quinta-feira, 18 de julho de 2013

DA ÁFRICA PARA A AMAZÔNIA: A saga da Mazagão dos amapaenses

TURISMO / Uma das principais atrações históricas e turísticas  do Amapá, a bucólica Vila de Mazagão desnudada como um dos destinos turísticos do interior do Amapá

Com população originariamente descendente da África e de Portugal Mazagão é uma das, senão, a mais importante cidade no contexto histórico do estado do Amapá. A poucos quilômetros de Macapá aproximadamente 35 km, a paisagem atrai os amantes da natureza e as águas dos rios que cortam o município atraem para um banho refrescante ao som dos pássaros que povoam as matas.

História - Sua criação se deu por volta de 1770, às margens do rio Mutuacá por famílias que, em 7 de junho, foram transferidas da possessão portuguesa Mazagão em Marrocos para Belém do Pará e depois para “Vila Nova de Mazagão” criada em 23 de Janeiro de 1770, hoje Mazagão Velho.

Do total de 340 famílias, algumas com escravos, que chegaram à cidade de Belém em 1770 e em 1773 foram para Nova Mazagão. Nem todas seguiram o mesmo destino, algumas ficaram na capital paraense e em cidades do interior descumprindo a ordem inicial de se fixarem na nova povoação. Somente 136 famílias chegaram ao destino final. (Edgar Rodrigues-historiador).

A saída das famílias de portugueses e dos seus escravos, da Mazagão africana, deu-se em conseqüência da situação de conflito vivida entre cristãos e mouros (islamitas), das terras inférteis e sob a justificativa portuguesa do uti possidetis – o direito de posse a quem efetivamente tiver povoado –, o que garantiria o efetivo domínio português das terras entre o norte do rio Amazonas e a Guiana Francesa (Júnia Ferreira Furtado, professora do Departamento e Programa de Pós-graduação em História da UFMG). Assim, Portugal teria a obrigação do povoar todos cantos do Brasil para continuar a sua soberania na posse das terras “descobertas”.

Em 1833, Nova Mazagão perde o seu status inicial de vila retornando à condição de povoado com a denominação de Regeneração, subordinado administrativamente à Macapá. Já em 1890 é criado o município de Mazagão através da Lei 226 de 28 de novembro, com os distritos de Mazagão Velho (antiga Vila Nova de Mazagão e povoado de Regeneração), Maracá e Carvão; limitado pelos municípios de Santana, Porto Grande, Pedra Branca do Amaparí, Laranjaldo Jari e Vitória do Jari.

* Pesquisa e fotografias:  Dércio Damasceno

A vida que segue com a produção extrativista

As formas de subsistência predominantes em Mazagão são o extrativismo e agricultura, existem no município vários projetos de manejo do açaí, coleta e beneficiamento de Castanha-do-Brasil e piscicultura, mas, também há ocorrência de artesanato e marchetaria envolvendo comunidades das zonas rural e urbana. Em Mazagão o turismo religioso é marcante principalmente durante o mês de julho, quando acontecem as festividades de São Tiago onde ocorrem encenações de batalhas travadas entre Mouros e Cristãos com destaque para a aparição de um soldado que, segundo a lenda, destacou-se na batalha levando os cristãos à vitória, esse soldado seria o santo padroeiro da cidade: São Tiago.
A festa da piedade é outra manifestação religiosa que atrai muitos turistas, pois, ela ocorre a partir do dia 26 de junho se estendendo até início de julho sendo replicada nos distritos e comunidades. De 16 a 24 de agosto a população mazaganense também realiza a festa do Divino Espirito Santo em que o destaque da comemoração, no seu segmento profano, são as apresentações de Marabaixo, dança típica do estado do Amapá, regadas à gengibirra, uma bebida produzida com raiz de gengibre e cachaça.

Bons motivos para visitar a bucólica vila de Mazagão para os turistas

Como chegar - Para se chegar à Mazagão, sede do município e demais distritos, Mazagão velho, Carvão e Maracá partem vans e micro ônibus do centro de Macapá com preços a partir de seis reais. As viagens duram em torno de 45 minutos.

Onde ficar - No centro de Mazagão há hotéis e pousadas com diárias individuais a partir de 50 reais, incluindo café da manhã. No distrito de Mazagão Velho também há pousadas, área de acampamento e residências familiares que hospedam os visitantes para as festividades de São Tiago. As mais humildes custam por volta de 30 reais a diária e as mais sofisticadas 70 reais por pessoa.

O que comer - No café da manhã sempre se encontra tapioquinha com manteiga, queijo e outras variedades; pão caseiro e macaxeira cozida. No almoço e jantar prato típico local é o Camarão-no-bafo que pode ser o regional (Macrobrachium amazonicm) ou o Camarão Pitú (Macrobrachium carcinus), mas, também várias espécies de peixes são servidas, principalmente o pirarucu (Arapaima gigas), dourada (Sparus aurata) e pescada amarela (Cynoscion acoupa). O custo do café da manhã pode sair a partir de 2 reais e as refeições de 8 a 60 reais dependendo do preparo e tipo de alimento.

Arqueologia - Outra atração, mas, ainda com pouca visitação são os sítios arqueológicos onde é possível se encontrar artefatos de civilizações antigas, no distrito do Maracá, e as ruínas das antigas edificações do princípio da Vila Nova de Mazagão, também no cemitério e na velha igreja.


CURIOSIDADES

- A origem da toponímia "Mazagão" é controversa. João de Sousa afirma que o nome provem da expressão em língua árabe "El ma Skhoun", com o sentido de "água quente"
- A versão mais plausível é que o nome seja de origem berbere uma vez que se encontra registado pelo geógrafo Muhammad Al-Idrisi, no século XI, o nome original pronunciado como "Mazergan" com o significado de "amolar".

1770
Este foi o ano do início do povoamento da Vila de Mazagão Velho, que originou aquela comunidade.

CARTÃO-POSTAL


"Temos que preparar o Amapá para o crescimento econômico"

cad4-1 milhomemllO deputado Evandro Milhomen (PCdoB-AP), como coordenador da Bancada Parlamentar amapaense, é um dos principais plantonistas, em Brasília, de tudo o que diz respeito ao estado que se prepara para em poucos anos alcançar o status de competir com o resto do país em desenvolvimento econômico. Nessa labuta, ele elege como bandeiras de luta permanentes a construção de obras estruturantes como rodovias, aeroporto, Porto de Santana, banda larga e energia elétrica. Isso sem descuidar da visão macro que tem do Brasil como um país que vai bem em ações de governo, mas que precisa dar mais atenção às necessidades prementes da população. Acompanhe parte da entrevista do deputado Milhomen dada com exclusividade ao Diário do Amapá.

Diário – O que o senhor acha, deputado: Natan Donadon, de Rondônia, está na cadeia, condenado pelo STF. O pessoal do mensalão terá o mesmo destino? 
Milhomen – Não poderia emitir opinião se terá ou não, embora o julgamento de Donadon seja também por acusação à corrupção por desvio de oito milhões de reais. Ele passou 13 anos para poder cumprir essa condenação. Com relação ao mensalão, ela tem um tempero político que deve trazer ainda muitos debates. Eu tenho dúvida porque acho que se passou por cima de muitas etapas pra chegar às condenações. Não deveria ser dessa forma. Muitos não cumprian mandatos. Então não cabia ao STF logo fazer o julgamento em última instância. O desembargador Luiz Carlos, aqui, disse que houve exagero na hora de instrumentalizar o processo do mensalão – saiu-se da primeira possibilidade pra última. Houve um procedimento fora da normalidade do Supremo. O que diz o Direito é a presunção da inocência e não a presunção da culpa. Você tem que provar que a pessoa é culpada, não ela que tem que provar que é inocente, e esse fato é muito importante porque eu vejo que qualquer pessoa pode se vítima de um processo como esse, sem poder ter direito de cumprir as fases da defesa. Então não tenho muita certeza se acontecerá o mesmo com os que foram envolvidos nesse processo do mensalão, comparando com o caso Donadon.
Diário – O PCdoB é da base de apoio do governo federal do Partido dos Trabalhadores. PT, o grande responsável pela indignação dos brasileiros. Isso não incomoda os comunistas?
Milhomen – Não. Eu tenho um entendimento diferente. Não acho que o PT é o grande responsável por isso. Nós temos um histórico neste país construído pelo PT nesses dez últimos anos em que melhorou a vida de muita gente, de milhares de pessoas. Um programa vitorioso, embora tenhamos esses problemas de saúde, educação e mobilidade urbana. Temos por outro lado um país em crescente geração de emprego, o que sempre foi um grande problema para nós. Ontem mesmo eu vi dados do Sine dizendo que houve crescimento de 30% neste semestre. Hoje o país vive uma estabilidade econômica, embora com a ameaça de inflação, mas para quem viveu inflação de 80%, isso é bom. A economia mundial está em crise permanente desde 2009. Precisamos entender que isso reflete no país, porque o Brasil também depende dos outros países. Dizer que o Brasil hoje está um caos, não é verdade. Estamos bem, apesar dos problemas que enfrentamos. Nós do PCdoB somos aliados do governo, como outros partidos também são. Emtão não é p PT que governa sozinho, mas um conjunto de partidos, e creio que essa grande mobilização nacional só fez um favor a quem governa: chamar a atenção – olha, estou dizendo que não está bom, mas podemos melhorar.
Diário – Que leitura o senhor faz da queda de popularidade da presidente Dilma?
Milhomen – Considero a queda da popularidade da presidente Dilma por esse evento das manifestações, principalmente pela falta de diálogo. Quando Lula dirigia o país, tínhamos um governo que debatia com a sociedade. O Lula conversava com as conferências nacionais; tinha um Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social que reunia mensalmente para discutir o país; também o Conselho Político que reunia com o Presidente da República para discutir a situação política. A presidente Dilma deu um corte na relação direta com a sociedade. As conferências comandadas por ela não têm sido frequentes; o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social não se reuniu mais, e o Conselho Político se juntou agora com esse problema da crise. Então a popularidade que a presidente tinha pela ação de governo foi sufocada por um grito de insatisfação, tanto que quano você olha a queda na pesquisa do ótimo e bom, a maior parte dessa número migra para o regular, onde ela sobe para 48%. As pessoas estão nessa expectativa de ficar aguardando o que vai acontecer. Eu creio que a presidente precisa conversar mais com a sociedade, através das conferências, ações, dos fóruns, precisa dialogar por meio do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.
Diário – Como está a bancada parlamentar amapaense em Brasília. Unida ou com rusgas?
Milhomen – Quando você trata de mandatos legitimamente constituídos pelo voto da sociedade, você tem a independência de cada parlamentar e o seu interesse particular, individual na atividade política. Dizer que não existem rusgas, sempre existem, porque sempre têm interesses que se cruzam, mas a bancada, na sua quase totalidade, tem dado um exemplo muito bom de unidade naquilo que interessa ao Amapá. Sempre que chamados, os companheiros e companheiras estão prontos para atender a necessidade do novo povo. A bancada tem estado presente, deixando de lado questões ideológicas ou partidárias, e se debruçado em atender o chamado da sociedade, seja através dos governos estadual ou municipais, ou de entidades civis constituídas.
Diário – Atualmente, quais são as principais bandeiras de luta conjuntas dos deputados federais e senadores amapaenses?
Milhomen – Ainda bem que conseguimos avançar com as bandeiras permanentes, mas que já estão em processo de conclusão. Temos que fazer com que o Amapá esteja preparado para nos próximos anos assumir o desenvolvimento social com o crescimento da economia. Para isso, precisamos que as obras estruturantes estejam prontas: rodovias, aeroporto, Porto de Santana, energia, banda larga. E isso tudo está em andamento, em consonância com o que temos feito no Congresso Nacional.
Perfil...

Entrevistado. Evandro Costa Milhomen, nascido em 21 de abril de 1962, no histórico Formigueiro de Macapá, é sociólogo de formação acadêmica e deputado federal de quatro mandatos. Está na Câmara Federal desde 1999. Antes, foi eleito vereador da capital, tendo exercido apenas dois anos de mandato em virtude de logo ascender ao cargo de deputado federal com expressiva votação. Evandro Milhomen tem intensa atividade partidária, antes no PSB e agora no PCdoB. O deputado, entre as suas lutas parlamentares, defende melhores posições e oportunidades na sociedade para a população afrobrasileira e que o esporte e a cultura cumpram com as suas finalidades de formar melhores cidadãos.    

JUVENTUDE NO FORTE: Monumento aberto para as férias de julho

TURISMO / Uma das principais atrações históricas e turísticas  do Amapá ganha uma programação especial para a temporada das férias escolares do mês de julho
A velha Fortaleza de São José de Macapá está sendo uma das grandes apostas do Estado para a atração de público e de turistas para esta temporada das férias escolares do mês de julho em Macapá.
Um dos maiores símbolos da identidade turística da cidade de Macapá, a Fortaleza de São José de Macapá está reaberta ao público e é uma das grandes atrações para esta temporada de férias escolares. Com o objetivo de levar lazer, educação e conhecimento, a Fortaleza estará promovendo durante o mês de julho a programação “Férias na Fortaleza”. Durante o evento, serão apresentadas performances artísticas, exposição fotográfica, exibição de filmes, além de outras atividades artísticas.
As crianças, os jovens e os adolescentes são o público-alvo dessa iniciativa. A programação iniciou na quarta-feira (03), com as visitas das escolas municipais José Duarte e Rondônia. No encontro, as crianças tiveram a oportunidade de conhecer, interagir e aprender a história do patrimônio, através de vídeos e visitas monitoradas.
A gerente do museu, Aldinéia Machado, ressaltou a importância da realização desse tipo de atividade, onde o foco maior são as crianças. “Elas precisam entender que esse museu é delas, uma geração que é passada de pai para filho. Elas precisam ter consciência do que é a Fortaleza de São José de Macapá, pois é através da educação, da participação quando vem visitar ou quando perguntam, acabam repassando um pouco a história para outras pessoas”, afirmou.
Já no primeiro dia de atividades, testemunhos empolgados. O pequeno Victor Gabriel, de 9 anos, que cursa o 4º ano do ensino fundamental, diz que adorou muito ter conhecido um pouco da história da fortificação e de sua implantação. “Foi muito divertido e prazeroso poder visitar a Fortaleza e saber que aqui passaram escravos”, frisou o estudante.
Para este domingo a programação contará com a Exposição Fotográfica e de filmes; Instalações e Intervenções Urbanas. A partir das 14h Projeto Língua Ferina “Varal Literário, intervenções, atividades lúdicas”, na Praça central do museu; das 14h às 16h haverá a exibição de filmes “Desconhecidos”, no Auditório do museu; a partir das 16h haverá a exibição do filme “Centenário do Vinícius de Moraes”, no Auditório do museu; a partir das 16h a programação contará com a apresentação do “Canto Forte”, na Praça central do museu; encarrando a programação a Oficina estêncil, na Galeria do museu Fortaleza de São José.
A programação será retomada a partir de quarta-feira, com as excursões escolares monitoradas, sarau e atividades lúdicas. A programação encarra somente no dia 18 deste mês, com o “Dia da Família”.


Uma história de muito simbolismo e estratégia

Para suceder os redutos de 1738 (Reduto do Macapá) e de 1761 (Forte do Macapá), e dar solução definitiva à fortificação da barra norte do rio Amazonas, o Governador e Capitão-general do Estado do Grão-Pará e Maranhão, Fernando da Costa de Ataíde Teive, dirigiu-se à vila de São José do Macapá, onde, a 2 de janeiro de 1764, em companhia do Sargento-mor Engenheiro Henrique Antônio Galucio, examinou o terreno e aprovou a planta geral da nova fortaleza. 
Meses mais tarde, a 29 de junho nesse mesmo ano, foi lançada a pedra fundamental da fortaleza, no ângulo do baluarte sob a invocação de São Pedro, na presença do governador, do Coronel Nuno da Cunha Ataíde Varona, comandante da Praça, do Sargento-mor Galúcio, do Senado da Câmara e das demais autoridades civis e religiosas da vila.
O bispo D. Frei Caetano da Anunciação Brandão, que passou por Macapá em viagem pastoral em 23 de março de 1785, registou em seu diário de viagem a observação de que a fortaleza era "(...) regular, segura e espaçosa ao gosto moderno, que importou ao rei Dom José três milhões (...); porém acha-se mui falta de gente para defender."

A construção usou mão de obra índia e negra e demorou 18 anos para conclusão

A sua construção empregou, além de oficiais e soldados, canteiros, artífices e trabalhadores africanos e indígenas. Eram pagos 140 réis diários aos primeiros contra apenas quarenta réis para os segundos. Os trabalhos distribuíram-se entre as pedreiras da cachoeira das Pedrinhas, no rio Pedreiras, a cerca de 32 quilômetros de distância de Macapá (extração e cantariação), os fornos de cal, as olarias (tijolos e telhas), a logística (transporte fluvial e terrestre), além do próprio canteiro de obras em Macapá. 
O Sargento-mor Galucio veio a falecer de malária durante as obras, a 27 de outubro de 1769, tendo assumido a direção dos trabalhos o Capitão Henrique Wilckens, até à chegada do Sargento-mor Engenheiro Gaspar João Geraldo de Gronfeld. Comandava a praça, à época, o Mestre de Campo do 1º Terço de Infantaria Auxiliar de Belém, Marcos José Monteiro de Carvalho. 
No primeiro semestre de 1771 estavam concluídos os trabalhos internos, demorando-se os acabamentos exteriores até depois de 1773. Deste período (dezembro de 1772), existe planta dada pelo Governador e Capitão General do Grão Pará, João Pereira Caldas, ao Ministro Martinho de Melo e Castro (Planta da Fortaleza de S. José de Macapá, c. 1772. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa). 
O falecimento do rei D. José (1750-1777), e a exoneração do Marquês de Pombal por D. Maria I (1777-1816), trouxeram como reflexo sérias restrições orçamentárias, fazendo com que a inauguração da fortaleza só viesse a ocorrer, com as obras complementares ainda pendentes de realização, a 19 de março de 1782, dia do seu padroeiro, São José. Estima-se que foram consumidos nas obras, três milhões de cruzados. 

INFORMAÇÕES

- A Fortaleza de São José de Macapá localiza-se numa ponta de terra à margem esquerda do rio Amazonas, na antiga Província dos Tucujus, atual cidade de Macapá, no estado do Amapá, no Brasil.
- Ela é testemunha do vasto projeto de defesa da Amazônia desenvolvido pelo marquês de Pombal, as suas dimensões são comparáveis às do Real Forte Príncipe da Beira.

1764
Este foi o ano do início da construção da Fortaleza de São José de Macapá.

CARTÃO-POSTAL



“Foi muito criticado e vai continuar sendo um governo que tem 39 ministérios”

CAD4-3 DOM LUIS CARLOSdcTido como moderado, de fala mansa, mas agora que as manifestações das ruas resultaram em uma série de iniciativas provocadas pelo governo da presidente Dilma que desaguaram sobre o Congresso Nacional, o deputado federal Luiz Carlos (PSDB) sai para o embate a respeito das propostas de se fazer um plebiscito no país. Mais que isso, como advogado, ele diz saber que o tema da reforma política por si só não atende aos clamores da população que foi às ruas. Esse e outros temas foram tratados por ele nesta entrevista concedida ao programa Conexão Brasília de ontem, que foi ao ar pela Diário FM e retratados em seus principais trechos a seguir pelo Diário do Amapá. Confira.
Diário do Amapá – A partir de todas aquelas manifestações nas ruas do país, passando pelas vaias à presidente Dilma Rousseff, o dirigente maior do seu partido, o senador Aécio Neves, disse não ser o momento da oposição tirar proveito da situação. Qual sua leitura a respeito disso?
Luiz Carlos Júnior – As ruas não mandaram um recado e sim um pedido. Um recado é aquilo que a gente manda informar, pois hoje as ruas estão na verdade clamando por saúde, pedindo por educação, mais transparência, combate à corrupção, trabalho, emprego, então essa é a leitura que a gente tem que ter, dar resposta enquanto político, enquanto membro daquele grupo que ajuda a tomar decisões. Então os detentores de mandato têm a obrigação de colher isso com mais precisão para poder dividir isso com um grupo maior e transformar isso em praticidade e em resultado, o que a população quer.

Diário – E rápido, não é mesmo?
Luiz Carlos – Eu estive essa semana com o prefeito Almir [Resende] de Tartarugalzinho, que me disse que o povo não quer plebiscito, o que o povo quer é pressa, ele quer que as coisas aconteçam agora.

Diário – O movimento foi às ruas inicialmente para protestar contra o aumento da tarifa do ônibus, mas depois o que se viu foram muitas reivindicações como se a paciência da população tivesse sido minada por uma série de episódios que levaram todos a dizerem e exigirem mais mudanças, não é?
Luiz Carlos – É, o transporte realmente foi o carro chefe, só que quem já teve a oportunidade de usar o transpor público em uma grande cidade, e eu já fiz isso quando era estudante no Rio de Janeiro, então sabe o quanto isso é estressante depender de ônibus lotado, depender de transporte alternativo e em alguns casos como Macapá não ter um metrô como opção. É muito complicado e isso tudo gera indignação e foi o estopim.

Diário – Para as outras reclamações.
Luiz Carlos – Sim, pois todo dia aquilo de massacra, você perde muito tempo, dias em sua vida para poder se deslocar para o trabalho, então foi o que puxou a discussão. Veio a questão da saúde, que a gente não usa todo dia mas que quando precisa sente falta, assim como a educação que a gente sabe que num longo prazo nos conduz a uma vida melhor. Isso tudo são demandas da sociedade, portanto eu acho que a população precisa da resposta imediata e o que a gente vê em termos de resposta do governo federal é essa proposta de plebiscito.

Diário – Que o senhor não concorda?
Luiz Carlos – Eu sinceramente não e isso é uma ideia do partido, uma ideia das oposições, o clamor social não é por um plebiscito que busque a reforma política. A reforma política é necessária, quem não pensar dessa forma está focado com a lanterna para a popa, o clamor é por cortes nas despesas públicas, é por investimentos em educação, investimentos em saúde, na mobilidade urbana, transporte, trânsito, enfim, isso são os clamores da população.

Diário – E como essas repostas podem ser garantidas?
Luiz Carlos – Foi muito criticado e vai continuar sendo um governo que tem 39 ministérios, é muito ministério. Aí a gente se volta para nós mesmos e nos perguntamos o que vamos fazer. O PSDB com a segunda economia do país, pois a primeira é o orçamento da União e o segundo o do Governo de São Paulo, vai dar o exemplo, porque a gente só faz mudança cortando na sua própria carne. O governador Alckmin foi lá e extinguiu secretarias, dando o exemplo de como é que a gente tem que fazer, extinguindo cargos públicos.

Diário – E o Congresso Nacional tem adotado medidas que se pode dizer atendem a esses clamores, primeiro com a rejeição da PEC 37 e outras medidas que poderão levar a estender os trabalhos melo mês de julho, é isso?
Luiz Carlos – Bem, normalmente o nosso recesso é depois do dia 18, são apenas 10 ou 12 dias de recesso no meio do ano.

Diário – Por que o senhor é contra o Plebiscito deputado?
Luiz Carlos – Sou totalmente contra o plebiscito agora, porque a própria presidente do TSE já disse que é natimorto, pois temos somente cinco dias de espaço antes do período eleitoral, com gasto de quase R$ 1 bilhão, quando a gente esta discutindo falta de dinheiro para a saúde. E aí alguém pode perguntar se eu não quero ouvir o povo, respondo que sim, é importante ouvir o povo, mas fazer um plebiscito sobre reforma política, que são temas de difícil compreensão não. A gente precisa se debruçar para realmente entender uma cadeia de ações que precisam ser lincadas para acontecer, são necessárias três variáveis para um único resultado, é muito difícil você colher isso junto à população, exigindo que ela se especialize em reforma política para poder dizer o que o Congresso deve fazer.

Diário – E ainda não há consenso nem sobre o que seria perguntado num eventual plebiscito não é mesmo?
Luiz Carlos – Um senador fez uma prévia para didaticamente expor a impossibilidade de um plebiscito. Ele fez 21 perguntas sobre reforma política, é muito complicado botar isso para a população decidir, a não ser que fosse uma consulta mais pontual, incisiva, como se devemos permanecer numa democracia representativa ou vamos mudar para parlamentarismo, como até já ocorreu no passado. Isso é uma discussão que pode ser feita pelo povo. A reforma política envolve cláusula de barreira, fim das coligações proporcionais, voto distrital e aí tem o voto distrital misto, voto distrital puro ou o distritão, enfim, falei só de cinco coisas que devem estar relacionadas entre si para dar resultado.

Diário – E a chamada coincidência de mandatos, para acabar com o modelo atual de eleições a cada dois anos, o senhor é contra ou a favor?
Luiz Carlos – Não vejo nenhum tipo de empecilho, as chamadas eleições gerais, com mandatos de cinco anos se acabar com a reeleição ou continuar de quatro anos com a reeleição. Isso tudo para ver como a colcha de retalhos é tão ampla que a gente não vai conseguir colher isso em plebiscito. Eu acho até que a população tem o maior desejo em participar, mas isso pode ser feito de uma forma mais efetiva com a realização de audiências públicas regulares, você colhe isso, ou então você faz através de referendo, você cria as condições ou cria as situações práticas entre duas situações, dois cenários.

Diário – No auge nas manifestações a presidente Dilma tomou aquela vaia homérica no estádio Mané Garrincha e depois disso, mais recentemente, pesquisas de opinião apontam para uma queda vertiginosa na popularidade dela. Ela é o maior alvo do povo o senhor diria?
Luiz Carlos – Eu acho que sim, não pessoalmente, mas por conta dos clamores que a população faz sobre a estrutura governamental criada hoje. Se você for conversar com os prefeitos do Amapá todos têm a mesma queixa, a concentração de recursos no governo federal, pois quem executa as políticas na ponta são os governos estaduais e as prefeituras, que têm que ficar de pires na mão diante do governo federal para poder levar os recursos para quem realmente precisa. Então acaba desaguando a maior insatisfação nas costas da presidente Dilma, infelizmente. E ela coloca à frente de tudo uma discussão sobre reforma política para de novo passar a responsabilidade para o Congresso Nacional, quando as ações necessárias são de responsabilidade do Executivo.

Perfil...
Entrevistado. Luiz Carlos Gomes dos Santos Júnior é amapaense de nascimento, mais precisamente do município de Amapá, tem 33 anos de idade, é casado, formado em Direito pela Universidade da Amazônia (Unama) em Belém (PA), com especialização MBA em Direito da Economia e da Empresa, pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro (RJ). Advogado militante no Amapá, ganhou popularidade e conhecimento, sendo eleito deputado federal em 2010, com 10.945 votos, pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Foi eleito pela revista Veja o 13º parlamentar mais atuante da atual legislatura. Exerce ainda a função de vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça.

“Os estudantes derrubaram um presidente da República sem precisar de vandalismo”

cad4dom ENTREVISTADO-hbalaO deputado federal Bala Rocha (PDT-AP) concedeu ontem uma esclarecedora entrevista ao programa Conexão Brasília, pela Diário FM, em que discorreu a respeito da viagem que fez à Europa há alguns dias, quando participou de conferência internacional sobre o trabalho. Na volta ao Brasil ele se deparou com as manifestações populares nas ruas, especialmente em Brasília, onde o parlamentar trabalha. Bala Rocha fala sobre como está observando a participação popular de reivindicar mudanças no país. Resignado, admite que a classe política precisa dar as respostas que as diversas classes sociais estão exigindo. Acompanhe os principais trechos da entrevista, a seguir.

Cleber Barbosa
Da Redação

Diário do Amapá – O senhor esteve recentemente em Genebra, na Suíça, participando de uma conferência importante. Já refeito do fuso horário, encontrou por lá temperaturas mais amenas, de início de Verão, não é?
Bala Rocha – É. Lá em Genebra de fato o tempo estava bom, digamos assim. Mas o bom mesmo foi o resultado da conferência.

Diário – É uma conferência muito tradicional, com várias edições anuais, não é mesmo?
Bala – Exato. Acredito que essa era a 102ª edição da Conferência da Organização Internacional do Trabalho que trata sobre temas muito importantes para os trabalhadores do mundo todo.

Diário – E por que Genebra, a sede fica lá?
Bala – É a sede fica em Genebra, na Suíça, EUA é tido como um país neutro nessas questões. É um país onde existem muitas convenções que são assinadas, inclusive nós temos uma aqui com o Amapá, que foi o Laudo Suíço que foi assinado em 1900 com a mediação do Barão do Rio Branco sobre os limites das terras entre Brasil e França, ou seja, entre o Amapá e a Guiana Francesa.

Diário – Por acaso o senhor não visitou o local onde está o tombamento deste registro?
Bala – Não, não fui porque só fiquei cinco dias em Genebra, e nós nos concentramos mesmo nos debates. Neste ano, o principal tema foi a erradicação do trabalho infantil. No ano passado nós tratamos muito do trabalho escravo e da questão do trabalhador doméstico. Este ano nós também falamos muito sobre a questão do diálogo social e emprego verde. Eu acho que há um incentivo de que a indústria e as empresas em geral possam buscar meios de criar empregos mais adequados do ponto de vista ambiental.

Diário – Bem, uma troca de experiências como essa dá que tipo de contribuição para um mandato como o do senhor para a atuação junto às comissões da Câmara?
Bala – Exato, nós tivemos, por exemplo, a presença do ministro do Trabalho também, o ministro Manoel Dias que é do PDT também. Quando se retorna de uma conferência como essa nós procuramos focar também o nosso trabalho em temas contemporâneos daqui do Brasil e em assuntos relacionados com esses temas que nós tratamos lá. O trabalho infantil ainda é um problema sério no Brasil e nós vamos cada vez mais nos empenhar para que a criança esteja na escola, isso é o que é importante. A gente sabe que tem aquelas famílias muito carentes que as crianças vão para o trabalho muito cedo, mas isso não é do adequado. O adequado é que o governo tenha condições de manter essas famílias com alguma renda para que as crianças possam estar na escola.

Diário – Da Câmara foi só o senhor como parlamentar?
Bala – Do Amapá só eu, mas tivemos aproximadamente 15 deputados.

Diário – Depois de uma experiência internacional como essa, uma missão oficial da Câmara dos Deputados, o senhor volta com que tipo de ânimo já que é tão ligado às questões trabalhistas e encontra na volta as manifestações nas ruas?
Bala – É um dos pontos foi o diálogo social. Eu acho que esse momento que o Brasil vive exige muito diálogo social, nessa parte do emprego e da geração de emprego, mas na parte também das demandas sociais. Nós estamos vendo um grande movimento no Brasil com a população toda se mobilizando e o Congresso tem que se mobilizar e agora pressionado tem que agir muito rápido para dar respostas a muitas questões que ficaram paradas durante tantos anos. Não só o Congresso, mas a própria Presidência da República, então eu acho que nesse momento o diálogo social é fundamental para a gente tirar o Brasil dessa crise e através dele negociar soluções que sejam boas para o país e para a população.

Diário – Pois é, a sua volta para o país coincidiu exatamente com o início das manifestações nas ruas, quando o senhor encontrou em Brasília os primeiros protestos. Qual o sentimento que passa numa hora dessas, dá medo?
Bala – É, o sentimento em primeiro lugar é de apoio é de satisfação por ver o povo na rua clamando e brigando pelos seus direitos, mas por outro lado fica sim aquela reserva, aquele temor de que se perca o controle da situação e aí nós podemos estar diante eventualmente de um golpe de Estado ou de uma situação que pode aparecer um salvador da pátria, um oportunista e tomar para si o discurso das ruas e se eleger presidente da República sem ter de fato uma história de luta, sem ter os compromissos que as ruas hoje exigem, então eu acho que nós estamos hoje diante desses possíveis cenários e o melhor para todos nós é que a maturidade e essa energia toda das ruas sejam de fato interpretadas como a necessidade, a carência que a população está tendo de respostas rápidas. E o Congresso tem que responder, a Presidência tem que responder rapidamente, as prefeituras, os governos estaduais para que a população se sinta de alguma forma contemplada nas suas reivindicações.

Diário – O que era para ser pontual nessas manifestações era a questão das tarifas do transporte coletivo, mas acabou na verdade virando um leque de reivindicações, de demandas reprimidas da sociedade, então o senhor acredita que só essa movimentação do Governo Federal e de suas lideranças no Congresso na tentativa de acelerar as reformas políticas pode acalmar os ânimos nas ruas?
Bala – É como você disse, é uma revolta multifocal, não é? Um ponto era a PEC 37, que nós já derrubamos, votamos contra lá. É uma questão que as pessoas dizem que o Congresso só votou rápido e rejeitou a PEC 37 porque o povo foi para as ruas. E é verdade, se o povo não estivesse nas ruas a PEC 37 poderia ter prosperado e quem sabe até poderia ter sido aprovada. Eu já tinha até declarado a minha posição contrária à PEC 37, agora eu acho importante existir um diálogo entre Polícia e Ministério Público para a gente aprimorar as ações conjuntas, digamos assim, que são necessárias do Ministério Público com a Polícia. Depois outro ponto importante das reivindicações é a questão da educação, que nós sempre defendemos 10% do PIB brasileiro, uma demanda também dos movimentos dos estudantes e dos educadores também no país, para a gente alcançar 10% do PIB brasileiro. Da maneira como nós votamos o projeto lá, 75% para a educação e 25% para a saúde, mas abrangendo todos os royalties a partir de 3 de dezembro de 2012 é claro que isso não vai ser de um dia para o outro, mas ao longo desta década, até o final dela, a expectativa é que a gente esteja então com os 10% do PIB. Hoje nós estamos com apenas 5% aproximadamente do PIB aplicado na educação. Da mesma maneira na saúde, vão crescer muitos os recursos para a saúde ao longo dessa década, mas só que o povo quer respostas imediatas.

Diário – Para terminar, já que o senhor louvou a participação do povo nas ruas, dizer o que sobre as esperanças de dias melhores para o país?
Bala – O mais importante é que o povo está nas ruas e não vai sair das ruas facilmente. As mobilizações devem continuar, mas eu acho que nós devemos ter muito cuidado com os aproveitadores que estão aí tirando proveito da boa-fé da grande maioria dos que estão nas passeatas e nas manifestações para fazer vandalismo. Eu acho que isso daí a gente tem que condenar, não há necessidade. Os estudantes brasileiros junto com vários outros setores derrubaram um presidente da República sem precisar de vandalismo. As Diretas Já foram outra manifestação assim de cidadania muito forte onde tivemos grandes mobilizações e grandes manifestações pelo Brasil afora sem vandalismo, então agora também a gente quer dizer não ao vandalismo, seja bem vida a manifestação.

Perfil
Entrevistado. Sebastião Bala Ferreira da Rocha (Gurupá, 21 de janeiro de 1958) é médico ginecologista, apelidado de "Bala" desde a infância, incorporou em 2004 o apelido ao próprio nome. Iniciou sua carreira política em 1990 quando elegeu-se deputado estadual do Amapá pelo PSDB. Filia-se ao PDT em 1993, onde se encontra até o momento. No ano seguinte, elege-se senador da república. Tenta reeleger-se ao Senado em 2002 mas obtém apenas o 4º lugar. Em 2004 nova decepção nas urnas quando termina em 3º lugar na disputa pela prefeitura de Macapá. No pleito de 2006 é eleito deputado federal. Pleiteia a prefeitura de Santana em 2008, mas retira a candidatura. Em 2010 foi reeleito Deputado Federal com 12.739 votos.

TAM lidera transporte doméstico com 39,75%, diz Anac

Já as companhias aéreas Avianca e Azul/Trip tiveram crescimento na fatia do mercado. A Avianca alcançou 6,9% do mercado em junho - um crescimento de 38,74% na comparação com junho de 2012. Já a Azul registrou crescimento de 25,25% em relação ao ano passado, chegando à marca de 12,75% de participação no mercado. As duas companhias também foram as que registraram maior crescimento na demanda.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

41ª ABAV – Feira de Turismo das Américas terá simulações de estações de ski

Maior e melhor evento internacional de negócios do setor de viagens e turismo do Continente e do Hemisfério Sul aposta na crescente procura pelos destinos de neve

Países como Argentina e Chile têm despertado cada vez mais o interesse das famílias durante as férias de julho, época em que a procura é grande por destinos de neve. No ano passado, apenas a cidade de Bariloche recebeu 18 mil brasileiros, de acordo com o site Mochileiros.Com.

Com o objetivo de atender e estimular esta crescente demanda, a Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV) incorporará, na 41ª ABAV – Feira de Turismo das Américas, um espaço exclusivamente dedicado à prática de esportes de neve, no qual será montada uma pista de snowboard.

Durante os cinco dias de evento, que será realizado entre 4 e 8 de setembro no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, os participantes terão, pela primeira vez, acesso a simulações de estações de ski. A iniciativa visa atrair o público final, cuja entrada na feira será permitida nos dias 7 e 8 (sábado e domingo).

A expectativa é de que, no total, a feira conte com a presença de quase 80 mil pessoas – 50 mil consumidores e mais de 28 mil profissionais que atuam no setor de viagens e turismo.

Sobre a 41ª ABAV – Feira de Turismo das Américas
Com o slogan “Seu principal destino de negócios”, a 41ª edição do evento ABAV – Feira de Turismo das Américas será realizada, de 4 a 8 de setembro de 2013, no Anhembi, o maior Centro de Exposições da América Latina sediado na cidade de São Paulo, que é o principal pólo turístico emissivo e receptivo do País. Considerado o maior e o melhor evento internacional de negócios do setor de viagens e turismo do Continente e do Hemisfério Sul, a ABAV 2013 ocupará aérea total de 58,2 mil metros quadrados. Com a participação de mais de 60 países e dos destinos turísticos nacionais de todas as regiões do Brasilmais de 2.700 expositores estão confirmados. O evento prevê receber mais de 28 mil profissionais do setor nos dias 4, 5 e 6 de setembro, das 12h às 19h, além dos mais de 50 mil visitantes no final de semana (7 e 8 de setembro), das 13h às 20h, quando a feira ABAV estará aberta, pela primeira vez, ao público consumidor final. Entre os diferenciais da ABAV 2013, vale conferir os seguintes atrativos: Vila do SaberIlha Corporativa ABRACORP40º Encontro Comercial BraztoaCaravanas de Agentes de ViagensRodadas de NegóciosÁrea de Ski e Neve,Assistência ViagemAldeia dos SaboresArtesanatoCompradores Convidados e Espaço Empreendedor.

A 41ª ABAV – Feira de Turismo das Américas é realizada pela Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV Nacional), que comemora neste ano 60 anos de serviços prestados em favor do desenvolvimento sustentável do setor. Promovido pela Promo Inteligência Turística, o evento tem parceria com a ABRACORP – Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Ilha Corporativa) e a BRAZTOA – Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (40º ECB). A ABAV 2013 conta, em âmbito governamental, com o patrocínio do Sebrae e CNC; apoio do Ministério do TurismoEmbraturSPturis e Anhembi. O evento também mantém e incrementa as suas parcerias internacionais, com a ITB Berlim, a maior feira de turismo do mundo, e a BTL 2013 (Portugal), além do apoio de entidades co-irmãs. São elas: Asociación Argentina de Agencias de Viajes y Turismo (AAAVYT), Asociación Boliviana de Agencias de Viajes y Turismo (ABAVYT), Asociación Chilena de Empresas de Turismo (ACHET), Asociación Colombiana de Agencias de Viajes y Turismo (ANATO), Asociación Paraguaya de Agencias de Viajes y Empresas de Turismo (ASATUR), Asociación Peruana de Agencias de Viajes y Turismo (APAVIT), Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Asociación Uruguaya de Agencias de Viajes (AUDAVI) e Asociación Venezolana de Agencias de Viajes y Turismo (AVAVIT). Mais informações e inscrições: www.feiradasamericas.com.br.



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BASE AÉREA REVITALIZADA - Aeródromo poderá resgatar valor histórico

A velha torre que servia para o abastecimento do famoso dirigível ainda resiste a ação do tempo e serve como um grande atrativo turístico no município de Amapá, onde foi montada uma das importantes bases aéreas da II Guerra.
CLEBER BARBOSA
EDITOR DE TURISMO

Uma das maiores atrações turísticas do interior do Estado, a Base Aérea do município de Amapá, distante cerca de 300 quilômetros de Macapá, deverá ser revitalizada. É o que prevê um pacote de medidas voltadas a valorização da aviação regional pelo país. O anúncio foi feito ontem (29) pelo superintendente do Banco do Brasil no Amapá, Rosélio Arnoldo Fürst, em entrevista a rádio Diário FM. Segundo ele, em Amapá e Oiapoque, que possuem aeródromos regionais, serão investidos R$ 74 milhões pelo Governo Federal.
O executivo do Banco do Brasil explicou que mais do que um interveniente financeiro do projeto, o Banco do Brasil é o responsável pela execução, tendo para isso celebrado parcerias com os Governos dos Estados para a execução das obras. Os contratos com a Secretaria de Aviação Civil foram celebrados no último dia 20, depois de uma criteriosa análise dos diagnósticos feitos nos dois aeródromos amapaenses, a partir do apoio da Secretaria Estadual dos Transportes (Setrap). O próprio titular da Setrap, Bruno Mineiro, acompanhou o Banco do Brasil no trabalho de levantamento das demandas e da estrutura existente nos dois aeroportos.
Bruno Mineiro e Rosélio Fürst
A expectativa agora é pela publicação dos editais para a contratação dos projetos executivos e a previsão é que até o final deste ano as primeiras obras sejam iniciadas. “Tive a oportunidade de visitar os dois aeródromos juntamente com nossa equipe técnica e fiquei realmente impressionado com a possibilidade de resgatar algo que foi tão importante para a história do país e da humanidade”, disse Rosélio Fürst, em alusão ao forte apelo histórico da velha base aérea.
O secretário estadual dos Transportes, Bruno Mineiro, salientou que além da revitalização histórica da Base Aérea, a reformulação e ampliação de dois aeroportos no interior do Estado também possibilita um incremento na aviação aérea regional, com interesse manifestado por empresas do setor em oferecer voos regulares para municípios do interior, como Amapá e Oiapoque. “É uma excelente oportunidade que o Amapá está abraçando a partir dessa parceria com o Governo Federal através do Banco do Brasil, uma nova chance para a economia e o turismo local e regional”, disse Mineiro.
Batizado oficialmente como “Programa de Investimentos em Logística: Aeroportos”, trata-se de um conjunto de medidas do governo federal para melhorar a qualidade dos serviços e da infraestrutura aeroportuária, ampliar a oferta de transporte aéreo à população brasileira.

A vida hoje na velha Base Aérea de Amapá

Situada a 9 quilômetros da cidade de Amapá, a Base Aérea constitui-se em uma das mais importantes localidades do município, devido na mesma estar localizado o aeroporto da cidade de Amapá. A população da Base Aérea atualmente é de 140 habitantes. A quase totalidade da mão-de-obra da Base Aérea encontra-se na atividade da agricultura. A agricultura é a base da economia local, destacando-se a cultura da mandioca, para o preparo exclusivamente da farinha. Podem-se citar ainda alguns cultivos em pequena escola, como milho, batata roxa, abacaxi e banana.

O estado físico do prédio destinado à educação da população da Base Aérea é excelente, possuindo duas salas de aula, dois quartos para professor, uma cozinha, um banheiro com sanitária, uma sala para funcionar a secretaria da escola, um depósito e uma área de estar pertencente à dependência do professor. Existe atualmente em média 30 alunos estudando de 1ª à quarta séries. A merenda escolar é distribuída regularmente pelo Governo do Estado. A localidade possui um posto médico com instalações físicas regulares.

Uma história cheia de simbolismos e apoio estratégico às forças aliadas

Os trabalhos de construção da Base Aérea de Amapá tiveram início em 1941, em obediência ao decreto federal 3462, de 25 de julho de 1941, autorizando a realização de operações de guerra em solo brasileiro, e ao mesmo tempo autorizando a Panair do Brasil, na época uma subsidiária da Pan American Airways, para iniciar as obras necessárias à construção de campos de aviação no Norte e Nordeste do Brasil, e com a finalidade de permitir a utilização de aeronaves de grande porte mediante as condições impostas pelo governo norte-americano. Baseada no artigo I desse decreto, a Panair do Brasil construiu e aparelhou o Aeroporto de Amapá. O governo norte-americano tinha também deveres específicos, tais como realizar benfeitorias no aeroporto, ampliando-o para além de mil metros; preparar piso de modo a suportar a compressão de grandes aeronaves; farol rotativo; luzes para assinalar os limites dos aeroportos; Holofotes para iluminar as pistas; usinas de emergências para energia elétrica.

Todos os projetos realizados na Base foram submetidos ao governo brasileiro. Entre esses constavam plantas, orçamentos e especificações técnicas. Por sua vez, o Ministério da Aeronáutica construiu os edifícios para aquartelamento dos contingentes da Força Aérea Brasileira que passaram a operar nas bases de Belém, Fortaleza, Recife e Salvador. Também foi de alçada da Aeronáutica a construção de residências para alojar o pessoal militar não só da FAB, como também da força aérea norte-americana. A desapropriação de terrenos e imóveis na área da Base Aérea, incluindo benfeitorias, foi respaldada pelos decretos nº 14.431, de 31 de dezembro de 1943.

INFORMAÇÕES

- A Base Aérea de Amapá fica distante cerca de 302 km da capital, Macapá, e 9 km da sede municipal.
- Foi construída durante a II Guerra Mundial, como base de apoio aos Aliados na luta contra o nazi-fascismo, permitindo o abastecimento de aviões norte-americanos com destino à África, que levavam ajuda aos aliados como Inglaterra e União Soviética.

1941
Este foi o ano do início da construção da velha Base Aérea do município de Amapá.

ZEPPELIM

Visitantes da ABAV 2013 terão assistência de viagem da Travel Ace

A partir desta iniciativa inédita, objetivo da entidade é garantir a segurança dos participantes durante toda a estadia em São Paulo
A 41ª ABAV – Feira de Turismo das Américas, considerada a maior e melhor feira do setor realizada em todo o continente americano, contará com uma iniciativa inédita: todos os visitantes que efetuarem a inscrição por meio do site oficial do evento (www.feiradasamericas.com.br), incluindo os estrangeiros, terão, automaticamente, a assistência de viagem oferecida pela Travel Ace Assistence.
“A cobertura é estendida a todo o período de viagem do inscrito durante o evento: desde a saída de casa até o retorno, o que inclui casos nos quais o participante precisa chegar alguns dias antes e/ou voltar alguns dias depois”, explica Roberto Roman, diretor da Travel Ace.
O benefício permite que o assegurado conte com assistência médica em caso de acidente e enfermidade, gastos com medicamentos em ambulatório, assistência odontológica de urgência e assistência de localização de bagagem, além de translado médico, viagem de regresso e repatriação por morte e sanitária, entre outros serviços.

Sobre a 41ª ABAV – Feira de Turismo das Américas
Com o slogan “Seu principal destino de negócios”, a 41ª edição do evento ABAV – Feira de Turismo das Américas será realizada, de 4 a 8 de setembro de 2013, no Anhembi, o maior Centro de Exposições da América Latina sediado na cidade de São Paulo, que é o principal pólo turístico emissivo e receptivo do País. Considerado o maior e o melhor evento internacional de negócios do setor de viagens e turismo do Continente e do Hemisfério Sul, a ABAV 2013 ocupará aérea total de 58,2 mil metros quadrados. Com a participação de mais de 60 países e dos destinos turísticos nacionais de todas as regiões do Brasilmais de 2.700 expositores estão confirmados. O evento prevê receber mais de 28 mil profissionais do setor nos dias 4, 5 e 6 de setembro, das 12h às 19h, além dos mais de 50 mil visitantes no final de semana (7 e 8 de setembro), das 13h às 20h, quando a feira ABAV estará aberta, pela primeira vez, ao público consumidor final. Entre os diferenciais da ABAV 2013, vale conferir os seguintes atrativos: Vila do SaberIlha Corporativa ABRACORP40º Encontro Comercial BraztoaCaravanas de Agentes de ViagensRodadas de NegóciosÁrea de Ski e Neve,Assistência ViagemAldeia dos SaboresArtesanatoCompradores Convidados e Espaço Empreendedor.

A 41ª ABAV – Feira de Turismo das Américas é realizada pela Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV Nacional), que comemora neste ano 60 anos de serviços prestados em favor do desenvolvimento sustentável do setor. Promovido pela Promo Inteligência Turística, o evento tem parceria com a ABRACORP – Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Ilha Corporativa) e a BRAZTOA – Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (40º ECB). A ABAV 2013 conta, em âmbito governamental, com o patrocínio do Sebrae e CNC; apoio do Ministério do TurismoEmbraturSPturis e Anhembi. O evento também mantém e incrementa as suas parcerias internacionais, com a ITB Berlim, a maior feira de turismo do mundo, e a BTL 2013 (Portugal), além do apoio de entidades co-irmãs. São elas: Asociación Argentina de Agencias de Viajes y Turismo (AAAVYT), Asociación Boliviana de Agencias de Viajes y Turismo (ABAVYT), Asociación Chilena de Empresas de Turismo (ACHET), Asociación Colombiana de Agencias de Viajes y Turismo (ANATO), Asociación Paraguaya de Agencias de Viajes y Empresas de Turismo (ASATUR), Asociación Peruana de Agencias de Viajes y Turismo (APAVIT), Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Asociación Uruguaya de Agencias de Viajes (AUDAVI) e Asociación Venezolana de Agencias de Viajes y Turismo (AVAVIT). Mais informações e inscrições: www.feiradasamericas.com.br.


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