sábado, 2 de março de 2013

UM SONHO REALIZADO: A saga do piloto amapaense Jorge Mareco

Para um piloto como Jorge Mareco, as paradas para descanso possibilitam conhecer seu país e alguns dos mais charmosos destinos do mundo, como nestas fotos no sul da França ou numa estação de esqui na Suíça

CLEBER BARBOSA
Editor de Turismo

“Estamos deixando Belém do Grão-Pará em direção ao Principado de Macapá”. Esta frase é do piloto de aviação Jorge Mareco, um amapaense que costuma cativar desde seus tripulantes como também seus passageiros sempre que pega o microfone da cabine de comando dos jatos da TAM Linhas Aéreas pelo país. Claro que sempre que o colocam na rota para o Amapá ele se derrete ainda mais e declara seu amor por sua terra, sua gente e sua cidade-natal, a bucólica Serra do Navio. E foi a depois de um voo para Macapá, onde moram seus pais, que ele recebeu o Diário do Amapá para falar mais da profissão, da carreira e dos prazeres proporcionados por uma das mais glamorosas profissões, ser um comandante de avião.
A maneira descontraída com que se reporta aos passageiros pelo sistema de som das aeronaves chama a atenção e não é raro alguém lhe perguntar se ele não é um radialista frustrado. “Muitos dizem que estou na profissão errada, que tenho dom para radialista, mas não tenho essa pretensão. Faço isso de vez em quando só para descontrair mesmo e quebrar um pouco o gelo, para ajudar a relaxar as pessoas”, diz, descontraído.

Começo - Ele conta que a aviação passou a fazer parte de sua vida desde a infância, quando observava as aeronaves cruzando os céus e sonhava ser piloto. Na juventude, depois de tentativas prestando vestibular para medicina e odontologia, acabou investindo mesmo na velha vontade de ser aviador. “A aviação me contaminou aos dezoito anos de idade, foi o aerococus, o vírus da aviação, e desde 1995 sou formado como piloto e estou há oito anos na TAM”, relembra.
Ele trilhou o caminho mais trabalhoso – e também o mais charmoso – começando seus estudos em clubes de aviação, como o Aero Clube do Pará. Lá fez a parte teórica e também acumulou as horas de voo até tirar o prevê de piloto privado. Depois foi para Belém Novo, no Rio Grande do Sul. “Lá eu me formei piloto comercial, instrumento, multimotor, enfim, toda a formação final foi lá”, diz Mareco, que explica hoje existir o curso superior de Ciências Aeronáuticas, com os aeroclubes ainda servindo para as aulas práticas dos acadêmicos.
Com uma política de valorizar as localidades onde os comandantes possuem seus familiares, a atual empresa de Jorge Mareco sempre o escala para operar voos para Macapá, para alegria de seus pais, que moram na cidade.

As estatísticas atestam a segurança do avião


A carreira de piloto é, de longe, uma das mais charmosas que existem, afinal poder sonhecer seu país inteiro e até vários países pelo planeta não é para qualquer um, mas a pergunta que não quer calar é: e os riscos dessa profissão? Sim pois em caso de algum problema nos voos os resultados poderão ser terríveis, já que de acidentes aéreos pouca gente sobrevive, não é mesmo?
Não para o piloto Jorge Mareco. Ele diz que hoje a aviação está num patamar de segurança absurdo. “A tecnologia embarcada é de outro mundo. Foi-se o tempo que voar era perigoso, pois hoje em dia é muito mais seguro você sair daqui para Belém em uma aeronave de grande porte do que ir daqui até a Praça Zagury de carro, quando pode sofrer um acidente de trânsito”, compara o profissional.
Ele diz ainda que toda essa tecnologia empregada diminui drasticamente a possibilidade de falha humana. “O computador está ali para ajudar a gente, mas claro que na hora em que ele falha, tem lá um ser humanos para controlar, daí eu dizer que a gente não pilota os aviões, a gente os gerencia”, completa Mareco.

Orgulho de ser do Amapá, puxando o bordão da empresa que ele serve


Quem já voou pela TAM sabe do bordão que os comissários repetem sempre, ‘uma companhia que tem orgulho de ser brasileira’. E foi pegando carona nela que o Comandante Mareco certamente se inspira para falar do orgulho de ser amapaense. “Para mim é um orgulho total. A gente saiu daqui, querendo ou não moramos na região norte, longe dos grandes centros do país, portanto com mais dificuldades para a gente sair daqui e se fixar nesses lugares maiores, daí eu falar sempre se boca cheia do orgulho de ser daqui”, diz o piloto.
Ele também usa de muito bom humor para reportar as informações aos passageiros em suas aeronaves. Recentemente foi ‘flagrado’ depois de um pouso que não foi um dos mais suaves em Macapá, quando pegou o microfone de disse, bem a vontade: “Só para avisar que quem pousou o avião foi o copiloto”, para risos de quem estava a bordo. Ele também é espirituoso quando fala da segurança deste tipo de transporte. “Está mais do que comprovado que o avião é o meio de transporte mais seguro que existe, só perde para o elevador...”, diz.
Ele também rende homenagens a várias gerações de pilotos que já voarem e ainda voam no Amapá. Entre seus contemporâneos estão Daniel Oliveira e Felipe Lima,este último inclusive colega de companhia e que já operou voos ao seu lado para Macapá. “Fico muito feliz com essa oportunidade de falar da nossa profissão e de ser do Amapá, pois não é fácil chegar até aqui, foi muita ralação, muito estudo, muito não pela frente e a gente investe alto nisso, porque querendo ou não é um investimento alto a carreira de piloto e a gente sua muito a camisa e todo reconhecimento nos deixa muito feliz, de vardade. Jorge Mareco hoje mora em Florianópolis (SC).

NÚMEROS

- A carreira de Jorge Mareco foi iniciada no Aeroclube do Pará, onde fez as primeiras aulas teóricas e também as aulas práricas;

- Ele diz que o avião é o meio de transporte mais seguro que existe, só perdendo para o elevador;

- Para ajudar a quebrar a tensão dos passageiros, sempre que pode ele usa de bom humor no microfone do sistema de som das aeronaves.

8.000h.
Este é o número de horas de voo de Jorge Mareco.

HOMENAGEM




“O Brasil não vai ser resolvido por juízes, procuradores ou delegados de polícia”.

Entrevista / MANOEL DO SOCORRO TAVARES PASTANA
Procurador da República, atualmente lotado no Rio Grande do Sul

Da mesma forma como arregimentou admiradores ao longo da brilhante carreira no serviço público, a contundência com que sustenta suas convicções também lhe rendeu muitas inimizades e até ameças de morte. Em sua passagem pelo Amapá, há dez anos, sua atuação firme contra os crimes do colarinho branco também o fizeram enveredar pela literatura, registrando em auto-biografias os dissabores que enfrentou na vida e na profissão de procurador da República. De férias em Macapá, Manoel Pastana está de volta ao olho do furacão, por assim dizer, diante das novas revelações que faz em aparições midiáticas como nessa entrevista ao Diário do Amapá.

Cleber Barbosa
Da Redação


Diário do Amapá – Há quanto tempo o senhor está no Rio Grande do Sul?
Manoel Pastana – Nove anos.

Diário – Então já toma chimarrão?
Pastana – É, tomo chimarrão só no inverno, no frio... [risos] No verão ainda não me acostumei, pois o gaúcho toma tanto no verão quanto no inverno.

Diário – E como mata a saudade do nosso açaí, que agora está até internacionalizado?
Pastana – Eu coatumo levar açaí de Brasília, que é o mesmo daqui do norte, todo congelado mesmo, pois toda a minha família mora em Brasília, compro lá e eu levo para Porto Alegre.

Diário – Tirando isso o senhor teve alguma dificuldade para se adaptar ao Sul?
Pastana – Não porque eu gosto tanto do frio quanto do calor e lá você tem as quatro estações bem definidas, sobretudo o inverno frio e o verão quente, então me adaptei bem.

Diário – Bem, mas mesmo nessas suas férias no Amapá o senhor tem sido bastante requisitado para entrevistas onde mostra que a velha retórica e a contundência com que combate a corrupção continuam as mesmas. O senhor anda com seguranças?
Pastana – olha, isso aí eu prefiro manter sob sigilo, até por uma questão de segurança... [mais risos].

Diário – Muitas pessoas pensam erroneamente que por ser procurador da República se parece com o trabalho do advogado da União. Pelo que a gente vê em sua atuação quando é preciso chuta o balde até da União, não é?
Pastana – É, o advogado da União defende a União e acaba inclusive defendendo o Governo, o que aliás nem deveria fazê-lo, principalmente em atos que ofendem a legalidade. Já o procurador da República defende a sociedade, ele é um fiscal da lei. Em tão quando você defende a sociedade você muitas vezes se coloca contra atos do governo e a qualquer infrator. O procurador da República tem essa autonomia funcional para que ele possa exercer essa função com essa independência.

Diário – Mas toda essa independência já lhe causou problemas até mesmo na carreira?
Pastana – Sim, isso já causou até ameaças de morte, já causou perseguição dentro da própria instituição. Eu se não tivesse a própria garantia constitucional, já teria sido demitido há muito tempo. Veja bem, qualquer procurador, qualquer membro do Ministério Público Federal tem a mesma garantia da magistratura. Um procurador não quer dizer que seja intocável, se ele cometer ato ilícito vai ser processado e vai perder o cargo, inclusive já houve casos assim. Agora, se ele age dentro da lei, como nós sempre agimos, mesmo você perseguido não conseguem te alcançar.

Diário – Enquanto o Partido dos Trabalhadores comemora neste final de semana os dez anos a frente do Governo Federal, o senhor tem uma visão completamente diferente desse período, motivando inclusive a publicação de um livro com essa história?
Pastana – Eu não falo do ponto de vista político ou da gestão. O que a gente viu foi do ponto de vista jurídico, com isso que apareceu com o julgamento do Mensalão. Para mim isso é apenas uma pequena parte do que de fato aconteceu. No meu entendimento o que as provas indicam lá que o principal envolvido, que é o ex-presidente Lula, sequer foi acusado, então lá no livro eu explico porque que ele não foi acusado e o que ele praticou. Eu detalho isso pois inclusive não é nenhuma novidade, pois já publiquei parte deste assunto no meu livro “De faxineiro a procurador da República”, na primeira e na segunda edição. Mas agora com esse novo livro, que é “Uma quadrilha no comando do Brasil” eu trago informações mais atualizadas, principalmente com o resultado do julgamento.

Diário – O senhor não concorda com o resultado do julgamento?
Pastana – É, ele foi aquém do que de fato aconteceu. O principal envolvido não foi responsabilizado. Aquele que é considerado o líder da quadrilha, o José Dirceu, pegou uma pena quatro vezes inferior a do operador, que era o Marco Valério, ora, qualquer quadrilha o operador deve sofrer uma sanção menor do que a do líder dessa quadrilha. Por que isso não aconteceu? Porque simplesmente a investigação e a acusação foram equivocadas. O procurador-geral, Antônio Fernando, que ofereceu a denúncia, deixou no meu entendimento de agir de acordo com a lei, tanto é que eu representei contra ele. 

Diário – Na sua juventude o senhor teve alguma experiência do tipo ser do contra, de oposição ou questionador de governos?
Pastana – Não, eu nunca fui ligado a nenhum partido político, nunca me interessei por política partidária e eu sempre falo disso nos meus livros que queiramos ou nção os destinos de uma nação são determinados pela política, então por conta disso todo cidadão deveria se interessar, no sentido de fiscalizar e entender o que pé isso e cobrar dos nossos representantes. O Brasil não vai ser resolvido com procuradores, com juízes, com delegados de polícia. O destino do Brasil está nas mãos dos políticos, dos senadores dos deputados, dos presidentes da república, dos governadores porque são eles que são responsáveis pela gestão, pelo destino. Eu quando cheguei aqui no Amapá era taxado de petista e confesso que tinha simpatia sim pelo partido, pois defendiam algo que eu também defendo que é a lisura no serviço público, a preocupação com as pessoas mais carentes, que hoje eles até tem essa preocupação, mas de forma equivocada, distribuindo bolsas, não é?

Diário – A bolsa família, por exemplo?
Pastana – Pois é, eu nunca vi você acabar com a miséria por decreto, porque no entendimento da presidente Dilma, dá para fazer isso por decreto, pois segundo um estudo de duvidoso êxito R$ 70 [setenta reais] seria o valor para a pessoa deixar de ser miserável. Isso aí é um absurdo, pois a minha família sempre foi extremamente carente. Minha família é toda da Ilha do Marajó e eu passei fome literalmente, mas minha mãe nunca permitiu que nós fôssemos mendigar nas filas que havia na época na prefeitura para pegar leite. O que ela nos ensinava aos cinco seis anos de idade, era vender pastel e outros salgados para agente vender nas escolas e nas filas onde estavam as pessoas esperando os donativos da prefeitura.

Diário – E como foi o seu começo profissional?
Pastana – Quando eu cheguei em Brasília tinha muita facilidade para entrar no serviço público, se você tivesse um pistolão, pois os concursos públicos eram raros, bastava o ‘QI’, o quem indique. Eu já exerci vários cargos públicos, mas todos foram obtidos por concurso público, justamente com essa mentalidade de você conquistar o seu espaço.

Diário – Enquanto muita gente tem receio de repassar conhecimento, essa sua experiência em concursos públicos também virou obra literária, quando o senhor até fala das técnicas de memorização na hora de estudar. Isso significa que quando se aposentar no Ministério Público pode virar professor?
Pastana – Sim, eu pretendo. Eu acho que o conhecimento não tem limite e deve ser compartilhado e incentivado. Eu faço isso sempre que tenho oportunidade, em minhas entrevistas, palestras, nos meus livros e quando me aposentar talvez até em sala de aula... [risos]

Perfil

Entrevistado. Manoel do Socorro Tavares Pastana é autor do livro autobiográfico, ‘De Faxineiro a Procurador da República’, membro do Ministério Público Federal (MPF), instituição na qual ingressou no ano de 1996, no cargo de Procurador da República, por meio de concurso público de provas e títulos. Em dezembro de 2003 foi promovido a Procurador Regional da República (segunda instância). Atualmente está lotado na Procuradoria Regional da República da 4ª Região (www.prr4.mpf.gov.br), oficiando perante o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que tem jurisdição sobre os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Coluna Argumentos, domingo, 03 de março de 2013



Jogo

Todas as fichas estão sendo apostadas em Sarney (PMDB-AP)nessa renovação da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana. Com seu prestígio e importância na República, haverá de costurar mais que a renovação dos incentivos, obter garantias para as futuras.

Fronteira

Ainda sobre esse tema, o deputado Bala Rocha (PDT) disse ainda não ter desistido de emplacar a extensão dos incentivos de zona franca para o município de Oiapoque, o mesmo lugar que ele já quis transformar em Território.

Conexão

Por falar em Bala Rocha, ele disse ontem que está costurando ser indicado para ser membro de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as falhas de operadoras de telefonia celular. Haja comissão pro homem!

Festão

Tenente-coronel Ricardo Quadros, presidente do Clube Toca da Onça, amplia os horizontes, firmando parceria com Raul e Janete Silva, que levaram a banda Sayonara pra lá.

Causa

O líder da Comunidade Terapêutica Monte Tabor, o psicólogo Tom Sobral, foi ao rádio ontem e disse estar a procura de mais parceiros para tocar a entidade. Recebeu vários telefonemas.


P... da vida!


Conforme a coluna anunciou no meio da semana, publicamosa a foto enviada por uma leitora, sobre a bronca do proprietário deste GM Prisma. A faixa diz: Quer uma dor de cabeça? Compre um Chevrolet. O que será que o levou a esse protesto?

Sucesso

Empresário Johny Kleber, da Náutica Amapari, vai ao Rio de Janeiro com uma delegação local participar do “Rio Boat Show”, uma das maiores feiras náuticas do país. E chega lá com moral, pois acaba de levar o Prêmio Sesi de Qualidade, por suas inovações tecnológicas na fabricação local.

Exemplo

As lanchas ‘Made in Amapa’ que são produzidas no Distrito Industrial, em Santana, substituem o isopor por garrafas pet recicláveis como flutiadores. Há ainda um programa de gratificação dos colaboradores da empresa que a cada 17 garrafas recolhidas para reciclegem, levam para casa um refrigerante geladinho. A economia é repassada ao preço final. Dez.

“A questão das drogas no Brasil não é um caso de polícia, é caso de política pública”



Com muita bagagem acumulada entre estudos e enfrentamento às drogas pelo Brasil e fora dele também, o deputado federal Givaldo Carimbão (PSB-AL) visitou Macapá durante a semana que passou para falar dessa longa experiência e também pedir apoio para a aprovação de uma nova legislação para nortear o enfrentamento à produção e comercialização de entorpecentes no Brasil. Ele visitou os estúdios do programa Luiz Melo Entrevista, da rádio Diário FM, ocasião em que protagonizou uma verdadeira aula de conhecimento a respeito deste tema. O Diário do Amapá publica a seguir um resumo dos principais trechos da conversa radiofônica.

Diário do Amapá – Por que Carimbão?
Givaldo Carimbão – Vem de carimbo mesmo. Como é o nome do Sarney? José de Ribamar. E virou Sarney. Mas é que eu tinha uma loja de carimbos, papelaria e gráfica. Isso há 30 anos. Quando incendiou a minha loja, era o Carimbão. Então me chamavam de Givaldo do Carimbão, do Carimbão, do Carimbão, aí ficou Carimbão. Estou com sete mandatos e o juiz teve até que mudar meu nome.

Diário – Não quer dizer então que o senhor seja daqueles burocratas chatos que acham que o carimbo vale tudo, mais do que uma assinatura?
Carimbão – Eu acho que o carimbo até já acabou hoje. A tecnologia o superou.

Diário – Mas aqui se não tiver com o carimbo não vale nada...
Carimbão – Mas o carimbo sem assinatura não vale.

Diário – É dono de um currículo e tanto na política.
Carimbão – Tive mil votos na primeira eleição, dois mil na segunda eleição, quatro mil votos na terceira, 40 mil votos na quarta, 60 mil votos na quinta, 80 mil votos na sexta e cem mil votos na sétima [falando acelerado].

Diário – Um campeão de votos e daria um narrador esportivo.
Carimbão – Obrigado.

Diário – O senhor veio ao Amapá para falar de drogas. Essa ação que o governo paulista está desencadeando em São Paulo, retirando os drogados das ruas, involuntariamente, não é uma agressão, considerando que vivemos em uma democracia?
Carimbão – Essa é a terceira vez que eu venho ao Amapá, já tinha vindo com o Milhomen e depois com Janete Capiberibe, para alguns encontros pelo Brasil afora. Há 20 anos eu estudo um pouco essa matéria das drogas, que naquela época era a questão do cheira-cola e o Estatuto da Criança e do Adolescente tira a cola. Rapidamente os governos não tomam providências e de repente vem a maconha, daí veio a época do maconheiro. Daí passa à cocaína e chega o crack. Essa o Brasil experimenta há 15 anos, o que levou o país economicamente a despendiar muito dinheiro jogando pelo ralo.

Diário – E depois, deputado?
Carimbão – Eu escrevi dois livros sobre a matéria e tive a oportunidade de ser o relator nacional de políticas sobre drogas. Estudei em 20 países, como Suécia, Holanda, Inglaterra, Alemanha, Portugal, enfim, Estados Unidos, Polônia, Bolívia, estudando oficialmente a política de 20 países pela Câmara Federal. Nós rodamos 27 estados do Brasil para entender todo esse processo. Ao final nós fizemos um relatório de 750 páginas e depois nasceu um livro oficialmente nesta tese, um relatório definitivo para a Política Sobre Drogas no Brasil.

Diário – Que está em que fase?
Carimbão – Está para ser votado, espero que ainda no próximo mês. Foi votado e aprovado por unanimidade na Comissão por 51 deputados que apreciaram a questão do relatório, onde eu proponho, lógico, óbvio, também a internação involuntária. Eu mudo o nome compulsória, por uma questão de nomenclatura, mas é fundamental e importante que a população possa ter serviço público de saúde. Eu tenho dito que isso não é caso de polícia, é caso de saúde pública.

Diário – Por quê?
Carimbão – Eu fui a São Paulo, fiquei três dias dentro de uma delegacia e vários deputados federais ficaram comigo, fomos até à ‘Cracolândia’, passamos dois dias lá, enfim, nós entendemos o seguinte: o Brasil hoje tem 200 milhões de habitantes e a pesquisa mostra que 1% está no uso ativo do crack, 7% da população estão no uso ativo da maconha. Ora, 1% de 200 milhões de habitantes são 2 milhões de brasileiros, 2 milhões de pessoas. Este estado do Amapá tem 700 mil habitantes, então são três estados deste dentro do Brasil fumando crack à esta hora. Imagine três vezes a população do Amapá estar no uso ativo do crack à esta hora. São números que espantam qualquer ser humano e são dados da Fundação Getúlio Vargas, onde nós contratamos a pesquisa para nortearmos o projeto.

Diário – Impressionante.
Carimbão – Em São Paulo são 40 milhões de habitantes, então significa dizer que tem 400 mil pessoas no uso ativo do crack. Mas vamos ver onde está o grande gargalo. O Brasil, em 1970, na Copa do Mundo, quando ficou famosa a canção que dizia “...noventa milhões em ação...”, o Brasil tinha 90 milhões de brasileiros em sua população, hoje temos 190 milhões, ou seja, o Brasil cresceu 111% sua população. Naquele ano, 1970, o Brasil tinha 30 mil presos e hoje tem 550 mil presos, na [mesma] proporção era para ter 70 mil presos, mas o Brasil cresceu 1.600% [por cento] de presos contra 100% da população. Não há estado no mundo que suporte, não há família e sociedade que suportem conviver com esse processo.
Diário – E crescendo.

Carimbão – Crack no mundo, grosso mesmo é em dois países, Brasil e Estados Unidos. Eu andei no mundo, andei no planeta.
Diário – Levar o viciado à força para o tratamento não é o Poder Público se render ao tráfico?
Carimbão – Olha, eu tenho dito o seguinte: eu fui estudar na Bolívia, Colômbia e Peru, três dos cinco países que produzem a droga. Esses três representam 98% da produção de cocaína no mundo, então cocaína é Bolívia, Colômbia e Peru. Heroína é no Afeganistão, em Cabul, ali naquela região são 300 mil hectares, e a maconha propriamente dita é no Paraguai, a melhor qualidade do mundo e a segunda maior produção, e em Marrocos a maior produção do mundo. Ou seja, crack, merla, cocaína é tudo próprio da cocaína.

Diário – E o Brasil?
Carimbão - O problema do Brasil é que o maior exportador do mundo está no Brasil, porque três países, 17.144 quilômetros de fronteira está entre Bolívia, Colômbia e Peru, pegando o Mato Grosso, Mato Grosso do Sul. Rondônia, Acre e uma partezinha daqui ainda. Com a agravante de que o único país do mundo autorizado a plantar cocaína e tem certificado de qualidade é a Bolívia, que está ao lado, colado com o Brasil. É humanamente impossível a olho, se não for a tecnologia, e o Brasil lamentavelmente não tem enfrentado esse problema.

Diário – Como enfrentar o problema?
Carimbão – Tem que haver um tratado internacional. O Brasil não pode ficar omisso, ficar fazendo simplesmente a repressão interna e não fazer um trabalho bilateral entre países produtores e países consumidores, como é o caso do Brasil. Se o Brasil quer enfrentar o problema, a repressão é um dos grandes começos, é muito mais barata para o Brasil.

Perfil..
Entrevistado. Givaldo de Sá Gouvêa, ou simplesmente Givaldo Carimbão, é natural de Itapi (SE), comerciante e político. Atualmente é deputado federal pelo estado de Alagoas, mas antes foi vereador em Maceió (AL) por três mandatos, desde 1989 até 1999, quando passou a exercer sucessivos mandatos de deputado federal. Ele é o autor do projeto Acolhe Alagoas, que trata da questão das drogas. O projeto é uma referência nacional, tanto que já correu o Brasil e outros países pelo mundo para divulgá-lo. Carimbão integra a Comissão Parlamentar de Defesa pela Vida da Câmara dos Deputados. Veio ao Amapá para participar de uma agenda de compromissos oficiais, entre eles visitar o governador do estado.

Coluna Argumentos, sábado, 02 de março de 2013.


Escândalo
Se forem verdadeiras as denúncias apontadas pela chapa derrotada nas eleições para a direção da OAB-AP nós estamos perdidos. Sim, pois em todo lugar essa Ordem costuma se manifestar duramente cobtra os ataques à cidadania e de repente se vê no olho de um furacão.

Drogas
O Amapá também tem seu Carimbão, por assim dizer. Trata-se de Tom Sobral, que comanda há 22 anos um trabalho de reabilitação de dependentes químicos, o Monte Tabor. Com a vantagem das famílias estarem junto.

Em cima
Deputado Luiz Carlos (PSDB) postou em sua página na internet o encontro que a bancada federal e o prefeito Clécio Luiz tiveram com Ministro do Desenvolvimento Agrário(MDA), Pepe Marques. Macapá em pauta.

Aviação
Um encontro de boas–vindas. Assim o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), definiu a reunião na quinta-feira (28), com o diretor da Azul Linhas Aéreas, Vitor Celestino.


Coluna Argumentos 02.03.2013
Selva!
O Exército Brasileiro incorporou ontem à noite novos recrutas em Macapá.
O 34º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS) recebeu um grande número de familiares dos novos militares, que não escondiam o orgulho da farda rajada.

Acordo
Os presidentes da Câmara e do Senado, anunciaram na quinta-feira (28), que os vetos à Lei dos Royalties (12.734/12) serão votados pelo Congresso na próxima terça-feira (5).

Reclama
“É crucial que esses servidores, dos três ex-Territórios, tenham tratamento isonômico e igualitário, o que infelizmente não está acontecendo”. Frase do deputado federal Bala Rocha (PDT-AP), a respeito do projeto que reconhece os servidores de Rondônia como sendo da União, com cargos e salários.

Justiça
Depois do ato simbólico de devolução dos mandatos no Congresso Nacional, de políticos cassados pela Ditadura Militar, agora algumas Assembleias Legislativas começam a fazer o mesmo. Esta semana foi a vez da do Maranhão, com direito a manifestação pública de um ilustre maranhense, José Sarney (PMDB-AP), contemporâneo de alguns deles.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Ministro vai apoiar Plano Emergencial da Prefeitura para limpeza de Macapá



Uma comitiva formada pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), o prefeito de Macapá, Clécio Luis (PSOL-AP) e o deputado federal, Evandro Milhomen (PCdoB – AP) foi recebida pelo Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. A audiência foi intermediada pelo Senador José Sarney (PMDB-AP) para apresentar ao ministro a situação da capital do Amapá e solicitar apoio para a resolução dos problemas. Diante das informações, o ministro Fernando Bezerra comprometeu-se a apoiar a execução do Plano Emergencial com R$2 milhões para a desobstrução dos canais e limpeza das áreas de ressaca. 
No começo do ano, o prefeito de Macapá decretou Estado de Emergência no município em cinco áreas: manutenção urbanística, meio ambiente, saúde, administração pública e finanças. Randolfe explicou que situação é crítica e é preciso urgência para atender demandas, como: limpeza e desobstrução dos canais. “A cidade por tempos ficou completamente abandonada”, afirmou Randolfe. O prefeito expôs o caos do saneamento na cidade. “Precisamos agir o quanto antes, o período de chuvas começou e isso potencializa ocorrência de doenças, tais como, malária e dengue”, explicou Clécio Luis. 
De acordo com um levantamento realizado pela prefeitura é necessário um recurso na ordem de R$4 milhões para atender estas primeiras reivindicações. Será elaborador um plano de trabalho que posteriormente será apresentado ao Ministério. A audiência foi intermediada pelo Senador José Sarney (PMDB-AP) para apresentar ao ministro a situação da capital do Amapá e solicitar apoio para a resolução dos problemas. Diante das informações, o ministro Fernando Bezerra comprometeu-se a apoiar a execução do Plano Emergencial com R$2 milhões para a desobstrução dos cabais e limpeza das áreas de ressaca. 
No começo do ano, o prefeito de Macapá decretou Estado de Emergência no município em cinco áreas: manutenção urbanística, meio ambiente, saúde, administração pública e finanças. O Senador explicou que é crítico e preciso urgência para atender essas demandas, como: limpeza e desobstrução dos canais. “A cidade por tempos ficou completamente abandonada”, afirmou Randolfe. O prefeito expôs o caos do saneamento da cidade. “Precisamos agir o quanto antes, o período de chuvas começou e isso potencializa ocorrência de doenças, tais como, malária e dengue”, explicou Clécio Luis. 
De acordo com um levantamento realizado pela prefeitura é necessário um recurso na ordem de R$4 milhões para atender estas primeiras reivindicações. Será elaborado um plano de trabalho que posteriormente será apresentado ao Ministério.

Coluna Argumentos, quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

 
Share0 
Gestão
Sarney comemorou ontem o anúncio de que o Senado economizou R$ 35 milhões só com despesas de horas extras no ano passado, uma redução de 83%, resultado da aposta na implementação de banco de horas. Relatório de gestão foi apresentado pela diretora Doris Peixoto.

Tomara
No Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília, a presidenta Dilma propôs ação conjunta entre governo federal e municípios para que o “Brasil seja um país muito mais justo e desenvolvido”.

Rigor
Deputado Marco Maia vai propor lei federal sobre segurança em casas noturnas. Comissão da Câmara vai acompanhar as investigações sobre o incêndio em Santa Maria (RS) que causou a morte de 231 pessoas.

Alerta
Conforme a coluna divulgou ontem, o incêndio em Santa Maria (RS) alertou autoridades locais para a situação das boates do Amapá. A situação, se não a mesma, é pior.

 Justiça
Coluna Argumentoshj29

O deputado federal Bala Rocha (foto) participou de audiência com Liely Andrade, superintendente do Patrimônio da União no Estado do Amapá, onde foi articulada a liberação de área para a edificação do prédio do Fórum da Justiça do Trabalho.

Ociosos
Numa oficina mecânica os amigos observam um cliente dando um cochilo sentado na cadeira e brincam: - Quer dormir vai para a cadeia! É essa a imagem dos presídios, mesmo.

Figuraça
Lembra do Comandante Mareco, aquele piloto da TAM que é amapaense e que costuma quebrar o gelo com seu alto astral ao microfone da aeronave? A última dele foi outro dia depois um pouso meio casca grossa em Macapá, quando disparou: - Só para avisar que quem pousou o avião foi o co-piloto!

Silêncio
Governador Camilo Capiberibe tem ojeriza de quem aborda, com ele, assunto sobre a sucessão estadual em 2014. Logo desconversa dizendo que 2013 é ano de trabalho, e que só lá pra abril ou maiodo ano que vem é que passará a tratar de eleição. Então, tá.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

'Perdida' por 30 anos, jabuti aparece em caixa de som

Jabuti - Getty ImagesYahoo! Notícias
A história da jabuti Manuela é no mínimo curiosa. De propriedade da família Almeida, que vive na zona oeste do Rio de Janeiro, ela ficou desaparecida por 30 anos. Seu desaparecimento, porém, aconteceu dentro da própria casa onde vivia. Três décadas após seu suposto sumiço os donos a encontraram em um quarto, dentro de uma caixa de som. O caso foi revelado por uma reportagem do "Fantástico".

Tudo aconteceu no começo deste ano, mais exatamente com a morte do patriarca Leonel Almeida. Conhecido por guardar muitas coisas, ele as acumulava todas em um quarto - no qual estava perdida Manuela.

LEIA TAMBÉM:
Revista 'National Geographic' lista os 10 casos mais curiosos de 2012
Atrações para o aniversário de São Paulo


"Tudo que ele achasse que dava para consertar na rua, ele pegava. Se achasse uma televisão velha, pensava que no futuro poderia usar alguma peça para consertar uma nova e, assim, foi acumulando as coisas”, explicou ao "Fantástico" a filha Lenita de Almeida.

Após a morte, o filho Leandro foi responsável por juntar as 'tralhas' do pai e colocá-las para o caminhão do lixo levar. Nisso foi alertado por um vizinho que o jabuti estava dentro de um dos sacos de lixo, recém-saído de uma caixa de som velha.

Três décadas após seu 'sumiço', Manuela voltou a ser o mascote da casa, agora conhecendo também as novas gerações dos Almeida. A família garante que não há possibilidade alguma de um jabuti qualquer ter sido colocado no quarto por vizinhos e que, sim, essa é Manuela, a mesma de 30 anos atrás.

Revista 'National Geographic' lista os 10 casos mais curiosos de 2012

Yahoo! Notíciaster, 25 de dez de 2012

Globo ocular misterioso chamou atenção dos moradores da Flórida, neste ano. (Foto: AP)A revista “National Geographic” montou uma lista dos dez casos mais estranhos do mundo animal deste ano. Em primeiro lugar ficou a história de um globo ocular de mais de dez centímetros de diâmetro, encontrado na Flórida, litoral dos Estados Unidos.

De acordo com a Comissão para Pesca e Fauna Selvagem da Flórida (FWC, na sigla em inglês), o globo foi encontrado por um homem na praia de Pompana. Pouco depois, foi descoberto que o olho pertencia e um peixe-espada.

O macho do Phallostethus cuulong conta com seu órgão sexual localizado embaixo da garganta. (Foto: AFP)

O segundo lugar foi ocupado pelo equidna, um tipo de ouriço encontrado somente na Oceania. O que chamou atenção no animal foi nada menos que seu órgão sexual, por se tratar de um pênis com quatro cabeças.

Já o terceiro posto pertence ao recém-descoberto Phallostethus cuulong, membro da família 'Phallostethide', composta por pequenos peixes encontrados em águas do sudeste asiático. O animal, encontrado no Delta do Mekong, no Vietnã, se distingue dos demais por possuir seu órgão sexual sob a garganta, podendo assim agarrar ou enganchar as fêmeas para fertilizar seus ovos internamente.

Uma gata com duas caras também conquistou seu espaço no ranking, no oitavo lugar. (Foto: Divulgação)

O ranking ainda conta uma gata com duas caras, uma tartaruga que urina pela boca e uma leoa que possuí uma juba, característica exclusiva dos machos desta espécie. Veja a lista completa!

O Paedophryne amauensis, descoberto neste ano, é o menor sapo do mundo com apenas 7,7 milímetros. Ele ocupa o 10º …

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Propostas contrárias ao Exame da OAB aguardam votação



Na terça-feira (15), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou os resultados da primeira fase do mais recente exame de proficiência aplicado a bacharéis em Direito de todo o país, requisito para o exercício da advocacia. O índice de aprovação, de 16,67%, um dos mais baixos das nove edições da prova unificada, deve reacender o debate sobre a exigência de aprovação no exame - composto de duas fases - para a atuação profissional. Alguns senadores já propuseram, por meio de projetos de lei, a extinção do exame, enquanto outros sugeriram mudanças em suas regras. A proposta mais direta contra o Exame da OAB é a PEC 1/2010, do então senador Geovani Borges (PMDB-AP), que estabelece que o diploma reconhecido de curso superior é suficiente como "comprovante de qualificação profissional para todos os fins". Em março de 2011, o relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), o ex-senador Demóstenes Torres, apresentou relatório contrário à PEC, que foi aprovado pela comissão. Com isso, a proposta seria arquivada, mas o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) recorreu para levar a PEC a votação no Plenário. A matéria aguarda inclusão na Ordem do Dia. Ao opinar contra a PEC, Demóstenes considerou que a medida era muito radical e reduzia em excesso o controle que os conselhos exercem sobre a prática profissional, o que poderia deixar a população "à mercê de maus profissionais”.

Competência da União

Já o PLS 43/2009, do senador licenciado Marcelo Crivella (PRB-RJ), atual ministro da Aquicultura e Pesca, aborda o tema de maneira ampla, transferindo dos conselhos para a União o papel de instituir critérios de avaliação de cursos em provas de proficiência profissional. Pelo texto, os exames serão feitos em colaboração com os conselhos profissionais de cada área, objetivando condicionar o reconhecimento e o credenciamento dos cursos das instituições de ensino ao desempenho médio dos seus formados. Tramitando na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), em caráter terminativo, o PLS 43/2009 recebeu parecer pela rejeição do relator Paulo Bauer (PSDB-SC). O senador argumenta que o governo brasileiro já possui mecanismos para avaliar a qualidade dos cursos superiores e de seus estudantes e formandos, no âmbito do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Bauer lembra ainda que alguns conselhos de classe já auxiliam o Ministério da Educação (MEC), de maneira apenas consultiva, na avaliação de pedidos de aberturas de novos cursos superiores em suas áreas de conhecimento. O senador cita como exemplos a própria OAB e o Conselho Nacional de Saúde (CNS). “Com efeito, parece temerário conferir a todo o conjunto dos conselhos de exercício profissional poder de decisão em matéria de política de avaliação e de expansão da educação superior. Ademais, teriam eles, sem exceções, estrutura e perfil para desempenhar tão relevante papel?”, acrescenta Bauer na justificação do projeto.

Primeira fase

Outras propostas apenas tentam facilitar o caminho dos bachareis que buscam aprovação no Exame da OAB. Também com parecer pela rejeição na CE está o PLS 188/2010, do então senador Paulo Duque (PMDB-RJ), que estabelece prazo de validade de cinco anos para a primeira fase do exame. Hoje, se um candidato é reprovado na segunda fase (discursiva), precisa prestar novamente a prova da primeira (objetiva). O projeto estabelece que o candidato que for aprovado na primeira fase terá até cinco anos para conseguir a aprovação diretamente na segunda etapa. O relator João Vicente Claudino (PTB-PI) apresentou relatório contrário ao PLS 188/2010 e também ao PLS 397/2011. Este último, do senador Eduardo Amorim (PSC-SE), estabelece prazo de validade de três anos para a aprovação na primeira fase do Exame de Ordem da OAB. As matérias tramitam em conjunto. João Vicente afirma que o exame da OAB é uma avaliação constituída de etapas “que não podem ser dissociadas”. Ele argumenta ainda que uma eventual mudança nesse sentido é prerrogativa da própria Ordem. Depois de votados na CE, os dois projetos serão analisados pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em decisão terminativa.

Exame da OAB

A aprovação no chamado Exame de Ordem é uma das exigências para o exercício da advocacia. O exame, regulamentado pelo Provimento 136/2009 da OAB, abrange duas provas e é realizado três vezes ao ano em todos os estados. A primeira parte, objetiva, compreende disciplinas que integram o currículo dos cursos de Direito, conforme as Diretrizes do Conselho Federal de Educação, além de questões sobre Direitos Humanos, o Estatuto do Advogado e da OAB, o Regulamento Geral e o Código de Ética e Disciplina. Na segunda etapa, denominada prático-profissional, o candidato deve redigir uma peça jurídica, além de responder a cinco questões na forma de situações típicas do exercício da advocacia.

Agência Senado

Presidente do Tjap visita juízes da Turma Recursal

Presidente do Tjap, desembargador Mário Gurtiev com demais magistrados
Na manhã desta quinta-feira (17.01) o Presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, Desembargador Mário Gurtyev de Queiroz, esteve em visita a TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DO ESTADO- Unidade Judiciária autônoma- e integrada permanentemente por quatro Juízes de Direito de Entrância Final titulares e, portanto, vitalícios e inamovíveis.

A TURMA RECURSAL é composta pelos Magistrados Rommel Araújo, César Scapin, Reginaldo Andrade e Sueli Pini.

Os Gabinetes dos Juízes integrantes da Turma Recursal ficam instalados no 1º andar do Fórum Desembargador Leal de Mira, enquanto que a Secretaria e o Plenário do órgão funcionam no 2º andar do mesmo prédio, onde continuam a ser julgados os mandados de segurança e os recursos interpostos contra as decisões proferidas por todos os Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Estado, inclusive os virtuais.

-- Este E-mail é de uso de todos os colaboradores da Assessoria de
Comunicação

Bernadeth Farias
Assessora de Comunicação Social

Notícias do Palácio do Setentriçao - GEA

Quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Campanha educativa busca fortalecer a cultura da paz e da não violência

Para chamar a atenção da população amapaense sobre o fortalecimento de uma cultura de paz e da não violência, principalmente contra a mulher, o Governo do Estado, através da Secretaria Extraordinária de Políticas para as Mulheres (SEPM), promoveu nesta quinta-feira, 17, uma campanha educativa denominada "Blitz da Paz". A mobilização ocorreu na esquina da Rua Cândido Mendes com a Avenida Padre Júlio Maria Lombaerde, no Centro de Macapá.
Durante três horas, servidores da SEPM e do Centro de Atendimento à Mulher e à Família (Camuf) distribuíram informativos relacionados aos direitos humanos, combate à violência contra a mulher e sobre a Lei Maria da Penha, além de kits com preservativos masculinos e femininos, fitas e bandeirinhas com o símbolo da paz para quem passava pelo local, em especial os condutores de veículos.
O objetivo da campanha é sensibilizar a população sobre a importância de apoiar o fortalecimento da cultura da paz e da não violência entre as pessoas de todos os gêneros e, de modo particular, contra a mulher.
A gestora da SEPM, Inailza Rosário Barata, explicou que a blitz faz parte do plano de trabalho da secretaria e que, em 2013, o órgão fortalecerá essa cultura da paz. "A ação não é somente em defesa do direito da mulher, mas também de todo e qualquer cidadão que, no dia a dia, tenha sido violentado em seus direitos fundamentais. Além do Centro da capital, essa ação ainda ocorrerá, fundamentalmente, em bairros periféricos, onde as estatísticas apontam um elevado índice de violência contra a mulher", pontuou.
A coordenadora do Setor Psicossocial do Camuf, Rosinete Leite, ressaltou a importância que esse tipo de campanha traz para a população. "Temos de trabalhar o tema paz, não só durante a campanha, mas de maneira permanente. Paz no trânsito, paz na família, paz na escola e paz no Brasil, pois, hoje, a nossa vida está por um fio e não temos mais segurança e nem privacidade de sair com a família", sublinhou.

Dorislene Muniz/Secom

Sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Secult leva Projeto Identidade - Amapá Cultural à comunidade de Carmo do Macacoari

De 7 a 27 de janeiro acontece na localidade de Carmo do Macacoari, no município de Itabual do Piririm, a cerca de 100 quilômetros da capital, a tradicional programação em louvor a São Sebastião. Neste sábado, 19, durante a festividade, a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) realizará ações do projeto Identidade - Amapá Cultural. A ideia é cadastrar artistas locais que farão parte do Sistema de Informações da Secult, possibilitando conhecer a realidade produtiva cultural do Estado.
Este ano, a festa em honra a São Sebastião recebeu mais de R$ 60 mil em investimentos do Governo do Estado, através Secult. O evento conta com programação religiosa, sociocultural e esportiva e deve movimentar cerca 15 mil pessoas.
Em busca do fortalecimento cultural, econômico e turístico da região, a equipe da Secretaria de Estado da Cultura estará desenvolvendo o projeto Identidade - Amapá Cultural, através do cadastramento das mais diversas manifestações artístico-culturais. O projeto visa identificar e conhecer, de maneira geral, os segmentos e atores relacionados à arte amapaense.
De acordo com o secretário de Cultura, José Miguel, o projeto faz parte do processo de estruturação da política cultural do Estado e servirá como base para ações que implicam no estudo e resgate da identidade cultural da região.
"Não temos um banco de dados com informações sobre os segmentos culturais do Estado. O projeto é uma maneira de coletar essas informações, identificar demandas, estruturar o mercado e fortalecer a cadeira produtiva cultural" explicou o gestor.
Durante a festividade, a equipe da Secult disponibilizará uma ficha cadastral, que deverá ser preenchida pelo artista. Entre as informações básicas a serem coletadas estão o segmento de atuação e dados pessoais.
A ficha de cadastramento também pode ser acessada através do endereço eletrônicowww.secult.ap.gov.br/identidade. Após o cadastramento, o artista passa a fazer parte do Sistema de Informações da Secult.

Programação da Festividade São Sebastião
07 a 19/01 - Novena na Igreja de São Sebastião
20/01 - Dia de São Sebastião
6h - Alvorada
9h - Missa
10h - Procissão
12h - Almoço
13h - Brincadeiras para as crianças
14h - Leilão
18h - Corrida de Cavalo
20h - Baile Dançante
26 e 27 - Baile Social de São Sebastião

Andreza Sanches/Secult

Sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Equipe técnica já está trabalhando na preparação da Adec para a Copa do Brasil 2013

O Governo do Amapá, através da Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel), apresentou no início da noite desta quinta-feira, 17, a equipe de profissionais que vai trabalhar na preparação da Associação Desportiva Calçoene (Adec) para a Copa do Brasil de Futebol Feminino 2013.
O grupo é formado pelos seguintes profissionais: preparador físico, Moabe Neves; psicóloga, Nayara Salomão; fisioterapeuta, Edvaldo Cruz; massagista, Leonardo (conhecido como "Tiririca"); e uma nutricionista. Além dos profissionais que estarão à disposição das atletas, o GEA também disponibilizou o alojamento do Ginásio Avertino Ramos (climatizado), café da manhã, almoço e jantar para o time.
O secretário da Sedel, Rogério Salvador, falou sobre a inciativa de garantir o apoio. "São 17 dias de muito trabalho, estamos aqui para motivar todas as modalidade e hoje investimos na Adec por ser uma equipe que tem muita qualidade e sou confiante que ganharemos os jogos dentro e fora do Estado", salientou.
O preparador físico Moabe Neves comunga da mesma opinião. "Assisti ao time e acredito no seu potencial, quero dizer que vamos trabalhar em conjunto. Se Deus quiser teremos um bom desempenho".
A psicóloga Nayara Salomão explicou como será desenvolvido o trabalho com a equipe. "Vamos elaborar um programa emocional para atletas, para que elas se vistam como atletas, falem como atletas e comportem-se como atletas".
O fisioterapeuta Edvaldo Cruz falou sobre como será a preparação. "A gente vai procurar fazer um trabalho para que as atletas não se machuquem e, caso isso ocorra, vamos tentar recuperar da melhor maneira e de forma mais rápida".
Ubiraelson, presidente da Adec, comentou sobre a importância em receber o apoio do Governo do Estado. "Graças à boa vontade do governador Camilo Capiberibe e do secretário Rogério Salvador, essa ajuda é grandiosa, pois poderemos melhorar a qualidade da equipe", enfatizou.
A jogadora Nanda também agradeceu o apoio, afirmando que "se no futebol já é difícil, na categoria feminina é maior ainda. Só temos a agradecer e vamos procurar retribuir representando bem o Amapá e com vitórias. Se a Adec conseguir ganhar um jogo aqui e um fora do Estado, terá um sabor especial", ressaltou.
O jogo de estreia da Associação será contra a equipe da Esmac-PA, no dia 2 de fevereiro, às 18h30, no Estádio Glycério de Souza Marques. Os ingressos para a partida estão sendo vendidos nos seguintes postos: Sorveteria Clara Neve, Rua Manoel Eudóxio Pereira, bairro Santa Rita; Sorveteria Jesus de Nazaré; Panificadora Pão da Vida; bilheteria do Estádio Glycério Marques; e bilheteria do Ginásio Avertino Ramos.

Cliver Campos/Sedel
Quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Confira a agenda de eventos para este final de Semana

Clube de Cinema
O Museu da Imagem e do Som (MIS), por meio do Clube de Cinema, exibe neste sábado, 19, o filme A Guerra do Fogo, às 18h30, no auditório do MIS. Entrada franca.
Data/Hora
Sábado, 19, às 18h30
Local: auditório do MIS, 2º piso do Teatro das Bacabeiras
Museu Sacaca
Teatro, música e poesia tomam conta no Fim de Tarde no Museu, nesta quinta-feira, 17, às 19h, na Praça de Alimentação do Museu Sacaca. Música com o cantor Vicente Moura e poesia com o grupo Abeporá das Palavras.
Data/Hora
Quinta-feira, 17, às 19h
Local: Praça de Alimentação do Museu Sacaca
Fortaleza São José de Macapá
A Fortaleza São José de Macapá, além de estar aberta ao público para visitações, tem programação de filmes, através do Cine Mairi. No local há um monitor que acompanha os visitantes e explica a história do Museu.
Para este sábado, 19, às 16h, haverá a exibição do filme O Homem que Desafiou o Diabo, com os atores Marcos Palmeira, Lívia Falcão e Flávia Alessandra . Entrada Franca.
Sinopse - Um filme Brasileiro do gênero comédia, dirigido por Moacyr Góes, que narra a história de Zé Araújo (Marcos Palmeira), um homem boêmio, que gosta de frequentar cabarés e ouvir cantadores de viola. Após tirar a virgindade de uma turca, ele é obrigado pelo pai dela a se casar. Durante anos, Zé passa por seguidas humilhações, provocadas por sua esposa. Um dia, ao ouvir uma piada sobre sua situação, ele se revolta, destrói o armazém do sogro e ainda dá uma surra na esposa. Ao terminar, ele monta em seu cavalo e parte sem destino, decidido a ter uma vida de aventuras.
Data/Hora
Visitações: Terça-feira a sábado, das 8h às 12h e das 14h às 18h
Domingo, das 14h às 18h
Exibição do filme: sábado, 19, às 16h
Local: Auditório da Fortaleza
Museu Joaquim Caetano da Silva
Para quem curte história e cultura, o Museu Joaquim Caetano da Silva está aberto para visitações. Com duas exposições permanentes: Com a História do Amapá, que inicia desde o Brasil colônia até a era de Getúlio Vargas, e a Sala de Arqueologia, que possui peças de várias localidades do Estado.
Data/Hora
De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h
Sábado e domingo, das 9h às 14h

Dorislene Muniz/Secom

PUBLICIDADE