segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Ensino online é alternativa para universitários conciliarem trabalho e estudos

Nos dias de hoje, em que é necessário estudar e trabalhar, a falta de tempo faz com que muitos adultos deixem de frequentar o ensino superior. Os que não desistem, já que o mercado de trabalho exige pessoas com formação universitária, sofrem com a grande quantidade de tarefas. Quem trabalha durante o dia todo e, às vezes, precisa passar do horário no serviço, tem prejuízos. É comum deixar de entregar uma atividade acadêmica e/ou tirar uma nota baixa, o que gera, muitas vezes, reprovação.
            Pensando nas dificuldades que o aluno tem durante o semestre, a Estácio implantou o Recuperação nas Férias. O programa, que acontece apenas nas férias acadêmicas (julho e janeiro), dá uma segunda chance ao estudante, permitindo que ele curse duas disciplinas em que tenha sido reprovado no semestre letivo anterior. O Recuperação nas Férias é totalmente online e o aluno pode assistir às aulas no horário e local de sua preferência. Apenas a prova final é agendada e deve ser realizada na faculdade.  Com isso, é possível aproveitar o período das férias para estudar em casa, recuperar a nota e voltar a cursar o semestre seguinte livre de dependências.
            Camille Monteiro, acadêmica do curso de Direito, foi uma das beneficiadas pelo programa. Para ela, essa é uma grande oportunidade para os alunos que são muito ocupados e não têm muito tempo para se dedicar aos estudos. “Eu adorei essa oportunidade que estamos tendo, para mim que trabalho e estudo é ótimo, pois posso estudar em casa, no horário que eu chego”, comenta a estudante. 
            Delsiane Marques, do curso de Enfermagem, diz que a ferramenta online facilita a vida do estudante. ”Tenho mais autonomia para estudar pela Internet, além de fazer meu horário, ainda posso tirar as dúvidas na hora que eu precisar, facilitando a vida de quem está fazendo a recuperação”, resume a aluna.
            Aproximadamente mil estudantes das Faculdades Estácio de Macapá e Estácio do Amapá se inscreveram para fazer o Recuperação nas Férias. Para a diretora do Núcleo Estácio no Amapá, Aline Búrigo, “as disciplinas online estão alinhadas à velocidade e flexibilidade presentes no mercado de trabalho atual e permitem ao aluno realizar a disciplina de forma dinâmica e integral. Uma ótima oportunidade de aprender ganhando tempo”, enfatiza a diretora.
            Disciplinas online -  o Grupo Estácio entende o contexto atual e se alinha ao que o resto do mundo já realiza: o uso das tecnologias digitais de informação e comunicação como ferramenta de ensino. Além do Recuperação nas Férias, as duas faculdades do Grupo, aqui no estado, estão implantando, neste semestre, as disciplinas online.
            A implantação obedece às regras do Ministério da Educação, que estabelece que até 20% das disciplinas de um curso presencial podem ser virtuais. Ou seja, os cursos presenciais da Estácio no Amapá passam a ter algumas disciplinas via Internet. A intenção é atender às demandas do estudante da atualidade, mantendo uma educação de qualidade.

Notas da coluna ARGUMENTOS, domingo e segunda-feira, 07 e 08.08.2016

Valor

A repercussão mundial da belíssima festa de abertura das Olimpíadas Rio 2016 é algo que está enchendo a nossa bola. Isso é tocante, pois nos últimos tempos o noticiário a nosso respeito vinha sendo muito negativo, com mazelas sendo desnudadas em público.

Ligada

A candidata a prefeita Aline Gurgel envia mensagem à coluna para elogiar a nova edição da Revista Diário, em especial reportagem assinada pelo colunista com a entrevista do pesquisador Alberto Tostes, onde identifica os principais gargalos das administrações municipais.

Zelo

Já o atual prefeito, Clécio, recomenda todo zelo possível à sua assessoria de comunicação. É que pelas regras da eleição os candidatos à reeleição são proibidos de fazer publicidade institucional. Cortou até releases.

Aspirante

João Alvarenga, do Sebrae, finalmente admite o que a coluna havia observado. Ele “limpou” o sotaque gaúcho com ajuda de fonoaudióloga. Só não disse se isso tem a ver com algum projeto político. Bom nome ele é.

Comerciários

É preciso reconhecer que o setor do comércio local é organizado. Ontem, por exemplo, o Sesc fez uma bela festa de inauguração da nova unidade do centro, com restaurante e até piscina para os associados.

No estúdio
Aspecto do nosso programa Conexão Brasília de ontem, com convidados ilustres como o cantor e compositor Osmar Júnior, o superintendente do Sebrae, João Carlos Alvarenga e o deputado federal Cabuçu Borges. O jornalístico inicia a contagem para aniversário de 10 anos.

Rádio

A professora Catarina Moutinho, uma das mais respeitadas especialistas em língua portuguesa no Amapá, estará no próximo Conexão Brasília, na Diário FM. É para falar a respeito dos ajustes na língua falada aqui e também daquilo que vai ao ar nas campanhas: a retórica dos políticos.

Fica feio

Para se ter uma ideia dos temas a serem tratados com a educadora, no rádio, estão os chamado “micromarcadores”, uma espécie de porto seguro que os oradores usam para sustentar o discurso. O uso deles, mesmo que involuntário, é muito comum e cá pra nós, provoca uma poluição sonora. Um ruído, como se diz.

Exemplos

Por aqui, no Amapá, um político que ficou marcado por essa prática foi Barcellos. De tanto usar a expressão “efetivamente” adotou em campanha. Milhomen ia de “naturalmente”; Michel JK de “verdadeiramente”; Dalva e Camilo, abrem qualquer resposta com o famoso “então”.


PONTE BINACIONAL | Itamaraty coloca Amapá na agenda diplomática

Novo chanceler do Brasil, ministro José Serra, recebe delegação suprapartidária e interinstitucional para ratificar compromisso de inaugurar a ponte binacional
À MESA - Em Brasília, encontro entre o novo titular do Itamaraty e lideranças políticas do Amapá debatem a fronteira
Por Cleber Barbosa
Para a Revista Diário

O novo chanceler do Brasil, ministro José Serra, abriu espaço na agenda diplomática do país para incluir o Amapá. Tem a ver com a demora para a inauguração da Ponte Binacional sobre o Rio Oiapoque – que está pronta a mais de cinco anos. O bom é que isso acontece exatamente quando o governo interino do Brasil se propõe a passar a limpo as demandas reprimidas da agenda nacional, desde a eclosão dos escândalos políticos que desviaram o foco da gestão Dilma Rousseff.  Serra recebeu uma delegação de autoridades do Amapá, chefiada pelo governador Waldez Góes.
O encontro aconteceu no Palácio do Itamaraty e, na verdade, era uma comitiva suprapartidária e interinstitucional. Faziam parte do grupo os senadores João Capiberibe, Randolfe Rodrigues e Davi Alcolumbre; e o deputado federal Roberto Góes entre outras lideranças e técnicos. “Tratamos sobre a aguardada inauguração da ponte sobre o Rio Oiapoque, que será a principal ligação rodoviária entre o Brasil e a Guiana Francesa”, declarou Serra. Concluída em 2011, a ponte Binacional precisa ainda de um pátio de fronteira e de um corpo de funcionários da Receita Federal para entrar em operação.
Uma ponderação feita por José Serra tem a ver com reciprocidade, o que agradou os representantes do Amapá. “Discutimos também a questão da assimetria de vistos de entrada entre o Brasil e a Guiana Francesa, que exige do brasileiro a autorização prévia para entrar no país. O Itamaraty está empenhado nas questões que envolvem o Amapá, que parecem ser pequenas para o Brasil como um todo, mas que são imensas tanto para a população amapaense como para a região Norte do país”, disse o chanceler brasileiro.

NÚMEROS
A obra da ponte em si, possui 378 metros de comprimento, foi iniciada em 2008, e que teve um custo de R$ 61 milhões. Porém, questões burocráticas, políticas e estruturais vêm atrapalhando a entrega total da obra, como acordos entre os dois governos e o término da construção da aduana.

Parlamento francês aprova acordo, com ponderações

A aprovação do último acordo entre Brasil e França para a abertura da ponte binacional de Oiapoque se deu com uma Assembleia Nacional quase vazia, em Paris. Mas os poucos que estavam lá criticaram e até ironizaram o fato da obra ter sido concluída a tanto tempo e jamais inaugurada. Os parlamentares, na verdade, demonstraram o quão estão preocupados com a incômoda presença de brasileiros clandestinos em território ultra-marino francês.
Para Gabriel Serville, relator da Comissão dos Assuntos Externos da França, ponte não facilitará imigração.
Gabriel Serville, relator da Comissão dos Assuntos Externos, explicou que agora nada impede a entrega da ponte, mas a inauguração não resolve outros problemas fronteiriços, como  as migrações, os vistos, o ouro ilegal e saque dos recursos da pesca. Ele sugere um reforço na chamada cooperação regional.
Deputado Thierry Mariani, diz  que brasileiros clandestinos não usarão a ponte: “Basta tomar uma canoa!”
O vice dessa comissão, deputado Thierry Mariani, fala que o medo de aumentar a imigração ilegal, não se justifica e pondera: “Basta tomar uma canoa!”, diz, acrescentando ainda: “Se queremos desencorajar a imigração ilegal, devemos permitir a migração normal”, disse o político francês.
Apesar do sinal verde da Assembleia Nacional e do presidente François Hollande, a ponte binacional sobre o Rio Oiapoque ainda renderá polêmica no Parlamento Francês. Os deputados Favennec e Carpentier (RRDP) chamam de uma situação “ridícula” o fato da ponte estar pronta a mais de cinco anos, jamais ter tido o tráfego oficialmente liberado e já precisar de reparos na estrutura.
O projeto de lei para aprovar os dois acordos assinados em 2014 pela França e Brasil sobre transportes rodoviários profissionais de passageiros e de mercadorias e regime especial transfronteiras aplicáveis ​​aos residentes de Saint George (Guiana Francesa) e Oiapoque acabou sendo aprovado e dias depois imediatamente sancionado pelo chefe do Executivo da França, o presidente Holande.


domingo, 7 de agosto de 2016

TURISMO | Curtir a vida em BALNEÁRIOS pelo Amapá!

Enquanto se discute a balneabilidade das águas do Rio Amazonas, no interior do estado, clubes e sítios fazem a festa dos veranistas.
As paisagens da natureza quase intocada do interior do Amapá são a aposta para empreendimentos que se multiplicam como opção de balneários para este verão.
Por Cleber Barbosa
Para a Revista Diário

O mês de julho é conhecido como o das férias escolares, estação do verão, alta temporada, enfim, o fato é que qualquer que seja a motivação, uma coisa se tem em comum: a vontade de tomar banho. São inúmeras as opções, a maioria de água doce, com exceção a praia do Goiabal, em Calçoene, a única acessível na Costa do Amapá. Mas na capital, Macapá, as famosas praias da Fazendinha e do Araxá continuam sendo o ‘point’, inclusive de programações oficiais como o Macapá Verão, só que autoridades ambientais fazem ressalvas em relação a qualidade das águas – principalmente pela pressão urbana, que produz índices de coliformes fecais preocupantes.
Então quem não viaja para fora do estado em julho tem como alternativas alguns cartões-postais do interior do Amapá, onde a balneabilidade é reconhecida e autorizada, como os balneários de Ferreira Gomes, Porto Grande, Pedra Branca do Amapari, Serra do Navio, entre outras localidades. Um desses exemplos é a chamada Região dos Lagos, onde está a comunidade do Aporema, que já possui instalações e pousadas rústicas, mas que atendem ao apelo de estar em contato com a exuberância da natureza quase intocada do estado.
Mas são os clubes e demais empreendimentos os que mais atendem a um verdadeiro nicho de mercado, com pousadas e chalés onde se dorme muito bem e se come melhor ainda. Em Serra do Navio, há ainda a Lagoa Azul, uma mina abandonada que por algum tempo se duvidava da qualidade de água, mas que já foi liberada e também é uma grande opção.

CURIOSIDADES
O verão chegou, junto com ele a oportunidade de aproveitar a estação do calor para tomar aquele gostoso banho no rio e nos balneários. Mas as pessoas precisam ficar atentas, afinal tomar um banho em águas com condições impróprias pode trazer muitas consequências desagradáveis e até graves. Os efeitos imediatos à saúde podem ser alergias, diarreias, vômitos, febres, dores de cabeça, infecções nas mucosas e nos olhos. Uma dica é ver as placas indicativas de banho liberado.


INFRAESTRUTURA | DNIT anuncia asfalto para estrada do JARI

Finalmente sai do papel o projeto de pavimentação do trecho sul da BR 156, que liga o Vale do Jari até Oiapoque. DNIT emite Ordem de Serviço e um consórcio de três empresas assumirá o primeiro lote da obra abrindo os primeiros 61 quilômetros ainda neste verão
O chamado trecho sul da BR 156 liga Macapá a Laranjal do Jari
Por Cleber Barbosa
Para a Revista Diário

A principal rodovia federal que corta o Amapá de Norte a Sul – a BR 156 – nem sempre é lembrada como nascendo no Jari, pois muita gente acha que ela liga Macapá a Oiapoque. A BR 210 é quem nasce na capital do estado e segue para a região Centro-Oeste, passando por Serra do Navio e continuando depois das divisas do Pará e Roraima, daí ser chamada historicamente de Perimetral Norte. Mas o fato é que o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) acaba de emitir Ordem de Serviço para que um consórcio de três empresas possa apresentar o projeto executivo e iniciar a pavimentação do primeiro lote da obra – de 61,1 quilômetros.
O superintendente do DNIT no Amapá, Fábio Vilarinho, diz que esse primeiro lote vai do Km 21 (bifurcação com a BR 210) e vai até a comunidade do Vila Nova. “Os demais lotes serão licitados ainda este ano, para serem iniciados possivelmente no próximo ano”, diz o executivo, que lembra ser essa obra objeto de um convênio da União com o Estado, através do próprio DNIT e a Setrap (Secretaria Estadual dos Transportes). Pela parceria entre os entes, o Governo Federal faz o aporte dos recursos e o Amapá entra com a contratação das empresas e executa a fiscalização das obras.
Vilarinho lembra ainda que o dinheiro para o início da obra já está na conta do GEA desde janeiro de 2014, no valor de R$ 34,5 milhões. O anteprojeto foi feito pelo próprio DNIT e a obra tem um custo estimado em R$ 140 milhões.

NORTE
Ainda segundo o DNIT, o último trecho que falta ser pavimentado no trecho Norte da BR 156, entre Calçoene e Oiapoque, também está na prancheta dos projetos a serem executados neste verão. Serão licitados os dois lotes restantes, num total de 107 quilômetros. A contratação será direta pelo órgão, que avocou para si a administração da obra, portanto não é objeto de convênio com o GEA/Setrap.

Para acabar com o registro de atoleiros
A despedida da estação das chuvas deste ano ainda produz imagens como essa da foto, de atoleiros em alguns trechos da BR 156, considerada a mais antiga rodovia federal em construção no país. A bem da verdade, essa situação tem sido minimizada pela mobilização de empresas responsáveis por fazer a manutenção da via, mas toda vez que chove forte, a cena se repete.


Notas da coluna ARGUMENTOS, sábado, 06 de agosto de 2016.

Começou

Com um nervosismo além da conta dos globais, foi aberta oficialmente ontem a Olimpíada Rio 2016, com uma belíssima cerimônia oficial. Vazou no ar o Bonner brincando com a colega, teve fio curto do Uchôa e até um pedido para Glória Maria abotoar a blusa.

Vitrine

Mas foi, sem dúvida, uma demonstração do quanto o nosso país é capaz de produzir coisas boas, talento, arte, cultura, cores e muita, muita emoção. Um bilhão de expectadores pelo mundo tendo um banho de Brasil.

Discrição

Uma nota política em meio à cerimônia de abertura. Foi a recomendação da Presidência da República para que o cerimonial não anunciasse a presença de Michel Temer. Para não dar margem a vaias.

Torcidas

A expectativa agora é por um bom rendimento do chamado Time Brasil, formado por atletas de ponta que se credenciaram a participar das competições. A motivação adicional é por estarem jogando em casa.

Torcida

A expectativa agora é por um bom rendimento do chamado Time Brasil, formado por atletas de ponta que se credenciaram a participar das competições. A motivação adicional é por estarem jogando em casa.

Mensagem

Uma sacada corajosa dos organizadores brasileiros da cerimônia foi desnudar fatos que hoje envergonham a humanidade, como os quatrocentos anos de escravidão no Brasil Colônia. Crítica social.

Ao mar
A próxima edição do Juizado Itinerante Fluvial, terá a participação do MP, AL, GEA, TJAP, PMM e PMS para atender povos ribeirinhos com uma gama de atendimentos sociais e jurídicos. A estrela da estrutura será esta embarcação, o Navio Auxiliar Pará, da Marinha do Brasil.

Política

Mudanças no Parlamento Estadual, com a chegada de Jaci Amanajás, do PV, à Presidência da Casa. “Com quase seis anos de atraso retomo esse projeto de dirigir o Legislativo”, disse ele aos jornalistas. É que em 2011 tinha a maioria para se eleger, porém, uma brecha no regimento mudou o jogo.

Pleito

Este fim de semana marca o início do corpo-a-corpo dos candidatos a prefeito com o eleitor, após a realização das convenções partidárias que terminaram Depois eles estarão na telinha da tv com a propaganda eleitoral. A justiça eleitoral quer uma campanha bem mais limpa este ano, literalmente. Nada de panfletos.

Virtual

 Faculdade Estácio se alinha ao contexto atual e se alinha ao que o resto do mundo já realiza: o uso das tecnologias digitais de informação e comunicação como ferramenta de ensino. As duas faculdades do Grupo, aqui estão implantando, neste semestre, as disciplinas online.


INDÚSTRIA | Zona Franca Verde pronta para atrair empresas

Uma área de 70 hectares vai estabelecer um novo distrito industrial entre Macapá e Santana para receber até 60 empresas e criar um polo de empreendimentos movidos por incentivos fiscais da ZFV
O projeto de abertura da Zona Franca Verde passa pela ocupação deste espaço que fica às margens do Rio Matapi.

Cleber Barbosa
Para a Revista Diário

A Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS) é ainda hoje a maior ferramenta de atração de capital para o setor do comércio do estado, mas com a criação da Zona Franca Verde (ZFV), o Amapá poderá ter um incremento do setor da indústria. E o dever de casa está sendo feito, segundo anunciam as autoridades do setor, que reservam uma área de 70 hectares entre os municípios de Macapá e Santana, para se estabelecer ali um novo Distrito Industrial, um polo com capacidade para reunir até 60 empresas que processem matéria prima da floresta, afinal essa é a condição para que os incentivos fiscais sejam concedidos e o Amapá não concorra diretamente com a tradicional Zona Franca de Manaus.
Segundo o economista Joselito Abrantes, vice-presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (ADEAP), compete ao Governo do Estado criar um ambiente favorável e fazer a interlocução com o setor produtivo, com o mercado.

REGRAS
Economista Joselito Abrantes, da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá
A Zona Franca Verde, também conhecida pela sigla ZFV, foi criada pela Lei nº 11.898/2009 e regulamentada pelo Decreto Presidencial nº 8.597/2015. “Pode se constituir em um importantíssimo instrumento de alavancagem do desenvolvimento econômico do Estado do Amapá”, analisa Abrantes. Trata-se, na verdade, de um regime de isenção do IPI nas saídas locais ou nacionais de produtos fabricados na Área de Livre Comércio de Macapá e Santana com matérias-primas predominantemente regionais, excluídos  os minérios, classificados no capítulo 26 da TIPI – Tabela de Incidência do IPI. A pedido da Revista Diário, ele e técnicos da Agência Amapá realizaram uma análise das providências e do protocolo a ser seguido para sua efetivação.

Estado já tem 18 pedidos de inscrição de empresas na ZFV
José Molinos, diretor de atração de investimentos da Agência Amapá
A primeira solicitação de credenciamento na Zona Franca Verde (ZFV) de Macapá e Santana aconteceu uma semana após a definição e aprovação dos critérios que vão gerar incentivos fiscais na utilização matéria-prima regional em produção industrial. Já são 18 (dezoito) as empresas na fila para ter a entrada na ZFV oficializada, segundo José Molinos, diretor de atração de investimentos da Agência Amapá. “O papel do estado é dialogar com o mercado, pois o capital é dinâmico e a burocracia é o maior entrave”, ensina.
Para o diretor-administrativo da fábrica de sorvete “QSabor”, José Carlos Ferreira, a ZFV abre uma porta para as empresas amapaenses, possibilitando que busquem novas oportunidades até mesmo no mercado exterior.
Outras empresas e cooperativas já instaladas no Amapá, além de novos investidores que se enquadram na ZFV, também realizarão o credenciamento para que nos próximos meses já sejam beneficiadas pelos incentivos.
Uma indústria de ração que deve iniciar suas atividades em breve no Amapá, também será uma das beneficiadas com a nova regulamentação. O empreendimento, que faz parte de um grupo paulista, chegou ao Estado atraído, principalmente, pelo posicionamento geográfico do Amapá. A empresa recebeu do Governo do Estado um termo de concessão de área para se instalar no Parque Industrial de Macapá e Santana. “Quando desenvolvi esse projeto e fiz todas as pesquisas para implantar a fábrica no Estado, eu não conhecia a ZFV. Com a proposta, teremos a oportunidade de oferecer um produto de qualidade, com custo mais baixo”, afirma o proprietário da fábrica, Thiago Versoza.
O investimento da empresa será de R$ 67 milhões e a fábrica produzirá 9,6 mil toneladas de ração por mês, o equivalente a 400 carretas. A produção de ração também deverá estimular outras atividades, como a criação de frangos. “Aqui é um ponto estratégico. Nossa proposta é, além do mercado externo, atender também o mercado local, gerando novas oportunidades para os criadores”, destacou.
O perfil de outras empresas que também apresentaram projetos de investimentos que estão em tramitação na Agência Amapá para implantação no Distrito Industrial do Porto Céu, que abrigará empreendimentos da ZFV são do segmento de agroindústria de açaí (Tribo Açai); polpas de frutas (Amazon polpas e Buriti & Cia); agroindústria de castanha do brasil (empório amazônico); indústria de fitoterápicos e cosméticos (Biofar); fabricação de produtos saneantes (F. da Silva e Silva); Fabricação de sorvetes (Queijo minas); indústria de móveis de madeira (Ambieng) e fábrica de esponja (GAP) além de outras fábrica de ração (Nutrativo).

SETOR AGRÍCOLA
Para receber os investidores da ZFV o GEA está preparando esta área em um novo polo industrial
Cinquenta cooperativistas do Estado, que reúne quase 6 mil trabalhadores das áreas do setor agrícola e que exploram produtos do extrativismo para alimentos, cosméticos e outras aplicações, também deverão ser beneficiadas com a Zona Franca Verde. O setor de produção (oleiro, cerâmico e madeira) também está incluso.
De acordo com o presidente do Sistema Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) Amapá, Gilcimar Barros Pureza, as cooperativas já estão se adequando para se enquadrarem à ZFV.
Para Pureza, a Zona Franca Verde traz a oportunidade que o Amapá precisava. Ele acredita que, com esse conjunto de incentivos e facilidades, tudo que sempre foi potencial deverá ser transformado em negócio. “Esses produtos não estarão mais apenas na mesa do amapaense. Em um ano e meio teremos a possibilidade de fazer essas agroindústrias funcionarem, enquadradas na regulamentação da ZFV”, explica.
Segundo o presidente da OCB, o Amapá já possui vantagem logística, pela posição geográfica, mas ainda precisava de vantagens competitivas para produzir. “A aquisição de tecnologia é cara, mas com incentivos fiscais vamos ganhar fôlego e condições para empreendermos. Temos muita gente no Amapá com vontade e capacidade de fazer negócio”, destacou.

POSTURA
A área que irá abrigar polo industrial já foi usada por uma mineradora em Santana.
O presidente da Agência Amapá, Eliezir Viterbino, disse que a melhor forma de recepcionar qualquer projeto é com incentivos locais. “A partir de agora estamos recadastrando e procurando os empreendimentos locais que possam ser inseridos na ZFV. Ao mesmo tempo, estamos recepcionando as empresas de fora e também buscando incentivos externos. Precisamos de recursos para investir em novos pólos industriais,  de modo a urbanizá-los industrialmente”, comentou.
O governador Waldez Góes destacou que esse é um momento de pactuar novos desafios. “O Amapá sempre foi um dos grandes exportadores de matéria-prima. Esse novo modelo vai nos permitir verticalizar, agregar valor, gerar emprego e renda”, adiantou.
  Para garantir o pleno desenvolvimento e funcionamento das indústrias da Zona Franca Verde, o Governo do Estado do Amapá investirá em energia elétrica, comunicação, malha rodoviária, além da infraestrutura portuária.
 Em relação aos critérios acerca da metodologia da predominância da matéria prima para fins de enquadramento das empresas com o perfil da ZFV, foi regulamentado pelo Conselho Administrativo da Suframa uma metodologia flexível e trâmite fácil. A primeira determinação, diz respeito a 50% da matéria prima regional na composição total do produto final.

* Colaborou: Leidiane Lamarão 


Notas da coluna ARGUMENTOS, quinta-feira, dia 04 de agosto de 2016.

Pé direito

No dia de estreia da seleção de futebol feminino, ontem, foi bem legal ver várias mulheres em Macapá vestindo a camiseta amarela do Brasil e torcer por elas. Foi um belo começo, com vitória folgada sobre a China, por três a zero. Vamos ver amanhã a abertura.

Papa

As olimpíadas, que inclusive tem o condão de interromper as guerras – pelo menos é a trégua sugerida – foram objeto de uma mensagem especial do chefe da igreja católica mundial. Francisco pediu unidade.

Caos

Moradores dos bairros Infraero 2 e Parque dos Buritis, na zona norte de Macapá, tiveram uma madrugada infernal ontem, com apagões que duraram a noite e amanhecer. Houve protestos e até a PM acionada.

Medo

Na verdade a falta de energia naquelas bandas vem se repetindo a vários dias, segundo relata nosso leitor Odenilsom Marques. Ele conta que nos protestos de ontem moradores temeram pelo “pior”.

Se colar...

Se há quem reclame do excesso de feriados no país, veja esse diálogo ontem, na fila do banco: – Na Copa era feriado em dia de jogo do Brasil! E o outro: – Bem que podiam fazer isso agora, na Olimpíada! (Todo dia?)

Dupla
O empresário Adiomar Veronese, que é filiado ao PROS, foi confirmado ontem o vice na chapa encabeçada pelo ex senador Gilvam, na disputa pela Prefeitura de Macapá. Na foto, registro da convenção do partido, com o ex prefeito Roberto Góes e representantes da família Favacho à mesa.

Estilo

Vai ter muita emoção na Rio 2016. Aliás, por falar nisso, na primeira transmissão oficial dos jogos, ontem, o narrador Cleber Machado deixou de pegar carona no hino nacional – como faria o Galvão – optando por passar curiosidades e estatísticas olímpicas. Não é pieguice, mas era entrar no ‘espírito’.

Turismo

Tem novidade no Portal do Sistema Diário. A página oficial multimídia (jornal, rádio, tv e revista) agora está disponível o Canal Turismo, com motivos de sobra para os turistas – externos e internos – conhecerem e valorizarem ainda mais o Amapá como destino turístico. O endereço é www.diariodoamapa.com.br.

Luto

A Secretaria de Estado da Comunicação (Secom) e a Rádio Difusora de Macapá (RDM), em nota, lamentam profundamente a perda prematura do colega Valdemir Tavares, 47 anos, ocorrido na noite de terça-feira, 2, em Barretos, São Paulo. Ele era um profissional exemplar.


ALBERTO TOSTES | Pesquisador dá entrevista no AR (literalmente)

Um novo quadro do programa Conexão Brasília, da Diário FM, ouve personalidades locais dentro de aviões, quando falam de métodos para passar o tempo e também de temas importantes e atuais
O pesquisador Alberto Tostes e o jornalista amapaense Cleber Barbosa na cabine de um avião

Cleber Barbosa
Para a Revista Diário

A distância de Macapá das grandes cidades do país, faz muitas autoridades, personalidades e boas fontes de informações para a imprensa levarem horas no interior dos aviões. Para passar o tempo, vale de tudo, até dormir. Mas o pesquisador Alberto Tostes, da Universidade Federal do Amapá, costuma aproveitar para corrigir provas e até dissertações de seus alunos do mestrado. E foi entre um documento e outro que ele falou ao jornalista Cleber Barbosa, que gravou a entrevista para um novo quadro de seu programa de rádio. A conversa foi séria e um resumo a Revista Diário publica a seguir.

Revista Diário – O senhor além de arquiteto e urbanista fez pós-doutorado em Estudos Urbanos, tendo prestado um trabalho relevante para alguns municípios aprovarem seus planos diretores então pode dizer o porquê de tantos problemas nas administrações de prefeituras e o fato de prefeitos deixarem a gestão com tantos problemas com os organismos de controle e a justiça?
Alberto Tostes – Para se ter uma ideia, na última década, chegando a quase quinze anos, quando você vai levantar os recursos que são aplicados pelas prefeituras, além de serem aplicados mal, são mal gastos e os municípios acabam perdendo com esse propósito. Essa investigação aponta para uma perda volumosa de recursos, seja por licitações mal feitas, fiscalizações de obras feitas de forma inadequada, quebra de encargos em relação a esses materiais, enfim, diversas situações que comprometem a boa qualidade da aplicação dos recursos.

Diário – Dê um exemplo concreto professor?
Alberto – Um município como Amapá, por exemplo, ficou até dez anos sem receber recursos federais, o que mostra a gravidade de todo esse processo. Um município como Oiapoque, na fronteira, aonde você tem uma gama de recursos em várias fontes para ser destinados através de projetos, tem grande dificuldade de materialização de todo esse processo. Minha pesquisa apresentada em nosso estágio de pós-doutorado foi publicada e está disponível também na internet e mostra um pouco desse universo dessa dificuldade institucional.

Diário – Bem apropriado se discutir essas soluções da municipalidade, exatamente agora que vivemos em um ano de eleições para as prefeituras, não é mesmo professor?
Alberto – Sim, é preciso estar atento para essa preocupação com o planejamento e a gestão para que não comprometa o município em relação a obter financiamentos em relação às diversas instâncias. Nosso maior problema hoje está relacionado às questões estruturais das administrações municipais. A sociedade civil organizada e todos os seus setores devem observar tudo isso para que o recurso público, por ele ser mal gasto, desviado, acaba implicando na crise que o Brasil atravessa hoje em dia.

Diário – Nesse levantamento que o senhor fez foi possível levantar o total de recursos federais que o Amapá perdeu através dessas administrações de prefeituras?
Alberto – Se nós ampliarmos isso para um universo de quinze anos, a perspectiva de R$ 900 milhões até R$ 1 bilhão de reais. Ora, se você considerar que nós estamos num estado pobre, que depende exclusivamente de transferência de recursos federais, seja do Fundo de Participação dos Estados, dos Municípios e de verbas extra orçamentárias, isso é muito grave e mostra que o problema da falta de planejamento e gestão não é de agora, já atravessa mais de uma década. E o pior disso tudo é nós não termos a clareza de que isso deva ser ajustado e corrigido para o futuro.

Diário – Nas campanhas os candidatos e suas equipes se debruçam nos problemas urbanos, nas melhores soluções, mas depois as administrações acabam se afastando do planejamento macro e se perdem em demandas pontuais. Onde estaria o maior gargalo professor?
Alberto – Uma das grandes dificuldades que nós já mapeamos cientificamente é o fato de que as políticas são voltadas de forma fragmentada. A política habitacional, por exemplo, dissociada da questão ambiental, de mobilidade, de acessibilidade, da própria essência daqueles municípios que têm plano diretor, dos seus projetos setoriais, enfim, quando você vai olhar o conjunto das políticas públicas observa que elas são desintegradoras.

Diário – Fala-se também das dificuldades das prefeituras reunirem meios necessários a garantir essas respostas, como um corpo técnico. Isso é fato, não é?
Alberto – Sim, como também o pouco investimento tecnológico, que as prefeituras também não dispõem e com isso se repetem erros históricos em relação a uma série de fatores. Nós temos dezesseis municípios e apenas três têm planos diretores e desses três pouco dos planos são aplicados. Os planos diretores vão resolver? Não, mas eles são a base de um instrumento de política pública integrado com as demais. Enquanto isso não ocorrer vamos pagar o preço dessas fraturas.

Diário – Como assim professor?
Alberto – Em todo o Brasil tem ocorrido um fator que o Ministério Público é quem vem assumindo um protagonismo de ter que ficar à frente de situações que é o poder público o responsável por isso.

Diário – Com tantos problemas o que dizer ao eleitor, ao cidadão que tem que resolver seus problemas pessoais e ainda assim é instado a ir às urnas escolher seus representantes e os gestores municipais. O que dizer a ele professor?
Alberto – Olha, o Brasil tem passado nesses últimos tempos por um processo de revitalização das questões de natureza ética e moral, no sentido de fazer valer que a sociedade também tem que ser cumpridora da sua responsabilidades. E uma das questões importantes para isso é o empoderamento social. Hoje você faz uma opção por um candidato, vota nele, mais ao longo de um período de mandato não procura saber que projetos essa pessoa elaborou, se contribuiu, se participou, então você não se apropria do trajeto da construção daquele candidato em prol do desenvolvimento da sociedade. Hoje é preciso ver quem é o candidato, onde ele está agregado, qual é a história dele, o que ele produziu, quais são os efeitos que isso resultou para a sociedade, nós precisamos acabar com essa coisa do é dando que se recebe. Dessa coisa dos grupos que colocam os níveis de favorecimento.

Diário – Isso é um problema…
Alberto – Veja só, quem vai te dar alguma coisa vai te cobrar depois. E vai te cobrar da pior forma possível e isso tem preço para a sociedade. E o preço é exatamente mandatos esdrúxulos, mandatos sem planejamento, sem gestão, sem o comprometimento. Mas pior do que os representantes políticos, é a sociedade que deixa de fazer a sua parte, através das associações, das organizações e isso contribui para todos os outros fatores adversos dos problemas que nós vivenciamos. Ao eleitor, a mensagem de que ele também precisa ser um cidadão responsável, uma pessoa comprometida com o conjunto da sociedade. Nós temos uma péssima mania de achar que são só os políticos os culpados, mas os políticos foram referendados pela sociedade, então se nós não exercermos essa prerrogativa de estar à frente e assumir esse protagonismo evidentemente que os problemas só terão a aumentar.

Diário – Para fechar professor, dê uma dica de leitura para nossa comunidade.
Alberto – Eu posso indicar até aos nossos leitores um livro muito importante que até é bem apropriado para esse momento, já que nos próximos meses teremos uma eleição, com a campanha, a fala dos candidatos, enfim, que é o livro de um autor espanhol chamado Fernando Savater, cujo título é “A importância da escolha”. Olha, nós todos temos o direito de escolha e pagamos um preço se nós escolhermos errado, então esse livro de alguma maneira te mostra os caminhos pelos quais você é responsável pela sua escolha.

Perfil…

O professor José Alberto Tostes possui graduação em Arquitetura pela Universidade Federal do Pará (1988), mestrado em Historia e Teoria da Arquitetura pelo Instituto Superior de Artes (2000) e doutorado em Doutorado em Historia e Teoria da Arquitetura pelo Instituto Superior de Artes (2003). Atualmente é pesquisador do Instituto Superior de Artes e professor Associado II da Universidade Federal do Amapá. Teve o livro com sua dissertação de pós-doutorado publicado pela Universidade de Coimbra (Portugal) com o título “Transformações Urbanas de pequenas cidades na faixa de fronteira setentrional”. Também fez Estágio de Pós doutorado em Arquitetura pela Universidade do Porto nos anos de 2011 e 2012.


Notas da coluna ARGUMENTOS, terça-feira, dia 02 de agosto de 2016.

Sucessão

Está se fechando o corredor dos candidatos (de verdade) às eleições municipais deste ano. Estão sendo definidos os nomes dos postulantes ao trono ora ocupado por Clécio Luiz em Macapá e em mais quinze prefeituras pelo interior do estado.

Polos

O ex senador Gilvam Borges traz a força da aliança que ajuda na governadoria do estado, junto com Waldez. Em Santana, o fato novo foi a decisão da deputada Marcivânia, que tentou parentes e agora vai ela mesma.

Seinf

E o jogo político das alianças visando palanques para a disputa deste ano tem reflexos no secretariado do Setentrião, onde a dança das cadeiras já começou. O ex prefeito João Henrique, hoje vereador, vira secretário.

Quadro

O presidente do Procon, Vicente Cruz, já era cotado para mudar para a Sedel. Em entrevista na véspera da posse no novo cargo, desconversou, mas quando perguntado sobre seu perfil, enumerou um a um os postos relevantes no desporto local.

Primor

A Globo tanto se esmerou que editou domingo o Fantástico já no parque olímpico, um programa que se propõe ser histórico. Foi um capricho mesmo! Deu muita satisfação estar em casa vendo a produção.

Ao vivo
Jornalista Luiz Melo segue renovando sua audiência. Agora também telespectadores e internautas o seguem desde as primeiras horas da manhã. Ontem, fez o caminho de casa ao rádio batendo um papo com os fãs, ao seu estilo, claro. Impagável! Pode ser o Big Brother do comunicador tucuju.

A bordo

Por falar em Olimpíadas, o time norte-americano de basquete ostenta e se isola no Rio de Janeiro a bordo do navio transatlântico Silver Cloude. Aliás, este navio já esteve no Amapá há alguns anos, trazendo turistas da terra do Tio Sam para uma rápida parada por Macapá, onde deixaram alguns dólares.

Negócios

O mercado imobiliário local tenta reagir ao marasmo da economia e também se reinventa. O carro-chefe são as incorporadoras que vendem lotes em condomínios, cuja grande vantagem é estar em local plano, condomínio fechado e nada de vizinho no andar de cima. Ou de baixo, claro. Qualidade de vida, sim.

Parlamentos

As casas legislativas retomam a agenda dos trabalhos esta semana com um ritmo diferenciado. É que os parlamentares poerão participar das eleições, como candidatos ou para apoiar aliados, correligionário, enfim. Aí as sessões passam a ficar mais longas e com a pauta mais cheia.


sábado, 6 de agosto de 2016

AVIAÇÃO | Efeitos da redução dos voos para Macapá na economia do turismo

DESEMBARQUE - No terminal de Macapá, fluxo menor de passageiros.
Reportagem Cleber Barbosa

De uns tempos para cá, os amapaenses e também pessoas que precisam viajar para o estado passaram a se fazer uma pergunta: ir a Macapá ou a Paris? É que o preço cobrado pelo bilhete aéreo daria mesmo para fazer uma viagem internacional. E não se trata de sarcasmo ou ironia. R$ 3 mil por uma passagem entre Macapá e Belém é o mesmo que um trecho para a capital da França, para aproveitar o verão europeu. 
A explicação seria a redução paulatina da oferta de voos para Macapá, que se iniciou em 2014 e que se agravou em 2015. A entrada da uma terceira companhia aérea pode-se dizer que minimizou o problema, pois até então TAM e GOL promoviam ajustes na malha aérea praticamente limitando as opções de voos e conexões para o mesmo horário. A Azul, entretanto, com conexões passando por seus “HUB” em Viracopos (SP) e Confins (MG), enquanto que as concorrentes passaram a oferecer voos diretos para Brasília, onde a distribuição para outras cidades acontece. 
Em entrevista à Revista Diário, o presidente da Azul, Antonoaldo Neves, disse que a política de crescimento da empresa está em curso, prospectando exatamente a aviação regional – opera para mais de 100 cidades – como também o internacional, mas que a redução verificada não foi só para Macapá. “Isso aconteceu em todo o país, forçado pela queda da emissão de bilhetes”, disse o executivo, acrescentando ainda que as companhias voam para ter uma rota rentável “mas o setor é sazonal”. 
Outra alegação feita por ele é sobre a falta de uma política de incentivos para o querosene de aviação. “Aqui em São Paulo o litro do querosene custa R$ 2 e em Cacoal, no Amazonas, R$ 10, isso é uma extorsão”, diz Neves. Ele sustenta que alguns destinos operados pela Azul só se mantém devido à renúncia fiscal dos estados sobre o ICMS da aviação. 
Por falar em sazonalidade, a Azul acaba de inaugurar novo voo para Macapá, conectando com Belém em plena alta temporada, as férias de julho.

Para turismóloga, a baixa ocupação de aviões levou à redução
A presidente da ABBTur (Associação Brasileira de Bacharéis e Profissionais do Turismo) no Amapá, Lara Santos, diz que recentemente viajou entre Belém e Macapá numa aeronave com capacidade para 187 passageiros, mas estavam a bordo apenas 63 clientes. Esse recorte, embora não reflita um levantamento completo, demonstra como a crise pode ter afetado o setor da aviação. “As pessoas estão viajando menos”, resume a técnica. 
Ela explica que a consequência direta disso é que as companhias reduziram o número de voos, o que levou ao aumento das tarifas. “O problema é para quem precisa viajar com urgência, em cima da hora, como se diz”, aponta Lara, referindo-se especialmente a pessoas que precisam viajar para tratamento de saúde ou motivos profissionais. E ela tem razão. É que uma regra antiga e ainda muito válida dá conta de que com quanto mais antecedência se compra o bilhete, melhor as chances de conseguir boas tarifas, promocionais. 
Lara conta que destinos consolidados para os amapaenses, como Belém e Fortaleza, ficaram caros demais e já não são tão viáveis. “Antes conseguíamos preços de R$ 350, R$ 450 para Fortaleza; hoje não sai por menos de R$ 900 a R$ 1,1 mil”, lamenta a especialista.

Censo Hoteleiro reflete redução de passageiros, diz especialista
O turismo é acima de tudo uma atividade econômica, que movimenta nada mais do que 54 outras atividades empreendedoras, portanto forma o que os especialistas chamam de cadeia produtiva do turismo. E foi para esclarecer essas e outras dúvidas que a reportagem procurou um dos principais especialistas no assunto em Macapá, o turismólogo Sandro Bello, que é da direção local da ABBTUR, a Associação Nacional de Bacharéis e Profissionais do Turismo. 
Ele acaba de ser premiado por um artigo científico denominado “Censo Hoteleiro do Amapá”, levantamento inédito e que serve como norteador para o setor e também ajuda a entender os efeitos da diminuição da oferta de voos para Macapá. Sandro diz que o problema começou com o cancelamento de alguns voos, motivados pela baixa ocupação das aeronaves, que sabidamente precisam ter um percentual mínimo de ocupação para cobrir os custos operacionais. Depois vieram as retiradas de voos, com redução da oferta de assentos, claro.
O levantamento feito pelo especialista demonstra que com a queda do fluxo de passageiros, medidos no embarque e desembarque no aeroporto de Macapá, houve consequentemente uma redução da ocupação hoteleira. Para se ter uma ideia, em 2014 foram 748.480 hóspedes, contra apenas 662.247 em 2015, ou seja, uma redução de 87.233 turistas a menos no período.
O Amapá tem hoje 1.309 unidades habitacionais em sua rede hoteleira, o que significa dizer 2.202 leitos por dia ou 262.781 diárias por ano. “Vínhamos numa escalada de crescimento, a nível mundial em 2010 com uma ascensão econômica global, que teve reflexos aqui em 2012, com ampliação significativa no setor da aviação, impulsionado com a entrada da Azul operando em Macapá. Mas depois veio a crise de veio a público pouco depois das eleições de 2014. “E naquele ano a gente registrou o pico histórico de nossa ocupação hoteleira no Amapá, que possui um PIB hoteleiro de R$ 36 milhões anuais”, diz. Em outro estudo premiado, Sandro publicou o Observatório do Turismo Amapaense, sendo relacionado entre os 10 melhores turismólogos do país.


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Helicóptero resgata grávida com traumatismo craniano em arquipélago na Costa do Amapá

Uma mulher grávida de nove meses foi resgatada pelo Grupo Tático Aéreo (GTA), na tarde desta segunda-feira, 1º, na localidade de Vila Progresso, no Arquipélago do Bailique, zona rural de Macapá.
De acordo com a enfermeira responsável pela Unidade Básica de Saúde (UBS) do Bailique, Marilene dos Santos Silva, a paciente Nildacy Lacerda Campos, de 41 anos, estava tomando banho quando caiu. O marido estranhou a demora de Naildacy, abriu a porta do banheiro e viu que ela havia sofrido um acidente. Na UBS, ela foi atendida por um médico que constatou traumatismo craniano com suspeitas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que paralisou os membros do lado esquerdo da paciente.
Devido o estado de saúde e por estar grávida, o GTA foi acionado para fazer o resgate. “O estado de saúde da paciente inspira cuidados e, por estar grávida, o bebê corre risco. Se fosse de barco, os riscos seriam ainda maiores”, disse a enfermeira que acompanhou Naildacy.
A viagem de barco até o arquipélago do Bailique dura, em média, 12 horas. Assim que a aeronave pousou no estádio Glicério Marques, uma equipe do Serviço Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a encaminhou ao Hospital de Emergência.

Como acionar o GTA
Para esse ou qualquer outro tipo de ocorrência, há um protocolo de acionamento do GTA que é feito pelo Ciodes, por meio dos números 190 e 192. Se houver necessidade, a equipe entra em contato imediatamente com o GTA para atender a ocorrência.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Notas da coluna ARGUMENTOS, domingo e segunda-feira 31.07.2016 e 01.08.2016

Reação

O mês de julho chega ao fim com uma pequena resposta na economia, impulsionada, claro, pelo setor de turismo. É a chamada alta temporada, portanto de mais movimento nos aeroportos, hotéis, restaurantes e nas mais de 50 atividades impactadas.

Estudo

O turismólogo Sandro Bello foi ao rádio ontem falar das estatísticas que o Censo Hoteleiro 2015 revelou sobre o setor por aqui. De 2014 para 2015, foram exatos 87.233 diárias a menos na rede hoteleira do estado.

Recorde

Sobre os números, lembra que os números de 2014 foram um pico histórico da ocupação hoteleira local. “Vínhamos numa escalada de crescimento, iniciado em 2010, ano de ascenção econômica mundial”, diz.

Receita

Aliás, para quem ainda duvida do poder do turismo, vai aqui outro dado relevante. Segundo o Censo Hoteleiro, o PIB do Amapá ultrapassa a casa de R$ 36 milhões anuais. Nada mau, vamos combinar.

Caixa

Para fechar sobre esse raio-x do setor, o Amapá possui 1.309 unidades habitacionais, o que representa 2.202 leitos/dia. São 262.781 diárias por quem vem ao Amapá a negócios ou a lazer.

Daniel Sebben

O presidente da Aprosoja, entidade que congrega produtores de soja do Amapá, foi ao rádio ontem falar de um feito histórico. A primeira carga da produção local desse grão que está presente da mesa das família do país e do mundo inteiro. “Muitos consomem soja mesmo indiretamente”, diz ele.

Justiça

Começa nesta segunda-feira e vai até sexta-feira, no horário de 08 às 12 horas,  mais uma edição da Justiça Itinerante Terrestre. Desta vez, o bairro contemplado será o Conjunto Mestre Oscar Santos, localizado na Zona Norte de Macapá. Ações serão no centro comunitário daquele conjunto habitacional.

Artigo

Sarney escreve neste domingo no Diário do Amapá a respeito dos tempos atuais, do cenário político, especialmente daquele iniciado depois das eleições de 2014: “O espírito que vimos sair das últimas eleições foi o contrário disso. Se o outro pensava, era ruim. Se o outro sugeria, era preciso derrubar”.

Unidade

O artigo semanal de Sarney encerra com seu conhecido otimismo. “Vamos avançar na reconstrução de um país unido, que supera as diferenças, recupera sua economia, resolve os problemas sociais, reencontra o espaço do convívio humano, das famílias e das comunidades”, diz.


ENTREVISTA | “O turismo é uma grande alternativa para a crise econômica do país”

Syntia Lamarão. A secretária de turismo do estado fala das perspectivas para o setor no segundo semestre de 2016.
A secretária de turismo do Amapá, Syntia Lamarão, pronunciou-se pela primeira vez depois da publicação do novo Mapa Turístico do Brasil, política pública adotada pelo Ministério do Turismo para deslanchar um projeto denominado Programa de Regionalização do Turismo. Foi durante entrevista que ela concedeu ao jornalista Cleber Barbosa, para o programa Conexão Brasília, da Rádio Diário FM. Pelo desenho do novo mapa, apenas um polo regional foi reconhecido no Amapá, que já chegou a ter cinco polos preconizados pelo programa federal. Syntia minimiza essa redução, afirmando que os municípios que se habilitaram a participar do programa poderão receber atenção mais concentrada e incrementar esse roteiro. Os principais trechos da conversa o Blog publica a seguir.


Por Cleber Barbosa
Para o Diário do Amapá



Diário do Amapá – A Festa de São Tiago deste ano reeditou a boa frequência de público e se consolida como um evento de alcance estadual, não é?
Syntia Lamarão
– Com certeza, foi uma programação extensa cujo ponto alto foi na segunda-feira, com toda a programação religiosa, uma programação que pela comunidade e por todo o Governo do Estado. Sem dúvida recebemos um grande número de visitantes, com grande movimento para o município e que também foi marcado pela entrega oficial da rodovia toda asfaltada. A programação de São Tiago sempre produz grandes surpresas, apesar de toda a tradição.

Diário – Havia uma expectativa grande sobre a possibilidade da ponte sobre o rio Matapi ser entregue antes da festa deste ano, o que acabou não acontecendo devido a ajustes no projeto da obra segundo o governo. Ainda se viram muitas filas na balsa não é secretária?
Syntia
– É, a Secretaria dos Transportes fez um grande planejamento para evitar o máximo possível as filas, mas é claro que o volume era muito grande e em dados momentos de pico houve filas sim. Mas se Deus quiser até o final deste ano a ponte deverá ser inaugurada e as balsas serão coisa do passado.

Diário – Outra grande vantagem dessa ponte é a possibilidade de conectar os municípios de Macapá e Santana com o sul do estado, pois através de Mazagão é possível a ligação com o trecho sul da BR 156 que vai até Laranjal do Jari e Vitória do Jari, não é mesmo?
Syntia
– Exatamente, a rodovia estadual AP 010 é muito importante para a gente e passa e ser também uma rodovia de integração do estado com a parte sul, o que vai facilitar enormemente a vida de quem mora lá e também representará uma economia de vários quilômetros para quem vai ao sul do Amapá, pois hoje precisa antes acessar a BR 210.

Diário – Na semana passada o Ministério do Turismo divulgou o novo Mapa Turístico do Brasil, onde o Amapá figura com apenas uma região turística, chamado de Polo Macapá. Já foram cinco os polos turísticos cadastrados então a pergunta é se encolhemos do ponto de vista de potencial turístico?
Syntia
– Bom, a atualização do mapa turístico iniciou em dezembro do ano passado. Nós tivemos quatro meses para dar as respostas ao Ministério, período em que trabalhamos intensamente junto com todos os municípios. Infelizmente nem todas as prefeituras tem uma estrutura mínima ou um investimento mínimo para a atividade turística. Sabemos que é uma atividade de extrema importância que abre um leque imenso de possibilidades, especialmente para a economia do local.

Diário – Deixou a desejar então esse novo desenho do mapa turístico do país, cujo mote é a regionalização do setor?
Syntia
– Olha, foi um pacto celebrado pelo governo federal e os municípios que atenderam a esse chamado. O Estado era meramente um interlocutor, alguém que faz o pacto principal com o ministério, mas nessa construção depende das respostas de cada prefeitura junto ao Ministério do Turismo. Alguns, na verdade a maioria dos municípios, não dispõe de infraestrutura básica e também de órgão oficial, tampouco disponibilidade orçamentária e financeira destinada para essa atividade, infelizmente.

Diário – Há um gargalo em relação ao turismo, a senhora diria?
Syntia
– Nessa questão específica do Ministério do Turismo era o principal requisito quanto a pactuação do Programa de Regionalização do Turismo, o qual gerou a atualização desse mapa a que nos referimos anteriormente.

Diário – Que ficou como exatamente desenhado, secretária?
Syntia
– Apenas Macapá, Santana, Tartarugalzinho, Oiapoque e Serra do Navio alcançaram o perfil para que houvesse essa pactuação.

Diário – Desde a divulgação do mapa a primeira impressão foi negativa realmente até porque houve uma redução dos polos turísticos do estado, mas talvez esse enxugamento possa significar uma atenção maior e melhor aos destinos que restaram, não é?
Syntia
– Com certeza, essa é a nossa expectativa também. Na verdade, isso otimiza a implantação de políticas públicas porque não é simplesmente apenas realizar eventos. Temos que ter aí uma organização do setor para que tenhamos resultados positivos. Minha leitura a respeito dessa notícia é como um ponto positivo para que possamos iniciar a implantação de políticas públicas no estado que possibilitem retorno para o setor do turismo, que é extremamente importante pois é capaz de melhorar a qualidade de vida das pessoas das diversas comunidades, de uma região ou de um município, pois oportuniza a geração de emprego e renda para as pessoas.

Diário – A semana também foi marcada pela abertura das inscrições para o maior evento do turismo em todo o continente, que é a Expo Internacional de Turismo, em São Paulo. Este evento já se chamou Feiras das Américas e era no Rio de Janeiro. No ano passado o Amapá esteve presente a partir de um trabalho de sua gestão à frente da Setur, retomando a presença em um evento de grande visibilidade, a participação deste ano está garantida?
Syntia
– É, nós estamos dependendo apenas da resposta ao pedido de apoio que fizemos ao Ministério do Turismo, pois este ano nós já participamos da WTM, que ocorreu em março também no Expo Center Norte em São Paulo, quando esse apoio foi garantido. Nós estamos articulando junto ao Fórum Nacional do Turismo a participação de todos os estados, assim como no ano passado.

Diário – Estar presente neste tipo de evento faz parte de uma estratégia de promoção e marketing, o que pode sem dúvida ajudar no incremento do Amapá como destino turístico, não é secretária?
Syntia
– Exatamente, mas é oportuno lembrar que o Amapá já recebeu só no primeiro semestre mais de quinze mil turistas, são visitantes procedentes de outros estados e de outros países, então graças a Deus a gente está entrando nessa rota e sem dúvida alguma crescendo cada vez mais.

Diário – Um recente estudo de demanda hoteleira acabou registrando uma perda significativa de hóspedes no último ano, impactada também pela crise econômica que resultou até na redução do número de voos para Macapá. Estamos em plena alta temporada e o setor ensaia uma reação. A senhora está otimista?
Syntia – Com certeza, o turismo é uma atividade que nesse momento é uma grande alternativa para a crise econômica e temos a oportunidade de crescer, essa é a minha expectativa e a minha crença.


Perfil…

Entrevistada. A secretária Syntia Machado dos Santos tem 29 anos de idade, é amapaense, casada e mãe de uma filha; é bacharel em Direito, formada pela Faculdade Estácio de Sá/Famap e pós graduanda em Gestão Pública; exerceu vários cargos públicos como de chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Assistência Social, diretora Administrativa Financeira da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Semdec); Secretaria Municipal de Assistência Social e Trabalho (Semast) e Secretaria Estadual do Desporto e Lazer (Sedel); assessora especial da Diretoria Geral do Ministério Público do Estado do Amapá (MPEA) e da Companhia Docas de Santana (CDSA), além de consultora política na Assembleia Legislativa do Estado do Amapá.


Notas da coluna ARGUMENTOS, sábado, dia 30 de julho de 2016.

Riscos

Os jogos olímpicos vão começar e os brasileiros terão motivos para outro tipo de torcida: que não saia mais nada errado. Sim, porque o constrangimento com os apartamentos mal-acabados queimou nosso filme. Agora é pedir a Deus que as mazelas não sobressaiam.

Evasiva

O duro foi ouvir o argumento do diretor do consórcio responsável pela construção da Vila Olímpica, que alegou ser “uma obra muito grande”. Mas espera aí cara pálida (como diria o Paulo Silva). Tu não sabias?

A água

A baía da Guanabara e a lagoa Rodrigo de Freitas, que serão usadas nos esportes náuticos, também inspiram preocupação, ante o estado de poluição da água. Vai ter vídeo com carcaça de geladeira. Pode esperar.

Pressão

Mas a gente é não só coisa ruim, ao contrário. Há inúmeras atrações no Rio de Janeiro que já estão encantando os visitantes. O que a gente está fazendo aqui é uma crítica com o que ficou por ser feito.

Esporte

Para fechar sobre a Rio 2016 fica aqui a torcida de que o “Time Brasil” possa fazer bonito e aproveitar que joga em casa para se dar bem. Tem que buscar equilíbrio, concentração e foco. É por aí. Só acho!

Estrada

Engenheiros federais estão debruçados na prancheta com o projeto da BR 210, a chamada Perimetral Norte. É que o projeto original era passar com ela em quatro estados, do Amapá ao Amazonas, passando pelo Pará e por Roraima. O trecho pavimentado que passa aqui está muito bom.

Capacitação

TRE-AP encerrou ontem o curso Aperfeiçoamento em Direito Eleitoral. A qualificação foi elaborada pela Escola Judiciária e contou com o apoio de vários setores do TRE e Zonas Eleitorais. Durante três dias, palestrantes especialistas em Eleições explanaram sobre temas relevantes e situações reais.

Valendo

Os participantes da capacitação, voltada para juízes e promotores eleitorais, delegados da Polícia Federal, policiais militares e servidores da Justiça Eleitoral, tiveram a oportunidade de absorver conteúdo específico e assim aplicar em suas respectivas atuações durante as eleições deste ano, cujo calendário começou.

Palestrante

O promotor de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro, que também é professor universitário, Dr.  Bruno Gaspar de Oliveira Corrêa, discorreu sobre Direito Penal Eleitoral. Ele tirou dúvidas sobre infrações e sanções que possam ocorrer durante as Eleições Municipais.


Justiça Itinerante Terrestre levará atendimentos jurisdicionais a moradores do conjunto Mestre Oscar

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No período de 01 a 05 de agosto de 2016, no horário de 08 às 12 horas,  o Judiciário amapaense realiza mais uma edição da Justiça Itinerante Terrestre. Desta vez, o bairro contemplado será o Conjunto Mestre Oscar Santos, localizado na Zona Norte de Macapá.
oscar 2As ações serão concentradas no Centro Comunitário daquele complexo habitacional. Serão ofertados serviços judiciais nas áreas cíveis, de família com ações de guarda, alimentos, execução e divórcio; além das atividades da Casa de Justiça e Cidadania, que incluem regularização do registro civil, retirada do cartão do SUS e outros, e ainda, atendimentos do programa Pai Presente, orientações e encaminhamentos.  
Participam da Jornada parceiros como a POLITEC, o CAMUF, o Núcleo de Prática Jurídica da Faculdade Estácio FAMAP, a Defensoria Pública do Estado, o Ministério Público Estadual e a CAESA.

Notas da coluna ARGUMENTOS, sexta-feira, dia 29 de julho de 2016.

Verão

A estação da estiagem e do calor dá as caras e mostra que o amapaense terá novamente a incômoda companhia da poeira. E da fuligem. Trata-se daquela camada de fumaça que insiste tomar conta do horizonte pelas manhãs. Resultado de queimadas no campo.

Cerração

Agora tem uma coisa que muita gente que foi à Serra do Navio cansou de postar nas redes sociais nestas férias. A neblina da região montanhosa de lá. A origem do nome deriva disso, região serrana mesmo.

Estradas

Por falar em verão, o titular da Setrap, Jorge Amanajás, quer virar a página da pré-candidatura a PMM focando no trabalho. Acha que o verão sempre é tempo de avançar com obras viárias e de terraplenagem.

Marasmo

O aeroporto de Macapá segue sem uma definição sobre sua conclusão. Oficialmente as obras estão em andamento, segundo a empresa contratada, mas quem passa por lá há muito não vê muito movimento.

Saudosismo

Haroldo Pinto Pereira, ex craque do futebol amapaense, diz que há algum tempo não vai à Serra do Navio. “Da última vez deu um perto na garganta”, diz ele, que também foi funcionário da Icomi.

No rio-mar

A propósito da reportagem publicada pelo Blog no último domingo, sobre o River Tour pelo rio Amazonas, leitor envia mensagem para dizer que passou por essa experiência há alguns anos em Macapá e que faz planos para repetir. Ele mora em Goiânia e diz ter sido uma experiência de vida.

Segurança

A justiça eleitoral também está preocupada com garantias da eleição em Santana. Na próxima terça-feira, o desembargador Carlos Tork, reunirá no Cartório Eleitoral de lá com autoridades da cidade para alinhar o Plano de Segurança Pública para as Eleições 2016, naquele município.

Números

Santana é o segundo maior colégio eleitoral do Amapá. O município possui, 73.096 cidadãos votarão no pleito deste ano Eleições 2016. “Estamos trabalhando para as próximas Eleições sejam limpas, seguras e transparentes. Vamos fazer valer a decisão dos eleitores e por isso essas providências”, diz Tork.

Autoridades

Também foram convidados para a reunião o promotor Miguel Angel Ferreira, coronel Aldinei Almeida, comandante do 4° Batalhão da PM, delegada Luísa Rosa Maia, titular da 2a. DP, delegado Sandro Siney Torrinha, da 1ª DP e delegada Maria Leida Borges de Souza, da DCCM.


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