terça-feira, 11 de março de 2014

À BEIRA DO ARAGUARI: Ferreira Gomes pronta para receber o turista

TURISMO / A cidade de Ferreira Gomes não quer ser mais apenas referência de Carnaval fora de época, quer se firmar como um dos destinos importantes do interior do Amapá
BUCÓLICA - A prática de esportes de recreação no Araguari ou simplesmente de acampar às margens do rio são um dos maiores atrativos para o turista que decide visitar a pequena mas aprazível vila de Ferreira Gomes.
Cleber Barbosa
Editor de Turismo

Gestão Integrada e foco no empreendedorismo. Essas são bandeiras do atual prefeito do município de Ferreira Gomes, Elcias Borges, há quase um ano à frente da administração municipal. Ele pretende tirar do lugar a referência apenas de ser palco da maior micareta do interior do Estado, pois acredita que compartilhando ações e fortalecendo parcerias, o alcance dos resultados propostos será bem mais fácil e a bucólica vila às margens do rio Araguari terá turista o ano inteiro.
Prova disso é o investimento em obras de infraestrutura e realização de eventos planejados em parcerias com a iniciativa pública, privada e a comunidade em geral, para que o município se torne de fato um local turístico. “Só em 2013 foram investidos recursos em eventos como Forroguari, Araguari Verão, Réveillon, e o tradicional evento do maior carnaval fora de época do estado realizado nas margens do belíssimo e majestoso rio Araguari, o Carnaguari”, diz o prefeito Elcias.
"A implantação das usinas hidrelétricas trouxe um aumento do fluxo de turistas para Ferreira Gomes".
Antônio Brito, secretário de Turismo
Compensações - Um exemplo prático de como estão se dando as parcerias com a iniciativa privada foi a celebração de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), entre a Prefeitura e a empresa Ferreira Gomes Energia, responsável pela construção da nova usina hidrelétrica do município. A título de compensações, a empresa comprometeu-se em realizar projetos que contribuam para o desenvolvimento socioeconômico local e do estado. “Os projetos contemplam a revitalização da Praça Francisco Pinheiro Borges, com a construção de um quiosque, instalação de academia ao ar livre, playground, revitalização paisagística, construção de novas passarelas, reconstrução dos bancos de concreto, recuperação do guarda-corpo e a construção de duas rampas de acesso, para pessoas com deficiência física na extensão da orla”, enumera o titular da Secretaria de Turismo, Antônio Brito.
As entregas das obras estão marcadas até início de abril deste ano, após a finalização de capacitação de mão de obra local, com cursos específicos para o turismo, como Monitor local para Turismo, Higiene e Manipulação de Alimentos, entre outros, feitos em parceria com o SENAC e Prefeitura.
Segundo Antonio Brito, foi sugerido a acatado pela empresa a proposta de melhoria também na área urbana da cidade a implantação de 254 placas de identificação de ruas, facilitando a acessibilidade  dos moradores, visitantes e turistas, além de fazer o resgate dos munícipes ferreirenses os nomes com homenagem de várias pessoas que fazem parte da história de Ferreira Gomes.
Colaborou: Nira Brito

Investimentos em meios de hospedagem

A sede do município de Ferreira Gomes está estrategicamente instalada às margens do rio Araguari, cortada pela Ponte Tancredo Neves e bem ao lado do reservatório da hidrelétrica. Já está sendo considerada por especialistas uma das mais belas cidades turísticas do Amapá, com boa infraestrutura hoteleira com 14 empreendimentos entre pousadas e hotéis, com 120 UH’s (unidades habitacionais), com mais de 200 leitos. “Com a implantação das hidrelétricas  de Ferreira Gomes, houve um aumento de fluxo de turistas de negócios, já que a maioria dos técnicos são de fora do Estado”, explica o secretário Brito.
O prefeito Elcias Borges acredita o que  município tem grande possibilidades de desenvolvimento sustentável se o setor econômico do turismo for fomentado com responsabilidade e ações que promovam o bem estar do cidadão. “Para tanto, já está em andamento além da aprovação a Lei Municipal de Turismo, a criação do Conselho Municipal de Turismo e o Fundo Municipal de Turismo, critérios que facilitaram o investimento no setor através de convênios e emendas parlamentares conforme critérios exigidos pelo Ministério do Turismo”, afirma o secretário Antonio Brito.

Um município que corre atrás de novas vocações econômicas e culturais

Ferreira Gomes é um município no centro-oeste do Estado do Amapá. A população estimada em 2005 era de 4.321 habitantes e a área é de 5047 km², o que resulta numa densidade demográfica de 0,78 hab/km². Seus limites são Pracuúba e Tartarugalzinho a norte, Cutias a leste, Macapá a sudeste, Porto Grande a sudoeste e Serra do Navio a noroeste.
O município foi criado em 17 de dezembro de 1987. Dentre os fatores históricos de seu desenvolvimento até sua emancipação político-administrativa, destaca-se a condição estratégica que desempenhou como entreposto rodoviário no antigo traçado da BR-156. Sua economia está baseada no desenvolvimento de atividades agropecuárias tradicionais e, mais recentemente, no investimento no turismo para o qual vem colocando em prática a realização de eventos e a instalação de infraestrutura destinada ao aproveitamento das ambientações paisagísticas e de lazer do município.
Se destacam economicamente no setor primário a agricultura e a pecuária. Também a criação dos gados bovino e bubalino, além da criação de suínos, constituem a principal atividade econômica do município. No setor agrícola destaca-se a plantação da mandioca, cuja farinha misturada ao peixe resulta na famosa farinha de piracuí. Destacam-se ainda os plantios de milho e banana.O setor pesqueiro vem gerando divisas, por já estar sendo exportado para outro locais. No setor secundário, embora o município seja rico em argila, não dispõe de grandes recursos para incrementar a indústria. A despeito disso, e conforme informações disponibilizadas pelo Departamento Nacional da Produção Mineral, verifica-se interesse na pesquisa e exploração de minério de ferro no território do município. Possui também uma usina de industrialização de leites e derivados.

VANTAGENS DO TURISMO

- Redução do desemprego; 
- Distribuição efetiva da renda; 
- Geração de divisas; 
- Aumento na arrecadação de impostos; 
- Atração de investimento externo; 
- Melhoria da infra-estrutura de apoio ao turismo, beneficiando também os residentes; 
- Preservação dos patrimônios naturais e culturais com melhoria na qualidade de vida da população.
53 Atividades Econômicas.
Estimativa de impactos do turismo na economia.

CARNAGUARI
"O maior carnaval fora de época do interior do Amapá acontece às margens do majestoso Rio Araguari".
Elcias Borges, Prefeito

quarta-feira, 5 de março de 2014

Em nota, Capitania dos Portos confirma emborcamento de barcaça de mineradora

O empurrador opera com barcaças como essa para o embarque de minério
A Capitania dos Portos do Amapá (CPAP) informou nesta quarta-feira (05) que por volta das 10h30 tomou conhecimento do emborcamento do Empurrador “Mato Grosso”, por volta das 23h30 da noite anterior, a terça-feira de Carnaval. O incidente ocorreu no Canal de Santana (fundeadouro nº1). O empurrador pertence à empresa PAES CARVALHO, que presta serviço para Mineradora ZAMIN Amapá.
No momento do incidente, o empurrador conduzia uma balsa com minério de ferro para o Navio Mercante “Hammonia Malta”. Após o emborcamento, ele foi rebocado por outras embarcações até a localidade da Fazendinha, entre o Igarapé da Fortaleza e o Trapiche da Praticagem, aonde se encontra encalhado. Não houve vítimas.
A Capitania enviou para o local uma Equipe de Inspeção para prestar apoio e está tomando todas as providências para garantir a segurança da navegação na área e prevenir eventual poluição hídrica, por meio da instalação de barreiras de contenção.
Será instaurado o Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação no intuito de apurar as causas do incidente, com prazo de conclusão em 90 (noventa) dias.
A Marinha do Brasil, por intermédio de seus SALVAMAR - Serviço de Busca e Salvamento da Marinha, distribuídos pelos seus Distritos Navais em todo o país, recebe rotineiramente várias solicitações de resgate (SAR – Search and Rescue) e sempre empenha meios, homens e recursos para o cumprimento de suas atribuições e competências constitucionais, no que tange à segurança da navegação e à salvaguarda da vida humana nas vias navegáveis.
A nota é assinada pelo comandante da Capitania dos Portos no Amapá, o capitão-de-fragata Lúcio Ribeiro.

Escola de Samba do Rio usa tecnologia da Marinha em desfile na Sapucaí

O sobrevoo da águia, símbolo da Portela, roubou a cena no Sambódromo do Rio de Janeiro
ROBERTA PENNAFORT - Agência Estado

Como no samba-exaltação de Paulinho da Viola, a Portela pintou de azul a Passarela do Samba. Encantou o público e fez um desfile de candidata ao título deste carnaval - foi saudada assim ao fim da apresentação por parte das arquibancadas. O enredo da escola de Madureira era a Avenida Rio Branco, a via mais representativa do centro do Rio, seu entorno e as transformações por que a região passou do século 16 ao 21.
A passagem da Azul-e-branca mexeu com a Sapucaí desde o comecinho, quando alçou voo uma águia (símbolo da Portela) drone comandada por controle remoto. A tecnologia é da Marinha e vinha sendo testada havia três meses secretamente, segundo o carnavalesco Alexandre Louzada.
Outra novidade foi a escultura de 18 metros de altura que simbolizava o "gigante adormecido que acordou", uma alusão às manifestações de rua iniciadas em junho do ano passado. Ele ora se abaixava, tomando o formato de uma rocha, ora se levantava, uma referência ao levante popular em busca de melhores condições de vida. A Sapucaí ficou atônita e aplaudiu muito. Segundo Louzada, é a maior escultura que passou na avenida em 30 anos de Sambódromo.
De asas abertas, as 22 águias do abre-alas - simbolizando os 21 títulos conquistados em nove décadas de história, e a vitória almejada este ano - chamaram atenção pela beleza plástica. A maior delas, de 14 metros de envergadura, grunhiu alto, convocando o público.
Apesar de o prefeito do Rio, Eduardo Paes, declarar-se portelense, e de o tema ser carioca e atual (a Rio Branco passa no momento por mais transformações", a escola afirma que não teve patrocínio do município, segundo Louzada. "Invocamos (o compositor) Candeia e todas as raízes negras da Portela, como um pedido de axé para essa nova fase, que é de renascimento", explicou o carnavalesco.


O momento é de otimismo na escola, que vem de uma década afundada em dívidas (num total de quase R$ 7 milhões, com fornecedores e órgãos públicos e trabalhistas) e sob uma gestão tida como fraudulenta. O novo presidente, Sergio Procópio, é compositor e tem o apoio dos portelense históricos. "Estamos num recomeço. Quando a escola se volta para si mesma, constrói algo com mais verdade", disse Paulinho da Viola. "Antes não tinha amor (pela Portela), e sem amor nada vai pra frente. A Portela se encontrou", garantiu Monarco, um dos maiores ícones da escola. 

sábado, 1 de março de 2014

Coluna Argumentos, sábado, 01 de março de 2014

Rigor

Quando a Justiça Eleitoral decidiu apertar o cerco contra a propaganda irregular a gente viu muita coisa boa acontecer. O objetivo, claro, era o de garantir o chamado ‘equilíbrio’ do pleito. Tinha a ver com a chegada do instituto da reeleição. Uso da máquina, sabe?
Policromia

Pois é, aí tudo passou a ser mais controlado, como proibições de prefeitos, governadores e presidentes em participar de inaugurações no período eleitoral. Até as cores de governos merece mais atenção.

Uma lei

E eis que surge uma boa iniciativa neste sentido. Da lavra do jovem vereador Diego Duarte (PP), em Macapá agora só se pode usar as cores da bandeira do município. Vale para os prédios públicos também.

Faixas

Nesse negócios de cores, Roberto Góes quando prefeito pintou faixas de ônibus de azul. Mas era legal. Agora se pergunta sobre as faixas vermelhas que a PMM pinta.

Marcas

Quem não se lembra do azul Barcellos? Era uma marca do ex-governador. Waldez usava azul celeste. Capi e o filho Camilo, claro, usam amarelo em prédios e até carteiras escolares.

Polêmica
Nem mesmo a lista de negociações suspeitas, execuções fiscais e judiciais impediram a Ecometals de obter licença do Estado para operar nas pilhas que a União diz ser minério da Icomi. Vem barulho.

Balanço
Foram 54 pessoas, entre magistrados, serventuários, colaboradores e parceiros, que arregaçaram as mangas e trabalharam bastante durante sete dias para garantir atendimentos jurisdicionais às comunidades do Arquipélago do Bailique. Era a 108ª Jornada Itinerante Fluvial, da Justiça local.
 
Personalidade

De servidor de carreira do Banco do Brasil, dono de uma história de vida fantástica, o professor universitário José Carlos Zingra tem um livro dando pinta de virar best seller. Mas nos Estados Unidos, onde traduziu com sucesso a obra “O segredo da montanha proibida”. Topa conferir? Procure nas boas livrarias que vale a leitura nesse feriado prolongado.

Sarney justifica não ter desfilado em escola que lhe prestou homenagem

Aspecto do desfile da Embaixada de Samba Cidade de Macapá, na noite de sexta-feira, em Macapá
O senador José Sarney (PMDB-AP) concedeu entrevista neste sábado (01) quando falou sobre os motivos para decidir não desfilar na Embaixada de Samba Cidade de Macapá, agremiação carnavalesca que defendeu no Sambódromo o enredo “Do Maranhão para o Amapá, a viagem do poeta vencedor”, que faz um passeio na carreira literária de Sarney. Para o ex-presidente do Brasil, foi para evitar qualquer conotação política que decidiu não aparecer na avenida, apesar de se dizer eternamente grato pela homenagem.
Sarney disse ter ficado muito sensibilizado pela decisão de uma escola de samba do Amapá em prestar a ele uma homenagem dessa envergadura. Acompanhe, a seguir, a íntegra da entrevista concedida por Sarney à rádio Diário FM, que transmitiu ao vivo o desfile no Sambódromo de Macapá:

Pergunta – O senhor foi o grande homenageado na primeira noite dos desfiles das Escolas de Samba no Sambódromo de Macapá, por sua obra literária, como poeta e membro da Academia Brasileira de Letras, como foi isso para o senhor presidente?
José Sarney – Olhe, eu quero em primeiro lugar agradecer muito à Embaixada de Samba Cidade de Macapá a homenagem que me prestou sendo tema do enredo dessa agremiação, ainda mais porque isso representa para mim um fato muito especial, que é a sensibilidade do povo, através dos carnavalescos que fazem aquele Carnaval do Amapá, para a literatura, para as coisas do espírito, então resolveram homenagear o homem de letras, o intelectual e isso me honra muito, pois significa também o apreço do Amapá pela cultura e por aqueles que se dedicam ao cultivo das artes e ao cultivo da literatura, portanto eu agradeço e fico muito sensibilizado.

Pergunta – E qual o tamanho dessa obra literária, presidente?
Sarney – Eu já tenho publicado 124 títulos. Agora mesmo está saindo pela Editora Leia a 17ª edição do “Norte das Águas”, a 9ª edição de “Saraminda”. Tenho livros publicados em 12 línguas e ao mesmo tempo sou membro da Academia de Letras do Brasil, inclusive sou o decano. Sou doutor pela Universidade de Coimbra, membro da Academia de Letras de Lisboa, tenho também o título de doutor pela Universidade de Pequim e pela Universidade de Moscou e de muitas outras universidade. Também tenho livros, como disse, publicados no Brasil e no exterior. Assim, a homenagem que a escola de samba fez a mim foi pela produção literária, um reconhecimento por minha parte intelectual, o que me sensibiliza muito, pois todos sabem que a minha vida foi dividida em duas partes, a literatura e a política, mas a literatura foi uma vocação que eu nunca abandonei na minha vida, mesmo convivendo com a política, e inteiramente diferente a literatura. Mas não me faltou tempo em toda a minha vida para escrever, publicar e estar sempre presente nas coisas da cultura.

Pergunta – E a política ajudou na cultura também, não é?
Sarney – É, tanto que a Lei de Incentivo à Cultura é de minha autoria, foi por mim apresentada há mais de 40 anos no Brasil e hoje ela dá recursos para que no país inteiro a cultura possa ter apoio público. Eu quero agradecer muito sensibilizado a todos aqueles que promoveram essa homenagem, principalmente aqueles que tomaram à frente na Embaixada do Samba Cidade de Macapá, nessa prova de consideração.

Pergunta – O senhor não assistiu ao desfile?
Sarney – Me disseram que foi um desfile muito bonito, que mostrou o talento dos carnavalescos do Amapá, especialmente aqueles da Embaixada e ao mesmo tempo todos aqueles que fizeram os figurinos, que fizeram a música, que desfilaram e que promoveram uma parte importante do Carnaval do Amapá. Eu sou muito grato uma vez mais, sobretudo por essa faceta, a faceta do intelectual. Eu não estive presente ao desfile para que não se confundisse a política com a literatura e assim pudesse ter uma interpretação diferente, que pudesse a Justiça Eleitoral interpretar de maneira diferente, mas eu estava em espírito acompanhando o desfile e ao mesmo tempo telefonando para saber como é que tinha sido e fiquei muito feliz, muito feliz e muito grato. A minha gratidão a todos eles.

Pergunta – Aliás, foi uma ausência sentida mesmo, havia até uma expectativa muito grande por parte da imprensa que cobria o desfile, transmitido por emissoras de rádio e televisão, de que o senhor pudesse aparecer no final, como um elemento surpresa da apresentação da Embaixada, mas o senhor já havia dito da impossibilidade de comparecer até por estar acompanhando a recuperação de sua esposa, que foi submetida a uma cirurgia. Dona Marly está bem?
Sarney – Está bem, graças a Deus. Mas ao mesmo tempo o que pesou muito foi o fato da lei eleitoral poder interpretar como propaganda antecipada, como se eu estivesse me valendo do Carnaval para fazer propaganda política pessoal. Eu acho que foi totalmente espontâneo, eu não interferi, não pedi, foram eles que tiveram a iniciativa e por isso sou duplamente grato pelo que eles fizeram.

Pergunta – Muita gente destacou o trabalho do carnavalesco Disney Silva que retratou muito bem no enredo a trajetória do senhor na literatura, desde a infância nos campos de São Bento até sua chegada ao Amapá, onde também publicou inúmeras obras literárias. Na comissão de frente da escola os integrantes usavam o fardão característico da Academia Brasileira de Letras o senhor sabia?
Sarney – É, eu soube que foi muito bonito. O enredo foi muito bem feito. Eu tive a oportunidade de ver o desenho das fantasias e fiquei muito impressionado com a qualidade e disse isso aos responsáveis pelo desfile. Fico feliz por eles terem concretizado tudo isso num desfile com toda a parte literária da minha vida, na qual se inclui alguns livros sobre a história do Amapá, que hoje é muito divulgado lá fora, nas escolas e é livro de consulta das universidades, inclusive o livro “Saraminda” que está ambientado nos garimpos de Calçoene e que está circulando pelo mundo inteiro, com três traduções na França e também uma recepção muito grande na Guiana. Eu acho que o Amapá também por esse outro lado ganha, pois eu não fiquei só na política. Também procurei inserir o Amapá na literatura brasileira.

Pergunta – Na letra do samba de enredo da Embaixada há referência de que o senhor foi um poeta vencedor.
Sarney – O samba eu ouvi várias vezes e é muito bonito mesmo.

Pergunta – Obrigado por sua entrevista presidente.

Sarney – Muito obrigado digo eu e parabéns à Embaixada do Samba e um abraço a todo o povo do Amapá.


Ficha técnica do desfile da Embaixada do Samba, durante a transmissão pela tv. Foto: Reprodução

Mineradora Zamin obtém licença para dragar local do novo porto

Aspecto da instalação do novo porto da mineradora Zamin, em Santana
A Zamin Amapá, sistema integrado pela mina em Pedra Branca do Amapari,  pela a Estrada de Ferro do Amapá e operação do porto em Santana, recebeu a licença ambiental do Instituto de Meio Ambiente do Amapá (IMAP) para realizar o processo de dragagem em sua área portuária. A operação visa aumentar a segurança no local e garantir o sucesso na operação de instalação de uma plataforma elevada  que será fixada no fundo rio (Jack-up) e permitirá a atracação dos navios, substituindo o antigo píer flutuante.

Para instalação desses novos equipamentos a empresa segue todas as medidas de segurança para que o Porto seja ainda mais seguro e moderno. Umas das medidas é a construção de uma parede diafragma (muro de contenção) ao longo da margem do Rio Amazonas, dentro da área da empresa. A previsão é de que no segundo semestre de 2014 o píer esteja funcionando. Tal previsão dependerá também das licenças que deverão ser obtidas até o período.

Para o Gerente Geral de Logística da Zamin Amapá, Mivaldo Paz, a licença fornecida para a empresa é um importante passo na construção do novo Porto. “O processo de dragagem é importantíssimo para nós já que possibilitará um avanço em diversos aspectos operacionais, entre os quais, o aumento na segurança, maior valor da empresa”, afirma Mivaldo.

Até o momento, os embarques têm sido feitos por meio de barcaças que atracam no píer fixo da Zamin Amapá, onde foram instaladas correias transportadoras. As barcaças fazem o transbordo (transferência do minério para um navio maior) para embarcações localizadas, simultaneamente, em dois pontos distintos: o primeiro, na Companhia das Docas de Santana (CDSA) e, o segundo, próximo ao balneário da Fazendinha, onde ficam ancoradas.

GRUPO ZAMIN – A Zamin é um conglomerado independente global de mineração com ativos na América do Sul, África, Austrália e Ásia. O grupo Zamin está no Brasil desde 2005, operando  as minas  Susa no Rio Grande do Norte  e Greystone, na Bahia .No Amapá, a Zamin já opera a Zamapá Mineração desde 2011. Com a aquisição do Sistema Amapá, que passou a se chamar Zamin Amapá, o atual portfólio de ativos do Grupo será fortalecido com o principal empreendimento do grupo na produção de ferro.


Paulo Oliveira
Comunicação Empresarial
Celular: +55 (96) 8111-4273
Skype: pauloaraujodeoliveira

“A violência é da natureza humana. As pessoas hoje estão mais intolerantes”

Psicólogo. Diego Almeida fala sobre como a psicologia forense está vendo a onda de violência que assusta o Amapá.
O psicólogo Diego Sousa de Almeida foi ao rádio ontem participar de debate a respeito da violência. Foi durante o programa Conexão Brasília, na Diário FM. Ele falou sobre as origens da humanidade, quando o homem passou a ter contato com a violência como forma de sobrevivência. Depois, com a civilização, esses instintos foram reprimidos por regras de convivência social. Então o que explica o fato da sociedade atual achar que o mundo está mais violento? O que leva uma pessoas a entrar para o mundo da criminalidade? Essas e outras perguntas são respondidas pelo especialista nesta entrevista que o Diário do Amapá publica a seguir, concedida ao jornalista Cleber Barbosa. Acompanhe a conversa.

Cleber Barbosa
Da Redação

Diário do Amapá – Falar sobre a violência dos dias atuais não deve ser coisa simples para a psicologia, não é?
Diego Almeida – Exatamente, não é simples. A violência é um tema muito complexo e a gente percebe hoje que o mundo realmente parece que está mais violento, mas na verdade se a gente for falar um pouco mais sobre isso podemos dizer que a violência é uma constante. Ela é natural ao ser humano, a gente convive com isso desde os primórdios, desde os tempos anteriores à civilização.

Diário – Então por que as pessoas estão mais assustadas e até revoltadas com tanta violência?
Diego – O que ocorre hoje é que como nós temos meios de informação mais rápidos, mais velozes como a mídia televisiva e a internet através das redes sociais. Acontece que a violência fica mais exposta, aparece mais, ao contrário do que acontecia anteriormente, quando a informação circulava com menor velocidade.

Diário – Dá pra dizer que as pessoas estão mais violentas atualmente?
Diego – É importante conceituar, o que não é muito fácil, mas a diferença entre violência e agressão. A agressão é um movimento natural do homem, antes da civilização, pois naquela época o homem para sobreviver precisava matar, precisava articular de várias maneiras, vários meios para sobreviver. E não existiam leis naquela época. Depois que a sociedade de modo geral se organizou essa maneira de agir do homem ficou reprimida, ele precisou reprimir para viver em sociedade. Daí eu dizer que a agressão é comum, tanto no meio social humano como no meio animal. Ela pode ser entendida como um impulso filogenético programado pelo ataque ou recuo quando a vida ou o espaço vital são ameaçados. Isso a gente percebe no próprio animal, quando é acuado, quando é atacado ele vai se defender, é um instinto do animal.

Diário – E o homem, age como quando é violento?
Diego – Diferente do animal o homem é o único capaz de empreender um ato agressivo com prazer, com satisfação. Nesse ponto ele se difere do animal e aí a agressão é sinônimo de qualquer ação ou omissão com mecanismo usado contra o outro para causar qualquer tipo de dano ou prejuízo.

Diário – Hoje a gente tem visto as pessoas se mobilizando para a prática da violência, usando até ferramentas da modernidade, como as redes sociais.
Diego – Quando a gente vive em sociedade, a leis e as regras de convivência interditam, elas interrompem o homem e esses instintos, essa vontade original é reprimida. Já com os grupos que se formam e praticam a violência é diferente. Quando as pessoas se associam para praticar a violência essa repressão diminui e as pessoas se sentem mais livres para atuar.

Diário – Ainda com relação à internet a gente já viu recentemente pessoas sendo indiciadas por apologia ao crime, ao postar fotos portando armas de fogo ou até combinando vinganças e outros atos de violência. Como o senhor vê isso?
Diego – O grupo se sente livre para atuar, conforme eu disse anteriormente. Algumas pessoas até dizem não reconhecer mais um indivíduo porque ele se transformou. Na verdade são instintos que estão ali, são vontades que estão ali desde sempre e que quando ele se reúne em grupo essa repressão social causada pelas leis, e a resistência interna causada pelo que se chama de psique, o superego, ele reduz. A ideia de estar em grupo é se camuflar, não ser percebido, ao contrário do que aconteceria se estivesse agindo sozinho.

Diário – Segundo estatísticas da Justiça local, 76% da população carcerária hoje do Iapen são constituídos por pessoas na faixa etária dos 18 aos 27 anos, ou seja, um grupo eminentemente jovem.
Diego – Exatamente, esses dados reais e lamentáveis eu diria. Além da violência eu percebo também que há uma constante de intolerância. A gente vive um tempo de intolerância onde as pessoas saem de uma simples discussão no trânsito ou uma discussão familiar pode gerar às vezes um trauma maior, um problema muito maior. As pessoas hoje têm menos tolerância.

Diário – Tem até uma frase que diz que ‘o homem é um produto do meio’, ou seja, do meio onde ele vive, então diante dessas circunstâncias as pessoas estão também ficando mais acomodadas com os episódios de violência?
Diego – Exatamente, mas pela psicologia na verdade acontece um pouco o contrário disso, pois o homem traz dentro de si alguns desejos, algumas vontades que são reprimidas pelo conjunto de leis, mas que quando ele se vê no grupo, quando se vê aliado e identificado com outras pessoas que têm o mesmo objetivo, a mesma identidade, ele se sente livre para agir e colocar para fora o que reprimiu dentro de um contexto social.

Diário – E lá na Penitenciária, o que tem de iniciativas visando a ressocialização daqueles que entraram para a criminalidade?
Diego – Lá dentro da Penitenciária estou há dois anos e trabalho com as pessoas do regime semiaberto. Iniciei um trabalho com eles em 2012 preparando essas pessoas para a saída. Os questionamentos são sobre se essas pessoas quando saem voltam a cometer outros delitos, o que infelizmente é uma realidade do nosso sistema penitenciário, pois temos uma dificuldade muito grande, seja de estrutura, seja com pessoal, pois temos poucas pessoas para o quantitativo de presos que temos que atender. Mas nós fazemos o possível, nos esforçamos muito e tentamos fazer o melhor ali dentro.

Diário – E sobre outro aspecto doutor, a dependência a drogas que muitos presos desenvolvem?
Diego – Pois é, depois desse trabalho com o pessoal do semiaberto eu desenvolvi um trabalho com aqueles com dependência química também lá dentro, por aproximadamente três ou quatro meses. Agora mais recentemente tenho trabalhado com os presos que progrediram do regime fechado para o semiaberto. Eu trabalho com grupos de pessoas, de 25 a 30 pessoas, fazendo a roda de terapia comunitária, juntamente com assistentes sociais e com outros técnicos, num trabalho integrado, multiprofissional e interdisciplinar com relação à ressocialização.

Diário – Há quem atribua o fato de tantos jovens ingressarem na criminalidade a falta de oportunidades de empregos para essas pessoas. O que o senhor acha disso?
Diego – A gente não pode achar respostas simples para questões complexas. O problema da criminalidade é muito complexo e ele demanda várias soluções, vários meios para se resolver e mesmo assim a gente não tem garantias de resolução. Posso dizer que a questão social, do trabalho e do emprego, de fato tem influencia sim na criminalidade, mas também a falta de educação que nosso Estado e nosso país sofrem, a falta de moradia também, a falta de saúde, esses são tópicos importantes para quando a gente conversa ou a gente discute a questão da criminalidade.

Perfil...

Entrevistado. Diego Sousa de Almeida tem 27 anos de idade, e nasceu em Belém (PA), filho de pai paraense e mãe amapaense. Diplomou-se em Bacharelado e Licenciatura em Psicologia pela Universidade da Amazônia (Unama), em 2010. Ingressou por concurso público no quadro de psicólogos do Estado do Amapá, sendo atualmente lotado na Coordenadoria de Tratamento Penal, inserido na Unidade de Assistência Social e Psicologia do Complexo Penitenciário do Amapá (Iapen). Diz estar aplicando a tese defendida nos tempos de Academia “A mudança em grupoterapia com base na Gestalt”. Atualmente também está fazendo sua especialização em Saúde Mental pela Universidade Federal do Amapá (Unifap).

REGIÃO DOS LAGOS: Aquilo que o Amapá tem de mais belo é aqui!

A dica de passeio deste domingo é a Região dos Lagos do Amapá, uma imensa área verde que nessa época do ano fica submersa e ainda mais bonita. Sobrevoar o lugar proporciona lindas fotos.
Cleber Barbosa
Editor de Turismo

O biólogo amapaense Antônio Carlos Farias vai direto ao ponto, quando indagado sobre como definir a Região dos Lagos do Amapá: “É o lugar mais bonito da Amazônia”. E olha que ele fala isso do alto dos mais de trinta anos como profissional ligado às questões ambientais. Hoje aposentado, ele foi procurado pelo Diário do Amapá para ajudar a decifrar um verdadeiro enigma natural, um lugar bonito por natureza e que ainda não foi descoberto em sua plenitude para a exploração de seu maravilhoso potencial turístico.
Oficialmente a Região dos Lagos abriga a Estação Ecológica do Lago Piratuba, com quase 1 milhão de hectares. Um local extremamente preservado e grande. Lá é encontrada uma única espécie de flamingo, cujo nome científico é Phoenicopterus-ruber, também chamado de Flamingo Americano. A ave migratória que origina suas viagens na Flórida, passa pelo Caribe, Ilhas Galápagos até a costa norte da América do Sul, em especial o Cabo Orange e, claro, a Região dos Lagos do Amapá, onde fazem seus ninhais e se reproduzem às centenas.
"Ali você tem um ecossistema que poderia muito bem ser chamado de um mini-Pantanal. É o lugar mais bonito da Amazônia".
Antônio Farias - Biólogo
Para Farias, a importância dessa região sob o ponto de vista ambiental é extraordinária. “Ali você tem um grande ecossistema, que poderia muito bem ser chamado de um mini-Pantanal. A região dos Lagos do Amapá não é só bela pelo seu aspecto visual, é um santuário”, diz ele.
Como dica ao viajante, diz que se o turista puder fazer um sobrevoo terá fotografias lindas, fantásticas. “Realmente pela sua importância do ponto de vista do desenvolvimento do turismo devido a fauna que você tem lá, um verdadeiro santuário de diversas espécies, a região dos Lagos vale a viagem”, acrescenta. Ele cita o Lago Piratuba, o Lago Duas Bocas, o Lago Novo e o Lago Grande, como principais atrativos. Os lagos cortam os municípios de Amapá, Pracuúba, Tartarugalzinho e uma parte de Cutias do Araguari e Ferreira Gomes.
Ameaça - Mas Farias faz uma ressalva. Disse que o ICMBio, o Ibama antes e o próprio Governo do Estado têm feito um esforço muito grande para manter a região intacta. “Porque ocorre que de uns tempos para cá nós verificamos a intensificação da criação de búfalos, chamada bubalinocultura, o que fez com que alguns desses lagos fossem drenados pela ação predatória desses animais, que têm hábitos aquáticos e criam verdadeiros canais onde as águas salobras da Costa se misturam com a água doce e limpa dos lagos”, diz. Ele alerta que se alguma providência não for tomada aquele verdadeiro paraíso poderá ser destruído.

Aporema é a porta de entrega do santuário

Se pudermos dizer onde fica a porta de entrada da Região dos Lagos, esse lugar chama-se Aporema, uma pequena comunidade onde moram menos de 500 famílias e cuja liderança maior é o aposentado Antônio Barbosa de Souza, 72, que até criou a Associação dos Vaqueiros. No calendário de grandes eventos por lá está a tradicional Festa do Vaqueiro de Aporema, que ele foi um dos idealizadores. Simpático e comunicativo, Barbosa vai logo dizendo que não existe uma região de campo mais bonita que o Aporema.
"As pessoas preferem a região nessa época do ano quando tudo fica alagado. Eu prefiro no verão".
Antônio Barbosa - Aposentado
“Aqui as pessoas gostam de dizer que é mais bonito no inverno, quando alaga tudo, mas eu prefiro no verão, quando as águas baixam e cresce o capim de marreca, quando tudo fica bem verdinho”, derrete-se.
Barbosa passa a semana em Macapá onde para complementar sua renda e manter-se ocupado faz transporte de alunos em uma Kombi. Mas também mantém um serviço regular de transporte escolar na Vila do Aporema. Suas lanchas singram o rio que dá nome ao lugar durante os dias letivos e transportam turistas e outros visitantes (a maioria indicados por algum familiar) em passeios pelos lagos. Dá para pescar e mandar preparar o peixe na hora. Vale a pena conferir!


Pernoite na mata, com direito a peixe fresco e passeio de voadeira

Mas nem só de potencial vive a Região dos Lagos do Amapá. Já existem iniciativas formatadas para o atendimento do turista que deseja ter um contato mais próximo com toda a exuberância da natureza amapaense. O microempresário Napoleão Paula dos Santos, 56, abriu há algum tempo um pequeno empreendimento turístico na comunidade do Aporema. Trata-se do Hotel Ecológico Egito. Tem tente perguntar o porquê do nome, pois ele também batiza suas embarcações com palavras ligados ao passado bíblico. Tem a lancha Roma e a voadeira Grécia. A pequena pousada está em plena expansão, pois quando as obras estiverem prontas sua capacidade hoteleira sairá dos atuais três quartos para oito cômodos. Parece pouco, mas cada quarto possui duas camas de casal e uma de solteiro, ou seja, tem capacidade para acomodar pelo menos cinco ocupantes por quarto. As diárias são cobradas a R$ 25 por pessoa, com direito a café da manhã. Os únicos ‘luxos’ a que se tem direito são dois ventiladores por quarto e tv ligada a antena parabólica. Nada de tv a cabo amigo. “E ninguem reclama de calor, pelo contrário, fazem é pedir cobertores pois as noites são bem frias por lá”, diz o proprietário.
O acesso é feito de carro pela BR-156, com o turista percorrendo uma distância total de 175 quilômetros. Como referência, é só observar quando passar a ponte do Tracajatuba, pois são mais 12 quilômetros até o ramal que dá acesso ao lugar. De lá, são mais 5 quilômetros até uma bifurcação em que à direita vai para São Benedito e à esquerda a Fazenda Modelo, melhor caminho até a pousada de Napoleão. Chegando lá dá para deixar o carro bem guardado e pegar uma lancha exclusiva para transporte de hóspedes. Em 10 minutos se chega ao destino. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones 8801-2850 ou 9971-1658

CURIOSIDADES

-  Os flamingos são aves pernaltas, de bico encurvado, que medem entre 90 e 150 cm. A sua plumagem pode ser bastante colorida em tons de rosa vivo. São animais que se alimentam de algas e pequenos crustáceos através de filtração.
Os flamingos são aves gregárias, que vivem em bandos numerosos junto a zonas aquáticas.
- O flamingo é a ave nacional de Trinidad e Tobago.

870 Mil Hectares.
Esta é a dimensão da área da Estação Ecológica do Lago Piratuba, na Região dos Lagos do Amapá.

VISTA AÉREA


Operação da Marinha do Brasil aperta a fiscalização aquaviária

Os comandantes Lúcio (esquerda) e Jackson durante coletiva à imprensa local
A Marinha do Brasil divulgou ontem (20) em Santana (AP) o resultado parcial da primeira semana da Operação Amazônia Azul, que está levando à risca a chamada ‘Inspeção Naval’. Mais que apertar a fiscalização para garantir a segurança da navegação nos rios da região, a iniciativa também é de presença do Estado Brasileiro na costa e também na foz do maior rio do planeta, o Amazonas. Ações de cunho social, como atendimento médico e odontológico, também estão sendo promovidas nas diversas comunidades ribeirinhas.
O comando das ações no Amapá está a cargo do capitão de mar-e-guerra Jackson Sales da Silva, que lidera o Serviço de Patrulhamento Naval do Norte e também do capitão-de-fragata Lúcio Marques Ribeiro, atual comandante da Capitania dos Portos do Amapá. Os dois concederam entrevista coletiva ontem a bordo do Navio -Auxiliar Pará, uma das principais embarcações empregadas na operação, por sua capacidade de transporte de tropas, cargas e até um mamógrafo que existe a bordo.
A operação Amazônia Azul, aberta oficialmente à meia-noite de segunda-feira, conta ainda com a participação de diversas agências, federais e estaduais, como Polícia Federal, Receita Federal e Ibama, além da Força Aérea Brasileira (FAB). Os primeiros números divulgados ontem dão conta de que foram realizadas 188 abordagens, com agentes envolvidos procedendo 48 notificações e pelo menos 23 apreensões de embarcações. “As principais irregularidades que encontramos foram com respeito a problemas com a documentação das embarcações ou de seus tripulantes, além do transporte ilegal de pescado e até de carvão”, disse o comandante Jackson Sales.
Os trabalhos da Amazônia Azul irão até sábado, mobilizando 180 militares da Marinha, além de três navios e outras três lanchas operacionais.

“Estou feliz por voltar a Macapá para ajudar a devolver o Zerão ao povo”

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MINISTRO Aldo Rebelo e a bola da Copa do Mundo do Brasil, visitou Macapá para inaugurar o Zerão.
O ministro dos esportes do Brasil, Aldo Rebelo, veio a Macapá ontem para a festa de reinauguração do Estádio Milton de Souza Corrêa, o Zerão. Ele concedeu uma entrevista exclusiva ao Diário do Amapá, oportunidade em que falou sobre os investimentos que o governo federal está fazendo no ano da Copa do Mundo, tanto para a prática do futebol, como também do esporte amador. Para isso, serão 5 mil novas quadras em escolas públicas bem como outras 5 mil arenas ganhando cobertura. Em Macapá, o ministro anuncia a construção de uma pista oficial de atletismo e também uma piscina olímpica. Esses e outros assuntos foram abordados nessa conversa com o jornalista Cleber Barbosa. Acompanhe a seguir.

Cleber Barbosa
Da redação
Diário do Amapá – Não é sua primeira vez em Macapá, não ministro?
Aldo Rebelo – Não. Sou freguês antigo aqui do estado do Amapá, mas sempre muito feliz por poder retornar a Macapá e agora poder ajudar a cidade e o estado a devolver ao povo o Zerão, que é uma joia para o futebol do Amapá, e o governo federal apoiou, ajudou e daí a nossa presença aqui.

Diário – Mas o seu Ministério já vinha ajudando o Amapá em outras iniciativas, não é mesmo?
Aldo – Ah sim, também fizemos a entrega já no ano passado de dois centros de iniciação ao esporte, um para a cidade de Macapá e outro para a cidade de Santana e vamos apoiar no que estiver ao nosso alcance a criação de uma infraestrutura esportiva para o Estado do Amapá.
Diário – E essa peculiaridade do Estádio Zerão estar no meio do mundo, o apelo que isso tem para o turismo também ministro, pode ser também incrementado, especialmente por estarmos em ano e no país sede da Copa do Mundo?
Aldo – Tem um significado importante da ideia do que o futebol representa para o Brasil, da nossa diversidade, da nossa capacidade de oferecer ao mundo uma forma de identidade que é o futebol, que para nós é muito mais do que o esporte. E daí naturalmente que essa curiosidade do Zerão ser dividido pela Linha do Equador só enriquece o imaginário do que significa o futebol brasileiro.
Diário – Nesse período que antecede à Copa do Mundo já dá para relaxar um pouco e entrar no clima da mais famosa competição esportiva do planeta ou os compromissos e os prazos a serem cumpridos dentro do cronograma da Copa ainda o deixam estressado?
Aldo – Não, estamos tranquilos, trabalhando muito é verdade, não tem outro jeito, preparando a Copa. Mas o Brasil vai fazer uma Copa do Mundo exemplar, disso eu não tenho nem nunca tive dúvidas.
Diário – As cidades que não são sedes da Copa do Mundo, mas que podem ser incluídas no roteiro de viagem dos milhares de turistas estrangeiros que viajarão ao país isso também está sendo observado pelo governo federal?
Aldo – Nós já tivemos aqui o Amapá selecionado como um dos centros de treinamento pela Fifa (Federação Internacional de Futebol), com um dos hotéis escolhidos e com o Zerão escolhido, então de certa forma o estado do Amapá e a cidade de Macapá entraram no calendário e no organograma da Copa. E nós teremos também Olimpíada no Brasil e não devemos perder de vista a criação desta infraestrutura esportiva no Amapá também por causa das Olimpíadas.
Diário – E ainda têm os outros investimentos nessas cidades, seja na infraestrutura dos aeroportos, na própria acessibilidade das cidades e a melhoria da qualidade de vida para essas populações o senhor diria que deverá ser o grande legado desses grandes eventos?
Aldo – Eu acho que o Brasil tem que investir em dotar o país de uma infraestrutura esportiva. Nós estamos construindo 5 mil quadras nas escolas públicas, cobrindo outras 5 mil quadras e estamos construindo 270 mil centros de iniciação esportiva, então acho que isso tudo vai ficar para a nossa população.
Diário – Fala-se em outros investimentos do Ministério dos Esportes nesse campo de incentivo ao esporte amador também, não é mesmo?
Aldo – Sim, queremos dotar o Amapá de uma pista de atletismo oficial e também uma piscina olímpica, isso é um compromisso do Governo Federal por meio do Ministério do Esporte.
Diário – E também há o compromisso de continuar os investimentos na ampliação do Estádio Zerão?
Aldo – Com certeza, já temos alocados cerca de R$ 5 milhões no Ministério do Esporte para garantir a continuidade das obras de reforma e ampliação deste estádio, com a construção inclusive do segundo lance de arquibancadas. O Governo do Estado vai realizar essas obras e o Governo Federal vai dar o apoio.
Diário – Os mais otimistas chegam a dizer que o Zerão está dentro do chamado padrão Fifa de qualidade. Isso é verdade?
Aldo – Tanto está dentro do padrão Fifa que foi um dos centros de treinamento de alguma seleção estrangeira dentro dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014. Isso demonstra que havia esse equipamento e havia também uma rede hoteleira capaz de receber uma seleção no Amapá, o que credencia o Estado a abrigar eventos de cunho esportivo e também para as Olimpíadas de 2016.
Diário – O senhor está otimista com relação à seleção brasileira de futebol levar o título de campeão mundial na Copa que o Brasil vai sediar a partir de junho deste ano?
Aldo – Sim porque nós temos grandes jogadores e o Felipão é um grande treinador, então acho que isso nos assegura, jogando em casa, o êxito e o nosso sexto título.
Diário – Falando de política partidária também ministro, como o senhor reencontra seus camaradas do PC do B e sobre o momento da legenda aqui no Amapá?
Aldo – Muito bem. Com Milhomen, Pingarilho, que são quadros importantes do partido, pessoas que tem importante e nós confiamos no desempenho do PC do B aqui no Amapá.

Perfil...

Entrevistado. José Aldo Rebelo Figueiredo (Viçosa-MG, 1956) é jornalista e político, membro do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e deputado federal eleito diversas vezes pelo mesmo partido, representante do estado de São Paulo na Câmara dos Deputados. É, desde 27 de outubro de 2011, ministro dos esportes do governo federal. Foi presidente da Câmara dos Deputados. Também foi ministro de Estado da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais do Governo, no período de 2004 a 2005. Tem intensa participação em debates na área de relações exteriores e defesa nacional, sendo membro da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional que presidiu em 2002. Atua na preparação da Copa do Mundo 2014.

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