segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Coluna Argumentos, domingo e segunda-feira, 11 e 12 de agosto.

Senado

A deputada federal Dalva Figueiredo (PT-AP) fez uma revelação ontem no rádio: o desejo de ser senadora da República. “Eu seria a primeira mulher do Amapá a alcançar o Senado”, disse a parlamentar, que também já foi a primeira a governar o estado. Lembra?

Muro

Ainda sobre Dalva, ela fez esse anúncio ao lado do colega de bancada, Evandro Milhomen (PCdoB), e foi logo pedindo apoio dele, que saiu pela tangente: - Vejo com bons olhos essa ou outra candidatura ao Senado.

Título

Muita gente compareceu ao primeiro dia de atendimento da Justiça Eleitoral aos sábados para acelerar o processo da biometria. Na fila da prioridade, um idoso levou 40 minutos para ser atendido. Processo é lento.

Social

O ex-deputado Manoel Mandi, que disse ter abandonado a política partidária, segue mergulhando em projetos sociais. Acaba de assumir a presidência do Rotary Clube.

Luto

O município de Santana se despediu ontem do professor Redimilson Nobre, que chegou a ser vice-prefeito do lugar. De tradicional família santanense, tinha uma folha de bons serviços.

 Aumentou
Antes de virar o comandante-geral da Polícia Militar, o coronel Barbosa (à direita) era tratado carinhosamente no meio como Barbosinha. Bem humorado, ele nem liga quando os amigos brincam dizendo que agora ele é o Barbosão. Tem muito apoio da tropa.

 Juventude

Secretário estadual da cultura, Luiz Pingarilho, estava reunido ontem com demais colegas de governo para tratar da programação da Semana da Juventude. Quando pilotou a pasta do Desporto ele realizou um grande trabalho do esporte como ferramenta de inclusão social. Tem know-how.

Padre

Vigário-geral da Diocese de Macapá, o padre Castrese Aleandro revelou à coluna que seu colega Miguel Arcângelo segue afastado das funções sacerdotais, mas aguarda em liberdade o desfecho das acusações de que foi alvo em Mazagão. “Há muitos pontos obscuros na acusação”, disse o religioso. Padre Arcângelo está em uma propriedade rural.

Coluna Argumentos, sábado, 10 de agosto de 2013.

Linguagem

Wanderley Azevedo, o zeloso secretário particular do presidente Sarney, liga para avisar aos amigos e admiradores do chefe para não se impressionarem com a linguagem dos boletins médicos. “Agudo parece coisa grave, quando não é bem assim”, diz o assessor.

Estado

Ainda sobre Sarney, Wanderley disse que a parte bacteriana já foi controlada e que agora a equipe médica cuida da parte pulmonar do ex-presidente, que acabou afetada pelo vírus da dengue. “Ele está bem”, diz.

Por MSN

Do radialista João Bolero: “Mano me ajuda, estou na delegacia sendo acusado de ser o homem mais feio do Amapá. Vem aqui para eles te verem e saberem que é você o mais feio”. Para quem ele mandou não digo...

Motivação

“Quero fazer parcerias com a Santa Casa para melhorar a saúde no Amapá.” Foi o que disse a deputada Dalva Figueiredo (PT-AP) após a audiência pública de ontem (09).

Números

A Semana do Microempreendedor Individual, do Sebrae, finaliza com mais de 2.500 atendimentos. Orientação empresarial, formalização, oficinas, palestras, microcrédito, teve tudo.

Avanço

A deputada Dalva Figueiredo (PT-AP) articulou reunião no Ministério do Planejamento para discutir reivindicações dos servidores. A parlamentar teve a confirmação do atendimento de seu pedido, uma comissão especial para tratar dos servidores do ex-Território.

Trabalho

Deputado Evandro Milhomen (PCdoB) mostra que não cuida só da coordenação da bancada federal. Tem todo um zelo com suas emendas individuais ao Orçamento da União. Ele e sua equipe lutam junto a estado e municípios para o aproveitamento dos mais de R$ 10 milhões alocados por ele.

Causa

Um grupo de abnegados, de vários campos profissionais, mas com uma coisa em comum, o amor aos animais, acaba de fundar uma Ong denominada Força Animal. Mais do que recolher animais abandonados pelas ruas, tratam e agora querem incentivar a adoção. Uma ação louvável e digna de receber mais apoio oficial. E privado. Quem se habilita?

CARNAVAL FORA DE ÉPOCA: Ferreira Gomes prepara o novo Carnaguari

TURISMO / Vai começar no dia 30 uma das festas mais tradicionais do interior do Amapá, com três dias de folia e completa animação às margens do majestoso Rio Araguari.
A folia fora de época acontece às margens de outra grande atração natural de Ferreira Gomes, o Rio Araguari. Um palco central é o point da juventude com as diversas atrações musicais do Amapá e de fora.
O novo prefeito de Ferreira Gomes, Elcias Borges, é evangélico, mas sabe muito bem a importância de um dos eventos mais aguardados no calendário da pequena cidade, distante 132 quilômetros de Macapá. Trata-se do maior carnaval fora de época do estado, o Carnaguari, que está em sua 17ª edição e que se depender do gestor municipal, vai crescer ainda mais. Para ele, o evento tende a impulsionar a economia local, com a geração de postos de trabalho.
Falando ao Diário do Amapá, Elcias Borges explicou que o objetivo é fortalecer atividades promotoras da geração de emprego e renda, baseado no tripé da sustentabilidade, desenvolvendo atividades economicamente viáveis, socialmente justas, ambientalmente corretas. “Estamos debruçados no planejamento do evento deste ano desde o mês de abril, contando com o apoio de entidades públicas e privadas, pois acreditamos  nessa indústria sem chaminé que é a economia do turismo”, diz o prefeito.
Prefeito de Ferreira Gomes, Elcias Borges
A festa do Carnaguari, de 30 de agosto a 1º de setembro, é considerada atualmente um dos maiores eventos turísticos e culturais, e grande fomentador da economia local com a geração de milhares de empregos diretos e indiretos. “O foco de nossa gestão é promover e fortalecer o empreendedorismo e a inclusão social por meio de gestão integrada e participativa junto aos órgãos públicos e privado, objetivando construir parcerias que contribuíam para o desenvolvimento sustentável do nosso município e de todo estado do Amapá”, diz o prefeito.
Durante os dias de Carnaguari, a população local mais que dobra de tamanho, portanto é comum não ter vaga para hospedar todo mundo. “Mas quem é que pensa em dormir no meio do Carnaval? A gente sai da folia com os primeiros raios de sol e vai direto para o rio tomar banho frio. Não dá para parar”, diz a estudante Raquel Mathias dos Santos, 20, que já foi a três edições da festa em Ferreira Gomes.
Mas há sim uma preocupação com a acomodação dos visitantes. Além dos hotéis e pousadas existentes, moradores são capacitados por entidades como o Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) sobre como alugar quartos em suas residências e assim também garantir uma renda adicional no orçamento doméstico.
A turismóloga Nira Brito, que presta consultoria na organização do XVII Carnaguari, explica que a Prefeitura de Ferreira Gomes vai disponibilizar uma espaço apropriado para quem pretende acampar durante os três dias de folia.

Uma bucólica cidade às margens do Araguari

Dos dezesseis municípios do estado do Amapá, Ferreira  Gomes que está localizado ao Centro Oeste do Estado, a 132 km, da Capital Macapá, que segundo o IBGE (2012), possui uma área territorial de 5.047Km² e uma população estimada em 5.772 habitantes, com boa acessibilidade via terrestre e fluvial, além de infraestrutura receptiva de boa qualidade. Sendo o município que apresenta maior potencial para o desenvolvimento do turismo natural e cultural, principalmente para a realização de eventos que agreguem ações que suprimam a sazonalidade local.
De 20 a 23/08 a equipe da Afap estará realizando oficinas de acesso ao crédito,  para disponibilizar o hot money (crédito rápido), para capital de giro desses 80 empreendedores que estarão comercializando durante a “Feira Empreender Araguari”. Um efetivo de estimadamente de 150 policiais, com apoio dos bombeiros, defesa civil, policias militares e rodoviários, além da policia técnica.
Entre as atrações artísticas deste ano, Leandro Lopes (Bahia), Xêro Verde (Belém) e também atrações locais, como Ramon Frazelly e Show de Pagode, no domingo pela manhã, último dia da festa por lá.

Ingredientes de uma festa popular com visão para o empreendedorismo

A Prefeitura de Ferreira Gomes busca com a realização de eventos turísticos e culturais que os habitantes locais tenham nas atividades uma forma de sustento com sustentabilidade, além de fortalecer as já existentes,  ressaltando  os segmentos do comércio, de hospedagem, alimentação, transportes e as demais produções associadas ao turismo: artesanato, cultura, além de toda mão de obra utilizada no setor.
“Há um consenso por parte de estudiosos sobre os benefícios econômicos, sociais e ambientais que o turismo viabiliza”, diz a turismóloga Nira Brito. Entre eles, a fixação da população no interior, criação de alternativas de arrecadação de impostos, diminuição de impacto sobre o patrimônio natural e cultural, diversificação da economia regional (micros e pequenos negócios); geração de empregos, melhorias na infraestrutura e de transporte e desenvolvimento sustentável.
Esta edição do Carnaguari tem foco inovador, com implantação de atividades diurnas: corrida de jet ski e canoagem, futvôlei, triatlo e biatlo, rapel, atividades aeróbicas, passeios turísticos: city tour, river tour. Entre os parceiros estão o Governo do Estado, com apoio do Sebrae-AP, Assembleia Legislativa, Ferreira Gomes Energia, Ministério Público, Secretaria Estadual dos Transportes (Setrap), Bancada Federal, Polícia Rodoviária Federal, Capitania dos Portos e a Federação do Comércio (Fecomércio).
As ações ambientais são realizadas pela Semam, Sema e Promotoria de Justiça. Tem ainda o Projeto Carnaguariso (oficinas educativas), plantio de mudas, oficina no tratamento de lixeiras públicas, blitz ambiental, distribuição de lixeiras, inserção dos jovens e da comunidade local e ações empreendedoras, com capacitação e padronização dos empreendedores.

CURIOSIDADES

- Ferreira Gomes é um município no centro-oeste do Estado do Amapá.
- A população estimada em 2005 era de 4.321 habitantes e a área é de 5047 km², o que resulta numa densidade demográfica de 0,78 hab/km².
- O município de Ferreira Gomes foi criado em 17 de dezembro de 1987.

BR-156
Ferreira Gomes era considerada um entreposto rodoviário no antigo traçado da BR-156, antes da construção da ponte sobre o Rio Araguari.

RIO ARAGUARI

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Católicos distribuem a história do pastor que chutou N.S. Aparecida

Lembra do Pastor que chutou N.Sra. APARECIDA? 
Você se lembra do pastor Sérgio Von Helder?
Para refrescar a sua memória: 12 de outubro de 1995 , dia de Nossa Senhora Aparecida, durante o programa "Palavra de Vida", transmitido pela TV Record, o pastor Von Helder teve o que podemos chamar de acesso de fúria, descontrole e total falta de respeito pela crença alheia e começou a chutar a imagem da padroeira do Brasil, gerando uma das maiores polêmicas religiosas da história recente do nosso país.
O "bispo" da Igreja Universal do Reino de Deus acabou condenado por "incitar a discriminação de preconceito religioso, por meio de palavras e gestos", mas a maior pena ele nunca imaginava qual seria...

Um dia desses, na TV Canção Nova (canal 20 UHF RJ), durante a homilia o Padre Edmilson relembrou o fato que nos parecia tão distante, mas que ele trouxe à tona pelo final mais do que surpreendente.

Um tempo depois do episódio, o pastor Von Helder passou a sentir fortes dores na perna esquerda, a mesma que ele havia chutado a imagem da santa. Aos poucos as dores até então sem explicação foram aumentando até um ponto que ele teve que procurar auxílio médico. Von Helder tentou vários tipos de tratamentos no país, mas sem nenhum resultado... a dor simplesmente não melhorava.

Recomendado pelos médicos, Sérgio foi procurar ajuda nos Estados Unidos, numa clínica especializada. E lá passou um bom tempo internado. Segundo o próprio Sérgio, o tratamento era o melhor possível e o atendimento exemplar.
Mas havia uma enfermeira que sempre lhe dedicou uma atenção especial, acompanhando-o durante todos os momentos difíceis e de muita dor, principalmente durante as noites em que a dor insistia em não passar,
cuidando de sua perna e dando-lhe conforto e esperança. E assim o tempo passou e aos poucos o tratamento foi dando resultado, até a cura completa.
Sua alegria era tanta que, comovido, resolveu dar uma festa de agradecimento e despedidas para toda equipe que havia cuidado dele. Durante a festa, Sérgio notou que a tal enfermeira, que havia sido tão
importante em sua recuperação, não estava lá. Então foi procurar o diretor da clínica para saber do seu paradeiro. Perguntou a ele onde estava a tal enfermeira, negra, simpática e atenciosa, que havia
confortado-o em todas as noites de dor e desesperança... Para o espanto de Sérgio, o diretor falou
desconhecer tal enfermeira e que não havia nenhuma enfermeira negra trabalhando naquela área do hospital. Sérgio ainda insistiu, perguntando inclusive para outros médicos e enfermeiras se não poderia ser de alguma
outra área, mas ninguém fazia idéia de quem ela fosse..
Foi aí que o ex-pastor Sergio Von Helder caiu de joelho aos prantos, no meio da festa, se dando conta do que tinha acontecido... Ninguém entendeu nada na hora, mas não havia o que entender. Sérgio se deu conta
de que, neste tempo todo, a enfermeira que esteve ao seu lado em todos os momentos de dor e dificuldade era Nossa Senhora Aparecida. Tomado de vergonha e remorso, o Sérgio se converteu ao catolicismo e hoje conta a sua história para quem quiser ouvir... um testemunho de fé tardia, mas nunca é tarde para
a bondade infinita de Deus e o carinho e amor maior de Maria, nossa Mãe, que mesmo humilhada não abandonou seu filho na doença.

Pra quem quiser conferir o depoimento do ex-pastor, fique atento por que a Canção Nova vai transmiti-lo em breve.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Sarney recebe alta da UTI, mas permanece internado em São Paulo


Da Agência Brasil, em São Paulo

  • Sérgio Lima 17.dez.2012/Folhapress
    O senador José Sarney (PMDB-AP)
    O senador José Sarney (PMDB-AP)

O senador José Sarney (PMDB-AP) recebeu alta na manhã desta segunda-feira (5) da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
De acordo com o último boletim médico, ele apresenta contínua melhora do quadro clínico e, por isso, foi encaminhado para a unidade semi-intensiva do hospital. Não há previsão de alta.
Os médicos continuam administrando antimicrobianos por via venosa. Sarney foi transferido para a UTI na última quinta-feira (1º), quando apresentou "febre acompanhada de tremores".

A assessoria do senador informou, no entanto, que a decisão de levá-lo à UTI estava relacionada, sobretudo, à necessidade de preservar o paciente, pois ele estaria recebendo muitas visitas em São Paulo.
Sarney está internado no Sírio-Libanês desde o dia 31 de julho. Ele chegou ao hospital vindo de São Luís (MA), onde estava internado no Hospital UDI para tratamento de uma infecção pulmonar.
Político e escritor, o maranhense José Sarney está na vida pública há 60 anos. Ele foi presidente da República de 1985 a 1990, presidente do Senado e governador do Maranhão. Autor de diversos livros, Sarney é membro da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Assembleia Legislativa dá posse ao novo deputado Antônio Furlan (PTB)

O deputado Dr. Furlan presta seu juramento solene diante do presidente da ALAP Júnior Favacho
O médico cardiologista Antônio Paulo de Oliveira Furlan, tomou posse na manhã desta segunda-feira (5) no cargo de deputado estadual pelo (PTB). Ele era o primeiro suplente eleito com 5.135 votos pela coligação União pela Mudança formada pelo PTB-PCB, PSDC, PMN, PTC e PRP e assume na vacância do deputado Ocivaldo Gato, que faleceu no dia 30 de julho deste ano. A sessão presidida pelo deputado Júnior Favacho (PMDB) foi realizada no Plenário Nelson Salomão da Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP) e contou com a presença de familiares e amigos. Antônio Furlan é médico cardiologista e disputou uma vaga no pleito de 2010.
Após a leitura do termo de posse feito pela deputada Roseli Matos (DEM), Dr. Furlan usou a tribuna da Casa e fez o primeiro discurso como parlamentar e saudou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júnior Favacho, familiares e a classe médica, através dos doutores Dorimar, Fernando e Karlene, que diuturnamente exercem com maestria o belo mister de salvar vidas. “Gostaria de me solidarizar com a família do nobre deputado Ocivaldo Serique Gato, o Gatinho, vitima de um terrível câncer gástrico, doença extremamente comum na região norte, estando o Pará e o Amapá, como maiores afetados. Desde já minhas sinceras condolências!”, disse o novo deputado.
Ao dar as boas vindas ao novo parlamentar, o presidente Júnior Favacho, citou que a ausência do deputado Gatinho é sentida. “Temos a missão de dar continuidade os trabalhos nessa legislatura, como forma de reverenciar sua memória e sua destacada atuação parlamentar. Temos a importante missão de cumprir nesse segundo semestre, seja no campo das organizações das carreiras dos servidores estaduais, no acompanhamento das obras e dos serviços públicos, seja na legitimação do arcabouço público, que garanta a governabilidade e o pleno desenvolvimento do nosso Estado. Tendo também que a Assembleia Legislativa, deverá estar atenta as mudanças que o Brasil está pautando”, comentou Júnior Favacho, relatando alguns dos tópicos que a Casa estará pautando nesse semestre como o setor mineral do Estado, o comércio local principalmente na defesa da permanência da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS), além de manter o nível de produção legislativa. “Tenho certeza que o Dr. Furlan fará um grande trabalho parlamentar em prol do engrandecimento do Estado do Amapá”, saudou Favacho.
O novo parlamentar da Assembleia Legislativa assina o Termo de Posse no Plenário.
Os deputados Edinho Duarte (PP), Mira Rocha (PTB), Manoel Brasil (PEN), Marilia Goés (PDT), a segunda vice-presidente da ALAP, deputada Roseli Matos (DEM), Raimunda Beirão (PSDB), Isaac Alcolumbre (DEM), Moisés Souza (PSC), deputada Sandra Ohana (PP) e Jaci Amanajás (PPS) saudaram o novo integrante. “Desejamos ao deputado Furlan, tecnicamente e politicamente aquilo que a sociedade espera de todos nós que é o beneficio de construir cada vez mais melhorias de politicas públicas, que esse é o fator principal que é o nosso objetivo aqui nessa Casa. É dar condições para tudo aquilo que a sociedade almeja, na sua vivencia do dia-a-dia, a gente possa de certa maneira dar continuidade e viabilizar como representante da sociedade, como representante não de seguimentos ou partidários, mas sim, membros participantes da sociedade amapaense. É nesse sentido que nós desejamos ao deputado Furlan, que ele possa cumprir fielmente aquilo que dito quando tomou posse nesta casa. Faça seu mandato com toda humildade e aproveitando o conhecimento que Vossa Excelência adquiriu dos seus pais, com a sua profissão. Faça com humildade, faça o crescimento e busque alternativa para encontrar o bom caminho para a sociedade amapaense”, frisou Keka Cantuária.
 
A mãe do deputado Dr. Furlan coloca o bóton de deputado estadual na lapela do seu paletó

Abav Nacional presta homenagem à cidade de João Pessoa




Intitulada por organismos internacionais como a 2ª cidade mais verde do mundo, João Pessoa possui, entre outros, uma reserva
de mata atlântica intacta. É em João Pessoa que nos deparamos com o Ponto mais oriental das Américas ,
onde se pode observar uma das vistas mais lindas até então encontradas.
É bem próximo a este posto que se localiza o Farol do Cabo Branco.

João Pessoa detêm uma população de mais de 500 mil habitantes, o que equivale a um sexto da população do Estado da Paraíba.
Sua estrutura etária é predominantemente de jovens, sendo a maioria do sexo feminino.
O clima da cidade é quente e úmido,de temperatura elevada,
com a predominância do sol durante o ano todo.

“Quando vim imaginava o que poderia fazer de imediato para ajudar o Amapá”

cad4dom ENTREVISTADO1Mesmo internado e sob restrições médicas, o ex-presidente e senador José Sarney (PMDB-AP) não para de pensar no Amapá. Suas visitas são limitadas, mas entre os assuntos que lhe são repassados por assessores estão telefonemas oriundos do Amapá, unidade da federação que o acolheu depois da Presidência da República, para o qual Sarney diz ter uma eterna gratidão.O Diário do Amapá resgata hoje uma de suas mais recentes manifestações a respeito um de seus maiores projeto para o Estado, a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana. Sarney conta em detalhes como foi a criação da área de incentivos e como vem trabalhando contra a ameaça de que ela acabe.
O que representa para o Amapá a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana?
José Sarney – O maior benefício que aconteceu nos últimos anos para o Amapá foi a criação da Área de Livre Comércio. A partir da criação da Área de Livre Comércio o Amapá passou a ter um passado e outro presente, que será um grande futuro.
Quando surgiu as ideia de criar a Área de Livre Comércio?
Sarney – Quando eu cheguei ao Amapá, que fui eleito senador na eleição de 1990 e assumi em 1991 eu pensava: ‘O que eu posso fazer de imediato para o Amapá?’. Não só esperando a apresentação de projetos, de emendas, de recursos, mas como eu também não tinha o governador, o que aconteceu foi que se votava a renovação da Zona Franca de Manaus, então eu disse ‘vou valer-me dessa oportunidade para apresentar a criação de uma Área de Livre Comércio no Amapá’. Ora, Área de Livre Comércio é a coisa mais difícil que tem em qualquer estado porque ela significa uma dimensão diferente para o Estado, que é uma dimensão na qual o estado fica isento dos impostos federais de importação de todas as mercadorias que ali chegam e também fica isento das importações de mercadorias do exterior também que para lá chegam. Então no dia 30 de novembro de 1991, eu não tinha nem um ano de senador, eu já tinha aprovado pela Lei 8.387 a criação da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana.
Qual a importância daquela novidade?
Sarney - A partir dali o Amapá tinha um novo instrumento para modificar a sua história.
Qual era o cenário da chegada da Área de Livre Comércio ao Amapá?
Sarney – Vamos recordar, no Amapá só tinha uma economia, que era a economia do contracheque chamada. Eram os funcionários públicos que no fim do mês recebiam e que movimentavam o comércio e a vida da cidade. Não tinha outra fonte, não tinha indústria de nenhuma maneira, nada que pudesse criar, também não tinha agricultura, não tinha nenhuma fonte de progresso. Então criei a Área de Livre Comércio.
E como foi o começo de tudo, a aceitação?
Sarney – No princípio ela não foi ajudada, teve certa resistência de natureza política e foi uma luta para nós conseguirmos a implantação para que ela pudesse ser instalada. Primeiro lugar que os comerciantes acreditassem na Área de Livre Comércio. Naquele tempo também para as mercadorias chegarem ao Amapá elas chegavam pelo Porto de Belém, o Amapá não tinha porto. Então vinham de lá nos barcos, nas barcaças, nas balsas, e isso era uma dificuldade imensa e a vida era muito cara no Amapá por causa dessa distância e a dificuldade de transporte.
E depois que ela se implantou como as coisas mudaram?
Sarney – Depois da implantação da Área de Livre Comércio eu fui trazer o porto que era de Belém para Macapá, isto é, para Santana. Então criei o Porto de Santana e a partir daí consegui fazer o porto de contêineres para que os contêineres que chegassem com as mercadorias para o Amapá tivessem uma área para desembarcar e a partir de então passei a divulgar e tentar atrair empresas que realmente pudessem se aproveitar dessa situação.
Qual o principal papel da Área de Livre Comércio para a economia do Amapá?
Sarney - A Área de Livre Comércio muita gente pensa que ela se destina somente à área de importação de mercadorias, mas não. A importação de mercadorias representa menos de 10% do que representa a Área de Livre Comércio. O grande beneficiário da Área de Livre Comércio é o povo, pois todo cidadão amapaense é beneficiado pela Área de Livre Comércio. Por quê? Porque a partir de então as mercadorias que chegam ao Amapá, e são quase todas porque o Amapá não produz quase nada, essas mercadorias são isentas dos impostos industrializados, de PIS e COFIS e chegam ao Amapá com uma diferença de 25% do seu valor.
Quanto isso representou no cotidiano das famílias amapaenses?
Sarney - Isso barateou a vida no Amapá de tal modo que naquela época eu me lembro que se colocava uma lata de leite Ninho que custava no Pará tanto e no Amapá custava 20% a menos, porque a vida começou a baratear. Barateou o feijão, barateou o açúcar, barateou o café, barateou o tecido, barateou tudo, televisão, ventilador, enfim, todas as mercadorias que estavam no Amapá. Isso também melhorou a qualidade de vida porque o povo do Amapá com a área que também importava pode comprar televisão muito mais barata, pode comprar todos esses equipamentos de casa muito mais baratos e que passaram a melhorar a qualidade de vida e barateou a vida de cada um porque esses impostos que são dispensados significam uma injeção de quase R$ 100 milhões por mês que o Governo Federal deixa de arrecadar e ele é destinado às mercadorias que são consumidas no Amapá.
E hoje, como ela está presente na vida das pessoas?
Sarney – Hoje a Área de Livre Comércio é uma coisa que representa a vida do Amapá, porque é a maior geradora de empregos, são mais de 10 mil empregos. O comércio que a gente vê hoje não é aquele comércio da cidade estagnada, da cidade do racionamento [de energia elétrica], que não tinha luz, que não tinha nada daquele tempo. Hoje as ruas estão cheias, com gente comprando, o comércio se movimentando, gerando riqueza, empregando gente. É outro estado. Isso começou graças a Área de Livre Comércio, ela teve essa consistência.
Por que não se conseguiria outra hoje?
Sarney – Ela foi também a última área de livre comércio a ser criada no Brasil por que o país através do Mercosul ele se comprometeu a não criar mais nenhuma área de livre comércio, hoje é proibido. Nós temos um acordo com a Argentina, o Paraguai, o Uruguai e o Brasil e não podemos mais criar áreas de livre comércio porque significa dispensa de impostos, o que desequilibra o comércio porque as mercadorias ficam mais baratas de um lado do que de outro. Por outro lado a Área de Livre Comércio foi uma fonte de recursos para muitas e muitas outras obras que nós tivemos oportunidade de fazer no Amapá, como o próprio pátio de contêineres no porto de Santana, estradas, praças, drenagens, canais, a frente de Macapá e uma porção de outras obras que continuam a ser tocadas graças aos recursos canalizados pela Área de Livre Comércio.
Por quê está ameaçada de ter seus incentivos cortados?
Sarney – Acontece que a Área foi criada por 25 anos, ele foi criada em 1991, então esses 25 anos chegaram. Nós não nos aproveitamos no princípio, porque ela custou a pegar, custou a ser ajudada, custou a se compreender o próprio comércio, as classes empresariais a saber o que significava aquilo. Hoje, se acabar a Área de Livre Comércio do Amapá é um desastre extraordinário, desemprego em massa, com o comércio todo falido porque vai desaparecer a grande vantagem competitiva que tem o comércio do Amapá e aquele desenvolvimento que se vê no Amapá.
As chances da Área de Livre Comércio não acabar?
Sarney – Para isso nós já estamos aprovando por iniciativa minha a Emenda Constitucional que já passou na Comissão de Constituição e Justiça e que agora vai para o Plenário prorrogando até o tempo em que existir a Zona Franca, cuja última prorrogação foi até 2033. Também apresentei à presidente Dilma a solução de ela editar uma medida provisória, ou editar um decreto e ela está estudando, mas já me garantiu que não vai deixar que nós tenhamos a desgraça, podemos dizer assim, de acabar com a área de livre comércio.
Perfil

Entrevistado. José de Ribamar Sarney Costa tem 83 anos de idade, é advogado, jornalista e escritor. Começou a vida política ainda estudante do Colégio Liceu, em São Luís (MA), tendo depois chegado a suplente de deputado federal, até vencer uma eleição para a Câmara Federal e depois elegeu-se governador do Maranhão e depois senador. Nos anos 1980 engajou-se na campanha pelas eleições diretas e pouco depois compôs como vice a chapa vitoriosa do Presidente Tancredo Neves, que faleceu antes da posse. Sarney assumiu as rédeas do País e conduziu o período da redemocratização, da Constituinte e da volta das eleições diretas para Presidente. Depois foi eleito senador pelo Amapá e está no terceiro mandato.

Coluna Argumentos, domingo e segunda-feira, 04 e 05 de agosto

Interação

O prefeito de Ferreira Gomes, Elcias Borges, é outro que entrou na onda do PPA Participativo. Começou neste fim de semana e a idéia é consultar a população sobre quais obras ou serviços públicos são considerados prioritários. Trata-se de louvável iniciativa.

Faltando

A empresa contratada pelo Governo Federal para recapear a BR-210 também fez uma rotatória no entroncamento com a BR-156. Sinalização colocada, bonitinho, mas falta acabamento asfáltico na rotatória.

Intenção

Na transmissão da Santa Missa de ontem, transmitida em rede nacional pela Rede Vida de Televisão, o padre Robson, da Basília do Divino Pai Eterno (GO) rezou pelo restabelecimento da saúde de Sarney.

Dias

Ainda está contando o prazo de 60 dias para que o Amapá Garden Shopping possa cumprir todas as exigências do Ministério Público para liberar sua inauguração.

Cientista

O arqueólogo Edinaldo Pinheiro Nunes Filho foi ao programa Conexão Brasília de ontem na Diário FM e revelou detalhes de suas pesquisas sobre a Base Aérea de Amapá.

Arrocha!

Com seu indefectível macacão preto e o bordão “Arrocha e não afrouxa”, o vereador Rocha do Sucatão foi visto na região da Perimetral Norte, região centro-oeste do Estado. Tão longe de suas bases estaria alçando voo para ser deputado federal?

Energia

Moradores da zona sul de Macapá, mais precisamente da região do Jardim Marco Zero, Zerão e Universidade dizem terem se intensificado os desligamentos de energia elétrica na região. E mais. Atribuem isso ao início das atividades no Amapá Garden Shopping. Com a palavra a dona CEA.

Estrela

A petezada, como diria o saudoso Carlos Lobato, esteve reunida no fim da semana em Macapá, tendo a deputada Dalva Figueiredo como cicerone. Ela que já disputou o Governo do Amapá e a Prefeitura de Macapá, agora só tem planos para a reeleição na Câmara Federal, dizem. Com uma bagagem acumulada e o trânsito junto ao Planalto, vai bem.

Artigo do senador José Sarney - Diário do Amapá (04.08.2013)

O tsunami do Brasil
Foi de repente. Surgiu do nada. Nada nem ninguém podia prever que subitamente tivéssemos a surpresa de uma atônita perplexidade. Os números macroeconômicos do país são bons, os micros, também. O país vivia a euforia de duas copas, a das Confederações — da qual saímos campeões — e a do Mundo, em 2014, da Olimpíada Mundial, em 2016, e da Jornada Mundial da Juventude com a curiosidade sobre o novo Papa Francisco, em sua primeira visita a um país. Em 10 anos, o salário mínimo cresceu 330%, o crédito se expandiu de 22% para 54% do PIB e, com o aumento da nova classe média em 42 milhões de pessoas, explodiu o consumo.

O governo tem uma aprovação de 65%. O grau de felicidade com a vida também é altíssimo. As pesquisas trazem a resposta da pergunta: “O Brasil é um lugar bom para se viver?” Resposta: bom ou ótimo, 76%; regular, 18%; ruim ou péssimo, 5%. No setor externo, reservas cambiais de 378 bilhões de dólares e o Brasil como o quarto destino mundial de inversão de capitais, com 65 bilhões de dólares em 2012. Esse era e é o clima. Surge um aumento de vinte centavos (0,07 euros) da passagem de ônibus na cidade de São Paulo (19,2 milhões de habitantes) e provoca uma explosão popular sem chefe, sem mobilização de qualquer segmento da sociedade civil e reúne milhões de pessoas. O país inteiro, em todas as grandes e pequenas cidades, vai às ruas protestar. Nenhum cartaz ou faixa tem reivindicações institucionais. Não se pede liberdade, nem direito de reunião ou de associação, nem melhores salários, nem condições de trabalho — o país está à beira do pleno emprego —, nem mudança de governo. O que reivindicam? Diminuição dos 20 centavos, fim da corrupção, mais educação, saúde. Cada manifestante prepara seu cartaz na hora, toscamente. Um deles diz tudo: “Neste cartaz não cabem todas as minhas demandas.” Estas são tão diversas e fragmentadas, impossível sintetizá-las. Uma delas é objetiva: o projeto de emenda à Constituição 37, uma disputa corporativa entre Polícia e Ministério Público pela competência de investigação criminal.

O Congresso logo a arquivou. Vou buscar em Galbraith a minha primeira reflexão. Ele diz que a sociedade industrial é hedonista e consumista, não se interessa por valores e sim pela quantidade de nossos bens. Pode ser resumida numa expressão: temos a mais feliz das infelicidades. Depois do fim das ideologias do nosso tempo — a mais dominante delas, o comunismo —, as novas gerações, sem causa e sem utopias, são presas fáceis do niilismo, das drogas, do alcoolismo e da sublimação dos prazeres. Mas o natural é dirigir suas energias e vitalidade contra as mazelas da condição humana, das injustiças sociais, na beleza do idealismo de todos nós que já vivemos essa fase de querer mudar a sorte da humanidade. Isso é mais fácil nos países em desenvolvimento, onde tudo está sendo feito, quando se descobre, pelas novas tecnologias de informação, o poder de manifestar desacordo com tudo. Reclamam que não participam das decisões de governo, mas têm a força de influenciar sem limites com a capacidade de falar, discutir, inflamar e, através da rede da internet, cada indivíduo transforma-se num ser coletivo. Mas não se faça um julgamento abstrato e absoluto. As massas brasileiras foram às ruas primeiro nas grandes metrópoles onde dois problemas são agudos e constituem um caldo de cultura para levantar-se. Não são os vinte centavos de real, mas o tráfego, o trânsito, a mobilidade urbana. Os veículos de transporte coletivo abarrotados, todos gastando por dia, para ir ao trabalho e voltar, cerca de três horas, respirando o ar poluído das grandes cidades — presos de um stress e contraindo uma esquizofrenia pela morosidade da circulação média de 18 quilômetros por hora, igual à das carroças da Idade Média.

O fenômeno não é só dos transportes coletivos, mas dos individuais, sujeitos às mesmas circunstâncias, comuns a todas as cidades brasileiras. Enchemos as cidades de automóveis com a melhoria no poder aquisitivo da população chegando a uma velocidade que é impossível alcançar na construção de vias expressas, trens, metrôs, veículos de transporte leve, os VLT. O segundo ponto é a insegurança. Por uma pesquisa de opinião pública feita pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) — órgão governamental —, 78% dos brasileiros saem de casa com muito medo de serem assassinados. Assim, a população das grandes cidades tem automóvel, chega em casa e encontra televisão, geladeira, rádio e todo equipamento doméstico, mas perde 10% de seu tempo, diariamente, na locomoção, carregada de medo e estressada. Esse caldo de cultura de insatisfação pessoal que chega às raias da revolta é um repositório de todos os protestos — o primeiro deles contra os dirigentes, a classe política com a democracia aos frangalhos, julgada responsável por muitos erros, e contra todos os detentores de poder.

Os jovens descambam para a violência, a destruição de bancos, ônibus, trens e até o apedrejamento de igrejas — já que o Brasil hoje tem um forte componente religioso na política pelo relevante número de evangélicos que não aceitam as mudanças de visão nas conquistas de gêneros. Assim, os brasileiros estão revoltados com a qualidade de vida e não pedindo conquista de bens. No fundo, um fenômeno novo, nada comparável ao da Primavera Árabe. Um ministro japonês do meio ambiente, Oichi, disse uma vez que as pessoas começavam a se perguntar se a frenética busca de aumento do PIB teria alguma coisa a ver com a felicidade do homem. O fenômeno brasileiro merece uma reflexão profunda sobre a qualidade de vida. O povo julga e pensa que está na maior infelicidade feliz. Tanto que um dos slogans dos protestos é: “Eu era infeliz e não sabia”.

Nota de Falecimento - Deputado Ocivaldo Gato (PTB)

NOTA DE FALECIMENTO

O presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, deputado Júnior Favacho, cumpre o doloroso dever de informar o falecimento do deputado estadual Ocivaldo Gato (PTB), o Gatinho, ocorrido a 1 hora da madrugada desta terça-feira, no Hospital Saúde da Mulher, em Belém do Pará, onde estava internado havia um mês.
O deputado Gatinho lutava contra um câncer na região do abdome desde o ano passado, quando a doença foi diagnosticada. Seu corpo será trasladado para Macapá em avião fretado, que sairá de Belém às 11 horas, com previsão de chegada ao Aeroporto de Macapá por volta do meio-dia. O velório inicia às 14 horas no Plenário da Assembleia Legislativa, no Centro.
Júnior Favacho lamentou bastante o ocorrido e destacou a trajetória de muita luta e amor à vida que Ocivaldo Gato demonstrou mesmo diante o diagnóstico da doença. Político carismático e combativo, exerceu seus mandatos parlamentares com brio e seriedade. Era engenheiro civil por formação e por isso teve destacada atuação junto às Comissões Técnicas do Parlamento Estadual.

Macapá-AP, 30 de julho de 2013.

Assembleia Legislativa do Amapá
Departamento de Comunicação

FESTIVAL DO CAMARÃO: Os mistérios para atrair tanta gente!

TURISMO / Uma verdadeira multidão segue neste final de semana para a bucólica vila de Afuá, a cinco horas de barco de Macapá, para o tradicional festival de julho

A galera que foi a Afuá neste fim de semana lotou as embarcações que atracaram no píer do Santa Inês, em Macapá para a folia que já é consolidada a cada mês de julho na pequena e aprazível ilha no arquipélago do Marajó, a ‘Veneza’ deles. 
Cleber Barbosa
Editor de Turismo

Em plena floresta amazônica, na Ilha de Marajó para ser mais preciso, uma bucólica vila ferve no final do mês de julho, em uma festa que existe há mais de trinta anos: o Festival do Camarão. A localidade fica em território paraense, mas é muito mais próxima e ligada a Macapá, para onde costumar migrar os filhos do lugar. São cerca de 10 mil visitantes neste final de semana da festa, que costumam lotar navios, barcos ou qualquer outro tipo de embarcação que os leve lá.

O Diário do Amapá acompanhou o embarque dos veranistas para Afuá na última sexta-feira (26), na Rampa do Santa Inês, para tentar entender o porquê da festa atrair tanta gente para uma pequena cidade que mal comporta seus próprios veranistas.
Alexandre é assessor parlamentar em Macapá, mas é natural de Recife (PE)
O assessor parlamentar Alexandre embarca para sua terceira participação no Festival. Para ele a fama do evento aguça a curiosidade de todos, daí a decisão de viajar até lá. “É uma questão turística, independente do lugar ser pequeno e não ter muita estrutura, mas é onde todas as tribos se encontram, inclusive de outros estados, como eu que sou de Recife”, diz o veranista.

A dona de casa Dina, que reside em Santana, foi até o cais levar as filhas para viajar a Afuá. “Elas estão muito alegres em poder ir até lá. Eu é que fico um pouco preocupada com tanta gente junta pegando esses barcos, mas tenho fé em Deus que tudo vai dar certo”, diz a senhora.

O comandante da Capitania dos Portos do Amapá, Carlos Neves, acompanhou pessoalmente o embarque dos foliões que iam para Afuá neste fim de semana. Ele explicou que o papel da Marinha e assegurar que não haja excesso de passageiros, que as viagens sejam feitas em segurança, com coletes salva-vidas e conferindo a documentação dos tripulantes. “A gente observa muitas embarcações de fora operando viagens para o Afuá na época do Festival, atraídos pelo grande público, daí nossa preocupação de também conferir a situação delas”, diz o militar.

Uma das embarcações que deram muito trabalho aos fiscais da Marinha foi o Barco Motor Júlio Prestes. É que a tripulação perdeu o controle do embarque, pois muita gente pulou por qualquer entrada para acessar a embarcação. Os passageiros precisaram ser retirados e embarcador novamente, com o apoio da Polícia Militar do Amapá e da Guarda Municipal de Macapá, para a devida conferência da quantidade permitida.

Afuá dos poetas tem lá os seus encantos naturais

Sua população estimada em 2008 era de 40.000 habitantes. Possui uma área de 8.410,3 km² e é conhecida como a "Veneza da Ilha de Marajó" por ser repleta de canais e palafitas. O município de Afuá possui vegetação costeira típica da região do delta do rio Amazonas, com predominância de várzeas e igapós. O Parque Estadual Charapucu é uma unidade de conservação estadual que abrange cerca de 65 mil hectares de ambiente naturais de beleza cênica e preservados.

A cidade de Afuá - que não se confunde com o município, muito maior territorialmente - define-se como uma cidade ribeirinha, conforme a proposição de Trindade Jr. e Maria Gorete Tavares, em "Cidades ribeirinhas: mudanças e permanências". Enquanto tal, apresenta as seguintes características: 1 - fica às marges de rios (Rio Cajuuna, Afuá e Marajozinho); tem origem tradicional: nasceu ao redor da igreja católica de N. Sr.ª da Conceição, através de terras doadas por Micaela Ferreira, no final do século XIX3 - é local, isto é, possui forte vínculo com os rios (através da pesca, do lazer, do uso como via para o meio de transporte).

Artistas nacionais chamam cada vez mais foliões para os shows noturnos

O festival tem sempre uma novidade para atrair o público para Afuá com super atrações nacionais. Já passaram pelo festival cantores como: Cavaleiros do Forró, Reginaldo Rossi, Banda Só Pra Contrariar, Forrozão Tropikália, Fafá de Belém, Banda Babado Novo, Gaby Amarantos entre outros. No ano passado, quando a festa completou 30 anos de realização, teve Margarete Menezes, Capypso e até o cantor Seu Jorge.

Mas o Festival do Camarão de Afuá não está restrito somente ao palco, dentro do festival acontece outro show à parte envolvendo os camarões “Pavulagem” que defende a cor Vermelho e “Convencido” de cor Verde, no espaço denominado de “Camaródromo”.  A batalha camaroeira como é chamada tem em disputa uma “batalha” de cores e movimentos dos dois camarões, onde as torcidas das duas escolas fazem a festa dando um colorido especial a disputa. O esperado é que Afuá receba um público de mais de 40 mil visitantes nos quatro dias do evento.

É comum também a exploração do evento por grandes expressões da mídia nacional. O Fantástico, da Rede Globo, já mostrou as curiosidades de Afuá na telinha, especialmente o concurso para a escolha do Mister Camarão e da Musa do Camarão.

Em 2012, quem enviou uma equipe para o lugar foi o Domingão do Faustão, que escalou a dançarina e assistente de palco Carol Nakamura para estrelar uma reportagem especial sobre o Festival do Camarão. Ela ficou encantada com a famosa bicitáxi, único meio de transporte disponível no lugar, onde as ruas são passarelas de concreto, sem carros.

CURIOSIDADES

- Afuá é um município brasileiro do estado do Pará, integrante do Arquipélago do Marajó.
- Localiza-se a uma latitude 00º09'24" sul e a uma longitude 50º23'12" oeste, na altitude de 8 metros. - Propagandistas a definem como "Veneza Marajoara" ou "Veneza Amazonense", pois a cidade se levanta sobre as águas.
- Suas passarelas em alvenaria, transformam-se em ruas onde só trafegam bicicletas e a bicitáxi.

1890
Este é o ano de fundação da cidade de Afuá, que comemora aniversário no dia 20 de agosto.

VISTA AÉREA

domingo, 4 de agosto de 2013

Artigo de Luís Nassif, que cita a Icomi e entrevero com a Hanna Mining

LUÍS NASSIF 

O poder da Hanna

Hoje em dia, a mineradora Hanna Mining é um retrato na parede. Suas minas nos EUA perderam competitividade, no mesmo ritmo da perda de competitividade das siderúrgicas americanas. A empresa tentou mudar para o setor químico, fez a conversão. Há alguns anos, foi adquirida por um outro grupo. Até os anos 60, sua influência sobre o Partido Republicano foi enorme e interferiu em muitas decisões do governo norte-americano em relação ao Brasil.
Uma das músicas favoritas do Centro de Cultura Popular da União Nacional dos Estudantes, nos anos 60, aliás, era uma paródia do "Barracão" -"de zinco, sem telhado", porque o zinco a Hanna levou.
Foi na condição de embaixador de Vargas em Washington, em 1952, que Walther Moreira Salles tomou contato, pela primeira vez, com a extraordinária influência da mineradora.
O embaixador andava atrás de um empréstimo do Eximbank para o Brasil, cerca US$ 100 milhões, para o reaparelhamento da Central do Brasil, no trecho Vale do Paraopeba/Angra dos Reis. O empréstimo dependia da concordância de George Humphrey, secretário do Tesouro e, como tal, diretor do Eximbank. Certo dia, Walther foi convocado ao seu gabinete, onde foi alvo de uma chantagem explícita, da parte de seu secretário, Randolph Burgues. "Meu chefe não gosta de seu governo. Pretendeu obter as minas de manganês do Amapá, e vocês as entregaram à Bethlehem Steel", disse ele. A Icomi, de Trajano de Azevedo Antunes, havia conseguido a outorga para explorar o manganês do Amapá e associou-se com a Bethlehem Steel, rival da Hanna.
Devido à gravidade da crise cambial, o governo brasileiro aceitou trocar a Easterns Fuel pela Pittsburgh Consolidation Coal, controlada pela Hanna, como fornecedora de carvão ao país. Só depois de consumada a operação, o empréstimo foi liquidado.
A Hanna foi criada no século 19 pelo senador Marcus Alonzo Hanna (1837-1904), de Cleveland. Em 1885, reorganizou a firma, que passou a se chamar M.A. Hanna & Co. e, além da mineração, explorava estaleiros, navios, bancos, construção de linhas de bonde, a ópera de Cleveland e o jornal "Cleveland Herald".
Em fins dos anos 50, a Hanna decidiu entrar em Minas Gerais, liderando um consórcio de investidores que adquiriu o controle da "The Association for Working the Mines of São João d'El Rey Mining Company", associação constituída em 1830 para explorar minas em São João Del Rey e São José, nas serras do Bonfim e do Lenheiro, em Minas Gerais, cujo controle havia sido adquirido na Bolsa de Londres pelo corretor nova-iorquino Leo Model, da firma Model & Roland.
No início do governo JK, quando Lucas Lopes constituiu o Conselho de Desenvolvimento, em uma discussão sobre a Vale, em 1956, Roberto Campos foi incisivo demais, segundo depoimento de seu amigo Casemiro Ribeiro para o CPDOC: "Vende a Vale do Rio Doce e vende para a Hanna". Vender a Vale era uma questão ideológica, mas por que para a Hanna? Segundo Casemiro, assessores de Campos tentaram montar um rolo compressor, mas dois coronéis do Grupo de Trabalho entraram na parada e a discussão terminou. Veio desse episódio a fama de "entreguista" de Campos.
Homem que salvou a Vale do Rio Doce e, depois, as Minerações Brasileiras Reunidas (MBR), de Trajano Antunes, da Hanna, Eliezer Baptista dá um desconto no depoimento de Casemiro. Campos era impulsivo, ideológico, mas não negocista.
Tanto na Vale quanto na MBR (onde foi trabalhar, depois de cassado), Eliezer deu um "by-pass" na Hanna, estabelecendo canais diretos de venda com o Japão. A Hanna se associou à MBR, mas sempre como minoritária, e jamais conseguiu que a empresa se tornasse uma mera fornecedora de matéria-prima para a matriz americana.
Nos anos 60, a fama da Hanna pioraria no país devido ao estilo do seu então presidente, o brasilianista John Foster Duller Jr., erudito e truculento como o pai -secretário de Estado de Eisenhower. Só após Lucas Lopes assumir a presidência da Hanna no Brasil a empresa começou a se civilizar. Provavelmente porque seu tempo político já se esgotara, tanto aqui quanto nos EUA.

E-mail - Luisnassif@uol.com.br

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