a gente adoece e precisa dessa assistência médica” finaliza. Já a senhora Nery Tavares, viajou quatro horas em catraia(pequena embarcação)para vir em busca dos serviços disponibilizados “viemos de muito longe, foz do gurijuba, eu e minha família, mas todos recebemos atendimento, valeu a pena”.

O Governador Pedro Paulo Dias também esteve no bailique no 1º dia da ação comentou sobre a importância desse trabalho “a união dos poderes é fundamental para os interesses da comunidade, trouxemos nossa estrutura para se associar à marinha e melhorar a qualidade de vida das pessoas aqui das ilhas” afirmou.

A secretaria de mobilização social em conjunto com a marinha realizou trabalho de prevenção ao escalpelamento, como vistoria nas embarcações, curso de formação para aquaviários, doação de coberturas de eixos de motores e palestras educativas sobre segurança na navegação. Conforme o comandante da capitania dos portos de Santana Marcelo Resende “ a preocupação e evitar acidentes com vitimas nos eixos das embarcações, temos feito esse trabalho de conscientização e o resultado tem sido positivo,assim como essa ação que nos trouxe para amenizar os problemas dessa comunidade” encerrou o comandante.

Ediane Andrade subsecretaria municipal de saúde, falou do resultado da ação “extremamente positivo, estamos satisfeitos com a parceria considerando que temos que trazer qualidade de vida da população, e conseguimos atender todas as pessoas que aqui vieramisso é gratificante” encerrou a sub.

O navio chegou de volta com as equipes nesta terça feira 13/04 e está fundido no porto de Santana.



Beatriz Barros

CMCS/PMM

Novas mexidas no secretariado do Governo do Estado

Convite à Imprensa


Quarta-feira, 14 de abril de 2010

8h

O novo secretário de Estado da Infra- Estrutura, Carlos Viana, será empossado na manhã desta quarta-feira, 14, às 8h, no gabinete da Seinf.


NÚCLEO DE JORNALISMO INSTITUCIONAL
Jailson Costa dos Santos
Gerente do Núcleo de Jornalismo Institucional
Coordenadoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Comunicação
33123050 / 99029164 / 99022279

SIMS BENEFICIA ENTIDADES COM DOAÇÃO DE ALIMENTOS



A Secretaria de Inclusão e Mobilização Social (Sims) realizou a entrega de 5,5 toneladas de alimentos para entidades filantrópicas, religiosas, escolas e creches cadastradas na Sims. Os produtos doados fazem parte do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e tem como objetivo garantir o acesso a alimentos destinados para pessoas em situação de insegurança alimentar. A solenidade de entrega ocorreu na tarde desta terça-feira, 13, no Centro de Mobilização Social do São Lázaro.

Os produtos são oriundos da agricultura familiar por intermédio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap), que adquire estes produtos diretamente dos agricultores, associações ou cooperativas e em um prazo de 10 dias efetiva o pagamento via agência bancaria.

No total 158 entidades foram beneficiadas, contabilizando cerca de 32.300 pessoas atendidas diretamente pelo PAA. Desde agosto de 2009 já foram entregues aproximadamente 270 toneladas de alimentos.

Raimundo Sousa agricultor da Comunidade Quilombola do Curiaú agradeceu ao Governo do Amapá e argumentou que em 52 anos de vida nunca viu um incentivo de tamanha importância “esse programa não pode parar porque além de ajudar nós agricultores ajudam também as pessoas necessitadas”, conclui.

A secretária de Inclusão Denise Carvalho acredita na grandiosidade do programa, “eu como médica sei da importância do programa para a qualidade de vida das pessoas beneficiadas, por isso, no que depender do governador Pedro Paulo todo apoio será dado para que o programa beneficie todos os municípios”, observou.


Erika Amin
Assessora de Comunicação
Secretaria de Estado da Comunicação

Coluna Argumentos desta quarta-feira




Atualizado

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), recebeu na tarde de ontem (12) um grupo de internautas para discutir como a instituição pode utilizar as redes sociais de comunicação para aprimorar o seu diálogo com a sociedade. Atualmente, o Senado está presente no Twitter, Orkut e em breve disporá de um canal no You Tube.

Acessos

Resultado do encontro com Sarney, o representante da Bites Consultoria, Manuel Fernandes, a discussão com os internautas representa uma clara disposição do Senado em falar de forma mais transparente com a sociedade. Segundo ele, o país conta hoje com 60 milhões de pessoas que cultivam o hábito de acessar a internet.

Destaque

Em pouco mais de sete meses de sua convocação ao Superior Tribunal de Justiça, o Ministro Honildo Amaral de Mello Castro, Desembargador Convocado do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), destaca-se pela produtividade de julgamentos, agregando aos números não só celeridade, mas segurança jurídica.

Tá errado

O deputado federal Jurandil Juarez (PMDB-AP) questionou ontem em Brasília a cobrança de juros compostos em empréstimos. Foi durante audiência pública,em que destacou que o parcelamento em prestações iguais esconde a capitalização dos juros. Ele considera que é uma prática ilegal que precisa ser corrigida ou modificada a legislação. JJ é também economista.

Missão cumprida

O turismólogo Sandro Bello Barriga, profissional renomado e respeitado pelo “trade”, ou seja, pelas entidades que fazem acontecer essa importante atividade econômica dão as loas ao ilustre pesquisador, que hoje deixa a pasta da Coordenadoria Municipal de Turismo e vai para um novo “front”, na captação de recursos. Também turismólogo, Ronery assume.

Requerimento

O deputado estadual Isaac Alcolumbre deu entrada em requerimento na Assembleia Legislativa com um pedido que vai garantir esporte e lazer a moradores do Bairro Novo Horizonte, se for atendido. O parlamentar está solicitando a Secretaria de Infraestrutura do Estado a construção de uma arena de esportes numa área conhecida como Lago da Vaca, no final do bairro, na Zona Norte de Macapá. Bem lembrado.

CPI
avança

Durante a sessão de ontem da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Mineração da Assembleia Legislativa, que investiga as atividades das empresas mineradoras no Estado, foram ouvidos agricultores da região da Vila Nova localizado na região do município de Porto Grande que fizeram denúncias à comissão. A maioria diz respeito a pequenos garimpeiros preteridos.

Dinheiro
na conta

O deputado federal Bala Rocha (PDT/AP) destinou R$ 600 mil para o Município de Santana, que serão aplicados em dois projetos de autoria do parlamentar. Ambos beneficiam, sobretudo, a juventude, pois criam espaços para prática de esporte. Cerca de R$ 150 mil, são referentes à Arenabol, praça que será construída no Bairro Hospitalidade, próxima a Apae.

NOVO SECRETÁRIO

O suplente de vereador por Macapá, Diego Duarte, tomou posse ontem como novo secretário estadual do Desporto e Lazer, ou seja, é o titular da dinâmica Sedel. Ele assume o posto com a enorme responsabilidade de substituir Hildo Fonseca, que passou mais de quatro anos lá. Mas Diego é jovem e se disse cheio de boas intenções. Além disso, tem o pai Edinho como conselheiro.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A entrevista da Marília


A ex-primeira-dama do Amapá, dona Marília Goes, resolveu abrir o jogo e falar desde os últimos dias do governo do marido, Waldez, passando pela decisão dele em afastar-se do cargo para concorrer a senador e terminando sobre como foi a primeira semana da família fora do poder. Ela recebeu o Diário do Amapá em uma casa alugada para onde a numerosa família mudou-se desde então. Em tom de desabafo, fala dos dissabores que o Governo provoca mas também se mostra orgulhosa com os feitos do marido.



Diário do Amapá - Como estão sendo essas suas férias?

Marília Góes - Férias temporárias, né? Na verdade quando o Waldez decidiu pela desincompatibilização nós tivemos três dias para nos organizarmos, pois ele não abria mão de entregar a Residência (Oficial) naquele domingo, então eu e minha família nos organizamos e fizemos a mudança, que ainda estou organizando, a casa, os filhos que precisam da presença da mãe, da presença do pai e é isso o que nós estamos fazendo, dando mais atenção, ficando mais pró-ximo, porque anteriormente nossos afazeres eram infinitamente maiores.

Diário - E como é para a senhora, seu marido e sua família se despojarem daquele aparato todo que havia em torno de vocês, de uma se-mana para a outra?

Marília - Na verdade desde que o Waldez foi eleito governador do Estado, em 2002, demoramos cerca de nove meses para irmos para a Residência Oficial, porque não queríamos sair da nossa casa, mas por força das circunstâncias, até porque tínhamos que receber muitas autoridades e tínhamos que fazer vários eventos, acabamos indo para lá. Desde o início até para os nossos próprios filhos nós sempre colocamos que aquele não era o nosso lugar, aquela não era a nossa casa. Eu costumava dizer a eles que essa casa é do povo do Amapá. Waldez, eu e nossos filhos, graças a Deus não temos esse apego a cargos. Waldez já ficou sem mandato, nós já ficamos várias vezes vivendo só do nosso trabalho propriamente, então acho que essa falta de apego ao dito poder que fez com que nós com muita leveza saíssemos da Residência, do Palácio, ou da Secretaria a qual eu estava vinculada. Estamos muito bem, muito felizes.

Diário - Dá para sentir falta de alguma coisa daquela estrutura toda?

Marília - Existe certo acomodamento durante o período, afinal ficamos sete anos e três meses que é o fato de que naquelas horas mais difíceis, como levar os moleques na escola, para o médico, sair para o trabalho, enfim, tinha sempre alguém para nos dar aquele apoio para levar todo mundo. Agora a diferença é que não é mais institucionalizado, agora quem está me dando apoio é a minha família.

Diário - Esses são os bônus de ser a primeira-dama do Estado e o ônus do cargo, dona
Marília, qual era o fardo mais pesado de ser a esposa do governador?

Marília - Existiram momentos muito difíceis, porque quando você está num lugar como nós estávamos, é lógico, obviamente, que viramos alvos e nem sempre os comentários são os mais delicados, os mais gentis. Então houve momentos muito difíceis quando, de forma pequena, de forma mesquinha, pessoas tentaram invadir a nossa privacidade, tentaram denegrir a minha imagem enquanto ser humano, enquanto pessoa, mas graças a Deus isso foi uma minoria e que nós soubemos ultrapassar esses momentos e que nós soubemos principalmente, eu, Waldez e minha família, a família do meu marido, nos unir cada vez mais para ultrapassarmos, para construirmos, para a cada novo obstáculo conseguirmos nos fortalecer. Eu tenho um dito que gosto de usar, de que o que não nos mata nos fortalece, então acho que tudo isso me fortaleceu e me fez ser um ser humano melhor.

Diário - Ainda olhando para trás, nesse período de quase oito anos no poder, quando seu marido go-vernou o Amapá, o que lhe deu mais satisfação em ter realizado ao lado dele?

Marília - Foram tantas ações, tantos projetos, tantas mudanças para este Estado, que seria difícil eu identificar um ou dois pontos principais. No que diz respeito à questão estruturante do Estado, existem inúmeras estradas, rodovias, construção de escolas, espaços físicos inúmeros, mas o que mais me engrandeceu como pessoa, me sinto gratificada foi poder ter ido aos lugares mais longínquos como o Ajuruxi, como o Sucuriju, enfim, diversos locais onde sequer um governador tinha pisado ou sequer uma primeira-dama tinha estado, para ver de perto a necessidade das pessoas e poder de forma sensível mudar a realidade dessas pessoas. Então posso dizer que o melhor nesses quase oito anos foi poder fazer a dife-rença na vida de milhares e milhares de pessoas, para melhor.

Diário - O governador nessa demorada definição sobre seu futuro político deixou transparecer que não tinha certeza sobre qual o melhor caminho a seguir, pois queria a todo custo manter a coalizão unida. Foi assim mesmo?

Marília - Tanto é verdade que na sexta-feira passada foi que eu encontrei esta casa que estou morando e no sábado e domingo fizemos a mudança, porque Waldez ainda não havia decidido. Diferente do que algumas pessoas comentam, que ele estava escondendo a decisão, não é verdade. É que pela responsabilidade do Waldez, ele tinha que antes de tomar a decisão ouvir a base, ouvir os partidos aliados, ouvir as pessoas que o acompanham ao longo desses anos, para que ele pudesse tomar uma decisão. Ele esteve com o presidente Lula em Brasília, conversou o presidente Sarney, com lideranças políticas, mas acima de tudo esteve em quase todos os municípios do Estado conversando com a população propriamente dita. Porém, Waldez não pode ser irresponsável de pensar apenas nele, pois se pensasse apenas nele, a decisão seria rápida e fácil, mas ele tem que pensar num todo, no coletivo, pois esse projeto não é individual, é para o Estado do Amapá, é um projeto coletivo, é um projeto de pessoas, de coalizão, é um projeto principalmente visando a melhoria da nossa po-pulação, então tem que ser muito bem pensado e bem decidido por ele, lógico, a última decisão é a dele, de foro íntimo, com certeza a mais difícil, mas no momento em que ele tomou a decisão era sempre com a intenção de que os aliados que estiveram acompanhando esse projeto, construindo conosco, pudessem estar unidos em benefício de um projeto maior que é o bem-estar da população amapaense, com a garantia da estabilidade institucional.

Diário - Pelos rumos que as coisas começaram a tomar após a posse do governador Pedro Paulo, com as substituições gradativas na equipe de governo, pelo ambiente encontrado, a senhora diria que os objetivos iniciais de Waldez foram alcançados, para que a base aliada não se esfacele?

Marília - Nós esperamos que sim. O doutor Pedro Paulo, atual governador do Estado, ele nos acompa-nha desde o início deste projeto e enquanto vice-go-vernador ele conheceu a realidade do Estado e sabe que governar não é só bônus, é ônus, principalmente ônus. A gente costuma dizer que governar um Estado é acordar para resolver demandas e dormir sabendo que no dia seguinte teremos mais demandas para serem resolvidas. Mas faz parte do processo de go-vernar e o doutor Pedro Paulo com certeza absoluta, com muita cautela, está observando, está analisando todos os pormenores que fazem parte desta gestão para que possa garantir a estabilidade para a população amapaense.

Diário - Ficou definido a candidatura dele para o Senado e a sua para deputada estadual. Era isso o que a senhora realmente desejava?

Marília - Sempre achei que o Waldez tinha por obrigação ser candidato ao Senado, porque as pessoas esperavam isso dele, pelo trabalho que ele rea-lizou ao longo desses quase oito anos, que o credenciam a ser um excepcional senador, pelo conhecimento que tem, pela postura, pela segurança que se manifesta nos seus atos, então sempre acreditei nisso e porque nós temos que ter alguém lutando pelo Estado, pelos projetos, pelas instituições, principalmente pela população.

Diário - E quanto a sua candidatura, o que dizer dela?

Marília - Acho muito complicado familiarmente ter pai e mãe políticos com mandato, acho difícil, complicado por conta dos meus filhos, tenho filhos pequenos ainda, me preocupa muito isso. Meus filhos também se preocupam, com a mamãe também candidata, mas acredito muito em Deus, acredito que de acordo com as conduções das próximas semanas nós vamos saber realmente se eu devo vir candidata a deputada estadual. Agradeço imensamente as pessoas que me abordam na rua, rostos que passam, que muitas vezes nem conheço. Ontem mesmo fui abordada no Centro da cidade por pessoas pedindo que eu não parasse com o trabalho e que viesse a me lançar candidata. Eu compreendo que isso é resultado de um trabalho. Mandato significa representar verdadeiramente aquelas pessoas que confiam em você e aquelas pessoas que querem mudanças. Eu não acredito em mandato para resolver seus problemas pessoais. Fico muito feliz de ter conhecido a política pelos olhos do meu marido.

Diário - Como foi isso então, dá para explicar melhor?

Marília - Até conhecer o Waldez, há dezessete anos atrás, de me casar com ele, eu nunca havia participado de nenhum momento político. Eu nunca fiz parte de movimento estudantil, de projetos políticos, nunca tinha sido afiliada a nenhum partido e quando eu conheci o Waldez conheci a política verdadeira, comecei a ver que a política podia fazer a diferença na vida das pessoas, para o bem, para o lado positivo, mas para o bem coletivo, para o bem maior então comecei a me encantar com todas as possibilidades que um mandato oferece, de mudança propriamente dita de vida, de uma po-pulação inteira. Então eu só acredito num mandato se for dessa forma, se você usá-lo para fazer e fazer bem, fazendo bem feito. Eu me conheço, o temperamento da Marília, capricorniana, decidida, então não faço nada pela metade e se realmente Deus quiser que assim seja, tenho certeza absoluta que se o povo desejar que eu seja deputada esta-dual eu vou fazer como sempre fiz na minha vida: fazer sempre o melhor, não parar no primeiro obstáculo. Não é fácil, porque sem mandato você é mais livre de alguma forma. Com mandato você fica mais atrelado a situações partidárias, normais no dia a dia de um político, mas se tiver que ser e o meu grande condutor, meu grande maestro desse projeto, o meu marido Waldez Góes, então por ser ele o presidente do nosso partido, a palavra final, tenha certeza, juntamente com a vontade da po-pulação, vai ser de Antônio Waldez Góes da Silva.

Marinha de Guerra, realiza força de paz no Bailique



Nota dez para a Operação Aciso, que significa "Ação Cívico Social" que a Marinha de Guerra do Brasil realizou no último final de semana no arquipélago do Bailique, na Costa do Amapá, através de parceria com a Prefeitura de Macapá e o Governo do Estado.
Desde o sábado até ontem os militares do quadro de saúde e os servidores públicos municipais e estaduais, como enfermeiros, técnicos e auxiliares, além de médicos, dentistas, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, assistentes sociais e outros profissionais realizaram centenas de atendimentos diversos e orientação de cidadania.
Pelo Estado, estavam colaboradores da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) e do SuperFácil; da Prefeitura de Macapá, o pessoal da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e da Secretaria Municipal de Ação Social e Trabalho (Semast).
Está previsto que nesta terça-feira ocorra a divulgação dos números finais dos atendimentos ou uma espécie de prestação de contas da ação. De qualquer forma, sabe-se que os trabalhos foram considerados um grande sucesso, apesar das fortes chuvas que caíram na região no sábado.


OLHA ESSE PALHAÇO!




Gente, vê se dá para acreditar no que esse cara escreveu no jornal O Popular, de Goiânia. Em um texto intitulado “Amapá, uma abstração”, ele defende a tese de que o nosso Estado simplesmente não existe. Mas que isso, que não temos cultura, história, geografia, política, nada, usando em seus argumentos que até a Linha do Equador não existe. Ministério Público nele!

Coluna Argumentos desta terça-feira






Audiência

O governador do Amapá, Pedro Paulo Dias de Carvalho, recebeu, ontemno Palácio do Setentrião, o vice-governador do Pará, Odair Correa. Entre outros assuntos importantes de cooperação regional, eles comemoraram os investimentos no setor da aviação comercial da região, com o presidente da empresa Puma Air Gleison Gambogi de Souza.

Boa notícia
Decolou ontem do aeroporto de Macapá o voo inaugural da Puma Air com destino a São Paulo e escala em Belém, onde, aliás fica sua sede administrativa e operacional. A empresa já operou no trecho entre Macapá e Oiapoque, além de Monte Dourado (PA). Com um Boeing 737-300 a companhia faz planos para operar para Caiena e Havana.

Municípios

O deputado Federal Bala Rocha (PDT/AP) segue nas tratativas para a criação de novos municípios no estado do Amapá. Em visita recente à costa amapaense, Bala Rocha propôs que Bailique se torne uma cidade. Ele acredita que a emancipação garante às regiões mais investimentos do setor privado, e presença do poder público.

Candidatíssimo

Os principais nomes do PSDB estavam reunidos em Brasília no último sábado (10). No Centro de Convenções Brasil, o Amapá também se fez presente com os tucanos Rilton Amanajás, Josivaldo Abrantes, Papaléo Paes, Michele Amanajás, Michel JK e Alexandre Barcellos, e o democrata Davi Alcolumbre. Jorge Amanajás confirmado como candidado à sucessão estadual.

Mau exemplo
Uma concessionária de veículos só falta atirar um tapete vermelho para os clientes na hora da compra e com promessas de mil e uma vantagens. Ocorre que depois de efetuada a compra, nada de chegar o carnê com a primeira mensalidade do financiamento. Para surpresa do comprador, quem liga, alguns dias depois é um gente de cobrança. Procon neles!

Bom exemplo
Há algum tempo se diz que a Unimed Macapá não vai bem das pernas, que os cooperados estariam desestimulados e outras coisas. Mas desde que a nova gestão tomou posse as coisas parece que estão se encaminhando por lá. Agora, independentemente da gestão, a cooperativa médica tem colaboradoradores abnegados e prestativos, como dona Lourdes Matos, que está há 13 anos dando atenção aos clientes.

Convite
foi feito


O desembargador Luiz Carlos Gomes dos Santos, atual presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) confirmou ontem que seu filho Luiz Carlos Júnior foi mesmo convidado a disputar a eleição deste ano, ao cargo de deputado federal, pelo PSDB, a convite de Michel JK. Já o filho do desembargador Edinardo Souza deve concorrer a depu-tado estadual. Foi vereador.

Pedido
de licença


De acordo com o desembargador Luiz Carlos, caso seu filho aceite convite e tenha a candidatura homologada em convenção, o magistrado pedirá licença do posto de presidente do TRE, por uma questão ética. Mas terminada a disputa, no dia 6 de outubro, ele reassume. Se Edinardo Souza seguir seu exemplo, Agostinho Silvério e Raimundo Vales comandarão a Corte.

domingo, 8 de novembro de 2009

Drago: “Peço desculpas pelo racionamento de energia”


Depois de provocar reações de todos os lados da sociedade, do poder público e no seio da comunidade amapaense, a Eletronorte finalmente anuncia o fim do racionamento de energia elétrica no Amapá. Muitos questionamentos e polêmicas surgiram com o episódio, especialmente de que faltou planejamento por parte da empresa resposável pela geração e transmissão de energia elétrica para os Estados amazônicos. O gerente regional da Eletronorte, Marcos Drago, foi ao rádio ontem, numa entrevista que se propôs ser esclarecedora sobre um a um os pontos polêmicos do problema elétrico. Ele dá uma passada por questões históricas como a construção da usina hidrelétrica de Coaracy Nunes e garante que em um ano a Eletronorte poderá sair da situação de déficit em suas contas. Acompanhe os proncipais trechos da entrevista concedida ao jornalista Cleber Barbosa.


Diário do Amapá - A Eletronorte esteve no olho do furacão esta semana, por conta do racionamento de energia elétrica que deixou milhares de lares às escuras por várias horas. Podemos dizer que o apagão acabou?

Marcos Drago - É o racionamento acabou. Nós conseguimos recuperar o reservatório da Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes e aquela parcela de energia que fazia com que a gente fizesse o racionamento de energia agora já foi reconstituída através da água. É que a Petrobrás normalizou a entrega do combustível da nossa geração térmica então aquela parcela que a geração hidrelétrica contribuía estava fazendo falta, o que fez a gente racionar a energia por uma semana. Agora não há nenhum risco de racionamento, exceto em situações como essa, de falta de combustível.

Diário - Nesse dias no escuro, muitas autoridades até elevaram o tom das críticas à Eletronorte, responsável é claro pela geração de energia em nossa região. Daí a pergunta se não dava para prever que nessa época do ano em que o nível dos rios baixa muito não era prudente reforçar o estoque de óleo diesel?

Marcos - Nós temos uma tancagem de óleo de 4,7 mi-lhões de litros de óleo. Desse total, nós colocamos 2 mi-lhões de litros para situações emergenciais, ou seja, nossa reserva de segurança para situações como atrasos que venham a acontecer. A programação da Petrobras previa uma cota diária de 800 mil litros já que o nosso consumo está na faixa de 650 a 700 mil litros de óleo. Só que essa logística falhou e a entrega acontecia aos poucos, tipo 500 mil num dia, 400 mil no outro, 300 mil num outro...

Diário - E o quadro então sempre deficitário, ou seja, levando vocês a consumirem a reserva de segurança?

Marcos - Sempre, o que fez diminuir a nossa tancagem. Quando nos aproximamos da margem de segurança nós começamos a alertar a Petrobras que assim não estava dando e corríamos um risco. Na Superintendência deles em Manaus e de lá as informações eram de que as balsas estavam a caminho, só que não chegaram. Nosso consumo chegou a 900 mil litros por dia e o risco de apagão ficou iminente. Até que chegou uma balsa com 7 milhões de litros, só que à noite, não sendo possível o descarregamento.

Diário - Aí já era tarde, como se costuma dizer, não é mesmo doutor Marcos?

Marcos - Isso mesmo, aí pela manhã já começou a faltar energia. Mas a Petrobras começou a fazer as entregas, mas alegou que também houve quebra de balsa no trajeto Belém/Macapá. No dia 28 de outubro, uma quarta-feira, por volta das 9 horas da manhã, nós perdemos quadro unidades geradoras de uma vez só. Isso gerou uma interrupção de 60 megawatts em nosso sistema e a usina hidrelétrica no nível de água que está não tinha condições de atender 60 megawatts . Nós colocamos o máximo, que foi 52 megawatts e nisso a Petrobras começou a fazer as entregas mas só que são caminhões de 40 mil litros então até chegar a um nível que se pudesse gerar a gente gastava quase 8 horas entre um intervalo e outro.

Diário - Em situações normais, no inverno, por exemplo, quando o nível do reservatório da usina hidrelétrica está no ponto máximo, qual a sua capacidade geradora e que resposta ainda é necessária com a geração térmica?

Marcos - No inverno a produção na hidrelétrica chega a sua capacidade máxima, hoje de 78 megawatts. Só que a demanda do sistema, que no verão é de 170 megawatts, cai para 160 a 158 megawatts. Então há uma diferença em termos de demanda entre o inverno e o verão. Então com os 78 megawatts de geração hidráulica, precisamos produzir de 80 megawatts de geração térmica. Então para ge-rar isso, a gente precisa queimar óleo na ordem de 450 mil a 500 mil litros por dia. Como estamos no verão, estamos gastando hoje em torno de 800 mil a 850 mil litros de óleo diesel, então a Petrobras tem que entregar esse mês 21 milhões de litros de óleo para nós, para atender a demanda.

Diário - Certamente que a geração da energia térmica é mais cara que a energia hidrelétrica, no entanto a gente não tem aqui no Amapá a maior tarifa do país, como isso é possível?

Marcos - Bem, isso se deve a diversos fatores. Primeiro devido a CEA não ter equacionado o problema da sua dívida com a Eletronorte, a ANEEL, o agente regulador do sistema elétrico brasileiro, ela não dá reajuste de tarifa para a CEA, por esse motivo que a nossa tarifa aqui para o consumidor final está barata. Mas se por acaso esse problema da dívida for equacionado nós teremos com certeza o reajuste da tarifa.

Diário - Mesmo com a necessidade da geração térmica, aquela beberrona de óleo diesel?

Marcos - É interessante dizer que esse custo do óleo tem a cobertura da CCC, que significa Conta Consumo de Combustíveis Fósseis, paga por todas as empresas do setor elétrico, um condomínio onde as empresas colocam di-nheiro para subsidiar a compra desse combustível.

Diário - Quando dá isso em termos percentuais?

Marcos - Esse combustível todo hoje cerca de 35% dele é coberto pela CCC. O restante é a Eletronorte quem cobre. Então é esse o percentual subsidiado, mas tem ICMS é claro, essas coisas todas.

Diário - Ainda sobre esse problema com a CEA, alguns ex-presidentes da estatal amapaense dizem que a relação custo-benefício dela sempre foi deficitária e que a cada ano o rombo só aumenta. Mas alegam que cabe a ela um papel social, de distribuir energia em comunidades que não dão retorno financeiro, enquanto a Eletronorte não tem essa obrigação, mesmo tendo sido originada da construção da Hidrelétrica Coaracy Nunes. O que o senhor acha de tudo isso?

Marcos - São assuntos que merecem esclarecimentos. Primeiro dizer que a Eletronorte surgiu em conseqüência da CEA não é verdade. Nos anos 60 e 70 o Governo do Brasil criou empresas para fazer geração e transmissão de energia, empresas estatais por região. Na região Sul veio a Eletrosul, a mesma coisa aconteceu para o Centro-Oeste e o Sudeste, com Furnas. Para o Nordeste a Chesf e para a região Norte, a partir de 1974 a Eletronorte, para fazer a geração e transmição de energia na região Norte. Dois anos depois de ser criada, a Eletronorte assumiu a conclusão da obra da usina de Coaracy Nunes, assim como o Parque Térmico de Belém, o Parque Térmico de Manaus, o de Rondônia a mesma coisa, enfim, toda a parte de ge-ração de energia. Depois veio a construção da hidrelétrica de Tucuruí, então dizer que a Eletronorte foi originada da CEA não tem nada a ver uma coisa com a outra.

Diário - Por que a Eletronorte assumiu a construção da usina do Paredão. Havia alguma ameaça ao curso normal da obra pelo Território Federal do Amapá?

Marcos - O que eu sei é o que a história conta, de que a construção da usina começou em 1958 e em 1974 é que a Eletronorte assumiu.

Diário - Esse intervalo de 16 anos é muito grande, o que ocorreu? É normal para a época?

Marcos - Não sei a razão, não posso lhe afirmar, as dificuldades de acesso, essas coisas todas, não tenho certeza. Mas é importante dizer que a Eletronorte não é dona de Coaracy Nunes. Todo e qualquer ativo do setor elétrico pertence ao Governo Federal, que faz a concessão para que as empresas explorem aquele potencial por um determinado período. A nossa concessão da usina de Coaracy Nunes, por exemplo, termina em 2014 e a renovação a ANEEL poderá colocar isso em numa licitação pública onde qualquer empresa poderá participar e aquela que for vender a energia produzida em Coaracy Nunes pelo menor preço é que vai ser a vencedora ou então a ANEEL analisa como a Eletronorte cuidou da usina durante todo esse tempo podendo renovar essa concessão.

Diário - Voltando ao assunto do racionamento, teve quem levantasse a possibilidade de que os apagões pudessem ter sido provocados pela 46ª Expofeira Agropecuária em Fazendinha. Isso é verdade?

Marcos - Não, a Expofeira não tem nada a ver com a história, até porque todo ano nós temos o evento e a carga da feira foi de 1,5 a 2 megawatts, então o acréscimo que ela dá no sistema é insignificativo para um montante que nós temos hoje de 160 a 170 megawatts.

Diário - Nos dez dias da Expofeira faltou energia elétrica no Parque de Exposições alguma vez?

Marcos - Olha, na programação que foi desenvolvida junto com a Companhia de Eletricidade do Amapá nós colocamos a interrupção no fornecimento de energia lá pelo período do dia, pois à noite, com a quantidade muito grande de gente que visitava a feira faltar energia poderia ter ali alguma conseqüência ruim.

Diário - A gente vê toda essa ginástica que a Eletronorte faz aqui para atender a demanda do sistema Amapá então a pergunta é se as operações aqui garantem retorno financeiro para a empresa?

Marcos - Não, dá prejuízo. Vamos dizer que gastamos R$ 300 para fazer a geração de energia aqui no Estado do Amapá e arrecadamos apenas R$ 100.

Diário - Só isso? Nessa proporção?

Marcos - Nessa proporção, três para um.

Diário - E esse saldo negativo, quem arca com ele?

Marcos - A Eletronorte. Tanto é que seguidamente nós temos dado prejuízo financeiro para a empresa. É a única empresa do sistema Eletrobras que tem prejuízos na parte da geração de energia é a Eletronorte. Em que pese a gente ter uma usina no porte de Tucuruí, que é muito grande e que de alguma forma cobre alguns custos.

Diário - E por que ainda permanecer no mercado? Qualquer um já teria desistido?

Marcos - A nossa diretoria tem adotado ações para reverter esse quadro. Esse ano nós vamos dar um prejuízo bem menor e no ano que vem pelo planejamento estratégico adotado pela empresa nós já devemos entrar no azul. Para ilustrar, dois sistemas isolados nossos, o de Rondônia e o do Acre, deixaram o isolamento e agora integram-se ao sistema nacional, então não há mais a queima de combustível para esses Estados. Isso vai diminuir muito os nossos custos.

Diário - Para o senhor, o que ficou nesse episódio do racionamento de energia no Amapá?

Marcos - A gente que é profissional fica triste quando acontece uma situação como essa, pois é o nosso nome que está em jogo, a imagem da empresa, sólida construída ao longo do tempo, modelo de gestão, então diante de tudo isso a gente fica muito sentido. Mas a gente pede desculpas e diz que se empenhou o máximo. Fizemos um planejamento até a entrada da Empresa SoEnergy não haveria problema nenhum se não tivesse ocorrido o atraso no fornecimento de combustível.

Diário - O senhor também sofreu com a falta de energia em sua casa? Como é isso junto à família? Há cobranças?

Marcos - Também. A família cobra, os amigos cobram, os vizinhos também, então a gente sente também. Quando a gente ia dormir faltava energia então o que os outros consumidores sentiram a gente também sentiu. Diria que a gente sofre mais, sofre duas vezes, pois sabe dos problemas e é cobrado pelas causas. Mas estamos trabalhando sério para que situações como essas não se repitam mais.

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