terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Feira das Américas muda de nome e permanece em São Paulo

A ABAV agora se chama Expo Internacional de Turismo e é a maior e mais importante feira de negócios do setor em todo o continente americano e Hemisfério Sul, realizada pela entidade mais representativa do turismo brasileiro: a Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV), que concentra mais de 80% da força nacional de vendas, incluindo destinos nacionais e internacionais.

Ao reunir as melhores agências para a concretização dos melhores negócios, a associação ratifica, com este diferencial, a condição de referência internacional conquistada pelo evento, que contribui para que representantes de mais de 60 países interajam com o mercado brasileiro, reconhecido como a oitava economia do mundo.

A partir da importância crescente da feira em âmbito global, a ABAV – Expo Internacional de Turismo caminha para sua 42ª edição, a qual será realizada de 24 a 28 de setembro de 2014, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, localizado na cidade de São Paulo (Brasil), principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América do Sul.

Por contar com elevado índice de participação qualificada de agentes de viagens dos mais diversificados nichos de mercado, mais a presença de 800 hosted buyers (compradores convidados), o evento promoverá o encontro de 3.500 expositores com representantes de 65 países e 40 mil visitantes profissionais, de todos os segmentos da indústria, e contribuirá de maneira decisiva para a consolidação de negócios entre empresas dos cinco continentes, favorecendo, deste modo, toda a cadeia produtiva global do setor.

Entre os expositores, estarão presentes companhias aéreas brasileiras e estrangeiras; os mais expressivos operadores de turismo do mercado nacional e internacional; empresas de cruzeiros marítimos; empresas do segmento MICE (Meetings, Incentives, Conferences, Exhibitions); principais meios e redes de hospedagem e comunicação nacionais e internacionais; locadoras de veículos e soluções de tecnologia voltadas ao setor, além de estações de ski, ecoturismo e turismo de aventura.

Estudo recente desenvolvido pelo Observatório de Turismo (USP), núcleo de pesquisa vinculado à Universidade de São Paulo (USP), revelou que, para 74% dos expositores, a ABAV 2013 proporcionou novos negócios. O estudo ainda indicou que 37% dos entrevistados estimou variação entre R$ 51 mil e mais de R$ 250 mil em volume gerado com o evento. O perfil dos visitantes (59% diretores e gerentes, entre os quais 34% com decisão final de compra e 44% com influência no planejamento e na recomendação) ajuda a compreender a excelência dos resultados obtidos. 

Organizado pela Promo Inteligência Turística, o evento contará, novamente, com a parceria da Abeta (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura), Abracorp (Associação Brasileira de Agências de Viagens – Ilha Corporativa) e Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo – 41º Encontro Comercial Braztoa) e com o apoio do Ministério do Turismo, Embratur, São Paulo Turismo e Anhembi. Dentre suas principais parcerias estratégicas, a ABAV 2014 renova sua aliança com a ITB Berlin e com a BTL 2013 (Portugal), além de contar com o apoio de entidades coirmãs, cuja atuação se estende a toda a América do Sul.

São elas: AAAVYT (Asociación Argentina de Agencias de Viajes y Turismo), ABAVYT (Asociación Boliviana de Agencias de Viajes y Turismo), ACHET (Asociación Chilena de Empresas de Turismo), ANATO (Asociación Colombiana de Agencias de Viajes y Turismo), ASATUR (Asociación Paraguaya de Agencias de Viajes y Empresas de Turismo), APAVIT (Asociación Peruana de Agencias de Viajes y Turismo), APAVT (Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo), AUDAVI (Asociación Uruguaya de Agencias de Viajes) e AVAVIT (Asociación Venezolana de Agencias de Viajes y Turismo.

Para mais informações, acesse http://www.abavexpo.com.br/.

Gabriela Fernandes
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VELHO É O MUNDO: Lançado o Viaja Mais Melhor Idade 2

TURISMO / Um programa para incentivar o turismo entre os idosos. É o Viaja Mais Melhor Idade, com ofertas para várias cidades do Brasil e exterior.
Programa voltado para valorização das viagens dos membros da melhor idade, especialmente na baixa temporada.  

Cleber Barbosa
Editor de Turismo

Gestores do setor de Turismo dos municípios do Amapá, representantes de agências de viagens e prestadores de serviços turísticos do Estado conheceram o programa “Viaja Mais Melhor Idade”. A iniciativa do Ministério do Turismo (MTur), que visa estimular os brasileiros com 60 anos ou mais a viajar pelo pais, foi apresentada durante a 1ª Reunião Ordinária do Fórum Estadual de Turismo (Fetur/2014), ocorrida na sexta-feira (7), em Macapá.
A interlocutora do programa no Amapá, Elissandra Gonçalves, explicou que o programa está em sua segunda edição e funciona com a oferta de pacotes para viagens em grupos com origens e destinos específicos, serviços diferenciados e ofertas de meios de hospedagem em todo o país. "A iniciativa, além de promover a inclusão social dos idosos, aposentados e pensionistas, oportuniza o movimento do mercado turístico, principalmente em baixas temporadas, resultando no fortalecimento do setor", enfatizou.
Com o programa, o Ministério do Turismo prevê o acesso de 23,5 milhões de idosos brasileiros aos benefícios da atividade turística, através da rede de descontos que já funciona no país com condições especiais para pessoas com mais de 60 anos. O turista pode comprar ofertas com pacotes para diversos lugares, ressaltando que o preço diminui para viagens em grupo, forma mais comum de viagem para esse público.
"O público da terceira idade tem tempo e dinheiro para viajar, mas exige um serviço muito bem feito".
Cíntia Paolescki, empresária
O presidente do Fórum Estadual de Turismo e secretário de Estado do Turismo, Richard Madureira, ressaltou que o turismo é importante para o desenvolvimento econômico do Estado, portanto, o estímulo à oportunidade de viagens ao público da melhor idade. "O Governo do Estado vai atuar na sensibilização dos prestadores de serviços para que esse programa seja consolidado no Amapá. A melhor idade é um público ousado e que busca qualidade de vida e no Amapá nós temos muitas potencialidades, que, se trabalhadas de forma integrada, podem fomentar o setor e tornar o Estado um dos principais destinos turísticos da Região Amazônica", acrescentou o gestor.
Para a presidente da Associação Brasileira do Clube da Melhor Idade (ABCMI-AP), Benedita Almeida, a iniciativa foi fundamental, porque atenderá as necessidades turísticas desse público especifico. “Nós temos muitos lugares turísticos dentro do Estado e no país, precisamos estimular a nossa melhor idade a conhecê-los”, disse.

Pacotes turísticos que já podem ser financiados
Lançamento ocorreu durante realização do Fórum Estadual do Turismo
A segunda edição do Viaja Mais Melhor Idade foi lançada em parceria com a iniciativa privada, para ofertar pacotes de viagens e serviços com vantagens e descontos a partir de 20%. Além dos custos atrativos, o programa dispõe de financiamento especial, através de linhas de crédito da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, com planos e condições de pagamento em até 48 vezes. O preço da oferta vale também para acompanhantes. Para participar, é necessário acessar o portal www.viajamais.gov.br, escolher uma oferta, entrar em contato com ofertante e comprovar condição de idoso, aposentado ou pensionista (Identidade, INSS, etc.) Já para que as empresas possam participar é preciso realizar um acordo de cooperação técnica com o MTur, por meio de sua entidade representativa, estar com cadastro regular no Ministério do Turismo, fazer cadastro em www.viajamais.gov.br. Entre as vantagens obtidas está a divulgação da empresa no portal e em catálogos exclusivos do programa, vinculação do empreendimento às mensagens publicitárias e campanhas nacionais, possibilidade de participação em eventos de divulgação.

Programa tem a comodidade de que as viagens ocorram na baixa temporada

O projeto Viaja Mais Melhor Idade, é um programa de viagens com descontos exclusivos para idosos com o objetivo de movimentar o mercado brasileiro de Turismo principalmente nos períodos de baixa temporada. Há quem diga que também para os idosos isso é melhor, pois conseguem frequentar praias, piscinas, clubes e hotéis sem muita concorrência ou agitação, além de que nessas épocas do ano são praticadas tarifas muito mais acessíveis tanto pelas companhias aéreas como também por todos os representantes do chamado Trade turístico, como hotéis, pousadas, operadoras e agências.
“O público de terceira idade tem tempo e dinheiro para viajar, e exige um serviço muito bem feito. Tudo precisa ser rigidamente cumprido como prometido”, afirma Cintia Paolescki, sócia proprietária do Cinthe-Tur, agência de viagens que oferece pacotes para a terceira idade. Segundo Cintia, o público idoso gosta muito de conhecer culturas, e consome bastante por onde passa. “Levar esses senhores e senhoras a lojinhas e feiras locais é quase uma obrigação”, comenta.
Números - Dados da ABAV (Associação Brasileira das Agências de Viagens) apontam que os idosos correspondem a 15% da carteira de clientes, com o possível aumento deste número por conta do recém-lançamento do programa governamental. Nas agências, uma das premissas de um profissional que vai lidar com a terceira idade é saber se relacionar com pessoas, pois além da parte técnica da profissão, é fundamental dar mais atenção do que o usual, pois os mais velhos em geral gostam de dialogar e ser bem tratados. “Não é apenas falar sobre preço de um pacote e encerrar a compra. Acabamos virando uma extensão da família deste cliente”, conta a sócia do Cinthe-Tur.

CURIOSIDADES

- De acordo com um levantamento realizado pelo Banco Mundial, intitulado como “Envelhecendo em um Brasil Mais Velho”, a população idosa no Brasil deve ultrapassar 65 milhões de pessoas até 2050.
- Impulsionada pelo aumento da expectativa de vida do brasileiro, a terceira idade vem chamando a atenção da área do Turismo como forte público consumidor, mas ainda falta estrutura para atender devidamente este perfil.

R$ 7,5 Bilhões
Esta é a renda mensal da terceira idade no Brasil.

DIVIRTA-SE!

Homenagem da Abav Nacional à cidade de Macapá

Macapá é a capital do estado do Amapá. Localizada no sudeste do estado é a única capital brasileira cortada pela linha do Equador. 
Em Macapá você pode passar do Hemisfério Norte ao Sul com apenas um passo. Há um estádio de futebol (hoje desativado) em que a linha divisória do campo acompanha o Equador; cada time faz gol no hemisfério oposto.
Macapá é também a única capital não interligada a outras capitais por rodovias. Seu nome vem do tupi e significa “lugar com muitas bacabas”, como são chamados os frutos de uma palmeira típica da região.
Próxima à foz do Rio Amazonas, a cidade é a porta de entrada ideal para visitar cachoeiras ou fazer surfe na pororoca. E é a base para quem pretende chegar ao ponto extremo do Norte brasileiro: o município de Oiapoque.

“Esperamos que Macapá volte a ser a cidade jóia da Amazônia em breve”

Presidente da Confraria Tucuju, a advogada Telma Duarte
Ela é falante, polêmica até por seus posicionamentos sempre firmes e retórica contundente. Mas ninguém tira de Telma Duarte a vocação para agregar valor à tradição de reunir o povo a cada 4 de fevereiro em torno da programação de aniversário da cidade de Macapá, que na próxima terça-feira vai completar 256 anos de fundação. Ela preside a Confraria Tucuju, que reúne pioneiros do antigo território do Amapá e seus descendentes para resgatar a memória daqueles que ajudaram a construir a cidade e a torná-la uma capital importante. Telma foi ontem ao programa Conexão Brasília, na Diário FM, ocasião em que falou do esmero em preparar uma festa digna da relevância da aniversariante da semana.
Cleber Barbosa
Da redação

Diário do Amapá – No convite para a festa de aniversário da cidade a senhora resgata aquele velho bordão de Macapá Cidade Jóia da Amazônia. Como é isso?
Telma Duarte – É, neste ano, Macapá está completando 256 anos e essa festa foi resgatada pelos pioneiros da cidade através da Confraria Tucuju há 17 anos. Então eu sempre bato na mesa e digo: “Essa festa é nossa”, porque todo mundo quer tomar conta agora, porque ela cresceu.

Diário – Até no tamanho do bolo.
Telma – Isso. Começou com um pequeno bolo na porta da Igreja Matriz de São José, com 15 ou 20 pioneiros cantando o ‘Parabéns a Você’ no 4 de fevereiro, uma festa que ficou esquecida por muitos e muitos anos. Nós éramos parte do estado do Pará e depois passamos a ser Teritório Federal, em 1943 e essa data do 4 de fevereiro ninguém nem sabia que existia no calendário dos eventos quando da criação do Estado do Amapá.

Diário – E por que a Confraria Tucuju decidiu resgatar a festa?
Telma – A Confraria surgiu como um braço de resistência em favor da cultura e da história deste estado. Agora chegamos à 17ª edição da festa, pois a Confraria está completando 18 anos. Daí o nosso empenho em fazer neste ano uma festa ainda mais bonita.

Diário – E maior, não é?
Telma – Essa festa cresceu tanto que aquele bolo pequeno se transformou num bolo de 50 metros. A festa de menos de 20 pioneiros se tornou um evento para 5 mil a 6 mil pessoas, uma festa realmente que cresce a cada ano. Mas o importante neste dia não é só o bolo, a feijoada, o show sabe? Eu acho que o mais importante é o sentimento que a gente tem que ter por esta cidade. Não é só fazendo discurso, mas tomando atitudes.

Diário – Por exemplo?
Telma – Tomando atitudes para desenvolver, fazer crescer nossa cidade. Nós munícipes somos responsáveis também por essa cidade, não é coisa só para os políticos não, a gente fica cobrando, mas também devemos fazer a nossa parte, mantendo a frente das nossas casas sempre limpa, acondicionando o nosso lixo, não jogando entulho na rua, quer dizer, nós temos que começar a nos educar para nos tornar um povo desenvolvido.

Diário – E sobre o bordão da Cidade Jóia que falei antes?
Telma – Pois é, pegamos emprestado esse bordão do radialista Jota Ney para motivar mesmo, afinal se ela não está joia agora esperamos que volte a ser uma cidade joia da Amazônia. Só depende de nós. A gente tem que ter essa consciência no 4 de fevereiro. Por isso eu queria convidar todos os munícipes a participar da nossa grande programação, que já é tradicional.

Diário – Como vai ser então?
Telma – Começa a missa às 8 horas da manhã na Matriz de São José, que foi o primeiro prédio da cidade de Macapá, ela é mais antiga que a Fortaleza [de São José de Macapá] e você sabe que a cidade de Macapá se desenvolveu em torno daquela igreja mesmo, por isso que tem essa missa todos os anos. É uma missa muito linda, totalmente diferenciada. Depois teremos o encontro das bandeiras, são as bandeiras do Marabaixo do Laguinho e da Favela se encontrando na porta da Igreja, representando um fato histórico. Depois tem os parabéns para a cidade com o corte do bolo de 50 metros, dividido para todos os bairros de Macapá e distribuído aos presentes. Depois teremos a feijoada do povo tucuju servida na Praça Veiga Cabral, o almoço dos pioneiros que é servido a partir do meio-dia no Largo dos Inocentes pela Confraria Tucuju e um grande show começando a partir das 13 horas se estendendo até às 22 horas.

Diário – Quem participa desse show?
Telma – Vai passar pelo nosso palco tudo aquilo que se faz de música no estado do Amapá. É brega, é hip-hop, é marabaixo, é samba, é pop, é rock, enfim é tudo que se faz em termos de música vai estar presente nessa apresentação. Vamos finalizar com um grande show da Lia Sophia, que é amapaense de coração, criada aqui e que está estourada no sul maravilha. A gente tem mais é que prestigiar a prata da casa né?

Diário – Ela é uma artista realmente completa e que o Brasil está descobrindo.
Telma – Pois é, nós da Confraria Tucuju já havíamos trazido a Lia para um show que era na época de chuva e aconteceu dentro do Sesc Araxá, era o nosso Sarau. A Lia me disse que sempre teve vontade de se apresentar no Largo dos Inocentes e agora vai poder realizar esse sonho. Ela se apresenta a partir das 19 horas, pois a Confraria faz programação para a família e tudo acaba sempre antes da meia-noite.

Diário – A senhora também anunciou uma alvorada diferente este ano, em parceria com o Sindicato dos Panificadores. Como será isso?
Telma – É porque antigamente a gente usava os canhões da Fortaleza, mas com a morte do Inspetor Ítalo Picanço, que era a única pessoa que ainda manuseava esses canhões, ficou quase que impossível continuar aquela tradição, pois hoje os equipamentos estão praticamente inservíveis. Até porque a gente não tinha o rio Amazonas tão movimentado como ele é hoje com relação ao tráfego de navios. Então para resgatar esse barulho e acordar a cidade às 6 horas da manhã pedimos o apoio do Sindicato dos Panificadores e Confeiteiros, através da Dona Alice Caxias, que é uma amapaense de coração, pois é ela que faz o bolo de 50 metros também, o que é muito trabalhoso. Então a ideia é combinar para que o maior número possível de padarias espalhadas pela cidade possam soltar fogos e assim fazer uma grande alvorada festiva, afinal em todos os bairros tem sempre uma padaria.

Diário – E dizer que saiu o pão também...
Telma – Exatamente... [risos] Pois é o principal. Mas também é bom dizer que desde sábado na porta da Confraria Tucuju nós vamos estar adesivando os carros que passarem por lá com a logomarca da festa de 256 anos da cidade. Vamos lá pessoal, fazer esse carinho em nossa cidade! Eu queria convidar todos os munícipes para cantar os parabéns a nossa cidade, participe, é um dia de entretenimento e nós vamos estar lá recebendo bem todas as pessoas, juntamente com os pioneiros, juntamente com todas as pessoas que fizeram e fazem essa cidade crescer e se desenvolver.

Diário – E quem está ajudando na realização dessa programação presidente?
Telma – Sim, é importante dizer, pois a Confraria é uma instituição sem fins lucrativos e só funciona através de projetos e financiamento. Eu agradeço ao Governo do Estado do Amapá, na pessoa do governador Camilo Capiberibe que tem sido parceiro da Confraria desde a hora que assumiu o governo. É importante dizer isso, pois tem muita gente que vira a cara para a gente. E olha que a Confraria pega dinheiro, presta conta direitinho. Somos uma das poucas instituições que está em dias com todas as suas prestações de contas, até porque o dinheiro que a Confraria recebe é repassado para o público, seja através de uma garrafa de água mineral até o show que se assiste, da feijoada que é servida, enfim tudo é transparente. O prefeito também está patrocinando o show da Lia Sophia, mas a Prefeitura tem sido parceira nestes últimos dois anos. Ao empresário Edevaldo Xavier, da Center Kennedy e também ao Evandro Coelho da Cimento e Cia.

Diário – Para fechar, deixe uma mensagem final aos nossos leitores para participar da festa.
Telma – Macapá precisa resgatar sua história, precisa fortalecer a sua cultura. Somos um estado altamente emigrante, então vem muita gente de fora e se a gente não fincarmos o pé e colocarmos nossa cultura na frente perderemos nossa identidade. Precisamos lutar por isso daí a importância da Confraria Tucuju que os nossos pioneiros fundaram. Eu tento fazer o meu papel. Espero contar com a presença de todos para cantar parabéns para Macapá que nossa cidade merece.

Perfil...

Entrevistada. Telma Terezinha da Silva tem 55 anos de idade. Passou a ser chamada Telma Duarte em função do pai, Henrique Duarte, ter se destacado na sociedade local, um de seus pioneiros. Sua mãe, a professora, Maria de Nazaré da Silva Costa. Telma é formada em Direito pela Universidade Federal do Pará, em 1979, trabalhou nas empresas do pai, entre elas o combativo Jornal do Povo, que ele tocava na companhia do amigo Haroldo Franco. Também atuou como procuradora federal na extinta Legião Brasileira de Assistência, a LBA. Sempre foi advogada militante, com passagens também pelo Ministério Público do Estado, onde atua como assessora jurídica. Assumiu em 2008 a presidência da Confraria Tucuju e está em seu segundo mandato.

BASE AÉREA REVITALIZADA: Aeródromo poderá resgatar valor histórico

TURISMO / Uma das principais atrações históricas e turísticas  do interior do Amapá vai passar por uma completa revitalização apoiada pelo Governo Federal
A histórica torre de abastecimento do Zepellin ainda hoje atrai a atenção de turistas à velha Base Aérea

Cleber Barbosa
Editor de Turismo

Uma das maiores atrações turísticas do interior do Estado, a Base Aérea do município de Amapá, distante cerca de 300 quilômetros de Macapá, deverá ser revitalizada. É o que prevê um pacote de medidas voltadas a valorização da aviação regional pelo país. O anúncio foi feito ontem (29) pelo superintendente do Banco do Brasil no Amapá, Rosélio Arnoldo Fürst, em entrevista a rádio Diário FM. Segundo ele, em Amapá e Oiapoque, que possuem aeródromos regionais, serão investidos R$ 74 milhões pelo Governo Federal.
O executivo do Banco do Brasil explicou que mais do que um interveniente financeiro do projeto, o Banco do Brasil é o responsável pela execução, tendo para isso celebrado parcerias com os Governos dos Estados para a execução das obras. Os contratos com a Secretaria de Aviação Civil foram celebrados no último dia 20, depois de uma criteriosa análise dos diagnósticos feitos nos dois aeródromos amapaenses, a partir do apoio da Secretaria Estadual dos Transportes (Setrap). O próprio titular da Setrap, Bruno Mineiro, acompanhou o Banco do Brasil no trabalho de levantamento das demandas e da estrutura existente nos dois aeroportos.
A expectativa agora é pela publicação dos editais para a contratação dos projetos executivos e a previsão é que até o final deste ano as primeiras obras sejam iniciadas. “Tive a oportunidade de visitar os dois aeródromos juntamente com nossa equipe técnica e fiquei realmente impressionado com a possibilidade de resgatar algo que foi tão importante para a história do país e da humanidade”, disse Rosélio Fürst, em alusão ao forte apelo histórico da velha base aérea.
"É uma excelente oportunidade que o Amapá está abraçando a partir dessa parceria com o Governo Federal".
Bruno Mineiro, secretário dos Transportes
O secretário estadual dos Transportes, Bruno Mineiro, salientou que além da revitalização histórica da Base Aérea, a reformulação e ampliação de dois aeroportos no interior do Estado também possibilita um incremento na aviação aérea regional, com interesse manifestado por empresas do setor em oferecer voos regulares para municípios do interior, como Amapá e Oiapoque. “É uma excelente oportunidade que o Amapá está abraçando a partir dessa parceria com o Governo Federal através do Banco do Brasil, uma nova chance para a economia e o turismo local e regional”, disse Mineiro.
Batizado oficialmente como “Programa de Investimentos em Logística: Aeroportos”, trata-se de um conjunto de medidas do governo federal para melhorar a qualidade dos serviços e da infraestrutura aeroportuária, ampliar a oferta de transporte aéreo à população brasileira.

A vida hoje na velha Base Aérea de Amapá

Situada a 9 quilômetros da cidade de Amapá, a Base Aérea constitui-se em uma das mais importantes localidades do município, devido na mesma estar localizado o aeroporto da cidade de Amapá. A população da Base Aérea atualmente é de 140 habitantes. A quase totalidade da mão-de-obra da Base Aérea encontra-se na atividade da agricultura. A agricultura é a base da economia local, destacando-se a cultura da mandioca, para o preparo exclusivamente da farinha. Podem-se citar ainda alguns cultivos em pequena escola, como milho, batata roxa, abacaxi e banana.

O estado físico do prédio destinado à educação da população da Base Aérea é excelente, possuindo duas salas de aula, dois quartos para professor, uma cozinha, um banheiro com sanitária, uma sala para funcionar a secretaria da escola, um depósito e uma área de estar pertencente à dependência do professor. Existe atualmente em média 30 alunos estudando de 1ª à quarta séries. A merenda escolar é distribuída regularmente pelo Governo do Estado. A localidade possui um posto médico com instalações físicas regulares.

Uma história cheia de simbolismos e apoio estratégico às forças aliadas

Os trabalhos de construção da Base Aérea de Amapá tiveram início em 1941, em obediência ao decreto federal 3462, de 25 de julho de 1941, autorizando a realização de operações de guerra em solo brasileiro, e ao mesmo tempo autorizando a Panair do Brasil, na época uma subsidiária da Pan American Airways, para iniciar as obras necessárias à construção de campos de aviação no Norte e Nordeste do Brasil, e com a finalidade de permitir a utilização de aeronaves de grande porte mediante as condições impostas pelo governo norte-americano. Baseada no artigo I desse decreto, a Panair do Brasil construiu e aparelhou o Aeroporto de Amapá. O governo norte-americano tinha também deveres específicos, tais como realizar benfeitorias no aeroporto, ampliando-o para além de mil metros; preparar piso de modo a suportar a compressão de grandes aeronaves; farol rotativo; luzes para assinalar os limites dos aeroportos; Holofotes para iluminar as pistas; usinas de emergências para energia elétrica.

Todos os projetos realizados na Base foram submetidos ao governo brasileiro. Entre esses constavam plantas, orçamentos e especificações técnicas. Por sua vez, o Ministério da Aeronáutica construiu os edifícios para aquartelamento dos contingentes da Força Aérea Brasileira que passaram a operar nas bases de Belém, Fortaleza, Recife e Salvador. Também foi de alçada da Aeronáutica a construção de residências para alojar o pessoal militar não só da FAB, como também da força aérea norte-americana. A desapropriação de terrenos e imóveis na área da Base Aérea, incluindo benfeitorias, foi respaldada pelos decretos nº 14.431, de 31 de dezembro de 1943.

CURIOSIDADES

- A Base Aérea de Amapá fica distante cerca de 302 km da capital, Macapá, e 9 km da sede municipal.
- Foi construída durante a II Guerra Mundial, como base de apoio aos Aliados na luta contra o nazi-fascismo, permitindo o abastecimento de aviões norte-americanos com destino à África, que levavam ajuda aos aliados como Inglaterra e União Soviética.

1941
Este foi o ano do início da construção da velha Base Aérea do município de Amapá.

ZEPPELIM

“Serra do Navio e o Amapá são, sim, viáveis, por isso a Icomi está de volta”

Empresário. Robert Noh fala sobre as possibilidades que se abrem para o Amapá como exportador de minério.
Nascido na Coreia, mas com cidadania americana, Robert Noh é um cidadão do mundo. Um exemplo de como é possível vencer pelos estudos. Primeiro colocado na tradicionalíssima Universidade de Harvard nos Estados Unidos, ele logo conseguiu as melhores colocações no mercado da computação. Depois, tornou-se um executivo de sucesso e agora investidor. Robert Noh está em Macapá cuidando pessoalmente de seu mais novo empreendimento, como presidente da Durbuy Natural Resources, atual controladora da veterana Icomi, que está retomando seus negócios no Amapá. O que pensa um homem de negócios como ele e os planos para ajudar o Amapá a se desenvolver estão nesta entrevista exclusiva ao Diário do Amapá.
Cleber Barbosa
Da redação

Diário do Amapá – Quando o nome Amapá surgiu na sua vida?
Robert Noh – Quando nós estávamos à procura de negócios, em setembro de 2011.

Diário – E o projeto era para a área da mineração, com manganês?
Robert – Nós já tínhamos negócios na Bolívia, com compra e venda de minérios e tivemos a informação de que havia minério de manganês no estado do Amapá, através da Icomi, que estava voltando às operações, então decidimos investir nessa empresa.

Diário – E que informações o senhor tinha sobre a história da Icomi em sua primeira passagem pelo Amapá?
Robert – Uma empresa muito importante e querida da população do estado.

Diário – E sobre a figura de Augusto Antunes, o empresário fundador da Icomi?
Robert – Que ele foi mesmo um pioneiro, um dos grandes marcos da mineração no Brasil, especialmente por pegar os recursos que ele lucrava e reinvestir em ações para o desenvolvimento das sociedades onde manteve seus negócios, no Brasil e principalmente no Amapá. E esse legado nós queremos continuar, com as contrapartidas sociais e tudo aquilo que possa representar um ganho para as comunidades.

Diário – E hoje quais são os principais mercados para a futura produção mineral de Serra do Navio?
Robert – Eu tenho residência tanto na Coréia quanto nos Estados Unidos e todas as pesquisas de mercado apontam para a China e a Coréia, que é meu país, como sendo os principais consumidores de minério de manganês em todo o mundo. Eles são responsáveis pela maior parte das demandas e é para esses mercados consumidores que nós iremos vender a maior parte do manganês.

Diário – E para que tipo de indústria existe mercado para o emprego desse minério de manganês atualmente?
Robert – Existem vários tipos de destinos para o manganês de Serra do Navio, mas o principal consumidor é a indústria siderúrgica e as aciarias, produtoras de aço. Existe também devido a outro tipo de manganês existente em Serra do Navio a indústria de eletrônicos, a chamada eletrolítica, que vai também poder consumir o produto final que queremos produzir em Serra do Navio. Vamos atender a esses dois mercados inicialmente.

Diário – Existe a possibilidade dessa matéria-prima ou pelo menos parte dela ser beneficiada no Amapá?
Robert – Existe já o interesse e nós recebemos de grandes corporações que são responsáveis pelo segundo estágio da cadeia produtiva para agregar valor e criar as ligas de manganês, então obviamente que nós estamos estudando principalmente devido ao fator custo, pois o maior custo dessa operação não seria nem o beneficiamento da mineração, mas o transporte logístico para o outro lado do mundo, onde estão os principais mercados consumidores. Então beneficiarmos a matéria-prima aqui é agregar valor e isso, claro, trará benefícios não só para nós enquanto negócio, mas também para o cenário do mercado local.

Diário – Que possibilidades são essas que poderiam de alguma forma aumentar o cenário local?
Robert – Existem várias vertentes de trabalho. Uma é o fino do manganês para micronutrientes, é uma demanda. O óxido de manganês, utilizado na indústria siderúrgica, o carbonato, na indústria do manganês eletrolítico, que já é um outro mercado. O que é importante salientar são as parcerias e o desejo até dos próprios consumidores finais do retorno da empresa, pois sabem do potencial de reserva remanescente que ainda se encontra lá.

Diário – E com relação aos passivos que a empresa terá que assumir a partir das outras tentativas que sucessoras da Icomi, que buscaram nos últimos anos, sem sucesso, voltar a operar?
Robert – A primeira coisa que a Durbuy fez quando chegou ao Amapá, antes de negociar passivos com fornecedores, passivos trabalhistas, enfim, foi ir ao Ministério Público no intuito de entender o passivo ambiental. Independente disso já havia uma consultoria independente contratada pelo grupo para estudar os efeitos da paralisação do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas [PRAD]. A partir daí a Durbuy percebeu a possibilidade de investimento, pois a consultoria provou para o grupo que isso era possível, pois apenas em um período houve essa paralisação. Buscamos entendimentos com as autoridades locais e nós com toda boa-fé fizemos isso, culminando com um acordo judicial que está possibilitando a continuidade do projeto da volta da Icomi.

Diário – E o foco desse projeto é a retomada da lavra de minério?
Robert – Exatamente, a reabertura das minas.

Diário – E em que fase está esse processo da volta da Icomi?
Robert – Cumprir as condicionantes e buscar nossos licenciamentos.

Diário – Que impressões o senhor tem sobre a população brasileira e, em especial, sobre o povo do Amapá?
Robert – Se você me perguntar sobre o jeito de ser do povo de São Paulo ou do Rio de Janeiro eu não saberia dizer, pois não estive lá, nunca fiz negócios, não convivi. Mas pelo tempo que estamos no Amapá eu percebo que as pessoas aqui são muito boas e que o Estado tem muito potencial para o desenvolvimento, não é um estado que chegou ao seu estado máximo de desenvolvimento e é por isso que nós estamos aqui, para ajudar, para contribuir com o crescimento e o desenvolvimento daqui. O Amapá é uma riqueza inexplorada.

Diário – E sobre a estrutura de Estado, que informações o senhor possui.
Robert – Vi o governador discursando estes dias, um político jovem que dizia como não acreditavam mais no Amapá lá em Brasília, das dificuldades para conseguir os recursos que o estado tanto precisa para o seu desenvolvimento e que ele foi lá e conseguiu resgatar a credibilidade do estado. Então esse é também o nosso legado, pois as outras tentativas frustradas de operar Serra do Navio e o manganês de lá causaram um enorme transtorno e falta de credibilidade para o mercado internacional. Agora chegamos com a Durbuy para mostrar que Serra do Navio e que o Amapá são sim viáveis e que a Icomi está de volta, diferente daquela de cinquenta anos atrás, pois os cenários são outros, mas disposta a honrar suas tradições, ter uma segunda chance, inspirados na biografia do idealizador da primeira versão da empresa, que foi o doutor Augusto Antunes.

Perfil...

Entrevistado. Robert Hosik Noh tem 52 anos, é casado e pai de um filho. Nasceu em Seul, na Coreia do Sul. Seu pai prestava serviço para as bases norte-americanas instaladas em seu país até que quando tinha 15 anos de idade foi morar nos Estados Unidos, onde adquiriu cidadania americana, indo residir no Oregon. Formou-se em Ciências da Computação, pela tradicional Universidade de Harvard, em Cambridge, Massachusetts. Foi o primeiro colocado da Academia, tendo recebido a honraria “Cum Laude” e indicações para o mercado de trabalho, atuando em potências como HP e IBM. Logo ganhou projeção e know how indo atuar junto à Coreia, grande consumidora de minério. Preside um grupo de investidores em recursos naturais.

PASSEIO PELO MATAPI - River tour para se conhecer o interior

TURISMO / A bordo de um catamarã, é possível ter um fim de semana inesquecível na companhia da família, dos amigos e ver a dança dos botos
Os passeios a bordo do ‘7 Ladies’ conferem muita comodidade aos viajantes e suas famílias, com direito inclusive a fazer todas as refeições a bordo do catamarã, que é um produto genuinamente amapaense

Cleber Barbosa
Editor de Turismo

Para quem faz planos de conhecer o Amapá de uma maneira bem diferente, a dica é fazer um “river tour”, que significa pegar um barco e singrar os rios da região para se conhecer melhor as comunidades, as pessoas e os costumes das comunidades do interior. E dá para fazer isso bem pertinho de Macapá, no vizinho município de Santana. Trata-se do passeio fluvial denominado “Pirarucu & Cia”, idealizado pelo empresário amapaense Raimundo Simeão, 67, o popular Muscula. No final do ano passado, depois que adquiriu o Catamarã 7 Ladies, ele preparou o pacote, que inclui alimentação a bordo e até pernoite em chalés.
Falando ao Diário do Amapá, ele conta que já trabalhava com eventos, a partir da abertura de uma empresa de recepções e eventos, mas que de tanto levar os amigos para conhecer uma propriedade às margens do Rio Matapi, a Chácara Lorena, decidiu organizar os passeios e assim fortalecer o turismo receptivo. “A gente possui lá a criação de peixes em cativeiro, então fizemos os chalés e passamos a vender os pacotes aos turistas, que podem passar o fim de semana num lazer diferente”, sugere.

"Servimos o peixe sempre fresquinho, pois são pegos lá mesmo em nossa propriedade na beira do rio".
Raimundo Simeão, o Muscula.
Atrações - Raimundo explica que existem várias opções de roteiro para se fazer a bordo do catamarã (que tem formato de balsa). Uma das mais procuradas sai do Distrito do Matapi, próximo a balsa da Mazagão, em Santana. De lá dá para se percorrer o Rio Matapi, conhecendo comunidades como São Raimundo da Foz do Rio Pirativa, que reúne remanescentes de quilombo.
Ali também é uma das maiores concentrações de grupo de botos amazônicos, que costumam saudar a passagem dos visitantes com um balé emocionante, digno de registros em vídeos ou fotografias. “Também podemos atravessar a frente de Santana até a Ilha de Santana, pelo Rio Amazonas, onde é possível aproveitar praia de areia branca e até fazer uma trilha ecológica que existe lá”, diz o nosso anfitrião.
Outra opção de passeio é na Prainha, que fica na Reserva da Fazendinha, em Macapá, também às margens do Amazonas. De lá é só retornar para o pernoite na chácara de Raimundo Simeão, onde o pernoite em um dos chalés sai por R$ 120, com café da manhã incluso. O aluguel do Catamarã, com o que se chamada de “All inclusive”, tem custo de R$ 60 por pessoa. Mas fazendo grupos maiores, dá para negociar esse valor.


Almoço com peixe fresco e ‘sesta’ embalado na rede

Uma das grandes atrações do passeio fluvial organizado por Raimundo Simeão é a gastronomia regional, tendo pescados como o Tambaqui e o Pirarucu, que são pegos ali mesmo em sua propriedade. As famílias ou grupos de colegas de trabalho que costumam alugar o Catamarã 7 Ladies podem optar em almoçar a bordo da embarcação ou na Chácara. “Tem para todo tipo de cliente. Até mesmo quem não é acostumado ou não gosta de fazer viagens de barco muda de opinião quando conhece o catamarã, que possui dois cascos, tem boa largura e assim muito mais estabilidade. Outro dia a gente recebeu até um cadeirante a bordo”, diz.
A propósito, o Catamarã 7 Ladies é uma produção genuinamente amapaense, adquirido no ano passado junto ao estaleiro Náutica Amapari. Seu casco é todo de alumínio e tem capacidade para 45 pessoas, incluindo três tripulantes. O barco possui toda a documentação exigida e tem registro junto à Capitania dos Portos. Simeão disse ter visto embarcação semelhante transportando turistas em João Pessoa (PB). “E lá é no mar, com águas agitadas”, compara.


Turista dá motivos para se conhecer o Amapá antes de viajar pelo mundo

"As pessoas precisam conhecer primeiro o nosso Estado e só depois poderiam sair pelo país e pelo mundo".
Claudino Dias, turista.
O bacharel em Direito Claudino Dias, 49, foi com toda a família no fim de semana passado para conferir o passeio fluvial organizado pela Pirarucu & Cia. Ele disse que foi uma de suas melhores viagens pelo interior do Estado. “As pessoas deveriam primeiro conhecer o próprio Estado para depois sair por aí conhecendo o Brasil e o mundo. É preciso saber valorizar o que é nosso”, diz. Segundo Claudino, as atrações selecionadas pelos organizadores do passeio são dignas de serem mostradas aos turistas de fora. “Aqui nós temos o que todo mundo quer encontrar hoje em dia, ou seja, atrações diferenciadas realmente, coisa de fazer gringo babar”, brinca.
Claudino é um viajante habitual, conhecer muitos lugares pelo Brasil e até no exterior. Diz que além de todas as vantagens do passeio fluvial por Santana, está o fator econômico. “Aqui você passa um fim de semana com sua família, conhece vários lugares incríveis e paga apenas R$ 60 com o almoço incluído. Isso não paga nem o ingresso para ir ao Beach Park, em Fortaleza, onde ainda tem as despesas com a alimentação”, compara.
O advogado amapaense Washington Caldas também integrava o grupo de turistas que conheceu o passeio pelo Matapi na semana passada. Segundo ele, o diferencial é mesmo o jeito tucuju de receber os visitantes. “A gente tem o maior prazer de levar a família para um programa como esse, onde a gente se sente em casa mesmo, com todo o carinho e a comodidade de fazer um passeio de barco pelos rios da região, mostrando para as crianças aquilo que as cidades já não oferecem mais, que é esse contato com a natureza, sua fauna e sua flora”, conclui. Para informações é só ligar para Raimundo Simeão, pelos telefones (96) 9971-8803 ou 3223-8496.


INFORMAÇÕES

- Na viagem no Catamarã 7 Ladies é possível encontrar serviço de bordo com direito a tira-gosto e bebidas;
- A embarcação é impulsionada por dois motores de popa, marca Yamaha de 90hp cada, com área de 75 metros quadrados, medindo 15m x 5m, devidamente registrado na Marinha e com capacidade para 45 pessoas.
- Saída das 9h e 10h com chegada às 16h e 17h.

R$ 60
Este é o custo por passageiro para fazer o passeio a bordo do catamarã, com direito a almoço.

A BORDO


“Aos 70 anos 50% das pessoas está em pleno vigor físico. É o meu caso”

Desembargador. Luiz Carlos relembra passagens da carreira e analisa a escalada da violência no Amapá.
Um dia depois de completar 69 anos de idade, quando começa uma verdadeira contagem regressiva para sua aposentadoria, pois pelas regras da magistratura compulsoriamente a carreira termina aos 70, o atual presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, desembargador Luiz Carlos Gomes dos Santos, concedeu uma longa entrevista ontem à Diário FM, ocasião em que rememorou o cenário do antigo e pacato Território Federal do Amapá, onde ele cresceu e iniciou sua carreira. O magistrado também fala a respeito da onda de violência que colocou Macapá entre as cidades mais violentas do país. O resumo do que ele falou na entrevista ao jornalista Cleber Barbosa, o Diário do Amapá publica a seguir.

Cleber Barbosa
Da Redação

Diário do Amapá – O senhor ganhou uma bela festa de aniversário na sexta-feira. Chegou aos 69 anos não é isso?
Luiz Carlos Gomes – Pois é, eu fiquei não digo surpreso, pois somos uma verdadeira família lá no Judiciário, mas gostei muito sim. Eles resolveram fazer uma homenagem simples, com palavras, gestos e sobretudo o coral do Tribunal de Justiça que me homenageou com algumas músicas. Eu fiquei muito alegre porque a música e os perfumes são as duas coisas que mais lembram as pessoas, não é? Sobretudo a música, pois entra pelo ouvido da gente e se aloja no cérebro, como se fosse alguma coisa tocando, mexendo no cérebro da gente.

Diário – Foi tocante então?
Luiz Carlos – É, eu inclusive terminei as minhas palavras naquele evento falando da epopeia de viver. Eu acho que viver é uma epopeia, pois tem um início e um fim certos. E cada um tem o direito e o dever de traçar a sua epopeia.

Diário – E a bucólica vila de Amapá onde o senhor cresceu. Qual era o cenário em que passou sua infância por lá, no interior?
Luiz Carlos – Olha, a região em que eu vivi era município de Amapá, não na cidade de Amapá, na região do [rio] Araguari. Quando o Território [Federal do Amapá] foi criado nós só tínhamos três municípios, Mazagão, Macapá e Amapá. Depois criaram Oiapoque e Calçoene. Então o município de Amapá era muito grande, imenso e ocupara uma área onde hoje é Tartarugalzinho e ia até onde hoje é Cutias do Araguari. Eu tive uma infância muito boa, apesar de todas as dificuldades, pois não tínhamos médicos, dentistas, não tínhamos água, luz, mas nós tínhamos uma natureza maravilhosa e não faltava comida, tinha muita comida. Eu não nasci lá, fui para lá com quatro anos de idade e depois vim morar em Macapá.

Diário – O senhor é paraense de nascimento, é isso?
Luiz Carlos – Isso, mas muitas pessoas pensam que sou amapaense. É que cheguei muito cedo, vi o Território crescer, não sou pioneiro, mas convivi com muitos pioneiros. Conheci o coronel Janary Nunes, que foi governador, o Amilcar Pereira, que inclusive eu fiz campanha para ele, pois era contra o Janary... [risos] Conheci grande parte dos servidores antigos do Território, conheci uma Macapá de 30 mil habitantes.

Diário – Pegou o famoso Cabo Alfredo trabalhando aqui?
Luiz Carlos – Peguei sim, tenho até uma foto antológica com ele, ao lado do professor João Lourenço da Silva, que era diretor da Escola, o governador da época Amílcar Pereira, João Lourenço, Elfredo Távora, Amauri Farias e mais alguns, quando lançamos o Cabo Alfredo candidato a deputado federal para concorrer contra o coronel Janary. Perdemos a eleição em 1975.

Diário – E o senhor foi estudar Direito onde? Em Belém?
Luiz Carlos – Exatamente. Mas antes disso fui professor lá no município de Amapá. Lecionava Ciências, passei três anos lá, me casei e um dia chegou um juiz, Petrúcio Ferreira da Silva, que foi trabalhar sozinho, não tinha promotor e nem defensor. Ele andava por todo lugar e um dia disse que procurava alguém para lhe ajudar então me procurou convidando para trabalhar com ele, pois dizia que eu era o mais talhado para o trabalho. Ele me nomeou para eu atuar ora como promotor, ora como defensor. Deu-me alguns livros de Direito e me ensinou aquela coisa mínima, como analisar processos de habilitação para casamentos, quando eu verificava se a documentação estava toda em ordem. Trabalhei mais ou menos um ano com ele e depois fui fazer Júri, perdi uns, ganhei outros. Eu era louco para fazer medicina, mas depois de uns tempos ele me chamou e disse “o teu futuro não é Medicina, vai fazer Direito”. E fui.

Diário – Estudar em Belém?
Luiz Carlos - Exatamente, pensei bastante, pois já estava casado, tinha duas filhas. Mas pedi para um amigo fazer minha inscrição na Universidade Federal do Pará e fui fazer o vestibular. Passei, ingressei na magistratura e onze anos depois de formado cheguei à cabeça do sistema, quando virei desembargador. Foi onde me identifiquei, na área do Direito, tanto que faço o meu trabalho com muito orgulho, com muita fé e já vou me aposentar dentro de um ano.

Diário – Vai completar os setenta anos, quando a regra diz que a aposentadoria é compulsória.
Luiz Carlos – É aquilo que chamamos de expulsória... [mais risos] Mas hoje isso é até um contrassenso, pois aos 70 anos 50% das pessoas está em pleno vigor físico. É o meu caso. Tive alguns problemas de doença no ano passado, mas quem não os tem? Estou em plena forma física, mas é assim a regra do jogo, então vou aceitar e entregar a vaga para que um outro procurador mais novo do que eu, pois ele terá que ter menos de 65 anos de idade e assim possa trazer novidades, coisas boas para o Judiciário.

Diário – Então a sua vaga na composição da Corte de Justiça é do Ministério Público?
Luiz Carlos – Isso, um dos onze procuradores do MP deverá ocupar o meu lugar no próximo ano, se Deus quiser. Quem será ele vai depender deles próprios e também do governador, que é quem vai decidir um nome.

Diário – Nessa questão na composição do Tribunal nós temos duas vagas abertas, uma que a OAB já enviou uma lista sêxtupla para o quinto constitucional dos advogados e outra que foi do desembargador Dôglas Evangelista Ramos. Qual vai ser preenchida primeiro?
Luiz Carlos – Sem dúvida a do Dôglas, pois está pronta. O prazo para os sete juízes que estão concorrendo, eles têm que conhecer a vida do outro colega para ver se o que foi apresentado como documento está correto, ele pode questionar alguma coisa. Nós entregamos a todos os candidatos e nesta segunda-feira agora completa o prazo. Se não houver nenhum questionamento dos colegas reabriremos o processo na terça-feira então serão dez dias para a escolha do novo desembargador, cuja sessão já está marcada para o dia 29.

Diário – O critério é antiguidade ou merecimento?
Luiz Carlos – Merecimento.

Diário – Significa dizer que é um processo de eleição mesmo.
Luiz Carlos – E é um processo eletivo. Só que ocorreu uma mudança. A Corregedoria nos enviou toda a vida do juiz, recebemos um formulário e faremos nosso voto em casa ou em nossos gabinetes. No dia 29 vou só abrir meu voto na sessão, ficou mais fácil por isso.

Diário – Uma pesquisa recente apontou Macapá como uma das 35 cidades mais violentas do país. O que o senhor acha disso?
Luiz Carlos – Vejo com muita preocupação. Mas sempre tenho outro olhar das coisas sabe? Isso passa por uma coisa que no meu entendimento pessoal passa pelo princípio da autoridade. Parece-me que estamos vivendo a fase do coitadinho, quando a vida não é assim. É que ninguém quer punir ninguém. Ontem [sexta] vi uma reportagem que mostrava um cidadão, negro do Curiaú, que organizava as festividades de São Sebastião e dizia que não teria violência, pois mesmo que a polícia não chegasse, quem bagunçasse seria pego pela própria comunidade, que não permite arruaça. É isso que está precisando. Não digo reagir a um assalto, a reação é no sentido de não deixar a violência tomar conta da nossa sociedade. Tem que denunciar, é não se calar. Tem coisas que se pode evitar.

Diário - Uma ação preventiva?
Luiz Carlos - É a chamada persuasão. Aquilo que fazem os militares, por exemplo. Eles não querem a guerra, mas se colocam em uma posição, eles mostram que se vier o inimigo, estaremos prontos.

PERFIL

Entrevistado. O desembargador Luiz Carlos Gomes dos Santos é paraense de nascimento, mas mudou-se para o Amapá ainda criança, aos quatro anos de idade. Graduou-se em Bacharel de Direito pela Universidade Federal do Pará, em 1977. Iniciou a carreira pelo Ministério Público do Distrito federal e Territórios, como promotor público. Desde que foi empossado desembargador, em janeiro de 1991, já exerceu por duas vezes os cargos de presidente e de vice-presidente, como também de Corregedor do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá. Foi Também presidente do Tribunal de Justiça do Amapá e, hoje, exerce, pela segunda vez, o cargo de Presidente, biênio 2013/2015, da Corte de Justiça Estadual. Deverá se aposentar em 2015.

O BRASIL COMEÇA AQUI: Oiapoque quer entrar no roteiro de viagem

TURISMO / Um dos lugares mais curiosos do país, tida como referência geográfica para o Brasil, faz planos para incrementar o turismo receptivo, especialmente a europeus
Na visita a Oiapoque chama a atenção na nova panorâmica da cidade a visão da ponte binacional sobre o Rio Oiapoque. Ela só deve ser aberta a circulação de veículos no próximo ano pelo Governo.

Cleber Barbosa
Editor de Turismo

Há muito tempo que o Brasil é evidenciado por sua extensão territorial como indo do Oiapoque ao Chuí. Tudo bem que depois veio aquela discussão geográfica que mais acima estaria o Monte Caburaí, em Roraima, mas até hoje ninguém substituiu o velho clichê de se referir à fronteira do Amapá com a Guiana Francesa como sinônimo de longeva terra brasileira. Mas quem mora em Oiapoque quer fazer jus a essa referência, e por lá só se fala em receber bem quem visita o lugar. Uma aposta no turismo.
A maior parcela de turistas vem da vizinha Caiena, assim como de cidades em território francês, como Régina, Kourou e a primeira comunidade na fronteira, a pequena Saint George. Mas também é significativa a parcela de europeus que atravessam o continente para visitar a Guiana Francesa e que acabam cruzando o Rio Oiapoque para conhecer a primeira cidade brasileira.
O professor parisiense Jean-Paul De Clerc decidiu encarar a travessia de catraia para ter o prazer de estar em solo brasileiro. “Oiapoque é cidade pequena, mas muito movimentada e as pessoas parecem sempre felizes, com um sorriso no rosto”, comenta o turista, que não sabe nadar, daí o receio de viajar em pequenas embarcações.
A fobia do francês já poderia ter sido resolvida se ele fizesse a passagem da fronteira pela Ponte Binacional, uma verdadeira obra de arte em concreto que apesar de estar pronta há mais de um ano, ainda não foi inaugurada. O entrave está na falta de estrutura para a fiscalização da autoridades brasileiras a estrangeiros que tentem entrar no país de carro.
"A França mantém com Oiapoque a maior fronteira deste país europeu com qualquer outro país do mundo".
Sérgio Amaral, diplomata brasileiro
Primazia - O diplomata brasileiro Sérgio Amaral, que foi embaixador do Brasil na França, foi um dos primeiros a estudar a legislação dos dois países para o lançamento do certame licitatório internacional que levou à construção da ponte. É um entusiasta da obra. “O Brasil mantém com a França, através do Oiapoque, a maior fronteira que a França tem com qualquer outro país do mundo”, evidencia o diplomata. 
A vocação turística de Oiapoque pode ser medida com a quantidade de meios de hospedagem, são mais de 100 só os devidamente cadastrados junto ao Ministério do Turismo. Mas ainda há gargalos, como a necessidade de conclusão dos 160 quilômetros sem pavimentação da BR-156 e também a instalação de voos regulares entre Macapá e Oiapoque. Mas quem visita a cidade encontra muitas possibilidades de negócios com jóias, outra riqueza que grassa por lá. Há bons restaurantes e até uma pousada a beira rio.

Uma história recheada de estratégia e presença

Durante o período colonial, Oiapoque era parte da Capitania do Cabo Norte. Nos primórdios do século XVI, os portugueses da América travam lutas com outros europeus, para estabelecer domínio territorial ao sul do rio Oiapoque - na época conhecido como rio de Vicente Pinzón - e ao norte do rio Amazonas, para expandir os impérios colonizadores que cada grupo representava. Os primitivos habitantes da região são antepassados dos povos Waiãpi, que ocupavam a extensão territorial do rio Oiapoque; dos Galibi e Palikur, concentrados no vale do rio Uaçá e seus afluentes.

Originou-se da morada de um mestiço, em data que não se pode precisar, de nome Emile Martinic, o primeiro habitante não-índio do município. Sabe-se que a localidade passou a ser conhecida como "Martinica"; e, ainda hoje, não é raro ouvir essa designação, notadamente de habitantes mais antigos. Em 1907, o Governo Federal criou o Primeiro Destacamento Militar do município, que servia de abrigo a presos políticos. Alguns anos depois, esse destacamento foi transferido para Santo Antônio, atual distrito de Clevelândia do Norte, com a denominação de Colônia Militar.

De europeus a índios, a saga de uma região muito preservada e verde

Para consolidar a soberania nacional sobre as áreas limítrofes, face ao contestado franco-brasileiro, foi, então, erguido um monumento à pátria, indicativo do marco inicial do território brasileiro. O município de Oiapoque está localizado na parte mais setentrional do estado do Amapá. Limita-se ao norte com a Guiana Francesa, ao sul com os municípios de Calçoene, Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari. Ao leste é banhado pelo Oceano Atlântico e a oeste faz fronteira com o município de Laranjal do Jari.
O município de Oiapoque está localizado na parte mais setentrional do estado do Amapá. Limita-se ao norte com a Guiana Francesa, ao sul com os municípios de Calçoene, Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari. Ao leste é banhado pelo Oceano Atlântico e a oeste faz fronteira com o município de Laranjal do Jari. É composto por uma sede municipal, Oiapoque, e quatro distritos:
- Clevelândia do Norte (área de destacamento militar do exército)
- Vila Velha (área de propriedades agro-extrativas)
- Vila Brasil (serve de apoio aos garimpos infiltrados nas Guiana Francesa)
- Taperebá (área de apoio aos pescadores da costa marítima).
- Outras localidades se distribuem na área geográfica municipal: Ponte do Cassiporé (área de intercessão da BR-156);
- Rio Cassiporé: -É um importante ponto de apoio tanto para o tráfego rodoviário da BR-156, quanto para o fluvial, principalmente para os pecuaristas e agricultores da região, e outros povoados menores (indígenas) como: Manga, Santa Isabel, Espírito Santo, Açaizal, Urucaura e Kumarumã.

CURIOSIDADES

- A palavra Oiapoque tem origem tupi-guarany, sendo uma derivação do termo "oiap-oca", que significa "casa dos Waiãpi".
- Existe apenas uma via de ligação com a capital do Estado, Macapá: a BR-156, com aproximadamente 600 km.
- O município foi criado em 23 de maio de 1945, através da lei 7578.


1945
Este é o ano de fundação do município de Oiapoque, que comemora aniversário no dia 23 de maio.

VISTA AÉREA

Jornalista Cleber Barbosa recebe a medalha de "Amigo da Marinha"

Desembargador Luiz Carlos faz a aposição da Medalha na lapela de Cleber Barbosa
O jornalista Cleber Barbosa, que entre outras atividades é o editor deste Blog, recebeu a comenda denominada "Medalha Amigo da Marinha", que lhe confere ingresso na seleta Soamar (Sociedade de Amigos da Marinha). O colegiado congrega, claro, os portadores da referida honraria. A medalha e o respectivo diploma foram entregues durante a cerimônia pela passagem do Dia do Marinheiro, transcorrido no último dia 19 de dezembro, em solenidade na Capitania dos Portos do Amapá, em Santana.
Comandante da Capitania, Carlos Neves, jornalista Cleber Barbosa e o coronel Marcelo Pinheiro (34º BIS)
A solenidade foi presidida pelo mais antigo 'soamarino' presente, o desembargador Luiz Carlos Gomes dos Santos, atual presidente do Tribunal de Justiça do Amapá. Também estiveram presentes outras autoridades civis e militares, como a procuradora-geral de Justiça, Ivana Lúcia Franco Cei. O comandante da Capitania dos Portos, capitão-de-fragata Carlos Rodrigo Neves de Oliveira, disse que a honraria foi um reconhecimento pelos serviços prestados à Marinha pelo jornalista amapaense.
O diploma foi assinado pelo vice-almirante Ademir Sobrinho, comandante do 4º Distrito Naval, sediado em Belém, ao qual a Capitania do Amapá está subordinada. A Soamar no Amapá é presidida pelo empresário Glauco Cei. Ela congrega várias outras personalidades, dos mais diferentes segmentos da sociedade, entre eles magistrados, empresários e pessoas abnegadas e que se alguma forma colaboram com a missão da Força Armada que é a Marinha de Guerra.
Aspecto da cerimônia em comemoração do Dia do Marinheiro, na Capitania dos Portos

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