terça-feira, 17 de julho de 2012

Seleção Brasileira desembarca em Londres para buscar ouro inédito

Neymar, Alex Sandro e Pato no embarque da Seleção Olímpica para Londres
Jogadores da seleção chamaram a atenção dos passageiros do avião da TAM que os levou a Londres

A seleção brasileira de futebol enfrentou uma maratona para chegar a Londres, mas desembarcou na cidade olímpica animada com a perspectiva de conquistar uma inédita medalha de ouro nos Jogos de 2012. Depois dos treinos no Rio de Janeiro, a equipe viajou para São Paulo na segunda-feira. Após uma escala mais longa do que se previa - o voo para Londres, da TAM, patrocinadora da CBF, decolou com mais uma hora de atraso -, a seleção chegou à sede da Olimpíada por volta das 17 horas desta terça (no horário local, 13 horas em Brasília). Durante as onze horas de voo (na galeria acima, fotos exclusivas da equipe no avião), a seleção ocupou quase todos os assentos da classe executiva - e ofuscou a presença de atletas do remo e do judô, acomodados na classe econômica. Neymar e seus companheiros posaram para fotos com passageiros e outros integrantes da delegação brasileira - apesar dos resmungos do diretor de seleções Andrés Sanchez, que saiu da primeira classe para pedir que os torcedores deixassem a equipe descansar. Mas os jogadores pareciam mais dispostos a se divertir, trocando provocações e travando uma pequena guerra de bolinhas de papel.


Albans, ao norte da cidade), os jogadores foram recebidos por voluntários da organização dos Jogos e ganharam suas credenciais olímpicas. Algumas dezenas de torcedores esperavam a seleção brasileira no saguão do Aeroporto de Heathrow, mas os atletas passaram rapidamente pelo local, sem dar entrevistas - de acordo com a CBF, a pedido da própria segurança do aeroporto. A equipe não ficará hospedada na Vila Olímpica, mas sim no hotel Sopwell House. Na sexta-feira, o time treinado por Mano Menezes viaja a Middlesbrough, no norte da Inglaterra, para disputar um amistoso contra a seleção britânica. A estreia na Olimpíada acontece antes mesmo da cerimônia de abertura dos Jogos - no dia 26, a véspera da festa na capital, o Brasil enfrenta o Egito em Cardiff, no País de Gales. A equipe é uma das principais esperanças de medalha de ouro do Brasil na Olimpíada, mesmo com o longo histórico de decepções do futebol brasileiro nos Jogos. O país nunca foi campeão olímpico no futebol, e acredita-se que a seleção jamais encontrou um cenário tão favorável para conseguir o único título que ainda falta à sua galeria..


O Brasil já teve grandes times olímpicos no futebol - jogadores como Ronaldo, Ronaldinho, Roberto Carlos e Rivaldo participaram das seleções que foram aos Jogos. Desta vez, porém, a seleção olímpica do Brasil é muito próxima do que deve ser a seleção principal na Copa do Mundo - jogadores como Neymar, Ganso, Lucas e Thiago Silva (provavelmente o capitão e um dos convocados acima dos 23 anos) têm tudo para formar a base do Brasil para 2014. O país é o atual campeão mundial sub-20 - e, enquanto a seleção principal sofre para concorrer com as melhores equipes da atualidade, o time olímpico surge como favorito no seu torneio.

Coluna Argumentos, terça-feira, dia 17 de julho de 2012.

Balanço

O primeiro semestre chega ao fim e o Senado Federal  faz uma avaliação do que andou na Casa. Para o presidente José Sarney (PMDB-AP) uma das prioridades deste ano é o estabelecimento de uma nova relação entre a União, os estados e os municípios – o chamado pacto federativo – avançou no primeiro semestre e deve ser fechado.

Chama o EB!

Enquanto o cidadão já não aguenta mais ouvir notícias de corrupção em licitações e obras inacabadas, eis que uma instituição que nem tem vocação para ser gestora de obras está dando uma verdadeira aula. Trata-se do nosso Exército Brasileiro, que toca obras do PAC, de aeroportos e em vários Estados. Não dá pára assumir o aeroporto de Macapá?

Cada uma...

A técnica em enfermagem Fátima Pereira, dona de um valente Corsa 1996, foi a uma loja ontem para comprar um acessório para o carrinho. Estava acompanhada de sua netinha, a sapeca Sabrina. Quando uma funcionária perguntou para dona Fátima: - O seu carro é? Então a pequena Sabrina completou: - É velho!

Desportista 
Enquanto muita gente diz que o começo desta campanha está muito tímido, a do prefeito Roberto Góes vai atrasar ainda mais para ir à rua. É que ele embarcará para Londres esta semana  atenden-do honroso convite da CBF para chefiar a deleção brasileira que vai ao torneio de futebol das Olimpíadas.

Boas fontes

O Tribunal Regional Eleitoral orientou seus juízes a repassarem através da imprensa a maior quantidade possível de informações aos eleitores e assim garantir total transparência destas eleições municipais. Em Macapá há dois magistrados, Luciano de Assis e Rommel Araújo. O primeiro fala fácil, mas o segundo é mais reservado, mas já disse que vai sim atender a mídia.

Embate

O conceituado jornalista Ricardo Noblat, do jornal O Globo, postou em sua coluna/blog ontem que existe mesmo uma guerra entre o Ministério Público e a Assembleia Legislativa do Amapá, com trocas de acusações de toda ordem. Ele já havia registrado os problemas internos da AL e ontem falou sobre o que os deputados teriam apurado contra o MP. Essa briga promete.

Em Brasília

Quem também andou publicando notas a respeito da briga MP x AL foi o jornalista Luiz Carlos Azedo, do Correio Braziliense. Ele repercutiu também denúncias formuladas pela Assembleia Legislativa a respeito de licitações, compras de material de expediente e consumo, além de questionar o que ele chamou de “super-salários”. Ministério Público nega tudo com veemência.

(Re) Convocado

Integrantes da CPI do Cachoeira defenderam no final de semana que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), seja reconvocado para explicar o “compromisso” firmado entre ele e a Delta Construções, com a intermediação do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira assim que assumiu o cargo no ano passado, conforme Época denunciou.



Deputado Júnior Favacho leva apoio da AL ao Festival do Cupuaçu

A defensora Melissa Favacho, Gaby Amaranto, prefeita Francimar (PT) e o deputado Júnior Favacho
O presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Amapá, deputado Júnior Favacho (PMDB) participou no final de semana da programação do 16º Festival do Cupuaçu, em Serra do Navio. O evento é uma realização da Prefeitura local e que contou com o apoio institucional do Parlamento Estadual. Nas fotos tiradas pelo jornalista Leonardo Trindade, alguns momentos da grandiosa festa, que foi abrilhantada com a presença da cantora Gaby Amaranto, uma das revelações do show biz nacional.

Prefeita serrana, Professora Francimar (PT), dep. Júnior Favacho, Jean Alex (Jucap) e dep. Bruno Mineiro (PTdoB)

Entrevista: “Não acredito que essas eleições serão uma guerra”

JUIZ ELEITORAL– Dr. José Luciano de Assis será um dos fiscais da eleição municipal em Macapá este ano
A corrida pela sucessão municipal em Macapá, maior colégio eleitoral do Amapá, terá dois juiízes eleitorais como fiscais do pleito. Um deles é José Luciano de Assis, titular da 10ª Zona Eleitoral, a quem compete o registro das candidaturas e também questões mais rigorosas, como as ações judiciais de investigações eleitorais, exatamente o trabalho que pode resultar em cassação de registro, de diploma ou de mandato, dependendo do período em que ocorrer a última decisão judicial. De fala mansa, com sotaque marcante do interior do Mato Grosso do Sul, ele foi ao rádio ontem para uma esclarecedora entrevista ao programa Conexão Brasília. O Diário do Amapá publica a seguir os principais trechos da conversa.


CLEBER BARBOSA
ESPECIAL PARA O DIÁRIO DO AMAPÁ


Diário do Amapá - Essa eleição é diferente das chamadas eleições gerais, onde a coordenação da fiscalização do pleito é do corregedor do TRE?
Luciano de Assis - Exato. As eleições gerais ficam a cargo do TRE, então os pedidos de registro de candidaturas são distribuídos entre os membros do Tribunal e a questão da fiscalização da propaganda eleitoral e outras medidas ficam a cargo da Corregedoria. Já nas eleições municipais, que considero a eleição mais importante para o eleitor, pois o contato com aquele que tem o desejo de se eleger vereador ou prefeito para dar jeito na sua cidade é mais próximo, mais empenhada, tem esse estímulo maior. Então as eleições municipais põem na vitrine os juízes eleitorais, que é quem toca esse processo eleitoral.

Diário - E quem são esses juízes eleitorais na Capital?
Luciano - Aqui em Macapá são dois juízes eleitorais, o da 2ª Zona e o da 10ª Zona [Eleitoral]. Mas o TRE para poder distribuir esse serviço racionalmente editou uma Resolução, em dezembro do ano passado, disciplinando que a 2ª Zona Eleitoral vai cuidar das questões afetas à propaganda eleitoral, representações contra a propaganda, pedido de direito de resposta, enfim, tudo que envolver a propaganda eleitoral. Já a 10ª Zona ficou incumbida de registrar as candidaturas, definir sobre pesquisas eleitorais, prestações de contas, registros dos comitês financeiros, a distribuição do horário eleitoral gratuito, enfim.

Diário - Quando ele deve começar doutor?
Luciano - Na próxima semana nós provavelmente já deveremos ter uma reunião com os representantes das emissoras [de rádio e tv] para que nós possamos definir uma postura prévia de como nós vamos fazer o sorteio e a divisão do chamado plano de mídia, que a gente tem que separar e divulgar entre as emissoras.

Diário - Então por essa Resolução do Tribunal pode acontecer de um juiz entrar na jurisdição territorial do outro, por assim dizer?
Luciano - Isso, como nós temos duas zonas eleitorais que abrangem Macapá, Cutias [do Araguari] e Itaubal [do Piririm] os juízes atuarão cada um na sua competência definida por essa Resolução e atuarão dentro desses municípios. O doutor Rommel vai cuidar da propaganda eleitoral  dentro de Cutias, Itaubal e aqui de Macapá e eu vou cuidar dos registros de todos esses candidatos. E ainda para mim ainda sobram as ações de investigações judiciais do eleitoral, que serão processadas perante a 10ª Zona.

Diário - Que tipo de irregularidades podem resultar nessas ações judiciais eleitorais?
Luciano - Envolvem aquelas questões como abuso de poder econômico, abuso de poder político, todas aquelas que a Lei Complementar 64/90 prevê que pode levar à inelegibilidade de um candidato, que pode ter o registro cassado e futuramente ter o diploma cassado ou até a perda do mandato.

Diário - Então não é uma tarefa fácil essa que o senhor diz que "sobrou" para si, heim?
Luciano - É, essa parte mais dura da carne do eleitoral vai ficar para mim... [risos] Quer dizer, acaba o processo ficam as migalhas para eu resolver depois... [mais risos]

Diário - Então nessa eleição o senhor abre os trabalhos e termina também, depois da eleição propriamente dita?
Luciano - Eu acho assim, a eleição para mim comparo a um grande baile, aonde eu venho, abro a porta, convido todos os interessados a tocarem a festa, só que depois quem rege a festa é o doutor Rommel, porque a propaganda eleitoral é o foco dos candidatos para poder mostrarem seus programas, suas idéias. Mas depois sobra para eu fechar a porta, limpando os cacos, as sujeiras deixadas por este ou aquele candidato.

Diário - No período eleitoral os prazos para recursos, embargos e outros procedimentos são considerados muito curtos então a pergunta é os senhores dispõem de equipes para dar conta de tudo isso?
Luciano - Exatamente, mas a equipe da Justiça Eleitoral é muito pequena, essas definições que são feitas por ela acabam deixando a gente numa situação um pouco difícil, pois são poucos os servidores efetivos do quadro, então nós contamos muito com a colaboração do próprio TRE, que cede servidores, além do grupo de voluntários dentro da Justiça Eleitoral que adoram participar desse processo.

Diário - Como funciona a questão do magistrado não poder comentar em entrevistas jornalísticas sua opinião a respeito de determinados conflitos jurídicos?
Luciano - É, a nossa Lei Orgânica da Magistratura proíbe que nós nos pronunciemos sobre processos em trâmite, emitir uma opinião, principalmente quando ela ainda não foi consolidada numa decisão. Digamos, eu tenho lá hoje em torno de 14 impugnações, dos 321 candidatos a vereador aqui da 10ª Zona. Aí eu abro uma delas e digo "ah o candidato X teve um problema e houve uma impugnação a isso e eu venho aqui [na imprensa] e digo já perdeu, não é mais candidato". Eu estaria emitindo um juízo de valor antes mesmo de definir isso por sentença. Depois de julgado eu posso dizer: "Decidi assim".

Diário - O caso concreto envolvendo o PSDB nestas eleições também foi alvo de indagações ao senhor?
Luciano - Sim, me perguntaram qual seria a minha decisão e eu disse "espera eu escrever". Depois disso não tem problema nenhum. É uma questão de ordem ética privativa da magistratura, que proíbe que o juiz se manifeste sobre processo em curso.

Diário - Há quem diga mesmo que do ponto de vista da cidadania as eleições são uma grande festa, mas para a Justiça Eleitoral é sinônimo de muito trabalho não é mesmo?
Luciano - Trabalho dobrado. Nós compomos a regência toda desse baile e nós temos que estar afinados e atentos àqueles que estão participando, então a Justiça Eleitoral tem um peso muito grande nisso. É um momento tenso às vezes para nós, embora exista toda uma serenidade para despachar, para decidir, mas a gente fica vivendo numa órbita de tensão vinte e quatro horas por dia.

Diário - É preciso trabalhar muito a questão psicológica, afinal pouca gente lembra que é um ser humano que está ali, não é mesmo?
Luciano - Exatamente e sob pressão. Os processos eleitorais têm prazos curtíssimos, então o juiz tem que decidir muito rápido, ele tem que tomar uma decisão rápida para solucionar ou para prevenir uma eventual irregularidade que esse ou aquele candidato venha a cometer. Então há toda uma carga psicológica que gravita sobre as nossas cabeças envolvendo essas decisões. Ninguém sabe que depois o juiz chega em casa meia noite, uma hora da manhã...

Diário - Tem família, tem filhos...
Luciano - Isso mesmo. E depois ainda têm aqueles que dizem "ah, aquele juiz puxa brasa para aquela sardinha, é assim, é assado..." Eu espero que isso não aconteça nesse processo eleitoral. Eu já vi na imprensa que esse processo eleitoral poderá ser uma verdadeira guerra, mas eu acho que não. Apresentaram os pedidos de registro lá no último dia, deixaram para a última hora, lógico né? Às 19 horas a Casa da Cidadania estava lotada de candidatos, de políticos, de simpatizantes, livro de ata na mão, papel caindo pelo chão, cd passando por cima do muro porque foram esquecidos, enfim, mas organizei tudo lá e não houve um problema sequer no protocolo.

Diário - Então que o senhor e sua equipe tenham uma excelente eleição e sempre que possível possam prestar os esclarecimentos necessários à sociedade, afinal os eleitores precisam receber todas as informações possíveis para que exerçam na sua plenitude o direito constitucional de votar e ser votado, não é mesmo?
Luciano - Exatamente, eu que agradeço e parabenizo a imprensa por dar esse espaço para a Justiça Eleitoral, pois o que a gente precisa fazer é que hoje todos nós somos amigos, entre aspas, pois agora todos acham o juiz bacana, um cara legal, mas a partir de amanhã [hoje] eu já tenho as impugnações para julgar e começam a dizer “aquele juiz fez isso, fez aquilo”, então essas oportunidades que a imprensa nos dá mostra que o juiz está no centro, eu não sou de A, eu não sou de B, assim como o doutor Rommel, que não é de A e nem de B. As nossas decisões é que vão para um lado ou para o outro, o pimportante é que a Justiça Eleitoral venha e mostre qual é o papel dela.

Perfil

O juiz de Direito José Luciano de Assis, é casado e é natural de Dourados (MS) graduou-se em Direito em seu Estado e ingressou na carreira da Magistratura por meio de concurso público promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (Tjap). Especializou-se em Direito Eletrônico pela  FVG Direito Rio e Associação dos Magistrados do Brasil, tendo atuado como assessor da Presidência do Tribunal de Justiça. Além de atuar na Justiça Estadual, Luciano Assis também atua como juiz eleitoral da 10ª Zona Eleitoral da Comarca de Macapá.

Leitor na bronca com maus jornalistas, envia mensagem abaixo.

Imagem inline 1

“JORNALISTA BANDIDO, BANDIDO É!” (Ex-Delegado/Deputado Federal, Protógenes Queiroz)

DOIS BANDIDOS (Cachoeira e jornalista Policarpo Veja) ASSUMEM QUE DIRIGIAM AS PUBLICAÇÕES DE “ESCÂNDALOS” NA revista da ABRIL.


Material publicado no Facebook, Twitter(lembra?), nos meus blogs (inclui Página jornalista Luis Nassif) e em centenas de e-mails.

Cachoeira – PUTA QUE PARIU, ATIRA NUM PASSARINHO E ACERTA UM URUBÚ... PQP!... TÁ BOM, PARABÉNS!
Policarpo Júnior – VEM CÁ, MAS NÃO CHEGOU ONDE DEVIA NÉ?
Cachoeira – O MINISTRO CAI HOJE?!
Policarpo – NÃO, NÃO CAIU NÃO.
Cachoeira – PUTA QUE PARIU, MAS NÃO É POSSÍVEL!
O alvo de Cachoeira, naquele momento, era o ministro Alfredo Nascimento, dos Transportes. E a MATÉRIA da Veja, que derrubaria se chamava “O MENSALÃO DO PR”... Tudo era MENSALÃO!
Ou seja: o mesmo Cachoeira que é acusado de plantar em Veja as primeiras denúncias sobre o “MENSALÃO DO PT” agiu desta maneira em relação ao PR.
NA ILUSTRAÇÃO, JORNALISTA BANDIDO POLICARPO JÚNIORDa VEJA e do CRIME ORGANIZADO tucano do DEMo.
E VEM AÍ O MENSALÃO DO PT E DO ZÉ DIRCEU PRA NÃO DEIXAR O LULA SE REELEGER... 73 LIGAÇÕES no Link aqui embaix! AGORA É QUE VAI COMEÇAR A CPI.
Cachoeira usava a Veja como instrumento de seu esquema de coação, chantagem, propinagem.
Veja usava Cachoeira como fonte de combustível para a fornalha de seu ódio político contra governos de esquerda, Lula e Dilma.

Enviado por:
João de Deus Neto (Jenipaponews)

terça-feira, 10 de julho de 2012

Reviravolta: dirigente da Cootran alega ter sido coagido

O caso do afastamento do presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, deputado Moisés Souza (PSC) registrou ontem um ponto a favor dele. Nessa intensa briga com a procuradora-geral do Ministério Público Estadual, Ivana Cei, pode-se comparar a um jogo de xadrez, com os dois lados registrando vitórias e derrotas na Justiça. O último fato foi registrado nesta terça-feira e pode significar uma reviravolta no caso a favor de Souza, pois a peça-chave da denúncia do MP contra ele alega que as provas podem ter sido forjadas. 
Trata-se do presidente da  Cooperativa de Transporte de Veículos Leves e Pesados – Cootran,  Sinésio Leal da Silva, que protocolou ontem em um Cartório Oficial, uma Escritura Pública em que alega ter sido coagido a acusar um suposto contrato irregular de prestação de serviços entre a Cootran e a AL. Ele acusa um delegado de polícia e um promotor de justiça de o terem obrigado a assinar um Termo de Compromisso  de Colaboração Premiada, a mais conhecida como "Delação Premiada". No documento, ele narra que "caso não concordasse eles iriam pedir sua prisão preventiva". Sinésio diz que durante sua presença no Núcleo de Inteligência da Polícia Civil (NOI), tanto o promotor como o delegado repetiam várias vezes que ele poderia ir para a Penitenciária para cumprir 14 anos de prisão.
A íntegra das declarações de Sinésio estão postadas a seguir, bem como uma suposta ligação telefônica feita pelo promotor para o celular do denunciante, que gravou o diálogo e a degravação foi disponibilizada para a Justiça.
Fac simile da suposta conversa do promotor de Justiça com a testemunha
Reprodução da Escritura Pública que Sinésio Leal protocolou ontem em cartório de Macapá

Coluna Argumentos, terça-feira, dia 10 de julho de 2012.




Falta pouco


Sai EMTU entra a CTmac, novos projetos apresentados, mídia, pompa e circunstância. Mas nada se fala sobre o porquê do abandono do [bom] projeto de abertura de três faixas de rolamento e uma de estacionamento na rua Leopoldo Machado. Na verdade falta pouco para concretizar a mudança, apenas o trecho entre Nações Unidas e FAB.


Enrosco


A foto do jantar oferecido pela família Aprígio ao governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) em Anápolis (GO), em fevereiro de 2011, é mais uma evidência de que o tucano era mais próximo do grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira do que tem dito. Esta é a tese defendida pelo senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP), que integra a CPI do Cachoeira.


Recepção


Jipeiros e amigos do piloto e empresário Manoel Mandi irão ao aeroporto de Macapá nesta terça-feira para dar uma recepção digna do feito histórico que ele conseguiu no fim de semana, na Transbahia, prova classificatória para a FBA. Mandi sagrou-se campeão brasileiro de rally, na categoria Graduados. Chega às 14h.


Sangria

O Plenário do Senado vota amanhã em sessão marcada para as 10h, o Projeto que propõe a cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). A proposição é fruto da representação do Psol no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Ele também é procurador do MP de Goiás.


Homenagem


O presidente José Sarney (PMDB-AP) homenageou na tarde de ontem (9), no Plenário, o ex-senador Ronaldo Cunha Lima, que morreu no último sábado. De acordo com ele, além de político, Cunha Lima era um homem intelectual, de inteligência extraordinária e vasta cultura. “Cordial, amigo gentil, solidário, leal. Defendia seu estado com paixão”, resumiu.


Custa caro


Dois amigos juntaram as economias e abriram um ateliê de pintura de faixas e fachadas de comitês eleitorais. Fica bem no quilômetro zero da rodovia JK. Essa movimentação da economia que as eleições proporcionam, é boa, claro. O caro mesmo é o custo operacional de cada pleito, daí o movimento pelo país para que tenhamos eleições apenas a cada quatro anos.


Reviravolta


Davi Alcolumbre (DEM) volta à cena como candidato a prefeito de Macapá. Isso porque juiz eleitoral Luciano de Assis anulou convenção do PSDB que homologara os professores Marco Antônio e Nelma como candidatos – a prefeito e vice. Por tabela, sai essa dupla, e entra na campanha o dueto Davi-Jurema pela coligação DEM-PTB-PSDB.


Sem entender


A jornalista Marcelle Nunes, da novíssima safra de profissionais forjados na academia, virou notícia na madrugada de ontem, em Santana. A casa dela foi tomada pela água de uma enxurrada que varreu o bairro Hospitalidade. O problema é que a Prefeitura não libera a abertura de uma drenagem superficial para a água da chuva passar. Fica tudo no terreno da confrade.



"CPI virou Comissão Parlamentar de Inquérito do Brasil"

SENADOR– Randolfe Rodrigues no programa “Poder e Política” da TV Uol e do jornal Folha de São Paulo
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), integrante da (Comissão Parlamentar de Inquérito) CPI do Cachoeira, participou do programa"Poder e Política", projeto do Portal UOL e do jornal brasileiro Folha de São Paulo, conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues. A gravação ocorreu na última quinta-feira (5) no estúdio do Grupo Folha em Brasília. O jornal Diário do Amapá teve acesso à entrevista e publica a seguir os principais trechos da longa conversa do parlamentar do Amapá com o jornalista Fernando Rodrigues. É possível assistir ao vídeo e à íntegra do bate-papo no site www.uol.com.br ou ainda na Folha Online, cujo endereço é www.folha.uol.com.br. Acompanhe a seguir a degravação do vídeo.


Folha/UOL: Eu começo fazendo uma pergunta bem amena para o sr.: o sr. disse uma vez que achou até simpático ser apelidado de Harry Potter do Senado. Há alguma característica desse personagem de ficção que agrada ao senhor?
Randolfe Rodrigues: Sabe, Fernando, eu não sabia nada de Harry. Eu aprendi com meu filho. Tive que contratar consultoria de Gabriel, que tem 17 anos, para me contar um pouco do personagem. E aí ele me levou para assistir ao último filme da saga.

O senhor se achou parecido?
Pois é, eu não me achei. Mas todo mundo diz que se colocar os óculos redondos fica muito parecido. É o que todo mundo diz, então eu acato.

Como é que o senhor avalia, agora falando da CPI do Cachoeira, os trabalhos que foram feitos até agora? Mais para o positivo ou negativo?
Eu diria que a CPI começou na 5ª feira G.jul.2012], com as deliberações que tomou. É verdade que foi importante é termos avançado dos negócios da organização contraventora no estado de Goiás, no envolvimento do senador Demóstenes [Demóstenes Torres, de Goiás], de agentes políticos daquele estado, inclusive do governador Perillo [Marconi Perillo, do PSDB-GO]. Mas nessa 5ª feira a CPI se nacionalizou. A CPI começou a ter coragem que é necessária para qualquer comissão de investigação.

Até este momento, estamos aqui no início de julho, a CPI era uma CPI mais “chapa-branca”?
Eu diria que era uma CPI que sofria daquela síndrome do cidadão que vai para o aeroporto pegar um avião e tem medo de embarcar porque tem medo de andar de avião. A CPI estava padecendo do medo de dar o próximo passo. Ou seja, a CPI sabia para onde ia mas tinha medo de avançar. Na 5ª feira nós avançamos nesse sentido.

Então, recapitulando, na 5ª feira, dia 5 de julho, foram aprovadas as convocações de várias personalidades, entre outras: Fernando Cavendish, dono da Delta, Raul Filho, prefeito de Palmas em Tocantins que é do PT, Paulo Vieira de Souza, o chamado Paulo Preto, que foi da Dersa [Desenvolvimento Rodoviário S/A, empresa de economia mista cujo principal acionista é o Governo de São Paulo], teve relações aí com a Delta, o Pagot, que foi do Dnit [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes].
Eu queria acrescentar a essas os sócios de Cavendish. Essas votações que você citou foram unânimes. [O requerimento para convocar] os sócios de Cavendish não teve unanimidade. E era algo que não estava, digamos, no script do que devia ser aprovado.

Agora, nada impede que todos esses convocados compareçam à CPI e permaneçam em silêncio. Se eles assim o fizerem, por que é importante, então, tê-los convocados?
Em relação ao Cavendish, eu espero que o Supremo Tribunal Federal dê ganho de causa ao mandado de segurança interposto pelo deputado Onyx [Lorenzoni, do DEM-RS] que pede que sejam asseguradas as prerrogativas de nós, parlamentares, de perguntarmos, de inquirirmos. A CPI também aprovou isso. Que, se alguém arguiu o direito constitucional de permanecer em silêncio, seria dispensado logo em seguida. O sr. Cavendish tem o direito de ir e permanecer em silêncio, e nós temos a prerrogativa de poder perguntar. 

Qual é a vantagem de perguntar e não ouvir resposta?
Primeiro é cumprir um papel de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que é inquirir. As pessoas terem conhecimento do que pesa sobre ele. Além disso, o mais importante não foi somente a vinda do sr. Cavendish. Será a vinda do sr. Pagot, que já disse, claramente, que quer falar. E a vinda dos sócios do sr. Cavendish, que também se manifestaram favoravelmente a falar.

Mas deixe-me explorar mais um pouco quando o depoente fica em silêncio. O fato de os deputados e os senadores fazerem as perguntas e não obterem respostas representa um ganho em que sentido objetivo?
Representa um ganho porque se torna público qual a li-nha de investigação que os membros da CPI querem apresentar. Aonde se quer chegar e sobre aquele que ali está utilizando o direito constitucional de permanecer em silêncio está sendo acusado e investigado. E, em especial, Fernando, serve para, concretamente, explicar didaticamente para a opinião pública porque aquele cidadão está ali utilizando do direito de permanecer em silencio. Via de regra, quem utiliza o direito de permanecer em silêncio é porque não quer revelar o que já é notório, óbvio, do que está sendo acusado.

Ainda assim, em contrapartida, ao fazer todas as perguntas para um depoente que se mantém em silêncio, a CPI não está, ao mesmo tempo, oferecendo a ele informações valiosas sobre o que se pretende investigar a respeito dele?
Bom, se ele é réu, e isto está na condição de réu, e o sr. Fernando Cavendish tem todas as razões para estar colocado na condição de réu, de investigado dessa Comissão Parlamentar de Inquérito, de uma forma ou de outra ele vai ter acesso, porque também um direito constitucional dele. Então é importante que todos saibam qual é a linha que nós queremos chegar investigando esse sr. e outros.

Teve um momento que vários integrantes da CPI, o senhor incluso, cogitavam a hipótese de eventualmente fazer quase que uma CPI Paralela. Se não é esse o termo é algo parecido, tomando depoimentos em separado. Esse tipo de estratégia ainda existe ou, a partir de agora, não é mais necessária?
Digamos que ela está, por enquanto, congelada. Não seria assim propriamente paralela porque cada um de nós, imbuídos do dever de investigar, dever fundamental em um parlamento e uma democracia. Em uma democracia o parlamento tem que representar, legislar e fiscalizar. E fiscaliza através de Comissões Parlamentares de Inquérito. Então esse dever fundamental é dever de todos membros da CPI. Realizar a investigação. Lógico que o status quo anterior é a omissão da investigação. O status quo atual é querer avançar na investigação.

Por que houve essa mudança?
Eu diria que tem duas razões especiais. A primeira razão, obviamente, é a proximidade das eleições municipais. Ia ficar difícil para parlamentares, senadores e deputados, irem pedir votos para seus candidatos ou se apresentarem como candidatos. E, aqui em Brasília, no que deveria ser o seu papel e sua atuação, estarem blindando aqueles que eles deveriam investigar. Segundo é, em especial, a pressão da opinião pública. Essa CPI está sob os holofotes e, como diz um escritor norte-americano, não há detergente melhor do que a luz do Sol, do que a pressão da opinião pública para tornar inevitável o que nós aprovamos na última 5ª [feira, 5.jul.2012].

O sr. diria que nesta 5ª feira (5.jul.2012) quando foram aprovadas essas convocações todas, a CPI renasceu, deixou de ficar moribunda?
Eu até diria que ela iniciou de fato. Nós tivemos algumas investigações e dados importantes anteriormente. A vinda do governador Perillo [Marconi Perillo, do PSDB-GO], os dados bancários já foram levantados, a coincidência das relações entre a empresa Delta e o seu Carlos Cachoeira foi importante. Mas a CPI estava se omitindo a dar o próximo passo, na 5ª feira, nós demos esse próximo passo.

Esse próximo passo implica em ampliar o escopo da investigação, é isso?
Sim. Eu acho que agora, definitivamente, a CPI virou uma Comissão Parlamentar de Inquérito do Brasil. Anteriormente, ela estava circunscrita geograficamente aos negócios presentes no Estado de Goiás.

O sr. poderia dar um exemplo objetivo de dados que chegaram à CPI, de sigilos bancários que demonstram essa nacionalização da CPI?
Perfeitamente. Em relação à empresa Delta, por exemplo, os levantamentos bancários e fiscais dos anos de 2009 e 2010 dão conta de mais de R$ 1 bilhão mobilizados pelo governo federal para a empresa Delta.

R$ 1 bilhão?
R$ 1 bilhão e R$ 400 milhões, dos dados bancários de 2009 e 2010.

Governo federal?
Governo federal. Até aí normal. O que é extraordinário para nós é, por exemplo, a mobilização bancaria do Estado do Rio de Janeiro. A mobilização do Estado do Rio de Janeiro é quase 65% de toda a mobilização bancária da região Sudeste, que totaliza R$ 950 milhões. Então essa mobilização bancaria do Estado do Rio de Janeiro, no meu entender, chama a atenção. E desperta o seguinte interesse: por que tantos negócios com o governo do Rio de Janeiro e com prefeituras do Rio de Janeiro.

Nos anos de 2009 e 2010, na região Sudeste, houve pagamentos de governos dessa região para a empreiteira Delta no valor de R$ 950 milhões?
Em torno de R$ 950 milhões.



Perfil 


O senador Randolph Frederich Rodrigues Alves tem 39 anos. Filiado ao PSOL do Amapá, é o senador mais jovem da atual legislatura. Nascido em Garanhuns, em Pernambuco, Randolfe trocou o "ph" do final de seu nome por um "fe" quando resolveu disputar eleições. Formado em direito, o senador começou a vida política no movimento estudantil. Liderou o "Fora Collor" em seu Estado no início da década de 90. Agora, 20 anos depois, tornou-se colega de Fernando Collor no Senado. Duas vezes deputado estadual no Amapá pelo PT, Randolfe Rodrigues entrou para o PSOL em 2005. Elegeu-se senador em 2010. Em 2012, tem se destacado como integrante da CPI do Cachoeira não alinhado ao governo nem à oposição.

Justiça nega liminar a Ivana Cei contra processo de destituição

A procuradora-geral do MP-AP, Ivana Lucia Franco Cei


O Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) negou pedido de liminar impetrado pela procuradora-geral de Justiça Ivana Cei, atual chefe do Ministério Público do Estado (MPE), que pretendia anular a abertura de processo de destituição do cargo, a partir de denúncias formuladas por um juiz federal, um deputado estadual e um promotor de Justiça. O caso foi distribuído ao desembargador Carmo Antônio de Souza.
Acompanhe, a seguir, a íntegra da decisão do magistrado, publicado pelo jornalista Corrêa Neto.


DECISãO
Data: 05/07/2012
Magistrado: Desembargador CARMO ANTÔNIO

Teor do Ato:
IVANA LÚCIA FRANCO CEI, Procuradora Geral de Justiça, por meio de advogado constituído, impetrou mandado de segurança, com expresso pedido de liminar, contra ato supostamente ilegal e abusivo emanado do PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAPÁ.
Disse que foi editada pela Assembléia Legislativa a Resolução nº 119/2012, que estabelece os procedimentos para destituição do Procurador Geral de Justiça na forma do art. 12 da Lei Complementar Estadual nº 009/1994 (Lei Orgânica do Ministério Público do Estado do Amapá). Esclareceu que a Portaria nº 3.012/12-AL, editada pela autoridade reputada coatora, instituiu Comissão Especial formada por três parlamentares para elaboração de relatório sobre a admissibilidade, ou não, da representação para destituição da impetrante.
Afirmou que a Constituição da República dispõe, em seu art. 128, § 4º, que os Procuradores Gerais nos Estados somente poderão ser destituídos por deliberação da maioria absoluta do Poder Legislativo, na forma da lei complementar respectiva. Acrescentou que a Lei Complementar nº 8.625/1993 (Lei Orgânica Nacional do Ministério Público), define que é de iniciativa exclusiva do Colégio de Procuradores de Justiça o procedimento de destituição de Procurador Geral de Justiça, cabendo ao Poder Legislativo sua autorização.
Argumentou que o art. 12 da Lei Complementar Estadual nº 009/1994 padece de inconstitucionalidade ao permitir a destituição por iniciativa da Assembléia Legislativa, razão pela qual já teria sido aforada ação direita de inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal. Ressaltou a necessidade de declarar a inconstitucionalidade do citado dispositivo por controle difuso.
Asseverou estarem presentes os requisitos autorizados da concessão da medida liminar, diante dos mencionados vícios normativos, bem como pelo perigo decorrente do curso do processo de destituição.
Por fim, requereu a concessão de medida liminar para suspender os efeitos da Portaria nº 3.012/12-AL, bem como de qualquer outro ato praticado pela autoridade reputada coatora para início do processo de destituição da impetrante. No mérito, pleiteou a anulação da referida portaria e de todo e qualquer ato que inicie o processo de destituição da Procuradora Geral de Justiça.
É o relatório. Decido sobre o pedido liminar.
A medida liminar em mandado de segurança é prevista no art. 7º, III, da Lei nº 12.016/2009: quando houver fundamento relevante e do ato impugnado puder resultar a ineficácia da medida, caso seja finalmente deferida. Vale dizer, para a concessão da liminar, devem concorrer a relevância dos motivos em que se funda o pedido contido na inicial e a probabilidade da ocorrência de lesão irreparável ao direito do impetrante na hipótese de vir a ser reconhecido na decisão de mérito.
O ato impugnado consiste na edição da Portaria nº 3.012/12-AL, que criou Comissão Especial para elaboração de relatório sobre a admissibilidade, ou não, da representação para destituição da Procuradora Geral de Justiça. Embora a impetrante suscite que a iniciativa para o processo de destituição de Procuradores Gerais dos Estados seja exclusiva do Colégio de Procuradores de Justiça, cabendo ao Poder Legislativo apenas autorizá-lo, não é este, pelo menos nesta análise preliminar, o entendimento que se extrai da legislação em vigor.
A Constituição Federal expressamente prevê que em seu art. 128, §4º, que: Os Procuradores-Gerais nos Estados e no Distrito Federal e Territórios poderão ser destituídos por deliberação da maioria absoluta do Poder Legislativo, na forma da lei complementar respectiva.
Nessa linha, a Lei Complementar nº 8.625/1993, denominada de Lei Orgânica Nacional do Ministério Público, amplia a iniciativa do processo de destituição do Procurador Geral para contemplar, também, o Colégio de Procuradores de Justiça. Contudo, permite apenas que referido colegiado proponha a iniciativa à Assembléia Legislativa para que este dê início ao processo. Isto é o que se depreende diretamente do art. 12, IV, da citada Lei, tanto que no inciso VI do mesmo artigo a norma autoriza a destituição direta pelo Colégio de Procuradores de Justiça do Corregedor Geral. Confira-se:
Art. 12. O Colégio de Procuradores de Justiça é composto por todos os Procuradores de Justiça, competindo-lhe:
[...]
IV – propor ao Poder Legislativo a destituição do Procurador-Geral de Justiça, pelo voto de dois terços de seus membros e por iniciativa da maioria absoluta de seus integrantes em caso de abuso de poder, conduta incompatível ou grave omissão nos deveres do cargo, assegurada ampla defesa;
[...]
VI – destituir o Corregedor-Geral do Ministério Público, pelo voto de dois terços de seus membros, em caso de abuso de poder, conduta incompatível ou grave omissão nos deveres do cargo, por representação do Procurador-Geral de Justiça ou da maioria de seus integrantes, assegurada ampla defesa;
Desta feita, a iniciativa do órgão colegiado do Ministério Público é diretamente condicionada à aprovação pelo Poder Legislativo, que conduz o processo de destituição, para somente após remetê-lo ao parquet, conforme expressa limitação disposta no art. 9º, § 2º, da LONMP: A destituição do Procurador-Geral de Justiça, por iniciativa do Colégio de Procuradores, deverá ser precedida de autorização de um terço dos membros da Assembléia Legislativa.
Por fim, a Lei Complementar Estadual nº 009/1994, denominada Lei Orgânica do Ministério Público do Estado do Amapá, em sua Subseção III, que dispõe sobre as normas para a destituição do Procurador Geral de Justiça, expressamente prevê duas formas para o ato em questão:
Art. 12. A destituição do Procurador-Geral de Justiça, por iniciativa da Assembléia Legislativa, por maioria absoluta de seus membros, será na forma de seu Regimento Interno.
Art. 13. A proposta de destituição do Procurador-Geral de Justiça, por iniciativa da maioria absoluta do Colégio de Procuradores, formulada por escrito, dependerá da aprovação de dois terços de seus integrantes, mediante voto aberto, assegurada a ampla defesa.
Assim, a destituição do cargo em questão cabe à Assembléia Legislativa, nos moldes de seu Regimento Interno, permitindo, todavia, ao Colégio de Procuradores a elaboração de proposta no mesmo sentido àquele Poder.
Ressalto que o art. 12 da Lei Complementar Estadual nº 009/1994 determina que o procedimento deva ser pautado no Regimento Interno daquela Casa, porém, até então, não havia regulamentação normativa sobre o assunto. Assim, para suprir esta omissão, a Assembléia Legislativa editou a Resolução nº 119/2012, que estabelece os procedimentos para destituição do Procurador Geral de Justiça na forma do art. 12 da Lei Complementar nº 009/1994, a qual foi publicada no Diário Oficial do Estado nº 5240, de 04.06.2012, com circulação em 04.06.2012. Na referida Resolução constam os requisitos para a apresentação da representação, bem como seu recebimento e processamento pela Casa Legislativa.
É fato que a impetrante diz que a edição da Resolução nº 119/2012 foi aprovada como retaliação aos atos investigatórios promovidos pelo Ministério Público do Estado do Amapá, consubstanciados por meio da Operação Eclésia, deflagrada em 22.05.2012, ou seja, dias antes de a referida Resolução ser aprovada pela Assembléia Legislativa (29.05.2012). Porém, tal fato, não tem como ser analisado com profundidade nesse juízo de prelibação, no qual se busca a demonstração dos requisitos essenciais ao deferimento da liminar, quais sejam, o fumus boni iurise o periculum in mora.
Eventual perquirição acerca da legalidade, ou não, da instauração do procedimento de destituição, em análise conjunta à moralidade do ato, diante da referida norma, poderá ser melhor verificado quando fornecidos ulteriores elementos ao presente feito, os quais noto não estarem demonstrados de plano para formar juízo de valor suficiente ao deferimento da medida.
Ademais, a regulamentação do art. 12 da Lei Complementar Estadual nº 009/1994, embora ultimada quase que concomitantemente à deflagração da citada operação policial, decorre de uma determinação constitucional e legal que, aliás, já deveria ter sido cumprida desde muito antes.
A impetrante ainda formula pedido de declaração incidental de inconstitucionalidade do referido do art. 12 da Lei Complementar Estadual nº 009/1994. No entanto, pacífico o entendimento de que em sede de ação mandamental, embora possível suscitar-se a inconstitucionalidade de norma como causa de pedir, realizando-se controle incidental de constitucionalidade, mostra-se inaceitável, todavia, que sua declaração constitua, em si, um pedido autÿnomo (STJ – RMS 24.719/PR, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 26/05/2009, DJe 06/08/2009).
Inclusive este fundamento foi exposto pela eminente Desembargadora Sueli Pini nos autos do mandado de segurança nº 0000942-57.2012.8.03.0000, o qual visava desconstituir o mesmo ato impugnado no presente mandamus, vindo a ser extinto, no entanto, sem resolução do mérito, em razão da ausência de uma das condições da ação. Confira-se:
[...] Na hipótese dos autos, não obstante os argumentos dispostos na inicial, a impetrante apresenta pedido genérico de declaração incidental de inconstitucionalidade do art. 12 da Lei Complementar Estadual nº 0009/1994, e dos artigos 2º a 11 da Resolução nº 0119/2012, não demonstrando que tais atos sejam de efeitos concretos, razão por que, em princípio, torna-se inviável a sua pretensão na via mandamental, pena de afronta ao enunciado da Súmula 266 do Egrégio Supremo Tribunal Federal, no sentido de que não cabe mandado de segurança contra lei em tese.
A propósito, como noticiado pela própria impetrante, já existe no âmbito do Supremo Tribunal Federal, Ação Direta de Inconstitucionalidade, apresentada pelo Procurador-Geral da República questionando a constitucionalidade dos mesmos dispositivos destacados nessa segurança, havendo, assim, que se aguardar a deliberação daquela Suprema Corte. [...]
Nesse passo, mesmo diante da alegação de inconstitucionalidade e ilegalidade do processo instaurado, cabe ressaltar que este, a toda evidência, vem atendendo ao procedimento estabelecido na Resolução nº 119/2012, uma vez que a representação foi proposta por eleitor, em pleno gozo dos seus direito políticos (art. 2º), conforme se constata na cópia da representação e documentos anexos (fls. 51/76), a qual deverá ser encaminhada para a Mesa da Assembléia Legislativa e despachada a uma comissão especial, composta por 3 (três) membros do parlamento (art. 3º), para que esta elabore parecer a ser submetido à Mesa Diretora para discussão e votação (art. 5º). Aprovada a representação por maioria simples de votos é que se dará início ao processo de destituição (art. 6º). Ou seja, não ficou demonstrado, pelo menos nesta análise inicial, qualquer vício no procedimento adotado.
Outrossim, a suspensão do questionado procedimento investigatório em momento tão precoce, dada a gravidade dos fatos imputados na representação apresentada, pode contrariar interesse público maior a respeito do esclarecimento dos fatos, até mesmo em razão de sua ampla divulgação na meios de comunicação locais e nacionais.
Acresça-se que, muito antes de qualquer ato que possa, efetivamente, destituir a impetrante do cargo, este mandado de segurança já terá sido julgado pelo mérito. Digo isso não só pela tramitação estabelecida pela Resolução nº 119/2012, mas também por ter conhecimento, pelos meios de comunicação locais, que todos os três parlamentares inicialmente indicados para compor a Comissão Especial, estabelecida no art. 3º da referida Resolução, solicitaram suas exclusões. Desta feita, a citada comissão deixou efetivamente de existir, razão pela qual o requerimento encontra-se aguardando nova composição a ser designada pela autoridade coatora.
Assim, nessa análise sumária, não vislumbro a presença dos requisitos autorizadores da concessão da liminar, quais sejam, o fumus boni iuris, diante dos fundamentos trazidos, e opericulum in mora, uma vez que o processo de destituição ainda não foi admitido, não havendo risco de lesão ao pretenso direito da impetrante, razões pelas quais INDEFIRO O PLEITO LIMINAR.
Notifique-se a autoridade impetrada, para prestar informações no prazo legal.
Dê-se ciência deste writ ao representante judicial da pessoa jurídica interessada, Estado do Amapá, enviando-lhe cópia da inicial, para que, querendo, ingresse no feito.
Retifique-se a autuação do presente feito a fim de se fazer constar, como autoridade coatora, unicamente o PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAPÁ.
Após, à Procuradoria Geral de Justiça, para manifestação.
Publique-se.
Intimem-se.
Cumpra-se

domingo, 1 de julho de 2012

Coluna Argumentos, domingo e segunda-feira, 01 e 02.07.2012

Voz fina

A revista Veja da semana passada trouxe uma descontraída entrevista com o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP), com o sugestivo título “A voz é fina mas falo grosso”. Na conversa do parlamentar com a reportagem, ele admite ter virado alvo de piadas por conta da voz desafinada, mas garante que no trabalho é combativo e questionador.

“Up grade”

Esta semana todos os noticiários esportivos recordaram que foram poucos os times brasileiros que conseguiram a proeza de vencer o temido Boca Júnior em seu estádio, o alçapão chamado Bombonera. Entre eles o Paysandu, de Belém. Na letra do hino do bicolor paraense o maior feito foi vencer o Peñarol em Belém. Não poderia atualizar?

Uma pérola

Está postado no Blog do Cleber Barbosa, simplesmente uma jóia escrita por uma artista do Pará, Alvarez Marcelina, cujo título é “Desabafo de uma paraense”, em que ele restabelece algumas verdades sobre o jeito de ser dos nossos irmãos de lá e que a adaptação para a teledramaturgia da Globo parece ter escorregado.

Em Macapá – O projeto de realizar a 1ª tour de uma banda de rock independente na Amazônia Brasileira, da percorrendo seis estados, sendo sete cidades do Norte Brasileiro chegou ontem ao Amapá. A banda acreana Los Porongas reside há cinco anos e São Paulo e já é um sucesso de crítica e de público. Show!

Onde vai o PR?

PDT e PSB dizem estar do o PR, mas só a convenção revelará mesmo. (Reprodução abaixo)

Indefinido

Ainda sobre a nota anterior, no palanque do PSB e do PDT todo mundo aguardava o PR. Até o fechamento da coluna ontem, havia dúvida sobre isso. No palco do prefeito Roberto Góes (PDT), a vice poderia ser anunciada entre os nomes de Francisca Favacho (PMDB) ou Telma Gurgel (PR). No Twitter, o dirigente do PSB Claudio Pinho já dava como certa a presença do PR por lá.

Jornada

O deputado federal Evandro Milhomen (PCdoB) disse ontem que no começo vai cumprir agenda dupla, de candidato a prefeito e de coordenador da Bancada Federal do Amapá, mas a partir do dia 15, quando inicia o recesso do Congresso Nacional, vai dedicar-se em tempo integral ao contato com o eleitor e às grandes discussões da sucessão em Macapá.

Atirado

Clécio Luiz (PSol) era pura empolgação na festa entre os convencionais da coligação formada para defender sua candidatura a prefeito de Macapá. Ele terá que mostrar que pode ter brilho próprio mesmo longe do padrinho político, o senador Randolfe Rodrigues (PSol), que vai retomar a agenda republicana em Brasília. Clécio é vereador e arrisca o mandato no projeto.



Entrevista: “É melhor comprar passagem aérea com antecedência”

PRESIDENTE– O atual dirigente da Associação de Agências de Viagem (Abav-AP), empresário Elenilton Marques
Não tem jeito. Entra férias sai férias o sufoco no aeroporto de Macapá é sempre o mesmo, além de tarifas que dariam para fazer uma bela viagem internacional. Para tentar entender esse fenômeno corriqueiro e que ainda parece sem solução aparente, o jornalista Cleber Barbosa conversou ontem no rádio com o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem no Amapá, a ABAV-AP, o empresário Elenilton Marques, que embora admita o problema, manifesta total impotência para o enfrentamento. Diante de suas limitações, o dirigente da ABAV aconcelha que para se livrar dos altos preços da temporada de férias, o melhor mesmo é programar com bastante antecedência a viagem dos sonhos, para que não vire um pesadelo. O funcionamento e os entraves dessa sistema o Diário do Amapá publica a seguir.

CLEBER BARBOSA
ESPECIAL PARA O DIÁRIO DO AMAPÁ

Diário do Amapá - O senhor esteve recentemente em Belém participando da Feira Internacional de Turismo da Amazônia, a tradicional FITA, como foi esse evento?
Elenilton Marques
- Exatamente, a gente na oportunidade dessa feira que fomos a convite da Secretaria de Turismo do Pará que mobilizou todos os presidentes [de Abav] dos Estados do Brasil para estar fazendo essa reunião e fortalecendo também o destino Pará, né? Durante esse encontro na Paratur nós pudemos alinhar nosso pensamento em razão da Amazônia. Foi muito produtivo porque a gente está começando a pensar essa organização da Amazônia, pois a gente já observa isso no Nordeste, com muita força, assim como o Sul do Brasil, trabalhando sempre junto, pois a gente percebe que trabalhar assim faz toda a diferença hoje.

Diário - E a associação das agências de viagem está puxando essa discussão?
Elenilton
- Isso, a Abav [Associação Brasileira de Agências de Viagem] como uma entidade que tem toda essa entrada, presente em todos os Estado do Norte e do Brasil todo, tem a intenção de criar e divulgar melhor esse nosso destino, que é a Amazônia. Sabemos que é rica, sabemos dos nossos potenciais, mas precisamos nos organizar, nós como Abav, com as secretarias de Turismo dos Estados, os Conventions [Convention & Visitors Bureau], as associações, enfim, para trabalharmos juntos e com mais força para poder divulgar.

Diário - Então nessa linha de raciocínio significa dizer que deve-se evitar aquela coisa de cada um puxar a brasa para sua sardinha, remar para um lado, enfim, a idéia é defender roteiros casados, de modo a atrair o turista a visitar não apenas um, mais vários estados vizinhos?
Elenilton
- Exatamente, a gente sempre teve essa idéia de desenvolver roteiros integrados daí é importante saber dos nossos potenciais para que a gente possa estar discutindo com esses parceiros, por isso a gente leva sempre o que há de melhor no Amapá, daí estarmos batendo muito forte na questão do nosso Equinócio. A gente tem divulgado bastante o Equinócio, conversamos especialmente com a presidente da Abav do Pará que vai tentar apoiar a Secretaria de Turismo a divulgar o nosso evento, pois a gente tem que escolher um evento âncora que a gente possa trabalhar todos os anos e fazer a diferença, mostrar uma marca nossa para o Brasil e para o mundo.

Diário - E a marca é Meio do Mundo, essa localização única que o Amapá possui?
Elenilton
- Isso mesmo, estar no meio do mundo, esse é o diferencial.

Diário - Presidente, em uma reunião como essa, com outros dirigentes da Abav nos estados é uma boa oportunidade para a troca de experiências, mas também para falar dos problemas comuns. Esse drama que os amapaenses vivem a cada mês de férias, com a pouca oferta de vôos e tarifas muito altas praticadas pelas duas únicas companhias aéreas acontece em outros estados amazônicos?
Elenilton
- Com certeza. Essa é a grande discussão que a gente tem levado para os outros estados e que a gente também quer trazer para o Amapá, pois a gente observa que todo período de alta estação a gente fica nesse gargalo que é o nosso transporte aéreo. A gente tem que saber por que só temos duas companhias áreas operando aqui e por que essas duas empresas não têm mais vôos, entendeu? Queremos identificar então o que é necessário para a nossa Amazônia, foi esse o principal debate travado por ocasião da FITA em Belém e que queremos trazer para cá durante o evento Amazontec, em novembro. A gente propôs junto com a Secretaria de Turismo que a gente discutisse durante esse encontro a criação de uma tarifa verde para a Amazônia, uma tarifa que fosse mais em conta porque a gente observa que nos grandes centros como na Ponte Aérea Rio-São Paulo você paga R$ 69 e por que aqui a gente tem um trecho tão pequeno como Macapá-Belém pagando tarifas tão caras, superiores a R$ 1 mil?

Diário - Mas o gargalo é mesmo nesse fim de rota estabelecido entre Belém e Macapá. A entrada de uma companhia aérea regional não poderia amenizar esse problema presidente?
Elenilton
- Poderia sim amenizar. A gente recentemente manteve contato com a Trip [companhia aérea] que sinalizou no sentido de poder estar colocando esse vôo, inclusive já disponibilizou as tarifas.

Diário - Essa companhia já opera até Belém, não é mesmo?
Elenilton
- Isso, já opera até Belém. Além disso, a gente acha fundamental a entrada da Trip porque ela está se concatenando junto com a Azul [outra companhia], estão fechando parcerias.

Diário - Elas se fundiram comercialmente, não é isso?
Elenilton
- Exatamente. Uma fusão. Por isso eu dizia ser importante a entrada da Trip aqui porque era mais uma concorrência, maior oferta de vôos, uma melhora para a gente aqui no Amapá.

Diário - Bem, mas enquanto isso não acontece o que dá para fazer presidente? Dê uma dica para os passageiros. Comprar passagens com antecedência ainda é a melhor receita, como programas a viagem de férias seis meses antes?
Elenilton
- Sim, com certeza. A gente sempre está aconselhando os nossos clientes que compre antecipado, com trinta, sessenta dias. Se você quer uma tarifa melhor procure os dias de terças e quartas-feiras, que são menos procurados, com retornos aos sábados, assim como os vôos noturnos, que ficam um pouco mais em conta.

Diário - E essa história de que as tarifas vão aumentando à medida da ocupação das aeronaves?
Elenilton
- Funciona assim, as tarifas são divididas por classes, tem uma super-barata, uma promocional, depois acabando essas classes de tarifas mais promocionais vão praticando as tarifas mais caras até chegar à Y [yankee] que você paga mais de R$ 1 mil [para Belém, por exemplo].

Diário - Ainda assim fica uma baita interrogação na cabeça do passageiro já que hoje se defende tanto a transparência, o acesso à informação, isso das tarifas aéreas é uma caixa-preta mesmo, quem garante que já foram vendidas todas aquelas tarifas com preço menor heim?
Elenilton
- Exatamente, é um disparate. Essa briga talvez possa melhorar com a entrada da Trip/Azul porque ela não tem uma diferença tão grande entre a menor tarifa e a tarifa mais cara. Isso talvez possa melhorar essa disputa aqui onde as diferenças são enormes. Por exemplo, você chega a pagar R$ 180 por uma passagem de ida e volta para Belém comprando com antecedência e se deixar para última hora chega a pagar R$ 1,3 mil.

Diário - Uma última questão presidente, aqui as duas únicas companhias aéreas a TAM e a GOL, possuem apenas três vôos diários, mas elas praticamente o fazem no mesmo horário e ainda levam os passageiros a disputar a única esteira para despacho da bagagem. Por que isso ocorre?
Elenilton
- Esse é outro grande questionamento que a gente tem feito também. A gente acha que é uma questão comercial, de estarem chegando próximas, por estarem brigando por horário, então elas colocam um vôo muito próximo do outro. Se uma oferece uma tarifa nesse intervalo a outra também quer, ou seja, elas fazem essa disputa nesse sentido.

Diário - E o passageiro é quem sai penalizado.
Elenilton
- Infelizmente.

Perfil

O empresário Elenilton Marques da Silva nasceu em Tucuruí (PA) mas mudou-se ainda pequeno para Macapá (AP). Tem 33 anos de idade, possui bacharelado e licenciatura em Geografia, pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) e especialização em Geoprocessamento, pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA-AP). Ingressou por concurso público na Eletrobras, estando lotado nas Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte). Abriu, há dez anos, junto com sua família a Poroc Turismo, uma conceituada agência de viagens de Macapá. Assumiu em novembro do ano passado a presidência da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav-AP).

Coluna Argumentos, sábado, dia 30 de junho de 2012.

Informações

Na próxima segunda-feira a presidente da CPI da Amprev, deputada Roseli Matos (DEM), vai ler resumidamente na sessão ordinária o pré-relatório da Comissão.  O pré-relatório integral será entregue ao relator da comissão, deputado Charles Marques (PSDC), durante a sessão da CPI que acontecerá após o encerramento da sessão ordinária.

Coisa séria

Já vi muita gente torcer o nariz quando algum padre decide falar de política a seus paroquianos. Pois a Igreja trata isso tão sério que promove amanhã o encontro “Cidadania para a democracia” visando a formação sobre as eleições municipais 2012. Será realizado pelo Conselho Dioceseno de Leigos e Leigas da Diocese de Macapá (CDL).

Avanço

Ainda a respeito da nota anterior, algumas igrejas evangélicas também tratam de política partidária de modo muito consistente. Há casos inclusive em que os pastores promovem consultas aos fiéis para saber sobre quais os nomes de candidatos que cada denominação vai apoiar. Isso quando não lançam seus próprios.

O alvo – O atual prefeito de Macapá, Roberto Góes (foto) é o alvo a ser batido nas eleições deste ano por aqui, claro. Ele ocilou picos de popularidade e aprovação com a assombroso episódio da prisão, em 2010, a poucos do Natal. Certamente a mais emblemática figura pública desta disputa pelo voto popular.

Arraiá

Os militares do Exército Brasileiro em Macapá arrumaram uma forma de encaixar uma festa de São João no apertado calendário. Mas para isso tiveram que batizar a brincadeira de “Festa Julina”, pois terá que ocorrer em julho, mais precisamente nos dias 6 e 7. Será no clube Toca da Onça e aberto à sociedade a partir da doeção de 1 kg de alimento não perecível.

Viagem

Uma comitiva formada por dirigentes do Sebrae-AP e técnicos do Estado desembarca neste domingo em Caiena e depois em Paramaribo, capitais da Guiana Francesa e do Suriname, respectivamente, para apresentação do Amazontech, o maior evento da Região Norte que proporciona desenvolvimento a partir da tecnologia instalada na região. Missão importante.

Definições

Ficou mesmo para a última hora a realização das convenções partidárias visando a sucessão municipal no Amapá. Alguns municípios já definiram o jogo, mas a disputa pela maior das Prefeituras, a de Macapá, começa a ganhar corpo neste fim de semana. Depois de ter tido pelo menos 14 pré-candidatos, a briga pelo voto do eleitor da Capital deve ficar com só cinco.

Brecha

Tem um detalhe que apenas os mais antenados conseguiram identificar, desde a eleição passada. É que devido a preocupação com o equilíbrio da disputa, a Justiça Eleitoral proíbe entrevistas isoladas com os candidatos, lembra? Espaços iguais e tudo mais. Só que candidato mesmo só existe após os registro homologado pelo TRE. Então após a convenção ainda dá para falar gente!

Câmara dos Deputados aumenta verba de gabinete a partir de julho

Marco Maia, presidente da Câmara: 'Podem dar a manchete em letras garrafais'
Marco Maia, presidente da Câmara: 'Podem dar a manchete em letras garrafais'
(Givaldo Barbosa/Agência O Globo)
A três meses das eleições municipais, a Câmara vai reajustar a verba de gabinete – usada pelos deputados para pagar salários de secretários parlamentares contratados para os chamados cargos de confiança, que não passam por concurso. O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS). Ele não informou o valor do reajuste, mas a expectativa é que, a partir de 1º de julho, o aumento seja de 25% – o que elevaria o valor dos atuais 60 mil reais para 75 mil reais para cada parlamentar.
Com a verba, cada deputado pode contratar até 25 assessores para trabalhar em seus gabinetes ou em suas bases eleitorais. A Câmara tem cerca de 10.200 secretários parlamentares, como são conhecidos os assessores. Muitos deles prestam serviço para o deputado nos estados, sem a necessidade de comprovar presença na Câmara.

A promessa do presidente da Câmara de aumentar a verba destinada ao pagamento de funcionários dos gabinetes é antiga. "Deem a manchete com letras garrafais: a Câmara vai conceder reajuste para os servidores dos gabinetes. Já disse isso lá atrás", afirmou Maia.
Ele argumenta que esses profissionais têm os salários mais baixos e estão sem reajuste há quase cinco anos. Atualmente, os salários dos assessores de gabinete podem chegar a R$ 8.040,00, considerando as gratificações. Sem elas, a maior remuneração é de R$ 4.020,00.
Maia condicionava o aumento à previsão orçamentária para isso, mas informou que já há recurso disponível. "Já vi, inclusive, que a presidente Dilma (Rousseff), atendendo a um pedido feito por nós, lá no final do ano passado, concedeu um crédito para folha de pagamento de R$ 150 milhões para esse reajuste", disse o presidente da Câmara.
Além da verba de gabinete, cada parlamentar tem direito a uma cota mensal para gastar com despesas de seus escritórios políticos nos estados, passagens aéreas, alimentação e demais gastos considerados para o exercício do mandato. Os salários de deputados e senadores é de R$ 26,7 mil. Aqueles que não moram em apartamento funcional ainda recebem auxílio-moradia no valor de R$ 3 mil.
(Com Agência Estado)

PUBLICIDADE