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sexta-feira, 18 de março de 2016

Professor da Universidade Mackenzie analisa manifestações contra Dilma&Lula

As manifestações de 13 de março de 2016: um dia histórico

*Rodrigo Augusto Prando

O dia 13 de março de 2016 ganhou as páginas dos livros de História. As manifestações contrárias ao Governo Dilma Rousseff foram as maiores manifestações de rua já realizadas no Brasil. Ousaria dizer – necessitando de um historiador para corroborar – que, ontem, assistimos, também, o maior protesto já realizado no mundo contemporâneo, numa sociedade democrática e contra um governo constituído. E, vale dizer, sem nenhum incidente que mereça registro.

Para além da guerra dos números, dos dados quantitativos, houve o principal elemento, o qualitativo: o recado foi dado com vigor ao mundo político, aos atores políticos. Se, por si só, a manifestação não é capaz de levar ao fim do Governo Dilma, ela, certamente, aumenta sobremaneira a pressão nesta já combalida administração petista. Manifestações conjugadas às investigações levadas a cabo pela Operação Lava Jato, bem como a insatisfação do Congresso Nacional podem, como a saída do PMDB da base aliada, determinar o destino de Dilma e seu partido.

É possível, mas pouco provável, que o governo reaja. Falta uma narrativa aos petistas. Usar da ideia de um país divido, de ricos contra pobres, não cola mais. Objetivamente, nada se apresenta, na economia, com sinais de melhora; subjetivamente, a Presidente não consegue liderar e dialogar com os atores políticos e com a sociedade. Levar Lula para seu ministério pode significar o aceleramento da crise política. Para Dilma, qualquer cenário é ruim, desanimador mesmo.

Esse governo, com pouco mais de um ano, já parece velho, fadado à extinção. O problema, penso eu, é que o “novo” ainda não se apresenta com nitidez. Os personagens de nossa política, de qualquer partido que se imaginar, parecem estar aquém da situação em voga. Não nos enganemos: a saída da crise requer Política, com P maiúsculo, uma Política de cidadãos aliados aos seus representantes políticos. O momento reclama serenidade, mas firmeza; reclama mais e não menos democracia.

*Rodrigo Augusto Prando é sociólogo e professor do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas da Universidade Presbiteriana Mackenzie.



Sobre o Mackenzie
A Universidade Presbiteriana Mackenzie está entre as 100 melhores instituições de ensino da América Latina, segunda a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação.

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