sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A repercussão da morte de Eduardo Campos no Amapá

Ex-governador de PE e candidato à Presidência sofreu acidente em Santos.
Jato em que ele estava caiu em cima de casa na cidade do litoral de SP.

Do G1 AP
O ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, morreu nesta quarta-feira (13) após o jato em que estava cair em cima de uma casa em Santos, no litoral de São Paulo.
Campos, de 49 anos, participava de uma das agendas de campanha na cidade.
Veja o que os políticos do Amapá disseram sobre a morte do candidato:
João Capiberibe (PSB), senador
"Estamos ainda sob o impacto da tragédia, é muito difícil especialmente para mim que tenho com ele uma relação política há muitos anos, e uma relação pessoal com a família. É uma tragédia ver o líder do nosso partido, uma liderança fantástica, com uma trajetória brilhante, desaparecer em meio de uma campanha que tinha tudo para ser disputada. É dramático. Se me perguntarem o que estamos pensando para a campanha, estamos buscando conversar com outros companheiros de campanha e vamos aguardar as informações oficiais."

José Sarney (PMDB), senador
“Estou chocado com a morte de Eduardo Campos. A morte é um fenômeno transcendental. Supera todos os sentimentos. Deus é testemunha da minha emoção, do meu pesar e do quanto estou chocado com o falecimento de Eduardo Campos, a quem conheci ainda jovem, despontando como um grande talento. O Brasil perdeu uma de suas maiores esperanças políticas. Eduardo tinha um grande futuro e vivia um grande presente. Junto-me a sua família e ao povo brasileiro nesse sentimento de perda, e peço a Deus que nos console e nos ampare. O Brasil, o Nordeste e Pernambuco sentem o vazio que se abre – e que não será preenchido. É hora de invocar o símbolo que os romanos usavam: a coluna partida, quebrada, não completa sua beleza."
Randolfe Rodrigues (Psol), senador, no Twitter‏
"É com Pesar, tristeza e perplexidade que recebo a notícia do acidente e morte de Eduardo Campos. O Brasil perde muito nesse momento."
Camilo Capiberibe (PSB), governador do Amapá
"É com pesar que recebo a notícia da trágica morte de Eduardo Campos. Nosso partido, o PSB, está triste e incrédulo diante dessa notícia. O Brasil perdeu hoje um grande líder, um homem de visão, ousado, que conduziu o partido pelos trilhos do sucesso administrativo e político, o que o alçou ao posto de candidato à presidência da Nação. Por coincidência Eduardo Campos nos deixa nesse 13 de agosto, mesmo dia em que nos deixou seu avô, nosso grande líder Miguel Arraes. Seu legado está e continuará entre nós. Não tenho palavras para traduzir o sentimento de tristeza e desamparo político com a perda do nosso presidente nacional, Eduardo Campos. Minha solidariedade à família."
Clecio Luis (PSOL), prefeito de Macapá
“É uma perda irreparável. Eduardo foi um dos líderes políticos formados na política, o que infelizmente está cada vez mais raro. Ele vem de uma família tradicional que resistiu a ditadura militar e tem um histórico de governo popular no nordeste. A perda de um líder como ele será sentida não só no contraste político desta eleição, mas no aspecto político brasileiro como um todo.”
Júnior Favacho (PMDB), presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Amapá
“Mais que uma promessa da política, Eduardo Campos já protagonizava uma das mais belas carreiras públicas no país e um campeão de aprovação popular em seus dois mandatos como governador. Perde o seu Pernambuco, perde a política brasileira, um de seus grandes expoentes."
Janete Capiberibe (PSB), deputada federal
“A candidatura de Eduardo Campos traria grandes novidades e mudanças para a Amazônia, a indústria naval e para todo o nosso Brasil. Conheço a família e me solidarizo com essa perda tão jovem.”
Dalva Figueiredo (PT), deputada federal, no Twitter‏
"Lamentável a morte de Eduardo Campos na queda do avião do candidato a presidência pelo PSB."
Davi Alcolumbre (DEM), deputado federal, no Facebook
"Acima de tudo um pai de família, irmão, filho e amigo. Um cidadão no exercício de seu trabalho. Essa tragédia com Eduardo Campos, nos deixa muito triste. Perdemos hoje um grande homem e liderança política. Meus pêsames a família de todos os tripulantes desse avião."
Luiz Carlos (PSDB), deputado federal, no Facebook
"A nação brasileira acaba de perder uma de suas lideranças mais expressivas. Eduardo Campos faleceu buscando seu sonho, apresentava com dignidade seu nome como alternativa para melhorar a vida dos brasileiros. Envio aos seus familiares minhas sinceras condolências, que Deus os conforte neste momento difícil."
Bruno Mineiro (PT do B), deputado estadual e candidato ao governo do AP
"A morte de Eduardo Henrique Accioly Campos neste 13 de agosto de 2014, interrompe um ciclo de renovação nos quadros da política nacional. Ele acabara de completar 49 anos, no último dia 10 de agosto. O desaparecimento de Campos, além da imensa dor que deixa entre seus amigos e família, abre um vácuo na política nacional."
Gilvam Borges (PMDB), presidente do PMDB-AP e candidato ao Senado, no Twitter‏
"Extremamente triste a notícia da trágica morte do ex-governador Eduardo Campos. Me solidarizo com família, amigos e simpatizantes."

Coluna Argumentos, quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Centroavante

O secretário do Planejamento do GEA, Ramalho, foi escalado pra desfazer o nó provocado pela matéria da Veja em que o Amapá figura entre os estados onde as atuais gestões aumentaram o endividamento. Ontem, no rádio, disse que a dívida da CEA foi a responsável.

Números

A dívida da CEA, segundo Ramalho, é de R$ 1,1 bilhão. Mas em recente entrevista, Marcos Drago, da Eletronorte, diz que houve perdão dos juros e a dívida caiu para R$ 750 mil e só falta pagar R$ 250 mil.

Como é?

Ramalho diz que a atual gestão tem um endividamento de R$ 1,5 bilhão “perfeitamente equacionável”. Mas tirando R$ 1,1 bi que não são mais da CEA o que sobre é uma dívida cuja origem não sabemos. Ou não?

Vixe!

A coluna apurou que existe muita coisa por debaixo do tapete com relação ao endividamento da CEA com a Eletronorte. Vários governadores têm responsabilidade sobre esse rombo nos cofres do AP.

Impunes

O fato é que a Lei de Responsabilidade Fiscal, tida e havida como a solução para esse tipo de irresponsablidade administrativa ainda não emplacou. Sim, pois punição que é bom ainda não vimos.

Em boas mãos
Responde pelo nome de Anne Oliveira (foto) a coordenação do PACS (Programa de Agentes Comunitários de Saúde) nos bairros Infraero e Buritis. A coluna conferiu dia desses a atuação da equipe dela e viu a importância da prevenção.

Mimo
Colega jornalista Narjara Costa ficou feliz da vida com esta lembrancinha de sua terra-natal, o Maranhão. A coluna deu de presente uma garrafa do delicioso Guaraná Jesus que ela adora desde os tempos do jardim de infância. Uma pena não ter pra vender aqui.

Mineração

Leonardo Quintão (PMDB/MG), relator do novo marco regulatório da mineração, afirmou ontem (12) que o projeto de lei (PL) está pronto desde dezembro do ano passado, mas que disputas políticas atrasaram a ida do texto para votação no Congresso Nacional. O objetivo do deputado é que o PL seja votado assim que as eleições de 2014 terminarem.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Blogueiro experiente analisa cobertura da mídia na tragédia de Santos

Tela Plena

Como se constrói uma cobertura jornalística


Por  | Tela Plena – 8 horas atrás

O local do acidente: palco da cobertura jornalística (foto: reprodução)


Uma coisa que você precisa saber sobre jornalistas: eles são bem menos ideológicos do que algumas pessoas querem fazer crer. A notícia está para o jornalista como um paciente está para um cirurgião. Tenta-se fazer o melhor porque é o que deve ser feito. Um evento, seja uma denúncia ou um acidente, cria um processo bastante parecido com uma corrida. No caso, sai na frente quem consegue a notícia inédita, a informação exclusiva, o depoimento em primeira mão. Pontua também quem está melhor preparado para enfrentar eventos inesperados. O acidente de avião que vitimou sete pessoas na manhã de ontem, entre elas o candidato à presidência Eduardo Campos, mostrou que a teoria, na prática, é outra.
Leia também:
No jornalismo, assim como na vida, nunca estamos preparados para a morte, por mais que pensemos ao contrário. E foi nesse despreparo que começou a cobertura sobre o acidente em Santos. Primeiro veio o boato de que um helicóptero havia caído em um bairro da cidade litorânea. Em seguida o helicóptero se transformou em avião. Não demorou muito para que se descobrisse que os passageiros do avião pertenciam ao staff de Eduardo Campos, o candidato à presidência da República pelo PSB. Entre informações desencontradas, constatou-se que o próprio Campos estava na aeronave.
Um clima de urgência tomou conta de todos os noticiários quando surgiu a informação de que não havia sobreviventes. GloboNews chegou a colocar uma chamada no ar confirmando a morte de Campos. Tirou-a poucos minutos depois e voltou a coloca-la novamente em outros poucos minutos.
Enquanto Record News e GloboNews já estavam no obituário, a repórter da BandNews confirmava que tratava-se de um avião e não de um helicóptero. A falta de timing foi compensada quando a emissora conseguiu um depoimento em primeira mão do senador Cristovam Buarque. Pouco depois, José Luiz Datena passaria a ancorar a cobertura, que foi ao ar simultaneamente pela Band e pela Band News.
A corrida pela notícia também tem suas escorregadelas, que às vezes não são poucas.O repórter da Globo perguntou para Cristovam Buarque (sim, ele deu entrevistas para vários canais): "o senhor, que é de Pernambuco, como acha que o povo pernambucano está recebendo essa notícia?". Ainda na Globo, a repórter quis saber do chefe dos bombeiros, encarregados de vasculhar os escombros depois do acidente, se a chuva ajudava ou atrapalhava os trabalhos.
E aí começou a segunda fase da cobertura: o momento de acionar os especialistas. E eram dos mais variados tipos - peritos em aviação, em meteorologia, em política. A primeira e mais frequente questão era "por que o avião caiu?"; seguida por "Marina Silva irá assumir o papel de candidata do PSB?".
Vale ressaltar que, enquanto em todas as emissoras abria-se espaço para a cobertura - o "Mulheres", na Gazeta; o "Programa da Tarde" na Record - a RedeTV! seguia firme com o programa "Igreja Universal do Reino de Deus" e o SBT mostrava os barracos de "Casos de Família". RedeTV! só passaria a registrar o acidente no "A Tarde é Sua", de Sonia Abrão, e SBT faria um boletim especial lá pelas 16h.
Enquanto isso, o chefe dos bombeiros não aguentava mais responder perguntas óbvias e sem sentido e surgia uma batelada de repórteres e comentaristas com conhecimento em aeronáutica. Era a terceira fase da cobertura, quando jornalistas viram sabujos de caça farejando o ar atrás de vestígios sobre o acidente. Surgem depoimentos de moradores, gravações feitas por rádio-amadores, vídeos de vizinhos. Tudo pode levar ao verdadeiro motivo que levou o avião a cair.
A cobertura ganhou dois tons: Nos canais de notícia, como GloboNews e Band News, o tratamento era analítico - muitos experts e debates. Já em canais como Record e Band o tratamento era dramático e emotivo.
A quarta fase da cobertura ocorreu nos jornais noturnos. Mais ajustados e munidos de informações consistentes, âncoras e repórteres estavam contidos e objetivos. Muitos prepararam especiais, depoimentos, retrospectivas. O SBT recuperou o tempo perdido colocando uma edição especial do "Conexão Repórter" em uma alentada cobertura do desastre.
A quinta fase começa hoje e vai durar até um próximo evento avassalador. Pode parecer cruel, mas assim é a notícia e a vida, que seguem adiante.

Jeferson de Sousa é jornalista há 26 anos. Trabalhou em alguns dos principais veículos do país, como os jornais Folha da Tarde e O Estado de S. Paulo e as revistas Bizz, Contigo, Raça, Viagem e Turismo, Sexy e Playboy, na qual foi redator-chefe por sete anos. Assiste TV o tempo todo, mesmo quando está fazendo outras coisas. Acredita que pode existir vida inteligente na telinha, embora muita gente se esforce para extingui-la.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Ibope divulga a primeira pesquisa para governador e senador do AP

O Ibope divulgou, ontem, a primeira pesquisa do instituto sobre as intenções de voto aos sete candidatos que concorrem ao governo do Amapá nas Eleições 2014. Waldez (PDT) aparece com 40%; Lucas Barreto (PSD) tem 15% e Camilo Capiberibe (PSB) registrou 12%. Além deles, Bruno Mineiro (PT do B) e Jorge Amanajás (PPS) tem 7%. Eles são seguidos por Genival Cruz (PSTU) 2%; e Décio Gomes (PCB) com 1%. Branco/nulo: 9% - Não sabe/não respondeu: 7%. A pesquisa foi encomendada pela Rede Amazônica e ouviu 812 eleitores em seis municípios amapaenses, no período de 8 a 10 de agosto. A pesquisa foi registrada no TRE-AP sob o protocolo Nº AP-00003/2014 e no TSE sob protocolo Nº BR-00348/2014. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso significa que há probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Rejeições

A pesquisa do Ibope também aferiu a taxa de rejeição de cada um dos candidatos, isto é, aquele em quem o eleitor diz que não votará de jeito nenhum. 

- Camilo Capiberibe (PSB): 68%

- Waldez Góes (PDT): 16%

- Jorge Amanajás (PPS): 6%

- Bruno Mineiro (PT do B): 5%

- Lucas Barreto (PSD): 5%

- Genival Cruz (PSTU): 4%

- Décio Gomes (PCB): 2%

- Poderia votar em todos: 1%

- Não sabe/não respondeu: 7%


Avaliação do atual governo

A pesquisa também ouviu a opinião dos eleitores sobre a administração do governador Camilo Capiberibe até o momento. Segundo o Ibope, 50% dos eleitores classificaram a administração como "péssima". Outros 20% afirmam que ela é "regular". Os que dizem que a administração é "ruim" somam 15%. Classificaram como "boa" 9% dos eleitores. 4% dos eleitores classificaram a gestão como "ótima" e 2% não sabem ou não responderam.


Conforme informa o jornal “O Globo”, para o Senado, a pesquisa do Ibope apontou que Gilvam Borges tem 31% das intenções de voto. Ele está na frente de Davi Alcolumbre, que tem 20%. Em seguida vem Dora Nascimento e o Promotor Moisés, com 5%. Os números também são equivalentes à pesquisa de “O Tablóide”. Nela, Gilvam Borges apareceu com 35,66% das intenções de voto e Davi Alcolumbre com 15,15%; Dora Nascimento, 5,35%; Raquel Capiberibe, 4,20% e Promotor Moisés, 3,26%.
Postado por Amapá no Congresso 


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

DE JIPE PARA O NORDESTE: Família amapaense embarca para São Luís

TURISMO / O editor do Blog Sou Jipeiro mergulha na reportagem e embarca com a família para uma aventura a bordo de um 4x4 até São Luís do Maranhão
A decisão de fazer uma viagem de férias com a família passa pela escolha do meio de transporte. Ir de carro próprio tem lá suas vantagens, como, por exemplo, estreitar ainda mais os laços de convivência familiar. 

Cleber Barbosa
Editor de Turismo

Só o fator da economia com passagens aéreas já teria valido a pena, afinal, o valor das despesas com combustível do jipe daria para comprar apenas uma passagem aérea para toda a minha família – esposa e quatro filhos. Mas viajar de jipe pelo interior do país oferece muito mais, afinal poder conviver com a prole por dez dias consecutivos, fazendo tudo junto e ainda conhecendo o Brasil por outro plano que não aquele onde as cidades se apequenam da janela do avião tem lá seu valor. Foi uma viagem inesquecível.
Como o Amapá é praticamente uma ilha, o trecho até Belém foi feito de avião. A partir da capital do Pará se descortina à nossa frente um leque de possibilidades até onde nossas rodovias federais e estaduais alcançam. Mas o destino já estava previamente escolhido. Queria levá-los para São Luís, no Maranhão, onde morei por mais de oito anos. Foi nos anos 80, quando muitos adolescentes como eu tinham que buscar outros centros para estudar, lembra? Então era uma volta ao passado, levando a família do presente para constatar aquilo que só as histórias que eu contava ou as velhas fotos de papel diziam.

Contrastes - A primeira importante constatação para a turminha era ver como uma grande cidade é agitada e desenvolvida. No caminho, pela BR-316, dá certa angústia quando o trecho duplicado termina, com o vai-e-vem de carretas e ônibus agora muito mais próximos da gente. Mas as condições gerais da estrada são boas e ver os letreiros “Belém-Rio” ou “Salvador-Belém” nos gigantescos ônibus-leito mostram que tem turista que vai rodar muito mais que a gente.
As paradas para lanchar ou fazer as demais refeições – ou para um pipi – proporcionam interagir com outras pessoas, com outros costumes e também com o linguajar de brasileiros autênticos, puros e até engraçados. Em Gurupi, na divisa do Pará com o Maranhão, foi preciso fazer uma parada forçada, para substituição do rolamento da roda traseira. Mas foi lá, já em território maranhense, que pude apresentar a eles uma das delícias dos tempos que morei lá, o Guaraná Jesus.

Números - A vontade de ir de Belém a São Luís passa necessariamente pela decisão de escolher uma das duas rotas rodoviárias. Ir pela BR-135 (via Santa Inês) e acessar a Ilha de São Luís só por terra. São 803 quilômetros. A outra alternativa é ir por Alcântara, mais curto (550 km) porém sendo obrigado a fazer a travessia da Baía de São Marcos de ferry-boat, que leva uma hora e meia. Essa foi nossa escolha e valeu muito à pena.


“O mar é salgado como pipoca pai”, diz a filha
"Fiquei preocupada no início, afinal a gente vê tanta notícia de acidentes nas estradas, mas valeu a pena essa viagem".
Nádia Barbosa, turista

Minha filha Bruna Valentine, de quatro anos, sempre foi apaixonada por balneários, nem ligando para a água gelada de alguns banhos que já a levei, como o Pedra Preta e o Água Fria, na Serra do Navio. Mas o que ela queria mesmo era ver o mar. Dizia sonhar com ele e acalentava o desejo de fazer castelos de areia e catar conchinhas na beira da praia. E ela finalmente pode fazer tudo isso nas praias de São Luís, cujo mar é muito limpo e a areia branquinha. Já o primeiro mergulho foi para ela uma constatação: “Pai, o mar é salgado como pipoca”, disse. Depois se acostumou. 
Entre as mais belas praias do litoral de São Luís, estão a Ponta D’Areia (onde nos hospedamos), a do Calhau, Olho D’Água e Araçagi. Esta última nem fica em São Luís e sim São José de Ribamar. Mas vale o ingresso amigos, pois lá tem toda uma estrutura para atender o turista. Com o detalhe de você poder descer com o carro para a praia, coisa que não acontece nas demais praias de São Luís. Detalhe: só não podemos perder a hora de sair da areia, pois quando a maré sobe o carro pode atolar. Ah, outra dica, não deixe seus filhos chutarem a bola pra longe... (o vento é forte, o litoral extenso e papai está meio fora de forma física). 

A alegria dos filhos, a intensidade do convívio, coisas que não têm preço
Se pudesse definir apenas uma das vantagens de se fazer turismo de carro diria que é a possibilidade de intensificar o convívio com a família. Sim, pois na correria do nosso dia-a-dia quase não temos tempos para curti-los como deveríamos. Já vi relatos de gente que diz não ter percebido o crescimento dos filhos, de pais que perderam deliciosos capítulos do aprendizado deles, frases, situações, reflexões e constatações. Não se iluda, nossos filhos são excelentes observadores. Então amigo, dizer o que das anedotas contadas a bordo, as músicas do Luan Santana que minha filha pedia para eu repetir no som do carro e até os pedidos urgentes para abrir as janelas pois tinha ‘pum’ pedindo pra sair...
A metrópole de São Luís oferece bons restaurantes, uma rede hoteleira boa também e acessível. O hotel Soft Inn que a gente ficou é muito bem localizado e tem diárias para apartamentos duplos ao custo de R$ 110. Há também muitas opções de shopping center. Minha esposa diz ter gostado da variedade e também das ofertas, coisa de uma cidade com economia pujante. Foi muito bom reencontrar o Maranhão vinte anos depois assim, com boas soluções para a mobilidade urbana, com ruas limpas e com excelente estado de manutenção da pavimentação. O Centro Histórico também. Tombado como Patrimônio Cultural da Humanidade, recebeu generosos recursos para sua revitalização. Os azulejos e ruas estreitas são uma viagem ao passado que a gente só lia nos livros e nos filmes. 
O tempo – e o dinheiro – não foram suficientes para a gente conhecer outros atrativos do Maranhão, principalmente o interior como o município de Barreirinhas, onde fica o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Ficou um gostinho de quero mais. No próximo domingo a gente termina essa cobertura especial da viagem, com as reflexões sobre o Estado do Pará. 

VANTAGENS
- O prazer de dirigir também é um dos motivos que leva as pessoas a preferir viajar de carro. 
- Podemos citar o conforto, a liberdade, a autonomia, você é o dono do seu tempo, você decide onde quer parar e por quanto tempo. 
-  O carro pode significar economia nos seus gastos durante uma viagem, é só planejar. 
- Tome alguns cuidados e curta seu tempo no volante.

R$ 70
Preço médio de uma corrida de táxi numa distância de 45 Km. É o valor da diária de um carro alugado.

ENCONTRO COM O MAR

Coluna Argumentos, domingo e segunda-feira, 10 e 11.08.2014

Beleza

Até o fechamento da coluna, ontem, não havia terminado o Miss Brasil 2014. Mas o Amapá foi bem representado por Daiane Uchoa, de 23 anos, 1.74 m de altura, natural de Macapá e que representou Ferreira Gomes no Miss Amapá. Ela estuda Direito e é modelo.

Texto

Em um artigo publicado no jornal O Estado do Maranhão, o senador José Sarney fala do Amapá e de como foi acolhido pela população local. E também presta contas lá sobre o que fez pelas bandas de cá.

Estado

Em dado trecho do texto escrito por Sarney, ele narra o cenário da convenção em que anunciou que não mais disputaria uma eleição. “Encerro uma etapa da minha vida, vitorioso e sem mágoas”, encerra Sarney.

Termômetro

O Ibope sairá às ruas de vários municípios do Amapá nos próximos dias para a primeira de uma série de três rodadas de pesquisas para medir a intenção de votos na sucessão estadual. E também pro Senado.

Rádio

Diretores do Sebrae-AP, João Avarenga e Valdeir Garcia foram ontem ao Conexão Brasília falar do sucesso do Fórum Sebrae de Educação e Empreendedorismo. Tema “Inspiração para Líderes”.

Tocante
A motorista deste carro usou de criatividade e sensibilidade para dizer da saudade do pai, que não está presente para as comemorações do dia de hoje. “Pai escape um pouquinho do céu e venha me abraçar”, escreveu a filha. 

Rotina
Infelizmente virou lugar comum o noticiário policial dizer que mais uma morte foi registrada no trânsito de Macapá. E na Rodovia do Curiaú. Ontem foi uma moça que pilotava uma moto que colidiu com outra, cujo condutor ficou gravemente ferido. Até quando?

Aplausos

Associados do Jeep Clube de Macapá saíram às ruas ontem acompanhando um pelotão de ciclistas que fazem parte do Clube do Pedal. Foram engrossar o coro daqueles que clamam por paz no trânsito do Amapá. E também para reverenciar a memória de Roberto, o Bob, um ex-gordinho que deu a volta por cima virando atleta e liderança desportiva.

Coluna Argumentos, sábado, dia 09 de agosto de 2014.

Memória

Quinze obras escritas por professores e estudantes dos cursos de pós graduação da Unifap serão lançadas no próximo dia 15, a partir das 17h, na rádio da Universidade. Ao todo, 27 livros fazem parte da primeira coleção da Editora Universitária da instituição.

Exagero

Tem coisas que a mídia leva ao pé da letra. É demais. Fizeram um barulho daqueles após Dilma ter dito em uma igreja evangélica que o Brasil é um país laico, mas que “feliz é a Nação em que Deus é o senhor”.

Parceiros

TCU e TCE-AP estreitam relações com prefeitos,  gestores públicos e a população do Amapá. Na 2ª feira promovem o Seminário “Diálogo Público - para a melhoria da governança pública”. Será na Unifap.

Funciona

O Portal da Transparência do Governo Federal é uma iniciativa da Controladoria Geral da União (CGU), lançada em novembro de 2004, pra assegurar a boa e correta aplicação do dinheiro público.

Mistura

Deputados aprovam aumento de mistura de biodiesel e etanol em combustíveis. A medida provisória ainda precisa ser analisada pelos senadores antes de seguir de volta ao Palácio do Planalto.

Doença
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou epidemia de ebola na África, que já matou quase mil pessoas. Mineradoras brasileiras que atuam lá, como Vale e ArcelorMittal, tiveram que paralisar projetos. Fato lamentável.

Horários
O TRE-AP informa os novos  horários do Protocolo e da Secretaria Judiciária (Sejud). Até a diplomação dos eleitos no pleito deste ano, o funcionamento da Sejud será em regime de plantão, no horário das 8h às 19h. Aos fins de semana, das 15h às 19h.

Na conta

Gabinete do senador Sarney divulga nova parcial de repasses federais para o Amapá no mês. Saiu o dinheiro para uma creche no bairro Renascer, em Macapá; sistema de abastecimento de água em Macapá; e construção de 84 unidades habitacionais no município de Santana, bairro Elesbão. No total os investimentos somam R$ 9 milhões nesta parcial.

Camilo vai terminar o mandato com o Amapá mais endividado

Segundo levantamento do site UOL, com base em dados do Tesouro da Fazenda, em dezembro de 2013 o governador já havia comprometido 26% do orçamento do Estado em dívidas. Em 2010 o comprometimento era de apenas 18%. Em dezembro do ano passado a dívida do Amapá já era de R$ 900 milhões.

Camilo Capiberibe vai deixar uma herança de mais de R$ 1 bilhão em dívidas para o seu sucessor. Camilo Capíberibe (PSB) está entre os nove, dos 27 governadores, que devem entregar aos seus sucessores, no dia 1º de janeiro de 2015, um Estado mais endividado do que encontraram. Segundo o Tesouro da Fazenda, as 27 unidades da federação deviam, no final de 2013, nada menos que R$ 50 bilhões. A conta do Amapá era de R$ 900 milhões. Isso coloca o Estado entre os nove cujos governadores vão deixar para os novos eleitos uma dívida maior do que receberam de seus antecessores. Tem mais: dois desses governadores são do PSB (Camilo Capiberibe, do Amapá, e Renato Casagrande, do Espírito Santo). Mas Camilo é o que vai deixar seu Estado mais endividado - ele comprometeu até o final do ano passado 26% do orçamento, enquanto seu camarada capixaba comprometeu somente 21% das finanças do Espírito Santo. O nível de endividamento de um Estado é calculado na comparação com a receita corrente líquida. É uma conta similar à de qualquer cidadão: Se você tem uma renda de R$ 1.000, e paga R$ 300 por mês de dívidas (compromete 30%), está mais endividado do que outro que ganhe R$ 2.000 e paga R$ 500 mensais (25%). No caso dos Estados, a comparação foi feita com base em dados do balanço final de 2010 e de abril de 2014. Nesse período, Amapá, Acre, Espírito Santo, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins passaram a comprometer percentualmente mais a receita com a dívida. Segundo o economista do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Alexandre Manoel, mais endividados, os Estados passam a pagar prestações maiores, comprometendo ainda mais os apertados orçamentos das unidades e reduzindo, teoricamente, o poder de investimento futuro. (...)


Leia a matéria completa do “A Gazeta”, clicando aqui.

Artigo do ex-presidente do Brasil e senador pelo Amapá José Sarney

“Para manter o Brasil na vanguarda mundial”


A Carta brasileira de 1988 colocou o nosso país na vanguarda mundial, ao constitucionalizar a defesa da natureza. Garantiu o direito ao ambiente equilibrado, à sadia qualidade de vida, além de impor ao poder público e à coletividade sua defesa e preservação. Obrigou a manutenção dos processos ecológicos das espécies e ecossistemas, bem como o prévio estudo de impacto ambiental decorrente de obra ou instalação potencialmente poluidora de significativa degradação do meio ambiente.
A nova Carta declarou como patrimônios nacionais a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira. Dentro do mandamento constitucional, em outubro de 1988, meu governo reforçou a prioridade conferida ao tema e instituiu o Programa Nossa Natureza, com foco principal na Amazônia, e com o objetivo de estabelecer condições para a utilização dos recursos naturais e prevenção do seu uso.
Assim, como resultado dos levantamentos realizados por uma equipe de pesquisadores e cientistas — diga-se de passagem, o primeiro grande diagnóstico feito no Brasil nessa área — foram suspensos os incentivos fiscais a projetos agropecuários na área de floresta tropical. No campo normativo, o Programa Nossa Natureza, concluídos os estudos iniciais, em abril de 1989, propôs seis importantes projetos de lei, que foram aprovados pelo Congresso.
Além disso, sugeriu dezesseis decretos e mais vinte portarias. Menciono, entre as leis, a que criou o Fundo Nacional do Meio Ambiente e a regulamentação do uso de agrotóxicos. Decorreram das avaliações do Programa Nossa Natureza a criação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a extinção do IBDF, da Sudhevea, da Sudepe e da Sema — entidades públicas cujas atuações se traduziam mais em prejuízos do que em benefícios para o uso sustentável dos recursos naturais.
Em seu primeiro ano de funcionamento, o Ibama, por meio de medidas eficientes e ações bem planejadas, reduziu em 30% as queimadas e desmatamentos na Amazônia.
Tenho certeza que, a partir do Programa Nossa Natureza e da fundação do Ibama, os brasileiros fortaleceram a consciência ecológica, da defesa da natureza. Registro, a propósito, que tomei a iniciativa de trazer para o Rio de Janeiro a Conferência sobre Meio Ambiente da ONU de 1992, com a minha determinação de recomendar ao ministro das Relações Exteriores percorrer o mundo, buscando o apoio dos chefes de Estado para a pretensão brasileira.
Queria provar o nosso pioneirismo na proteção ambiental, no desenvolvimento sustentável. Dessas demandas resultaram a conferência de 1992 e, agora, a Rio+20, que continua mantendo o nosso país na vanguarda das questões ambientais.

José Sarney foi governador, deputado e senador pelo Maranhão, presidente da República, senador do Amapá, presidente do Senado Federal. Tudo isso, sempre eleito. São mais de 55 anos de vida pública. É também acadêmico da Academia Brasileira de Letras (desde 1981) e da Academia das Ciências de Lisboa.

(Publicado na edição de 3/4 de agosto do Diário do Amapá)

Sem informação: Camilo e Genival não entregam declaração parcial de gastos de campanha


Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou o balanço da primeira prestação de contas parcial dos candidatos ao Governo do Amapá. Os dados foram fornecidos pelas próprias campanhas dos governamentáveis.

Os candidatos Camilo (PSB) e Décio (PCB) não disseram à Justiça quanto arrecadaram, nem em que gastaram o dinheiro de campanha. Cinco, dos sete candidatos ao Governo do Estado, entregaram suas prestações parciais de conta de campanha à Justiça Eleitoral, indicando a origem do valor recebido e em que foi investida cada quantia. Apenas os candidatos Camilo Capiberibe (PSB) e Décio GOmes (PCB) não fizeram a prestação parcial de campanha. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou o balanço da primeira prestação de contas parcial dos candidatos ao Governo do Amapá. Os dados foram fornecidos pelas próprias campanhas dos governamentáveis. (...)


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